UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE ESCOLA DE ENGENHARIA ENGENHARIA DE MATERIAIS ANDERSON DOS SANTOS MESQUITA

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1 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE ESCOLA DE ENGENHARIA ENGENHARIA DE MATERIAIS ANDERSON DOS SANTOS MESQUITA OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE EMBALAGENS ANTIESTÁTICAS PARA COMPONENTES ELETRÔNICOS À BASE DE POLI(TEREFTALATO DE ETILENO) CARREGADO COM NEGRO DE FUMO São Paulo 2014

2 ANDERSON DOS SANTOS MESQUITA OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE EMBALAGENS ANTIESTÁTICAS PARA COMPONENTES ELETRÔNICOS À BASE DE POLI(TEREFTALATO DE ETILENO) CARREGADO COM NEGRO DE FUMO Projeto de Dissertação de Mestrado apresentado ao Programa de Mestrado Profissional em Engenharia de Materiais da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Engenharia de Materiais. ORIENTADORA: PROFA. DRA. LEILA FIGUEIREDO DE MIRANDA São Paulo 2014

3 M578o Mesquita, Anderson dos Santos Obtenção e caracterização de embalagens antiestáticas para componentes eletrônicos à base de poli(tereftalato de etileno) carregado com negro de fumo. / Anderson dos Santos Mesquita São Paulo, f.: il.; 30 cm. Dissertação (Programa de Pós-Graduação (Stricto Sensu) em Engenharia de Materiais) - Universidade Presbiteriana Mackenzie - São Paulo, Orientadora: Profa. Dra. Leila Figueiredo de Miranda Bibliografia: f Negro de fumo. 2. Condutividade. 3. PET. 4. Embalagens I.Título. CDD

4 ANDERSON DOS SANTOS MESQUITA OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE EMBALAGENS ANTIESTÁTICAS PARA COMPONENTES ELETRÔNICOS À BASE DE POLI(TEREFTALATO DE ETILENO) CARREGADO COM NEGRO DE FUMO Projeto de Dissertação de Mestrado apresentado ao Programa de Mestrado Profissional em Engenharia de Materiais da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Engenharia de Materiais. Aprovado em 13 de Junho de BANCA EXAMINADORA Profa. Dra. Leila Figueiredo de Miranda Universidade Presbiteriana Mackenzie Prof. Dr. Nilson Casimiro Pereira Universidade Presbiteriana Mackenzie Prof. Dr. Leonardo Gondim de A. e Silva Universidade de São Paulo

5 A Deus pelo dom da vida, a minha esposa pela força e compreensão e aos meus pais pela formação do meu caráter.

6 AGRADECIMENTOS À Profa. Dra. Leila Figueiredo de Miranda, pelo conhecimento, orientações, parceria e paciência ao longo desse tempo. Ao amor da minha vida, Luciana, pela compreensão e paciência durante todo este trajeto. Aos meus pais por todo o sacrifício que fizeram para me educar e me tornar uma pessoa responsável e honesta. A Deus por sua infinita misericórdia. Ao corpo docente do Programa de Mestrado em Engenharia de Materiais da Universidade Presbiteriana Mackenzie pelo conhecimento difundido, em especial ao Prof. Dr. Nilson Casimiro Pereira pelas orientações durante o processamento do material usado para a realização deste trabalho e pela ajuda na obtenção das amostras de negro de fumo. Aos profissionais do Grupo M&G, Edson Oliveira e Fabio Xavier pelas amostras cedidas de PET. À Profa. Dra. Sônia Braunstein Faldini por compartilhar os conhecimentos de um trabalho realizado anteriormente e que contribuiu na realização deste. Ao Sr. Amilcar, proprietário da Empresa Waco, pelas amostras das matérias primas PREMIX PP e PREMIX PS que serviram como parâmetro para a realização deste trabalho. Aos técnicos Luiz Henrique Silveira, Abner Cabral Neto e Maria Lioba Crespo, do Laboratório de Ensaios e Caracterização de Materiais da Universidade Presbiteriana Mackenzie, pelo suporte dado na obtenção das amostras e na realização dos ensaios deste trabalho. Aos membros da banca, Dra Leila Figueiredo de Miranda (UPM), Dr. Nilson Casimiro Pereira (UPM) e ao Dr. Leonardo Gondim de Andrade e Silva (IPEN), pela atenção, comentários e sugestões que em muito contribuíram para a evolução deste trabalho. A todos aqueles que ajudaram e contribuíram de forma direta ou indireta para a realização deste trabalho.

7 Toda a sabedoria vem do Senhor Deus, ela sempre esteve com ele. Ela existe antes de todos os séculos. Eclo 1,1

8 Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes. Isaac Newton

9 RESUMO Este trabalho teve como objetivo obter e caracterizar compostos à base de poli(tereftalato de etileno) (PET) carregado com negro de fumo e comparar suas propriedades físico-químicas com os demais polímeros carregados com negro de fumo, mais especificamente o polipropileno (PP) e o poliestireno (PS), tradicionalmente utilizados em embalagens antiestáticas. Foram obtidos compostos de PET contendo 10,0; 11,0; 12,0 e 15,0% de negro de fumo com granulometria de 325 mesh. Foram determinadas as propriedades termomecânicas, elétricas e morfológicas dos compostos obtidos. Os resultados mostraram que o composto à base de PET carregado com 15% de negro de fumo (NF) pode ser utilizado no manuseio, transporte e armazenagem de componentes eletrônicos visto que suas propriedades mecânicas, térmicas e de resistividade são satisfatórias para este fim. Palavras chave: Negro de fumo, condutividade, PET e embalagens.

10 ABSTRACT This work is intended to obtain and characterize the polymer-based poly(ethylene terephthalate) (PET) loaded with carbon black and compare their physical and chemical properties with other polymers loaded with carbon black, more particularly polypropylene and polystyrene, traditionally used in antistatic packaging. PET compounds were obtained containing 10,0; 11,0; 12,0 and 15,0% of carbon black with a particle size 325 mesh. We determined the thermo mechanical properties, electrical and morphological of the compounds obtained. The result showed that the compound based on PET filled with 15% carbon black may be used in the handling, transportation and storage of electronic components because their mechanical properties, thermal and resistivity are satisfactory for this purpose. Key words: Carbon black, Conductivity, PET and Packaging

11 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Quadro 1- Fotografia 1- Fotografia 2 - Quadro 2 - Aplicações conhecidas e propostas para polímeros condutores em função de suas propriedades Embalagem antiestática para Printed Circuit Board (PCB) produzida com o PREMIX PS Embalagem antiestética para componente eletrônico produzida com o PREMIX PP Identificação de embalagens antiestáticas Símbolo 1: Item é suscetível a danos ESD; Símbolo 2: Item projetado especificamente para fornecer proteção ESD Fotografia 3 - Embalagem com o símbolo ESD Esquema 1 - Processo de aplicação da embalagem ESD Esquema 2 - Integração de CE e embalagem e o ambiente Quadro 3 - Classificação de resistividade Esquema 3 Partículas de negro de fumo: normal e oxidada Fotografia 4 - Diferentes granulometrias do negro de fumo Esquema 4 - Produção do negro de fumo Esquema 5 - Estrutura química do mero PET Esquema 6 - Polimerização por condensação do PET Esquema 7 - Estrutura química do mero PP Esquema 8 - Esquema 9 - Esquema 10 - Etapa de iniciação da polimerização do propileno usando catalisador estereoespecífico Mecanismo da etapa de propagação na polimerização do propileno usando catalisador Etapa de terminação da polimerização do propileno usando catalisador tipo Ziegler-Natta Esquema 11 - Estrutura química do mero PS Esquema 12 - Processo de polimerização radicalar Fotografia 5 - Balança analítica de precisão Fotografia 6 - Fotografia 7 - Materiais para a obtenção dos compostos à base de PET após a pesagem antes de serem processados Misturador fechado do laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM Fotografia 8 - Massa polimérica obtida no misturador Fotografia 9 - Composto polimérico PET+NF após resfriamento Fotografia 10 - Moinho de facas da SEIBT, disponível no laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM... 50

12 Fotografia 11 - Composto a base de PET contendo 10% de NF, fragmentado, após o processamento no moinho Fotografia 12 - Estufa com circulação de ar, utilizada para desumidificação das amostras Fotografia 13 - Injetora utilizada para processamento dos corpos de prova marca ROMI modelo Primax 65R Fotografia 14 - Plastômetro Tinus Olsen disponível no laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM Fotografia 15 - Máquina universal de ensaios Q-Test, modelo 65J Fotografia 16 - Equipamento Tinius Olsen Modelo 92T com display de sistema de Impacto modelo 892 que realiza o teste de resistência ao impacto Fotografia 17 - Durômetro digital Shore D Esquema 13 - Esquema 14 - Corpos de prova utilizados nos ensaios mecânicos. a) ensaios de impacto; b) ensaios de tração Corpo de prova utilizado nos ensaios mecânicos de flexão e dureza, apresentando as seguintes dimensões: (13,25mm x 25mm x 3,27mm), e com uma superfície sem rugosidades Fotografia 18 - Equipamento Tinius Olsen HDTUL Modelo HD94/398 - Deflection Temperature and Vicat Tester Fotografia 19 - Detalhes do equipamento Tinius Olsen modelo HD94/ Esquema 15 - Esquema 16 - Desenho esquemático do interior do equipamento para caracterização térmica de acordo com a norma ASTM D Modos de solicitação mecânica durante a análise térmica dinâmico mecânico Fotografia 20 - Analisador dinâmico mecânico da PERKIN ELMER INSTRUMENTS, modelo DMA Fotografia 21 - Microscópio eletrônico de varredura (MEV), da JEOL, JSM 6510, disponível no laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM Esquema 17 - Estrutura cristalina do NaCl mostrando arranjo regular dos íons Na+1 e Cl-1. À direita cristais de NaCl, cuja morfologia externa está relacionada ao arranjo da estrutura cristalina Fotografia 22 - Difratômetro de raios X (DRX), da RIGAKU, MINIFLEX II, utilizado na obtenção dos difratogramas, disponível no laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM Fotografia 23 - Megômetro POWER, modelo 386, utilizado na medição da resistividade superficial das amostras Fotografia 24 - Compósitos obtidos por injeção

13 Gráfico 1- Gráfico 2- Gráfico 3 - Gráfico 4 Gráfico 5 Gráfico 6 Gráfico 7 Gráfico 8 - Gráfico 9 - Gráfico 10 - Termograma 1 - Termograma 2 - Termograma 3 - Termograma 4 - Termograma 5 - Termograma 6 - Gráfico 11 - Micrografia 1 - Índice de fluidez (g/10min) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF Tensão máxima na ruptura (MPa) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF Deformação na ruptura (%) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF Módulo de elasticidade sob tração (MPa) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF Resistência ao impacto (J/m) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF Dureza Shore - D dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF Resistência à flexão (MPa) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF Módulo de flexão (MPa) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF Temperatura de deflexão térmica sob carga - HDT ( C) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF... Temperatura de Amolecimento Vicat ( C) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PET/10%NF Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PET/11%NF Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PET/12%NF Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PET/15%NF Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PREMIX PP Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PREMIX PS Resistividade média (Ohms) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos PET/NF (% em massa) Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET 10% NF. Ampliação de 30X

14 Micrografia 2 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET 10% NF. Ampliação de 1000X Micrografia 3 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/11% NF. Ampliação de 30X Micrografia 4 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/11% NF. Ampliação de 1000X Micrografia 5 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/12% NF. Ampliação de 30X Micrografia 6 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/12% NF. Ampliação de 1000X Micrografia 7 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/15% NF. Ampliação de 30X Micrografia 8 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/15% NF. Ampliação de 1000X Micrografia 9 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PREMIX PP. Ampliação de 33X Micrografia 10 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PREMIX PP. Ampliação de 1000X Micrografia 11 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PREMIX PS. Ampliação de 30X Micrografia 12 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PREMIX PS. Ampliação de 1000X

15 Quadro 4 - Comparativo entre as microestruturas dos compostos obtidos por meio das micrografias com aumentos de 500, 5000 e vezes. As micrografias com índice A correspondem ao composto PET/10%NF, as micrografias com índice B correspondem ao composto PET/11%NF, as micrografias com índice C correspondem ao composto PET/12%NF, as micrografias com índice D correspondem ao composto PET/15%NF, as micrografias com índice E correspondem ao composto PREMIX PP e as micrografias com índice F correspondem ao composto PREMIX PS. As micrografias com índice 1 correspondem ao aumento de 500 vezes, as micrografias com índice 2 correspondem ao aumento de 5000 vezes e as micrografias com índice 3 correspondem ao aumento de vezes Difratograma 1- Difratograma 2- Espectros de raios X contínuo e característico para os compostos à base de PET carregados com NF e para os compostos PREMIX PP e PREMIX PS Difratograma 2 Espectros de raios X contínuo e característico obtidos na consulta ao banco de dados do ICDD

16 LISTA DE TABELAS Tabela 1- Faturamento da indústria de embalagens em bilhões de reais Tabela 2 - Propriedades dos materiais antiestático e resistivo Tabela 3 - Classificação do negro de fumo Tabela 4 - Propriedades do PET Tabela 5 - Propriedades do PP Tabela 6 - Propriedades do PS Tabela 7 - Quantidades de PET e de NF usados para a obtenção dos compostos Tabela 8 Amostras obtidas para caracterização Tabela 9 Condições para processamento dos corpos de prova Tabela 10 - Ensaios realizados e respectivas normas ASTM Tabela 11 Resultados obtidos para o índice de fluidez dos compostos Tabela 12 Resultados obtidos nos ensaios de resistência a tração Tabela 13 Resultados obtidos para os ensaios de resistência ao impacto Tabela 14 Resultados obtidos para os ensaios de dureza Shore D Tabela 15 Resultados obtidos para os ensaios de resistência a flexão e módulo de flexão Tabela 16 Tabela 17 Resultados obtidos para os ensaios de temperatura de deflexão térmica sob carga HDT Resultados obtidos para os ensaios de temperatura de amolecimento Vicat Tabela 18 Temperatura de transição vítrea (T g ) e tan δ dos compostos obtidos Tabela 19 Resultados obtidos para os ensaios de resistividade elétrica... 87

