Período de Preparação Período de Competição Período de Transição

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Período de Preparação Período de Competição Período de Transição"

Transcrição

1 PERIODIZAÇÃO Desde que a chamada "Ciência do Esporte" passou a sistematizar e metodizar o Treinamento Desportivo, a periodização passou a ser a única forma de se organizar todo o trabalho realizado durante a vida atlética de um desportista, desde um único dia de treino, até décadas. A periodização ou planejamento do treinamento desportivo tem como objetivo preparar o atleta para atingir seus melhores resultados no momento esperado no ano em curso e nos seguintes. Para isso é necessário que este planejamento leve em consideração desde as partes que formam cada unidade de treino (um dia), um microciclo (uma semana), mesociclo (um mês), até a estrutura maior, o macrociclo (um ano ou menos conforme a periodização adotada). Hoje em dia as "coisas" estão muito estranhas, pois quando a periodização surgiu para o mundo, em meados dos anos 60, a programação esportiva, na sua maioria, era amadora e tinha um calendário rigoroso, onde as competições aconteciam conforme planejado, diferente das de hoje, onde a maioria dos esportes são profissionais, as competições nem sempre são planejadas e acontecem desordenadamente, onde o dinheiro é quem manda, levando atletas e técnicos a "correrem atrás"; o resto a gente já sabe. Um caso típico de "coisa" estranha para a periodização são as corridas de rua, modalidade do atletismo que surgiu no início século e cresceu espantosamente nas últimas 2 décadas, oferecendo prêmios fantásticos, "balançando a cabeça" dos atletas e técnicos e, na maioria das vezes, estragando todo um planejamento (a corrida de rua é uma belíssima modalidade atlética, além muito popular... não tenho nada contra, pelo contrário, gosto bastante e treino muita gente para esse fim). Ainda falando de "coisa estranha", um fato curioso que sempre me chamou atenção - porque será que nossos maratonistas estão entre os melhores do mundo? Será que a maratona é uma modalidade que não se pode estar participando todos os fins de semanas e com isso o treinamento é melhor planejado? Ao contrário do que acontece com as provas mais curtas onde se compete tanto que o treinamento é deixado quase de lado? É um caso a ser pensado. Voltando a falar de periodização, vamos ver como funciona. Nos modelos tradicionais, a periodização pode ser dividida em: Simples, dupla e até tripla. A primeira se atinge apenas um pico da forma física, a segunda dois picos e a terceira três picos durante o ano. A que é mais usada é a periodização dupla. Em todas elas, o macrociclo é dividido em 3 períodos: Período de preparação (ou básico), período de competição e período de transição (ou descanso ativo).

2 No período de preparação se busca o desenvolvimento multilateral ou generalizado das qualidades físicas. Por isso talvez se chame de básico. É nele que está a consistência do bom rendimento futuro. Em atletas jovens este período é o mais longo de todos, chegando a 4/5 meses dependo da periodização adotada. O período de competição tem por objetivo um desenvolvimento específico da modalidade e estabilizá-lo pode durar de 12 a 16 semanas, conforme a periodização adotada. Aqui é onde ocorre a maioria dos erros, pois nesta fase o atleta demonstra muito vigor e facilidade para correr, no caso da corrida, e o técnico se empolga junto com o atleta e aumenta o volume ou a intensidade, levando o organismo a um desgaste (a famosa quebra). Período de transição é a fase do macrociclo destinado a um descanso ativo. As cargas são reduzidas junto com a especificidade. Embora atletas de elite continuem realizando treinamento específico, até mesmo eles são obrigados a diminuirem as cargas de treinamento e realizarem um trabalho regenerativo. Aqui as atividades vindas de outras modalidades como vôlei, basquete, natação, ciclismo, trotes na grama, são bem-vindas. Período de Preparação Período de Competição Período de Transição Este período dura de 2 a 4 Dura de 12 a 16 semanas e Descanso ativo, com o objetivo meses e geralmente é dividido tem por objetivo aumentar a regenerativo, dura de 2 a 4 em duas partes, uma com capacidade de performance e semanas.. cargas mais generalizadas, estabilizá-la. O volume é corridas lentas, circuitos, reduzido nas provas técnicas e O volume e a intensidade são musculação, sem esquecer a de explosão ou estabilizado reduzidos e as cargas técnica. A Segunda parte já nas provas de média e longa específicas são substituídas por tem objetivos mais específicos, distância e a intensidade gestos desportivos diferente do as cargas são menos aumenta. O rendimento praticado pelo atleta, por extensivas volumosas e a melhora em função dos treinos exemplo: vôlei, basquete, intensidade se acentua, as específicos e das próprias natação, ciclismo, futebol, trote competições como avaliações competições, mas na grama, etc... são importantes nesta fase, precisamente após a Sexta pois através delas podemos competição, é a busca da direcionar melhor o superação das marcas treinamento. anteriores.

3 EXEMPLO DE PERIODIZAÇÃO PARA CORREDORES DE LONGA DISTÂNCIA Planejamento Geral Exames de saúde, avaliação nutricional, avaliação social e econômica, testes: velocidade, VO 2 máx, limiar anaeróbico, distribuição, aplicação e controle da carga, etc Distribuição Anual Período de Preparação Período de Competição Período de Transição nov, dez, jan/fev, mai, jun/jul, outubro mar e abr ago e set Período de preparação para corrida de longa duração 1ª fase: objetivo: elevar a capacidade de trabalho aumentando a resistência aeróbica geral e localizada, força geral, flexibilidade, técnica... Meios: corridas longas e lentas, fartlek, circuito, musculação, etc. Controle da carga (diário, semanal, mensal e anual): total de km, duração, intensidade, exercícios, Repetições, Séries, intervalo, intensidade, percentual etc. 2ª fase: Objetivo: continuidade da elevação da capacidade de trabalho aumentando resistência aeróbica específica, resistência anaeróbica, velocidade, força especial Meios: Corridas longas e lentas, corridas longas em ritmo rápido, fartlek, intervalados extensivos e intensivos, corridas em aclives (rampa), circuitos, musculação, etc. Exemplo de microciclo (semana) no período de preparação (Básico) 1ª fase 2ª feira: flexibilidade, coordenação circuito ou musculação, corrida de longa duração a 75% 3ª feira: Coordenação, flexibilidade e corrida de longa duração em ritmo lento a 80% 4ª feira: coordenação, fartlek lento: 3 em ritmo rápido por 2 em trote leve a 85% 5ª feira: coordenação, flexibilidade e corrida de longa duração em ritmo lento 75% 6ª feira: coordenação, flexibilidade, circuito ou musculação e corrida de longa duração (70%) Sábado: Corrida de longa duração, uma vez e meia a distância do meio da semana (85%) Obs.: modelo fictício, pois a maioria dos atletas treinam 2 vezes por dia, sem contar que cada treinador adota uma forma particular de treinamento para alcançar o mesmo objetivo.

