NOVO MODELO DE GESTÃO DESPORTIVA. Marcos Joaquim Gonçalves Alves 15/11/2013

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1 NOVO MODELO DE GESTÃO DESPORTIVA Lei n.º /2013 esclarecimentos legais Marcos Joaquim Gonçalves Alves

2 EXPOSIÇÃO DA NOVA LEI Alterações da Lei Pelé aprovadas pela Lei n. º /2013

3 O NOVO MODELO (acréscimo do art. 18-A à Lei Pelé) APLICAÇÃO: entidades sem fins lucrativos componentes do Sistema Nacional do Desporto (6 meses para adaptação). OBJETO: recebimento de recursos (públicos?) e isenção fiscal. REQUISITOS (fiscalização pelo Ministério do Esporte): Limitação de mandato do Presidente ou Dirigente Máximo (4 + 4 anos); Aplicação de recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais; Escrituração de receitas/despesas em livros formais; Conservação por 5 anos dos documentos sobre origem e destinação de receitas e despesas; Apresentação anual de Declaração de Rendimentos; 3

4 O NOVO MODELO (continuação) REQUISITOS: Transparência na gestão (dados econômicos e financeiros, contratos, patrocinadores, direitos de imagem, propriedade intelectual e quaisquer outros aspectos de gestão); Participaçãodosatletasnosórgãoseconselhostécnicosincumbidosdaaprovaçãode regulamentos das competições; Autonomia do conselho fiscal; Alterações estatutárias para: (i) () gestão democrática, (ii) transparência da movimentação de recursos, (iii) fiscalização interna, (iv) alternância nos cargos de direção, (v) aprovação das contas anuais por conselho de direção e conselho fiscal, e (vi) participação de atletas nos colegiados de direção e na eleição para os cargos da entidade; E 4

5 O NOVO MODELO (continuação) REQUISITOS: Acesso irrestrito aos documentos/informações de prestação de contas e gestão da entidade de administração do desporto (publicação no site da entidade). EXCEÇÕES: entidades de prática desportiva não precisam: Garantir a participação dos atletas nos órgãos e conselhos técnicos incumbidos da aprovação de regulamentos das competições; Garantir a participação de atletas nos colegiados de direção e na eleição para os cargos da entidade; Garantir acesso ou publicar informações sobre contratos comerciais celebrados com cláusula de confidencialidade. Neste caso, porém, o conselho fiscal poderá fiscalizar e cobrar os registros de receitas/despesas decorrentes destes contratos. 5

6 REMUNERAÇÃO DE DIRIGENTES Esclarecimentos jurídicos

7 ANTES DA LEI N.º /2013 VEDAÇÃO PELA LEI N.º 9.532/1997: Não remunerar os dirigentes é condição para isenção tributária de associações civis. Art. 15. Consideram-se isentas as instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico e as associações civis que prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos. 3º Às instituições isentas aplicam-se as disposições do art. 12, 2, alíneas "a" a"e"e 3 e dos arts. 13 e 14. 7

8 ANTES DA LEI N.º /2013 (continuação) VEDAÇÃO PELA LEI N.º 9.532/1997: Não remunerar os dirigentes é condição para isenção tributária de associações civis. Art. 12. Para efeito do disposto no art. 150, inciso VI, alínea c, da Constituição, considera-se se imune a instituição de educação ou de assistência social que preste os serviços para os quais houver sido instituída e os coloque à disposição da população em geral, em caráter complementar às atividades do Estado, sem fins lucrativos. 2ºParaogozodaimunidade,asinstituiçõesaqueserefereesteartigo,estão obrigadas a atender aos seguintes requisitos: a) não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados. 8

9 A LEI N.º /2013 ENTIDADES DO SISTEMA NACIONAL DO DESPORTO: O conjunto de alterações PERMITE A REMUNERAÇÃO porque: 1) A vedação de remuneração, prevista no art. 12, 2º, alínea a, da Lei n.º 9.532/1997, nãoestánorolderequisitosdo novo art. 18-A. Art. 18-A... somente poderão receber recursos da administração pública federal direta e indireta caso: II - atendam às disposições previstas nas alíneas b a e do 2º eno 3º do art. 12 da Lei n.º 9.532, de 10 de dezembro de

10 A LEI N.º /2013 (continuação) PERMITE A REMUNERAÇÃO também porque: 2) As regras de remuneração do art. 12, 2º, alínea a, da Lei n.º 9.532/1997, e do artigo 29 da Lei n.º /2009 foram alteradas para prever (e limitar) a remuneração de dirigente estatutário e não estatuário. LIMITE DA LEI N.º 9.532/1997: Art. 12, 4º... não impede: I - a remuneração aos diretores não estatutários que tenham vínculo empregatício; e II - a remuneração aos dirigentes estatutários, desde que recebam remuneração inferior, em seu valor bruto, a 70% (setenta por cento) do limite estabelecido para a remuneração de servidores do Poder Executivo federal. 10

11 ESCLARECIMENTOS NÃO HÁ CONFLITO DE NORMAS: Lei Geral X Lei Específica; Lei de Introdução ao Código Civil (DL n.º 4.657/1942): Art. 2 o (...) 1 o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. 11

12 ESCLARECIMENTOS (continuação) LEI GERAL X LEI ESPECÍFICA: As Leis n.ºs 9.532/1997 e /2009 são normas gerais, pois tratam das associações civis e das entidades beneficentes de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico. A Lei n.º 9.615/1998 é norma específica, em especial o art. 18-A, pois trata das entidades do Sistema Nacional do Desporto e dos requisitos para que recebam recursos públicos. OBS: Entidades que podem remunerar: integrantes do SND que desejam receber recursos e isenção da Administração Pública Federal Direta e Indireta; entidades de educação e assistência social (não estatutários com vínculo empregatício e estatutários até o limite). 12

13

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