17 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABRE ABS ASTM CE DMA DMTA EPA ESD FGV ICDD ISO MEV MFI NF PCB PET PP PS SAN SP SBR Tg Tm UPM UV π σ Associação Brasileira de Embalagem Terpolímero de estireno-butadieno-acrilonitrila American Society for Testing and Materials Componente Eletrônico Análise Dinâmico Mecânico Análise Termodinâmica Mecânica ESD protected area Electronic Surface Discharge Fundação Getúlio Vargas International Center for Diffraction Data International Organization for Standardization Microscopia Eletrônica de Varredura Melt Flow Index Negro de Fumo Printed Circuit Boad Poli(tereftalato de etileno) Polipropileno Poliestireno Copolímero de estireno-acrilonitrila Sistema protegido Copolímero aleatório de butadieno-estireno Temperatura de transição vítrea Temperatura de fusão cristalina Universidade Presbiteriana Mackenzie Radiação ultravioleta Letra grega pi Letra Grega sigma

18 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivo Específico JUSTIFICATIVA METODOLOGIA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA POLÍMEROS CONDUTORES EM CONTROLE DE MATERIAIS ESD EMBALAGENS Embalagens para componentes eletrônicos Classificação das propriedades dos materiais de embalagem Propriedades dos materiais antiestáticos Propriedades dos materiais condutivos, dissipativos e isolantes NEGRO DE FUMO Produção do negro de fumo Classificação do negro de fumo Aplicação do negro de fumo em polímeros POLI(TEREFTALATO DE ETILENO) (PET) Características do PET Fabricação do PET POLIPROPILENO (PP) Características do PP Fabricação do PP POLIESTIRENO (PS) Características do PS Fabricação do PS MATERIAIS E MÉTODOS MATERIAIS Negro de fumo PET PREMIX PP PREMIX PS... 46

19 3.2 MÉTODOS Obtenção das amostras Obtenção dos corpos de prova Caracterização das amostras... Ensaios reológicos Índice de fluidez (MFI)... Ensaios mecânicos... Resistência à tração... Resistência à flexão... Resistência ao impacto... Dureza... Ensaios térmicos... Temperatura de deflexão térmica sob carga HDT... Temperatura de amolecimento VICAT... Análise dinâmico mecânico DMA... Caracterização microestrutural... Microscopia eletrônica de varredura (MEV)... Difração de raios X... Caracterização elétrica Resisitividade RESULTADOS E DISCUSSÃO ANÁLISE VISUAL ENSAIO REOLÓGICO ÍNDICE DE FLUIDEZ ENSAIOS MECÂNICOS Ensaio de resistência à tração Ensaio de resistência ao impacto... Ensaio de dureza Shore - D... Ensaio de resistência à flexão ENSAIOS TÉRMICOS Temperatura de deflexão térmica sob carga HDT Temperatura de amolecimento VICAT Análise dos ensaios dinâmico mecânico DMA... ANÁLISE DAS PROPRIEDADES ELÉTRICAS ENSAIO DE RESISTIVIDADE... ANÁLISE DAS PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS... Microscopia eletrônica de varredura (MEV)... Difração de raios X... 5 CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... ANEXOS

20 18 1 INTRODUÇÃO Alguns polímeros apresentam condutividade elétrica baixa sendo que esta condutividade é baixa nos polímeros orgânicos. Os polímeros orgânicos condutores têm-se destacado ultimamente em razão das suas aplicações envolvendo sua capacidade de conduzir eletricidade, além disso, podemse adicionar agentes dopantes que aumentam a condutividade destes materiais (FRIED, 1995). Os materiais desta classe denominados de polímeros condutores possuem uma característica em comum, uma alternância de ligações simples (σ) e duplas (π) ao longo da cadeia. O grande interesse econômico é mesclar as propriedades de um semicondutor com as características de um polímero. Desde a década de 1960 que se tem conhecimento que a alternância de duplas ligações pode exibir propriedades semicondutoras nos polímeros. Os primeiros polímeros condutores possuíam pouco valor tecnológico, pois eram infusíveis e insolúveis pelo fato das cadeias serem rígidas com uma estrutura conjugada e produzirem uma dificuldade de processamento (MAIA, et al.,1998). A preparação de blendas e compósitos de polímeros condutores com polímeros convencionais é um método promissor do ponto de vista tecnológico, pois busca se um polímero com boas propriedades mecânicas e tenha uma boa condutividade elétrica ao mesmo tempo (MAIA et al.,1998). Para este tipo de aplicação, é necessário que o polímero condutor seja depositado em um polímero suporte e que permaneça estável até o seu uso final (ZOPPI; DE PAOLI, 1993). Apesar de ser conhecido o uso de aditivos antiestáticos em poli(tereftalato de etileno) (PET) (FABRIS; FREIRE; REYES, 2006) não existem muitos estudos em relação ao uso deste polímero carregado com negro de fumo e a sua caracterização para utilização no transporte e armazenagem de produtos eletrônicos. O negro de fumo (NF) é um aditivo muito utilizado como agente antiestático em polímeros como o polipropileno (PP) e também no poliestireno (PS) na fabricação de embalagens, com o objetivo de aumentar a condutividade destas embalagens, para que estes componentes não sofram descarga elétrica e venham a danificar-se. Segundo BRADY (2004, p.266) um polímero se torna condutivo da seguinte forma:

21 19 Normalmente, polímeros são condutores de eletricidade com a adição de negro de fumo, fibra de carbono, cerâmicas condutoras, níquel, prata, ou outros metais. A resistividade de plásticos e borrachas, que normalmente estão na faixa de 2,5X10 8 V / in (10 8 Ω/ cm) pode ser reduzida para faixas entre 0,25 V / in (1021 V / cm) e 2,53106 V / in (106 Ω / cm) com adição de materiais condutores. O negro de fumo é a carga mais utilizada. A relação de negro de fumo adicionado ao material e a resistividade em volume não é proporcional. Com até 25% de carga condutiva, aumenta significativamente, mas cai drasticamente depois disso. Geralmente, a adição de negro de fumo diminui as propriedades mecânicas dos polímeros. No entanto, o uso de fibras de carbono para melhorar a condutividade melhora as propriedades mecânicas. A embalagem tem um papel fundamental na relação entre o fabricante e o consumidor. O setor de embalagens movimentou no ano de 2011 um valor bruto de produção de cerca de 45,6 bilhões de reais, assumindo uma posição de destaque frente à economia e denotando sua importância. Cada vez mais a embalagem de um produto está associada à qualidade daquilo que será consumido. Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) para a Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), o setor de polímeros gerou uma receita líquida de vendas em um valor aproximado de 44,7 bilhões de reais em 2011 e devendo atingir em 2012, 47 bilhões de reais (Tabela 1) (ABRE, 2013). Tabela 1 - Faturamento da indústria de embalagens em bilhões de reais (ABRE, 2013). ANO RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO ,4 36, ,7 34, ,9 42, ,7 45, ,0 47,9 Neste trabalho foi realizado um estudo para identificar a viabilidade do uso de embalagens à base de PET, carregado com negro de fumo para manuseio e transporte de componentes eletrônicos.

22 OBJETIVOS Objetivo Geral O objetivo geral foi obter e caracterizar compósitos à base de polietileno tereftalato (PET) contendo negro de fumo para aplicação em embalagens para componentes eletrônicos Objetivo Específico O objetivo específico foi obter, caracterizar e comparar as propriedades de compostos à base de PET carregado com negro de fumo, com as propriedades dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS ambos utilizados na fabricação de embalagens antiestáticas. 1.2 JUSTIFICATIVA Atualmente, em razão do crescimento econômico e o consumo de bens e serviços tem-se um consumo elevado de embalagens de diversos produtos. A produção física da indústria de embalagem em 2011 cresceu 1,50% contra um crescimento de 0,27% da indústria geral no mesmo período (ABRE, 2013). Esta importância se deve ao fato da necessidade de transportar e armazenar produtos em condições adequadas e satisfatórias para não comprometer as características e propriedades dos mesmos. No caso de produtos eletrônicos não é diferente, pois a descarga eletrostática (ESD) pode danificar e inutilizar tais produtos. Materiais com propriedades mecânicas e boas propriedades condutoras tem despertado o interesse de diversos setores da indústria, principalmente o setor automotivo e o setor de componentes eletrônicos. Apesar de ser conhecido o uso de aditivos antiestáticos em PET (FABRIS; FREIRE; REYES, 2006), não existem muitos estudos em relação ao uso deste polímero carregado com negro de fumo e a sua caracterização para utilização no transporte e armazenagem de produtos eletrônicos. Em virtude do negro de fumo aumentar a condutividade em polímeros e não se dispor de muitos estudos sobre a influência da adição de negro de fumo ao PET, com a

23 21 finalidade de aplicar este material na obtenção de embalagens antiestáticas para que componentes eletrônicos não sofram descarga elétrica e venham a danificar-se, torna-se importante aprofundar os estudos neste tipo de material. 1.3 METODOLOGIA Inicialmente foi realizado um levantamento bibliográfico em livros, anais de congresso, periódicos e sites especializados sobre o tema do trabalho. Na parte experimental foram obtidos compostos de PET contendo 10,0; 11,0; 12,0 e 15,0% de negro de fumo com granulometria de 325 mesh. Os compostos foram obtidos em misturador fechado e posteriormente foram injetados para se obter os corpos de prova para os diferentes ensaios de caracterização. Os compostos foram caracterizados por meio de ensaios mecânicos (tração, impacto, flexão e dureza); reológicos (índice de fluidez); térmicos (temperatura de amolecimento Vicat, temperatura de deflexão térmica sob carga HDT e análise dinâmico mecânico - DMA), morfológicos (microscopia eletrônica de varredura MEV e difração de raios X) e propriedades elétricas (resistividade). Foram também caracterizados compostos de PP e compostos de PS também carregados com negro de fumo, tradicionalmente utilizados na obtenção de embalagens antiestáticas. Os resultados obtidos para os diferentes materiais foram comparados.

24 22 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA neste trabalho. Neste capítulo foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o assunto abordado 2.1 POLÍMEROS CONDUTORES EM CONTROLE DE MATERIAIS ESD Os polímeros estão cada vez mais sendo utilizados na substituição de diversos materiais em razão de benefícios econômicos e da possibilidade de ter formas e design variados. As embalagens plásticas atendem a diversos setores industriais podendo ser divididas em flexíveis, rígidas e sacaria de ráfia. Além de embalar produtos e manter a integridade dos mesmos, as embalagens têm como função atrair a atenção, descrever características, transmitir confiança ao consumidor e produzir uma impressão favorável. Alguns setores priorizam o design, a funcionalidade e a qualidade, como no caso das indústrias alimentícia, cosméticos, farmacêutica e as do setor elétrico eletrônico (CRIPPA; SYDENSTRICKER; AMICO, 2007). O uso de embalagens para transporte de materiais que possam sofrer descarga eletrostática é de suma importância visto que o uso de embalagens que não possuam o caráter condutivo podem destruir componentes eletrônicos ou causar uma explosão em razão do caráter isolante do polímero (DAHMAN, 2003). A descarga eletrostática (ESD) é particularmente muito perigosa para componentes eletrônicos onde uma voltagem maior do que a suportada pelos componentes pode destruí-los. Consequentemente os componentes eletrônicos são transportados em embalagens antiestáticas. Segundo o IC Packages Data Handbook (2013, p.2), descarga eletrostática (ESD) é a transferência de uma carga eletrostática entre corpos para diferentes potenciais e ocorre com contato direto ou quando induzido por um campo eletrostático. Os polímeros condutores são materiais orgânicos compostos por carbono e outro elemento não metálico. Sua capacidade para conduzir eletricidade é baseada em grupos organizados ao longo da cadeia polimérica. Os polímeros condutores podem revolucionar o nosso dia a dia e a forma como lemos jornais. Um exemplo claro é o electronic book que pode ser feito de um filme barato

25 23 condutivo e capaz de ser carregadas e descarregadas centenas de vezes (ENGINEERING NEWS, 2013). O Quadro 1 ilustra algumas aplicações conhecidas e outras propostas para polímeros condutores. Quadro 1- Aplicações conhecidas e propostas para polímeros condutores em função de suas propriedades (MAIA et al., 1998). Outros exemplos são as embalagens para componentes eletrônicos que facilitam o manuseio e o transporte desses produtos. Mostradores de celulares (displays) podem ser feitos de polímeros condutores, sendo finos, flexíveis, obtidos em diferentes cores e podem ser autoluminosos. Desde a sua descoberta em meados da década de 1970, os polímeros condutores têm sido desenvolvidos por várias instituições acadêmicas e de pesquisa. Estas pesquisas têm ajudado a indústria no desenvolvimento de polímeros condutivos e têm ajudado na compreensão da física, da química e da ciência dos materiais. O reconhecimento da importância destes polímeros veio no ano 2000 com o Prêmio Nobel de Química para os três descobridores de polímeros condutivos: Alan MacDiarmid, Alan Heeger e Hideki Shirakawa (WALLACE et al., 2003).

