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1 :11:00. Fonte LUSA. Notícia SIR Temas: economia portugal finanças sociedade LusaTV: Aumento da carga fiscal melhorou qualidade da Segurança Social - Sec. Estado DATA:. ASSUNTO: Conferência "Novos desafios para as pensões em Portugal". TEXTO: Lisboa, 17 Mar (LusaTV) - O aumento da carga fiscal foi necessário, na medida em que garante a sustentabilidade das finanças públicas e melhora a qualidade da segurança social, afirmou hoje o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Jesus Marques. "Tratou-se de um aumento da carga fiscal que foi necessário para garantir a sustentabilidade das finanças públicas e estamos a ter bons resultados", disse Pedro Jesus Marques, à margem da conferência "Novos desafios para as pensões em Portugal", no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. O secretário de Estado referiu que, sobretudo a partir de 1995, "houve um cumprimento adequado da então em vigor lei de bases e foi reforçada a transferência do orçamento do Estado das verbas dos impostos". Segundo Pedro Jesus Marques, "as contribuições dos trabalhadores e das empresas devem financiar as prestações de natureza contributiva", tais como reformas ou outras pensões sociais. "Foi esse o sinal que o Governo deu quando reforçou o financiamento da Segurança Social e as verbas vindas do IVA (imposto sobre o valor acrescentado), canalizando para a Segurança Social dos portugueses parte dos nossos impostos", sublinhou. Questionado sobre as recentes declarações do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, relativamente à possibilidade de falência no sistema, Pedro Jesus Marques considerou que estas devem ser entendidas "em sintonia" com a actual posição do Governo nesta matéria. "O governo está perfeitamente em sintonia sobre essa matéria e se nada fosse feito pelo executivo, só os recursos do sistema de Segurança Social teriam que ser complementados com outras fontes de financiamento, tais como os impostos", à semelhança do que está a ser feito, acrescentou o secretário de Estado. "Se nada fosse feito, daqui a dez anos teríamos um sistema de défice", disse, a concluir.

2 SMS. LusaTV/Fim Público Paulo Duarte/AP (arquivo) O Governo defende que possam também ser organizados regimes complementares para os trabalhadores nas empresas Opção será discutida com parceiros sociais Governo propõe complementos de reforma suportados pelas empresas h56 O Governo quer discutir com os parceiros sociais a introdução de regimes complementares de reforma de natureza profissional, a criar dentro das próprias empresas para os seus trabalhadores, anunciou hoje o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques. O responsável, que assistiu à abertura do seminário "Novos Desafios para as Pensões em Portugal", promovido pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património, disse que essa discussão vai inserir-se no debate global sobre a sustentabilidade da Segurança Social que o Governo vai ter em sede de concertação social. "Queremos discutir com os parceiros sociais quais os incentivos mais adequados do ponto de vista das empresas para os chamados regimes profissionais, em que, para além da poupança do sistema público [reformas e pensões] e da individual, possam ser organizadas nas próprias empresas regimes complementares para os trabalhadores dessas empresas", explicou o secretário de Estado. Pedro Marques admitiu ainda que o Executivo poderá, "progressivamente", adoptar um "reforço da via fiscal em função das prestações", se se justificar esse caminho, a exemplo do que aconteceu com o reforço extraordinário através do IVA. Além dos regimes complementares de reforma a criar no âmbito das empresas, o membro do Governo sublinhou o facto de se ter reintroduzido os incentivos fiscais à entrada nas poupanças individuais optativas, como os planos de poupança reforma. No seu entender, foi "um passo muito significativo", na linha do que acontece nos restantes países europeus, que implica "um grande esforço do ponto de vista das contas públicas". Deixando entender que o Governo não pretende ir mais longe nesta matéria, Pedro Marques reafirmou as dúvidas quanto à bondade do plafonamento (que permitiria aos contribuintes optarem

