TRANSFERÊNCIAS FISCAIS E CONVERGÊNCIA REGIONAL NO BRASIL. PALAVRAS CHAVES: Crescimento, Transferências, Dinâmica, Convergência e Governo.

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1 TRANSFERÊNCIAS FISCAIS E CONVERGÊNCIA REGIONAL NO BRASIL PALAVRAS CHAVES: Crescmento, Transferêncas, Dnâmca, Convergênca e Governo. PEDRO JUCÁ MACIEL Analsta de Fnanças da STN/Mnstéro da Fazenda Mestre em Economa pela UnB Doutorando em Economa pela UnB JOAQUIM ANDRADE Prof. Departamento de Economa Unversdade de Brasíla (UnB) Harvard Unversty, PhD VLADIMIR KUHL TELES Prof. Escola de Economa de São Paulo (EESP/FGV-SP) Fundação Getúlo Vargas Doutor em Economa pela UnB

2 TRANSFERÊNCIAS FISCAIS E CONVERGÊNCIA REGIONAL NO BRASIL RESUMO Este artgo tem o objetvo de analsar as transferêncas governamentas federas aos estados e muncípos. Prmeramente, são apresentados a descrção e os valores transferdos dos fundos do governo federal: FPE, FPM, Fundos Regonas, FUNDEF, Fundo de Incentvos a Exportação e a CIDE Estadual. Em seguda, descreve-se a metodologa de nserção do governo na economa como responsável das polítcas de transferêncas às regões. Os resultados das prncpas varáves do modelo são reportados no ambente com o atual nível das transferêncas e sem consderá-las. Com a exclusão das transferêncas, as economas das regões Sul e Sudeste melhoram sgnfcatvamente, enquanto as regões mas pobres sofrem um mpacto econômco negatvo proporconalmente maor. Verfca-se que a atual polítca de descentralzação de recursos provoca uma queda no produto naconal em 2,8%. Por fm, o trabalho analsa mudanças nter-regonas nos crtéros de transferêncas, conclu-se que, quanto mas progressva é a dstrbução da polítca regonal, menor será o crescmento econômco naconal. PALAVRAS CHAVES: Crescmento Econômco, Transferêncas Governamentas, Dnâmca Regonal, Convergênca. ABSTRACT Ths paper ams to analyze the mpact of the federal government transfers to states and muncpals dstrcts. Frst of all, It s presented a descrpton of the federal government funds and ts transfer values: FPE, FPM, Regonal Funds, FUNDEF, Export Incentves Funds and the State CIDE. The methodologcal aspects of the government nserton at the economy are descrbed n the followed secton. At the model, the government s responsble just for the transfer polces to the regons. The results of the model s most mportant varables are reported n the forth secton, consderng the transfers and excludng them. The transfer excluson mpacts postvely the South and Southeast economes. However, the poorest regons economes suffer a proportonally larger decrease. The results ndcate that the current decentralzaton polcy provokes a drop of the natonal product by 2,8%. Fnally, It s examned the changes of the nterregonal crtera for transferences, fndng a negatve relatonshp between progressve dstrbutve transfer polce and natonal economc growth. KEYWORDS: Economc Growth, Government Transfers, Regonal Dynamc, Convergence. JEL: R10; R11; R13 2

3 1 INTRODUÇÃO O Brasl é notoramente um país com grandes desgualdades regonas. A TABELA 1.1 apresenta a dstrbução regonal da população e produção braslera entre suas regões. Observa-se que a população braslera esta concentrada nas regões Nordeste e Sudeste, juntas totalzam 71% da população braslera. A produção regonal braslera, no entanto, não segue essa dstrbução. A maor dscrepânca está na regão Nordeste onde se concentra 28,1% população braslera e sua produção é apenas 13,1% da naconal. A regão Sudeste é apontada como a mas rca do país cujo PIB / População é cerca de 2,9 vezes maor que a regão mas pobre, o Nordeste. É nteressante observar que as regões Sul e Centro-Oeste apresentam o PIB por habtante acma da méda naconal, enquanto o Norte apresenta um valor próxmo do Nordeste. TABELA DADOS POPULACIONAIS E ECONÔMICOS REGIONAIS DO ANO 2000 Regão População % PIB % PIB / População Sudeste , ,79 R$ Nordeste , ,09 R$ Centro-Oeste , ,95 R$ Norte , ,60 R$ Sul , ,57 R$ BRASIL , ,00 R$ Fonte: IPEA. Elaboração própra MACIEL, ANDRADE e TELES (2005) elaboram um modelo de equlíbro geral dnâmco que descreve o comportamento das varáves descrtas acma para as cnco regões brasleras e realzam análse de convergênca das rendas per capta. Os resultados ndcam uma tendênca à formação de dos steady states para as rendas per capta das regões braslera: rco e pobre. As regões Sul e Centro-Oeste tendem a alcançar a renda per capta da regão mas rca, o Sudeste. Por outro lado, as regões mas pobres, o Nordeste e Norte, não tendem a apresentar mudanças sgnfcatvas na dnâmca de suas rendas per capta, permanecendo em um nível nferor em torno de 3,2 e 2,1 vezes, respectvamente, às demas regões. Esse trabalho, no entanto, não assume a exstênca do governo como provedor de polítcas públcas para promoção da equdade regonal. Logo, é nteressante analsar a atuação do governo, como extensão ao trabalho, para o crescmento regonal através das transferêncas de rendas orgnáras da arrecadação trbutára federal aos estados e muncípos. Com esses recursos orgnáros das transferêncas, os entes federatvos têm autonoma para exercer a polítca fscal nas áreas de seu nteresse. A polítca fscal do governo va polítcas regonas para promoção do crescmento econômco mas equlbrado entre as regões é bastante polêmca. SUDENE (1967) mas conhecdo como GTDN - elaborado por Celso Furtado trata da polítca regonal baseada nas teoras estruturalstas da CEPAL. Usando o conceto de centro-perfera, o estudo explca a pobreza sendo dervada das perdas dos termos de ntercâmbo que não permtem que certas regões acumulem recursos nternamente. CAVALVANTI (2004) mencona que a essênca da teora cepalna está na crença de múltplos equlíbros: sem coordenação, nenhuma frma rá nvestr, a produção local e o mercado serão pequenos. A solução sera um pg push do governo para a coordenação dos nvestmentos. Se os setores adotam retornos crescentes sobre a tecnologa, eles podem crar renda e demanda para outros setores, aumentando o mercado e fazendo a ndustralzação lucratva. 3

