FISIOLOGIA DO EIXO HIPOTÁLAMO - HIPÓFISE OVÁRIO. Rosy Ane de Jesus Pereira Araujo Barros

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1 FISIOLOGIA DO EIXO HIPOTÁLAMO - HIPÓFISE OVÁRIO Rosy Ane de Jesus Pereira Araujo Barros

2 CICLO MENSTRUAL A menstruação é um sangramento genital periódico e temporário na mulher. É um importantes marcador biológico O intervalo varia de 21 a 35 dias (média = 28 dias) Menacme Menarca (12 anos) Menopausa (50 anos)

3 FISIOLOGIA DO EIXO HIPOTÁLAMO HIPÓFISE - OVÁRIO A função ovariana é regulada pelo eixo: HIPOTÁLAMO : GnRh neuro-hormônio liberador de gonadotrofinas HIPÓFISE : hormônio folículo estimulante - FSH hormônio luteinizante - LH OVÁRIO : ESTRADIOL PROGESTERONA

4 HIPOTÁLAMO GnRh CICLO MENSTRUAL

5 CICLO MENSTRUAL

6 EIXO HIPOTÁLAMO - HIPÓFISE OVÁRIO é a estrutura que sustenta o funcionamento hormonal da mulher SNC exerce controle sobre as funções reprodutoras HIPOTÁLAMO HIPÓFISE ovário

7 Irrigação das hipófises anterior e posterior. Adaptado de

8 Secreção dos neurônios do GnRH Moduladores + Noradrenalina Glutamato Aspartato Óxido nítrico Neurotensina Neuropeptideo Y Moduladores GABA Dopamina Prolactina Opióides

9 ADENOHIPÓFISE Hormônios gonadotróficos: FSH / LH Prolactina TSH GH ACTH Adenohipófise. Fonte:

10 Menstruação Interação Hipotálamo-Pituitária-Ovário-Útero (Sistema Neuro-Químico) Controle Neural Controle Químico Dopamina (-) Noradrenalina (+) Endorfinas (-) Hipotálamo Gn-RH Pituitária ant. FSH, LH? Estrógeno Ovários Progesterona Útero

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12 CICLO MENSTRUAL FASE FOLICULAR ou PROLIFERATIVA Folículo primordial Folículo primário Folículo pré-antral Folículo antral Folículo pré-ovulatório OVULAÇÃO FASE LÚTEA ou SECRETORA

13 DESENVOLVIMENTO FOLICULAR O início do crescimento, independe da estimulação pelas gonadotrofinas, na vasta maioria dos casos, o crescimento é limitado e de rápida atresia

14 DESENVOLVIMENTO FOLICULAR FOLÍCULO PRIMORDIAL SE CARACTERIZA POR POSSUIR APENAS OÓCITO bloqueado no estágio diplóteno da prófase mitótica, CIRCUNDADO POR UMA ÚNICA CAMADA DE CÉLULAS ACHATADAS (fusiformes) DA GRANULOSA

15 DESENVOLVIMENTO FOLICULAR FOLÍCULO PRIMORDIAL Por volta de semanas vida intra-uterina é atingido o número máximo de oócitos: 6 a 7 milhões em ambos os ovários. O número começa a diminuir chegando ao nascimento: 1-2 milhões e na puberdade 300 a 500 mil APENAS 400 FOLÍCULOS CHEGAM A OVULAR

16 DESENVOLVIMENTO FOLICULAR FOLÍCULO PRIMÁRIO SE CARACTERIZA POR POSSUIR OÓCITO separado da granulosa pela membrana basal e DUAS OU MAIS CÉLULAS GRANULOSAS CÚBICAS Leva 2 meses para atingir o estágio pré-antral

17 DESENVOLVIMENTO FOLICULAR Para o FOLÍCULO PRIMÁRIO continuar seu crescimento: migra para a medula ovariana diferenciação da teca interna aparece a vascularização R FSH - R E - R T folículo volta a migrar para a superfície ovariana

18 FOLÍCULO PRÉ-ANTRAL O FSH estimula o crescimento folicular para o estágio pré-antral FSH / Estradiol aumentam o conteúdo de R de FSH nas células da granulosa

19 FOLÍCULO PRÉ-ANTRAL Os Receptores de FSH existem apenas nas células da granulosa Os Receptores de LH existem apenas nas células da teca

20 FOLÍCULO PRÉ-ANTRAL As células da teca possuem R LH e produzem androgênios As células da granulosa por uma reação de aromatase (FSH induzida) transformam Androgênio em Estradiol

21 DESENVOLVIMENTO FOLICULAR FOLÍCULO ANTRAL SE CARACTERIZA POR POSSUIR VÁRIAS CAMADAS DE CÉLULAS GRANULOSAS E UMA CAVIDADE CHEIA DE LÍQUIDO FOLICULAR CHAMADA ANTRO FOLICULAR MEMBRANA BASAL

22 CRESCIMENTO FOLICULAR FOLÍCULO PRIMORDIAL FOLÍCULO PRIMÁRIO

23 SECUNDÁRIO EM CRESCIMENTO FOLÍCULO MADURO ou de GRAAF

24 FOLÍCULO ANTRAL O aumento progressivo do Estradiol exerce influência supressiva sobre a liberação FSH O aumento do Estradiol exerce uma influência positiva com o LH no meio do ciclo

25 FOLÍCULO ANTRAL O aumento do LH na fase folicular tardia estimula a produção de Androgênios nas células da teca FSH / E induzem o aparecimento de Receptores de LH nas células da granulosa

