APLICAÇÃO DE TUBOS CERÂMICOS NA COLETA E TRANSPORTE DE ESGOTOS SANITÁRIOS"

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1 APLICAÇÃO DE TUBOS CERÂMICOS NA COLETA E TRANSPORTE DE ESGOTOS SANITÁRIOS" PALESTRANTE: Eng o Civil Antonio Livio Abraços Jorge 28 de Março de 2008

2 Marcos na História do Saneamento Tubos cerâmicos são utilizados desde o ano 4000 a.c.; O sistema unitário iniciou-se em 1815 em Londres, em 1842 em Hamburgo e em 1880 em Paris; Em 1857 foi implantada a primeira rede coletora no Rio de Janeiro, contrato assinado por D. Pedro II; Em 1876 surge a primeira rede na cidade de São Paulo; Em 1897 foi inaugurada a primeira cidade planejada do Brasil Belo Horizonte com redes de água e esgotos; Em 1907 Saturnino de Brito inicia as obras de drenagem e saneamento de Santos; Em 1912 foi implantado o sistema separador absoluto na cidade de São Paulo; Em 1968 foi criado o PLANASA; A partir de 1973 são criadas as companhias estaduais de saneamento.

3 Comparativo da produção anual de tubos cerâmicos na Europa e no Brasil Alemanha = km Inglaterra = km Itália = km Brasil (produção atual) = km Brasil (capacidade produtiva) = km

4 A atual tecnologia brasileira para a fabricação dos tubos e conexões cerâmicas Extrusora vertical automatizada

5 Transporte de tubos para secagem

6 Saída do forno túnel (temperatura de 1100º C)

7 Normas técnicas aplicadas na fabricação, ensaios e inspeção dos tubos, conexões cerâmicas e juntas. NBR NBR 6545 NBR 6549 NBR 7318 NBR 7462 NBR 7529 NBR 7588 NBR 7689 NBR NBR NBR ISO 812 ISO 3384

8 Oferta de novos produtos para atendimento do mercado. Já estão bem avançados os estudos e os testes para a fabricação de tubos cerâmicos nos diâmetros de 450 e 500 mm, nas alternativas ponta e bolsa junta elástica tipo P e ponta-ponta com a utilização de conexão tipo flex-seal. Os tubos ponta - ponta serão oferecidos no comprimento de 1,75m.

9 Definição de tubos rígidos Tubos rígidos: e tubos flexíveis Submetidos à compressão diametral podem sofrer deformações de até 0,10 % no diâmetro. Exemplos: tubos de ferro fundido, tubos cerâmicos, tubos de concreto, etc Tubos flexíveis: Submetidos à compressão diametral podem sofrer deformações superiores a 3,00 % no diâmetro. Exemplos: tubos de aço, tubos de PVC, tubos PEAD, tubos de poliéster, etc.

10 Considerações de tubos em valas Tubos rígidos Por não se deformarem, não precisam utilizar o solo de envolvimento lateral para resistirem aos esforços; Sua capacidade de carga depende apenas da resistência do próprio tubo. Tubos flexíveis Devido a sua própria flexibilidade são geralmente menos rígidos que o solo de envolvimento lateral; Resistem a carga menores e necessitam contar com o apoio do solo de envolvimento lateral para suportálas.

11 Considerações de tubos em valas

12 Matriz para escolha do material dos coletores Material das tubulações Cerâmica PVC Rígido Itens a serem avaliados Junta Asfáltica Junta Elástica tipo P Junta Elástica Geologia do local (características do solo local). Altura do reaterro. Resistência a cargas externas, abrasão, ataque químico, e gases presentes. Resistência aos despejos quentes. Garantia da manutenção da seção transversal. Garantia de estanqueidade nas juntas e impermeabilidade nos tubos. Resistência de suas paredes às ações de roedores. Exigências para o correto assentamento. Garantia de longevidade da tubulação (vida útil), observadas as suas características de quando nova. Velocidade e facilidades na execução. Custo do material depositado no canteiro da obra. Cuidados no transporte, movimentação e manuseio. Custo final da obra acabada. Resistência às operações rotineiras de manutenção. Resistência à irradiação solar e ao aquecimento. Tradição e assistência do fabricante. Desatrelamento às oscilações cambiais e independência de importação de matéria prima. Impactos ambientais na reciclagem do material aplicado após sua vida útil.

13 Por que tubos cerâmicos ponta e bolsa junta elástica tipo P?

14 Por que tubos cerâmicos ponta e bolsa junta elástica tipo P? Os anéis de borracha, oferecem: Estanqueidade: que minimizam infiltrações e vazamentos; Flexibilidade: suficiente para acompanhar pequenas movimentações das tubulações; Engate rápido de menor custo que o das juntas rígidas de argamassa ou betuminosas; Permitem montagem e desmontagem; Podem ser testados em laboratórios; Permitem o imediato reaterro da vala após a sua execução.

15 Cuidados no armazenamento dos tubos cerâmicos Não exigem construção de abrigos para proteção contra irradiação solar; Podem ficar expostos por tempo indeterminado; Não sofrem deformação em exposição ao sol.

16 Cuidados no transporte dos tubos cerâmicos A paletização minimiza as perdas; Não podem ser transportados em caminhõescaçamba.

17 Cuidados na movimentação dos tubos cerâmicos Podem ser deixados na frente de serviço e inspecionados antes da descida na vala; Deve-se evitar impactos mecânicos.

