BIOGRAFIAS. Programa: Oswaldo Cruz, uma vida dedicada à saúde pública ROTEIRO DO PROGRAMA DE ÁUDIO. com ele toda a sua família. (SOM INSTRUMENTAL)

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1 DESCRIÇÃO Esta biografia do médico sanitarista Oswaldo Cruz tem o objetivo de promover a reflexão dos alunos a respeito dos fatores que influenciam na saúde e na qualidade de vida em áreas urbanas e sensibilizá-los para o papel que podem desempenhar na melhoria do quadro atual. O tema está relacionado com o estudo da qualidade de vida das populações humanas.

2 ROTEIRO DO PROGRAMA DE ÁUDIO Oswaldo Cruz, uma vida dedicada à saúde pública << BLOCO 1 >> (NARRAÇÃO DO RÓTULO IDENTIFICADOR DO PROGRAMA) Oswaldo Cruz, uma vida dedicada à saúde pública. Neste programa de Biologia falaremos sobre a vida de Oswaldo Cruz, destacando o seu papel no combate a epidemias e para o desenvolvimento da saúde pública no Brasil. O tema está relacionado com o estudo da qualidade de vida das populações humanas. com ele toda a sua família. Locutora 1: Com 15 anos, Oswaldo Cruz ingressou na mesma faculdade que seu pai havia estudado, a Faculdade Nacional de Medicina. Ele não foi um aluno brilhante, não gostava da parte clínica. Sua dedicação era voltada para uma disciplina que Louis Pasteur havia criado, a Microbiologia. Ele ficava fascinado ao olhar uma gota d água pelo microscópio. (VINHETA DE ABERTURA DO PROGRAMA) Locutora 1: Olá! Eu sou Raquel Melo e a partir de agora você ouve Biografias: o passado explica o presente. No programa de hoje falaremos de Oswaldo Cruz. Locutora 1: Oswaldo Cruz teve seu nome reconhecido pela comunidade científica internacional. Seu talento e decisão, sua luta contra o preconceito de seus colegas e da população são algumas das características desse grande cientista brasileiro. Mas como foi sua trajetória? É o que saberemos agora. Locutora 1: Em meados do século XX, muitas cidades brasileiras começaram a se urbanizar. Mesmo assim, questões como a qualidade da água e a implantação de rede de esgoto ainda eram grandes problemas, pois a falta desse tipo de infraestrutura permitia a proliferação de doenças com muita facilidade. Quando Oswaldo Cruz foi diretor geral de saúde pública, trabalhou contra a febre amarela, identificando os doentes e eliminou os focos do mosquito transmissor da doença. Mas seu caminho não foi tão simples assim... Locutora 1: Oswaldo Cruz nasceu em 5 de agosto de 1872, numa cidade do interior de São Paulo chamada São Luis do Paraitinga. Em 1877, seu pai, que era médico, foi transferido para o Rio de Janeiro e levou Locutora 1: Seu gosto pela microbiologia era tamanho que o estudante instalou, no porão de sua casa, um laboratório onde realizava pequenas experiências. Oswaldo Cruz terminou a faculdade aos vinte anos. Assim que se formou, ele conseguiu realizar o sonho de casar-se com Emília, sua paixão de adolescência. Ao longo da vida, o casal teve seis filhos, aos quais Oswaldo sempre se referia como minha tribo. Locutora 1: Quatro anos depois de formado, ele e sua família mudaram para Paris. O cientista estava prestes a realizar o antigo sonho de se aperfeiçoar em Bacteriologia no local onde estavam reunidos os grandes nomes da ciência da época, o Instituto Pasteur. Para isso, ele contou com a ajuda do sogro, pois, na época, as bolsas de estudo praticamente não existiam. Mas ele sabia que logo teria que voltar para o Brasil e que aqui não conseguiria viver só de ciência. Por isso, ainda em Paris, procurou aprender uma especialidade médica: a urologia. Locutora 1: Na volta ao Brasil, Oswaldo Cruz abriu um consultório de urologia, voltou a trabalhar na fábrica de tecidos, emprego que herdou do pai, além de, também, trabalhar numa policlínica. O médico tinha características próprias como as roupas pretas à moda européia e a pasta que carregava muito parecida com a dos fotógrafos, de onde veio o apelido de Doutor fotógrafo. Locutora 1: Mas como ele teria sua vida dedicada à 2