26 EMBALAGENS Segundo a ABRE, a embalagem é caracterizada da seguinte forma: Embalagem é um recipiente ou envoltura que armazena produtos temporariamente, individualmente ou agrupando unidades, tendo como principal função protegê-lo e estender seu prazo de vida (shelf life), viabilizando sua distribuição, identificação e consumo (ABRE, 2013). A embalagem tornou-se fundamental em uma sociedade que visa o consumo e suas necessidades baseadas em alimentação, saúde e conveniência tornando viável o manuseio de produtos de valor agregado baixo, podendo ser frágeis ou perecíveis. A embalagem possibilita e faz parte ainda do desenvolvimento de novos produtos, agregando valor ao produto final e sendo corresponsável pelo sucesso de vendas de determinado produto devido ao design, cor e formato (CRIPPA; SYDENSTRICKER; AMICO, 2007). Na indústria, a embalagem favorece a estocagem bem como a distribuição e manuseio de produtos. No varejo permite a exposição em gôndolas com segurança e atratividade. Para o consumidor final, o acesso a diferentes produtos de forma segura contendo informações como prazo de validade, informação nutricional, sugestões de consumo, material no qual foi produzido, se é tóxico ou não, além de informações do fabricante. Em muitos casos a embalagem e o produto estão em plena harmonia, tornando- se um único elemento. Não são raros os casos de produtos que são reconhecidos por nós nas prateleiras dos supermercados somente pela embalagem do produto Embalagens para componentes eletrônicos Uma embalagem para componente eletrônico é aquela que protege um dispositivo eletrônico ou elétrico e seu ambiente de outro (ULRICH, 2006). Embalagem para componentes eletrônicos, normalmente é derivada de uma embalagem existente, porém, há a proteção adicional contra descarga eletrostática. As embalagens produzidas em polipropileno (PP) são muito utilizadas para a proteção física e acondicionamento de uma série de produtos. Contudo o PP acumula eletricidade estática podendo causar sérios danos a componentes eletrônicos em razão de sua característica isolante. Produtos antiestáticos podem ser adicionados ao PP e o resultado é a diminuição da eletricidade estática tornando o polímero mais condutivo (ESD ASSOCIATION STANDARD, 2008).

27 25 Quando um material condutivo é adicionado à massa polimérica do PP, uma blindagem ESD é criada. Esta blindagem possui carga elétrica baixa e a embalagem consegue blindar os componentes eletrônicos sensíveis a ESD e as cargas elétricas provenientes de outras fontes. Existe uma série de padrões de embalagens antiestáticas, conforme mostrado nas Fotografias 1 e 2. Fotografia 1- Embalagem antiestática para Printed Circuit Board (PCB) produzida com o PREMIX PS. Fotografia 2 - Embalagem antiestética para componente eletrônico produzida com o PREMIX PP. Conforme a norma ESD STANDARDS (2013) as embalagens para acondicionamento de componentes eletrônicos sensíveis a ESD, devem ser identificadas com o símbolo de proteção ESD de acordo com o apresentado no Quadro 2.

28 26 Quadro 2 - Identificação de embalagens antiestáticas Símbolo 1: Item é suscetível a danos ESD; Símbolo 2: Item projetado especificamente para fornecer proteção ESD (ESD STANDARDS, Símbolo ). Símbolo 2 O Símbolo 1 demonstra uma mão estendida em um triângulo com uma tarja sobre ela para indicar que o item é suscetível a danos ESD e não deve ser tocado sem o uso de equipamentos ESD. O Símbolo 2 difere do Símbolo 1 por adição de um arco externo envolto ao triângulo e sem a tarja sobre ele. Deve ser usado para identificar produtos que são projetados especificamente para fornecer proteção ESD, tais como, por exemplo, embalagens. A Fotografia 3 apresenta uma embalagem com o símbolo ESD. Fotografia 3- Embalagem com o símbolo ESD.

29 27 A embalagem tem uma grande relevância no manuseio, movimentação e armazenagem dos componentes eletrônicos. Enquanto muitos tipos de embalagens protegem contra danos físicos e do ambiente, as embalagens para componentes eletrônicos além da proteção física e do ambiente protegem também contra a descarga eletrostática. Os fatores do ambiente no qual os componentes são estocados, como a umidade ou o excesso de temperatura podem afetar o correto funcionamento destes materiais. Para isto, existem requisitos de armazenagem que devem ser respeitados (LINEAGE POWER, 2010): A temperatura onde os componentes eletrônicos ficam armazenados deve estar a 20 C, e uma variação de 10 C por um período não maior do que 24 horas. A umidade deve ser controlada e estar entre 30-60% da umidade relativa. Todas as embalagens devem estar intactas, sem trincas ou quebradas, eliminar a possibilidade de contaminação por partículas ou oxidação, além de apresentar proteção ESD. Todos os componentes eletrônicos devem estar protegidos contra a luz solar ou radiação ultravioleta (UV). Os componentes eletrônicos devem ser armazenados longe de quaisquer produtos químicos. Em uma ESD protected area (EPA), na qual a embalagem pode não ser necessária em razão das condições favoráveis do ambiente onde os componentes eletrônicos são manuseados, movimentados, embalados, processados ou armazenados. EPA é um espaço físico devidamente identificado e demarcado com os materiais, ferramentas e equipamentos necessários de controle da eletricidade estática para um nível que minimiza os danos causados a componentes eletrônicos em razão da descarga eletrostática (ESD ASSOCIATION STANDARD, 2008). O Esquema 1 apresenta o processo de aplicação da embalagem ESD (ESD ASSOCIATION STANDARD, 2008).

30 28 Esquema 1- Processo de aplicação da embalagem ESD (Adaptado de ESD ASSOCIATION STANDARD, 2008). O sistema só estará protegido por completo quando estiver blindado das variáveis que podem danificá-lo. A integração do componente eletrônico (CE), do ambiente e da embalagem, pode ser visualizada no Esquema 2.

31 29 Embalagem CE ESD SP Oxidação Umidade EPA Ambiente Esquema 2 - Integração do CE e embalagem e o ambiente. Nota-se que existe uma série de variáveis do sistema protegido (SP) para que o mesmo esteja blindado por completo. A interação da embalagem com o componente eletrônico (CE) quando este é sensível a ESD, do CE com o ambiente desencadeando umidade e oxidação, e da embalagem com o ambiente quando este não possui uma EPA Classificação das propriedades dos materiais de embalagem De acordo com a norma ESD ASSOCIATION STANDARD (2008) os materiais das embalagens que são usualmente utilizados para proteção ESD, devem possuir algumas propriedades específicas que as caracterizem. Estas propriedades incluem: Resistividade (antiestático) baixa Com resistividade: Condutivo Dissipativo Isolante

32 Propriedades dos materiais antiestáticos Até o início do século passado, a resistividade era considerada um parâmetro chave para especificar se um material possuía propriedades antiestáticas. As normas ASTM-D-257 e a ASTM-D-991 foram emitidas em 1925 e 1948 respectivamente pela American Society for Testing and Materials (ASTM). Estes testes foram bastante usados para definir e mensurar o material antiestático. Atualmente antiestático é definido como a capacidade que um material tem de resistir ao tribocarregamento e não é uma função da resistividade (WEITZ, 2013). Os materiais antiestáticos usados na fabricação de embalagens para CE possuem baixa resistividade ao acúmulo de carga elétrica quando comparados com outros materiais usados na fabricação de embalagens para produtos comuns. O acúmulo de carga ocorre quando estão em contato um com o outro. A magnitude e a polaridade desta carga dependem dos materiais envolvidos, da umidade, área de contato e da triboeletricidade. A propriedade da resistividade de um material é sua capacidade para dissipar carga. A propriedade de um material antiestático é definida como a capacidade de resistir a ser carregada triboeletricamente. O mecanismo para contato e a triboeletrificação depende do material usado, das propriedades superficiais e subsuperficiais, sua morfologia, estado de oxidação, os tipos de intervenção das ações mecânicas e o ambiente. Por esta razão, o resultado da fricção entre a superfície de dois materiais pode não ser uniforme (BURGO et al, 2012). O aumento da carga eletrostática que flui de volta para o material de origem, reduzirá a carga total do sistema. Isto pode ser obtido pela redução da resistividade entre a embalagem e o CE. Materiais similares tendem a se carregar menos eletricamente que materiais diferentes. As propriedades do material da embalagem e a redução de movimentos entre a embalagem e o CE reduz a quantidade de carga acumulada. Os materiais antiestáticos não produzem triboeletricidade em contato com outros materiais, proporcionando proteção ESD ao CE em razão da não formação de tribocarregamento.

33 Propriedades dos materiais condutivos, dissipativos e isolantes. A grande maioria das embalagens é isolante e, portanto, retêm carga elétrica. Construir uma embalagem com propriedades isolantes baixas indica o caminho para ter uma embalagem dissipativa. Quantidades específicas de resistividade são usadas para diferentes propósitos. As embalagens podem ser classificadas pela resistência baixa dos materiais de sua constituição. Materiais condutivos podem ter a superfície condutiva, volume condutivo ou ambos. Um material de superfície condutiva deve ter sua resistividade na superfície menor do que 1,0 x 10 4 ohms. Um material com volume condutivo deve ter uma resistividade no volume menor do que 1,0 x 10 4 ohms. Dentro da classificação dos materiais condutivos, existem os materiais que são considerados como uma blindagem, pois possuem uma resistividade na superfície menor do que 1,0 x 10 3 ohms ou uma resistividade no volume menor do que 1,0 x 10 3 ohms. Os materiais dissipativos devem ter uma resistência na superfície maior ou igual a 1,0 x 10 4 ohms, mas menor do que 1,0 x 10¹¹ohms ou um volume maior ou igual a 1,0 x 10 4 ohms, mas menor do que 1,0 x 10¹¹ohms. Os materiais isolantes devem ter uma resistência na superfície maior ou igual a 1,0 x 10¹¹ohms ou uma resistência no volume maior ou igual a 1,0 x 10¹¹ohms. Na Tabela 2 são apresentas as propriedades dos materiais antiestático e resistivo. Tabela 2 - Propriedades dos materiais antiestático e resistivo PROPRIEDADE DO MATERIAL LIMITE DE RESISTIVIDADE (Ohm) Antiestático - Resistivo: Condutivo < 10 4 Dissipativo 10 4 e < 10¹¹ Blindagem < 10³ Isolante 10¹¹

34 32 Segundo a norma ESD ASSOCIATION STANDARD (2008) a classificação de resistividade é definida de acordo com o Quadro 3. Quadro 3 - Classificação de Resistividade (adaptado de ESD ASSOCIATION STANDARD, 2008). 2.3 NEGRO DE FUMO O negro de fumo (NF) é praticamente o elemento carbono elementar ou livre, na forma não combinada (diamante e grafite são outras formas próximas do carbono puro) na forma de partículas finamente divididas e coloidais quase esféricas que são produzidas pela combustão incompleta ou decomposição térmica (pirólise) de hidrocarbonetos líquidos ou gasosos dentro de condições controladas. Possui cor preta e geralmente é fornecido em um pó muito fino ou pellets. É usado em polímeros e borrachas principalmente em compostos de tintas para impressora e outros produtos (IWASAKI, 2000). É um dos 50 produtos químicos mais fabricados no mundo, sendo que 90% de todo negro de fumo é usado em aplicações com borracha, 9% como pigmento e o 1% restante como ingrediente para centenas de aplicações diversas. O NF, entre todas as cargas utilizadas é a mais importante, pois além de seu efeito reforçante atua também como pigmento. O NF é o único composto comercialmente utilizado no momento, capaz de melhorar as propriedades físicas da borracha vulcanizada sendo eficiente na redução do nervo (alta concentração de ligações cruzadas em determinados pontos da massa

35 33 polimérica) e também é capaz de melhorar o processamento dos compostos de borracha (IWASAKI, 2000). O NF consiste em partículas muito pequenas e essencialmente esféricas de carbono, produzidas pela combustão de gás natural ou óleo em um meio a uma atmosfera com um suprimento de ar apenas limitado. Em determinadas condições os diferentes tipos de negro de fumo estão em formas agregadas ao invés de serem sólidos, em razão da sua alta porosidade eles são dispersos internamente sendo que a partícula contém muito orifícios de dimensões comparáveis com aquelas de um ou mais cristalitos (com diâmetro entre 1,2-1,7nm), ou da região amorfa dentro da partícula. O Esquema 3 representa as partículas de negro de fumo: normal e oxidada. PARTÍCULA NORMAL PARTÍCULA OXIDADA Esquema 3 - Partículas de negro de fumo: normal e oxidada (MARK; KROSCHWITZ, 1990). A Fotografia 4 apresenta diferentes granulometrias de negro de fumo. Fotografia 4 - Diferentes granulometrias do negro de fumo.

36 34 A porosidade da partícula do negro de fumo depende da quantidade de ar usado para combustão parcial. Às vezes há um aumento da porosidade, como uma consequência oxidativa separada, após o tratamento no segundo estágio do processo. As grandes quantidades de grupos oxigenados são desejadas para o fluxo ou dispersão proposta, particularmente do pigmento preto (MARK; KROSCHWITZ, 1990). Quando adicionado à borracha vulcanizada, esse material extremamente barato melhora o limite de resistência à tração, a tenacidade, a resistência à ruptura e à abrasão. Para que o negro de fumo proporcione um reforço significativo, o tamanho das partículas deve ser extremamente pequeno, com diâmetros entre 20 e 50nm e as partículas devem estar distribuídas por igual ao longo de todo o composto de borracha, devendo proporcionar uma ligação adesiva forte com a matriz de borracha Produção do negro de fumo O furnace black process conhecido também como processo de fornalha é o mais utilizado atualmente representando cerca de 95% do negro de fumo produzido mundialmente. Consiste em um silo de aço mantendo a matéria prima, óleo aromático pesado, que é conduzida a um reator revestido com proteção a combustão e tijolos refratários em condições controladas de temperatura e pressão. Inicia-se a etapa de craqueamento da matéria prima. O ar aprisionado entre o silo e o revestimento, bem como o vácuo presente no sistema, ajuda a regular o suprimento de ar e também permitem ao fabricante regular as propriedades finais do negro de fumo. O calor mantido pelo revestimento causa a vaporização da matériaprima e sua combustão parcial, sendo essa maior parte a de negro de fumo. Essa reação é interrompida por meio de aplicação de jatos de água, conhecido como quench, responsável pelas características finais do produto. O negro de fumo obtido é separado por unidades compostas por filtros manga por sistema de fluxo reverso. Após a passagem pelos filtros, o produto é enviado a peletização onde é secado e armazenado em silos de armazenamento. Os gases gerados possuem teor alto de monóxido de carbono (CO) e moléculas de hidrogênio (H 2 ) que podem ser reutilizadas para produzir calor, vapor ou energia. As matérias primas preferidas para a fabricação do NF ao lado do gás natural são os óleos que possuem uma grande quantidade de hidrocarbonetos aromáticos (benzeno, naftaleno, metil-naftaleno, dimetil-naftaleno, trimetil-naftaleno, antraceno, pireno e fenatreno). Na prática, óleos petroquímicos e carboquímicos (produzidos pelo carvão), são usados como matéria prima para a fabricação do NF. Os óleos carboquímicos são preferidos

