Joaquim. e sua padiola

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Joaquim. e sua padiola"

Transcrição

1 Joaquim e sua padiola

2

3 Joaquim e sua padiola Maria Emmir Oquendo Nogueira

4 Coordenação Geral Filipe Cabral Coordenação Editorial Carolina Fernandes Capa Eduardo Martins Pedro Uchôa Diagramação Everton Sousa de Paula Pessoa Ilustração Bruno Brasil Revisão Elena Arreguy Sala Maria Auristela Barbosa Alves José Ricardo F. Bezerra Edições Shalom CE s/n - km 16 - Divineia CEP: Aquiraz/CE Tel.: (85) Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora. ISBN: EDIÇÕES SHALOM, Aquiraz, Brasil, (4ª Edição)

5 Índice Prefácio... 9 Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo

6

7 Para minha padiola.

8

9 Prefácio Cada vez que lia a narração da cura do paralítico que foi descido pelo teto, ficava intrigada com a ordem final de Jesus: Toma o teu leito, vai para a tua casa. Ficava a imaginar porque Jesus teria dado uma ordem tão detalhada e aparentemente tão desnecessária. Para que um paralítico ainda quereria sua padiola? Por que a recomendação de ir para a sua casa, agora que podia andar livremente por onde quisesse? Em março de 2003, em uma conversa informal com D. Dominique Rey, bispo da diocese de Toulon, na França, obtive, inesperadamente, a resposta. O assunto era o desafio da formação humana. Quanto ao mistério desvendado da padiola, bem... isso você saberá ao ler o livro. A conversa com D. Dominique ocorreu no momento em que começávamos a elaborar o livro Tecendo o Fio de Ouro, um roteiro para a história da salvação pessoal, o auto-conhecimento e o projeto pessoal de vida. Percebemos,

10 de imediato, que escrever um livro abordando o assunto da misteriosa padiola seria um complemento interessante não somente para aqueles que tivessem tecido seu fio de ouro seguindo o roteiro, como também para qualquer pessoa que desejasse aceitar-se melhor. Daí para a ideia de fazermos um livro bem-humorado foi um pulo. O paralítico ganhou, então, um nome: Joaquim, e seu leito ou maca transformou-se facilmente em uma padiola que, em obediência à ordem de Jesus, o acompanharia por toda a vida. Sei que você gostará do Joaquim logo ao primeiro contato. Ele é aquele tipo de pessoa que, por trás do seu jeito muito peculiar de ser, consegue ser espelho para nossas vidas. Joaquim narra a sua história em diálogos leves e rápidos com seus amigos e com você. Estas conversas escondem o verdadeiro diálogo: aquele que, silencioso, passa a ocorrer no coração de cada leitor- interlocutor. Você verá que, algumas vezes, o Joaquim não o tratará com a vênia e respeito que você merece. Mas, por outro lado, você ficará livre para dizer ao Joaquim o que quiser. E, às vezes, vai dar vontade de dizer cada coisa! Vai ser uma bela aventura. Uma viagem por sua personalidade e pela de seus amigos, com o bom-humor de quem carrega sua padiola, com o mesmo riso divertido de

11 Jesus ao deparar-se com ninguém mais ninguém menos do que o nosso Joaquim a pender, perigosamente, sobre sua cabeça.

12

13 Capítulo 1 Ei, seu imbecil! Quer me matar, é? Olha que você me mata! Cuidado! Idiota! Incompetente! Sobe, sobe, sooobeee, Jonas! berrava eu, desesperado, enquanto olhava, no horizonte do meu queixo, o Jonas a tentar se equilibrar na viga de madeira do telhado e, ao mesmo tempo, manter seguras as cordas que amarravam a cabeceira da padiola. Que invenção! Me descer teto abaixo! Então não se lembravam do que me tinha acontecido? Malucos, incompetentes! Querem é se ver livres de mim!, murmurava, pairando, cabeça muito abaixo dos pés, acima do povo que se afastava, assustado. Que história é essa? Ei, para aí, para aí! Meu Deus! Minha casa! gritava um homem, a se desviar dos escombros do teto que caíam ao seu redor. Aaai! Você está quebrando minha perna! Dizia uma voz de mulher a alguém que, no tumulto, a atropelava 13

