PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DA SAÚDE (PGRSS)

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1 PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DA SAÚDE (PGRSS) 1

2 1. Apresentação do Projeto O presente documento tem por finalidade apresentar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde PGRSS, dos estabelecimentos de saúde públicos e privados, baseado nos princípios da não geração e da minimização de resíduos, contemplando os aspectos referentes á geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, reciclagem e disposição final, bem como a proteção a saúde pública e ao meio ambiente. 2. Objetivo Geral Elaboração de um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde(PGRSS), objetivando a implementação de diretrizes que visam a gestão ambientalmente correta dos resíduos gerados nos estabelecimentos de saúde e suas possíveis soluções Objetivos Específicos Minimizar a geração de resíduos na fonte; Reduzir o volume e toxicidade na geração dos resíduos; Adequar a segregação na origem; Contribuir para o controle dos riscos de acidentes de trabalho; Controlar e reduzir riscos ao meio ambiente; Controlar e reduzir riscos para a saúde pública; Contribuir para a qualidade da higiene em unidades de saúde, com enfoque no controle de infecção hospitalar; Assegurar o adequado manejo dos resíduos, buscando a melhoria contínua do PGRSS; Promover a educação ambiental. 2

3 3. Justificativa As estratégias de sustentabilidade ambiental buscam compatibilizar as intervenções antrópicas com as características dos meios físico, biológico e socioeconômico, minimizando os impactos ambientais, por meio do manejo adequado e menor geração dos resíduos sólidos. A implantação de políticas de gerenciamento dos resíduos sólidos de saúde (RSS) nos diversos estabelecimentos de saúde requer, não apenas investimentos na organização e sistematização dessas fontes geradoras, mas deve despertar uma consciência humana e coletiva quanto à responsabilidade com a própria vida humana e com o ambiente. (TRAMONTINI et al., 2008) Altas taxas de doenças infecciosas são constatadas, decorrentes do mau acondicionamento, armazenamento e destino dos resíduos gerados nos estabelecimentos de saúde. A falta de um plano sistêmico para tratamento destes resíduos constitui-se num risco para a saúde da comunidade hospitalar e da população em geral. Ao elaborar um PGRSS Três aspectos fundamentais podem ser considerados: a organização do sistema de manuseio dos resíduos sólidos, os aspectos técnico-operacionais relacionados aos resíduos sólidos e os recursos humanos devidamente capacitados para o funcionamento do sistema. (TRAMONTINI et al., 2008) O gerenciamento correto dos resíduos sólidos significa não só controlar e diminuir os riscos, mas também alcançar a minimização dos resíduos desde o ponto de origem, o que elevaria também a qualidade e a eficiência dos serviços que proporciona o estabelecimento assistencial de saúde (SCHNEIDER et al., 2004). É importante conhecer como os resíduos estão sendo classificados e segregados, qual é o tipo de acondicionamento, horário e freqüência das coletas, bem como selecionar o melhor transporte, o melhor método de tratamento para os diferentes resíduos e a melhor maneira de dispor os mesmos (CONFORTIN, 2001). 3

4 4. Responsabilidades do PGRSS É de responsabilidade de todos os estabelecimentos assistenciais de saúde humana, implantar e implementar seus Planos de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde. Vale ressaltar que o PGRSS será único, mesmo quando os estabelecimentos possuírem serviços terceirizados na unidade. São geradores de RSS: todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal; laboratórios analíticos de produtos para a saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento; serviços de medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área da saúde; centro de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura, serviços de tatuagem, dentre outros similares. Fonte: (Resolução CONAMA nº 358/ Brasil) 5. Legislação e Normas Técnicas Conhecimento e utilização das normas e leis referentes aos resíduos e meio ambiente, bem como segurança do trabalho e outras pertinentes ao PGRSS. 4

5 6. Caracterização do Estabelecimento Compreende a identificação e caracterização física da unidade de saúde e outros empreendimentos cujas atividades resultem em geração dos Resíduos de Serviços de Saúde. Identificação Classificação do Estabelecimento de Saúde; Caracterização Física do Estabelecimento; Informações Complementares; Sequência de etapas para elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Seviços de Saúde 7. Etapa 1 - Identificação do problema Consiste no levantamento e análise dos elementos de informações referente aos resíduos, com o objetivo de avaliar as demandas e condições de ordens gerenciais e operacionais destes nas unidades de saúde. Abrange o reconhecimento do problema e a sinalização positiva da administração para início do processo. O que fazer nesta etapa Definir, provisoriamente, um responsável pelas tarefas. Analisar os contextos local, provincial e nacional no qual deverá se inserir o PGRSS, nos aspectos econômicos, social, político, jurídico etc. Identificar as políticas nacionais em vigor no campo de resíduos sólidos. 5