37 35 em termos de eficiência e os óleos petroquímicos em termos de quantidade disponível à produção (DONNET; BANSAL; WANG, 1993). A composição do óleo aromático é fator determinante na composição dos gases formados, podendo formar ainda vapor de água (H 2 O), gás sulfídrico (H 2 S) e outros hidrocarbonetos (C x H y ) (MONTENEGRO et al., 2013). O Esquema 4 apresenta a produção do negro de fumo. Esquema 4 - Produção do negro de fumo (RODA, 2012) Classificação do negro de fumo O negro de fumo tem uma série de vantagens em relação aos pigmentos ou corantes pretos orgânicos e inorgânicos: Estabilidade de cor; Resistência a solventes; Resistência a ácidos e álcalis; Estabilidade térmica. O padrão de classificação é utilizado como referência por muitos fabricantes, porém, não é um padrão internacional. HC High Color (Cor Alta); MC Medium Color (Cor Média); RC Regular Color (Cor Normal); LC Low Color (Cor Inferior). Uma terceira letra se refere ao processo de fabricação: (F) para Furnace Black, também conhecido como o processo de fornalha, que é o processo apresentado no Esquema 4; (C) para Channel ou Gas Black, sendo que o processo Channel não é mais usado já que a

38 36 matéria prima era gás natural enquanto o gas black usava óleo, melhorando o custo-benefício da produção; (L) para lamp black, negro de fumo de lamparinas; (T) para thermal black, negro de fumo térmico; (A) para acetylene black, negro de fumo de acetileno e finalmente, o pós-tratamento oxidativo é indicado pelo sufixo (O). O negro de fumo de fornalha predomina na produção atual em razão dos custos baixos de produção e por atender a maioria das aplicações requeridas. Os outros processos são utilizados essencialmente quando se quer aplicações muito específicas (BNDES, 1998). Na Tabela 3 são apresentados os diferentes tipos de negro de fumo. Tabela 3 Classificação do negro de fumo (BNDES, 1998). CLASSIFICAÇÃO DO NEGRO DE FUMO Código Tamanho de partícula (nm) HCF MCF RCF LCF > Aplicação do negro de fumo em polímeros Diferente de outros pigmentos, o negro de fumo em polímeros não só colore como também modifica as propriedades elétricas, melhora a resistência ao calor e aos raios UV, e pode agir como carga para modificar propriedades mecânicas. O negro de fumo é usado em grande escala para tingir polímeros na cor preta e tons de cinza, sendo aplicado em praticamente todos os termoplásticos. Com relação a forma de aplicação deste pigmento, geralmente os transformadores que usam o processo de injeção o utilizam por meio de masterbatch, enquanto os recicladores ou outros que usam extrusoras o utilizam na forma de pó. Sua dispersão é crucial para a qualidade de tingimento. Já que para desenvolver suas propriedades de coloração com perfeição, o negro de fumo requer forças de cisalhamento muito maiores para dispersão do que outros pigmentos. A dispersão pobre pode causar manchas na superfície da peça e defeitos mecânicos, especialmente em filmes e fibras.

39 37 A distribuição boa do pigmento em polímeros é obtida pela incorporação em dois estágios. Em um primeiro passo, o negro de fumo é juntado a um veículo polimérico na proporção de 20 a 50% (dependendo da absorção do veículo), formando um concentrado, o chamado masterbatch. Em um segundo passo, o concentrado é diluído com o polímero que se deseja colorir. 2.4 POLI(TEREFTALATO DE ETILENO) (PET) O poli(tereftalato de etileno) (PET) pertence ao grupo dos poliésteres, grupo de polímeros descobertos na década de 1930 por W.H. Carothers, da Du Pont e que há mais de 40 anos vem sendo utilizado em vários setores da indústria, passando por filmes plásticos para fotografia e embalagens, componentes automotivos e recipientes para bebidas carbonatadas. No final da década de 1970 o uso do PET teve notável crescimento em razão da sua utilização em garrafas para refrigerantes onde o início da produção ocorreu em 1977 nos Estados Unidos (BNDES, 1998). No Brasil o mercado de PET é relativamente novo, com cerca de 20 anos de idade se comparar com as latas de aço que são utilizadas há mais de 200 anos e o vidro há milhares de anos. Historicamente o consumo de PET no país é utilizado para a produção de embalagens para bebidas e alimentos. Em 2011 este montante alcançou 515kton. Para 2014 estima-se uma produção de 720kton e em kton. O Brasil é um dos maiores recicladores do mundo, chegando a atingir 57,1% do consumo aparente de PET (ABIPET, 2013) Características do PET O PET é um polímero que apresenta inúmeras propriedades como leveza, resistência mecânica alta, principalmente ao impacto, resistência química alta, suportando contato com agentes agressivos e possui propriedade de barreira excelente contra gases e odores, além de se apresentar no estado amorfo (transparente), parcialmente cristalino e orientado (translúcido) e altamente cristalino (opaco) (BRADY; CLAUSER; VACCARI, 2004). O Esquema 5 ilustra a estrutura química do mero PET.

40 38 Esquema 5 - Estrutura química do mero PET (MITCHELL, 2004). moldagem. O PET é um polímero insípido, inodoro, atóxico e inerte com facilidade de Na Tabela 4 são apresentadas algumas propriedades deste polímero. Tabela 4 - Propriedades do PET (BRADY; CLAUSER; VACCARI, 2004). CARACTERÍSTICAS DO POLÍMERO VALORES Massa Molecular g/mol Densidade 1,33 1,45 g/cm³ Índice de Refração 1,65 1,66 Temperatura de Fusão C Temperatura de Transição Vítrea C Fabricação do PET O poli(tereftalato de etileno) é produzido por um processo de polimerização chamado de polimerização por condensação. Ocorre pela reação de dois monômeros difuncionais de massa molar baixa. Esta forma de polimerização é usada industrialmente para obter o PET, reagindo o éster dimetílico do ácido p-tereftálico com etilenodiol (etileno glicol). O Esquema 6 ilustra o processo de polimerização por condensação do PET.

41 POLIPROPILENO Esquema 6 - Polimerização (PP) por condensação do PET (DE PAOLI, 2008). 2.5 POLIPROPILENO (PP) O polipropileno em seus diferentes tipos e grades é usado em uma série de produtos e é obtido por meio da polimerização do propileno. Pertence a um grupo importante dos polímeros sintéticos desenvolvido em 1957 na Itália e Alemanha. A capacidade de produção do polipropileno no Brasil em 2001 era de 1150 kton/ano e atualmente são de 1915 kton/ano. Desde a sua introdução, tornou-se uma das resinas poliméricas mais importantes da atualidade. Passou da terceira posição em meados da década de 1980 para a primeira posição em meados da década de 1990, no Brasil. Em 2000, o polipropileno representou 2,7% da demanda mundial de termoplásticos, enquanto o PVC representou 20,6% (ABIQUIM, 2013). No Brasil o polipropileno é o termoplástico mais consumido representando 29% da demanda total de 2009 (SIMPEP, 2010). A produção nacional de PP tem certa importância estratégica, uma vez que sua produção gera um grande consumidor de propeno, o qual é gerado nas centrais petroquímicas que só utilizam nafta como insumo básico (BNDES, 1995). O polipropileno foi um dos dez maiores produtos químicos brasileiros mais exportados durante o ano de 2012, chegando a 390 milhões de dólares (ABIQUIM, 2013).

42 Características do PP Os homopolímeros lineares, cuja unidade repetitiva tem substituintes (como o polipropileno, por exemplo), podem ter diferentes propriedades estereoquímicas, denominadas: isotática, sindiotática ou atática. Na isotática o substituinte encontra-se sempre na mesma posição ao longo da cadeia polimérica. Na sindiotática eles encontram-se em posições alternadas e na atática os substituintes encontram-se em posições aleatoriamente localizadas ao longo da cadeia polimérica. Estas propriedades estereoquímicas fazem com que o PP apresente diferentes propriedades como cristalinidade e ponto de fusão específico para cada uma das diferentes configurações. O Esquema 7 ilustra a estrutura química do mero PP. Esquema 7 - Estrutura química do mero PP (MITCHELL, 2004). O polipropileno em muitas situações é carregado com talco, que aumenta sua rigidez e também com fibra de vidro, um reforço comum usado para aumentar além da rigidez a dureza (BRADY; CLAUSER; VACCARI, 2004). Na Tabela 5 são apresentadas algumas propriedades deste polímero. Tabela 5 - Propriedades do PP (CALLISTER, 2002). CARACTERÍSTICAS DO POLÍMERO Resistividade Elétrica Densidade Resistência à Tração Temperatura de Fusão Temperatura de Transição Vítrea VALORES >10 14 ohms 0,905 g/cm³ 31,0 41,4MPa 175 C -18 C

43 Fabricação do PP O polipropileno é produzido pela polimerização catalítica do propileno. O propileno é o metil-etileno CH 3 CH=CH 2, produzido pelo craqueamento do petróleo. Pertence a classe dos hidrocarbonetos insaturados conhecidos como oleofinas (BRADY; CLAUSER; VACCARI, 2004). A polimerização usando catalisador estereoespecífico é mais recente e sofisticada, pois do ponto de vista químico permite um melhor controle estereoquímico da cadeia polimérica e da distribuição de massa molar do produto formado. O catalisador metálico utilizado no processo é descartado depois da etapa de terminação. O exemplo clássico é a utilização do catalisador tipo Ziegler-Natta (TiCl 3 associado a Al(C 2 H 5 ) 3 ) usado para a obtenção do polipropileno isotático (DE PAOLI, 2008). O Esquema 8 ilustra o processo de iniciação da polimerização do propileno usando catalisador estereoespecífico. Esquema 8 - Etapa de iniciação da polimerização do propileno usando catalisador estereoespecífico (DE PAOLI, 2008).

44 42 O Esquema 9 ilustra o mecanismo da etapa de propagação na polimerização do propileno usando catalisador estereoespecífico. Esquema 9 - Mecanismo da etapa de propagação na polimerização do propileno usando catalisador (DE PAOLI, 2008). O Esquema 10 ilustra o processo de terminação da polimerização do propileno usando catalisador tipo Ziegler-Natta. Esquema 10 - Etapa de terminação da polimerização do propileno usando catalisador tipo Ziegler-Natta (DE PAOLI, 2008).

45 POLIESTIRENO (PS) O poliestireno é uma resina termoplástica com aplicações típicas em brinquedos, painéis luminosos e uso residencial. Com propriedades elétrica e ótica excelentes, pode ser usado quando se quer um polímero em que a transparência é exigida Características do PS Dentre os polímeros derivados do estireno, o poliestireno é considerado o mais importante devido ao baixo custo e boas propriedades mecânicas. Os principais copolímeros envolvendo o estireno são: copolímero de estireno-acrilonitrila (SAN), terpolímero de estireno-butadieno-acrilonitrila (ABS) e o copolímero aleatório de butadieno-estireno (SBR, borracha sintética). O poliestireno quando processado na forma expandida, produz uma espuma conhecida como isopor (CANEVAROLO JUNIOR, 2002). O PS é notável por sua resistência a água e estabilidade dimensional alta. É também mais rígido e forte que outros polímeros a temperaturas baixas. Sua capacidade isolante alta o faz ser usado em filmes e cabos elétricos. O Esquema 11 ilustra a estrutura química do mero PS. Esquema 11 - Estrutura química do mero PS (MITCHELL, 2004). Em razão de seu baixo custo e facilidade de processamento, o PS é bastante utilizado em materiais de consumo. Pode ser extrudado, injetado e termoformado. É disponibilizado em filmes e espumas (BRADY; CLAUSER; VACCARI, 2004).

46 44 Na Tabela 6 são apresentadas algumas propriedades deste polímero. Tabela 6 - Propriedades do PS (CALLISTER, 2002). CARACTERÍSTICAS DO POLÍMERO Resistividade Elétrica Densidade Resistência à Tração Temperatura de Fusão VALORES >10 14 ohms 1,05 g/cm³ 35,9 51,7MPa 240 C Temperatura de Transição Vítrea 100 C Fabricação do PS O PS é produzido pela polimerização radicalar de monômeros estirenos funcionalizados sem o controle da configuração da unidade repetitiva, por exemplo, mistura de isômeros cis e trans ou polimerização cabeça-cabeça. O estireno é um derivado insaturado do benzeno, e é formado por dois grupos CH 2 com um anel benzênico unido lateralmente. A maneira comum de formar a cadeia polimérica é a polimerização cabeçacauda, formando, por exemplo, um segmento [CH 2 -CH X -CH 2 -CH X ]- (em que X representa o substituinte). No entanto pode ocorrer a formação de defeitos, chamados de polimerização cabeça-cabeça, por exemplo, [CH 2 -CH X -CH X -CH 2 ]-. A presença destes defeitos originará uma energia mais baixa ao longo da cadeia polimérica. O Esquema 12 ilustra o processo de polimerização radicalar.