14 Maria Emmir Oquendo Nogueira no meio do bolo de gente que tentava se encostar nas paredes. Ai, meu Deus! Segura o coitado direito! Cuidado, cuidado!, repetia um velho magro. Tremi de raiva. Detestava quem me chamava de coitado! Olha a viga! Olha a viga! Está cedendo! Olha a viga! Berrou alguém, seguido de gritos histéricos de mulheres, choro de crianças e mais aperto lá em baixo, enquanto o Jonas finalmente conseguia subir a corda e me tirar da posição quase de cabeça para baixo. Suspirei aliviado enquanto descia, aos solavancos, mais alguns palmos, com os pés e a cabeça da mesma altura. Ei! Essa corda é do meu barco!, gritou o pescador de cujo barco meus quatro carregadores haviam tirado as cordas. Ladrões! Ladrões! Roubaram-me as cordas! Vão ter de devolver direitinho para o lugar! Direitinho! Dá um trabalhão enrolar isso! Ladrões! Esperem até ver a surra que vão levar! esbravejava o homem, fora de si. Assustado, o Jonas novamente soltou demais suas cordas e o Josafá, que segurava o Tadeu, para que não caísse com o meu peso, percebendo a situação, puxou-o de vez para trás e os dois caíram sentados, segurando firme as cordas dos meus pés. Caiu entulho para todo lado. Mais gritaria. Para completar, o Helcias, que segurava o Jonas, soltou-o para segurar as cordas e, não conseguindo, o lado de minha cabeça despencou de vez. Fiquei literalmente 14

15

16 Maria Emmir Oquendo Nogueira de cabeça para baixo, escorregando perigosamente entre as túnicas torcidas que me amarravam à altura das pernas finas e sem musculatura e dos braços paralisados, inertes. Foi quando meu rosto ficou a poucos palmos do de Jesus e vi que ele ria, bem-humorado, diante da situação. Do que é que ele está rindo?, perguntei a mim mesmo, irritado, com a testa a latejar, olhos para baixo, queixo para cima, olhando o seu rosto a partir da barba. Naquele momento, meu medo passou e só não ri com ele para não dar o braço a torcer. Não era homem de voltar atrás. Alguém correu e segurou a cabeceira da padiola que o incompetente do Jonas não conseguia sustentar e assim o Tadeu pôde descer o seu lado. Depois de muita gritaria de Sai do meio!, Afasta! Afasta!, Ei, vocês estão loucos?, Como vou construir isso de novo?, Como vamos dormir hoje? e É o Joaquim! É o Joaquim!, aterrissei, bem aos pés de Jesus, em meio aos aplausos de todos. Até o dono da casa começou a aplaudir, embora tenha-se dado conta e tenha parado lá pela quinta palma. Jesus também aplaudiu, sempre rindo. Voltei para ele meu olhar zangado, disposto a intimidálo, deixando bem claro que não estava gostando daquilo. No entanto, ele sorria, divertido. Parecia muito alto, visto assim do chão. Ainda mais alto quando se pôs de pé e, em seguida, fazendo-se menor que eu, acocorando-se, bem perto de mim, a túnica arrastando no chão cheio de entulhos. 16

17 Joaquim e sua Padiola Nossos olhos se encontraram em silêncio. Ele sorria sempre. Seu sorriso divertido, de repente, encheu-se de ternura quando ele passou a mão sobre meus cabelos imundos, engordurados, fedorentos. Por que eu não tinha deixado a Holda lavá-los só esta vezinha?, pensei, chateado, sentindo-me humilhado. Ele sorria profundo. Eu comprimia os lábios, mudo, irritado, envergonhado, descrente. De repente, ficou sério e olhou para o Jonas e o Tadeu, o Helcias e o Josafá, que tinham pulado do teto o Jonas, claro, não tinha pulado, mas tinha sido ajudado a descer e agora também estavam acocorados ao redor da padiola. Olhei também para meus carregadores e pude ver a perna do Jonas ralada de cima abaixo. Imbecil!, pensei. Incompetente! Os quatro olhavam para ele e seus olhos, no meio dos rostos suados pelo esforço, entre os cabelos desgrenhados, tinham jeito de quem esperava uma bronca. Do meu ângulo de visão, abaixo de suas barbas, percebia que Jesus procurava algo no rosto deles. Os quatro abaixaram a vista, confusos, e o Tadeu, sem ter onde pôr as mãos, começou a desatar o enorme nó do seu manto que me amarrava as pernas. Não tendo o que fazer, o Jonas Sempre maria-vai-com-as-outras!, pensei, irritado começou a tentar desamarrar seu próprio manto que me prendia os braços. Graças a Deus!, suspirei, estava fedendo demais esse manto do Jonas! 17

18 Maria Emmir Oquendo Nogueira Jesus aguardava calmamente que me desamarrassem. Seus olhos não buscavam mais nada. Parecia ter encontrado o que procurava e esperava para dizer algo. O povo não se mexia, atento. Mas, deixa eu me apresentar: meu nome é Joaquim. Sou aquele paralítico de que falam Mateus, Marcos e Lucas em seus evangelhos. Estou aqui, como você bem vê, para contar-lhe a minha história. Sou natural de Ramá, na Galileia. Nunca antes tinha saído de minha casa, de minha cidade. Quando tinha mais ou menos doze anos, no período da preparação para o bar-mitzvah, subi no teto de minha casa, para me esconder do Jonas e dos outros moleques e caí lá de cima, de cabeça no chão. Depois disso, nunca mais andei. Fiquei, como vocês do século vinte e um dizem, tetraplégico, sem mexer nada, sem sentir nada do pescoço até os pés. No princípio, meus pais me mantiveram deitado, esperando a minha morte. Passaram-se os meses e, vendo que eu sobreviveria, minha mãe teceu para mim como que um manto bem grosso, bem resistente, que meu pai costurou com tiras finas de couro em duas hastes laterais. Foi minha primeira padiola. Uma vez por dia me carregavam na padiola para perto da entrada da casa e eu tomava um pouco de sol enquanto via os meninos brincarem. No começo, tinha muita visita, os moleques se acocoravam ao meu redor, a conversar. Depois, fui deixando de ser 18