3 por sistemas privados), tanto pela dificuldade de financiamento do sistema no período transitório como pelos "resultados duvidosos a longo prazo". O secretário de Estado respondia a uma das perguntas colocadas pelo presidente da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património, Manuel Vasconcelos de Guimarães, que questionou sobre os cenários futuros do sistema, em particular sobre se vai ou não haver plafonamento e a partir de que valores. O plafonamento permitiria, acima de determinado salário, a opção pelo sistema privado, o que retiraria do sistema público o pagamento dessas pensões, mas também o privaria das verbas entretanto pagas pelo contribuinte. Correio da Manhã Manuel Moreira Os trabalhadores terão Fundos de Pensões nas suas empresas Economia :00:00 Pensões: estímulo para a criação de regimes profissionais Fundos empresariais pagam reformas O Governo vai dar incentivos às empresas que criem regimes complementares para o pagamento das reformas aos seus empregados. A proposta será apresentada em sede de Concertação Social já no próximo mês de Abril, depois de fechada a discussão sobre a alteração do subsídio de desemprego. Trata-se de um instrumento opcional de gestão e protecção dos trabalhadores, apurou o CM junto do Ministério do Trabalho. A filosofia é a de construir um edifício jurídico que permita à empresa criar uma espécie de fundo de pensões (à semelhança do existente no sector bancário) que irá reforçar a contribuição do sistema público (financiado pela entidade patronal em 21,75 por cento e pelo trabalhador em 11 por cento) na construção da reforma de cada trabalhador.

4 Existem três espécies de contrapartidas para as empresas que criarem este tipo de fundo; em primeiro lugar há um novo instrumento de negociação colectiva que poderá compensar a negociação salarial. Em segundo, existirão benefícios fiscais, uma vez que o tratamento contabilístico dado às verbas canalizadas para a constituição daquele fundo será mais favorável. Por último, o Governo está disposto a estudar um conjunto de contrapartidas em sede de concertação para discriminar positivamente as empresas que se disponham a constituir aquele terceiro pilar de financiamento das reformas. Esta intenção de criar um terceiro pilar de financiamento das reformas (para além da contribuição pública e dos complementos privados como é o caso dos Planos Poupança Reforma) encontra-se previsto no Programa do Governo. Entretanto, o secretário de Estado da Segurança Social, que falava à margem do seminário Novos Desafios para as Pensões em Portugal admitiu que o Governo poderá progressivamente, adoptar um reforço da via fiscal em função das prestações, se se justificar esse caminho, a exemplo do que aconteceu com o reforço extraordinário através do IVA (parte das receitas arrecadadas com o aumento da taxa de 17 para 19 por cento são canalizadas para o financiamento da Segurança Social). Fonte do Ministério do Trabalho negou, peremptoriamente, que este reforço resulte de um aumento dos impostos. Estamos a falar de reafectação de receitas, que serão sempre autorizadas pelo Ministério das Finanças, acrescentou a mesma fonte. CRIAR CONTAS INDIVIDUAIS A criação de contas individuais onde é registado tudo aquilo que o contribuinte paga e retira pode ser um dos caminhos para tornar o sistema mais à medida de cada pessoa, sem custos adicionais. A solução é apontada por Diogo de Lucena, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, presente ontem no simpósio Novos Desafios para as Pensões em Portugal. Implementar estas contas, que exigem uma contabilidade rigorosa para cada pessoa, vai permitir a cada contribuinte escolher a altura que mais lhe convém para passar à reforma, sabendo de antemão que vai receber uma pensão mais ou menos valiosa, consoante os anos de trabalho. PENSÕES BENEFICIÁRIOS Mais de um em cada quatro portugueses é pensionista da Segurança Social. Actualmente, 2666 milhões têm pensões de invalidez, velhice ou sobrevivência. VALORES

5 Em 2003 foram pagos 8,8 milhões de euros em pensões, mais 44,8 por cento do que em Este valor perfaz uma média nacional de 278 euros mensais por pensionista. CONCELHOS O maior número de pensionistas situa-se nos concelhos do Interior, centro e sul. A média regional de pensões mais baixa, 226 euros, situa-se no Interior Norte e a mais alta, 357 euros, na Grande Lisboa. Miguel Alexandre Ganhão SIC Publicação: :37 Última actualização: :03 Arquivo SIC Reformas com ajuda das empresas Proposta do Governo para financiar Segurança Social O Governo quer que as empresas ajudem a pagar a reforma dos trabalhadores. O pagamento dos chamados complementos será uma forma de financiar a Segurança Social.