47 45 Esquema 12 - Processo de polimerização radicalar (DE PAOLI, 2008). 3 MATERIAIS E MÉTODOS Neste capítulo são apresentados os materiais e os métodos utilizados no desenvolvimento deste trabalho. 3.1 MATERIAIS Premix PP e Premix PS. Neste trabalho foram utilizados os seguintes materiais: negro de fumo; PET, Negro de fumo Foi utilizado o negro de fumo fornecido pela Zanini, Curtis & Cia. Ltda, de alta estrutura N550 F.E.F, formando um agregado médio de partículas. Trata-se de um negro de fumo com tamanho de partícula média (350mesh), módulo alto, poder reforçante médio,

48 46 estabilidade dimensional boa, quando adicionado a polímeros apresenta fácil extrusão, resistência ao rasgamento boa e com resiliência relativamente elevada PET Foi utilizado o PET fornecido pelo Gruppo Mossi & Ghisolfi, do tipo normal, com estado de agregação sólido a 20ºC e a 1013mBar, na forma granulada, sendo incolor e inodoro, com ponto de fusão entre 230ºC e 250ºC, densidade entre 1,33 g/cm 3 e 1,40 g/cm 3, sendo praticamente insolúvel em água e com temperatura de decomposição de 340ºC PREMIX PP Foi utilizado o PREMIX PRE-ELEC PP 1397, material fornecido e utilizado pela Empresa Waco em embalagens do tipo ESD, na forma granulada e de cor preta, estado de agregação sólido a 20ºC, ponto de fusão 230ºC, densidade de 0,97g/cm 3 (0,035 lb/in³) e insolúvel em água. Indicado para aplicações que necessite resistividade elétrica baixa onde a condutividade é alcançada graças à adição de negro de fumo a massa polimérica, com propriedades excelentes e de extrusão fácil. Indicado para embalagens termoformadas, pallets e corrugados PREMIX PS Foi utilizado o PREMIX PRE-ELEC PS 1324, material fornecido e utilizado pela Empresa Waco em embalagens do tipo ESD, na forma granulada e de cor preta, estado de agregação sólido a 20ºC, ponto de fusão 220ºC, densidade de 1,08g/cm³ (0,039 lb/in³) e insolúvel em água. É um composto termoplástico condutivo carregado com negro de fumo com propriedades mecânicas excelentes e de extrusão fácil, indicado para aplicações que necessite resistividade elétrica baixa. É indicado para embalagens de vaccum formed.

49 MÉTODOS amostras. No subitem é apresentado e discutido a metodologia para obtenção das Obtenção das amostras Foram obtidos 4 compostos a base de PET, contendo 10, 11, 12 e 15% de negro de fumo (NF). O NF diminui a resistividade superficial de polímeros como o nylon e o polipropileno. A diminuição da resistividade superficial é perceptível em concentrações superiores a 10% da massa do composto formado (DAHMAN, 2003). As misturas de PET com o NF, em suas diferentes concentrações em massa, foram obtidas, em um misturador fechado, da MH Equipamentos, no Laboratório de Processamento e Caracterização de Materiais da UPM. Na Tabela 7 estão apresentadas as quantidades de PET e de NF usadas para obtenção de cada um dos compostos obtidos. Tabela 7 - Quantidades de PET e de NF usados para a obtenção dos compostos PET/NF. COMPOSTO PET NF g 150g g 165g g 1500g 180g 225g Para obtenção dos compostos as matérias primas: PET e NF foram separadas e pesadas em balança analítica nas quantidades indicadas na Tabela 7. A Fotografia 5 apresenta a balança analítica de precisão da Mettler, utilizada na pesagem dos materiais.

50 48 Fotografia 5 Balança analítica de precisão. A Fotografia 6 apresenta os materiais para a obtenção dos compostos a base de PET após a pesagem antes de serem processados. Fotografia 6 - Materiais para a obtenção dos compostos à base de PET após a pesagem antes de serem processados. Após a separação dos materiais, as misturas foram realizadas no misturador fechado, da MH Equipamentos para garantir a homogeneização da massa polimérica conforme ilustra a Fotografia 7.

51 49 Fotografia 7 - Misturador fechado do laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM. As misturas obtidas dentro do misturador chegaram a uma temperatura de aproximadamente 230 C, obtendo-se massas poliméricas de cor negra, conforme ilustra a Fotografia 8. Fotografia 8 Massa polimérica obtida no misturador. A massa polimérica dos compostos obtidos resfriou-se após 15 minutos, não sendo notada nenhuma diferença no tempo de resfriamento, em razão das diferentes concentrações em massa do NF. A Fotografia 9 ilustra o composto polimérico PET+NF após resfriamento.

52 50 Fotografia 9 - Composto polimérico PET+NF após resfriamento. Os compostos poliméricos obtidos após o resfriamento foram fragmentados em moinho de facas da SEIBT, para serem utilizados no processo seguinte de injeção. As Fotografias 10 e 11 apresentam, respectivamente, o equipamento moinho de facas e o composto a base de PET contendo 10% de NF, fragmentado, após o processamento no moinho. Fotografia 10 Moinho de facas da SEIBT, disponível no laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM.

53 51 Fotografia 11 Composto a base de PET contendo 10% de NF, fragmentado, após o processamento no moinho. apresentado na Tabela 8. Foram obtidos um total de 5 tipos de amostras para caracterização, conforme Tabela 8 Amostras obtidas para caracterização. AMOSTRAS Composto 1 C1 Composto 2 C2 Composto 3 C3 Composto 4 C4 Composto 5 C4 Composto 6 C5 MATERIAL PET+10% de NF PET+11% de NF PET+12% de NF PET+15% de NF PREMIX PS PREMIX PP Obtenção dos corpos de prova Para a obtenção dos corpos de prova, as amostras foram desumidificadas em estufa com circulação de ar, na temperatura de 100 o C, por 2 h. A Fotografia 12 apresenta a estufa utilizada para desumidificação das amostras de PET carregadas com NF, nas diferentes concentrações, e das amostras PREMIX PS e PREMIX PP.

54 52 Fotografia 12 - Estufa com circulação de ar, utilizada para desumidificação das amostras. Na Tabela 9 são apresentadas as condições utilizadas no processamento por injeção, para obtenção dos corpos de prova, variando de acordo com os diferentes materiais. Tabela 9 - Condições para processamento dos corpos de prova. CONDIÇÕES VALORES Pré-secagem da matéria prima Sim Temperatura do molde Entre 80 e 120ºC Pressão de injeção Velocidade de injeção Tempo de ciclo Temperaturas no bico de injeção e nas zonas de alimentação 1200Bar Entre 0,2 e 0,3 m/s 45s Entre 190ºC zona de alimentação e 240ºC (bico de injeção). A Fotografia 13 apresenta a injetora da marca ROMI modelo Primax 65R, utilizada para obtenção dos corpos de prova, disponível no laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM.

55 53 Fotografia 13 - Injetora utilizada para processamento dos corpos de prova marca ROMI modelo Primax 65R Caracterização das amostras As amostras foram caracterizadas por meio de: Propriedades Reológicas: índice de fluidez; Propriedades Mecânicas: resistência à tração, resistência ao impacto, resistência à flexão e dureza; Propriedades Térmicas: temperatura de amolecimento Vicat, temperatura de deflexão térmica sob carga (HDT) e análise dinâmico mecânico (DMA); Propriedades elétricas: resistividade; Propriedades Morfológicas: microscopia eletrônica de varredura (MEV) e difração de raios X. Na Tabela 10 são apresentados os ensaios realizados e as respectivas normas utilizadas em cada um dos mesmos.

56 54 Tabela 10 Ensaios realizados e respectivas normas ASTM. ENSAIOS REALIZADOS ASTM Resistência à tração (MPa) D-638 Índice de fluidez (g/10min) D-1238 Resistência ao impacto Izod (J/m) D-256 Dureza Shore-D D-2240 Resistência à flexão (MPa) D-790 Resistividade (Ohms) D-257 Temperatura de deflexão térmica sob carga HDT (ºC) D-648 Temperatura de amolecimento VICAT (ºC) D-1525 Difração de raios X - Análise dinâmico mecânico DMA D-4092 Microscopia eletrônica MEV Ensaios reológicos Índice de fluidez (MFI) A determinação do índice de fluidez (MFI) dá informação sobre a facilidade com que flui um polímero fundido. Define-se como sendo a quantidade em gramas de polímero, que flui durante dez minutos através de uma matriz padronizada (diâmetro=2.09mm x comprimento=8.0mm), em condições de força e de temperatura definidas. Quanto mais viscoso for o material no estado fundido, maior será sua massa molar média e menor será o valor do índice de fluidez. A massa molar de um polímero varia inversamente ao índice de fluidez; Trata-se de um método normalizado, e as normas utilizadas foram: ASTM D1238 (Americana) e ISO 1133 (Europeia). Os ensaios de índice de fluidez foram realizados no Plastômetro Tinus Olsen (Fotografia 14), de acordo com a norma ASTM D 1238.

57 55 Fotografia 14 - Plastômetro Tinus Olsen disponível no Laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM Ensaios mecânicos Os ensaios mecânicos são testes realizados para avaliar as propriedades mecânicas dos polímeros. As propriedades mecânicas são caracterizadas pelas respostas dos polímeros às solicitações mecânicas aplicadas. Associadas as propriedades mecânicas estão as propriedades físicas e estruturais dos materiais poliméricos, ou seja, não há alteração estrutural do polímero em nível molecular. A natureza dessa resposta depende da estrutura química, temperatura, tempo e da história de processamento do polímero (CANEVAROLO JUNIOR, 2002) Resistência à tração No ensaio de resistência à tração uma amostra é deformada até a sua fratura, mediante uma carga de tração gradativamente crescente que tende a puxá-la uniaxialmente ao longo do eixo de maior comprimento da mesma. O objetivo do ensaio é descrever o comportamento de um material quando este é submetido à solicitação de tração. Os ensaios de tração foram realizados segundo a norma ASTM D-638. O equipamento utilizado foi a Máquina Universal de Ensaios Q-Test, modelo 65J (Fotografia 15). Os corpos de prova permaneceram acondicionados a uma temperatura de (23 ± 2)º C, com umidade relativa de (50 ± 5)%, durante 72 horas antes do início dos ensaios. Os ensaios foram realizados com atmosfera padrão, obedecendo sempre às mesmas condições.

58 56 Nos ensaios de tração foram utilizados 10 corpos de prova de cada compósito. A velocidade de deslocamento da travessa para os compósitos foi de 5,00 mm/min. Foram analisados os resultados de deformação (%) e tensão Máxima (MPa) dos corpos de prova. A tensão (σ) corresponde a força (F) dividida pela área da secção (A) do corpo de prova Resistência à flexão Fotografia 15 Máquina universal de ensaios Q-Test, modelo 65J. A resistência à flexão (norma ASTM D-790) pode ser entendida como a medida do quanto o material resiste ao ser curvado, ou como é a rigidez do material. No ensaio de flexão todas as forças são aplicadas em uma única direção. Aplica-se uma carga por meio de uma barra apoiada em um suporte com dois pontos de apoio, deste modo tem-se o ensaio em três pontos (Fotografia 15).

59 57 A máquina utilizada neste ensaio foi a Máquina Universal de Ensaios Q-Test, modelo 65J, a mesma utilizada nos ensaios de tração. Os corpos de prova utilizados no ensaio permaneceram acondicionados a uma temperatura de (23 ± 2) ºC, com umidade relativa de (50 ±5) %, durante 72 horas antes do início dos ensaios. Os ensaios foram realizados com atmosfera padrão, obedecendo sempre às mesmas condições. Nos ensaios de flexão foram utilizados 10 corpos de prova para cada tipo de amostra. O ensaio foi concluído com uma deformação de até 5% Resistência ao impacto Os ensaios de resistência ao impacto foram realizados nos equipamentos da Tinius Olsen (Fotografia 16), modelo 892 e entalhados numa serra Tinius Olsen modelo 899, seguindo a norma ASTM D-256. Este ensaio tem por objetivo a análise da resistência ao impacto dos corpos de prova por meio da aplicação de uma força brusca e repentina, pelo uso de carga dinâmica. O resultado da força do impacto e da velocidade de deslocamento da carga dinâmica aplicada ao pêndulo é a energia. Tendo em vista que o pêndulo continua seu deslocamento após romper o corpo de prova até o ponto final da trajetória, o resultado obtido é a energia final. Subtraindo a energia final pela energia inicial, ou energia potencial, valor conhecido (Ep = m x g x h = massa x aceleração da gravidade x altura), obtém-se a energia absorvida pelo corpo de prova. Fotografia 16 Equipamento Tinius Olsen Modelo 92T com display de sistema de impacto modelo 892 que realiza o teste de resistência ao impacto.

60 58 Na preparação das amostras foram separados 10 corpos de provas, para cada tipo de composto de PET carregado com NF e 10 corpos de prova para os materiais PREMIX PP e PREMIX PS. Foram realizadas as medições de espessura de cada um dos corpos de provas, utilizando paquímetro digital, as informações foram armazenadas no computador, por meio do programa da Tinius Olsen e para posterior cálculo de energia e tensão. A espessura que vai ter influência direta nos resultados do ensaio, segundo a norma ASTM D-256, os corpos de prova devem ter espessura abaixo de 12,7mm. Nos corpos de prova deste ensaio a menor espessura foi de 3,19mm e a maior espessura foi de 3,45mm Dureza A dureza pode ser definida como resistência à penetração de uma agulha ou como resistência ao risco. A dureza foi medida por meio de um durômetro digital Shore D (Fotografia 17), de acordo com a norma ASTM D O ensaio de dureza Shore D é realizado para caracterizar materiais plásticos, de acordo com a profundidade da impressão deixada no material com a aplicação de uma carga. O valor correspondente à dureza Shore D do material é registrada por meio de um display acoplado ao durômetro. Fotografia 17 Durômetro digital Shore D.

61 59 Os Esquemas 13 e 14 apresentam os corpos de prova obtidos para os ensaios mecânicos, bem como as suas respectivas dimensões. Esquema 13 Corpos de prova utilizados nos ensaios mecânicos. a) ensaios de impacto; b) ensaios de tração. Esquema 14 - Corpo de prova utilizado nos ensaios mecânicos de flexão e dureza, apresentando as seguintes dimensões: (13,25mm x 25mm x 3,27mm), e com uma superfície sem rugosidades Ensaios térmicos Os ensaios térmicos são testes realizados para avaliar as características físicas dos polímeros. A mobilidade dos átomos nas moléculas é diretamente proporcional à temperatura, portanto, o conhecimento das características físico-químicas de um polímero é

62 60 fundamental para a compreensão de seu desempenho termomecânico (CANEVAROLO JUNIOR, 2002). As amostras foram caracterizadas por meio de ensaios de temperatura de deflexão ao calor e temperatura de amolecimento Vicat Temperatura de deflexão térmica sob carga HDT O equipamento Tinius Olsen HDTUL Modelo HD94/398 - Deflection Temperature and Vicat Tester, é uma máquina que realiza o ensaio de flexão a carga constante e temperatura variante (Fotografia 18). Este equipamento realiza dois ensaios simultaneamente (temperatura de deflexão térmica sob carga HDT e temperatura de amolecimento Vicat). Consiste de um banho de óleo silicone termostatizado, que possui um resfriamento interno, por meio de uma serpentina por onde passa água a temperatura ambiente. Este equipamento mede a temperatura necessária para que um corpo de prova obtenha certa deflexão, sob carga constante. O equipamento mede também, em estações diferentes, a dureza de um corpo de prova pela perfuração mediante aumento de temperatura sob carga constante. Fotografia 18 Equipamento Tinius Olsen HDTUL modelo HD94/398 - Deflection Temperature and Vicat Tester.