4 Exemplo de microciclo (semana) no período de preparação (Básico) 2ª fase 2ª feira: circuito, corrida de longa duração (78%) 3ª feira: intervalado extensivo curto (pista) ex.: 15x400 ou 500 a 85% int. 1 (85%) 4ª feira: corrida de longa duração (78%) 5ª feira: fartlek ou intervalado extensivo longo ex.: 7x1.200m int. 2 (85%) 6ª feira: circuito, corrida de longa duração (75%) Sábado: corrida de longa duração, uma vez e meia a distância do meio da semana (80%) %: referente à capacidade máxima do atleta para a distância. O ideal é atrelar o treinamento, aos valores do VO 2 máx/lactato/ zona de f. cardíaca/tempo para distância/sensação sentidas pelo atleta durante o treinamento Exemplo de um microciclo (semana) no período de competição 2ª feira: longa duração 20 km (80%) 3ª feira: intervalado intensivo curto (pista) ex.: 15x400 ou 500 a 92% int. 1 4ª feira: corrida de longa duração 20 km (80%) 5ª feira: intervalado extensivo longo ex.: 8x1.200m int. 2 (85%) 6ª feira: circuito, corrida de longa duração 16 km (75%) Sábado: Longa duração, uma vez e meia a distância do meio da semana 30 km (80%) 2ª feira: trote leve na grama: 35 Exemplo de um microciclo (semana) no período de transição 3ª feira: esportes, vôlei, basquete, natação, etc. 4ª feira: descanso total 5ª feira: natação 6ª feira: trote na grama: 35 Sábado: ciclismo Todas as atividades deverão ser realizadas de forme recreativa. Obs. : O que aqui está apresentado tem apenas a intenção de dar uma idéia de como funciona

5 uma periodização, no entanto foram ocultados variáveis como volume diário, semanal, mensal e anual de km, o programa de musculação: carga, número de Repetições, Séries e intervalo. O circuito de exercícios: duração, tipo de exercícios, intensidade, etc. Até o próximo tema, UM GRANDE ABRAÇO. Prof. Edilberto Santos Barros

Colunista da Revista W Run e colaborador das Revistas The Finisher e Revista O2

Colunista da Revista W Run e colaborador das Revistas The Finisher e Revista O2 CURRÍCULO HELENO FORTES RIBEIRO CREF:004375-GMG Diretor Técnico e Idealizador da HF Treinamento Esportivo Pós-Graduado em Treinamento Esportivo (lato sensu) UGF 2006 Graduado em Educação Física (Bacharel

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO AERÓBICO *

MÉTODOS DE TREINAMENTO AERÓBICO * MÉTODOS DE TREINAMENTO AERÓBICO * Marlos Rodrigues Domingues Qualidades físicas divididas fisiologicamente e pedagogicamente em: - Orgânicas: as principais são as resistências aeróbica, anaeróbica lática

Leia mais

UMA ESCOLA DE MARCHA EM RIO MAIOR? Jorge Miguel Treinador

UMA ESCOLA DE MARCHA EM RIO MAIOR? Jorge Miguel Treinador UMA ESCOLA DE MARCHA EM RIO MAIOR? Jorge Miguel Treinador A MINHA FILOSOFIA DE TREINADOR Estar sempre motivado Motivar os atletas e dar-lhes objectivos realistas Procurar condições de treino e estabilidade

Leia mais

PLANEAMENTO DO TREINO: DA FORMAÇÃO AO ALTO RENDIMENTO

PLANEAMENTO DO TREINO: DA FORMAÇÃO AO ALTO RENDIMENTO PLANEAMENTO DO TREINO: DA FORMAÇÃO AO ALTO RENDIMENTO António Vasconcelos Raposo Treinador de Mérito de Natação Pura Desportiva Formador da Solidariedade Olímpica Internacional Formador FINA Formador da

Leia mais

Módulo III. Modelos de periodização. Progressão. Progressão. Progressão. Progressão. Prescrição de Exercício. I Estágio Inicial

Módulo III. Modelos de periodização. Progressão. Progressão. Progressão. Progressão. Prescrição de Exercício. I Estágio Inicial Módulo III Prescrição de Exercício valiação Modelos de periodização Interpretação Prescrição Modalidade Freqüência Precauções Duração Intensidade CSM, Guidelines for exercise testing and prescription,(006).

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 1 INTRODUÇÃO O método de treino por intervalos caracteriza-se por exercícios onde o organismo é submetido a períodos curtos, regulares e repetidos de trabalho com períodos

Leia mais

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível.

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível. VALÊNCIAS FÍSICAS RESISTÊNCIA AERÓBICA: Qualidade física que permite ao organismo executar uma atividade de baixa para média intensidade por um longo período de tempo. Depende basicamente do estado geral

Leia mais

ORIGENS DA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO FÍSICO ORIGENS DA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO FÍSICO ORIGENS DA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO FÍSICO 25/08/2008

ORIGENS DA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO FÍSICO ORIGENS DA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO FÍSICO ORIGENS DA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO FÍSICO 25/08/2008 ORIGENS DA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO FÍSICO Anos 30: PIHKALA (Finlândia) Variações no trabalho - recuperação: dias, semanas, meses e anos de treinamento; Diminuição progressiva do volume de treinamento,

Leia mais

Diminua seu tempo total de treino e queime mais gordura

Diminua seu tempo total de treino e queime mais gordura Diminua seu tempo total de treino e queime mais gordura Neste artigo vou mostrar o principal tipo de exercício para acelerar a queima de gordura sem se matar durante horas na academia. Vou mostrar e explicar

Leia mais

A PLANIFICAÇÃO DO TREINO DA FORÇA NOS DESPORTOS COLECTIVOS por Sebastião Mota

A PLANIFICAÇÃO DO TREINO DA FORÇA NOS DESPORTOS COLECTIVOS por Sebastião Mota A PLANIFICAÇÃO DO TREINO DA FORÇA NOS DESPORTOS COLECTIVOS por Sebastião Mota INTRODUÇÃO Este documento foi elaborado segundo uma adaptação da obra de Gilles Cometti, que nos propõe uma matriz inovadora

Leia mais

Disciplina: Controle Motor e Fisiologia do Movimento. Flávia Porto RELEMBRANDO...

