AVISO DE ABERTURA DE CONCURSO CONCURSO PARA A SELEÇÃO DE ENTIDADE GESTORA DE FUNDO DE CAPITAL DE RISCO

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1 AVISO DE ABERTURA DE CONCURSO CONCURSO PARA A SELEÇÃO DE ENTIDADE GESTORA DE FUNDO DE CAPITAL DE RISCO 1. Enquadramento O presente Concurso, lançado na sequência de Deliberação da Assembleia Municipal da Camara Municipal da Praia da Vitória de 12 de setembro de 2014, tem em vista fomentar projetos empresariais viáveis no atual contexto económico-financeiro. Este concurso resulta da necessidade de identificar uma entidade gestora que venha a gerir o Fundo de Capital de Risco (FCR) que a Câmara Municipal da Praia da Vitória é o principal impulsionador, tendo em vista a criação de um instrumento de financiamento para PME, que suporte o reforço da estrutura produtiva da região. O Programa da Câmara Municipal da Praia da Vitória engloba uma serie de medidas de incentivo económico ao investimento em empresas nas fases de arranque e de crescimento, com vista à promoção de investimento e do emprego no concelho da Praia da Vitória e na Região Autónoma dos Açores. Assim, são disponibilizados instrumentos financeiros ajustados às necessidades das empresas, procurando ajustar a oferta à procura. A crise dos mercados financeiros originou uma retração generalizada dos investidores e, em particular, uma desalavancagem das instituições de crédito, com a consequente dificuldade de acesso a financiamento por parte das empresas originando uma desaceleração da economia com os efeitos associados conhecidos de todos. A diminuição do acesso ao crédito tem afetado todo o sector empresarial, independentemente da sua dimensão e solidez. No entanto, são as Pequenas e Médias Empresas o setor que mais se tem ressentido com reduzida oferta de crédito. As dificuldades de financiamento das PME são especialmente agravadas quando estas se localizam em regiões periféricas como é o caso da Região Autónoma dos Açores. O Fundo de Capital de Risco da Praia da Vitória, a constituir, é um fundo que se destina ao investimento em empresas localizadas preferencialmente na Região Autónoma dos Açores. Com esta iniciativa pretende-se igualmente criar uma alternativa de financiamento ao crédito bancário. Os recursos financeiros que façam parte do FCR deverão ser aplicados com obediência a critérios de elevada diligência e competência profissional, restringindo-se as afetações de liquidez a intervenções de capital de risco devidamente suportadas contratualmente, ao pagamento dos custos necessários ao seu funcionamento e à distribuição de capital e de resultados, e a operação de aplicação de tesouraria de curto prazo. Pág. 1

2 2. Objeto O presente concurso tem por objeto a seleção da entidade gestora do referido FCR. A entidade gestora poderá ser uma entidade existente ou uma entidade a constituir. No âmbito e em execução do programa aprovado pela Assembleia Municipal, o FCR a constituir destinar-se-á ao investimento em empresas, contribuindo para a aceleração do crescimento económico e potenciando a renovação do tecido empresarial local e regional. 3. Objetivos Pretende-se fomentar o surgimento de novas empresas ou o crescimento de empresas existentes, nos Açores, em particular na Ilha Terceira. O investimento a efetuar será concretizado por participação no capital de empresas, contribuindo para o reforço da estrutura financeira das empresas e para o reforço da sua governação. 4. Apresentação de Propostas As instituições, existentes ou a criar, com capacidade para gestão de fundos de capital de risco que pretendam apresentar proposta ao presente concurso devem entrega-la até às 16h30 do dia 31 de outubro de 2014 em formato eletrónico, no seguinte endereço: A proposta deverá respeitar os requisitos obrigatórios previstos no Anexo I (Ficha de Produto Condições a observar) ao presente Concurso, bem como conter os elementos necessários ao processo de decisão mencionados no Anexo II (Critérios de Admissão e Seleção da Entidade Gestora). Pág. 2