6 As empresas que criem regimes complementares para o pagamento de reformas aos trabalhadores poderão vir a receber incentivos do Governo. A proposta será apresentada em Abril na concertação social. A ideia é levar as empresas a criar uma espécie de fundo de pensões, semelhante ao que existe no sector bancário, que permitiria reforçar a contribuição do sistema público na reforma de cada trabalhador. As empresas passavam a ter um novo instrumento de negociação colectiva que poderá compensar a tabela salarial. Teriam benefícios fiscais. E um conjunto de outras contrapartidas que o Governo está disposto a estudar com os parceiros em sede de concertação. Para além da contribuição pública e dos complementos privados como é o caso dos planos poupança reforma este seria assim mais um meio de financiamento, previsto no programa do Governo, para garantir a sustentabilidade da Segurança Social. O Governo pondera também, e se se justificar, adoptar de forma progressiva um reforço da via fiscal em função das prestações, como já aconteceu com o reforço extraordinário através do IVA. RTP Pensões: Governo propõe regimes complementares de natureza profissional O governo quer discutir com os parceiros sociais a introdução de regimes complementares de reforma de natureza profissional, a criar dentro das próprias empresas para os seus trabalhadores, disse hoje o secretário de Estado da Segurança Social. Pedro Marques, que hoje assistiu à abertura do seminário "Novos Desafios para as pensões em Portugal", promovido pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património, disse que essa discussão se vai inserir no debate global sobre a sustentabilidade da segurança social que o governo vai ter em sede de concertação social. "Queremos discutir com os parceiros sociais quais os incentivos mais adequados do ponto de vista das empresas para os chamados regimes profissionais, em que, para além da poupança do sistema público (reformas e pensões) e da individual, possam ser organizadas nas próprias empresas regimes complementares para os trabalhadores dessas empresas", disse.

7 O secretário de Estado admitiu ainda que o governo poderá, "progressivamente", adoptar um "reforço da via fiscal em função das prestações", se se justificar esse caminho, a exemplo do que aconteceu com o reforço extraordinário através do IVA. Agência LUSA :57:57 Rádio Renascença Segurança Social: As propostas do Governo Este assunto será agora discutido com os parceiros sociais

8 Este assunto será agora discutido com os parceiros sociais O Governo vai propôr aos parceiros sociais a introdução de regimes complementares de reforma a criar pelas próprias empresas. Pedro Marques (18:10) O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Segurança Social. Pedro Marques participava na abertura do seminário "Novos Desafios para as Pensões em Portugal", hoje, em Lisboa. "Queremos discutir com os parceiros sociais quais os incentivos mais adequados também do ponto de vista das empresas, para os chamados regimes profissionais, em que, para além da poupança do sistema público e para além das poupanças individuais, poderem ser organizados nas próprias empresas regimes complementares para os trabalhadores dessas empresas". Pedro Marques admitiu ainda que o financiamento das contribuições sociais possa vir a ser feito pelo reforço progressivo da via fiscal: "nós entendemos que todas as prestações que sejam de natureza contributiva são financiadas por contribuições, as prestações de natureza não contributiva, de solidariedade, devem progressivamente ser também financiadas pelos impostos". "Esse princípio foi reforçado em 2001 e queremos agora discutir com os parceiros sociais se há ou não margem para continuar a alargar o príncípio e se ele deve ser alargado" - concluiu o governante. Pedro Marques voltou também a afirmar que, mesmo que não consiga o apoio dos parceiros sociais, o Governo vai avançar com as alterações na atribuição do subsídio de desemprego. Mudanças que prevêem medidas mais exigentes e rigorosas, diz o secretário de Estado. Rádio Renascença Segurança Social: As sugestões de Ribeiro Mendes

