GIRH como Instrumento de Adaptação às Mudanças Climáticas. Instrumentos e Medidas de Adaptação

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1 GIRH como Instrumento de Adaptação às Mudanças Climáticas Instrumentos e Medidas de Adaptação

2 Objetivos desta sessão Ao fim desta sessão, os participantes poderão: Compreender o conceito de adaptação às mudanças climáticas e à variabilidade Explicar as diferenças entre adaptação e mitigação e fornecer argumentos para explicar por que a adaptação às mudanças climáticas e à variabilidade é necessária Distinguir várias tipologias de opções de adaptação Identificar possíveis medidas de adaptação para vários setores e para os impactos das mudanças climáticas.

3 A premissa básica... As mudanças climáticas são fenômenos globais, mas os problemas serão bastante locais, e teremos de nos adaptar e planejar de forma local.

4 PRECISAMOS FAZER MAIS DO QUE SIMPLESMENTE OLHAR PARA O PROBLEMA!

5 Adaptação Prevenir Mitigar... e adaptar!

6 O que é adaptação? IPCC: Ajustes em sistemas ecológicos, sociais ou econômicos em resposta a estímulos climáticos reais ou futuros e a seus efeitos ou impactos. (IPCC 2001) Diferente da mitigação, que é: uma intervenção antrópica para reduzir as fontes ou aumentar captura de gases de efeito estufa. (IPCC 2001)

7 Adaptação não é novidade Organismos e ecossistemas, incluindo a espécie humana, se adaptaram às mudanças e à variabilidade climática. Mais recentemente, fenômenos climáticos como El Niño Oscilação Sul - ENSO, afetam um maior número de pessoas porque: Falta de planejamento Aumento de assentamentos em zonas de alto risco Aumento da pobreza Acesso limitado à educação,à saúde, etc.

8 Impactos Vulnerabilidades O que é adaptação? Interferência Humana MUDANÇA CLIMÁTICA Incluindo Variabilidade Exposição MITIGAÇÃO das Mudanças Climáticas pelas fontes e captura de gases do efeito estufa Impactos ou efeitos iniciais Adaptações Autônomas Impactos residuais ou determinados ADAPTAÇÃO planejada para os impactos e vulnerabilidades Respostas políticas Fonte: Smit et al. (1999) / IPCC (2001)

9 Por que ela é necessária? Para lidar com os impactos das mudanças climáticas do passado Para lidar com as mudanças climáticas futuras Para reduzir a vulnerabilidade a extremos Mudanças climáticas inevitáveis: A mitigação custa caro O tempo necessário para que as medidas de mitigação se tornem efetivas.

10 Intro: O potencial e os limites da adaptação fonte: IPCC 2007

11 Legenda do quadro anterior Lateral: aumento da temperatura global (Cº) De cima para baixo no quadro cinza: A magnitude de benefícios é uma função da sensibilidade ao clima Benefícios amplos sob a linha. Os benefícios acima da linha são uma função da sensibilidade e das emissões Os benefícios de adaptação são imediatos para os impactos mais vulneráveis porque os riscos do clima atual também são reduzidos Gestão do risco por meio de mitigação dos limites do aquecimento Gestão do risco por meio de adaptação reduz os danos Abaixo do quadro cinza: Horizonte de tempo da vulnerabilidade e abordagens de aproximação Horizonte de tempo de abordagem de impacto Horizonte de tempo de abordagens integradas Coluna 1 à esquerda: Baixa probabilidade Menos provável Moderadamente provável Altamente provável Quase certo Ocorrendo agora PROBABILIDADE Coluna 2 à direita: Eventos críticos Dano considerável à maioria dos sistemas Dano aumentado à maioria dos sistemas, poucos positivos Danos aos mais sensíveis, muitos positivos Vulneráveis ao clima atual CONSEQUÊNCIA Probabilidade a probabilidade de alcançar ou exceder um dado nível de aquecimento global Consequência efeito de alcançar ou exceder um dado nível de aquecimento global Risco = probabilidade X conseqüência Principais benefícios de adaptação e mitigação

12 Tipologias gerais das medidas de adaptação Autônoma Planejada Reativa Antecipatória Sistemas naturais Sistemas humanos Tecnologias pesadas leves Tecnologias tradicionais modernas Medidas nenhuma desculpa baixa desculpa Categorias: Políticas robustas Medidas tecnológicas e estruturais Compatilhamento e disseminação de risco

13 Matriz de vários tipos de adaptação Antecipatório Reativo Sistemas naturais Mudanças na duração da estação de crescimento Mudanças na composição do ecossistema Migração de terras úmidas Sistemas humanos Privado Público Aquisição de seguro Construção de casas sobre fundações Nova concepção de equipamentos de exploração de petróleo Sistemas de alerta precoce Novos códigos de construção, padrão de projeto Incentivos para relocação. Mudanças nas práticas agrícolas Mudanças nos prêmios de seguro Aquisição de ar condicionado Pagamentos compensatórios, subsídios Obrigatoriedade de códigos de construção Alimentação de praias