Disciplina: Controle Motor e Fisiologia do Movimento. Flávia Porto RELEMBRANDO... Disciplina: Controle Motor e Fisiologia do Movimento Flávia Porto RELEMBRANDO... A mais importante característica do treinamento é sua divisão em fases e sua contínua adequação e periodização dos estímulos.

Leia mais

BIKE PERSONAL TRAINER O TREINO DE CICLISMO DEPOIS DOS 50 ANOS

BIKE PERSONAL TRAINER O TREINO DE CICLISMO DEPOIS DOS 50 ANOS O TREINO DE CICLISMO DEPOIS DOS 50 ANOS Tendo em conta o que foi descrito no artigo anterior, vamos então pôr em prática os conceitos necessários para tornar reais as adaptações benéficas ao treino e sobretudo

Leia mais

Importância do planejamento de treinamento e das avaliações físicas

Importância do planejamento de treinamento e das avaliações físicas Importância do planejamento de treinamento e das avaliações físicas Definir a carga de treinamento é o primeiro passo para entender a complexidade do treinamento físico (Monteiro, Lopes, 2009). O entendimento

Leia mais

O Planeamento o Treino de Rui Silva

O Planeamento o Treino de Rui Silva O Planeamento o Treino de Rui Silva Professor Bernardo Manuel Licenciado em Educação Física Mestre em Ciências do Desporto na área do treino de alto rendimento Professor Auxiliar Convidado FMH Treinador

Leia mais

EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola

EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola Professora Mestre em Ciências Escola de Educação Física e Esporte Universidade de São Paulo CONTEÚDO Conceitos básicos. Princípios biológicos do treinamento.

Leia mais

A, B Preto, Branco etc.

A, B Preto, Branco etc. 1 2 Qualidade a desenvolver Velocidade Reacção Velocidade máxima Conteúdos e métodos a utilizar Jogos de reacção (Barra do lenço, A e B) com distâncias entre 10 e 15 metros Jogos e repetições curtas Distâncias

Leia mais

Crescimento e Desenvolvimento de Atletas Jovens nas Distâncias de Fundo e Meio Fundo: Fases Sensíveis

Crescimento e Desenvolvimento de Atletas Jovens nas Distâncias de Fundo e Meio Fundo: Fases Sensíveis Curso Internacional de Meio Fundo e Fundo Asunción, PAR, 6 e 7/06/2015 Crescimento e Desenvolvimento de Atletas Jovens nas Distâncias de Fundo e Meio Fundo: Fases Sensíveis Prof. Dr. Ricardo D Angelo Aspectos

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO FÍSICO

MÉTODOS DE TREINAMENTO FÍSICO MÉTODOS DE TREINAMENTO FÍSICO A escolha do método de TF depende da qualidade física que vai ser trabalhada e da periodização do treinamento. Na fase básica, quando a ênfase é no volume, utiliza-se os métodos

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO FRACIONADO

MÉTODOS DE TREINAMENTO FRACIONADO MÉTODOS DE TREINAMENTO FRACIONADO 1 INTRODUÇÃO O Treinamento Fracionado (TF) ocupa também um lugar relevante na metodologia do treinamento da resistência nas diferentes disciplinas esportivas. Começou

Leia mais

Treino em Circuito. O que é?

Treino em Circuito. O que é? Circuitando O que é? O trabalho em circuito foi idealizado por R.E.Morgan e G.T. Adamson em 1953, na Universidade de Leeds, na Inglaterra, como ofrma de manter os seus atletas em trabalho físico num espaço

Leia mais

O TREINO DEPOIS DOS 50 ANOS

O TREINO DEPOIS DOS 50 ANOS PEDRO MAIA FITNESS & CYCLING BIKE PERSONAL TRAINER O TREINO DEPOIS DOS 50 ANOS PLANEAMENTO OS PRINCÍPIOS DE TREINO Quando treinamos, temos como principal objetivo melhorar alguns dos aspetos das nossas

Leia mais

QUANTIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DA CARGA DE TRABALHO EM ESPORTES AQUÁTICOS: EFICÁCIA PARA A VITÓRIA ESPORTIVA *

QUANTIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DA CARGA DE TRABALHO EM ESPORTES AQUÁTICOS: EFICÁCIA PARA A VITÓRIA ESPORTIVA * QUANTIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DA CARGA DE TRABALHO EM ESPORTES AQUÁTICOS: EFICÁCIA PARA A VITÓRIA ESPORTIVA * Estélio H. M. Dantas * INTRODUÇÃO Graças à democratização e à abertura que ocorreu na Rússia com

Leia mais

FAQ ironguides INSTRUÇÕES DE TREINO : BUILDING ROUTINE

FAQ ironguides INSTRUÇÕES DE TREINO : BUILDING ROUTINE FAQ ironguides INSTRUÇÕES DE TREINO : BUILDING ROUTINE 1 ESTRUTURA DA PLANILHA ESTRUTURA DA PLANILHA Dia da Semana: Procure seguir a ordem da planilha. Descrição detalhada do seu PRIMEIRO TREINO: Aqui

Leia mais

Métodos de treino da resistência

Métodos de treino da resistência Métodos de treino da resistência Índice 1. Introdução... 2 2. Noções básicas sobre exercício e sistemas energéticos... 2 2.1. Capacidade e potência dos sistemas energéticos... 3 3. Métodos de Treino da

Leia mais

O TREINO DE RASHID RAMZI,

O TREINO DE RASHID RAMZI, O TREINO DE RASHID RAMZI, apresentado pelo seu treinador KHALID BOULAMI (por Carlos Silva ( cablos@iol.pt ) tradução e interpretação da informação apresentada nas XII Jornadas Técnicas da Escuela Nacional

Leia mais

PERIODIZAÇÃO APLICADA AO TREINAMENTO FUNCIONAL

PERIODIZAÇÃO APLICADA AO TREINAMENTO FUNCIONAL PERIODIZAÇÃO APLICADA AO TREINAMENTO FUNCIONAL MÉTODO CONTÍNUO O exercício é executado sem pausa. A intensidade do exercício é, normalmente, submáxima O volume é de moderado para alto VARIAÇÕES METODOLÓGICAS

Leia mais

Programa de 5 Km Iniciantes Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo

Programa de 5 Km Iniciantes Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo A popularização da de rua ocorreu devido a vários interesses, tais como: qualidade de vida, promoção de saúde, estética, integração social, fuga do estresse e busca de atividades prazerosas ou competitivas.

