AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO

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1 A Rui Pedro Paula de Matos AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO UM ESTUDO DE CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COLECÇÃO TESES Universidade Lusíada Editora Lisboa 2001

2 As ONGD e a crise do Estado soberano 661 ÍNDICE SISTEMÁTICO AGRADECIMENTOS EXANTE '. 7 AGRADECIMENTOS EXPOST 9 PREFÁCIO 27 PARTE I RAZÃO E ORDEM DE UMA ESCOLHA CAPÍTULO 1 CONCEITOS BÁSICOS.1. Metodologia O legado de Talcott Parsons A perspectiva neoinstitucionalista As ONG: o novo conceito de instituição ONG: instituição, organização ou instituição-organização Pluralismo: novos actores e novas imagens Uma nova filosofia de desenvolvimento incorporada nas ONGD Síntese das perspectivas e questões metodológicas Desenvolvimento da definição do objecto de estudo 87 PARTE II UMA ABORDAGEM DINÂMICA DAS ONG CAPÍTULO 2 ABORDAGEM HISTÓRICA DO FENÓMENO INSTITUCIONAL NOVO: AS ONG Passado, presente, futuro As ONG e o Euromundo Reflexões sobre as ONG através de uma perspectiva histórica. A questão da Ordem As ONG e a ordem internacional: algumas questões prévias O papel histórico das ONG na ordem internacional As ONG criadas pelo Estado As ONG e a criação do direito A "Pentarquia" de factores e o sistema internacional As ONG no Primeiro Mundo (Estados Unidos e Canadá) As ONG no Terceiro Mundo (países dos 3A - África, América Latina e Ásia) Balanço do Fenómeno: ONG, um conceito em movimento Um breve histórico que marca a actividade das ONG no domínio do desenvolvimento ao longo dos tempos 168

3 662 ^uí Pedro Paula de Matos CAPITULO 3 A NATUREZA TRANSNACIONAL DAS ONG E A CRISE DO ESTADO SOBERANO As ONG como actores transnacionais e a crise do estado soberano As ONG e os Novos Movimentos Sociais/NMS As ONG como agentes de desenvolvimento Caleidoscópio de 60 a PARTE III TIPOLOGIAS DAS ONG CAPÍTULO 4 CLASSIFICAÇÃO E NATUREZA DAS ONG As ONG, a Sociedade Civil Mundial e os Estados O Método Tipológico: razão do seu recurso As Tipologias das ONG Um Novo Quadro Tipológico: Macroscópio - "Para uma visão global." A tipologia de Tony Marshall: definição do sector das ONG Nova Tipologia assente em Princípios Alternativos de Organização e Comportamento David Korten: uma tipologia "transgeracional" - uma chave para o autodesenvolvimento A Crítica de Charles Elliot ao Modelo/Tipologia de Korten: as ONGD O conceito de Desenvolvimento Político e o contributo das ONG De novo a questão do Método: nas Ciências Políticas e Sociais não existe, constrói-se. O exemplo de Raymond Aron e o desenvolvimento de uma nova grelha de inteligibilidade para as ciências do homem 279 CAPÍTULO 5 A RUPTURA EPISTEMOLÓGICA, O CONCEITO DE "PODER POLÍTICO" DAS ONG E O QUADRO OPERACIONAL DAS ONGD PORTUGUESAS Três ideias: síntese do método pluralista: o Poder político das ONG, redefinição e apuramento do conceito de ONGD e a busca de Leis sociais justificadoras Reconstrução e Sistematização do conceito de ONGD: breve história O Ambiente histórico das ONG em Portugal: o quadro político e normativo O Quadro normativo das ONGD: "Struggle for Power and Development" Organização e funcionamento dos órgãos de representação das ONGD em Bruxelas Instrumentos do CL, Prioridades e Tendências As ONGD portuguesas: formulações e tendências actuais Evolução e desenvolvimento das ONGD em Portugal - Modernidade e complexidade institucional, cobertura geográfica e fonte de financiamento As ONGD Portuguesas - Conflito de valores e o quadro da eficácia. Moral de Convicção versus Moral de Responsabilidade. As Motivações A nossa tese -caracterização das ONGD portuguesas 364

