Teoria Macroeconômica I

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1 Teoria Macroeconômica I Prof. Anderson Litaiff Prof. Salomão Neves Teoria Macroeconômica I - Prof. Anderson Litaiff/ Prof. Salomão Neves 1

2 2 Conteúdo Programático 2ª Avaliação Noções básicas de macroeconomia aberta Balanço de pagamentos Taxas de câmbio nominal e real Regimes cambiais O modelo de determinação da renda O modelo Mundell-Fleming

3 3 Referências BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia: Teoria e política. Tradução da 2.ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

4 4 Referências MANKIW, N. G. Macroeconomia. Rio de Janeiro: LTC, 1998.

5 5 Referências SILVA, José Claudio Ferreira da. Modelos de análise macroeconômica: um curso completo de macroeconomia. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

6 6 Referências FROYEN, Richard T. Macroeconomia. São Paulo: Saraiva:1999.

7 7 2ª Avaliação Macroeconomia aberta Balanço de Pagamentos

8 8 Referências SILVA, José Claudio Ferreira da. Modelos de análise macroeconômica: um curso completo de macroeconomia. Rio de Janeiro: Campus, Ver capítulo 4

9 9 Balanço de Pagamentos (BP) É o registro do valor de todas as transações entre os residentes e os nãoresidentes no país Representa um conjunto de fluxos, ou seja, transações

10 Balanço de Pagamentos 10 (BP) O BP é tradicionalmente dividido em duas grandes contas Conta corrente Conta de capital

11 Balanço de Pagamentos 11 (BP) Conta Corrente Conta Corrente Balança comercial Valores das exportações e importações de mercadorias Serviços não-fatores Fretes, seguros, turismo e serviços diplomáticos Serviços de fatores Salários, aluguéis, juros, lucros e dividendos Transferências unilaterais Doações

12 Balanço de Pagamentos 12 (BP) Conta Corrente Saldo em conta corrente scc scc = Balança Comercial + Serviços Saldo de transações reais str ou + Transferências Unilaterais str = Balança Comercial + Serviços não-fatores str = x m

13 Balanço de Pagamentos 13 (BP) Conta Corrente Renda líquida enviada ao exterior rl rl = Serviços de fatores + Transferências Unilaterais Logo, o saldo da conta corrente do BP é scc = x m rl

14 Balanço de Pagamentos 14 (BP) Conta de Capital Conta de Capital Investimento direto (id) Saldo dos investimentos de empresas estrangeiras no país e Investimentos das empresas do país no exterior Participação acionária, compra de empresas

15 Balanço de Pagamentos 15 (BP) Conta de Capital Conta de Capital Empréstimos e financiamentos (ef) Contraídos ou concedidos por bancos, empresas nacionais e governos Amortizações (am) Parcelas vincendas de empréstimos Outros capitais (ok)

16 Balanço de Pagamentos 16 (BP) Conta de Capital Logo, o saldo da conta de capital (sck) do BP é dado por sck = id + ef am + ok

17 Balanço de Pagamentos 17 (BP) Conta de Capital Por fim, o saldo do balanço de pagamentos (sbp) é sbp = scc + sck + seo Saldo de erros e omissões Saldo da conta de capital Saldo da conta corrente

18 Variação das reservas 18 internacionais Se o SBP... logo, existe um... Com isso, o estoque de reservas internacionais (RI)... Assim é positivo excesso de oferta de divisas aumenta ΔRI>0... é negativo excesso de demanda por divisas diminui ΔRI<0

19 Funcionalidade 19 macroeconômica Transações reais Exportações x = x(p ( ),P ( + * ),TC ( + ), y + * ( ) ) Renda internacional Taxa de câmbio Nível de preços internacional Nível de preços doméstico

20 Funcionalidade 20 macroeconômica Transações reais Importações m = m(p ( + ),P ( * ),TC ( ), y + ( ) ) Renda doméstica Taxa de câmbio Nível de preços internacional Nível de preços doméstico

21 Funcionalidade 21 macroeconômica Saldo das transações reais str str = x m = str(p ( ),P ( + * ),TC ( + ), ( y ), y + * ( ) )

22 Funcionalidade 22 macroeconômica Serviços de fatores rl = rl(r ( + * ), DE + ( ) ) Dívida externa Taxa de juros internacional

23 Funcionalidade 23 macroeconômica Saldo em conta corrente scc Ou seja, scc = str(p ( ),P ( + * ),TC ( + ), ( y ), y ( + * ) ) rl(r ( + * ), DE + scc = scc(p ( ),P ( + * ),TC ( + ), ( y ), y ( + * ),r ( * ), DE ( ) ) ( ) )

24 Funcionalidade 24 macroeconômica Saldo em conta corrente scc scc = scc(p ( ),P ( + * ),TC ( + ), ( y ), y ( + * ),r ( * ), DE ( ) ) scc 0 scc scc(y / P, P*, TC, y*, r*, DE) A 0 0 y 0 y 1 y