6 Levantar o que já é realizado na gestão de resíduos nos serviços públicos, Ongs, grupos de base, iniciativas locais. Estudar a documentação existente: relatórios internos, literatura sobre o assunto, estatísticas oficiais, alvarás, autos, licenciamento, etc. Realizar uma avaliação preliminar dos resíduos de serviços de saúde RSS gerados pelo estabelecimento e da gestão destes. Mapear todas as áreas do estabelecimento envolvidas com RSS. Elaborar uma estratégia de trabalho. Obter o respaldo da direção da instituição. Discutir com a direção todas as etapas de trabalho. conhecimento preliminar do problema; plano preliminar de trabalho; aprovação da Diretoria. (ANVISA, 2006) 8. Etapa 2 Escolha da equipe de trabalho Definição das pesoas envolvidas no PGRSS: quem faz o que e como. O que fazer nesta etapa Escolha da equipe que fará parte do PGRSS. Os requisitos são: formação técnica para as tarefas; responsabilidades: qualificações para as atribuições e funções; avaliação das competências de cada um e sua melhor utilização. A equipe de trabalho deve ser treinada adequadamente para as tarefas e participar de todas as etapas do plano. 6

7 Equipe de trabalho composta e treinada. (ANVISA, 2006) 9. Etapa 3 Mobilização do estabelecimento Esta etapa abrange o envolvimento da organização para a realização do PGRSS, através da sensibilização dos funcionários sobre o processo a ser iniciado, disseminando informações gerais e específicas sobre RSS e o PGRSS. O que fazer nesta etapa: Promover reuniões com os vários setores para apresentar a ideia, o possível esquema de trabalho e o que é esperado de cada unidade. Promover atividades de sensibilização sobre a temática, como, por exemplo, conferências, oficinas, filmes e outras. Criar formas permanentes de comunicação com os funcionários, como, por exemplo, um painel que seja regularmente atualizado com informações sobre temáticas ambientais e o desenvolvimento do PGRSS. Organizar campanhas de sensibilização sobre necessidade do PGRSS. Preparar um questionário para levantar a percepção dos funcionários sobre o meio ambiente, identificando eventuais questões chaves relacionadas aos resíduos de serviços de saúde. Divulgar os resultados da pesquisa a todos os funcionários, por meio de cartazes, folhetos e outros meios disponíveis na organização. 7

8 conhecimento, por todos os funcionários, da importância de se gerenciar os RSS e do que é o PGRSS; envolvimento dos funcionários na execução, implantação e manutenção do PGRSS.(ANVISA, 2006) 10. Etapa 4 Diagnóstico da situação dos RSS Abrange o estudo da situação do estabelecimento em relação aos RSS. A análise identifica as condições do estabelecimento, as áreas críticas. Fornece os dados necessários para a implantação do plano de gestão. O que fazer nesta etapa: Levantamento das atividades Identificação dos resíduos Acondicionamento dos resíduos Coleta e transporte interno Fluxo da coleta interna Quantificação dos RSS Armazenamento interno e externo Área de higienização Coleta e transporte externo Tratamento Disposição final Política de gestão ambiental Capacitação e treinamento Avaliação global dos dados levantados 8

9 Relatório contendo a análise da situação atual do serviço de saúde quanto à gestão dos RSS e identificação de situações críticas, semicríticas e não críticas. 11. Etapa 5 - Definição de metas, objetivos, período de implantação e ações básicas Esta etapa corresponde à organização e sistematização de informações e ações que serão a base para a implantação contínua do PGRSS. O que fazer nesta etapa: Decidir quais as metas a serem atingidas. Indicar o momento adequado para se dar início à execução do plano e definir cronograma. Construir os objetivos que levarão ao atingimento das metas. Dimensionar a equipe de trabalho, relacionando número de empregados, cargos, formação e responsabilidade técnica. Dimensionar espaços necessários, materiais e equipamentos. Investimentos econômico-financeiros Relacionar e quantificar os investimentos necessários para a implantação e avaliação do PGRSS. Cronograma de implantação e execução do PGRSS Ordenar as propostas de ação em função de sua prioridade. Definir, para todas as pessoas envolvidas, o que fazer, quando e como. 9