4 Com essa base teórca, Furtado sugere polítcas de ncentvos a ndustralzação para a regão como: crédtos para mpostos e nvestmentos, fnancamentos de longo-prazo, nvestmentos públcos em nfra-estrutura (especalmente estradas e energa) e redução do mposto de renda sobre as pessoas jurídcas. A Consttução Braslera de 1988 estabeleceu um mportante mecansmo que são os fundos regonas consttuconas, orgnáros de 3% sobre os mpostos de renda e de produtos ndustralzados. Esses fundos têm o objetvo de fazer empréstmos para frmas a juros subsdados no Norte (Fundo Consttuconal do Norte - FNO), Nordeste (Fundo Consttuconal do Nordeste FNE) e Centro-Oeste (Fundo Consttuconal do Centro-Oeste FCO). A admnstração dos recursos desses fundos é feta pelo Banco da Amazôna, Banco do Nordeste e Banco do Brasl, respectvamente. Há autores que dscordam das polítcas propostas por Furtado. PESSOA (1999), por exemplo, muda o foco da análse regonal. Os dferencas da renda per capta entre as regões são determnados pelas característcas dos ndvíduos que moram na regão, não por característcas da regão. Assm, sugere polítcas focadas no ndvíduo como o aumento educação méda da população. O autor mencona que se há mobldade de locomoção dos ndvíduos, as desgualdades de renda per capta desapareceram, mesmo que a produção se concentre em apenas uma regão. Fato este que não se consttu um problema de crescmento ou desenvolvmento. O presente artgo tem o objetvo de estender o modelo de MACIEL, ANDRADE e TELES (2005) para que possa ser utlzado à análse das transferêncas legas para estados e muncípos do Brasl, nserndo o governo na economa. Através de smulação computaconal, é possível descrever o comportamento das varáves macroeconômcas envolvdas para as cnco regões brasleras em um modelo de equlíbro geral dnâmco. Assm, o trabalho busca estudar o mpacto das transferêncas para as economas regonas e naconal, além das possíves conseqüêncas de re-alocações das atualmente transferêncas entre os entes federatvos. Na seção 2, o trabalho apresenta as prncpas transferêncas do governo federal a estados e muncípos, analsa seus fatos geradores e sua dstrbução regonal. A seção segunte expõe a metodologa utlzada no trabalho, descrevendo o modelo de equlíbro geral dnâmco proposto. Na quarta seção, é apresentada a análse empírca do modelo relatva às smulações sobre as regões e a economa naconal braslera. Por fm, a seção 5 apresenta os prncpas resultados e conclusões do trabalho. 2 TRANSFERÊNCIAS GOVERNAMENTAIS A Consttução Federal atual estabelece no seu artgo tercero, ncso III, que a redução das desgualdades socas e regonas consttu um objetvo fundamental da Repúblca Federatva do Brasl. Com este propósto e vsando descentralzar a polítca fscal do Governo, a consttução crou mecansmos de transferêncas de recursos federas para melhor gestão públca e promoção do crescmento mas eqütatvo das regões brasleras. Os prncpas mecansmos são: Fundo de Partcpação dos Estados - FPE. Fundo de Partcpação dos Muncípos - FPM. Fundos Consttuconas Regonas (FNE, FNO e FCO). Fundo de Manutenção e de Desenvolvmento do Ensno Fundamental e Valorzação do Magstéro - FUNDEF. Fundo de Incentvos à Exportação. Contrbução de Intervenção sobre o Domíno Econômco - CIDE. Essas transferêncas legas são mportantes nstrumentos para a descentralzação de trbutos do governo federal aos estados e muncípos e fundamentas para o equlíbro das 4

5 contas públcas de város entes federatvos. Cada mecansmo será apresentado mas detalhadamente a segur. 2.1 FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS - FPE O FPE é orgnáro de 21,5% da arrecadação do Imposto de Renda IR e do Imposto de Produtos Industralzados IPI. A dstrbução do FPE é feta de manera que 85% dos recursos são destnados a estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. A TABELA 3.2 apresenta os valores dstrbuídos no ano 2000 para as regões brasleras. Observa-se que a regão Norte apresenta o maor valor per capta do FPE, acompanhada do Nordeste e Centro-Oeste. Interessante notar que, apesar do Nordeste ser a regão de menor renda per capta e de ndcadores socas do país, a mesma não dsponblza do maor FPE per capta. Fato este justfcado pela fxação dos coefcentes de transferêncas pela Le Complementar n. 62 em 1989 sem que houvesse qualquer modfcação, apesar das mudanças econômcas e socas ocorrdas na últma década. TABELA DISTRIBUIÇÃO DO FPE NO ANO 2000 Regão FPE (R$ ml) % do Total FPE per capta Sudeste ,48 R$ 14,27 Nordeste ,46 R$ 133,85 Centro-Oeste ,17 R$ 75,10 Norte ,37 R$ 239,59 Sul ,52 R$ 31,62 Fonte: Secretara do Tesouro Naconal. Elaboração própra Os coefcentes ndvdualzados por estado se encontram no anexo da referda Le. É mportante menconar que se deve consderar a receta líquda do IR e IPI para o cálculo do FPE. Ou seja, receta bruta, nclusve com multas e juros, subtraída dos ncentvos fscas (FINOR, FINAN, FUNRES, PIN, PROTERRA) e as resttuções líqudas. Em 2000, o montante de recursos líqudos transferdos aos Estados através do FPE totalzou R$ 12,1 blhões de reas, cerca de 1,11% do PIB braslero. 2.2 FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS - FPM O FPM é um nstrumento de grande mportânca para as fnanças públcas muncpas, prncpalmente aos muncípos pequenos que não tem uma máquna públca para a gestão da arrecadação própra. Os recursos do FPM são orgnáros de 22,5% do IR e do IPI líqudos. A dstrbução do FPM aos muncípos é feta da segunte forma: 10% para as captas. 86,4% para os demas muncípos do nteror. 3,6% para os muncípos do nteror que fazem parte da reserva (mas de 142 ml habtantes). Sua dstrbução é baseada nos coefcentes de partcpação dvulgados pelo Trbunal de Contas da Unão, os quas são elaborados de acordo com os dados populaconas levantados anualmente pelo IBGE. O valor do repasse para as captas é calculado levando-se em consderação a população com o nverso da renda per capta do estado a que pertence. Anterormente à Le Complementar nº. 62 de 1989, hava uma estratéga domnante aos Estados da Federação aumentar o número de muncípos para receberem maor quota do FPM naconal. Essa legslação, no entanto, assegura que a cração de novos muncípos tem mpactos na dmnução do coefcente de repasse dos muncípos apenas no própro estado. Assm, caso o estado deseja crar um novo muncípo, sua quota global do FPM permanece a mesma, tendo que repartr o mesmo recurso com mas entes muncpas. 5