63 61 Fotografia 19 - Detalhes do equipamento Tinius Olsen modelo HD94/398. De acordo com a norma ASTM D-648 a massa utilizada na estação na qual é realizado o teste HDT é de 315,6g e é obtida a temperatura exata na qual ocorre uma deflexão de 0,250mm no corpo de prova, marcada por um sensor na base da estação. A temperatura de deflexão térmica sob carga é aquela na qual se observa um decréscimo pronunciado das propriedades mecânicas de um corpo de prova. Quanto mais alta a temperatura maior a resistência do material para esta propriedade. De acordo com a norma ASTM D-648 a HDT é determinada em graus Celsius. O Esquema 15 apresenta o desenho esquemático do interior do equipamento para caracterização térmica de acordo com a norma ASTM D-648. VISTA LATERAL VISTA FRONTAL TERMÔMETRO CORPO DE PROVAS BARRA QUE FLEXIONA O CORPO DE PROVAS ÓLEO Esquema 15 Desenho esquemático do interior do equipamento para caracterização térmica de acordo com a ASTM D-648 (adaptado de ASTM, 1997).

64 Temperatura de amolecimento Vicat Determinada pela norma ASTM D-1525, a temperatura de amolecimento Vicat é determinado em um aparelho que apresenta um controle sensível da temperatura e contém um penetrador na forma de uma agulha fina, montada de forma a permitir o registro do grau de penetração usando-se um relógio apalpador de precisão. Para o ensaio da temperatura de amolecimento Vicat foi utilizada a massa de 1020,1g de acordo com a norma ASTM D-1525 para que ocorresse uma perfuração de 1,0mm também obtida por um sensor na base da estação. O objetivo deste teste é determinar a temperatura de amolecimento Vicat, ou seja, a temperatura a qual uma agulha de ponta plana, com 1mm 2 de seção transversal, penetra em um corpo de prova de material termoplástico, numa profundidade de 1mm, sob uma carga especificada, quando sujeito a um aumento de temperatura uniforme e selecionado (GUEDES; FILKAUSCAS, 1986) Análise Dinâmico Mecânico (DMA) A análise dinâmico mecânico (DMA) ou análise termodinâmica mecânica (DMTA) tem como um dos principais objetivos relacionar as propriedades macroscópicas, tais como as propriedades mecânicas, às relaxações moleculares associadas às mudanças conformacionais e as deformações microscópicas geradas a partir de rearranjos moleculares da estrutura dos materiais, normalmente associadas às propriedades viscoelásticas do material, permitindo inclusive, a determinação da temperatura de transição vítrea, em virtude de alguma alteração mais drástica na evolução das propriedades viscoelásticas do material em função da temperatura (MENDIETA-TABOADA; CARVALHO; SOBRAL, 2008). A análise dinâmico mecânico consiste, de modo geral, em se aplicar uma tensão ou deformação mecânica oscilatória, normalmente senoidal, de baixa amplitude a um sólido ou líquido viscoso, medindo-se a deformação sofrida por este ou a tensão resultante, respectivamente, sob variação de frequência ou de temperatura (CASSU; FELISBERTI, 2005). Pode-se impor ao sistema diferentes tipos de solicitações mecânicas conforme apresentado no Esquema 16.

65 63 Esquema 16 Modos de solicitação mecânica durante a análise térmica dinâmico-mecânico (CASSU; FELISBERTI, 2005) Os ensaios dinâmico mecânico foram realizados segundo a norma ASTM D- As propriedades dinâmico mecânico foram determinadas em um equipamento da PERKIN ELMER INSTRUMENTS, modelo DMA 8000 (Fotografia 20). Fotografia 20 - Analisador dinâmico mecânico da PERKIN ELMER INSTRUMENTS, modelo DMA 8000.

66 Caracterização Microestrutural polímero. Os ensaios microscópicos visam o estudo do comportamento morfológico do Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) O microscópio eletrônico de varredura (MEV) é um tipo de microscópio eletrônico capaz de produzir imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. Em razão da maneira com que as imagens são criadas, as imagens de MEV têm uma aparência tridimensional característica e são úteis para avaliar a estrutura superficial de uma dada amostra. Em materiais permite avaliar a microestrutura e correlacioná-la com as propriedades e defeitos e assim definir possíveis aplicações para estes materiais. A interação de um fino feixe de elétrons focalizado sobre a área ou o micro volume a ser analisado gera uma série de sinais que podem ser utilizados para caracterizar as propriedades da amostra, tais como composição, superfície topográfica, cristalografia, entre outras. Na microscopia eletrônica de varredura os sinais de maior interesse referem-se usualmente às imagens de elétrons secundários e de elétrons retroespalhados, ao passo que na microssonda eletrônica o sinal de maior interesse corresponde aos raios X característicos, resultante do bombardeamento do feixe de elétrons sobre a amostra, permitindo a definição qualitativa ou quantitativa dos elementos químicos presentes em um micro volume. Historicamente, estas duas técnicas referiam-se a instrumentos algo similares, porém com aplicações e características construtivas bem distintas. Com o passar dos anos estes instrumentais foram convergindo de forma a incorporar as principais vantagens de cada um deles, inclusive com o surgimento de equipamentos híbridos, aliando recursos de imagem com os de microanálise química. Atualmente, toda a configuração de um microscópio eletrônico de varredura é destinada as aplicações em materiais, metalurgia, mineração e geociências e contam com pelo menos um detector para microanálises químicas. Comparativamente à microssonda eletrônica, a microscopia eletrônica de varredura possui uma técnica mais versátil e operacionalmente mais simples, sendo operada via computador em ambiente Windows ou Unix, apresentando relação custo/benefício.

67 65 A Fotografia 21 apresenta o Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), da JEOL, JSM 6510, utilizado na obtenção das micrografias, disponível no laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM. Fotografia 21 - Microscópio eletrônico de varredura (MEV), da JEOL, JSM 6510, disponível no laboratório de processamento e caracterização de materiais da UPM. A morfologia de um polímero ou de um composto polimérico depende de fatores relacionados às partículas que os compõem, além das condições de processamento (DALPIAZ, 2006). As partículas podem ter formas e tamanhos diferentes que pode levar a vários tipos de análises e conclusões. As condições de processamento podem alterar a orientação e a dispersão de determinado polímero Difração de raios X A difratometria de raios X corresponde a uma das principais técnicas de caracterização microestrutural de materiais cristalinos, encontrando aplicações em diversos campos do conhecimento, mais particularmente na engenharia e ciências de materiais, engenharias metalúrgica, química e de minas, além de geociências, dentre outros. Os raios X ao atingirem um material podem ser espalhados elasticamente, sem perda de energia pelos elétrons de um átomo (dispersão ou espalhamento coerente). O fóton de raios X após a colisão com o elétron muda sua trajetória, mantendo, porém, a mesma fase e

68 66 energia do fóton incidente. Sob o ponto de vista da física ondulatória, pode-se dizer que a onda eletromagnética é instantaneamente absorvida pelo elétron e reemitida; cada elétron atua, portanto, como centro de emissão de raios X. Se os átomos que geram este espalhamento estiverem arranjados de maneira sistemática, como em uma estrutura cristalina (Esquema 17), apresentando entre eles distâncias próximas ao do comprimento de onda da radiação incidente, pode-se verificar que as relações de fase entre os espalhamentos tornam-se periódicas e que os efeitos de difração dos raios X podem ser observados em vários ângulos. Esquema 17 - Estrutura cristalina do NaCl mostrando arranjo regular dos íons Na+1 e Cl-1. À direita cristais de NaCl, cuja morfologia externa está relacionada ao arranjo da estrutura cristalina (KAHN, 2013). Considerando-se dois ou mais planos de uma estrutura cristalina, as condições para que ocorra a difração de raios X (interferência construtiva ou numa mesma fase) vão depender da diferença de caminho percorrida pelos raios X e o comprimento de onda da radiação incidente. Esta condição é expressa pela lei de Bragg (Equação 1) n λ = 2 d senθ (E1) sendo: λ = comprimento de onda da radiação incidente; n = um número inteiro (ordem de difração); d = distância interplanar para o conjunto de planos hkl (índice de Miller) da estrutura cristalina; θ = ângulo de incidência dos raios X (medido entre o feixe incidente e os planos cristalinos). A intensidade difratada, dentre outros fatores, é dependente do número de elétrons no átomo; adicionalmente, os átomos são distribuídos no espaço, de tal forma que os

69 67 vários planos de uma estrutura cristalina possuem diferentes densidades de átomos ou elétrons, fazendo com que as intensidades difratadas sejam, por consequência, distintas para os diversos planos cristalinos (KAHN, 2013). A Fotografia 22 apresenta o difratômetro de raios X (DRX), da RIGAKU, MINIFLEX II, utilizado na obtenção dos difratogramas, disponível no Laboratório de Processamento e Caracterização de Materiais da UPM. Fotografia 22 - Difratômetro de raios X (DRX), da RIGAKU, MINIFLEX II, utilizado na obtenção dos difratogramas, disponível no Laboratório de Processamento e Caracterização de Materiais da UPM Caracterização Elétrica Resistividade A resistividade elétrica, também denominada de resistência elétrica específica é uma medida da oposição de um material ao fluxo de corrente elétrica. Quanto mais baixa for a resistividade mais facilmente o material permite a passagem de uma carga eléctrica (GIROTTO; SANTOS, 2002). A resistividade elétrica sendo uma característica específica de cada material pode ser determinada por vários métodos experimentais diferentes. Como os métodos reportados na literatura não apresentam um grau de sofisticação alto (GIROTTO; SANTOS, 2002), os ensaios foram realizados em um megômetro, da POWER, modelo 386 (Fotografia 23), com medidas em unidade Ohms, seguindo a norma ASTM D-257. Os resultados apresentados expressam a média dos valores parciais obtidos durante o ensaio.

70 68 Conforme estabelece a norma ASTM D-257, a resistividade foi medida em 10 amostras, nas quais foram realizadas cinco medições, sendo calculada a média destas medições para definição da resistividade de cada amostra. As amostras foram posicionadas na horizontal e o aparelho foi colocado de encontro à superfície das amostras. Quando o aparelho efetuou a leitura de resistividade uma luz acende indicando o valor encontrado para cada tipo de amostra. Os corpos de prova permaneceram acondicionados a uma temperatura de (23 ± 2)ºC, com umidade relativa de (50 ± 5)%, durante 72 horas antes do início dos ensaios. Os ensaios foram realizados com atmosfera padrão, obedecendo sempre às mesmas condições. Fotografia 23 - Megômetro POWER, modelo 386, utilizado na medição da resistividade superficial das amostras. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Nos subitens 4.1 a 4.6 são apresentados e discutidos os resultados encontrados após análise visual, ensaios reológicos, ensaios mecânicos, ensaios térmicos, ensaio de resistividade e análise das propriedades morfológicas. 4.1 ANÁLISE VISUAL O Quadro 3 apresenta os compósitos obtidos por injeção. Todas as amostras obtidas apresentaram-se com bom acabamento superficial e com cor preta uniforme. Pode-se observar que as amostras de PREMIX PP e PREMIX PS apresentamse mais opacas enquanto que as obtidas com PET e NF apresentam-se mais brilhantes.

71 69 Fotografia 24 Compósitos obtidos por injeção. 4.2 ENSAIO REOLÓGICO ÍNDICE DE FLUIDEZ fluidez dos compostos. Na Tabela 11 e no Gráfico 1 são apresentados os resultados para o índice de Tabela 11 Resultados obtidos para o índice de fluidez dos compostos. COMPOSTO Composto 1 C1 (PET/10% NF) Composto 2 C2 (PET/11% NF) Composto 3 C3 (PET/12% NF) Composto 4 C4 (PET/15% NF) Composto 5 C5 (PREMIX PP) Composto 5 C6 (PREMIX PS) MFI (g/10min) 27,0±5,8 28,5±6,8 30,4±6,9 51,3±5,5 1,6±0,1 2,3±0,1

72 MFI (g/10min) 70 60,0 50,0 51,3 40,0 30,0 27,0 28,5 30,4 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF 20,0 10,0 0,0 1,6 2,3 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 1- Índice de fluidez (g/10min) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF. Por meio dos resultados obtidos observou-se que: Quanto maior a concentração de NF maior o índice de fluidez dos compostos de PET/NF. Embora o NF esteja atuando como uma carga reforçante nos compostos a base de PET, o aumento da concentração de NF diminui a cristalinidade dos compostos; O composto PET/15% NF apresentou índice de fluidez 68,75% maior em relação ao composto PET/12% NF; de 80,00% em relação ao composto PET/11% NF e 90,00% em relação ao composto PET/10% NF; Comparando o índice de fluidez do composto PET/15% NF com os compostos PREMIX PP e PREMIX PS, o composto PET/15%NF apresenta índice de fluidez 3106 % e 2130% maior do que os apresentados pelos compostos PREMIX PP e PREMIX PS, respectivamente devido à cristalinidade baixa do composto. 4.3 ENSAIOS MECÂNICOS Nos subitens a são apresentados e discutidos os resultados dos ensaios mecânicos encontrados após ensaio de resistência à tração, ensaio de resistência ao impacto, ensaio de dureza Shore D e ensaio de resistência à flexão.