19 Joaquim e sua Padiola uma novidade, fui fazendo parte do dia a dia, até que sua companhia foi reduzida a um apressado Shalom, Joaquim! seguido de uma carreira para a brincadeira do dia. Tentando compensar minha solidão, meus pais faziam tudo o que eu queria e imaginava. Inventava os desejos mais malucos e eles me satisfaziam custasse o que custasse. Tornei-me o reizinho da casa. Além disso, meu pai apressou-se em deixar bem claro qual seria minha parte da herança no seu rebanho de ovelhas e cabras. Eu era o único homem havia um outro que falecera antes de eu nascer. Tinha mais quatro irmãs mulheres, cujos dotes seriam pagos no casamento. Meu futuro estava garantido. Era rico. Depois que meu pai morreu e minha mãe ficou sem forças, eu quase nunca saía de casa. Nem contava mais minha idade, mas ouvia alguns comentários do tipo: Teria dado um belo jovem! O que será dele quando a mãe morrer? Quando minha mãe morreu, permaneci na casa dos meus pais nunca me mudei de casa e morava com minha irmã mais nova, seus dois filhos e seu marido, que cuidavam de mim como conseguiam. O único que ia me ver de vez em quando, sem ser convidado, era o Jonas. Entrava, sentava, tentava puxar conversa, contava uma coisa ou outra, cuspia no chão. Eu o olhava de baixo para cima, sempre irritado: Pra quê essa besteira de conversar, de vir me ver, de contar o que estava acontecendo? E morria de inveja 19

20 Maria Emmir Oquendo Nogueira porque não podia cuspir no chão como ele, assim, de cima para baixo... Vem só pra me fazer inveja, esse Jonas..., murmurava, quando ele saía. No entanto, se ele deixava de aparecer um só dia... ficava pensando, irritado, por que ele não tinha vindo. Já que me tinha acostumado, tinha obrigação de vir. De vez em quando, eu pedia que chamasse o Tadeu, mas que não viesse com ele, que o deixasse vir só. Tadeu, sempre muito ocupado, só vinha quando eu pedia que o Jonas o convidasse. Era um jovem importante, próspero com os rebanhos que herdara de seu pai, falecido, assim como a mãe. Era filho único, muito bonito, muito inteligente, muito capaz, muito eficiente. O tipo de pessoa que me agradava. Quando vinha, conversávamos durante todo o tempo que podia ficar, que, nem sempre, era longo o suficiente para me satisfazer. Holda, minha irmã mais nova, cuidava de mim quando lhe sobrava tempo com as crianças. De vez em quando me lavava a cabeça. Era a única pessoa que eu deixava tocar-me a cabeça. Uma vez por semana chamava o Jonas Tem que ser o Jonas?, eu reclamava para me dar um banho. Eu detestava isso. Embora não sentisse meu corpo, eu fazia questão de reclamar o tempo todo: Ei! Tá doendo! Quer me matar, é? Um dia, tive tanta raiva dele que lhe meti uma mordida caprichada na mão direita. Ele berrou até eu soltar e, magoado, me deixou ali, nu, e saiu. Eu tremia de raiva, 20

21 Joaquim e sua Padiola os olhos cheios de água, mas, como já disse, não era homem de voltar atrás. Não era homem de pedir perdão e muito menos de agradecer. Além do mais, sabia que ele iria voltar. Ele sempre voltava. Não deu outra. Pouco depois, o Jonas voltou e terminou o banho. Era sempre assim: quase um ritual. Eu o ofendia, o humilhava porque, afinal, era um imbecil ele se zangava e, depois, voltava, pedindo perdão e tudo continuava como antes, até o próximo ritual. Eu não dizia nada. Tinha sempre razão em tudo. Mas depois a gente fala mais sobre o incapaz do Jonas... Deixa eu terminar essa parte da história. Um dia, eu estava comendo, com a cabeça voltada para o lado, diretamente do prato raso que a Holda colocava ao lado da minha boca duas vezes por dia, quando entraram os quatro trapalhões que citei na primeira parte, muito excitados: queriam me levar a Cafarnaum, imagine! Tinham ouvido falar de um tal de Jesus que estava curando o povo, ressuscitando os mortos. Tinha até expulso os demônios daquele famoso homem de Gerasa, aquele que vivia acorrentado aos túmulos. Quê!?! Agora estão inventando que eu estou endemoniado, é? gritei, desconfiado como sempre, louco para cuspir no chão com raiva, como todo mundo fazia. Foi você, não foi, Jonas, quem inventou isso! Desgraçado! Endemoniado é você que vive me atazanando a vida! e continuei xingando de um jeito que não se pode transcrever aqui. Minha lista de xingamentos e palavrões é invejável. 21