6 TABELA DISTRIBUIÇÃO DO FPM NO ANO 2000 Regão FPM (R$ ml) % do Total FPM per capta Sudeste ,07 R$ 54,99 Nordeste ,30 R$ 94,76 Centro-Oeste ,41 R$ 81,60 Norte ,75 R$ 86,96 Sul ,47 R$ 89,17 Fonte: Secretara do Tesouro Naconal. Elaboração própra O total do FPM em 2000 fo R$ 12,8 blhões, o equvalente a 1,16% do PIB. A dstrbução regonal do FPM é apresentada na TABELA 2.2. Observa-se que os maores FPM per capta estão no Nordeste, Sul e Norte respectvamente. Não há argumentos razoáves para justfcar o elevado coefcente do Sul do país, a segunda regão mas rca. Este fato fo possível pela brecha legal anteror a Le Complementar nº. 62 de 1989 menconada acma que permta a regão aumentar sua partcpação do FPM pela smples cração de novos muncípos. 2.3 FUNDOS REGIONAIS Os fundos consttuconas regonas têm o objetvo dsponblzar empréstmos subsdados a empresas locas no ntuto do desenvolvmento sóco-econômco da regão. Os empréstmos devem se dados preferencalmente à mcro e pequenas empresas e produtores agrícolas para as atvdades que utlzem materas báscos, trabalho ntensvas e ndústra de almentação básca. Os fundos regonas estabelecdos pela Consttução são o Fundo Consttuconal do Nordeste (FNE), o Fundo Consttuconal do Norte (FNO) e o Fundo Consttuconal do Centro-Oeste (FCO) que são admnstrados, respectvamente, pelo Banco do Nordeste, Banco da Amazôna e o Banco do Brasl. A orgem dos recursos é a parcela de 3% do IR e do IPI arrecadados pelo governo federal e repassados aos respectvos bancos regonas. A proporção de cada fundo é dada da segunte forma: 60% para o FNE, 20% para o FNO e 20% para o FCO. Dados da Secretara do Tesouro Naconal e do Mnstéro da Integração ndcam que de 1989 a março de 2002, o total de recursos destnados aos fundos regonas foram US$ 10 blhões. A maor parte dos recursos destnados aos fundos consttuconas fo aplcada no setor agrícola, justamente para compensar os ncentvos ndustras dados pela polítca de ncentvos fscas (a ser descrta). A TABELA 2.3 apresenta a dstrbução e o montante dos fundos regonas em O total de recursos do fundo fo R$ 2 blhões, equvalente a 0,18% do PIB. Observa-se que há uma alocação regressva do Fundo Regonal. As regões benefcadas de maor renda per capta recebem, proporconalmente aos habtantes, mas recursos do governo federal. TABELA DISTRIBUIÇÃO DOS FUNDOS REGINAIS NO ANO 2000 Regão F. Regonal (R$ ml) % do Total F. Regonal per capta Nordeste ,00 R$ 25,13 Centro-Oeste ,00 R$ 34,37 Norte ,00 R$ 31,00 Fonte: CAVALCANTI (2004). Elaboração própra A Polítca de Incentvos Fscas é dada pela senção de 18% do IR Pessoa Jurídca para as empresas que mostrarem nteresse em realzar nvestmentos no Norte, Nordeste e Espírto Santo. Neste caso, os ncentvos são formados por três fundos: o FUNAM (Norte), o FINOR 6

7 (Nordeste) e o FUNRES (Espírto Santo). As empresas que desejam utlzar esse ncentvo devem ter uma autorzação do Mnstro da Fazenda para que a Secretara do Tesouro possa transferr os recursos aos respectvos fundos. A admnstração desses fundos é feta pela ADA (Norte), ADENE (Nordeste) e GERES (Espírto Santo). TABELA DISTRIBUIÇÃO DOS INCENTIVOS FISCAIS NO ANO 2000 Regão Incent. Fscas (R$ ml) % do Total Incentvos per capta FINOR ,00 43,09 R$ 11,44 FINAN ,00 55,24 R$ 54,29 FUNRES ,00 1,67 R$ 6,85 Fonte: Secretara do Tesouro Naconal. Elaboração própra A TABELA 2.4 apresenta nformações recursos transferdos pelo Tesouro Naconal para os fundos de ncentvos fscas. O total no ano 2000 de ncentvos fo de R$ 1,3 blhão, equvalente a 0,12% do PIB braslero. Observa-se, no período em análse, que a regão Norte fo proporconalmente mas benefcada com os ncentvos fscas do governo federal. 2.4 FUNDEF O Fundo de Manutenção e Desenvolvmento do Ensno Fundamental e de Valorzação do Magstéro (FUNDEF) é um fundo de natureza contábl, nsttuído no âmbto de cada Estado e do Dstrto Federal com o objetvo de descentralzar e democratzar da gestão do ensno públco naconal. De acordo com o prmero artgo da Le nº de 1996, o FUNDEF é composto pelos seguntes recursos: 15% do ICMS (ncluído na base de cálculo desse valor, o montante de recursos fnanceros transferdos a título de compensação fnancera pela perda de recetas decorrentes da desoneração das exportações de que trata a Le Complementar nº. 87/1996); 15% do FPE; 15% do FPM; e 15% do IPI Exportação. Além desses recursos, o Fundo recebe complementação da Unão sempre que, no âmbto de cada Estado e do Dstrto Federal, seu valor por aluno não alcançar o mínmo defndo naconalmente por le. A dstrbução dos recursos leva em consderação: o número de alunos matrculados nas 1ª. as 8ª. séres do ensno fundamental regular apurado pelo Censo Escolar; a estmatva de novas matrículas elaborada pelo MEC; a dferencação do custo por aluno, nos níves de ensno prmáro e gnasal; e os tpos de estabelecmentos ensno especal e escolas ruras. A TABELA 2.5 apresenta a dstrbução federal dos recursos do FUNDEF para o ano de Observa-se que a regão Norte apresentou o maor valor dstrbuído per capta R$ 68,81, segudo do Nordeste R$ 50,41 e do Sul R$ 30,61. Como 15% do Fundef é composto pelo FPM, a regão Sul apresenta o tercero maor valor mesmo sendo a segunda regão de maor PIB per capta do país. TABELA DISTRIBUIÇÃO DO FUNDEF NO ANO 2000 Regão Fundef (R$ ml) % do Total Fundef per capta Sudeste ,82 R$ 18,04 Nordeste ,04 R$ 50,41 Centro-Oeste ,21 R$ 30,54 Norte ,51 R$ 68,81 Sul ,42 R$ 30,61 Fonte: Secretara do Tesouro Naconal. Elaboração própra 2.5 FUNDO DE INCENTIVOS À EXPORTAÇÃO O Governo Federal dsponblzou nstrumentos fscas para fomento das exportações e a desoneração da carga trbutára sobre os produtos exportados. Prmeramente, pode-se ctar 7