4 As ONGD e a crise do Estado soberano Características dos projectos de Desenvolvimento das ONGD - um potencial de transformação social As ONGD e o seu potencial de transformação social As ONGD no quadro da cooperação portuguesa Dimensão política e o quadro de competência das ONGD portuguesas princípio de independência das ONGD e o seu humanismo e espírito cristão voluntariado nas ONGD portuguesas e a necessidade da sua auto-avaliação potencial de intervenção das ONGD na sociedade portuguesa e nos PALOP A internacionalização das ONGD portuguesas: constrangimentos As ONGD portuguesas e o "quadro geracional" que as acompanha Visão sistematizadora do fenómeno das ONGD em Portugal. Uma leitura macroscópica A insuficiência do modelo de soberania estadual centrado no Estado soberano. O declínio do paradigma realista 410 PARTE IV A SOCIEDADE CIVIL CAPÍTULO 6 TEORIA GERAL DA SOCIEDADE CIVIL.E SEUS CONTORNOS EM PORTUGAL Sistematização do conceito de sociedade civil proposto Elasticidade e evolução histórica do conceito de sociedade civil (Cícero, Aristóteles, John Locke, Adam Ferguson, Karl Marx, Hegel, Auguste Comte, Alexis de Tocqueville, António Gramsci) O conceito de sociedade civil contemporâneo O novo modelo de sociedade civil: "global andgoodgovernance" A tese liberal da sociedade civil A nossa tese sobre a sociedade civil A idade das instituições não estaduais no sistema da sociedade civil mundial O associativismo e a sociedade civil em Portugal O observatório permanente da sociedade civil em Portugal A sociedade civil mundial: um conceito em potência - último grau de teorização 449 PARTE V AS TEORIAS DA GESTÃO/ADMINISTRAÇÃO.NA CRISE DO ESTADO SOBERANO CAPÍTULO 7 A CIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO/GESTÃO DO ESTADO E DAS ORGANIZAÇÕES 463

5 664 R"' Pedro Paula de Matos 7.1. Situar o problema da crise do Estado à luz da Ciência da Administração e da ciência política O campo científico Pequena história e evolução (século XX) Ciência da administração e ciência política A ciência da administração pública e a construção do Estado nacional O direito administrativo e o Estado liberal no século XIX Desenvolvimento da ciência da administração pública (tradição europeia e norte-americana) A escola das relações humanas, organização informal A teoria das organizações Uma nova configuração da ciência da administração: três concepções em presença - gestão pública, jurídica e sociológica A concepção da gestão A concepção jurídica A concepção sociológica Três cachos (clusters) de valores administrativos Vantagens da apresentação do novo pensamento de gestão público/npm papel do Estado na sociedade: (tipologias) e evolução do seu comportamento Os fins e funções do Estado nacional: segurança, justiça e bem-estar. O Estado gestor, árbitro, coordenador e revolucionário modelo de gestão governamental de Henry Mintzberg: o Governo-máquina, o Governo-rede, o Governo-controlo, o Governo-virtual e o Governo-controlonormativo pluralismo neoinstitucional "desencanto" das populações em relação aos governos dos Estados Sistematização da Parte V 517 PARTE VI AS ONGD E A CRISE DO ESTADO.SOBERANO CAPÍTULO 8 OS CONCEITOS FUNDAMENTAIS A revisão: os fundamentos e os conceitos A importância e o valor dos conceitos: crise (legitimidade e reformulação da problemática/tese) que Estado e que crise? Os conceitos: Estado, nação, território, sociedade civil mundial e racionalidade O Estado nacional sem "centro" A soberania do Estado nacional: um conceito em movimento Revisão da matéria dada Os novos fundamentos: a divisibilidade da soberania A idade global das ONGe as novas soberanias O "direito de ingerência" do sistema da sociedade civil mundial A crise da soberania do Estado nacional A "mobilidade" 561

6 As ONGD e a crise do Estado soberano novo direito internacional humanitário A crise do Estado soberano e a emergência da teoria geral das ONG (uma nova tipologia): mudança de configuração/paradigma Dimensão prática da teoria geral das ONG - operantes no sistema da sociedade civil mundial: transição de paradigma Reconstrução do conceito de soberania a partir das ONG Soberania assente no conceito de desenvolvimento global As novas formas do Estado: evolução Crise de legitimidade e de funções do Estado soberano A configuração do sistema da sociedade civil mundial e o mecanismo de negociação a dois níveis: a erosão de soberania "O Triângulo Mágico ": um dispositivo de desenvolvimento sócio-económico e um pólo de estabilidade 614 BIBLIOGRAFIA 631 ÍNDICE SISTEMÁTICO 661

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