22 Maria Emmir Oquendo Nogueira Depois de muita luta, apelaram para a Holda, para a alma da minha mãe (esse era meu ponto fraco!) e eu acabei concordando em pensar no assunto. Não acreditava naquela história de rabi, de cura. Para mim, a Holda pedir e nada era a mesma coisa. Era uma perfeita idiota, como as minhas outras três irmãs. Tratava-me como a um cachorro! O Jonas, sem comentários. Os outros três? Bem... queriam ser heróis às minhas custas... Estava decidido. Eu não iria. Não confiava neles. Não iria e pronto! À noite, o imbecil do meu cunhado ainda veio com uma conversa mole, todo jeitoso, tentando me convencer. Me deu até uns bons copos de vinho, mas nada me demovia. Eu não iria. Estava feito! Lá pelas tantas da madrugada, no meio do escuro, acordei, zonzo, a cabeça balançando. O quê?!?! Isso mesmo. Os quatro idiotas tinham entrado no meu quarto, tinham suspenso minha padiola e eu, sono pesado pelo vinho O vinho! Ah, traidor! Se eu pego aquele fingido! Cínico! Hipócrita! Sonso! Fazendo-se de amigo! Só a bobona da Holda para casar com um desgraçado daquele! como eu ia dizendo, sono pesado pelo vinho, nem tinha acordado. Estava, já, no meio da estrada. Gritei, esbravejei, até ficar rouco. É horrível não poder se mexer, não poder se defender! Os quatro não diziam nada. Andavam, revezando as tochas, no meio da escuridão. Íamos a Cafarnaum, ver o tal Jesus. 22

23 Joaquim e sua Padiola A padiola balançava e balançava. Minha cabeça foi ficando cada vez mais zonza. Gritei que iria vomitar. Ninguém acreditou. Ninguém parou. Resultado? Fiz questão de vomitar bem muito, fazendo muito barulho, engulhando o máximo, com o rosto virado para o Jonas que carregava a vara à minha direita, fazendo tudo para sujar seu manto nojento. Finalmente, colocaram-me no chão e o Tadeu, aquele rico e importante que eu mandava chamar para conversar comigo, levantou-me um pouco a cabeça para eu não sufocar. Como era ele, aceitei de bom grado. Gostava de gente rica e importante. Daí o idiota do Jonas foi usar o outro lado do manto para me limpar a boca: Hum! Huuuummmm! Você está me sufocando! Quer me matar, desgraçado? Não sei por que sempre achava que o Jonas queria acabar comigo, mas isso fica para depois. Vômito vomitado, recomeçaram a andar e eu, naturalmente, a xingar, a reclamar, a esbravejar, a murmurar, a fazê-los sentirem-se os mais culpados e inadequados possível. Em um determinado momento, Tadeu fez um sinal e os quatro largaram imediatamente a padiola no chão. Juntamente com Helcias e Josafá, correram até sumir de vista. Jonas ficou ainda alguns segundos, meio hesitante medroso! depois, correu também. Nem acreditava! Os quatro, os quatro!, deixaram-me lá, sozinho, indefeso. Claro que eu não disse nada. Já expliquei que não sou fraco. Sou forte. Não sou homem de dar o braço 23

24 Maria Emmir Oquendo Nogueira a torcer, já disse. Fiquei calado, fervendo de ódio, mas não chamei, não pedi desculpas, não berrei. Achei que logo voltariam. Depois de alguns minutos, tentei mexer a cabeça para os lados, levantá-la o mais que podia, enterrando o queixo no peito. Nada. Não conseguia ver nem ouvir ninguém. Estava só. Tinham-me deixado só, os traidores. Traidores! Traidores!, rosnava eu baixinho. A padiola cheirava a vômito. Era a última padiola que meu pai me tinha feito. Tinha matado uma cabra do seu rebanho, uma cabra grande, boa, cevada, que ele havia criado e engordado exatamente para aquele fim. Com o couro, havia feito a parte central da padiola, emendando as laterais e a parte dos pés com tecido feito pela mãe. Estava já acostumado ao odor do couro, mas couro e vômito, ainda mais sozinho ali... Espera... será que tudo aquilo era uma invenção? Será que não era um plano para se livrarem de mim? Me traziam, me abandonavam ali, os animais selvagens vinham e me comiam... ninguém se lembraria mais... Talvez, até, viessem a ficar aliviados... É, certamente ficariam aliviados... Eu não era mesmo flor que se cheirasse... O silêncio foi me invadindo e comecei a refletir. As cenas passavam em minha cabeça: irritação, raiva, xingamento, exigências. E os quatro fracotes não aguentaram! Será que tinha exagerado? Estava quase para me arrepender quando... 24