8 a parcela de 10% do total de arrecadação do IPI destnados aos estados para fomento as exportações. Esse mecansmo de transferêncas é conhecdo como IPI exportação e as parcelas estaduas do fundo são determnadas pelo Trbunal de Contas da Unão baseado no total exportado por cada regão. TABELA DISTRIBUIÇÃO DO IPI EXPORTAÇÃO NO ANO 2000 Regão IPI Exp. (R$ ml) % do Total IPI Exp per capta Sudeste ,79 R$ 9,48 Nordeste ,36 R$ 2,94 Centro-Oeste ,77 R$ 2,28 Norte ,51 R$ 7,57 Sul ,56 R$ 21,84 Fonte: Secretara do Tesouro Naconal. Elaboração própra A TABELA 2.6 apresenta a dstrbução do IPI exportação para o ano Observase que o maor IPI Exportação per capta é da Regão Sul, cerca de 9,5 vezes o Centro-Oeste. O Nordeste, apesar de sua localzação estratégca próxma da Europa, Estados Undos e Áfrca apresenta um índce próxmo da regão Centro-Oeste que não pertence à costa braslera. A Le Complementar 87 de 1996 (Le Kandr) no seu artgo tercero ndca que o mposto sobre as operações relatvas à crculação de mercadoras e sobre as prestações de servços de transporte nterestadual e ntermuncpal e de comuncação (ICMS) não ncde sobre as operações e prestações que destnem ao exteror mercadoras, nclusve produtos prmáros e produtos ndustralzados sem-elaborados, ou servços. Para o ressarcmento da perda de arrecadação estadual, a Unão crou um fundo de compensação aos estados para as perdas de arrecadação de ICMS pela exportação de seus bens. A TABELA 2.7 apresenta a dstrbução das transferêncas da Unão para compensação da perda trbutára com a referda Le. Assm como no IPI exportação, o Sul detém a maor transferênca per capta superor em 4,4 vezes o Nordeste do país. TABELA DISTRIBUIÇÃO DA COMPENSAÇÃO DA LEI KANDIR NO ANO 2000 Regão Le Kandr (R$ ml) % do Total L. Kandr per capta Sudeste ,73 R$ 24,54 Nordeste ,17 R$ 6,92 Centro-Oeste ,03 R$ 14,03 Norte ,22 R$ 15,66 Sul ,84 R$ 30,83 Fonte: Secretara do Tesouro Naconal. Elaboração própra. 2.6 CIDE - ESTADUAL A Contrbução de Intervenção no Domíno Econômco ncdente sobre a mportação e a comercalzação de petróleo e seus dervados, gás natural e seus dervados, e álcool etílco combustível CIDE está prevsta no art. 177, 4º, da Consttução Federal, tendo sdo regulamentada pela Le n.º /01. O produto da arrecadação da CIDE será destnado ao: pagamento de subsídos a preços ou transporte de álcool combustível, de gás natural e seus dervados e de dervados de petróleo; fnancamento de projetos ambentas relaconados com a ndústra do petróleo e do gás; fnancamento de programas de nfra-estrutura de transportes. A Unão repassa aos Estados e ao Dstrto Federal 29% do total dos recursos arrecadados da CIDE para aplcação obrgatóra em programas de nfra-estrutura de 8

9 transportes. Do montante dos recursos que cabe a cada Estado, 25% são destnados aos seus respectvos Muncípos, nas formas e condções estabelecdas em le federal, nos termos do art. 159, ncso III, 4º, da Consttução Federal. Os crtéros de repartção dos recursos da CIDE com os estados levam em consderação os seguntes aspectos: 40% proporconalmente à extensão da malha vára federal e estadual pavmentada exstente em cada Estado e no Dstrto Federal, conforme estatístcas elaboradas pelo Departamento Naconal de Infra-Estrutura de Transportes - DNIT; 30% proporconalmente ao consumo, em cada Estado e no Dstrto Federal, dos combustíves a que a CIDE se aplca, conforme estatístcas elaboradas pela Agênca Naconal de Petróleo - ANP; 20% proporconalmente à população, conforme apurado pela Fundação Insttuto Braslero de Geografa e Estatístca - IBGE; 10% dstrbuídos em parcelas guas entre os Estados e o Dstrto Federal. Já com os muncípos, a repartção segurá as seguntes regras: 50% proporconalmente aos mesmos crtéros prevstos na regulamentação da dstrbução dos recursos do Fundo de Partcpação dos Muncípos - FPM; e 50% proporconalmente à população apurada pela Fundação Insttuto Braslero de Geografa e Estatístca IBGE. Atualmente, os recursos da CIDE estadual estão sendo dstrbuídos regonalmente de acordo com os percentuas estabelecdos na TABELA 2.8. TABELA PERCENTUAL DE DISTRIBUIÇÃO DA CIDE ANO 2004 Norte Nordeste Centro-Oeste Sul Sudeste 9,20% 25,70% 11,60% 17,65% 35,85% 3 ASPECTOS METODOLÓGICOS 3.1 O GOVERNO NA ECONOMIA Este trabalho faz uma extensão do modelo de MACIEL, ANDRADE e TELES (2005), nserndo o governo na economa para a análse de sua atuação a nível regonal. Com este propósto, adaptou-se o modelo de BARRO (1995) para mensurar o mpacto das transferêncas governamentas na economa da segunte forma: Y = α ρ β, T + 1 K, T + 1 ( z, T + 1G, T + 1) ( A, T + 1H, T + 1) (3.1) G, + 1 Onde: T = Gasto total do governo federal em transferêncas. z ρ, T +1 = Proporção dos gastos totas do governo federal na regão. = Parâmetro que mede a proporção do mpacto do governo na economa. É mportante observar que o modelo, a prncípo, não faz restrção aos expoentes da função de produção, podendo esta assumr retornos constantes ou crescentes a escala. No modelo de BARRO (1995) o governo é uma varável exógena fxa que representa sua atuação sobre o nível de produtvdade da economa. No modelo proposto por este trabalho, o governo G é uma varável endógena do modelo que vara de acordo com a trbutação sobre o produto. Assm, assume-se que esse mposto é sobre o captal humano e físco apresentado pela função de produção utlzada. Como o trabalho tem o objetvo de mensurar o mpacto das transferêncas legas sobre as economas regonas, o G será dado pelo total de recursos transferdos para Estados e 9

10 , + 1 Muncípos por Regão segundo a proporção T. Esse governo, no entanto, terá uma restrção orçamentára para sua polítca regonal dada pela trbutação. Assm, o total de recursos dsponíves para polítca regonal é especfcado como: z Onde: τ, T G 5 =, T + 1 τ, T = 1 = trbutação sobre o produto da regão no momento T. Y, T (3.2) Observa-se, então, que G trata-se de um fundo federal formado pelo percentual da trbutação das regões brasleras em relação ao seu produto. Assm, ao trbutar o produto agregado, o governo taxa o fator renda do trabalho (captal humano) e também a formação do captal físco da economa. O que dferenca esse modelo do elaborado no capítulo anteror é a expressão ρ ( z, T + 1G, T + 1) na função de produção das economas regonas (3.1) que representa o total de transferêncas federas e a trbutação para fnancar essas transferêncas dada por em (3.2). Assm como é estabelecdo na consttução braslera atual, há um governo federal que trbuta o produto naconal e faz as devdas transferêncas em prol da equdade regonal. É mportante menconar que esse governo não tem nenhum custo para sua manutenção 1 e tem a função apenas de fazer essas transferêncas. 3.2 MODELO DE EQUILIBRIO GERAL O modelo matemátco proposto tem o objetvo de apresentar a dnâmca de crescmento e nter-relação regonal, acrescentado pela mobldade dos fatores baseado em MACIEL, ANDRADE e TELES (2005). Este modelo é a junção do modelo de crescmento proposto por MANKIW, ROMER e WEIL (1992) e por JONES (1997). Como modelo é analsado por smulações computaconas, é mportante destacar que ele é flexível para qualquer modfcação nas les de movmento das varáves ou na função de produção. Em relação ao modelo de MACIEL, ANDRADE e TELES (2005), deve-se adconar a hpótese de que Governo não tem custos admnstratvos e sua função é apenas de descentralzar a trbutação agregada. O sstema dnâmco em tempo dscreto resultante para as regões brasleras é apresentado pela TABELA 3.1. A função de produção (3.3) sera a adaptação da especfcação proposta por JONES (1997) à estrutura de transferêncas governamentas. O total de transferênca para cada regão z, + 1 será dado pela proporção T estabelecda exogenamente. Observa-se que há a trbutação sobre a renda do período anteror para a representação da restrção orçamentára do governo 2. A equação (3.4) apresenta o total do fundo federal destnado às transferêncas regonas determnado pelo somatóro da arrecadação trbutára de cada regão. A defnção e dnâmca do captal humano (3.5) seguem a proposta mncerana, no qual este fator é gual a força de trabalho multplcada pelo exponencal da taxa do retorno da educação vezes a educação méda da regão. τ, T 1 Logo, há a hpótese da plena efcênca do governo para realzar suas atvdades. 2 Pode-se magnar como exemplo o pagamento do Imposto de Renda. Esse mposto tem a competênca de um ano anteror ao pagamento. 10

