4- A SUSTENTABILIDADE E OS CONTRATOS DE OBRAS PÚBLICAS 5- CENÁRIO ATUAL DOS CONTRATOS DE OBRAS PÚBLICAS 6- CONCLUSÕES

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1 1- INTRODUÇÃO 2- LINHA DO TEMPO 3- O CONCEITO DE SUSTENTABILIDADE E A NOSSA IGNORÂNCIA 4- A SUSTENTABILIDADE E OS CONTRATOS DE OBRAS PÚBLICAS 5- CENÁRIO ATUAL DOS CONTRATOS DE OBRAS PÚBLICAS 6- CONCLUSÕES 1

2 1- INTRODUÇÃO APEOP Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas, entidade criada em 24 de março de 1947, reúne 150 empresas construtoras de pequeno, médio e grande portes, cuja atividade principal é a execução de obras públicas no Etd Estado de São Paulo. As associadas da APEOP também participam das concessões de serviços públicos e das PPPs Parcerias Público-Privadas. Principais áreas de atuação das empresas associadas: Saneamento, Habitação, Obras Rodoviárias, Transporte Urbano (Metrô, corredores, garagens subterrâneas, terminais), i Pavimentação Urbana, Edificações (Escolas, Creches, Hospitais, Delegacias, Fóruns, Penitenciárias), Portos, Aeroportos. Número de empregos diretos: Em torno de 75 mil ocupações. Faturamento total médio das empresas associadas: em torno de 18 bilhões/ano. APEOP coordena a Comissão de Obras Públicas da CBIC Câmara Brasileira da Indústria da Construção. 2

3 2- LINHA DO TEMPO

4 3- CONCEITO DE SUSTENTABILIDADE DE ACORDO COM IGNACY SACHS: Quer seja denominado ecodesenvolvimento ou desenvolvimento sustentável, a abordagem fundamen- tada na harmonização de objetivos sociais, ambientais e econômicos não se alterou desde o encontro de Estocolmo até as conferências do Rio de Janeiro, e acredito que ainda é válida, na recomendação da utilização dos oito critérios distintos de sustentabilidade parcial apresentados a seguir. 1- SOCIAL 2- CULTURAL 3- ECOLÓGICO 4- AMBIENTAL 5- TERRITORIAL 6- ECONÔMICO 7- POLÍTICO NACIONAL 8- POLÍTICO INTERNACIONAL 4

5 CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE - IGNACY SACHS Aplicável para COP? IDEAL nos COP Nossos COP? Nossos COP 1- SOCIAL 0, alcance de um patamar razoável de homogeneidade social. não 0 0, distribuição de renda justa. não 0 0, emprego pleno e/ou autônomo com qualidade de vida decente. sim 0,25 não 0, igualdade no acesso aos recursos e serviços sociais. não 0 0,00 2- CULTURAL 0, mudanças no interior da continuidade (equilíbrio entre respeito à tradição e inovação) não 0,00 0, capacidade de autonomia para elaboração de um projeto nacional integrado e endógeno. sim 0,33 sim 0, auto-confiança combinada com aberetura para o mundo. não 0,00 0,00 3- ECOLÓGICA preservação do potencial do capital natureza na sua produção de recursos renováveis. não 0 0, limitar o uso dos recursos não-renováveis. não 0 0,00 4- AMBIENTAL 1 respeitar e realçar a capacidade de autodepuração dos ecossistemas naturais. sim 1 não 0,00 5- TERRITORIAL 0, configurações urbanas e rurais balanceadas não 0 0, melhoria do ambiente urbano sim 0,25 não 0, superação das disparidades inter-regionais sim 0,25 não 0, estratégias de desenvolvimento ambientalmente seguras para áreas ecologicamente frágeis. sim 0,25 não 0,00 0,00 6- ECONÔMICO 0, desenvolvimento econômicop intersetorial equilibrado sim 0,25 não 0, segurança alimentar não 0 0, capacidade de modernização contínua dos instrumentos de produção; razoável nível de 0 autonomia na pesquisa científica e tecnológica. sim 0,25 sim 0, inserção soberana na economia internacional. não 0 0,00 7- POLÍTICA(nacional) 0, democracia definida em termos de apropriação universal dos direitos humanos não 0,00 0, desenvolvimento da capacidade do Estado para implementar o projeto nacional, em parceria todos os empreendedores. sim 0,33 sim 0, um nível razoável de coesão social. não 0,00 0,00 8- POLÍTICA(internacional) 0, eficácia do sistema de prevenção de guerras pela ONU, na garantia da paz e na promoção da cooperação internacional. não 0 0, um pacote Norte-Sul de co-desenvolvimento, baseado no princípio de igualdade (regras do jogo e compartilhamento da responsabilidade de favorecimento do parceiro mais fraco) não 0 0, controle institucional efetivo do sistema internacional financeiro e de negócios. não 0 0, controle institucional efetivo da aplicação do Princípio da Precaução na gestão do meio e recursos naturais; prevenção das mudanças globais negativas; proteção da diversidade biológica (e cultural); e gestão do patrimônio global, como herança comum da humanidade. sim 0,2 não 0, sistema efetiva de cooperação científica e tecnológica internacional e eliminação parcial do do caráter de commodity da ciência e tecnologia, como propriedade p da herança comum da human. não 0 0,00 total 2,37 0,92 porcentagem sobre o total 29,58% 38,73% 5