25 Joaquim e sua Padiola Ei!... Quem está puxando minha almofada? Ei! Ei! É você, Jonas? Perguntei, acostumado a manter o Jonas sob a égide da culpa, enquanto sentia que alguém puxava a almofada de sob a minha cabeça. Alguém?!? Senti o bafo quente junto ao meu rosto, o cheiro horrível a se destacar do azedo do vômito e da inhaca da cabra. Seus olhos brilhavam no escuro. Devia ser negro, pois só via seus olhos. Depois, percebi, com ele estavam mais outros! Estava cercado, cercado daqueles bichos, atraídos pelo vômito! Iam me comer! Iam me devorar! O que eram? O que eram? Sucumbi à minha impotência e gritei com toda força: Socooorrooo! Socooorrooo! Em dois minutos, os quatro apareceram, enxotaram os bichos e retomaram o caminho, sem dizer nada. Em minha imaginação, cruzei os braços e cuspi no chão, irado, humilhado. Estavam escondidos! Espiando! Tudo combinado! Tudo contra mim! Lá pela terceira hora, chegamos a Cafarnaum. A cidade fervilhava de gente. Todos queriam ver Jesus. Do chão, eu podia ver, lá no alto, contra a luz do sol, meus quatro carregadores perguntando a um e a outro se o Mestre não iria sair, como se poderia entrar, se haveria fila para atendimento. Se não havia jeito de dizer que tinham viajado a noite toda e mais uma parte do dia com um paralítico que queria ser curado. Olha... acho que não tem jeito, não, diziam, balançando a cabeça e olhando, lá de cima, para mim, com cara de pena. Aquilo me deixava doido! Como eu queria 25

26 Maria Emmir Oquendo Nogueira olhar as pessoas cara a cara, à mesma altura. Aí eles iam ver quem é que ia ser digno de pena... Abri o berreiro, irado: Eu disse que não queria vir! Vocês me trouxeram à força! Me sequestraram! Agora, se virem!, gritava. Agora quem quer entrar ali sou eu! Entenderam? Se virem e obedeçam! Façam o que estou mandando! Por que não fazem exatamente o que estou mandando? Vamos! Obedeçam! Arranjem um jeito de eu entrar! Vão entrando porta a dentro e pronto! A culpa é de vocês! De vocês, entenderam? Para que foram inventar isso? Estava quieto em meu canto. Agora, que fizeram a besteira, precisam de mim para orientar vocês! Deixem de ser molengas e forcem a multidão com a maca, na marra, entenderam, bando de fracotes? Eles não me ouviam. Sempre era assim. Eu aconselhava, orientava, dizia o que é que deviam fazer, mas... nada! Sempre faziam do jeito deles. O resultado? Taí. Estão empacados, incapazes de fazer uma coisa simples como entrar em uma casa. Incompetentes! Por que não me ouvem?, rosnava. Helcias e Josafá haviam sumido, em busca de maiores informações. Eu tinha muita, muita sede, mas não dizia nada. Não era homem de dar o braço a torcer, já disse! Os dois voltaram com umas cordas tomadas emprestadas de um barco à beira do lago de Genesaré. Olhei com os olhos compridos, cheio de autocompaixão para o Tadeu, e falei baixinho para que os outros não me ouvissem, pois 26

27 Joaquim e sua Padiola queria que o Tadeu, e não outro, me trouxesse a água: Você pode me arranjar um pouco de água?, disse, voz fraca, entonação de pobre-coitado. Enquanto bebia a água, percebi que amarravam as cordas às quatro pontas das hastes, certamente aproveitando por me verem distraído. Tadeu foi encarregado de me convencer a me deixar amarrar à padiola. Consenti, mesmo sem saber por que. Fazia tudo bem, quase tudo o que Tadeu me pedia. Viraram a padiola para um lado, depois para o outro, enquanto me amarravam as pernas, à altura dos joelhos. Podia ver o enorme nó feito com a túnica boa e grossa do Tadeu que me amarrava as pernas finas e dobradas pela paralisia. Vi também quando o próprio Tadeu me amarrava os braços... Não acredito! Com a túnica nojenta, imunda, vomitada, fedorenta do Jonas!, pensei. Mas, como era o Tadeu, não disse nada... Em seguida, curioso com o que me estavam aprontando, ouvi falarem de pedras e os vi afastarem-se um pouco para procurá-las. Logo voltaram, pedras nas mãos. De repente, sem dizer nada, lá me erguem, novamente, a padiola e, depois de andar alguns minutos, começam a... subir! Subir!!! Você pode imaginar? Começam a subir! A ME subir, balançando perigosamente, cabeça para cima, pés para baixo, naquela escada estreita. Claro que me lembrei do acidente, de minha subida no telhado, da minha queda, meu desmaio, minha dor de cabeça alucinante semanas a fio! Fiquei, por alguns instantes, 27