11 Y TABELA MODELO DINÂMICO DE CRESCIMENTO REGIONAL α ρ β, T + 1 = K, T + 1 z, T + 1G, T + 1) ( A, T + 1H, T + 1) G H τ 5 ( τ Y, T + 1 =, T, T = 1 θ educ, + 1, T + 1 = e T L, T + 1, T + 1 = educ, T + educ, educ B K L 5, T j, T + = +, T 1 s, ky, T δ K, T φk j= 2 r, T w T r w 5, T j, T + = +, T 1 n L, T φ L j = 2 w, T A, T + 1 = g A, T r L ωt, T Y K, T ωt se r, T < rj, T, onde ω = j se r T > r, j, T se w, T < w j, T, onde ω = j se w T > w, j, T (3.3) (3.4) (3.5) (3.6) (3.7) (3.8) (3.9) Onde: Y l, K l, L l, H l, A l, G l = São respectvamente a renda, estoque de captal físco, mão-de-obra, estoque de captal humano, produtvdade da regão e o total de recursos do Governo. z, T +1 = Proporção do total de recursos do governo aplcados na regão. s l = Proporção da renda nvestda no captal l. educ l = Anos médos de estudo da população da regão l. B l = Base exponencal do crescmento da educação da regão l. δ = Taxa de deprecação do captal da regão. τ,t = Taxa de trbutação em relação ao PIB da regão. r = Taxa de retorno do captal na regão. n = Taxa de nataldade líquda da mão-de-obra da regão. w = Taxa de retorno da mão-de-obra da regão. g = Taxa do avanço tecnológco da regão. φ m = Fator de deslocamento do nsumo m. Os anos de estudo médos da população seguem uma le de movmento (3.6). Assumese que educação méda da população cresce ao longo do tempo a taxas decrescente, ou seja, a regão de alto nível educaconal tem maor dfculdade de elevá-lo que as regões de nível educaconal mas básco 3. A dnâmca do captal físco (3.7) recebe nfluênca postva do nvestmento, ncrementando o estoque de captal exstente, menos sua deprecação anual. Além desse fator característco da regão, nclu-se o movmento nter-regonal do captal que mgra das regões que apresentam menores taxas de retorno para as maores. O índce ω que multplca o fator de deslocamento é dado pela regão que enva o captal à receptora, ou seja, a regão que tver a menor taxa de retorno. 3 Essa hpótese é condzente com os dados do crescmento regonal da educação braslera. 11

12 A população resdente da regão cresce pela taxa de nataldade líquda da mortaldade populaconal (3.8). Assm como o captal físco, há o deslocamento do trabalho em favor da regão que apresenta os maores saláros de acordo com o fator de deslocamento. O índce da regão é dado pela regão de menor saláro que emgra população para as demas. A equação (3.9) apresenta a le de movmento da produtvdade regonal que cresce a uma taxa dada pelo avanço tecnológco g. 4 ANÁLISE EMPÍRICA O método apresentado nesse trabalho para a aplcação do modelo é a smulação computaconal devdo à presença de não lneardade no sstema de equações em dferença. Apesar do método não apresentar uma solução fechada, o modelo torna-se lvre de váras restrções matemátcas para sua utlzação. As smulações objeto desse trabalho buscam relatar a evolução das prncpas varáves endógenas do modelo. Esse trabalho, no entanto, pretende realzar uma dnâmca comparatva consderando as atuas transferêncas legas do Governo Federal e como estaram as economas regonas se essas transferêncas fossem dstrbuídas de acordo com a arrecadação trbutára de cada regão 4. Reportam-se as dnâmcas das varáves consderando as transferêncas regonas. Caso haja mudanças sgnfcatvas dessa smulação com o ambente sem as transferêncas, serão apresentados gráfcos específcos de cada ambente macroeconômco. 4.1 CONDIÇÕES INICIAIS E CALIBRAÇÃO DOS PARÂMETROS Os dados utlzados no presente trabalho foram extraídos do IPEA e do IBGE com base no ano de A TABELA 4.1 apresenta as condções ncas das varáves do modelo referentes às cnco regões brasleras: Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste, Norte e Sul. TABELA CONDIÇÕES INICIAIS (2000) Item Sudeste Nordeste Centro-Oeste Norte Sul População PIB (R$) 636 blhões 144 blhões 77 blhões 51 blhões 194 blhões PIB per capta R$ R$ R$ R$ R$ K 0 (R$) blhões 410 blhões 266 blhões 112 blhões 473 blhões educ (anos) 7,00 4,70 6,50 6,20 6,70 H mlhões 70 mlhões 20 mlhões 21 mlhões 42 mlhões z G ,4 blhões 15,6 blhões 5,3 blhões 5,9 blhões 5,5 blhões A Os dados das condções ncas da população, do PIB e os anos de estudo médos da população foram extraídos do Ipeadata. Os dados relatvos ao estoque ncal de captal físco regonal foram extraídos do censo ndustral para O captal humano é determnado pela substtução das nformações da população, anos de estudo e taxa de retorno da educação em A (3.5). A produtvdade ncal 0 fo determnada evdencando esta varável na função de 4 Ou seja, como se não houvesse transferêncas nter-regonas. 5 Os autores agradecem a Eustáquo Res pela dsponbldade dos dados. 12

