CADEIA DE SUPRIMENTOS MÉTODOS DE RECEBIMENTOS RESUMO

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1 1 CADEIA DE SUPRIMENTOS MÉTODOS DE RECEBIMENTOS LEANDRO PANTOJO 1 PETERSON ROBERTO DE LARA 2 VAGNER FUSTINONI 3 RENATO FRANCISCO SALDANHA SILVA 4 VALDECIL DE SOUZA 5 RESUMO O objetivo deste trabalho será abordar a importância de cadeia de suprimentos e logística com foco nas atividades do departamento de recebimento de bens e materiais. Com base na revisão de literatura foram identificadas quatro etapas para este processo: planejamento de recebimento, gerenciamento de recebimento, controle dos registros e controle dos fornecedores, cada uma delas conta com seus respectivos procedimentos e registros que deverão servir de elementos de controle para comprovação de que o trâmite das atividades seguiu a modelagens previstas. Desenvolveu-se uma análise de campo em uma empresa do segmento de mangueiras automotivas onde foi criado uma sistemática com ferramentas e métodos padronizados para gerenciamento das etapas citadas anteriormente das atividades de recebimento de bens e matérias. Palavras-chave: Cadeia de suprimentos. Métodos de recebimento. Logística INTRODUÇÃO No mercado globalizado e atualmente competitivo dos dias de hoje, é cada vez mais forte a pressão para que as organizações encontrem novas maneiras de criar e entregar valor para os clientes. Cada vez mais se reconhece que é por meio da eficiência logística e de um gerenciamento eficaz da cadeia de suprimentos que se pode alcançar as metas de redução de 1 Aluno do Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Qualidade no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP), 2 Aluno do Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Qualidade no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP), 3 Aluno do Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Qualidade no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP), 4 Professor do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP), 5 Professor do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP),

2 2 custo e aprimoramento do serviço. Diante deste cenário um fator que é fundamental que determina o sucesso e o fracasso de qualquer organização e a sua habilidade em atender as necessidades de clientes e consumidores, isso significa oferecer uma proposta de valor relacionada a produtos ou serviços com qualidade e a um preço justo. O objetivo desta pesquisa é desenvolver uma sistemática para gerenciar o processo de recebimento de bens/materiais através do uso da lógica nas operações e planejamento,disponibilizando de meios para preparação das atividades classificadas como críticas do processo, assim como a padronização do trabalho e atividades administrativas através de procedimentos e métodos de controles como registros para controlar as entradas e saídas desse modo ajudando nos aspectos de inspeção de produtos, rastreabilidade e monitoramento de fornecedores. Neste trabalho que visa o estudo da cadeia de suprimentos com foco no recebimento de bens/materiais foi realizado uma estudo bibliográfico fundamentado nos conceitos apresentados por BERTAGIO (2009), CHRISTOPHER (2010)HANDFIELD e NICHOLS JUNIOR (2002). 1 CADEIA DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA De acordo com a definição Handfield e Nichols Jr. (1999) cadeia de suprimentos abrange todas as atividades relacionadas com o fluxo e transformação de mercadorias, desde o estagio da matéria prima até o consumidor final, bem como os respectivos fluxos de informação. Materiais e informações devem fluir tanto para baixo quanto para cima na cadeia de suprimentos Handfield e Nichols Jr., É uma cadeia completa que pega todo o processo de produção de um bem físico ou de um serviço, desde o estágio de matéria prima ate o estagio de entrega de um determinado produto até o usuário final, a cadeia de suprimento abrange tudo e que se faz num determinado processo de produção que são transformados e geram então saídas produtos que serão ofertados ao consumidor.