10 Definir os recursos necessários para implantar as ações, como compra de contenedores e outras que não dependem de obras. Elaborar projetos para as obras civis necessárias, de acordo com especificações técnicas e da legislação sanitária e ambiental em vigor, assim como das normas e padrões estabelecidos pelos serviços públicos (por exemplo, de água e esgoto). Obter, dos órgãos públicos, aprovação para construção de abrigos, ampliação de sala de resíduos, tratamento e outras obras estabelecidas no plano de ação. Obter os recursos necessários. metas, objetivos e período de realização do PGRSS definidos; relatório contendo todas as ações propostas, com indicação de recursos e tempo para implantação. 12. Etapa 6 Elaboração do PGRSS Abrange o plano para o gerenciamento contínuo dos resíduos de serviços de saúde. O que fazer nesta etapa: Hierarquizar os problemas diagnosticados, verificando: sua gravidade ou urgência; os custos de sua resolução (financeiros, humanos e materiais); o prazo e o esforço necessários para isso; a facilidade de envolvimento da organização no processo de mudança. Verificar a efetividade dos programas de prevenção ambiental e promoção da saúde existentes. 10

11 Seguir um roteiro para a construção do plano de acordo com as legislações sanitárias e ambientais. Levantamento dos dados do estabelecimento. Caracterização dos aspectos ambientais: o Abastecimento de água o Efluentes líquidos o Emissões gasosas o Tipos e quantidades de resíduos gerados o Segregação o Tipo de acondicionamento Coleta e transporte interno dos RSS o Coleta interna o Roteiros de coleta o Transporte interno o Armazenamento temporário dos RSS o Armazenamento para a coleta externa dos RSS o Coleta e transporte externo dos RSS o Tratamento dos RSS o Disposição final dos RSS o Outras avaliações de riscos o Serviços especializados o Recursos humanos, CCIH, CIPA, SESMT e Comissão de Biossegurança o Capacitação o Controle de insetos e roedores o Situações de emergência e de acidentes o Identificação e locação em esquemas ou fluxogramas o Indicadores de execução e avaliação Validação o Após a redação de todo o plano, obter a validação deste pelo gestor do estabelecimento ou instituição. 11

12 PGRSS elaborado; forma de avaliação definida; documento contendo relatório validado pelo gestor. 13. Etapa 7 Implementação do PGRSS Abrange as ações para a implementação do PGRSS, com base no documento contendo o plano validado pelo gestor do estabelecimento ou instituição. O que fazer nesta etapa: Estabelecimento das ações, procedimentos e rotinas concebidos no PGRSS, os prioritários, indispensáveis ao início da operação. Estabelecer um plano de contingência até que todas as ações necessárias para implantar o plano estejam prontas. Executar as obras planejadas. Fazer o acompanhamento estratégico e operacional das ações. PGRSS implantado. 14. Etapa 8 Avaliação do PGRSS Estabelece os períodos e formas de avaliação do PGRSS, de acordo com indicadores. 12

13 O que fazer nesta etapa: Verificar se os resultados esperados foram ou serão atingidos e, se existirem diferenças, quais as razões. Verificar se outros indicadores, com melhor desempenho e mais pertinentes que os estabelecidos, podem ser utilizados na continuidade do plano. Elaborar um quadro de acompanhamento apontando o resultado da avaliação. Propor adaptações ao PGRSS, onde for necessário, considerando a avaliação feita e outras auditorias internas e externas. Discutir com a equipe e o setor responsável pelas adaptações propostas e considerá-las no orçamento. PGRSS avaliado; modificações, adaptações e redefinições; propostas implantadas. 15. Cronograma físico Mês: Responsáveis Tarefa Etapa 1 - Identificação do Problema Etapa 2 Escolha da equipe de trabalho Etapa 3 Mobilização do estabelecimento Etapa 4 Diagnóstico da situação dos RSS Etapa 5 - Definição de metas, objetivos, período de implantação e ações básicas Etapa 6 Elaboração do PGRSS Etapa 7 Implementação do PGRSS 13

14 Etapa 8 Avaliação do PGRSS Acompanhar o progresso do projeto Continuidade do projeto 16. Sugestão de Projetos decorrentes do PGRSS Aterro sanitário; Usina de reciclagem; Empresa para coleta e transporte dos resíduos; Empresa para tratamento dos resíduos. Amarildo R. Ferrari Pós-Graduado em Educação Ambiental pela Universidade Politécnica da Catalunha (UPC - Espanha); Pós-Graduado em Direito Ambiental pela Universidade Paulista (UNIP); Filósofo pela PUCRS; Professor dos Cursos: o Licenciamento Ambiental o Gestão de Resíduos Sólidos o Educação Ambiental e Ética o Recuperação de Áreas Degradadas o Avaliação de Impactos Ambientais o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável o Direito e Legislação Ambiental; Diretor Administrativo e consultor do CENED. 14

15 Contatos Amarildo R. Ferrari Fone: (51) Skype: cenedcursos Palestras e Cursos in Company (presenciais) 15

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