Leia mais

Organização do treino de Badminton

Organização do treino de Badminton Organização do treino de Badminton Introdução O treino tem sempre uma variabilidade de factores enorme, qual o objectivo, a quem se destina, iniciação ou alto rendimento, qual a altura da época que nos

Leia mais

TRIPLO SALTO VELOCIDADE FORÇA OUTRAS VELOCIDADE EXECUÇAO (MOV. ACÍCLICO) FORÇA RESISTÊNCIA HIPERTROFIA CAPACIDADE DE ACELERAÇÃO EQUILÍBRIO

TRIPLO SALTO VELOCIDADE FORÇA OUTRAS VELOCIDADE EXECUÇAO (MOV. ACÍCLICO) FORÇA RESISTÊNCIA HIPERTROFIA CAPACIDADE DE ACELERAÇÃO EQUILÍBRIO TRIPLO SALTO O TRIPLO SALTO É UMA DISCIPLINA TÉCNICA MUITO COMPLEXA QUE OBRIGA A UM GRANDE APERFEIÇOAMENTO EM VÁRIAS VERTENTES, VISTO O SEU DESENVOLVIMENTO DEPENDER DE UMA COMBINAÇÃO DE VÁRIAS HABILIDADES

Leia mais

Marcos Chuva ÉPOCA 2010-2011. Golden League Zurique - 2011. C. Nac. Juvenis Luso - 2006

Marcos Chuva ÉPOCA 2010-2011. Golden League Zurique - 2011. C. Nac. Juvenis Luso - 2006 Marcos Chuva ÉPOCA 2010-2011 Golden League Zurique - 2011 C. Nac. Juvenis Luso - 2006 Marcos Chuva Resultados mais significativos Nível Nacional Campeão Nacional do Triatlo Técnico em 2004 e 2006; Vencedor

Leia mais

OS PRINCIPAIS MÉTODOS DE PRATICAR EXERCÍCIOS AERÓBICOS *

OS PRINCIPAIS MÉTODOS DE PRATICAR EXERCÍCIOS AERÓBICOS * OS PRINCIPAIS MÉTODOS DE PRATICAR EXERCÍCIOS AERÓBICOS * Marcos Gueths * Daniela Pontes Flor ** RESUMO Desde que Cooper desenvolveu os fundamentos dos exercícios aeróbicos, os mesmos multiplicaram-se em

Leia mais

António Graça Quantificação do Limiar anaeróbio Controlo Através da Lactatémia

António Graça Quantificação do Limiar anaeróbio Controlo Através da Lactatémia António Graça Quantificação do Limiar anaeróbio Controlo Através da Lactatémia 1. Introdução Organizar e colocar em prática o planeamento do treino requer a sua confirmação através de meios de avaliação.

Leia mais

Confederação Brasileira de Voleibol PREPARAÇÃO FÍSICA Prof. Rommel Milagres SAQUAREMA Dezembro 2013

Confederação Brasileira de Voleibol PREPARAÇÃO FÍSICA Prof. Rommel Milagres SAQUAREMA Dezembro 2013 Confederação Brasileira de Voleibol PREPARAÇÃO FÍSICA Prof. Rommel Milagres SAQUAREMA Dezembro 2013 CURRICULUM VITAE Chefe do Departamento e Preparação Física do Minas Tênis Clube desde 1978 Preparador

Leia mais

Efeitos da Inactividade e Readaptação Física do Desportista após uma lesão

Efeitos da Inactividade e Readaptação Física do Desportista após uma lesão Efeitos da Inactividade e Readaptação Física do Desportista após uma lesão por Mestre Francisco Batista Escola Superior de Educação de Almeida Garrett - Lic. Educação Física 1 Introdução Como sabemos uma

Leia mais

ANÁLISE DAS CARGAS E MÉTODOS DE TREINAMENTO UTILIZADOS NA PREPARAÇÃO FÍSICA DO FUTSAL FEMININO AMAZONENSE

ANÁLISE DAS CARGAS E MÉTODOS DE TREINAMENTO UTILIZADOS NA PREPARAÇÃO FÍSICA DO FUTSAL FEMININO AMAZONENSE ANÁLISE DAS CARGAS E MÉTODOS DE TREINAMENTO UTILIZADOS NA PREPARAÇÃO FÍSICA DO FUTSAL FEMININO AMAZONENSE INTRODUÇÃO AGNELO WEBER DE OLIVEIRA ROCHA RONÉLIA DE OLIVEIRA MELO VIANA UFAM UNIVERSIDADE FEDERAL

Leia mais

Plano de treino Triatlo de Cascais 2015

Plano de treino Triatlo de Cascais 2015 Plano de treino Triatlo de Cascais 2015 Coach Paulo Conde Ironconde Academy INTRODUÇÃO Esta planificação de treino para o triatlo é genérica, será dirigida a todas as pessoas que praticam triatlo de forma

Leia mais

Organização da Carreira Desportiva no Pentatlo Moderno

Organização da Carreira Desportiva no Pentatlo Moderno Organização da Carreira Desportiva no Pentatlo Moderno ETAPA IDADES ESCALÕES PROVAS INICIAÇÃO ATÉ 9 ANOS APRENDIZES TRIATLO 9 A 10 ANOS BENJAMINS TRIATLO APRENDIZAGEM 11 A 12 ANOS INFANTIS TRIATLO DESENVOLVIMENTO

Leia mais

T E M E X E, G U R I!

T E M E X E, G U R I! APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE T E M E E, G U R I! A Associação Santa Cruz do Sul Chacais, entidade sem fins lucrativos e com foco na pratica esportiva, inscrita no CNPJ sob o n 13.631.001/0001-86, registrada

Leia mais

CIRCUITO TREINO * O fator especificador do circuito será a qualidade física visada e o desporto considerado.