3 3 Na área de logística que é o processo de gerenciamento estratégico da compra, do transporte e da armazenagem de matéria-prima, partes e produtos acabados (além dos fluxos de informação relacionados). Segundo Paoleschi (2011) ela se propõe a administrar os recursos operacionais de manufatura com a finalidade de cadenciar a velocidade da produção voltada ao atendimento do cliente final. Para isso vai filtrar todas as entradas de recursos na fábrica e solicitações especiais das áreas de apoio, evitando interferencias prejudiciais ao bom andamento do processo produtivo e que não agregam valor ao produto final. O gerenciamento integração das áreas de cadeia de suprimentos e logística implica em maior eficiência e eficácia das atividades que fazem parte da cadeia de suprimentos gerando assim vantagens competitivas ou valor econômico para a empresa com relação aos seus concorrentes ou benefícios em seus produtos atribuídos pelo consumidor. 1.1 GERENCIAMENTO CADEIA DE SUPRIMENTOS Gerenciamento da cadeia de suprimentos por sua vez pode ser entendida como a integração das atividades da cadeia de suprimentos com o intuito de obter vantagem competitiva sustentável.handfield e Nichols Jr., O gerenciamento da cadeia de suprimentos objetiva no gerenciamento de relações, atingir um resultado mais lucrativo para todas as partes da cadeia, demanda de planejamento do fluxo de materiais e informações entre o fornecedor e o usuário, fazendo a integração das atividades de circulação de materiais e informações que são distintas, fornecedores, fábricas e consumidor final exercem papeis distintos dentro da cadeia de suprimentos, o fluxo de materiais e informações é diferente entre os fornecedores e a fábrica e com o usuário final, o tipo de material que serve do fornecedor para a fabrica pode ser diferente do material que flui da fabrica para o consumidor final, mas essas diferenças devem funcionar de maneira mais eficiente e eficaz possível, obtendo vantagem competitiva sustentável para empresa. As vantagens na integração das atividades da cadeia de suprimentos e tida pela maior eficiência e eficácia na execução das atividades que fazem parte da cadeia de suprimentos, essas atividades podem ser dividas atividades primárias (logística de suprimento, operações,

4 4 logística de distribuição, marketing, vendas e serviços) e atividades de apoio (infra-estrutura, gestão de recursos humanos, desenvolvimento da tecnologia e compra de bens e serviços). A vantagem competitiva deriva do modo como a empresa organiza e desempenha essas atividades na cadeia de valor. 1.2 AS VANTAGENS COMPETITIVAS DA CADEIA DE SUPRIMENTOS De acordo com Handfield e Nichols Junior (2002) parte-se do principio que a empresa tira mais condições de se manter no mercado se ela mantiver vantagem competitiva diante dos seus concorrentes ela terá mais condições de se fazer valor a sua presença no mercado ou uma posição de duradoura superioridade em relação aos concorrentes. A fonte da vantagem competitiva esta, em primeiro lugar, na capacidade da organização de se diferenciar, aos olhos do cliente, de seus concorrentes, e, em segundo lugar, em operar a um custo menor e portanto com maior lucro, vantagem competitiva significa também mais valor econômico que seus concorrentes, esse valor econômico é definido pelo diferencia entre o beneficio e o custo no produto da empresa. Valor é o beneficio que o cliente atribui ao produto da empresa, seja um bem físico, seja um serviço, esse benefício pode ser intangível, relaciona-se não a aspectos físicos do produto, mas a coisas como imagem ou serviço, pode ser mensurado de acordo com o limite máximo que o cliente pode pagar pelo produto e também pelo proveito próprio que este produto trará ao consumidor. Custo são os gastos para se produzir um determinado produto seja ele direto ou indireto, inclusive os gastos de equipe administrativa, instalações prediais e os gastos em suas atividades totais. A vantagem competitiva só ira existir se a empresa for capaz de entregar o benefício ao consumidor maior que o custo incorrido para produzir um bem ou serviço, diante dessa relação de beneficio e custo é gerado um montante de valor econômico para empresa e a partir