28 Maria Emmir Oquendo Nogueira paralisado de terror. Não sou homem de me paralisar por medo! Logo voltei ao meu normal: Socorro! Vou morrer! Acudam!, gritava como podia, com minha voz fraca de paralítico. Vou cair! Eles querem me matar, esses idiotas! Ninguém parecia ouvir! Ninguém me ouvia! Ninguém me obedecia! A mim, um pobre paralítico em perigo! Socorro! Acudam!... Nada! Novamente depuseram minha padiola sobre o telhado. Graças a Deus os telhados, na Galileia, eram planos. Se fossem como os de vocês, ocidentais, me teriam deixado escorregar telhado abaixo, com toda a certeza, aqueles desmiolados. Ah, se eu não fosse paralítico, o quanto teria para ensinar àqueles incompetentes! Não sei como o Tadeu se misturava com eles! De repente, ouvi uma gritaria vindo de dentro da casa: O teto está desabando! Corram! e o Tadeu, conciliador, gritando de cima, por um pequeno buraco que, pude supor, tinham feito no telhado, pois ouvia sua voz abafada: Calma, calma! Não vamos lhes fazer mal! O teto não está caindo! É um doente! Precisa de ajuda! Consertamos tudo depois! Doente, eu?, pensei. Então é assim que o Tadeu me considera? Nada disso! Não sou doente, sou paralítico! A gritaria continuou e meus amigos, isto é, meus carregadores, retiravam o mais rapidamente possível, com as pedras pontiagudas, a argamassa que cobria as palhas e madeiras. Era uma luta contra o tempo. Comecei 28

29 Joaquim e sua Padiola a ficar ansioso, a, finalmente, participar, desejar, quem sabe, ser curado: Se tivessem planejado a viagem com antecedência, se tivessem reservado um lugar especial para mim, se tivessem avisado o mestre, se tivessem feito as coisas direito, tudo seria muito diferente. Por que será que nunca fazem as coisas certas, esses quatro? Com certeza, isso é ideia do Jonas, pensava. Levantaram a padiola! Estão me levando! Ai meu Deus! Vão me descer!, consegui perceber. E lá fui eu, amarrado, balançando perigosamente e, de repente, escorregando por entre os mantos que me amarravam, de cabeça para baixo, como um peixe, como um peixe fedorento! Bom, o que aconteceu depois, já contei! Agora, você que me está lendo, vem para cá, perto de mim, acocora aqui do meu lado, deixa eu te perguntar umas coisas: 29

30 Maria Emmir Oquendo Nogueira Marque aí abaixo como você percebeu o meu jeito de ser bondoso humilde altruísta intolerante de difícil convivência agradável complexo e onipotência paciente irritadiço egoísta dado ao diálogo de fácil comunicação aberto aos outros gosta de humilhar orgulhoso impaciente zangado ranzinza simpático chato afável cortês bem educado os outros arrogante E os meus carregadores, como você os vê? 30

31 Joaquim e sua Padiola Aquele riso de Jesus me deixou surpreso. Para mim, um rabi tem que se dar ao respeito. Não tem que ficar rindo, assim, como uma pessoa comum. Mas a Emmir tem mania de dizer que Jesus ri e, como dependo dela para escrever minha história, tive de aceitar mas não calado! que ela o colocasse rindo. O que você acha? Você não concorda comigo? Ou você acha que Jesus ria, ainda mais em uma situação dessas? Hoje em dia, quando eu me lembro do que acabei de lhe contar, também acho muita graça. Você riu de minha descida desastrosa? Qual parte da história que contei foi mais engraçada, em sua opinião? A descida? O meu embebedamento? Eu sozinho na estrada? A subida? 31

32 Maria Emmir Oquendo Nogueira Posso saber por que você achou graça de mim? Esse povo se diz amigo da gente, mas apronta cada uma, não é verdade? Você tem amigos? Você tem carregadores? Me diga o nome deles e um pouco como eles são. Com certeza eles já te aprontaram alguma! Conta aí! Eu te contei um pouco de como eu sou. E você, como é? É forte e se dá ao respeito, como eu? É fraco, como o Jonas? É mais para conciliador, como o Tadeu? Se você for rico ou importante (o rico é sempre importante e o importante é sempre rico, não é?), mas se você for 32

33 Joaquim e sua Padiola rico ou importante, não esqueça de anotar seu telefone para nos conhecermos melhor. Me conta aí o que acabo de perguntar, vai! 33

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento Eu e umas amigas íamos viajar. Um dia antes dessa viagem convidei minhas amigas para dormir na minha casa. Nós íamos para uma floresta que aparentava ser a floresta do Slender-Man mas ninguém acreditava

Leia mais

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

Leia mais

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Autora: Tell Aragão Personagens: Carol (faz só uma participação rápida no começo e no final da peça) Mãe - (só uma voz ela não aparece) Gigi personagem

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

Alô, alô. www.bibliotecapedrobandeira.com.br

Alô, alô. www.bibliotecapedrobandeira.com.br Alô, alô Quero falar com o Marcelo. Momento. Alô. Quem é? Marcelo. Escuta aqui. Eu só vou falar uma vez. A Adriana é minha. Vê se tira o bico de cima dela. Adriana? Que Adriana? Não se faça de cretino.