73 Tensão Máxima na Ruptura (MPa) Ensaio de Resistência à Tração Na Tabela 12 e nos Gráficos 2 a 4 são apresentados os resultados de resistência à tração e alongamento na ruptura para os compostos obtidos. Por meio deste ensaio foram determinadas a resistência máxima sob tração, à deformação e o módulo de elasticidade. Tabela 12 Resultados obtidos nos ensaios de resistência à tração. COMPOSTO Composto 1 C1 (PET/10% NF) Composto 2 C2 (PET/11% NF) Composto 3 C3 (PET/12% NF) Composto 4 C4 (PET/15% NF) Composto 4 C5 (PREMIX PP) Composto 5 C6 (PREMIX PS) TENSÃO MÁXIMA NA RUPTURA (MPa) DEFORMAÇÃO NA RUPTURA (%) MÓDULO DE ELASTICIDADE (MPa) 29,1±5,6 0,8±0,2 4459,0±611,0 33,6±4,0 1,0±0,1 4250,0±605,0 46,1±5,0 1,6±0,2 3249,0±115,0 74,9±6,0 2,6±0,5 1649,0±550,0 12,2±0,5 5,9±1,2 780,0±46,0 16,0±0,7 2,9±2,8 1450,0±171,0 80,0 74,9 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 12,2 16,0 29,1 33,6 46,1 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF 0,0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 2- Tensão máxima na ruptura (MPa) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF.

74 Módulo de Elasticidade (MPa) Deformação na Ruptura (%) 72 7,0 6,0 5,9 5,0 PREMIX PP 4,0 3,0 2,0 2,9 1,6 2,6 PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF 1,0 0,8 1,0 0,0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 3 Deformação na ruptura (%) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF. 5000,0 4500,0 4000,0 4459,0 4250,0 3500,0 3000,0 2500,0 3249,0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF 2000,0 1500,0 1450,0 1649,0 PET 11% NF PET 12% NF 1000,0 780,0 PET 15% NF 500,0 0,0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 4 Módulo de elasticidade (MPa) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF. Por meio dos resultados obtidos observa-se que: Quanto maior a concentração de NF no composto PET/NF maior a resistência à tração do composto; Comparando os valores de resistência à tração dos compostos de PET contendo NF, observa-se que no composto PET/11% NF houve um aumento da ordem de 15,46% da

75 73 tensão em relação ao composto PET/10% NF. Já no composto PET/12% NF o aumento foi da ordem de 58,41% em relação ao composto PET/10% NF e no composto PET/15% este aumento foi de 157,39% em relação ao composto PET/10% NF, mostrando que o NF atua como uma carga de reforço no composto; Os valores de resistência à tração obtidos para os compostos à base de PET (29,1MPa, 33,6MPa, 46,1MPa e 74,9MPa) são muito superiores aos valores de resistência à tração obtidos para os compostos PREMIX PP e PREMIX PS, os quais apresentaram uma tensão máxima na ruptura da ordem de 12,2MPa e 16,0MPa, respectivamente; Quanto maior a concentração de NF no composto PET/NF maior é a deformação máxima na ruptura do composto. Provavelmente, a presença do NF diminui a cristalinidade do PET; Comparando os valores de deformação máxima sob tração dos compostos de PET contendo NF, observa-se que no composto PET/11% NF houve um aumento da deformação da ordem de 25,00% em relação ao composto PET/10% NF. No composto PET/12% NF o aumento foi da ordem de 100,00% em relação ao composto PET/10% NF. Já no composto PET/15% NF este aumento foi da ordem de 225% em relação ao composto PET/10% NF; Os valores de deformação máxima sob tração obtidos para os compostos à base de PET (0,8%, 1,0%, 1,6% e 2,6%) são muito superiores aos valores de deformação máxima sob tração obtidos para os compostos PREMIX PP e PREMIX PS, os quais apresentaram uma deformação máxima sob tração da ordem de 5,9% e 2,87%, respectivamente; Quanto maior a concentração de NF no composto PET/NF menor é o módulo de elasticidade do composto, indicando que a presença do NF diminui a rigidez do composto. Provavelmente, a presença do NF diminui a cristalinidade do PET; Comparando os valores de módulo de elasticidade dos compostos de PET contendo NF, observa-se que no composto PET/11% NF houve um decréscimo na ordem de 4,92% nos valores obtidos para o composto PET/10% NF. No composto PET/12% NF o decréscimo foi da ordem de 37,24% em relação ao composto PET/10% NF. Já no composto PET/15% NF o decréscimo foi da ordem de 170,16%, mostrando que o aumento na concentração NF provavelmente provoca um decréscimo na cristalinidade dos compostos; Comparando o módulo de elasticidade dos compostos a base de PET com o PREMIX PP e PREMIX PS, os valores obtidos para os compostos à base de PET (4459MPa; 4250MPa, 3249MPa e 1649MPa) são muito superiores aos valores obtidos para os compostos

76 Energia Absorvida (J/m) 74 PREMIX PP e PREMIX PS, os quais apresentaram uma tensão máxima na ordem de 780MPa e 1450MPa, respectivamente Ensaio de Resistência ao Impacto Na Tabela 13 e no Gráfico 5 são apresentados os resultados de resistência ao impacto dos compostos obtidos. Tabela 13 Resultados obtidos para os ensaios de resistência ao impacto. COMPOSTO Composto 1 C1 (PET/10% NF) Composto 2 C2 (PET/11% NF) Composto 3 C3 (PET/12% NF) Composto 4 C4 (PET/15% NF) Composto 5 C5 (PREMIX PP) Composto 6 C6 (PREMIX PS) RESISTÊNCIA AO IMPACTO (J/m) 15,09±1,60 15,56±2,36 15,92±2,21 17,12±1,68 210,69±13,41 74,14±4, ,69 74,14 15,09 15,56 15,92 17,12 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF 0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 5 Resistência ao impacto (J/m) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF.

77 75 Por meio dos resultados obtidos observa-se que: A resistência ao impacto obtida para os compostos a base de PET carregados com NF, praticamente não apresentaram variação na energia absorvida sob impacto, exceto o PET/15% NF que aumentou 13,45% em relação ao PET/10% NF, 10,02% em relação ao PET/11% NF e 7,54% em relação ao PET/12% NF; A resistência ao impacto dos compostos à base de PET apresentaram valores inferiores ao apresentado pelo PREMIX PP e pelo PREMIX PS; O valor de resistência ao impacto do composto PET/10% NF foi 1296,22% menor do que o PREMIX PP e se comparado ao PREMIX PS o valor de resistência ao impacto foi de 391,32% menor; O valor de resistência ao impacto do composto PET/11% NF foi 1254,05% menor do que o PREMIX PP e se comparado ao PREMIX PS o valor de resistência ao impacto foi de 376,48% menor; O valor de resistência ao impacto do composto PET/12% NF foi 1223,43% menor do que o PREMIX PP e se comparado ao PREMIX PS o valor de resistência ao impacto foi de 365,70% menor; O valor de resistência ao impacto do composto PET/15% NF foi 1130,66% menor do que o PREMIX PP e se comparado ao PREMIX PS o valor de resistência ao impacto foi de 333,06% menor; Ensaio de Dureza Shore D dos compostos obtidos. Na Tabela 14 e no Gráfico 6 são apresentados os resultados de dureza Shore D

78 Dureza Shore - D 76 Tabela 14 Resultados obtidos para os ensaios de dureza Shore - D. COMPOSTO Composto 1 C1 (PET/10% NF) Composto 2 C2 (PET/11% NF) Composto 3 C3 (PET/12% NF) Composto 4 C4 (PET/15% NF) Composto 5 C5 (PREMIX PP) Composto 6 C6 (PREMIX PS) DUREZA SHORE - D 83,8±0,6 83,8±2,0 86,0±0,7 86,4±0,5 64,9±0,2 78,7±3, ,9 78,7 83,8 83, ,4 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF 0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 6 Dureza Shore - D dos compostos PREMIX PP, PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF. Por meio dos resultados obtidos observa-se que: Quanto maior a concentração de NF nos compostos à base de PET/NF maior a dureza Shore D do composto, exceto para os compostos carregados com 10 e 11% NF, onde não houve variação nos valores encontrados; No ensaio de dureza shore D para os compostos à base de PET carregados com NF, o composto que apresentou a maior dureza foi o PET/15% NF (86,4D) que em relação aos

79 77 compostos PET/10 e 11% NF teve um valor 3,10% maior e apenas 0,47% em relação ao composto PET/12% NF. O ensaio de dureza Shore D do composto PET/15% NF foi 33,13% maior do que o composto PREMIX PP e 9,80% maior do que o composto PREMIX PS Ensaio de Resistência à Flexão Na Tabela 15 e nos Gráficos 7 e 8 são apresentados os resultados de resistência à flexão e do módulo de flexão dos compostos obtidos. Tabela 15 Resultados obtidos para os ensaios de resistência à flexão e do módulo de flexão. COMPOSTO Composto 1 C1 (PET/10% NF) Composto 2 C2 (PET/11% NF) Composto 3 C3 (PET/12% NF) Composto 4 C4 (PET/15% NF) Composto 4 C5 (PREMIX PP) Composto 5 C6 (PREMIX PS) RESISTÊNCIA À FLEXÃO (MPa) MÓDULO DE FLEXÃO (MPa) 61,2±1,4 3715,0±611,0 67,8±3,8 3433,0±605,0 82,3±8,1 3198,0±115,0 107,3±9,0 2793,0±720,0 14,4±0,6 903,0±46,0 27,0±1,0 1714,0±171,0

80 Módulo de Flexão (MPa) Resistência à Flexão (MPa) , ,2 67,8 82,3 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF ,4 27,0 PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF 0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 7 Resistência à flexão (MPa) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF. 4000,0 3500,0 3715,0 3433,0 3198,0 3000,0 2793,0 2500,0 2000,0 1714,0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF 1500,0 1000,0 903,0 PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF 500,0 0,0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 8 - Módulo de flexão (MPa) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF. Por meio dos resultados obtidos pode-se observar que: Quanto maior a concentração de NF maior a resistência e menor o módulo de flexão dos compostos de PET/NF. Embora o NF esteja atuando como uma carga reforçante nos compostos a base de PET, o aumento da concentração de NF diminui a cristalinidade dos compostos;

81 79 O composto PET/15% NF apresentou resistência à flexão 75,32% maior em relação ao composto PET/10% NF, de 58,26% em relação ao composto PET 11% NF e de 30,38% em relação ao composto PET/12% NF; Comparando a resistência à flexão do composto PET/15%NF com os compostos PREMIX PP e PREMIX PS, o composto PET/15% NF apresenta resistência à flexão 645,14% e 297,41% maior do que as apresentadas pelos compostos PREMIX PP e PREMIX PS, respectivamente; O Composto que apresentou maior módulo de flexão foi o composto PET/10% NF com um valor de 3715MPa, mostrando que o aumento da concentração de NF provoca um decréscimo de 8,21% para o composto PET/11% NF, de 16,17% para o composto PET/12% NF e de 33,01% para o composto PET/15% NF; Comparando o valor de 3715MPa apresentado pelo composto PET/10% NF com os valores apresentados pelo PREMIX PP e pelo PREMIX PS, observam-se aumentos de 311,40% e 116,74%, respectivamente. 4.4 ENSAIOS TÉRMICOS Nos subitens a são apresentados e discutidos os resultados dos ensaios térmicos encontrados após temperatura de deflexão térmica sob carga HDT, temperatura de amolecimento Vicat e dos ensaios dinâmico mecânico Temperatura de deflexão térmica sob carga - HDT Na Tabela 16 e no Gráfico 9 são apresentados os resultados de temperatura de deflexão térmica sob carga HDT dos compostos.

82 Temperatura ( C ) 80 Tabela 16 Resultados obtidos para os ensaios de temperatura de deflexão térmica sob carga HDT. COMPOSTO Composto 1 C1 (PET/10% NF) Composto 2 C2 (PET/11% NF) Composto 3 C3 (PET/12% NF) Composto 4 C4 (PET/15% NF) Composto 5 C5 (PREMIX PP) Composto 6 C6 (PREMIX PS) TEMPERATURA DE DEFLEXÃO TÉRMICA SOB CARGA HDT ( o C) 73,9±6,0 89,5±2,4 85,0±2,3 89,0±4,2 74,1±0,2 83,9±0, Gráfico 9 - Temperatura de deflexão térmica sob carga - HDT ( C) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF. Por meio dos resultados obtidos pode-se observar que: O composto a base de PET que apresentou a maior HDT foi o composto contendo 11% NF (89,5ºC); 74,1 PREMIX PP 83,9 PREMIX PS 73,9 PET 10% NF 89,5 PET 11% NF Comparando a HDT do PET/11% NF com a HDT dos demais compostos a base de PET, este apresenta uma HDT 21,11% maior que a apresentada pelo composto PET/10% NF, 85,0 PET 12% NF 89,0 PET 15% NF PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF

83 81 5,3% maior do que a apresentada pelo composto PET/12%NF e apenas 0,56% maior do que a apresentada pelo composto PET/15% NF; Comparando a HDT do PET/11%NF com a HDT apresentada pelos compostos PREMIX PP e PREMIX PS, este apresenta uma HDT 20,78% maior que a apresentada pelo PREMIX PP e 6,7% maior que a apresentada pelo PREMIX PS Temperatura de Amolecimento Vicat Na Tabela 17 e no Gráfico 10 são apresentados os resultados obtidos para a temperatura de amolecimento Vicat dos compostos. Tabela 17 Resultados obtidos para os ensaios da Temperatura de Amolecimento Vicat. COMPOSTO Composto 1 C1 (PET/10% NF) Composto 2 C2 (PET/11% NF) Composto 3 C3 (PET/12% NF) Composto 4 C4 (PET/15% NF) Composto 4 C5 (PREMIX PP) Composto 5 C6 (PREMIX PS) TEMPERATURA DE AMOLECIMENTO VICAT ( o C) 221,8±0,9 226,1±3,2 231,8±0,3 229,3±1,4 100,6±1,9 99,8±0,4

84 Temperatura ( C ) ,8 226,1 231,8 229, PREMIX PP PREMIX PS ,6 99,8 PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF 50 PET 15% NF 0 PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 10 Temperatura de Amolecimento Vicat ( C) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos de PET contendo NF. Por meio dos resultados obtidos pode-se observar que: Quanto maior a concentração de NF maior a temperatura de amolecimento Vicat apresentada pelos compostos de PET/NF, exceto no composto PET/15%NF onde o valor obtido (229,3 C) é 1,09% menor do que o maior valor encontrado no PET/12% NF (231,8 C). A presença do NF aumenta a estabilidade térmica dos compostos de PET quando carregados na faixa de 10 a 12% NF. Provavelmente, para concentrações maiores que 12% o NF diminui a interação entre as cadeias poliméricas; Comparando a temperatura de amolecimento Vicat apresentado pelo PET/12% NF com a HDT dos demais compostos a base de PET, este apresenta uma HDT 4,5% maior que a apresentada pelo composto PET/10% NF; 2,5% maior do que a apresentada pelo composto PET/11% NF e apenas 1,08% maior do que a apresentada pelo composto PET/15% NF. Comparando a temperatura de amolecimento Vicat do PET/12% NF com a HDT apresentada pelos compostos PREMIX PP e PREMIX PS, este apresenta uma HDT 30,42% maior que a apresentada pelo PREMIX PP e 32,26% maior que a apresentada pelo PREMIX PS.