3 5. Avaliação das propostas A. A avaliação das propostas será realizada de acordo com os critérios e metodologia apresentados no Anexo II. B. A avaliação das propostas será efetuada por uma Comissão de Avaliação, constituída por: (i) Paula Cristina Pereira de Azevedo Pamplona Ramos, Vice-Presidente da Câmara Municipal; (ii) Carlota Garrett de Sousa Gomes Correia da Costa, jurista; (iii) Paulo Manuel Silva Codorniz, Presidente da Assembleia Municipal da Praia da Vitória. C. Outras regras de avaliação das propostas: (i) O Júri é convocado e coordenado pela Vice-Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, nos 10 dias seguintes à data limite de apresentação de propostas; (ii) A Vice-Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória pode suportar-se num secretariado durante o processo de avaliação e seleção e para redigir a respetiva ata da reunião; (iii) Os candidatos obterão a respetiva resposta da Câmara Municipal da Praia da Vitória até 30 dias após a data limite de apresentação de propostas. Além do respetivo anúncio público, a resposta será dada igualmente através de correio eletrónico. 6. Critérios de Seleção A avaliação é feita de acordo com os critérios de admissão e seleção da entidade gestora, constantes do Anexo II, segundo o critério da proposta que obtenha maior pontuação. 7. Desistência do Concurso Caso se verifiquem razões de interesse público que o justifiquem, a Câmara Municipal da Praia da Vitória poderá suspender o presente concurso a qualquer momento; Caso não seja possível constituir o Fundo de Capital de Risco da Praia da Vitória, a Câmara Municipal da Praia da Vitória não assumirá qualquer responsabilidade até ao momento da seleção da entidade gestora, nomeadamente quanto a indemnização ou reembolso pelos custos incorridos. Pág. 3

4 8. Divulgação e Informação Complementar O presente aviso de Abertura de Concurso e outras peças e informações relevantes, nomeadamente legislação, estão disponíveis no sítio da internet Praia da Vitória, 1 de outubro de 2014 Pág. 4

5 Anexo I Ficha de Produto Condições a observar 1. Condições de Participação As entidades, existentes ou a criar, deverão revestir a forma de sociedade de capital de risco, sociedade de desenvolvimento regional ou entidades legalmente habilitadas a gerir fundos de investimento mobiliário fechados. A. Modelo e regulamento de gestão A entidade gestora deverá apresentar proposta de regulamento de gestão do FCR. O modelo de governação do fundo deverá incluir uma Assembleia de Participantes, uma Entidade Gestora e um Comité de Investimentos. A gestão do Fundo de Capital de Risco da Praia da Vitória deverá obedecer às melhores práticas e ser objeto de supervisão prudencial pela CMVM Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Comissão de gestão: A comissão de gestão do FCR será Ano 1 Ano 2 Ano 3 e Seg. fixada em função do capital do FCR efetivamente realizado e do capital aplicado em empresas, não podendo exceder em média anual, as seguintes percentagens: Base da % de cálculo Sobre Capital Realizado (do FCR) 2% 1% 0% Sobre Capital Aplicado (em empresas) 1% 2% 3% Adicionalmente à cobrança da comissão de gestão poderão ser imputados ao FCR despesas diretas de gestão. Neste caso o somatório da comissão de gestão com as despesas imputadas não poderá ultrapassar, em média anual, 4% do capital aplicado em empresas. Pág. 5

6 2. Projetos Empresariais Financiáveis A política de investimentos do FCR, deverá considerar projetos de criação, expansão, inovação e/ou modernização promovidos por PME preferencialmente localizadas na Região Autónoma dos Açores. A política de investimentos do FCR poderá considerar PME fora da Região Autónoma dos Açores desde que os respetivos investimentos beneficiem direta ou indiretamente a Região Autónoma dos Açores. 3. Empresas Destinatárias Deverão ser alvo preferencial de investimento as empresas, existentes ou a criar, que desenvolvam atividade de produção de bens e serviços transacionáveis. 4. Exclusões Excluem-se do âmbito de aplicação do Fundo: A. As empresas em processo de reestruturação; B. As empresas em dificuldade, designadamente: i) Tratando-se de uma sociedade de responsabilidade limitada, quando o seu capital próprio for inferior a 50% do capital social e se se tiver verificado uma redução dos seu capital social em mais de 25% nos últimos 12 meses; ii) Qualquer empresa que preencha as condições para ser objeto de um processo coletivo de insolvência; C. Indústria da defesa, marketing multinível e entretenimento para adultos. D. Divulgação A Entidade Gestora do Fundo de Capital de Risco da Praia da Vitória selecionada deverá promover a divulgação do Fundo de forma autónoma e sistemática, quer após a sua constituição quer na fase de investimento, através de ações de promoção nos media, em seminários e/ou sessões direcionadas para o público-alvo. Pág. 6