Leia mais

Estórias de Iracema. Maria Helena Magalhães. Ilustrações de Veridiana Magalhães

Estórias de Iracema. Maria Helena Magalhães. Ilustrações de Veridiana Magalhães Estórias de Iracema Maria Helena Magalhães Ilustrações de Veridiana Magalhães 2 No dia em que Iracema e Lipe voltaram para visitar a Gê, estava o maior rebuliço no hospital. As duas crianças ficaram logo

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

O menino e o pássaro. Rosângela Trajano. Era uma vez um menino que criava um pássaro. Todos os dias ele colocava

O menino e o pássaro. Rosângela Trajano. Era uma vez um menino que criava um pássaro. Todos os dias ele colocava O menino e o pássaro Era uma vez um menino que criava um pássaro. Todos os dias ele colocava comida, água e limpava a gaiola do pássaro. O menino esperava o pássaro cantar enquanto contava histórias para

Leia mais

Só que tem uma diferença...

Só que tem uma diferença... Só que tem uma diferença... Isso não vai ficar assim! Sei. Vai piorar. Vai piorar para o lado dela, isso é que vai! Por enquanto, só piorou para o seu, maninho. Pare de me chamar de maninho, Tadeu. Você

Leia mais

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. 017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. Acordei hoje como sempre, antes do despertador tocar, já era rotina. Ao levantar pude sentir o peso de meu corpo, parecia uma pedra. Fui andando devagar até o banheiro.

Leia mais

O Coração Sujo. Tuca Estávamos falando sobre... hm, que cheiro é esse? Tuca Parece cheiro de gambá morto afogado no esgoto.

O Coração Sujo. Tuca Estávamos falando sobre... hm, que cheiro é esse? Tuca Parece cheiro de gambá morto afogado no esgoto. O Coração Sujo Personagens - Tuca - Teco - Tatá - Tia Tuca e Tatá estão conversando. Teco chega. Teco Oi, meninas, sobre o que vocês estão falando? Tuca Estávamos falando sobre... hm, que cheiro é esse?

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

QUASE NADA Peça de Marcos Barbosa marcosbarbosa@hotmail.com

QUASE NADA Peça de Marcos Barbosa marcosbarbosa@hotmail.com QUASE NADA Peça de Marcos Barbosa marcosbarbosa@hotmail.com Antônio, Sara, Vânia e César. Sala da casa de Antônio e Sara. 1 Um longo silêncio. ANTÔNIO. Vai me deixar falando sozinho? Sara o fita e fica

Leia mais

noite e dia marconne sousa

noite e dia marconne sousa noite e dia marconne sousa Mais uma noite na terra a terra é um lugar tão solitário cheio de pessoas, nada mais onde se esconderam os sentimentos? um dedo que aponta um dedo que desaponta um dedo que entra

Leia mais

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque Fantasmas da noite Uma peça de Hayaldo Copque Peça encenada dentro de um automóvel na Praça Roosevelt, em São Paulo-SP, nos dias 11 e 12 de novembro de 2011, no projeto AutoPeças, das Satyrianas. Direção:

Leia mais

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem.

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem. Pais e filhos 1º cena: música ambiente (início da música pais e filhos legião urbana - duas pessoas entram com um mural e começam a confeccionar com frases para o aniversário do pai de uma delas (Fátima),

Leia mais

HISTÓRIA DE SÃO PAULO. Alunos: Tatiana Santos Ferreira, Joyce Cruvello Barroso, Jennifer Cristine Silva Torres dos Santos, Sabrina Cruz. 8ª série.

HISTÓRIA DE SÃO PAULO. Alunos: Tatiana Santos Ferreira, Joyce Cruvello Barroso, Jennifer Cristine Silva Torres dos Santos, Sabrina Cruz. 8ª série. EE Bento Pereira da Rocha HISTÓRIA DE SÃO PAULO Alunos: Tatiana Santos Ferreira, Joyce Cruvello Barroso, Jennifer Cristine Silva Torres dos Santos, Sabrina Cruz. 8ª série. História 1 CENA1 Mônica chega

Leia mais

A televisão estava uma bodega. Os meus pais continuavam os dois a trabalhar no escritório e eu es tava ali sozinho com o meu avô, que já dormia,