5 5 deste montante de valor econômico é que ira dizer se a empresa terá vantagem competitiva ou não. 1.3 VANTAGENS COMPETITIVA SUSTENTÁVEL Significa gerar mais valor econômico que os seus concorrentes diretos por tempo indefinido, entregando mais benefícios aos seus clientes. O fundamental do gerenciamento da cadeia de suprimentos e gerenciar que o fluxo de materiais e informações dentro da cadeia de informações circule de forma eficiente afim de que se possa obter vantagem competitiva sustentável. 2 PROCESSO DE RECEBIMENTO DE BENS/MATERIAIS 2.1 RECEBIMENTO DE BENS/MATERIAIS O processo de recebimento de bens/materiais foi dividido em quatro etapas: Planejamento do Recebimento, Gerenciamento do Recebimento, Controle dos Registros dos bens/materiais e Controle dos Fornecedores. Cada uma dessas etapas conta com seu fluxograma e respectivos registros que deverão servir de elementos de controle para a comprovação de que o trâmite das atividades seguiu a modelagem prevista. 2.2 PROCESSO DE PLANEJAMENTO DO RECEBIMENTO DE BENS/MATERIAIS A modelagem do processo de recebimento foi desenvolvida a partir da compreensão de que o planejamento prévio dos recebimentos é uma atividade crítica para o seu sucesso. Dessa forma, o estabelecimento de um cronograma viável, que possibilite o recebimento considerando as fases de análise quantitativa e qualitativa, além da disponibilidade de uma infra-estruturar adequada para que o processo ocorra de acordo com o padrão definido, são condições importantes para o processo. Essas condições devem ser previamente dimensionadas e asseguradas, e seus respectivos registros devem ser oportunamente gerados a fim de evidenciar a conformidade dos recebimentos com os requisitos definidos. Adicionalmente ao cronograma de recebimento, os responsáveis pelo recebimento deverão também estabelecer previamente quais serão os tamanhos dos lotes e da amostra que balizarão

6 6 a análise qualitativa dos bens/materiais para que se possa dar como plenamente adequadas as características dos itens entregues. Nos casos em que os itens envolvam características peculiares, deverá ser providenciada, previamente a licitação, a disponibilização de um perito/especialista que irá assegurar no ato das análises das características das aquisições, suas adequações ao que estabelecem os requisitos dispostos nos termos de referência. Importante lembrar que todos esses detalhes, cronogramas, tamanhos de lotes e de amostras, deverão fazer parte dos requisitos da entrega dos bens e, portanto constarão dos detalhes que irão compor o termo de referência da aquisição. 2.3 PROCESSO DE GERENCIAMENTO DO RECEBIMENTO DE BENS/MATERIAIS Outro aspecto bastante importante na padronização do processo de recebimento é a sua divisão em duas fases. Essa divisão segue o que preceitua a Lei 8666/93, em seu artigo 73, inciso II. E visa assegurar a perfeita adequação dos itens recebidos as especificações definidas nos respectivos termos de referência, editais e contratos. Num primeiro momento, o recebimento se dá no sentido de assegurar a conformidade dos itens que estão sendo entregues com as especificações e quantidades definidas nos termos de referência, e se esses também estão em conformidade com os detalhes descritos na nota fiscal. Caso sejam considerados conformes, nessa primeira análise, será expedido o termo de recebimento provisório. De acordo com o que for previamente definido para a análise qualitativa, a partir dos tamanhos dos lotes e das amostras que serão analisadas, os itens serão organizados para posteriormente serem inspecionados. Após essa segunda análise, caso seja constatado conformidade, será expedido o termo de recebimento definitivo, que dará direito ao fornecedor de solicitar o pagamento pelos serviços prestados. Todos esses detalhes do recebimento devem estar contidos nos termos de referência como forma de assegurar a prevalência do interesse público, no que se refere a aquisição de bens/materiais em estrita conformidade com o que de fato foi especificado para atendimento das necessidades públicas. 2.4 EXEMPLO DE CRITÉRIO PARA UM PLANEJAMENTO DA DEFINIÇÃO DOS TAMANHOS DOS LOTES E DAS AMOSTRAS

