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1 Informações Integradas IMPLANTAÇÃO DO RELATO INTEGRADO: O CASE DA SANASA REUNIÃO TÉCNICA DE NORMAS INTERNACIONAIS Tatiana Gama Ricci São Paulo, 22 de maio de 2015

2 Evolução das Informações não financeiras Fonte: Evolução do Relato Corporativo FEA-USP BNDS. Apresentado na CONVENÇÃO CONTABILIDADE MG em 14/06/2013.

3 Sustentabilidade conceito o que não se mede não pode ser gerenciado (RIBEIRO, 2012) Sustentabilidade é suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas". (Relatório Brundtland 1987) Sustentabilidade é viver da renda e não do capital Tripé da sustentabilidade - triple bottom line (People, Planet, Profit) corresponde aos resultados de uma organização medidos em termos sociais, ambientais e econômicos.

4 Sustentabilidade

5 Global Reporting Initiative GRI O que é Relatório de Sustentabilidade? Um relatório de sustentabilidade é um relatório que divulga o desempenho econômico, ambiental, social e de governança da organização relatora. Por que as companhias relatam? Controle riscos e novas oportunidades; reputação; fidelidade; relação entre o desempenho organizacional financeiro e o não financeiro; padrão de referência e avaliação de desempenho de sustentabilidade.

6 Relate ou Explique A BM&FBOVESPA passou a recomendar (2012) que as empresas listadas indicassem no Formulário de Referência, no item Descrição das relações de longo prazo relevantes da companhia que não figurem em outra parte deste formulário - se publicam Relatório de Sustentabilidade ou documento similar e onde está disponível. Em caso negativo, devem explicar por que não o fazem.

7 Relato Integrado Framework <IR> 2009 Príncipe de Gales IIRC International Integrated Reporting Council Conselho Internacional para Relato Integrado coalizão global de reguladores, investidores, empresas, definidores de padrões, profissionais do setor contábil e ONGs. Harmonização entre os diversos relatórios originou em 2013 as orientações para uma comunicação integrada dos relatórios contábeis com as informações de natureza não financeira. Proposta: discussão a respeito de um novo modelo de negócio que tem como base seis capitais (manufaturado, humano, intelectual, social, natural e financeiro) surgindo assim o Relato Integrado.

8 Relato Integrado Framework <IR> Melhorar a qualidade da informação disponível a provedores de capital financeiro, permitindo uma alocação de capital mais eficiente e produtiva; Os fornecedores de capital financeiro buscam informações mais profundas a respeito da empresa e do seu negócio para subsidiar suas análises (capacidade que a empresa tem em gerar valor no decorrer do tempo garantindo o retorno financeiro). Valor se manifesta por retorno financeiro para os investidores, bem como efeitos sobre os demais capitais e stakeholders.;

9 Relato Integrado Framework <IR> - Capitais Capital Intelectual Intangíveis, patentes, reputação Capital Natural Recursos naturais Capital Social Parcerias, relacionamentos,

10 Relato Integrado Framework <IR>

11 Princípios da GRI G4 x RI Diretrizes GRI Princípios Princípios para Definição do Conteúdo do Relatório: Inclusão de stakeholders Contexto da Sustentabilidade Materialidade Completude Princípios para Assegurar a Qualidade do Relatório: Equilíbrio Comparabilidade Exatidão Tempestividade Clareza Confiabilidade Estrutura Internacional RI Princípios básicos: Foco estratégico e orientação para o futuro Conectividade de informações Relação com as partes interessadas Materialidade Concisão Confiabilidade e completude Coerência e comparabilidade

12 Relato Integrado Framework <IR>

13 Relato Integrado Framework <IR> Se no passado a figura de balanço patrimonial representava uma fotografia estática num determinado momento da empresa, o relato integrado passa a representar um vídeo orientado principalmente a história de criação de valor de cada empresa e as perspectivas futuras de sua perpetuação (CARVALHO E KASSAI, 2013, p.11).

14 ETAPAS DEFINIÇÃO DE CONTEÚDO PARA ELABORAÇÃO DO RELATO INTEGRADO Etapa 1 - Processo de materialidade e limites Etapa 2 - Identificação e Engajamento de Stakeholders Etapa 3 - Modelo de negócio Etapa 4 - Desempenho, Estratégia e alocação de recursos Etapa 5 - Visão geral da organização e panorama futuro, incluindo o ambiente externo Etapa 6 - Governança Etapa 7 - Riscos e Oportunidade Etapa 8 - Perfil do Relatório

15 ETAPAS INICIADAS EM 2014 Etapa 1 Processo de materialidade e limites Etapa 2 Identificação e Engajamento de Stakeholders Etapa 3 Modelo de Negócio Total de 14 encontros (reuniões e workshop) com funcionários, representantes de stakeholders, presidente e diretores, além da participação do conselho de administração.