13 produção mncerana (3.3). Assm, utlzando-se artmétca smples, é possível chegar a segunte expressão: Y β 0 + τy 0 0 α θ 0 β β γ ( ) A = educ K e L zg (4.1) É mportante observar que as transferêncas do governo têm mpacto negatvo sobre a produtvdade da regão e a trbutação postva. A justfcatva para tal fato pode ser lustrada da segunte forma: uma regão que recebe mas transferêncas do que paga va trbutação tem, proporconalmente, maor parte de seu produto orgnáro das transferêncas. Como a produção é fxa para determnação das condções ncas dos fatores, se aumentarmos as transferêncas, dmnuímos o produto orgnáro dos fatores e, consequentemente, sua produtvdade. Da mesma forma, caso aumentarmos a trbutação (transferênca negatva), aumentamos a explcação da produção por meo dos fatores de produção. Assm, as regões que recebem transferêncas proporconalmente mas do que são trbutadas apresentam produtvdade nferor que as regões de stuação nversa. r T As taxas de retornos sobre os fatores de produção, w e, T são determnadas de forma endógena do modelo pela dervação da função de produção em relação aos menconados fatores: α 1 γ β r, T = α K, T ( zg ) ( H, T A, T ) (4.2) α β 1 γ θ s ( t ) β w, T = β K, T L, T ( zg ) ( A, T e ) (4.3) A condção ncal das transferêncas governamentas fo extraída do somatóro de todas as transferêncas ctadas na seção anteror com as transferêncas ao Dstrto Federal 6 e os pagamentos de royaltes a estados e muncípos sobre a exploração dos recursos naturas. A TABELA 4.2 apresenta os resultados consoldados. Observa-se que as regões Norte e Centro-Oeste apresentam os maores valores per capta de transferêncas. O Centro-Oeste é relatvamente prvlegado pelas transferêncas legas devdo ao Fundo Consttuconal do Dstrto Federal orgnáro do exercíco da função admnstratva da Captal Federal, mesmo essa regão apresentando a tercera maor renda per capta. As transferêncas para as demas regões seguem o sentdo nverso da renda, adqurndo uma lógca dstrbutva de caráter regonal. TABELA TRANSFERÊNCIAS LEGAIS TOTAIS NO ANO 2000 Regão Trans. Cons. (R$) % do Total Trans. Cons. per capta Sudeste ,09 R$ 156,90 Nordeste ,62 R$ 324,97 Centro-Oeste ,09 R$ 452,58 Norte ,61 R$ 459,57 Sul ,59 R$ 218,32 Fonte: Secretara do Tesouro Naconal. Elaboração própra Os parâmetros para a smulação do modelo estão apresentados na TABELA 4.3. Replcou-se a metodologa de MACIEL, ANDRADE e TELES (2005) para a calbração dos parâmetros. O parâmetro γ que mede o expoente das transferêncas governamentas nas economas regonas. Esse parâmetro fo calbrado baseado na proporção do total dos gastos públcos com transferêncas em relação ao PIB naconal e aplcado de forma gual às cnco regões. 1 6 As transferêncas ao Dstrto Federal não estão ncluídas no FPM ou FPE. O total transferdo pelo Governo Federal no ano 2000 fo R$ 2,361 blhões. 13

14 TABELA PARÂMETROS (2000) Item Sudeste Nordeste Centro-Oeste Norte Sul α 55,75% 47,75% 42,95% 53,51% 53,91% β 40,30% 48,30% 53,10% 42,54% 42,14% γ 3,95% 3,95% 3,95% 3,95% 3,95% s 20,27% 20,27% 20,27% 20,27% 20,27% δ 7% 7% 7% 7% 7% n 1,61% 1,73% 1,83% 1,80% 1,50% g 0,48% 0,41% 2,86% -0,16% 1,40% θ 8% 8% 8% 8% 8% B 1,40 1,40 1,39 1,53 1,37 φ 0,1% 0,1% 0,1% 0,1% 0,1% k φ 0,1% 0,1% 0,1% 0,1% 0,1% l Fonte: Elaboração Própra 4.3 DINÂMICA DO CAPITAL FÍSICO A dnâmca do estoque de captal físco está apresentada na FIGURA 4.1. Observa-se uma tendênca à concentração espacal da economa braslera na Regão Sudeste. A regão Sul tende a acumular proporconalmente mas captal físco que o Nordeste. O Centro-Oeste, que a prncípo tem uma redução do estoque de captal, reverte essa tendênca após 15 anos, acumulando proporconalmente mas que o Norte. FIGURA 4.1 Nas smulações dessa varável no ambente sem as transferêncas governamentas, as regões Sudeste e Sul apresentaram um aumento de 5,4% e 2,6%, enquanto o Norte, Nordeste e Centro-Oeste a dmnução de 6,9%, 5,6% e 3,0% respectvamente. Este fato é justfcado pelas regões Sul e Sudeste pagarem mas trbutos que recebem va transferêncas, enquanto o Norte, Nordeste e Centro-Oeste encontram-se na stuação nversa. 14

15 FIGURA 4.2 O comportamento do estoque de captal acma pode ser justfcado pela dnâmca da taxa de retorno do estoque de captal físco na FIGURA 4.2. O Centro-Oeste que apresenta nos prmero 10 anos a menor taxa de retorno, passar a ser a tercera maor em 30 anos. Logo, pela equação (3.7) haverá uma saída de captas do Centro-Oeste para as regões que apresentam maores taxas de retorno no período ncal. A regão Norte apresenta uma redução sgnfcatva de sua taxa de retorno. Em 30 anos, as regões mas pobres tendem a apresentar taxa de retorno sobre o captal nferor às mas rcas. Com sso, as hpóteses de LUCAS (1990) dos captas não fluírem dos rcos para os pobres são verfcadas. O comportamento da taxa de retorno do captal físco recebe pouca nfluênca das transferêncas governamentas. Caso a exclurmos, as taxas de retorno da Regão Sudeste e Sul teram um aumento de 1,25% e 0,66% respectvamente. Enquanto as Regões Norte tem uma redução de 1,54%, o Nordeste 1,52% e o Centro-Oeste 0,43%. Esse sutl comportamento de mudança da taxa de retorno é explcado pelo fato da produtvdade ser ndependente dos gastos públcos. 4.4 DINÂMICA DA MÃO-DE-OBRA O comportamento da população está descrto na FIGURA 4.3. Assm como o captal físco, a regão Sudeste tende a concentrar a população. A mudança mas notóra é o Centro- Oeste que passa a população da regão Norte tornando a quarta regão mas populosa. A FIGURA 4.4 apresenta a taxa de retorno da mão-de-obra das cnco regões brasleras. O Centro-Oeste após 20 anos torna a maor taxa de retorno do trabalho no país. Logo, pela equação (3.8), há mgrações de todas as regões brasleras a seu favor, justfcando o aumento de sua população descrto na fgura anteror. As regões Norte e Nordeste apresentam as menores taxas de retorno sem tendênca a mudanças, tornando-se o prncpal foco das emgrações. A taxa de retorno da mão-de-obra apresentou uma sensbldade maor às transferêncas que retorno do captal físco. Em um ambente sem transferêncas governamentas, as regões Norte, Nordeste e Centro-Oeste teram uma redução de 6,8%, 5,7% e 3,2%. Já a regão Sudeste tera um aumento de 5,9% e o Sul 2,3%. Esses resultados ndcam, pela especfcação do modelo, que em um ambente sem transferêncas governamentas, haverá uma pressão mgratóra para as regões mas prósperas. 15

16 FIGURA 4.3 FIGURA DINÂMICA DO PRODUTO INTERNO BRUTO Analsa-se nesta seção o mpacto das transferêncas sobre o produto nterno bruto regonal. A FIGURA 4.5 apresenta o resultado da smulação exclundo as transferêncas. O Sudeste, consderando-se as transferêncas, após 30 anos acumula o PIB no valor de R$ 1,206 blhão enquanto sem as transferêncas a regão chegara a R$ 1,287 blhão (6,7% superor). Fato justfcado pela regão ser pagadora líquda das transferêncas às demas regões. Stuação semelhante encontra-se a Regão Sul que estara com o PIB em R$ 484 mlhões em relação à stuação de com transferêncas R$ 468 mlhões (3,3% superor). 16