6 5- CENÁRIO ATUAL DOS CONTRATOS DE OBRAS PÚBLICAS 5.1- LEI FEDERAL 8.666/93: - Péssima redação e sistematização possibilitam diferentes interpretações - Falta de clareza amplia Poder Normativo dos Órgãos de Controle da Adm. Pública. - Lei deve ser bem compreendida por todos: agentes encarregados de realizar as licitações, i Órgãos de controle da AP e Poder Judiciário 5.2- ALTERAÇÕES EM DISCUSSÃO: Objetivos da reforma legislativa: -Tornar T os processos de contratação mais ágeis; - Eliminar a Indústria das liminares Temas principais da discussão: - Inversão de Fases - Pregão para qualquer contratação ou apenas para compras comuns -Garantias G contratuais: t valores e complementações em caso de preços abaixo do orçamento do órgão -Exequibilidade de Preços -Responsabilidade p profissional nos orçamentos -Pré-qualificação e pré-cadastramento. 6

7 CENÁRIO ATUAL, CONCLUSÕES: - O CLIENTE PÚBLICO RARAMENTE RECEBE O PRODUTO COMO PROJETADO E NO PRAZO PLANEJADO. -A EXECUÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS DE SANEAMENTO, NOS ÚLTIMOS ANOS, TEM SIDO UM NEGÓCIO DE BAIXÍSSIMA OU NENHUMA LUCRATIVIDADE. 7

8 6- CONCLUSÕES -O CONCEITO DE SUSTENTABILIDADE É POUCO CONHECIDO PELO EMPRESÁRIO DE OBRAS PÚBLICAS NO BRASIL. -OS CONTRATOS DE OBRAS PÚBLICAS NO BRASIL APRESENTAM BAIXO ATENDIMENTO AOS CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE. -O APERFEIÇOAMENTO DA LEGISLAÇÃO PODE CONTRIBUIR MUITO PARA QUE OCORRA EVOLUÇÃO NAS CONTRATAÇÕES DAS OBRAS PÚBLICAS. -A A CONTRATAÇÃO DAS OBRAS PÚBLICAS POR PREÇOS MAIS JUSTOS É O PRINCIPAL VETOR PARA ESSE MOVIMENTO. 8

9 BIBLIOGRAFIA JACOBI, Pedro. Meio Ambiente e Sustentabilidade. Artigo disponível em JACOBI, Pedro. Educação Ambiental, Cidadaniad i e Sustentabilidade. t d Artigo disponível em LAYARGUES, Philippe Pomier. Do Ecodesenvolvimento ao desenvolvimento sustentável: evolução de um conceito?. Artigo disponível em <http://material.nerea-investiga.org/publicacoes/user_35/fich_es_32.pdf> PORTO NETO, Benedicto. Discussão sobre as propostas para a reforma da Lei nº 8.666/1993. Palestra proferida em agosto de SACHS, Ignacy. Caminhos para o desenvolvimento sustentável, 3.ed., Rio de Janeiro, Garamond, VEIGA, José Eli da. Desenvolvimento sustentável:odesafio tá do século XXI, 3.ed., Rio de Janeiro, Garamond, VEIGA, José Eli da; ZATZ, Lia. Desenvolvimento sustentável: que bicho é esse?, Campinas, Autores Associados,

10 XX ENCONTRO TÉCNICO AESABESP 13 DE AGOSTO DE 2009 APEOP ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE EMPRESÁRIOS DE OBRAS PÚBLICAS Engº Marco Botter Vice-Presidente de Saneamento 10

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