9 O antigo secretário de Estado da Segurança Social, Ribeiro Mendes, defende a redução progressiva da taxa de substituição do subsídio de desemprego. A jornalista Ana Carrilho, com declarações Ribeiro Mendes (22:19) Em declarações à Renascença, à margem do o Seminário "Novos Desafios para as pensões em Portugal", promovido pela Associação de Fundos de Pensões, Ribeiro Mendes apontou vários caminhos para a sustentabilidade do sistema de Segurança Social. Nas medidas imediatas, defende a redução progressiva da taxa de substituição do subsídio de desemprego, medida que iria retirar pressão sobre as finanças da Segurança Social e "desincentivar os comportamentos que prolongam a situação de desemprego". Para Ribeiro Mendes, não há dúvidas de que, mais cedo ou mais tarde, a idade legal de reforma vai ter mesmo que aumentar, acompanhando o aumento da esperança de vida. O especialista defende também, por exemplo, a introdução do plafonamento ou de tectos contributivos, apesar do actual ministro Vieira da Silva já ter dito que essa não é uma solução viável. Com a diminuição das receitas da Segurança Social, a alternativa é aumentar as taxas contributivas ou aumentar o défice. Apesar de tudo, Ribeiro Mendes considera que esta última hipótese pode ser aceite pela União Europeia, porque o que estaria em causa era uma reforma. Mesmo assim, já é certo que as pensões futuras serão sempre mais baixas, devido à fórmula de cálculo aplicada, sustenta. O antigo secretário de Estado da Segurança Social defende que a fórmula de cálculo que reflecte toda a carreira contributiva entre de imediato em vigor, abolindo o período de transição que devia decorrer até Certo é que os portugueses já vão pensando que têm que arranjar mecanismos complementares ao sistema público. Apesar de alguma desconfiança, investe-se cada vez mais em PPR s, sobretudo a classe média, sublinha Ribeiro Mendes.

10 Na opinião do especialista em Segurança Social, as pensões de sobrevivência é outra área que merece mudanças. Ribeiro Mendes aplaude a decisão de Vieira da Silva em relação às reformas antecipadas. Considera que é um regime que não pode ser totalmente eliminado, mas muito restrito sobretudo para trabalhadores de baixa qualificação e que ficam sem emprego quase no fim da vida activa.

11 Agência Financeira De natureza profissional Governo quer complementos de reforma organizados pelas empresas [ 2006/03/17 14:52 ] EditorialPGM Pensões mínimas sobem acima da inflaçãoartigos relacionados Um quarto da população é pensionista da Segurança Social Estado tem de pagar menos a pensionistas e desempregados Mais de mil funcionários do Estado são pensionistas Links relacionados Já declarou o IRS? Saiba já se vai receber ou pagar e quanto! O Governo quer discutir com os parceiros sociais a introdução de regimes complementares de reforma de natureza profissional. A ideia é criar dentro das próprias empresas para os seus trabalhadores, disse hoje o secretário de Estado da Segurança Social, citado pela Lusa. Pedro Marques, que hoje assistiu à abertura do seminário «Novos Desafios para as pensões em Portugal», promovido pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património, disse que essa discussão se vai inserir no debate global sobre a sustentabilidade da segurança social que o governo vai ter em sede de concertação social. «Queremos discutir com os parceiros sociais quais os incentivos mais adequados do ponto de vista das empresas para os chamados regimes profissionais, em que, para além da poupança do sistema público (reformas e pensões) e da individual, possam ser organizadas nas próprias empresas regimes complementares para os trabalhadores dessas empresas», disse. O secretário de Estado admitiu ainda que o governo poderá, «progressivamente», adoptar um «reforço da via fiscal em função das prestações», se se justificar esse caminho, a exemplo do que aconteceu com o reforço extraordinário através do IVA.

12 Diário de Notícias Online Governo quer negociar pensões complementares Criar incentivos para as empresas investirem em planos complementares de reforma para os seus trabalhadores é uma aposta do Governo, ontem defendida pelo secretário de Estado da Segurança Social. "Queremos discutir com os parceiros sociais quais os incentivos mais adequados do ponto de vista das empresas para os chamados regimes profissionais em que, para além da poupança do sistema público e da individual possam ser organizadas nas próprias empresas regimes complementares para os trabalhadores dessas empresas", disse Pedro Marques, que falava no seminário "Novos Desafios para as Pensões em Portugal". Ao contrário da realidade de outros países europeus, em que os fundos profissionais têm uma longa tradição e peso nas soluções de reforma, em Portugal os planos complementares de reforma por iniciativa das empresas estão praticamente limitados ao sector bancário e ao universo das empresas de capital público. Em cima da mesa estão não apenas regimes de empresa, mas também sectoriais, tanto da iniciativa de empresas como de sindicatos. No seminário promovido pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pedro Marques relançou a ideia de reforçar o papel dos impostos no financiamento da Segurança Social - tal como aconteceu com a consignação de receitas do IVA -, em particular para algumas prestações que não dependem do esforço contributivo. Numa entrevista ao DN, em Novembro, Vieira da Silva já tinha defendido essa solução, para fazer à face ao crescimento das despesas, sem penalizar mais as empresas e os trabalhadores que são os principais contribuintes do sistema. Na ocasião, o ministro