CIRCUITO TREINO * O fator especificador do circuito será a qualidade física visada e o desporto considerado. CIRCUITO TREINO * O CT é um método polivalente adequado a realizar tanto a preparação cardiopulmonar como a neuromuscular. É, por isto, largamente empregado no treinamento desportivo pela economia de tempo

Leia mais

BASES DO PLANEJAMENTO DA PREPARAÇÃO ANUAL NA CONSTRUÇÃO DE UM ESPORTISTA DE ELITE. PERIODIZAÇÃO ANUAL MULTICÍCLICA *

BASES DO PLANEJAMENTO DA PREPARAÇÃO ANUAL NA CONSTRUÇÃO DE UM ESPORTISTA DE ELITE. PERIODIZAÇÃO ANUAL MULTICÍCLICA * BASES DO PLANEJAMENTO DA PREPARAÇÃO ANUAL NA CONSTRUÇÃO DE UM ESPORTISTA DE ELITE. PERIODIZAÇÃO ANUAL MULTICÍCLICA * Vladimir Platonov. ESTRUTURA DOS MACROCICLOS DE TREINAMENTO PERÍODO DE PREPARAÇÃO O

Leia mais

Orientações para montagem

Orientações para montagem Orientações para montagem das aulas de condicionamento CONCEITO CORAÇÃO RELAXAMENTO ESTRUTURA Finalidade do treinamento disponibilização de mais energia química aos músculos em velocidades maiores reposição

Leia mais

Fundamentos do Treino de Jovens no Ténis: O Desenvolvimento Técnico

Fundamentos do Treino de Jovens no Ténis: O Desenvolvimento Técnico Fundamentos do Treino de Jovens no Ténis: O Desenvolvimento Técnico Pedro Felner 2012 Aspectos Decisivos para o Desenvolvimento de uma Técnica Eficiente FLUIDEZ NO MOVIMENTO Aproveitamento do Peso da Raquete:

Leia mais

ASPECTOS ATUAIS DO TREINAMENTO DE VELOCIDADE

ASPECTOS ATUAIS DO TREINAMENTO DE VELOCIDADE ASPECTOS ATUAIS DO TREINAMENTO DE VELOCIDADE JAYME NETTO JR Professor do Departamento de Fisioterapia/UNESP Mestrado em Ciências do Esporte/UNICAMP Doutorado em Ciências da Saúde/FAMERP Técnico Olímpico

Leia mais

A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte

A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte Prof. Antonio Carlos Fedato Filho Prof. Guilherme Augusto de Melo Rodrigues Monitorando e conhecendo melhor os trabalhos

Leia mais

Navarro, F. In Planificacion del entrenamiento a largo plazo

Navarro, F. In Planificacion del entrenamiento a largo plazo Um programa de treino bem organizado e planificado, durante um período de tempo prolongado, aumenta a eficácia da preparação para as competições futuras mais importantes, uma vez que: introduz uma utilização

Leia mais

PLANEAMENTO PARA O MUNDIAL EM DAEGU 2011 ------------------------- INÊS HENRIQUES

PLANEAMENTO PARA O MUNDIAL EM DAEGU 2011 ------------------------- INÊS HENRIQUES PLANEAMENTO PARA O MUNDIAL EM DAEGU 2011 ------------------------- INÊS HENRIQUES Jorge Miguel - Treinador PLANEAMENTO PARA O MUNDIAL EM DAEGU PLANEAMENTO PARA: UM ANO DE TREINO (ÉPOCA) UM PERÍODO DE TREINO

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA ANAERÓBICO EM ATLETAS DE JIU-JITSU EM COMPETIÇÕES

A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA ANAERÓBICO EM ATLETAS DE JIU-JITSU EM COMPETIÇÕES A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA ANAERÓBICO EM ATLETAS DE JIU-JITSU EM COMPETIÇÕES SANTOS, M. R(1)(2)(3) (1) Docente da Faculdade geremário Dantas/FGD RJ Brasil (2) Mestre em Ciência da Motricidade Humana Universidade

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Educação Física

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Educação Física Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Educação Física Rodrigo Piano Rosa Preparação Física no Futebol: Seletividade e aplicação das cargas durante o período competitivo. Porto Alegre 2010

Leia mais

MEDIDAS DA FORÇA E RESISTÊNCIA MUSCULAR

MEDIDAS DA FORÇA E RESISTÊNCIA MUSCULAR MEDIDAS DA FORÇA E RESISTÊNCIA MUSCULAR Revisando conceitos... Músculo-esquelética Força Resistência Flexibilidade Motora Agilidade Equilíbrio Potência Velocidade Revisando conceitos... Isométricas (estática)

Leia mais

Periodização do Treinamento. Vitor Leandro da Silva Profeta Mestrando em Ciências do Esporte

Periodização do Treinamento. Vitor Leandro da Silva Profeta Mestrando em Ciências do Esporte Periodização do Treinamento Esportivo aplicada ao TaeKwon-Do Vitor Leandro da Silva Profeta Mestrando em Ciências do Esporte Exercício Homeostase Síndrome da Adaptação Geral Estresse Resistência Exaustão

Leia mais

Fundamentos Teórico-Práticos do Aquecimento no Futsal

Fundamentos Teórico-Práticos do Aquecimento no Futsal futsalcoach.com la web para el técnico de fútbol sala C Copyright 2005, F U T S A L C O A C H, Spain Todos los derechos reservados Autor: Prof. João Carlos Romano Preparador Físico de la Selección Brasileña

Leia mais

Métodos da Taxa de Produção de Força ou Máximos Métodos da Hipertrofia Muscular ou Sub-máximos Métodos Mistos. Métodos Reactivos

Métodos da Taxa de Produção de Força ou Máximos Métodos da Hipertrofia Muscular ou Sub-máximos Métodos Mistos. Métodos Reactivos Classificação dos s de treino da Força Classificação dos s de Treino da Força Diversidade Terminológica Classificações com base na carga, modalidade desportiva, etc. T. Força = hipertrofia muscular Classificação

Leia mais

Por Personal Trainer Rui Barros

Por Personal Trainer Rui Barros Por Personal Trainer Rui Barros 1ª Parte do ( 3ª Semana) Treino cardiovascular, que visa a queima de gorduras em excesso em todas as regiões do corpo. Esta semana como estamos em plena época de praia vamos

Leia mais

Plano a Longo Prazo. Como Preparar um Atleta para atingir a Elite Mundial

Plano a Longo Prazo. Como Preparar um Atleta para atingir a Elite Mundial Plano a Longo Prazo Como Preparar um Atleta para atingir a Elite Mundial Elaborado para ser apresentado como elemento de avaliação da candidatura ao título de especialista no âmbito da unidade curricular:

Leia mais

Desenvolvimento da criança e o Desporto

Desenvolvimento da criança e o Desporto Desenvolvimento da criança e o Desporto Desenvolvimento da criança e o Desporto DESPORTO ENSINO TREINO CRIANÇAS E JOVENS I - O QUÊ? II - QUANDO? III - COMO? Desenvolvimento da criança e o Desporto I Capacidades

Leia mais

Estudo das teorias + experimentação destes conceitos e adaptação para os diferentes esportes, e atividades.