25 Funcionalidade 25 macroeconômica Conta de capital investimento direto id = id( ( r + ),r * ( ) ) Taxa de juros internacional Taxa de juros doméstica

26 Funcionalidade 26 macroeconômica Conta de capital empréstimos e financiamentos ef = ef ( ( r + ),r * ( ) ) Taxa de juros internacional Taxa de juros doméstica

27 Funcionalidade 27 macroeconômica Conta de capital amortizações am = am( ( r ),r + * ( ) ) Taxa de juros internacional Taxa de juros doméstica

28 Funcionalidade 28 macroeconômica Saldo em conta de capital sck Ou seja, sck = id( ( r + ),r ( * ) ) + ef ( ( r + ),r ( * ) ) am( ( r ),r ( + * ) ) + ok ( + ) sck = sck(r r *)

29 Funcionalidade 29 macroeconômica Saldo em conta de capital sck r sck(r / r*) ( + ) sck = sck(r r *) r 1 A 1 A 0 r 0 r 2 0 sck 0 sck 1 sck

30 30 Equilíbrio do balanço de pagamentos Um país tem um balanço de pagamentos equilibrado quando Ou seja ΔRI = sbp = scc + sck = 0 scc = sck

31 Equilíbrio do balanço de 31 pagamentos Usando as relações estudadas, obtémse a curva de equilíbrio no balanço de pagamentos (curva BP) scc(p ( ),P ( + * ),TC ( + ), ( y ), y ( + * ),r ( + * ), DE ( + ) ( + ) ) = sck(r r *)

32 Equilíbrio do balanço de 32 pagamentos Como ocorre uma igualdade entre o scc e o simétrico da sck, temos ΔRI = sbp = sbp(p ( ),P ( + * ),TC ( + ), ( y ), y ( + * ), ( r + ),r ( * ), DE ( ) )

33 33 Derivação gráfica do equilíbrio externo Pode-se encontrar graficamente a curva de equilíbrio externo usando um diagrama de quatro quadrantes Noroeste (NO) è o simétrico do sck Sudoeste (SO) è bissetriz para scc = -sck Sudeste (SE)è scc Nordeste (NE) è Curva BP

34 r 1 r A 1 BP(P 0 ) 34 r 0 A 0 sck (r / r*) -sck -sck 0 -sck 1 0 y 0 y 1 y scc 1 scc 0 scc(y / P, P*, TC, y*, r*, DE) 45º scc

35 35 Situações de desequilíbrio externo Quando a ΔRI é... ΔRI > 0... o sbp é e isso significa que... Logo, teremos um ponto... Superavitário scc > -sck... à direita da curva BP ΔRI < 0 Deficitário... à scc < -sck esquerda da curva BP ΔRI = 0 Equilibrado scc = -sck... ao longo da curva BP

36 36 Mobilidade de capitais Aos olhos dos investidores internacionais, cada país possui um certo componente de risco. O resultado de uma avaliação de risco funciona como uma taxa extra de juros que o investidor exige para aplicar no país

37 37 Mobilidade de capitais Não basta uma taxa de juros doméstica superior a internacional para que um país receba um fluxo de capitais. O risco pode servir como um fator de atração

38 38 Mobilidade de capitais Mobilidade total (perfeita) de capitais Situação de risco zero O fluxo de capitais é extremamente sensível às variações da taxa de juros doméstica r BP M 0 y

39 39 Mobilidade de capitais Mobilidade alta de capitais Situação de baixo risco O fluxo de capitais é sensível às variações da taxa de juros doméstica r 0 BP A y

40 40 Mobilidade de capitais Mobilidade baixa de capitais Situação de alto risco O fluxo de capitais é pouco sensível às variações da taxa de juros doméstica r BP B 0 y

41 41 Mobilidade de capitais Mobilidade nula (ausente) de capitais Situação de altíssimo risco O fluxo de capitais é insensível às variações da taxa de juros doméstica r 0 BP N y

42 42 Deslocamentos do equilíbrio externo Mudança no valor de variáveis exógenas Uma curva BP só pode ser conhecida quando se conhecem as funções do saldo em conta corrente (scc);... do saldo da conta de capital (sck);... do nível geral de preços doméstico (P); e

43 43 Deslocamentos do equilíbrio externo Mudança no valor de variáveis exógenas Uma curva BP só pode ser conhecida quando se conhecem as funções dos valores das variáveis exógenas P*, TC, y*, r* e DE

44 EX1: Aumento da renda externa r 1 r BP 0 (P 0 ) 44 BP 1 (P 0 ) Temos que Logo y * sck(r, r* 0 ) -sck -sck 0 -sck 1 r 0 y 0 y 1 y' 0 y' 1 y x; m scc scc 1 ( ) BP P 45º scc scc 0 scc(y* 1 ) scc(y* 0 )

45 EX2: Aumento da taxa de juros internacional r 1 r BP 1 (P 0 ) 45 BP 0 (P 0 ) Temos que Logo r * sck(r, r* 1 ) sck(r, r* 0 ) -sck r 0 y' 0 y' 1 y 0 y 1 y id; am; ef DE sck scc ( ) BP P!"""""" " 45º scc(r* 1 ) scc scc(r* 0 )