16 Contribuições práticas Etapa 1 Processo de materialidade e limites utilização do princípio da completude análise dos temas materiais das empresas da mesma atividade(american Water, COPASA, EMBASA e SABESP) e princípio da materialidade inclusão das normas e acordos internacionais observados pela empresa (The Ceo Water Mandate e ODS). Consultas com representantes dos stakeholders chaves (funcionários próprios, terceirizados, clientes/consumidores, fornecedores de materiais e serviços, sindicato dos trabalhadores, GAEMA e fornecedores de capital financeiro) princípio inclusão de stakeholders e relação com as partes interessadas;

17 Fonte: Relato Integrado Perspectiva Brasileira (REPORT SUSTENTABILIDADE, 2013, p. 19).

18 Temas Materiais 2014 Ambiental: Água, Esgoto, Mudanças Climáticas e Inovação Tecnológica Clientes/Consumidores Relatório de Sustentabilidade 2014 com incorporação gradativa das orientações do RI Governança Funcionários Fornecedores Próximos passos: total incorporação das orientações do RI Relatório de Sustentabilidade da Sanasa 2014:

19 Relatório de Sustentabilidade - SANASA Validação dos temas junto à alta gestão integração da sustentabilidade à estratégia. Pensamento integrado.

20 Contribuições práticas Etapa 2 Identificação e Engajamento de stakeholders Necessidade de identificação e classificação quais públicos a empresa afeta e por quais públicos a empresa é afetada no desenvolvimento de suas atividades; Utilização do Anexo A na NBR (Norma Brasileira de Responsabilidade Social); Etapas se complementam e são implementadas de forma concomitante; Conhecer suas expectativas bem como os impactos causados em suas atividades, ex.: fornecedores.

21 Mapa de Stakeholders

22

23 Contribuições práticas Etapa 3 Modelo de Negócio Envolvimento de diversas áreas, inclusive gerência de controladoria quantificação dos impactos; Atividades: distribuição de água tratada e coleta e tratamento de esgoto; Insumos e Capitais envolvidos; Resultados e Capitais envolvidos;

24 Etapa 3 Modelo de Negócio A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) riqueza gerada pela empresa pode ser associado ao processo de criação de valor entre os diversos capitais. Exemplo: Distribuição do valor adicionado: Pessoal > Capital Humano Impostos e Taxas > Capital Social e de Relacionamento Remuneração Capital de Terceiro > Capital Social e de Relacionamento Remuneração de Capitais Próprios > Capital Financeiro e Capital Social e de Relacionamento Fonte: Framework <IR> (THEIIRC, 2013a, p. 11).

25 Considerações finais As orientações são recentes com novidade de conteúdo, o que pode exigir o desenvolvimento de novas informações e/ou adaptações, por ex.: modelo de negócio e descrição do envolvimentos de outros capitais; Apenas responder às perguntas dos elementos de conteúdo é insuficiente para desenvolver um relato integrado é necessário institucionalizar o pensamento integrado; Demanda tempo para aplicação e desenvolvimento de novas informações e investimento para treinamento de funcionários; Desenvolvimento de novas métricas;

26 Oportunidades: Maior conhecimento a respeito de assuntos tratados pelas empresas do mesmo setor mitigar riscos (emissões de gases do efeito estufa, energia e educação para a sustentabilidade); Conhecimento do processo de criação de valor ao longo do tempo desenho do Modelo de Negócio; Conhecimento dos impactos em outros capitais que não seja apenas o capital financeiro;

27 Conclusão na empresa estudada Agenda de funcionários estratégico; Assessoria de Gestão da Sustentabilidade ligada à Presidência; Maior integração entre as áreas; Compromissos voluntários assumidos com questões de governança, sociais e ambientais; Há o envolvimento da alta gestão, o que possibilita integrar questões de sustentabilidade na estratégia da empresa; Há o incentivo à participação em treinamentos relacionados com sustentabilidade e relato integrado; Inicio de uma nova forma de pensar, incluindo outros capitais que não seja apenas o financeiro;

28 Revista Brasileira de Contabilidade n 207 maio/junho 2014 Entrevista com Otacílio Dantas Cartaxo, presidente do Carf

29 Revista Gestor Contábil Bimestral 10ª Edição 2014

30 Jornal Valor Econômico 2014

31 Referências CARVALHO, Nelson; KASSAI, José Roberto. Relato integrado: a próxima evolução contábil. In: ENCONTRO INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO EMPRESARIAL E MEIO AMBIENTE, 15., 2013.São Paulo: FEA-SUP, REPORT SUSTENTABILIDADE Relato integrado perspectiva brasileira. Disponível em: <http://www.reportsustentabilidade.com.br/2013/pt-br/relato-integrado>. Acesso em: 24 fev https://www.globalreporting.org/reporting/g4/pages/default.aspx https://www.globalreporting.org/languages/portuguesebrazil/pages/elabora%c3%a7%c3%a3ode-relat%c3%b3rios-de-sustentabilidade.aspx https://www.globalreporting.org/pages/resourcelibrary.aspx?ressearchmode=ressearchmodetext&ressearchtext=g4&rescattext=reporting+fr amework&reslangtext=brazilian+portuguese

32 Obrigada!

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