18 Cuidados na assentamento dos tubos cerâmicos Regularizar e nivelar o fundo da vala; Apoiar toda extensão do tubo sobre a base; Fazer cachimbo sob as bolsas; Apiloar e compactar em camadas de acordo com as especificações SABESP;

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25 Condições típicas de assentamento CONDIÇÃO 1 Redes coletoras e coletores em regiões que o solo natural oferece boa condição de suporte e não ocorra presença do lençol freático. N.T. N.T. envoltória de areia cobrimento sobre geratriz superior ~30cm N.A. rebaixo ~7,5cm TUBOS CERÂMICOS TUBOS PVC

26 CUSTO MÉDIO ASSENTAMENTO* P 0 = Dezembro 2007 (R$/m) CERÂMICO PONTA E BOLSA PVC rígido Diâmetro (mm) Junta asfáltica Junta elástica tipo P Junta elástica ,76 37,03 66, ,42 43,58 77, ,60 59,78 98, ,06 70,79 132,35 * inclui: escavação, escoramento (pontaleteamento), envoltória de areia para os tubos de PVC, assentamento simples, fornecimento de tubos e anéis.

27 Condições típicas de assentamento CONDIÇÃO 2 Redes coletoras e coletores em regiões onde as condição de suporte e o tipo de solo não aconselharem um apoio direto. N.T. N.T. lastro de areia envoltória de areia rebaixo ~7,5cm N.A. cobrimento sobre geratriz superior ~30cm rebaixo ~7,5cm TUBOS CERÂMICOS TUBOS PVC

28 CUSTO MÉDIO ASSENTAMENTO* P 0 = Dezembro 2007 (R$/m) CERÂMICO PONTA E BOLSA PVC rígido Diâmetro (mm) Junta asfáltica Junta elástica tipo P Junta elástica ,71 115,98 139, ,83 122,99 153, ,47 139,65 175, ,27 151,00 206,02 * inclui: escavação, escoramento (contínuo), lastro de areia para tubos cerâmicos, envoltória de areia para os tubos de PVC, assentamento simples, fornecimento de tubos e anéis.

29 Condições típicas de assentamento CONDIÇÃO 3 Redes coletoras e coletores em regiões litorâneas, ribeirinhas e fundos de vale, em solos moles e na presença de água do lençol freático. N.T. N.T. envoltória de areia lastro de brita cobrimento sobre geratriz superior ~30cm 10/15cm N.A. lastro de brita + laje de apoio 25/30cm TUBOS CERÂMICOS TUBOS PVC

30 CUSTO MÉDIO ASSENTAMENTO* P 0 = Dezembro 2007 (R$/m) CERÂMICO PONTA E BOLSA PVC rígido Diâmetro (mm) Junta asfáltica Junta elástica tipo P Junta elástica ,81 171,08 244, ,32 178,48 266, ,34 195,52 292, ,65 207,38 330,47 * inclui: escavação; escoramento (especial); lastro de pedra britada para tubos cerâmicos; lastro, laje e berço e mais a envoltória de areia para os tubos de PVC; assentamento simples; fornecimento de tubo e anéis

31 Condições típicas de assentamento CONDIÇÃO 4 Redes coletoras e coletores de PVC rígido em regiões de solo predominantemente arenoso, sem a presença de água do lençol freático que permite o apoio sobre lastro de areia e dispensa a envoltória de areia. Fechamento com material selecionado proveniente da própria escavação, compactado em camadas de 10cm, observando-se o cuidado de se preencher simultaneamente as laterais da tubulação de modo a não promover tensões. Atentando-se para o adensamento sobre a região central das tubulações. Manter este cuidado até obter-se cobrimento de 30cm sobre a tubulação.

32 CUSTO MÉDIO ASSENTAMENTO* P 0 = Dezembro 2007 (R$/m) CERÂMICO PONTA E BOLSA PVC rígido Diâmetro (mm) Junta asfáltica Junta elástica tipo P Junta elástica ,76 37,03 47, ,42 43,58 57, ,60 59,78 75, ,06 70,79 103,45 * inclui: escavação, escoramento (pontaleteamento), lastro de areia, assentamento simples, fornecimento de tubos e anéis.

33 EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DE MATERIAIS CERÂMICOS E PVC RÍGIDO PERÍODO DEZEMBRO 2006 DEZEMBRO 2007 Tubos Cerâmicos Tubos PVC rígido Junta Asfáltica Junta Elástica Tipo P Junta Elástica Diâmetro Dezembro 2006 Dezembro 2007 Variação % Dezembro 2006 Dezembro 2007 Variação % Dezembro 2006 Dezembro 2007 Variação % 150 8,85 8,50-3,96 9,33 9,68 3,75 17,50 16,03-8, ,36 13,09-8,84 17,12 15,28-10,75 26,50 25,35-4, ,50 24,70-10,18 32,86 30,72-6,51 44,00 42,48-3, ,52 32,83-4,90 44,54 40,76-8,49 69,00 68,14-1,25

34 Nova geração de tubos e conexões cerâmicas Junta elástica tipo PPP

35 Junta PPP Nova geração de tubos e conexões cerâmicas

36 Nova geração de tubos e conexões cerâmicas Junta elástica tipo PPE

37 Junta PPE Nova geração de tubos e conexões cerâmicas

38 Parceria com a SABESP Renovam-se os entendimentos para a utilização de biosólidos gerados em estações de tratamento na fabricação de tubos e conexões cerâmicas, sem prejuízo das qualidades e propriedades do material.

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