46 EX3: Aumento exógeno do fluxo de capitais r 1 r BP 0 (P 0 ) 46 BP 1 (P 0 ) Temos que r 0 Fluxo de capitais para o país Logo sck 0 sck 1 -sck y 0 y 1 y y' 0 y' 1 id sck ( ) BP P 45º scc scc(y* 0 )

47 47 Exercícios SILVA, José Claudio Ferreira da. Modelos de análise macroeconômica: um curso completo de macroeconomia. Rio de Janeiro: Campus, Resolver exercícios 4.A e 4.B

48 48 2ª Avaliação Macroeconomia aberta Taxas de câmbio nominal e real

49 49 Referências BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia: Teoria e política. Tradução da 2.ed. Rio de Janeiro: Campus, Ver capítulo 18

50 50 Taxas nominais de câmbio São contadas de duas maneiras: 1. O número de unidades de moeda estrangeira que se pode obter com uma unidade de moeda nacional; ou 2. O número de unidades de moeda nacional que se pode obter com uma unidade de moeda estrangeira

51 51 Taxas nominais de câmbio As taxas de câmbio variam a cada minuto! De que forma? 1. Apreciação (valorização) nominal da moeda nacional aumento do preço da moeda doméstica em relação a estrangeira 2. Depreciação (desvalorização) nominal da moeda nacional redução do preço da moeda doméstica em relação a estrangeira

52 Taxas nominais de 52 câmbio Em termos de moeda nacional, temos: Quando temos uma..... vou precisar de... Com isso, a TC vai... Apreciação ou valorização Depreciação ou desvalorização Menos R$ para comprar 1US$ Mais R$ para comprar 1US$ Diminuir Aumentar

53 Apreciação = Valorização? Depreciação = desvalorização? 53 Taxa de câmbio fixa Valorização Desvalorização Taxa de câmbio flutuante Apreciação Depreciação

54 54 Taxas reais de câmbio Mede o preço dos bens estrangeiros em termos de bens nacionais

55 55 Taxas reais de câmbio Considere que o país local são os EUA Qual seria a taxa real de câmbio entre EUA e Alemanha? É o preço dos bens alemães em termos de bens americanos

56 Taxas reais de câmbio Suponha que A Alemanha fabrica apenas Automóveis Mercedes da classe SL A EUA fabrica apenas Cadillac Seville 56 Como obter a taxa real de câmbio do ponto de vista dos EUA?

57 57 Taxas reais de câmbio Primeiro passo Converter o preço em DM para dólares Considere que 1DM = US$0,60 O preço de um Mercedes em dólares é de ,00 0,60 = US$60.000,00

58 58 Taxas reais de câmbio Segundo passo Calcular a razão entre o preço do Mercedes em US$ e o preço do Cadillac em US$ O preço de um Cadillac nos EUA é US$40.000,00 O preço de um Mercedes, em termos de Cadillacs, será de ( US$60.000,00 US$40.000) = 1,50

59 Taxas reais de câmbio A taxa de câmbio real será o preço dos bens estrangeiros em termos de bens domésticos Lembre-se: deflator do PIB = preços Taxa de câmbio real ε = EP * P Deflator do PIB do país local 59 Taxa nominal de câmbio entre a moeda local e a estrageira Deflator do PIB do país estrangeiro

60 Taxas reais de câmbio Do ponto de vista dos EUA, a taxa de câmbio real será o preço do Mercedes em termos de Cadillacs Lembre-se: deflator do PIB = preços Taxa de câmbio real ε = EP * P Deflator do PIB dos EUA 60 Taxa nominal de câmbio entre US$ e DM Deflator do PIB da Alemanha

61 Taxas reais de câmbio: Elaboração 61 Preço dos bens alemães em DM Preço dos bens alemães em dólares P * EP * Preço dos bens americanos em dólares EP * Taxa real de câmbio ε = EP * P

62 Do ponto de vista dos EUA 62 olhando para a Alemanha Apreciação real O preço dos bens americanos em termos de bens alemães aumenta de modo equivalente O preço dos bens alemães em termos do preço dos bens americanos diminui de modo equivalente A taxa de câmbio real diminui: ê ε Depreciação real O preço de bens americanos em termos de bens alemães diminui de modo equivalente O preço de bens alemães em termos do preço dos bens americanos aumenta de modo equivalente A taxa de câmbio real diminui: é ε

63 63 Taxas de câmbio reais Taxas reais de câmbio bilaterais Taxas de câmbio entre dois países Taxas reais de câmbio multilaterais Taxas de câmbio entre vários países (todos os seus parceiros comerciais)

64 64 A abertura dos mercados financeiros O que a abertura permite? Os investidores podem obter tanto ativos internos quanto estrangeiros Possibilidade de diversificar as carteiras de ativos Possibilidade de especular com as variações da taxa de câmbio e de juros domésticas e estrangeiras

65 65 A abertura dos mercados financeiros

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