85 Análise dos Ensaios Dinâmico Mecânico - DMA Os termogramas 1 a 6 e na Tabela 18 são apresentados os resultados para os ensaios de DMA dos compostos obtidos. Termograma 1 Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PET/10%NF. Termograma 2 Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PET/11%NF.

86 84 Termograma 3 Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PET/12%NF. Termograma 4 Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PET/15%NF.

87 85 Termograma 5 Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PREMIX PP. Termograma 6 Termograma obtido para o ensaio de DMA do composto PREMIX PS.

88 86 Tabela 18 Temperatura de transição vítrea (T g ) e tan δ dos compostos obtidos. COMPOSTO TEMPERATURA DE TRANSIÇÃO VÍTREA (T g ) ( o C) tan δ Composto 1 C1 (PET/10% NF) Composto 2 C2 (PET/11% NF) Composto 3 C3 (PET/12% NF) Composto 4 C4 (PET/15%NF) Composto 5 C5 (PREMIX PP) Composto 6 C6 (PREMIX PS) 63,0 0,87 63,9 1,14 64,5 1,15 60,8 0,73-71,3 0,59 82,5 1,44 Por meio dos resultados obtidos pode-se observar que: Quanto maior a concentração de NF maior a temperatura de transição vítrea (T g ) e a tan δ apresentada pelos compostos de PET/NF, exceto no composto PET/15% NF, onde o resultado encontrado (60,8 C) é menor do que o maior valor encontrado (64,5 C) no PET/12%NF. A presença do NF aumenta a interação entre as cadeias de PET e diminui suas propriedades elásticas. Provavelmente, para concentrações maiores que 12% o NF diminui a interação entre as cadeias poliméricas; Comparando a temperatura de transição vítrea (T g ) e a tan δ apresentada pelos compostos de PET/NF com o PREMIX PS, estes apresentam temperatura de transição vítrea (T g ) menor e maior elasticidade; Comparando a temperatura de transição vítrea (T g ) e a tan δ apresentada pelos compostos de PET/NF com o PREMIX PP, estes apresentam temperatura de transição vítrea (T g ) maior e menor elasticidade. 4.5 ANÁLISE DAS PROPRIEDADES ELÉTRICAS ENSAIO DE RESISTIVIDADE Na Tabela 19 e no Gráfico 11 são apresentados os resultados obtidos para a resistividade elétrica dos compostos.

89 Resisitividade (Ohms) 87 Tabela 19 Resultados obtidos para os ensaios de resistividade elétrica. COMPOSTO Composto 1 C1 (PET/10% NF) Composto 2 C2 (PET/11% NF) RESISTIVIDADE (Ohms) ± ±10 1 Composto 3 C3 (PET/12% NF) 10 8 ±10 1 Composto 4 C4 (PET/15% NF) 10 6 ±10 1 Composto 4 C5 (PREMIX PP) Composto 5 C6 (PREMIX PS) 10 6 ± ±10 1 1,00E+11 1,00E+10 1,00E+09 1,00E+08 1,00E+07 1,00E+06 1,00E+05 1,00E+04 1,00E+03 1,00E+02 1,00E+01 1,00E+00 1,00E+06 1,00E+06 PREMIX PP PREMIX PS 1,00E+10 PET 10% NF 1,00E+09 PET 11% NF 1,00E+08 PET 12% NF 1,00E+06 PET 15% NF PREMIX PP PREMIX PS PET 10% NF PET 11% NF PET 12% NF PET 15% NF Gráfico 11 - Resistividade média (Ohms) dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS e dos compostos PET/NF (% em massa). Por meio dos resultados obtidos pode-se observar que: Quanto maior a concentração de NF menor é a resistividade apresentada pelos compostos. A presença do NF aumenta a condutividade dos compostos à base de PET/NF; Nas concentrações estudadas os compostos a base de PET/NF apresentam propriedades dissipativas; Comparando a resistividade apresentada pelos compostos de PET/NF com o PREMIX PP e o PREMIX PS, estes apresentam maior resistividade, exceto o PET/15% NF que possui

90 88 resistividade igual a 10 6 Ohms. Portanto, o PET/15% NF possui resistividade igual aos compostos PREMIX PP e o PREMIX PS. 4.6 ANÁLISE DAS PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS Nos subitens a são apresentados e discutidos os resultados das propriedades morfológicas encontradas após a microscopia eletrônica de varredura e difração de raios X Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) A morfologia dos compostos foi estudada a partir das superfícies obtidas por meio dos ensaios de impacto realizados a temperatura ambiente em razão dos compostos apresentarem baixa absorção ao impacto. As micrografias de 1 a 12 apresentam as imagens obtidas para os diferentes compostos. Micrografia 1 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/10% NF. Ampliação de 30X.

91 89 Micrografia 2 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/10% NF. Ampliação de 1000X. Micrografia 3 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/11% NF. Ampliação de 30X.

92 90 Micrografia 4 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/11% NF. Ampliação de 1000X. Micrografia 5 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/12% NF. Ampliação de 30X.

93 91 Micrografia 6 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/12% NF. Ampliação de 1000X. Micrografia 7 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/15% NF. Ampliação de 30X.

94 92 Micrografia 8 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PET/15% NF. Ampliação de 1000X. Micrografia 9 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PREMIX PP. Ampliação de 33X.

95 93 Micrografia 10 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PREMIX PP. Ampliação de 1000X. Micrografia 11 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PREMIX PS. Ampliação de 30X.

96 94 Micrografia 12 - Imagem obtida por microscopia eletrônica de varredura MEV, após ensaio de impacto para a amostra PREMIX PS. Ampliação de 1000X. Por meio das micrografias obtidas pode-se observar que: Houve uma boa dispersão do NF nos compostos obtidos; Na micrografia 2 observam-se pontos mais escuros de tamanho e distribuição uniformes. Estes pontos mais escuros são os espaços vazios deixados pelas partículas de NF destacadas durante o ensaio de impacto; Quanto maior a concentração de NF maior o tamanho dos espaços vazios deixados pelas partículas de NF destacadas durante o ensaio de impacto, mostrando que quanto maior a concentração de NF maior a dificuldade da dispersão das partículas de NF na matriz polimérica; Os compostos à base de PET carregados com NF e o composto PREMIX PS, apresentam superfícies mais uniformes que as apresentadas pelo PREMIX PP. O Quadro 4 mostra um comparativo entre as microestruturas dos compostos obtidos por meio das micrografias com aumentos de 500, 5000 e vezes.

97 Quadro 4 Comparativo entre as microestruturas dos compostos obtidos por meio das micrografias com aumentos de 500, 5000 e vezes. As micrografias com índice A correspondem ao composto PET/10%NF, as micrografias com índice B correspondem ao composto PET/11%NF, as micrografias com índice C correspondem ao composto PET/12%NF, as micrografias com índice D correspondem ao composto PET/15% NF, as micrografias com índice E correspondem ao composto PREMIX PP e as micrografias com índice F correspondem ao composto PREMIX PS. As micrografias com índice 1 correspondem ao aumento de 500 vezes, as micrografias com índice 2 correspondem ao aumento de 5000 vezes e as micrografias com índice 3 correspondem ao aumento de vezes. 95

98 96 Conforme pode ser observado no Quadro 4 a distribuição do NF em todos os compostos se mostra uniforme, sendo que o composto PET/12% NEF é o que apresenta microestrutura mais semelhante a do PREMIX PP e a do PREMIX PS Difração de Raios X os compostos obtidos. O Difratograma 1 apresenta os resultados obtidos na difração de raios X para Difratograma 1 Espectros de raios X contínuo e característico para os compostos à base de PET carregados com NF e para os compostos PREMIX PP e PREMIX PS. Por meio dos espectros obtidos pode-se observar que: Os compostos à base de PET carregados com NF são amorfos; Para os compostos à base de PET carregado com NF, não houve variação no difratograma em razão do aumento da concentração de NF, porém, há variação no índice de fluidez para estes compostos que pode ser relacionado a sua cristalinidade; O composto PREMIX PS também apresenta propriedades amorfas;

99 97 O único composto que apresenta certa cristalinidade é o PREMIX PP, onde o pico apresentado no difratograma é característico para substâncias cristalinas; De acordo com o banco de dados do International Center for Diffraction Data (ICDD) que contém informações cristalográficas básicas e algumas propriedades físicas de vários compostos, a substância encontrada no composto PREMIX PP que caracteriza o pico encontrado no difratograma, trata-se do composto orgânico 2-oxo-1-pirrolidina acetamida (C 6 H 10 N 2 O 2 ). dados do ICDD. O difratograma 2 apresenta os resultados obtidos na consulta ao banco de Difratograma 2 Espectros de raios X contínuos e característicos obtidos na consulta ao banco de dados do ICDD.

100 98 5 CONCLUSÕES Este trabalho permitiu uma melhor compreensão a respeito dos compostos à base de PET carregado com NF e dos compostos PREMIX PP e PREMIX PS nas propriedades mecânicas, térmicas, reológicas, elétricas e morfológicas. Sendo assim, após os ensaios realizados e análise dos dados, foi possível concluir que: É viável a utilização do composto PET/15% NF para o transporte e armazenagem de embalagens para componentes eletrônicos, visto que a adição de NF tornou o polímero menos resistivo, enquadrando-o como dissipativo e alcançando os mesmos valores que os compostos PREMIX PP e PREMIX PS. Esta característica o torna hábil para confecção de embalagens e utilização em áreas protegidas ESD a fim de evitar descargas elétricas e danificar componentes eletrônicos. Analisando-se o índice de fluidez, nota-se que com o aumento da concentração de NF para os compostos à base de PET, diminuiu-se a resistência ao escoamento e consequentemente sua cristalinidade. Fica evidente tal fato, quando se verificou que o único composto cristalino (PREMIX PP), possui a maior resistência ao escoamento que os demais compostos. Com relação aos ensaios mecânicos, os compostos à base de PET carregados com NF apresentaram maior resistência à tração e à flexão, maior alongamento na ruptura e maior dureza do que os apresentados pelos compostos PREMIX PP e PREMIX PS, porém, a resistência ao impacto dos compostos à base de PET foi menor do que os apresentados pelos compostos PREMIX PP e PREMIX PS. O aumento da concentração de NF aumentou à resistência a tração dos compostos a base de PET, onde os valores obtidos de resistência à tração são muito superiores aos valores obtidos para os compostos PREMIX PP e PREMIX PS. O aumento da concentração de NF aumentou a deformação máxima na ruptura dos compostos à base de PET, onde os valores obtidos de deformação são muito superiores aos valores obtidos para os compostos PREMIX PP e PREMX PS. Em razão deste fato, constatou-se que o aumento da concentração de NF diminuiu a cristalinidade dos compostos à base de PET. O aumento da concentração de NF diminuiu o módulo de elasticidade dos compostos à base de PET, onde os valores obtidos do módulo de elasticidade são muito superiores aos valores obtidos para os compostos PREMIX PP e PREMX PS. Por causa deste resultado, constatou-se que o aumento da concentração de NF diminuiu a rigidez do composto e consequentemente sua cristalinidade. O aumento da concentração de NF aumentou a resistência ao impacto dos compostos à base de PET, onde os valores obtidos são muito

101 99 inferiores aos valores obtidos para os compostos PREMIX PP e PREMIX PS. O aumento da concentração de NF aumentou a dureza dos compostos à base de PET, onde os valores obtidos são superiores aos valores obtidos para os compostos PREMIX PP e PREMIX PS. A análise das propriedades térmicas mostrou resultados coerentes com os demais ensaios realizados. A temperatura de amolecimento VICAT mostrou que a taxa de aquecimento do material não alterou suas propriedades de dureza. Com a análise dinâmico mecânico (DMA), notou-se que o único material cristalino (PREMIX PP) que possui maior resistência ao escoamento, além de possuir uma T g abaixo de zero grau (-71,3ºC) que é característico do polímero PP, foi encontrado de forma única em relação aos outros compostos no termograma 5, o valor de T m 86,4ºC. Este valor encontrado explica a fusão dos cristais do polímero nesta temperatura onde as cadeias poliméricas estão todas móveis e encontram-se no estado físico viscoso (ou fundido). A aparência dos compostos à base de PET carregado com NF mostrou-se mais brilhante do que os compostos PREMIX PP e PREMIX PS. Não foi notada nenhuma variação nas tonalidades dos compostos a base de PET em razão do aumento da concentração de NF.

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106 ANEXO A Data Sheet do Composto PREMIX PS 1/2 104

107 ANEXO A Data Sheet do Composto PREMIX PS 2/2 105

108 ANEXO B Data Sheet do Composto PREMIX PP 1/2 106

109 ANEXO B Data Sheet do Composto PREMIX PP 2/2 107

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