26 NÍVEIS HORMONAIS NO CICLO MENSTRUAL

27 ESTEROIDOGENESE OVARIANA Colesterol 17 hidroxilase LH Lyase Cel Teca Pregnenolona 17 OH-Pregnenolona DHEA T Progesterona 17 OH-Progesterona Androstenediona FSH Estrona Cel Granulosa estradiol

28 FOLÍCULO ANTRAL A produção ESTRADIOL é explicada pelo mecanismo das 2 células: teca e granulosa LH Célula da teca CIRCULAÇÃO MEMBRANA BASAL R LH colesterol androstenediona Célula da granulosa androstenediona estradiol Enzima aromatizante R FSH Líquido folicular FSH

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30 FOLÍCULO ANTRAL A resposta folicular às gonadotrofinas é modulada por uma série de fatores de crescimento ovariano que aumentam a atividade do FSH: insulina-símili - IGFS I e II transformação b crescimento dos fibroblastos ativina

31 FOLÍCULO ANTRAL Outros fatores inibem as ações do FSH, estando relacionados à atresia: inibina fator de crescimento epidérmico ( EGF) fator de transformação a ( TGFa) proteína de ligação do IGF ( IGF-BP)

32 DESENVOLVIMENTO FOLICULAR Desenvolvimento acentuado do antro Oócito está cercado do acúmulo oocitário Seleção do folículo dominante nos dias 5-7 do ciclo os níveis de Estradiol começam a elevar-se pelo dia 7

33 FOLÍCULO PRÉ-OVULATÓRIO O LH atuando através de seus R nas células da granulosa inicia a luteinização e a produção de Progesterona A elevação pré-ovulatória da P induz o pico de FSH no meio ciclo e também facilita o feedback positivo do E com LH

34 FOLÍCULO PRÉ-OVULATÓRIO LH luteiniza as células da granulosa e estimula a síntese de prostaglandinas Ocorre aumento de A no meio do ciclo derivado do tecido tecal dos folículos menores

35 FOLÍCULO PRÉ-OVULATÓRIO A produção de Estradiol alcança níveis suficientemente altos (200 pg) e se mantém, induzindo o pico de LH A ovulação ocorre 24 a 36 h após pico Estradiol e 10 a 12 h após pico LH

36 FOLÍCULO PRÉ-OVULATÓRIO O pico de LH faz o oócito reassumir a meiose, estimula a síntese de prostaglandina e luteiniza as células da granulosa A ovulação ocorre 24 a 36 h após pico Estradiol e 10 a 12 h após pico LH

37 POSTURA OVULAR As células ovarianas e foliculares da zona do estigma (zona transparente que se forma na superfície ovariana) de volume graças a presença de vesículas contendo proteases As células degeneram e as proteases são liberadas nos espaços extracelulares desintegrando os elementos conjuntivos

38 POSTURA OVULAR Gonadotrofinas ativam o plasminogênio plasmina, que atuaria na dissolução da parede As prostaglandinas aumentam a contratilidade ovariana Em virtude do progressivo estiramento o estigma se rompe e ocorre a postura ovular

39 Donnez, da Universidade Católica de Louvai, disse à revista New Scientist (jun 08) ter presenciado o momento da ovulação "por acaso" enquanto fazia uma histerectomia

40 FORMAÇÃO DO CORPO LÚTEO Células da granulosa luteinizadas Invasão dos vasos sanguíneos LH colesterol Células da teca luteinizadas colesterol LH progesterona

41 FASE LÚTEA A função lútea normal exige: desenvolvimento folicular pré-ovulatório ótimo e estimulação tônica contínua pelo LH. Intensa proliferação celular e vascularização crescente. A Progesterona atua ao mesmo tempo, centralmente e dentro do ovário para suprimir novo crescimento folicular A duração do CL é de aproximadamente 14 dias

42 FASE LÚTEA A regressão do CL parece envolver a ação luteolítica de sua própria produção de E mediada por alteração local de prostaglandina Ocorre a perda de função e morte celular, a fim de permitir o desenvolvimento folicular do próximo ciclo Na gravidez o HCG mantém a função do CL

43 CICLO MENSTRUAL - ENDOMÉTRIO fase proliferativa ESTROGÊNIO > espessura endométrio > tortuosidade das glândulas > número das glândulas > pseudoestratificação epitélio glandular > hipercromia nucler ( > dna)

44 CICLO MENSTRUAL - ENDOMÉTRIO fase secretora PROGESTOGÊNIO Surgem vacúolos secretores no interior do citoplasma das célula glandulares (rico em glicogênio) Ocorre edema do estroma (pico entre dias 21 e 23), que vai sendo reabsorvido progressivamente até a fase menstrual As células do estroma adquirem aspecto pseudodeciduais, principalmente em torno das arteríolas espiralares

45 CICLO MENSTRUAL O endométrio proliferativo, de 2 mm, passa 10 mm no período pré-ovulatório Na fase secretora, não ocorrendo a gestação, há infiltração leucocitária e reação decidual do estroma Quando não acontece a gestação, o CL regride e ocorre a descamação endometrial (menstruação)

46 RESUMINDO FOLÍCULOS PRIMORDIAL E PRIMÁRIO R FSH granulosa: estradiol R LH teca: androstenediona FOLÍCULO PRÉ-ANTRAL R LH granulosa progesterona

47 Bibliografia Freitas, F et al. Rotinas em Ginecologia 5º ed. Porto Alegre: Artmed, Speroff, Fritz. Endocrinologia ginecológica clínica e infertilidade, 2005.

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58 Controle Local da Menstruação

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