Estudo das teorias + experimentação destes conceitos e adaptação para os diferentes esportes, e atividades. METODOLOGIA DO TREINAMENTO DESPORTIVO I O que é? Organização dos conteúdos do treinamento através de métodos. Para que serve? - Melhorar aproveitamento das capacidades de performance dos indivíduos; -

Leia mais

e dos testes de avaliação

e dos testes de avaliação TEMA 3 FILME 01 TEMA 3 Treino dos fatores físicos e dos testes de avaliação Documento bruno Boucher 1 e dos testes de avaliação Os tempos de referência O catálogo do treino O circuito II de musculação

Leia mais

PROGRAMA DE TREINO DE 12 SEMANAS PARA TRIATLO OLÍMPICO INTERMÉDIO

PROGRAMA DE TREINO DE 12 SEMANAS PARA TRIATLO OLÍMPICO INTERMÉDIO A Triathlon Performance Solutions apresenta: O plano de corrida de doze semanas Distância de corrida: Olímpica Nível atlético: Atleta intermédio com pelo menos dois anos de experiência de competição de

Leia mais

ANÁLISE DOS TEMPOS E IDADES DO RANKING DA PROVA DOS 100 METROS MASCULINO

ANÁLISE DOS TEMPOS E IDADES DO RANKING DA PROVA DOS 100 METROS MASCULINO Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 259 ANÁLISE DOS TEMPOS E IDADES DO RANKING DA PROVA DOS 100 METROS MASCULINO Rogers Figueiredo Claro 1, Aguinaldo

Leia mais

PREPARAÇÃO FÍSICA ARBITRAGEM FPF Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte

PREPARAÇÃO FÍSICA ARBITRAGEM FPF Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte PREPARAÇÃO FÍSICA ARBITRAGEM FPF Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte Antonio Carlos Fedato Filho Guilherme Augusto de Melo Rodrigues O Futebol está em uma constante evolução. Quando falamos

Leia mais

Marketing esportivo é um mercado de ouro

Marketing esportivo é um mercado de ouro 1 de 5 05/04/2010 19:37 Imprimir Reportagem / mercado Marketing esportivo é um mercado de ouro Um patrocínio para uma corrida de rua pode chegar a R$ 1 milhão. Palestras com treinadores e atletas valem

Leia mais

PERFIL DOS PROFISSIONAIS DAS ASSESSORIAS E MÉTODOS DE TREINAMENTO UTILIZADOS.

PERFIL DOS PROFISSIONAIS DAS ASSESSORIAS E MÉTODOS DE TREINAMENTO UTILIZADOS. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA VICTOR HUGO NASCIMENTO FONTANA PERFIL DOS PROFISSIONAIS DAS ASSESSORIAS E MÉTODOS

Leia mais

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CANOAGEM Kayak-Polo

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CANOAGEM Kayak-Polo Plano Geral Semanal Treinador: Orlando Silva 14 / 01 /2008 a 27 /01 /2008 Época: 07/08 Atletas: Séniores Macrociclo:1 Mesociclo:4 Microciclo: 3-4 TOTAL T: 2h10` T: 2h10` T: 1h40` T: 2h00` T: 2h00` T: 2h10`

Leia mais

Desenvolvimento das capacidades motoras

Desenvolvimento das capacidades motoras Desenvolvimento das capacidades motoras Capacidades motoras Todos nós possuímos capacidades motoras ou físicas e é através delas que conseguimos executar ações motoras, desde as mais básicas às mais complexas

Leia mais

CEF Periodização e Sistemas de Treino

CEF Periodização e Sistemas de Treino CEF Periodização e Sistemas de Treino João Pedro Ramos, CPT, PES National Academy of Sports Medicine Certified Personal Trainer Performance Enhancement Specialist Periodização TF Sistemas de TF 1 PLANO

Leia mais

TEORIA DO TREINAMENTO DE NATAÇÃO Ernest W. Maglischo, Ph.D.

TEORIA DO TREINAMENTO DE NATAÇÃO Ernest W. Maglischo, Ph.D. TEORIA DO TREINAMENTO DE NATAÇÃO Ernest W. Maglischo, Ph.D. INTRODUÇÃO A proposta deste artigo é apresentar um plano de treinamento dos sistemas de energia nas provas de natação. As informações serão apresentadas

Leia mais

Programa de Formação Esportiva Escolar COMPETIÇÕES DE ATLETISMO. Fase escolar

Programa de Formação Esportiva Escolar COMPETIÇÕES DE ATLETISMO. Fase escolar Programa de Formação Esportiva Escolar COMPETIÇÕES DE ATLETISMO Fase escolar Introdução O Programa de Formação Esportiva Escolar tem como premissas a democratização do acesso ao esporte, o incentivo da

Leia mais

Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo

Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo Unidade II Controle e Prescrição do Treinamento Prof. Esp. Jorge Duarte Prescrição de Atividades Físicas Condições de saúde; Estado geral do aluno (cliente);

Leia mais

A TREINABILIDADE DO JOVEM JOGADOR DE HÓQUEI EM PATINS JORNADA TÉCNICO - PEDAGÓGICA DEZEMBRO 2005 PROF. LUIS SÉNICA

A TREINABILIDADE DO JOVEM JOGADOR DE HÓQUEI EM PATINS JORNADA TÉCNICO - PEDAGÓGICA DEZEMBRO 2005 PROF. LUIS SÉNICA A TREINABILIDADE DO JOVEM JOGADOR DE HÓQUEI EM PATINS JORNADA TÉCNICO - PEDAGÓGICA DEZEMBRO 2005 PROF. LUIS SÉNICA EVOLUÇÃO/DESENVOLVIMENTO DO JOVEM PRATICANTE Processo constante mas descontínuo, por ciclos

Leia mais

texto I partes I e II Língua Portuguesa e Matemática Futebol de rua De preferência os novos, do colégio.

texto I partes I e II Língua Portuguesa e Matemática Futebol de rua De preferência os novos, do colégio. partes I e II Língua Portuguesa e Matemática texto I Futebol de rua Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de

Leia mais

Curva de Performance. Exemplo: VO2máx atual: 32ml/kg/min Idade: 40 anos. VO2máx desejado: 40ml/kg/min. 40 100% 32 x x = 100.

