Matrizes para alicates de compressão hidráulica

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1 1. OBJETIVO Esta especificação tem por finalidade estabelecer as características mínimas exigíveis para as matrizes para alicates de compressão hidráulica utilizadas nos trabalhos em redes de distribuição. 2. NORMAS E/OU DOCUMENTOS COMPLEMENTARES NBR /1985 Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos. NBR 6671 Materiais metálicos determinação da dureza Rockwell. NBR 6672 Materiais metálicos Determinação da dureza Vickers. NBR 6189 Aço ferramenta Especificação. NBR 9245 Aços ferramenta Série padronizada. 3. DEFINIÇÕES Para efeitos desta especificação entende-se por matriz o par de peças metálicas, simétricas, que serve de molde para compressão de luvas e conectores de fios e cabos elétricos. 4. CONDIÇÕES GERAIS 4.1 Dimensões Cada matriz deve ter as dimensões indicadas na tabela 2 de acordo com seu índice e número de NTC correspondente. 4.2 Acabamento As superfícies devem ser livres de nódulos, rebarbas, incrustações, fissuras, oxidações e empenamento de qualquer espécie. 4.3 Identificação Cada unidade da matriz fornecida deve ter na superfície lateral impresso em baixo relevo, o nome do fabricante ou marca comercial e indicação do modelo ou tipo (índice). 5. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 5.1 Material Deve ser de aço do tipo SAE 4340, SAE 6150 ou aço ferramenta que devido às suas características de resistência mecânica atenda aos requisitos de esforços compatíveis com a sua utilização. 5.2 Dureza A matriz deve apresentar um grau de dureza entre 35 a 48 Rockwell C. 5.3 Tratamento superficial O tratamento superficial deve ser do tipo oxidação negra. 5.4 Esforço mecânico A matriz deve ser dimensionada para suportar o esforço mecânico de compressão de dan, no mínimo, na sua condição de trabalho. 6. INSPEÇÃO E AMOSTRAGEM 6.1 Inspeção As inspeções devem ser feitas preferencialmente nas instalações do fornecedor/fabricante na presença do inspetor da COPEL, salvo acordo diferente no ato da colocação da ordem de compra. O fornecedor/fabricante deve proporcionar ao inspetor os meios necessários e suficientes para certificar-se que o material está de acordo com a presente especificação, assim como comunicar com antecedência a data em que o lote estará pronto para inspeção. 6.2 Amostragem Para os ensaios de aceitação devem ser tomadas amostras conforme norma, utilizando-se: Outubro de 2012 SEE/DNGO/VNOT Volume Especial Página 1 de 8

2 a) Regime de inspeção: normal. b) Nível de inspeção: II. c) Plano de inspeção e amostragem dupla. d) NQA 2,5%. Conforme a Tabela 1: Tabela 1 plano de inspeção. Quantidade de unidades que formam o lote Primeira amostra Segunda amostra Quantidade de Quantidade de Ac1 Re1 unidades a ensaiar unidades a ensaiar Ac2 Re2 De 5 a De 51 a De 151 a De 281 a De 501 a De 1200 a Ac Número de peças defeituosas (ou falhas) que ainda permitem aceitar o lote. Re Número de peças defeituosas (ou falhas) que implica na rejeição do lote. Se o lote for menor do que 5 unidades, ensaiar 100% e neste caso Re=0. 7. ENSAIOS 7.1 Inspeção visual Devem ser observados os seguintes aspectos: Superfícies isentas de nódulos, rebarbas, incrustações, fissuras e oxidação. Peça isenta de empenamentos Tratamento superficial do tipo oxidação negra Identificação conforme item Inspeção dimensional Devem ser verificadas as dimensões indicadas na tabela 2 de acordo com seu índice correspondente. 7.3 Ensaio de esforço mecânico Neste ensaio é necessário a utilização do alicate de compressão com capacidade de 12ton e com cabeçote adequado à acomodação das matrizes. O ensaio consiste em simular a real condição de trabalho aplicando-se um força manual aos cabos do alicate de tal modo que comprima, através da matriz, a luva ou terminal correspondente ao seu índice. O resultado do ensaio será considerado satisfatório se após a referida compressão não houve deformação da matriz. 7.4 Ensaio de dureza A determinação da dureza deve ser feita na escala Vickers ou Rockwell, conforme método de ensaio descrito na NBR A dureza de cada peça deve ser como o valor médio entre as três medidas tomadas na área da superfície de ensaio. O resultado do ensaio será considerado satisfatório se atender o disposto no item ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO 8.1 Aceitação do lote A aceitação do lote é condicionada aos requisitos de ensaio de aceitação do item 7, conforme critério de amostragem definido no item 6. No caso de qualquer requisito desta especificação não ter sido atendido, o fornecedor/fabricante deverá proceder à substituição para posterior reapresentação do lote, sendo que esta substituição ou reposição não deve onerar a COPEL. Outubro de 2012 SEE/DNGO/VNOT Volume Especial Página 2 de 8