7 E. Base Jurídica Orientações Comunitárias relativas aos auxílios estatais e capital de risco a pequenas e médias empresas (2006/C194/02), publicas no JOUE, de 18 de agosto de Pág. 7

8 ANEXO II CRITÉRIOS DE ADMISSÃO E DE SELEÇÃO DA ENTIDADE GESTORA Critérios de Admissão e Seleção: 1. Forma Jurídica: Só são admitidas propostas promovidas por entidades, existentes ou a criar, que estejam ou venham a estar legalmente autorizadas a gerir fundos de capital de risco em Portugal, sendo que o Fundo de Capital de Risco da Praia da Vitória só deverá ser constituído de acordo com o ordenamento jurídico português e supervisionado pela CMVM Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. No caso de entidades a criar a proposta poderá ser apresentada por qualquer um dos futuros acionistas, desde que acompanhada por comprometimento dos restantes acionistas. Avaliação: Caso a proposta não cumpra este critério será excluída. 2. Experiência da Equipa Gestora A equipa da entidade gestora proposta para gerir o Fundo de Capital de Risco da Praia da Vitória deverá ser composta por profissionais com experiência profissional conjunta comprovada na gestão de fundos de capital de risco e de operações de capital de risco ou na gestão de empresas ou de associações empresariais e experiência em processos de internacionalização. A equipa de gestão proposta deverá ter no mínimo dois profissionais com licenciatura na área de economia, gestão, direito ou engenharia, devendo cada um deles possuir, pelo menos, dez anos de experiência profissional após a conclusão da licenciatura. Avaliação: A. Cada um dos dois elementos da equipa tem pelo menos 10 anos de experiência: 1 ponto. Pelo menos um elemento tem mais de 20 anos de experiência: 2 pontos; B. Pelo menos um dos elementos tem experiência na gestão de fundo de capital de risco ou em divisão de investimento de grande empresa: 2 pontos; C. Pelo menos um dos elementos tem um MBA: 2 pontos; D. Pelo menos um dos elementos desempenhou ou desempenha cargo de administração de instituição financeira supervisionada pelo Banco de Portugal: 2 pontos; Pág. 8

9 E. Pelo menos um dos elementos tem experiência em processos de internacionalização: 2 pontos; F. Pelo menos um dos elementos já prestou assessoria de acesso a financiamento a uma empresa dos Açores: 2 pontos. 3. Entidade Gestora A entidade gestora, existente ou a criar, deverá mostrar argumentos de conhecimento dos Açores, de gestão de proximidade e de capacidade financeira. A capacidade financeira é verificada ao nível da entidade gestora caso ela exista ou ao nível de algum dos acionistas caso ela venha ainda a ser criada. Avaliação: A. A entidade gestora, ou algum dos seus acionistas, desenvolve atividade nos Açores? Não: zero pontos, Sim: 2 pontos; B. A entidade gestora, ou algum dos seus acionistas, comprova que dispõe de capacidade financeira? Não: zero pontos, Sim: 2 pontos; C. A entidade gestora, ou algum dos seus acionistas, comprova que tem capacidade para ser investidor do FCR ou que pode mobilizar investidor(es) para o FCR? Não: zero pontos, Sim: 2 pontos. 4. Capacidade de atração de investimento A entidade gestora, ou algum dos seus acionistas, comprova que tem capacidade para identificar e gerar oportunidades de investimento nos Açores e apresenta desde já potenciais oportunidades? Avaliação: Não é apresentada qualquer oportunidade de investimento: zero pontos; São apresentadas duas potenciais oportunidades de investimento: 2 pontos; São apresentadas três oportunidades de investimento: 4 pontos. 5. Apreciação geral das propostas O júri fará uma apreciação geral das propostas, comparando-as e atribuindo-lhes uma valorização, tendo em conta o balanceamento entre experiência da equipa, conhecimento da região, capacidade de gerar oportunidades de investimento e adequabilidade da proposta face ao objetivo de dinamizar a economia da região. Avaliação: A. A proposta cumpre os objetivos do concurso: 1 ponto; Pág. 9

10 B. A proposta cumpre os objetivos do concurso mas destaca-se em termos comparativos: 3 pontos. A pontuação máxima é de 23. A entidade selecionada será a que tiver maior pontuação. Em caso de empate na pontuação o Júri pode decidir por unanimidade selecionar uma das entidades. Pág. 10

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