Curva de Performance. Exemplo: VO2máx atual: 32ml/kg/min Idade: 40 anos. VO2máx desejado: 40ml/kg/min. 40 100% 32 x x = 100. PERIODIZAÇÃO CURVA DE PERFORMANCE Exemplo: VO2máx atual: 32ml/kg/min Idade: 40 anos VO2máx desejado: 40ml/kg/min 40 32 x x Homens Treinados: VO 2 máx(ml/kg.min -1 ) = 69,7 - (0,62 x idade) Homens Sedentários:

Leia mais

PROPOSTA DE REFERENCIAL DE FORMAÇÃO

PROPOSTA DE REFERENCIAL DE FORMAÇÃO Federação: Federação Portuguesa de Capoeira Modalidade/Disciplina: Capoeira Conversão de Treinadores de Grau em Treinadores de Grau II Componente Prática: 10 horas Componente Teórica: 38 horas Total de

Leia mais

UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UnC Curso de Educação Física

UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UnC Curso de Educação Física EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS Disciplina: BIOLOGIA Características gerais dos seres vivos. Química da célula. Citologia. Microscopia. Divisão celular. Formas de reprodução. Histologia. Disciplina: ANATOMIA

Leia mais

PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO PROF.ª ESP. MARIA HELENA CARVALHO

PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO PROF.ª ESP. MARIA HELENA CARVALHO PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO PROF.ª ESP. MARIA HELENA CARVALHO Periodização Periodização é o planejamento geral e detalhado da utilização do tempo disponível para treinamento de acordo com objetivos intermediários

Leia mais

POLIMENTO: O PERÍODO COMPETITIVO DA NATAÇÃO *

POLIMENTO: O PERÍODO COMPETITIVO DA NATAÇÃO * POLIMENTO: O PERÍODO COMPETITIVO DA NATAÇÃO * Moacyr da Rocha Freitas RESUMO O objetivo deste trabalho é apresentar um estudo sobre o Polimento, fundamentado na Teoria do Treinamento Desportivo. Através

Leia mais

UNIVERSIDADE GAMA FILHO ALINE MEYRE DOMINGOS ALLAN JOSÉ SILVA DA COSTA DÓRIS ALVES DE LIRA BENÍCIO JOÃO MARQUES DANTAS

UNIVERSIDADE GAMA FILHO ALINE MEYRE DOMINGOS ALLAN JOSÉ SILVA DA COSTA DÓRIS ALVES DE LIRA BENÍCIO JOÃO MARQUES DANTAS UNIVERSIDADE GAMA FILHO ALINE MEYRE DOMINGOS ALLAN JOSÉ SILVA DA COSTA DÓRIS ALVES DE LIRA BENÍCIO JOÃO MARQUES DANTAS PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO PARA CORREDORES DE RUA ESPECIALISTAS EM PROVAS DE DEZ

Leia mais

XVII CLINIC Análise de Indicadores de Força Explosiva de Potência e de Resistência de Força Explosiva em Judocas Juniores vs.

XVII CLINIC Análise de Indicadores de Força Explosiva de Potência e de Resistência de Força Explosiva em Judocas Juniores vs. XVII CLINIC Análise de Indicadores de Força Explosiva de Potência e de Resistência de Força Explosiva em Judocas Juniores vs. Judocas Seniores Coimbra, 6 de Outubro de 2012 Luís Monteiro INTRODUÇÃO OBJETIVOS

Leia mais

Os Benefícios do Taekwon-do na Infância e na Adolescência

Os Benefícios do Taekwon-do na Infância e na Adolescência Liga Desportiva de Taekwon-do do Estado de Minas Gerais - LDTEMG Mestre Ronaldo Avelino Xavier Os Benefícios do Taekwon-do na Infância e na Adolescência Belo Horizonte, 06 de Fevereiro de 2013. Mestre

Leia mais

Enquadramento... 1. Objetivos... 1. Alunos... 1. Professores estagiários... 1. Recursos... 1. Humanos... 1. Temporais... 2. Espaciais...

Enquadramento... 1. Objetivos... 1. Alunos... 1. Professores estagiários... 1. Recursos... 1. Humanos... 1. Temporais... 2. Espaciais... i Índice Enquadramento... 1 Objetivos... 1 Alunos... 1 Professores estagiários... 1 Recursos... 1 Humanos... 1 Temporais... 2 Espaciais... 2 Materiais... 2 Procedimentos de planeamento e organização...

Leia mais

Preparação física no Futebol? Uma abordagem sistémica - complexa do Jogo

Preparação física no Futebol? Uma abordagem sistémica - complexa do Jogo Preparação física no Futebol? Uma abordagem sistémica - complexa do Jogo Licenciado em Ciências do Desporto (FMH); Treinador de Futebol há 15 anos; Pós-Graduação em Treino de Alto Rendimento; Especialização

Leia mais

Equipamento adequado. Tênis. Objetivo do tênis

Equipamento adequado. Tênis. Objetivo do tênis A corrida é uma atividade aeróbica que traz diversos benefícios para o nosso corpo e nossa mente. Quando praticada com regularidade, nos ajuda a perder peso e a aumentar a massa magra, além de aumentar

Leia mais

Como montar Programas de Corridas e Caminhadas para grupos heterogêneos dentro de clubes Professor Zeca

Como montar Programas de Corridas e Caminhadas para grupos heterogêneos dentro de clubes Professor Zeca Como montar Programas de Corridas e Caminhadas para grupos heterogêneos dentro de clubes Professor Zeca Apresentação: De jogador de Vôlei a treinador de natação e dono de assessoria; Formado em Educação

Leia mais

TREINAMENTO DE FORÇA PARA CORREDORES DE

TREINAMENTO DE FORÇA PARA CORREDORES DE R EVISTA T REINAMENTO DESPORTIVO 79 TREINAMENTO DE FORÇA PARA CORREDORES DE 5.000m E 10.000m UM ESTUDO DE CASO Cleber da Silva Guilherme Escola de Educação Física e Esporte da USP Fernanda de Aragão e

Leia mais

Métodos Treino e. CEF Cardio - Resumo

Métodos Treino e. CEF Cardio - Resumo Métodos Treino e Máquinas Cardiovasculares CEF Cardio - Resumo 3 Vias de ressíntese Energia (revisão) Conceito Resistência (fadiga) Níveis de Intensidade Metabólica Métodos de Treino Cardiovascular Máquinas

Leia mais

A Proposta da IAAF 03. Campeonato para 13-15 anos de idade 03. Formato da Competição 04. Organização da Competição 05.