13 admitiu, sem compromisso, que em estudo estão várias hipóteses, desde impostos sobre a poluição, sobre o valor acrescentado das empresas, ou simplesmente canalizar mais receitas fiscais para o sistema. Diário Económico Segurança Social > :52 Governo admite reforço "progressivo" da via fiscal DE com Lusa O secretário de Estado da Segurança Social admitiu hoje um reforço "progressivo" da via fiscal para financiar as contribuições sociais "se isso se justificar". Pedro Marques, que falava à saída da sessão de abertura do seminário "Novos desafios para as pensões em Portugal", disse que o governo quer discutir essa possibilidade com os parceiros sociais. O secretário de Estado sublinhou o princípio de que as contribuições dos trabalhadores e das empresas devem financiar as prestações de natureza contributiva, enquanto os complementos que não têm a ver com as contribuições dos trabalhadores e decorrem de uma decisão de solidariedade para com os que mais precisam "têm que ser pagos com os impostos". "Este princípio foi reforçado em 2001 e queremos discutir com os parceiros sociais se deve ou não haver margem para continuar a alargar este princípio", afirmou. No seu entender, é preciso analisar as prestações sociais, ver as alterações ocorridas desde 2001, e "se se justificar um reforço da via fiscal em função da natureza das prestações, esse caminho pode ser adoptado progressivamente", disse, dando como exemplo o reforço extraordinário feito em 2005 através do IVA. Pedro Marques reafirmou ainda a importância dada pelo governo à reforma do subsídio de desemprego, sobretudo para combater o uso indevido desta prestação.

14 Segundo disse, vai realizar-se, "nas próximas semanas", uma reunião da concertação social "para ultimar as propostas a curto prazo", sublinhando que apesar do esforço para obter consensos o governo vai legislar sobre a matéria mesmo que não haja acordo. Um dos pontos "mais importantes" dessa reforma refere-se às características dos empregos que os beneficiários do subsídio podem ou não rejeitar. "Hoje é demasiado vago" e os beneficiários "rejeitam demasiadas" vezes as ofertas, afirmou, sublinhando que a legislação actual contém "demasiadas margens para um uso indevido" desta prestação. O aumento significativo dos encargos com os subsídios de desemprego é um dos factores que tem sido apontado, a par do aumento continuado das despesas com as pensões, para a situação financeira actual da Segurança Social. Economía + títulos de Economía Diário Económico Pensões > :45 Governo propõe regimes complementares de natureza profissional DE com Lusa O Governo quer discutir com os parceiros sociais a introdução de regimes complementares de reforma de natureza profissional, a criar dentro das próprias empresas para os seus trabalhadores, disse hoje o secretário de Estado da Segurança Social. Pedro Marques, que hoje assistiu à abertura do seminário 'Novos Desafios para as pensões em Portugal', promovido pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património, disse que essa discussão se vai inserir no debate global sobre a sustentabilidade da segurança social que o governo vai ter em sede de concertação social. "Queremos discutir com os parceiros sociais quais os incentivos mais adequados do ponto de vista das empresas para os chamados regimes profissionais, em que, para além da poupança do sistema público (reformas e pensões) e da individual, possam ser organizadas nas próprias empresas regimes complementares para os trabalhadores dessas empresas", disse.

15 O secretário de Estado admitiu ainda que o governo poderá, "progressivamente", adoptar um "reforço da via fiscal em função das prestações", se se justificar esse caminho, a exemplo do que aconteceu com o reforço extraordinário através do IVA.

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