3 8.2 Garantia do fabricante A aceitação de um lote de matrizes dentro do sistema de amostragem adotado, não isenta o fabricante da responsabilidade de substituir qualquer unidade que não estiver de acordo com a presente especificação, no período de, no mínimo, 1 ano. 9. EMBALAGEM Para informações sobre embalagem deste material consultar a Internet no seguinte endereço: - Fornecedores 10. FORNECIMENTO O fornecimento deste material a Copel fica condicionado à homologação da Ficha Técnica pela SEE / DNGO / VNOT. Para maiores informações consultar a Internet no seguinte endereço: - Para sua empresa - Normas Técnicas Outubro de 2012 SEE/DNGO/VNOT Volume Especial Página 3 de 8

4 NTC Código Índice Figura A (mm) Tabela 2 Matrizes. B (mm) C (mm) D (mm) E (mm) R (mm) *Fio/Cabo ,7 40,0 5,4 35,0 14,4 2, ,7 14,3 2,7 4 7,2 25,8 3, ,8 24,0 4, ,4 18,0 5, ,3 10,3 7, ,0 10+0,4-0,3 8, ,3 8,0 9,8 4/ ,5+-0,4 7,9 10,8+-0, ,0 24,0 4, ,9 9,5+-0,2 3, ,8 24,0 5, ,6 9,5+-0,2 3,8 2/ ,3 19,4 6,8 1/ ,9 19,0 7,4 2/ ,8 6,4+-0,2 4,7 4/ ,4 19,4 9,4 4/ , ,8 14,8 13,5 -- Fio 6 Fio 16 18,4 14,8 12, ,7 12,7 11,1 336, C 2 18,3 15,3 7, D 5 25,3 16,6 9, ,7 40, D3 9 30,9+-0,6 30,8+-1,2 10,9+-0, H 5 31,7 19,0 11, N 6 35, ,8 28, , O A 11 14, mm² 41, A 11 17, mm² 21, A 11 10, / ,8 9, mm² A 11 22, mm² A 11 25, mm² *As indicações das bitolas dos cabos e fios para cada índice de matriz constante nesta tabela serve apenas como referência, pois a escolha da correta matriz para cada caso depende preponderantemente do indicado nas luvas e terminações. Outubro de 2012 SEE/DNGO/VNOT Volume Especial Página 4 de 8

5 Figura Tabela 3 Figuras. Tipo da matriz Outubro de 2012 SEE/DNGO/VNOT Volume Especial Página 5 de 8

6 4 5 6 Outubro de 2012 SEE/DNGO/VNOT Volume Especial Página 6 de 8

7 7 8 9 Outubro de 2012 SEE/DNGO/VNOT Volume Especial Página 7 de 8

8 10 11 NOTA: as matrizes sextavadas, figura 11, devem ser utilizadas apenas em cabos com baixa tração mecânica, ou seja, em redes compactas ou subterrâneas. Não devem ser utilizadas em redes aéreas nuas. Outubro de 2012 SEE/DNGO/VNOT Volume Especial Página 8 de 8