7 7 Critério adotado: NBR ISO 5426/1985 Planos de Amostragem e Procedimentos na Inspeção por Atributos. Exemplo: Regime de inspeção - Normal Nível II Tamanho do lote peças (pela Tabela 1 - código K) NQA (Nível de Qualidade Aceitável) - 1% - pela Tabela 2: Tamanho da amostra peças. Critério de julgamento - Aceita com 3; Rejeita com 4. Em resumo significa inspecionar uma amostra de 125 peças, considerando o lote de unidades conforme, se a quantidade de não conformidades constatadas for menor ou igual a 03 unidades. Caso as não conformidades identificadas sejam em número igual a 04 ou maior que isso, o lote deverá ser rejeitado. 2.5 PROCESSO DE REGISTRO DOS BENS/MATERIAIS O registro dos itens adquiridos visa assegurar o controle sobre a propriedade dos mesmos. A partir desse controle fica mais confiável a identificação dos fluxos de movimentação desses itens, facilitando seus rastreamentos e gerenciamento de seus saldos nos estoques físicos. 2.6 PROCESSO DE CONTROLE DE FORNECEDORES Em várias etapas do processo de gerenciamento dos recebimentos dos bens, percebe-se a ocorrência de comunicações entre os responsáveis pelo processo e os fornecedores para a solução de problemas relacionados com a recusa no recebimento dos itens encaminhados. Nos casos em que os fornecedores não atendem às solicitações demandadas, os fluxos direcionam as atividades ao processo de controle do CAFIL. CAFIL é a sigla que representa o Cadastro de Fornecedores Impedidos de Contratar com a administração Pública Estadual. Esse cadastro foi definido pela Lei Estadual 9697/2012, e visa, como o próprio nome diz, evitar a continuidade do fornecedor inadimplente com qualquer entidade no âmbito do Estado, no rol daqueles aptos a negociar com o próprio. 3 FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS Consiste na técnica de demonstrar as relações de interdependência entre atividades que compõem um processo a fim de facilitar sua compreensão, seu gerenciamento e controle. O modelo adotado para esse trabalho para o processo de gerenciamento dos recebimentos de

8 8 materiais e bens é conhecido como fluxograma de baias. As baias, divisões verticais, separam as atuações departamentais ou individuais, daqueles que tem responsabilidade pela execução das atividades que fazem parte do processo. Figura 1 Sequência dos passos para recebimento de bens e materiais Fonte:http://pt.slideshare.net/benjamimnetto 4 CONCLUSÃO Este presente trabalho tem como premissa a aplicação de uma metodologia para gerenciar os métodos de recebimentos de bens e materiais, para desenvolver essa metodologia foram elaborados procedimentos padronizados a partir de um conjunto de ferramentas para planejar e gerenciar de forma eficiente as etapas de recebimento, que são planejamento de recebimento, gerenciamento de recebimento, controle de registros e controle de fornecedores. As ações tomadas para executar essa metodologia partiu da criação de vários procedimentos que são: criação de código do item e número de lote para rastreabilidade, definições e métodos de testes de liberação para a liberação de produto/matéria prima que influencia na qualidade dos processos produtivos, elaboração de registros como inspeção de recebimento, plano de inspeção, testes conforme característica do produto (matéria prima), definição dos responsáveis pelo recebimento de bens e materiais e aplicação de testes quando necessários e procedimentos para produto e matéria - prima não conforme.

9 9 As contribuições da aplicação desse conjunto de técnicas de gerenciamento pode ser percebida principalmente através da valorização do local de trabalho, e das pessoas, a partir de coisas simples como limpeza e organização assim como a otimização e aumento da produtividade dos colaboradores, as dificuldades encontradas para o cumprimento com eficiência no entanto foi a questão da disciplina, obter o comportamento adequado de todos os envolvidos, de treinamentos especializados e de sistema informatizado.. REFERÊNCIAS BERTAGIO, Paulo Roberto. Logística e Gerenciamento de cadeia de Abastecimento. 2ª Ed. Revista e Atual. São Paulo: Saraiva CHRISTOPHER, Martins. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos:Criando redes que agregam valor. 2ª Ed São Paulo: Cengage Learling, HANDFIELD, R. B.; NICHOLS JUNIOR, E. Supplychain redesign: Transformando Cadeias de Abastecimento Integrado em sistemas de valores: Prentice Halls, PAOLESCHI, Bruno. Logística Industrial Integrada: Do Planejamento, Produção, Cusos e Qualidade à Satisfação do Cliente. 3º Ed. São Paulo: Érica, 20

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