17 FIGURA 4.5 As regões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são recebedoras líqudas das transferêncas legas, ou seja, recebem mas do que são trbutadas. O PIB dessas regões na stuação atual está em R$ 88 mlhões, R$ 253 mlhões e R$ 223 mlhões respectvamente, enquanto se o governo resolver extngur as transferêncas o produto passara a ser R$ 81 mlhões, R$ 235 mlhões e R$ 215 mlhões respectvamente, ou seja, 8,3%, 7,0% e 3,4% nferor. É mportante notar que a regão Centro-Oeste tende a passar o produto nterno bruto do Nordeste. As Regões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentam um crescmento mas elevado que as regões Norte e Nordeste. Este fato é justfcado pela calbração da taxa de crescmento da produtvdade que fo dervada do crescmento do produto per capta observado nas regões na últma década. 4.6 DINÂMICA DO PIB PER CAPITA A dnâmca do produto per capta assumndo transferêncas legas está apresentada na FIGURA 4.6. Observa-se que as regões Sul e Centro-Oeste tende a alcançar o PIB per capta da regão Sudeste, enquanto as regões Norte e Nordeste permanecem em um patamar nferor. O desvo padrão dos PIB per capta apresentou uma elevação de 2460 para 3322 caracterzando uma dvergênca pelo crtéro da σ - convergênca. Assm como no trabalho de MACIEL, ANDRADE e TELES (2005), quando se analsa em dos grupos a convergênca: as três regões mas rcas e as duas mas pobres, o desvo padrão decresce de para 869 e de 641 para 546 respectvamente. Observa-se que, nternamente nesses grupos, há uma σ - convergênca das rendas. Pode-se especular, dessa forma, que há a formação de dos steady states para a economa braslera: o rco e o pobre. Este últmo formado pelas regões Norte e Nordeste em um patamar de 2,3 e 2,8 vezes nferor ao Sudeste. Calculando-se os dferencas do PIB per capta em relação à regão Sudeste, verfcase que há uma tendênca dos dferencas do produto per capta das regões Centro-Oeste, Sul em relação ao Sudeste r à zero, enquanto as regões Norte e Nordeste tendem a chegar a um patamar de R$ e R$ respectvamente. 17

18 FIGURA 4.6 O mpacto da exclusão das transferêncas governamentas em T = 2 pode ser verfcado na FIGURA 4.7. Observa-se que as regões Sul e Sudeste têm um mpacto postvo no seu produto per capta, enquanto as regões Norte, Nordeste e Centro-Oeste negatvo. Esse fato é justfcado pelas prmeras regões, em termos líqudos, transferrem mas recursos que recebem do governo federal. FIGURA 4.7 No fm de trnta anos, se o governo exclur as transferêncas legas, o produto per capta das regões Sudeste e Sul estaram 5,9% e 2,3% superor e as regões Norte, Nordeste e Centro-Oeste estaram 6,8%, 5,7% e 3,2% nferor respectvamente. Os dferencas do produto per capta em relação ao Sudeste aumentaram em todas as regões: o Norte 15%, o Nordeste 12%, o Centro-Oeste 90%, já o Sul dmnuram seu patamar da renda per capta superor ao Sudeste de R$ 760 para R$ 417 aproxmadamente. Os desvos padrões dos PIB per capta passaram ao valor de 3.600, ou seja, a dvergênca global das regões se elevou em 8,34% em relação ao ambente com as transferêncas governamentas. O caráter da σ - convergênca fo alterado nternamente para o grupo das regões mas rcas, o desvo aumentou para 1.208, ou seja, 9,31% em relação ao 18

19 período ncal. Já as regões mas pobres tveram uma acentuação da convergênca em 12% em relação ao ambente com as transferêncas DINÂMICA DA ECONOMIA NACIONAL Os mpactos sobre a economa naconal das transferêncas legas podem ser verfcados nas FIGURAS 4.8 e 4.9. Se exclurmos as transferêncas legas equvalentes a 3,95% do PIB, o produto nterno bruto braslero passara de R$ blhões a R$ blhões após 30 anos, ou seja, 2,8% superor, supondo que a produtvdade ncal de cada regão não sofra nfluênca das transferêncas legas. Assm, a elastcdade produto naconaltransferêncas neste ponto é aproxmadamente -0,71. FIGURA 4.8 FIGURA 4.9 Caso as transferêncas sejam ampladas do valor atual para 5% e 7%, o PIB passara a ser blhões e respectvamente após 30 anos, dado uma produtvdade exógena às 7 As transferêncas ao Dstrto Federal não estão ncluídas no FPM ou FPE. O total transferdo pelo Governo Federal no ano 2000 fo R$ 2,361 blhões. 19

20 transferêncas. Ou seja, para os respectvos pontos, há uma queda de 6,9% e 18,2% do PIB, as elastcdades produto naconal-transferêncas são de -1,73 e -4,61 nesses casos. O produto per capta braslero quando exclurmos as transferêncas legas passa de R$ para 8.191, 2,8% superor. Nas smulações em que o governo aumenta a proporção das transferêncas consttuconas para 5% e 7% do PIB, a renda per capta naconal e respectvamente, ou seja, -6,9% e -18,2% em relação à stuação atual. O motvo da dmnução do produto nterno bruto com o aumento das transferêncas legas é a redstrbução de renda das regões mas produtvas (Sul e Sudeste) para as regões de baxa produtvdade (função de produção). Assm, no agregado, a economa naconal dmnu a produtvdade méda do seu produto. 4.8 MUDANÇAS ALOCATIVAS INTER-REGIONAIS A presente seção faz um estudo de como possíves mudanças alocatvas nter-regonas podem mpactar a dnâmca regonal. Estabeleceram-se dos crtéros para a dstrbução das transferêncas governamentas: 1º) Dstrbução pelo nverso do PIB per capta 2º) Dstrbução pelo nverso elevado ao quadrado do PIB per capta. A TABELA 4.4 apresenta a stuação atual das transferêncas governamentas e como estas seram caso fossem utlzados os dos crtéros de dstrbução. Observe que o Sudeste sera a regão que mas reduzra o percentual de suas recetas, cando de 26,09% para 5,69%. O Nordeste, pelo crtéro do nverso do PIB per capta, tera seu percentual decrescdo em relação às transferêncas atuas, mas, no segundo crtéro recebera maor quantdade de recursos. O Norte tera o maor aumento das transferêncas, enquanto o Sul e Cetro-Oeste no prmero crtéro aumentaram suas recetas, mas pelo segundo o percentual reduzra. TABELA CRITÉRIOS PARA AS TRANSFERÊNCIAS LEGAIS DO GOVERNO Regão % das transferêncas % Crtéro Inverso % Crtéro Inverso (atual) do PIB per Capta 2 do PIB per Capta Sudeste 26,09 11,59 5,69 Nordeste 35,62 33,75 48,23 Centro-Oeste 12,09 15,49 10,16 Norte 13,61 25,95 28,52 Sul 12,59 13,22 7,40 A dnâmca do PIB per capta regonal na ótca dos dos crtéros de transferêncas encontra-se nas FIGURAS 4.10 e 4.11 e o resultado das smulações, após 30 anos, de ambas as regões e da economa naconal é apresentado na TABELA 4.5. TABELA RESULTADOS CRITÉRIOS DE TRANSFERÊNCIAS APÓS 30 ANOS Regão Crtéro Atual Crtéro Inverso do PIB Crtéro Inverso do per Capta 2 PIB per Capta Sudeste R$ R$ R$ Nordeste R$ R$ R$ Centro-Oeste R$ R$ R$ Norte R$ R$ R$ Sul R$ R$ R$ Naconal R$ R$ R$ Analsando o prmero crtéro de transferêncas governamentas, observa-se que o Sudeste tem uma redução drástca de 5,78% o seu PIB per capta. A regão Norte teve um 20