3 saúde pública? Fique sabendo no próximo bloco. (VINHETA DE ENCERRAMENTO DO BLOCO) << BLOCO 2 >> (VINHETA DE ABERTURA DO BLOCO ) Locutora 1: Em 1899, surgiu a suspeita de um surto de peste bubônica em Santos. A peste bubônica é uma doença transmitida por ratos. Para investigar a suspeita, o governo decidiu chamar Oswaldo Cruz e mais dois outros cientistas. O surto foi confirmado. Locutora 1: Naquela época, o único tratamento para essa doença era o soro. Mas o soro tinha que ser importado da Europa e o tratamento não funcionava muito bem. Diante da gravidade da situação, o governo federal decidiu produzi-lo no Brasil, criando dois institutos soroterápicos. Naquela época, o Rio, a capital federal no período, apresentava péssimas condições de higiene. Isso fazia com que as epidemias como febre amarela, peste, varíola e cólera fossem constantes na cidade. Locutora 1: Em 1903, Oswaldo Cruz foi nomeado diretor geral de saúde pública. Um dos seus primeiros feitos no cargo foi combater a peste bubônica ao implantar uma política de extermínio aos ratos transmissores de doenças. A febre amarela também não teve vez. Para acabar com os mosquitos transmissores, ele criou a polícia sanitária e as brigadas mata-mosquitos. Essas brigadas destruíam os focos de água estagnada. Quando a quantidade de água era muito grande, eles colocavam petróleo para que uma fina camada de óleo fosse formada e impedisse as larvas de respirar. Mas essas medidas eram polêmicas para a época e não foram bem recebidas pela população. (SOM DE MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DE DESAGRADO) a obrigatoriedade, pois muitas pessoas não acreditavam na eficiência do tratamento, além de existir o mito de que a vacina era feita com sangue de rato. (SOM DE MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DE DESAGRADO) Locutora 1: Para piorar, o método de se aplicar a vacina não era tão sutil como em nossos dias. A vacina era aplicada com um estilete, o que deixava cicatriz. Assim, em novembro de 1904, estourou A revolta da vacina e o Rio se transformou em um cenário de guerra. (SOM DE GRITOS) (SOM DE JANELA QUEBRANDO) Locutora 1: Nos dias que a revolta durou, a casa de Oswaldo foi atacada. Ele e sua família tiveram que fugir as pressas. Para que a tranqüilidade voltasse à cidade, o governo suspendeu a obrigatoriedade da vacina. A imagem de Oswaldo Cruz ficou apenas temporariamente prejudicada diante desse incidente, pois logo depois ele se tornou internacionalmente conhecido e respeitado por suas pesquisas e feitos. (SOM QUE REMETE A PASSAGEM DE TEMPO) Locutora 1: Em 1909, ele deixou a diretoria geral de Saúde. No Instituto Oswaldo Cruz, permaneceu até 1915, quando se afastou por motivos de saúde. Naquele ano, se mudou para Petrópolis e foi eleito prefeito da cidade. Dois anos depois, morreu de insuficiência renal. No seu testamento pediu a família: Locutor 2: Divirtam-se, passeiem, ajudem o tempo na benfazeja tarefa de fazer esquecer. Não usem roupas negras, o luto está nos corações, nunca nas roupas. Além disso, roupas pretas são anti-higiênicas em nosso clima. Eu sou Raquel Melo e esse foi mais um Biografias: o passado explica o presente. Espero você no próximo programa. Até lá! Locutora 1: Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu o seu ápice quando, durante um surto de varíola, o médico implantou um regulamento que tornava a vacinação obrigatória. A população recebeu muito mal (VINHETA DE ENCERRAMENTO DO PROGRAMA) 3

4 (NARRAÇÃO DA FICHA TÉCNICA) Redação: Fernanda Ramos Gadelha Revisão de Conteúdo: Helika Amemiya Chikuchi Roteiro: Luciana Fonseca e Marina Gama Locução: Raquel Melo e Bruno Barchesi Assistência de Produção: Carolina Inácio Trilha Sonora: Weber Pereira Marely e Lucas Lima Trabalhos técnicos: Rafael Bembibre Supervisão Técnica: Álvaro Bufarah Coordenação de Mídias Audiovisuais: Eduardo Paiva Coordenação Geral: Eduardo Galembeck 4

5 FICHA TÉCNICA Universidade Estadual de Campinas Reitor: Fernando Ferreira Costa Vice-Reitor: Edgar Salvadori de Decca Pró-Reitor de Pós-Graduação: Euclides de Mesquita Neto Instituto de Biologia Diretor: Paulo Mazzafera Vice-Diretora: Shirlei Maria Recco-Pimentel EXECUÇÃO Projeto EMBRIAO Coordenação geral: Eduardo Galembeck Coordenação de Mídia - Audiovisuais: Eduardo Paiva Coordenação de Mídia - Software: Eduardo Galembeck e Heloisa Vieira Rocha Coordenação de Mídia - Experimentos: Helika A. Chikuchi, Marcelo J. de Moraes e Bayardo B. Torres Apoio Logístico/Administrativo: Eduardo K. Kimura, Gabriel G. Hornink, Juliana M. G. Garaldi Objeto de Aprendizagem Oswaldo Cruz, uma vida dedicada à saúde pública brasileira Redação: Fernanda Ramos Gadelha Revisão de Conteúdo: Helika Amemiya Chikuchi Roteiro: Luciana Fonseca e Marina Gama Locução: Raquel Melo e Bruno Barchesi Assistência de Produção: Carolina Inácio Trilha Sonora: Weber Pereira Marely e Lucas Lima Trabalhos técnicos: Rafael Bembibre Supervisão Técnica: Álvaro Bufarah Adequação Lingüística: Marina Gama, Lígia Francisco Arantes de Souza e Raquel Faustino Arte: Paula Medeiros Diagramação: Henrique Oliveira Thaís Goes A Universidade Estadual de Campinas autoriza, sob licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil, cópia, distribuição, exibição e execução do material desenvolvido de sua titularidade, sem fins comerciais, assim como a criação de obras derivadas, desde que se atribua o crédito ao autor original da forma especificada por ele ou pelo licenciante, assim como a obra deverá compartilhar Licença idêntica a esta. Estas condições podem ser renunciadas, desde que se obtenha permissão do autor. O não cumprimento desta Licença acarretará nas penas previstas pela Lei nº 9.610/98. Laboratório de Tecnologia Educacional Departamento de Bioquímica Instituto de Biologia - Caixa Postal nº 6109 Universidade Estadual de Campinas UNICAMP CEP , Campinas, SP, Brasil 5

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