A Proposta da IAAF 03. Campeonato para 13-15 anos de idade 03. Formato da Competição 04. Organização da Competição 05. Índice: A Proposta da IAAF 03 Campeonato para 3-5 anos de idade 03 Formato da Competição 04 Organização da Competição 05 Resultados 06 Arbitragem necessária para o Evento 07 Preparação do Equipamento Necessário

Leia mais

ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL EM SAÚDE OCUPACIONAL E GINÁSTICA LABORAL O

ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL EM SAÚDE OCUPACIONAL E GINÁSTICA LABORAL O Educação Física A profissão de Educação Física é caracterizada por ter um vasto campo de atuação profissional, tendo um leque com várias opções para realização das atividades pertinentes ao Educador Físico.

Leia mais

FACULDADE DE MEDICINA DO ABC MANTIDA PELA FUNDAÇÃO DO ABC EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA DO ABC FMABC

FACULDADE DE MEDICINA DO ABC MANTIDA PELA FUNDAÇÃO DO ABC EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA DO ABC FMABC RELATÓRIO DOS EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL PELA FACULDADE DE MEDICINA DO ABC FMABC O Núcleo de Saúde no Esporte da Faculdade de Medicina do ABC FMABC, utilizando as suas

Leia mais

3 MODALIDADES DO CICLISMO

3 MODALIDADES DO CICLISMO 3 MODALIDADES DO CICLISMO Não há muitos registros sobre cada modalidade, além de haver uma variedade muito grande de informações sobre uma mesma modalidade. PORTE (1996), porém, nos relata sobre os vários

Leia mais

Sempre (63) 63 As Vezes (37) 37 Quase nunca (1) 1 Nunca (2) 2

Sempre (63) 63 As Vezes (37) 37 Quase nunca (1) 1 Nunca (2) 2 Sempre (63) 63 As Vezes (37) 37 Quase nunca (1) 1 Nunca (2) 2 12 1 Ao acordar para ir pro projeto Geração Campeã você se sente bem disposto e entusiasmado? 2 Sempre (63) As Vezes (37) Quase nunca (1) Nunca

Leia mais

Dr. Milton Mizumoto Diretor Médico da Corpore

Dr. Milton Mizumoto Diretor Médico da Corpore Manual do corredor n Este manual tem como objetivo orientar o corredor iniciante que pretende praticar corridas em busca de bem estar e condicionamento físico. n São dicas aprendidas em livros e observações

Leia mais

ITS / CTA. Autores Ademir Alonso & Alberto Carlos

ITS / CTA. Autores Ademir Alonso & Alberto Carlos ITS / CTA Escola Técnica Volume Simonsen I Capítulo I Autores Ademir Alonso & Alberto Carlos 1 ITS / CTA Sumário SUMÁRIO Volume I Capítulo I Unidade I Capítulo I - Beneficios da Educação Física Capítulo

Leia mais

ATLETISMO. Alyne Rayane

ATLETISMO. Alyne Rayane ATLETISMO Alyne Rayane O QUE É ATLETISMO? O atletismo é um conjunto de esportes constituído por três modalidades: corrida, lançamentos e saltos. ATLETISMO QUANDO SURGIU? Atletismo tempo dos ancestrais;

Leia mais

Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício

Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício O exercício é uma atividade ativa, portanto, demanda muita energia. Durante o exercício, a demanda energética do muculo esquelético aumenta consumindo uma

Leia mais

Aspectos Gerais do Treinamento Aeróbio: Planificação, Periodização e Capacidades Biomotoras

Aspectos Gerais do Treinamento Aeróbio: Planificação, Periodização e Capacidades Biomotoras Aspectos Gerais do Treinamento Aeróbio: Planificação, Periodização e Capacidades Biomotoras Curso Internacional de Meio Fundo e Fundo, 6 e 7 Junho 2015 Assunção, PAR Junho 2015 no esporte, como atleta,

Leia mais

A tabela abaixo mostra os três níveis de acompanhamento oferecidos e como é composto cada um desses níveis, como segue:

A tabela abaixo mostra os três níveis de acompanhamento oferecidos e como é composto cada um desses níveis, como segue: A VIAPEDAL oferece um serviço completo no treinamento do ciclista. Nós temos serviços que atendem a todos os eixos que compõe o desempenho no Ciclismo e MTB biomecânico, fisiológico, psicológico, técnico-tático,

Leia mais

Plano de preparação desportiva

Plano de preparação desportiva Plano de preparação desportiva COMPONENTES DO PLANO Técnico Tático Físico-fisiológico Psicológico Administrativo Socioeducacional Clínico Metas curto, médio, longo prazos Categorias de Base ABC-FC Departamento

Leia mais

Treino Físico Off Season

Treino Físico Off Season Treino Físico Off Season SUB 20 Períodos: Off Season : Junho/Julho Objectivo: Hipertrofia Aumento de massa muscular Férias de Verão : Agosto Objectivo: Manutenção de uma actividade física de baixa intensidade

Leia mais

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade.

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. Apresentação do tema: Saúde É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. 1.Desenvolvimento das Capacidades Motoras - Resistência - Força - Velocidade

Leia mais

Estágio Ironconde Abril 2015

Estágio Ironconde Abril 2015 Estágio Ironconde Abril 2015 www.ironconde.com Estágio Ironconde Abril de 2015 Este estágio de triatlo oferece a oportunidade de treinar com um dos melhores treinadores triatlo de Portugal. Nosso objectivo

Leia mais

AÇÕES DE FORMAÇÃO CREDITADAS PARA TREINADORES 2015 - Leiria

AÇÕES DE FORMAÇÃO CREDITADAS PARA TREINADORES 2015 - Leiria AÇÕES DE FORMAÇÃO CREDITADAS PARA TREINADORES 2015 - Leiria Ações Creditadas pelo PNFT 2015 Preços de Inscrição: 1) Ações de 1,4 créditos - 30,00 a. Preço para Filiados - 20,00 2) Ações de 0,8 créditos

Leia mais