21 sgnfcante aumento dessa varável em 4,03%. Esse crtéro cumpre com seu objetvo da redução da desgualdade regonal em relação à stuação atual. O desvo padrão após 30 anos decresce de para 3.204, ou seja, 3,55%. FIGURA 4.10 FIGURA 4.11 Em relação ao segundo crtéro, as Regões Sudeste e Sul sofreram as maores quedas, 10,62% e 4,00% respectvamente. As regões Norte e Nordeste, no entanto, aumentaram o PIB per capta em 4,39% e 1,22% respectvamente. É nteressante observar, da mesma forma que o prmero crtéro, as regões mas rcas sofrem um mpacto negatvo maor que os benefícos com o aumento dessa varável nas regões mas pobres. A re-dstrbução regonal de renda é acentuada com o segundo crtéro. O desvo padrão tem uma redução de 10,75% em relação à stuação atual, reduz de a É mportante destacar que a queda da desgualdade regonal fo ocasonada mas pela queda das rendas per capta das economas mas rcas que pelo crescmento das economas mas pobres, ou seja, uma stuação perversa. 21

22 A FIGURA 4.12 apresenta o comportamento do produto nterno bruto naconal na stuação atual das transferêncas, sem transferêncas e sobre os dos crtéros abordados nesta seção. O crtéro das transferêncas pelo nverso elevado a prmera potênca apresenta uma redução de R$ blhões para R$ blhões, ou seja, 2,9%. O segundo crtéro apresenta uma redução do PIB anda maor, 6,6% em relação ao período ncal. As smulações ndcam que o PIB chega a R$ blhões após 30 anos. FIGURA 4.12 A FIGURA 4.13 apresenta a dnâmca do PIB per capta naconal sobre as váras estruturas dstrbutvas. A prmera estrutura causou uma redução de 2,9%, baxando de um patamar de R$ para R$ Já a segunda estrutura causa uma redução mas acentuada do PIB per capta em R$ 529, ou seja, 6,6%. É mportante observar o dlema que exste sobre o governo central para as polítcas regonas. Caso se deseje dmnur as desgualdades regonas, é necessáro sacrfcar a economa naconal como um todo. FIGURA

23 5 RESULTADOS E CONCLUSÕES O objetvo do presente capítulo fo estender o modelo de MACIEL, ANDRADE e TELES (2005) para a análse dos mpactos econômcos das transferêncas legas aos estados e muncípos do Brasl. Prmeramente, o trabalho realzou uma sucnta análse das prncpas transferêncas legas federas. Em seguda, descreveu a modelação e metodologa para os estudos de mpactos econômcos. As smulações do modelo com horzonte temporal de trnta anos ndcam uma tendênca à concentração espacal da atvdade econômca no Sudeste do país. O estoque de captal aumenta proporconalmente mas nas regões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Esta últma apresentando um pequeno decrescmento nos prmeros 15 anos, mas apresentando aumento posterormente. O comportamento da taxa de retorno do captal físco orgna esse comportamento. A regão Centro-Oeste passa da menor para a maor taxa de retorno do país. As regões Norte e Nordeste apresentam o menor patamar, comprovando as hpóteses de LUCAS (1990) de que os captas não fluem das regões rcas para os pobres. Ao serem excluídas as transferêncas governamentas, as regões Sudeste e Sul apresentaram um aumento de 5,4% e 2,6% no estoque de captal físco, enquanto o Norte, Nordeste e Centro- Oeste a dmnução de 6,9%, 5,6% e 3,0% respectvamente. A população braslera mantém sua tendênca de concentração no Sudeste. O Centro- Oeste passa a população da regão Norte após 15 anos, tornando-se a quarta regão mas populosa do país. A taxa de retorno do trabalho justfca o aumento populaconal do Centro- Oeste, a regão apresenta a maor taxa de retorno do trabalho, tornando-se o maor foco das mgrações do país. As regões Norte e Nordeste apresentam-se com as menores taxas, tornando-se as prncpas regões emgrantes. O produto nterno bruto tende a apresentar maor crescmento nas regões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O Centro-Oeste tende a passar o PIB do Nordeste após 30 anos. As transferêncas têm mpactos postvos sobre o produto das regões Norte, Nordeste e Centro- Oeste e negatvos nas demas. O motvo desse comportamento se deve ao Sul e Sudeste serem trbutadas mas do que recebem va transferêncas. As smulações com a exclusão das transferêncas mplcam em um mpacto negatvo de 8,3%, 7,0% e 3,4% no Norte, Nordeste e Centro-Oeste respectvamente. Enquanto as regões Sul e Sudeste apresentaram um crescmento de 6,7% e 3,3%. A dnâmca do PIB per capta ndca que as regões Centro-Oeste e Sul tendem a alcançar o patamar da regão Sudeste em um nível de R$ após 30 anos. O Norte e Nordeste, entretanto, apresentam-se em um nível nferor cerca de 2,3 e 2,8 vezes, respectvamente, sem apontar mudanças de tendênca. O desvo padrão dos PIB per capta apresentou uma elevação de 2460 para 3322 caracterzando uma dvergênca pelo crtéro da σ - convergênca. Assm como em MACIEL, ANDRADE e TELES (2005), quando se analsa em dos grupos a convergênca: as três regões mas rcas e as duas mas pobres, o desvo padrão decresce de para 869 e de 641 para 546 respectvamente. Observa-se que, nternamente nesses grupos, há uma σ - convergênca das rendas. Especula-se, com base nesses resultados, a formação de dos steady states das economas regonas brasleras: o rco e o pobre. O mpacto do bloqueo das transferêncas regonas é bastante sgnfcatvo nos PIB per capta das regões. O Sudeste apresentara um PIB per capta 5,9% superor e o Sul 2,3%. Já as regões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram uma queda de 6,8%, 5,7% e 3,2% respectvamente. Os mpactos das transferêncas legas na economa naconal braslera foram apresentados na seção 4.7. Como as transferêncas deslocam recursos das regões mas produtvas para as de baxa produtvdade, verfca-se um mpacto negatvo na ordem de 2,8% no produto nterno bruto em 30 anos. Com sto, observa-se a elastcdade produto naconal- 23

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