14 Políticas relacionadas à água aplicáveis ao desafio da adaptação Gestão Integrada de Recursos Hídricos Gestão Integrada de Enchentes Gestão Integrada da Zona Costeira Robusta: não voltada para o evento, integração intersetorial dos objetivos da política de desenvolvimento para necessidades atuais e futuras Flexível: não se baseia apenas nos cenários, melhor mistura de medidas De adaptação: pode funcionar sob incerteza e adaptar a abordagem de gestão, tendo como base os resultados das estratégias implementadas e levando em conta as novas realidades Mudanças climáticas como um desafio/pressão adicional mas não o único incorporação da informação climática ao processo como um todo

15 Outras políticas aplicáveis ao desafio da adaptação Internacional UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) Políticas e regras regulando ODA - Organização de Assistência ao desenvolvimento Regional Planos de Ação Regionais para Adaptação Planos Estratégicos Regionais para GIRH Nacional Estratégias para redução da pobreza NAPAs e planos nacionais de GIRH /política da água Planos espaciais e planos diretores das cidades Planos de gestão de desastres Planos de ação para enchente ou seca.

16 Medidas tecnológicas e estruturais Armazenamento de água e recirculação Gestão de enchentes Sistemas de alerta precoce Melhoria operacional e dos sistemas.

17 Armazenamento e recirculação Desenvolvimento de reservatórios Desenvolvimento de barragens de areia Melhoria da manutenção dos sistemas Controle de vazamento Coleta de água da chuva Reúso/reciclagem da água.

18 Gestão de enchentes Estratégia Redução de enchentes Redução da susceptibilidade a danos Mitigação dos impactos de enchentes Preservando recursos naturais de planícies aluviais Opções Barragens e reservatórios Diques, represas e barreiras de contenção Gerência de captação Melhoria dos canais Regulação de enchentes Políticas de desenvolvimento e redesenvolvimento Projeto e locação de instalações Códigos de construção e moradia À prova de enchentes Previsão e alerta de enchentes informação e educação prontidão para desastre recuperação pós-enchente seguro contra enchente Zoneamento e regulação das planícies aluviais

19 TEMPO DE DURAÇÃO CARACTERÍSTICO (SEGUNDOS) Sistemas de observação, previsão do tempo, alerta precoce, previsões e projeções climáticas Climate Projections Não estrutural, por exemplo, nenhum impacto ambiental ou minimo Considerado nenhuma desculpa com alta relação custobenefício. EXTENSÃO CARACTERÍSTICA (METROS) Adaptado de J. Zillman

20 Tradução do quadro anterior Faixa amarela: previsão do clima aquecimento global um século/circulação do Walker (uma década) 2 anos Faixa azul: previsão de tempo de longo alcance (previsão sazonal a interanual) monção 1 mês / 1 mês Faixa marrom: Previsão de tempo de alcance estendido 10 dias Previsão de alcance médio 3 dias Faixa verde: Previsão de curto alcance 12 horas altas e baixas 1 dia Previsão de curtíssimo alcance geada 2 horas frente fria 1 hora Faixa rosa: Previsão no momento cumulus tempestade forte nuvem Última linha: ciclone

21 Gestão de secas, alerta precoce e mitigação Monitoramento e sistema de alerta precoce mais prontidão e planejamento de resposta Lado do Suprimento: Empreendimentos de recursos de águas superficiais e subterrâneas Transferência de água Lado da Demanda: Melhoria das práticas de utilização da terra (plantio, etc.) Gestão da bacia hidrográfica Coleta e escoamento de água da chuva Água reciclada (por exemplo, uso de águas residuais municipais tratadas para irrigação) Desenvolvimento de estratégias de alocação de água entre demandas competitivas Redução de desperdício (irrigação por gotejamento,etc.) Melhorias na conservação da água no solo Tarifação da água e subsídios.

22 Melhorias operacionais e de sistemas Regras de operação de reservatórios Esquema de irrigação Gestão da demanda da água Estratégias para enfrentar autóctones Aumento da precipitação.

23 Compartilhamento de riscos e disseminação Seguro Seguradoras primárias Resseguro Microsseguro Finanças Bancos de desenvolvimento Microcrédito Fundos de solidariedade Solidariedade comunitária Diversificação das condições de subsistência.

24 Pense nisso Onde estão as novas medidas de adaptação? Ou não fizemos nosso dever de casa para a variabilidade climática? É principalmente uma questão de desenvolvimento de capacidades (transferência de tecnologia, educação e treinamento?) Podemos enfrentar sem armazenamento adicional sob mais variabilidade? Qual o papel das instalações de armazenamento existentes? Como nós classificamos em termos de manutenção e segurança dessas instalações? Onde está a maior necessidade de inovação?

25 Muito Obrigado

26 Material Adicional

27 Adaptação aos extremos Não se pode considerar que um regime hidroclimático futuro seria o mesmo ou teria as mesmas propriedades. X pc Probabilidade de atributo climático (ou efeito) Adaptado Adaptação autônoma Adaptado Existe uma probabilidade mais alta de eventos críticos. Valores de atributo climático (X)

28 Mudança na probabilidade: mais extremos X pc X cc Probabilidade de atributos climáticos (ou efeito) Adaptação autônoma Adaptado Adaptado Zona de risco/eventos críticos Valores de atributos climáticos (X)

29 Mudança na probabilidade:mais extremos X pc X cc Probabilidade de atributos climáticos (ou efeito) Adaptado Adaptação autônoma Adaptado Zona de risco/ eventos críticos Adaptação às mudanças climáticas Valores de atributo climático (X)

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