A televisão estava uma bodega. Os meus pais continuavam os dois a trabalhar no escritório e eu es tava ali sozinho com o meu avô, que já dormia, FICHA TÉCNICA Título: O Peixe Azul Autora: Margarida Fonseca Santos Copyright by Margarida Fonseca Santos e Editorial Presença, Lisboa, 2003 Capa: Lupa Design Danuta Wojciechowska Composição, impressão

Leia mais

Geração Graças Peça: O livro das Parábolas A parábola do tesouro escondido (Mt 13:44)

Geração Graças Peça: O livro das Parábolas A parábola do tesouro escondido (Mt 13:44) Geração Graças Peça: O livro das Parábolas A parábola do tesouro escondido (Mt 13:44) Autora: Tell Aragão Colaboração: Marise Lins Personagens Menina Zé Bonitinho +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Leia mais

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar CATEGORIAS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS S. C. Sim, porque vou para a beira de um amigo, o Y. P5/E1/UR1 Vou jogar à bola, vou aprender coisas. E,

Leia mais

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA DESENGANO FADE IN: CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA Celular modelo jovial e colorido, escovas, batons e objetos para prender os cabelos sobre móvel de madeira. A GAROTA tem 19 anos, magra, não

Leia mais

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma.

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. PERTO DE TI Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. Jesus! Perto de ti, sou mais e mais. Obedeço a tua voz. Pois eu sei que tu és Senhor, o

Leia mais

O Menino do Futuro. Dhiogo José Caetano

O Menino do Futuro. Dhiogo José Caetano O Menino do Futuro Dhiogo José Caetano 1 Início da história Tudo começa em uma cidade pequena do interior de Goiás, com o nome de Uruana. Havia um garoto chamado Dhiogo San Diego, um pequeno inventor que

Leia mais

Trecho do livro Nora Webster (Companhia das Letras), de Colm Tóibín Tradução de Rubens Figueiredo. Capítulo Um

Trecho do livro Nora Webster (Companhia das Letras), de Colm Tóibín Tradução de Rubens Figueiredo. Capítulo Um Trecho do livro Nora Webster (Companhia das Letras), de Colm Tóibín Tradução de Rubens Figueiredo Capítulo Um Você deve estar de saco cheio deles. Será que nunca vão parar de vir aqui? Tom O Connor, seu

Leia mais

História Para as Crianças. A menina que caçoou

História Para as Crianças. A menina que caçoou História Para as Crianças A menina que caçoou Bom dia crianças, feliz sábado! Uma vez, do outro lado do mundo, em um lugar chamado Austrália vivia uma menina. Ela não era tão alta como algumas meninas

Leia mais

O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. ( 7 )

O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. ( 7 ) O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. Isso o Ricardo me disse quando a gente estava voltando do enterro do tio Ivan no carro da mãe, que dirigia de óculos escuros apesar de não fazer sol. Eu tinha

Leia mais

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos Lição 3: Alegria LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos RESUMO BÍBLICO Gálatas 5:23; Gálatas 6:1; 2 Timóteo 2:25; Tito 3; 1 Pedro 3:16 Como seres humanos estamos sempre à mercê de situações sobre

Leia mais

Eu, Você, Todos Pela Educação

Eu, Você, Todos Pela Educação Eu, Você, Todos Pela Educação Um domingo de outono típico em casa: eu, meu marido, nosso filho e meus pais nos visitando para almoçar. Já no final da manhã estava na sala lendo um livro para tentar relaxar

Leia mais

Rosana! Rosanaaa! Ô menina! Onde que cê se meteu, diacho de moleca!!

Rosana! Rosanaaa! Ô menina! Onde que cê se meteu, diacho de moleca!! A Promessa N.Lym Consegui um bom emprego em São Paulo! Não posso levar você comigo, mas você pode me esperar. Prometo que vou voltar, vamos nos casar e morar juntos, bem longe daqui! Rosana ficou a pensar

Leia mais

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER Atividades Lição 5 NOME: N º : CLASSE: ESCOLA É LUGAR DE APRENDER 1. CANTE A MÚSICA, IDENTIFICANDO AS PALAVRAS. A PALAVRA PIRULITO APARECE DUAS VEZES. ONDE ESTÃO? PINTE-AS.. PIRULITO QUE BATE BATE PIRULITO

Leia mais

- Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe?

- Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe? Trecho do romance Caleidoscópio Capítulo cinco. 05 de novembro de 2012. - Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe? Caçulinha olha para mim e precisa fazer muita força para isso,

Leia mais

Criado por Mario Madureira

Criado por Mario Madureira Criado por Mario Madureira Ep. #: 108 Meninas Grandes Não Choram Escrito por Mario Madureira e Karina Bittencourt 28 de agosto de 2015 São Paulo, Brasil 1 ATO UM Anteriormente em Estrada das Lágrimas.

Leia mais

Sal, Pimenta, Alho e Noz Moscada.

Sal, Pimenta, Alho e Noz Moscada. Sal, Pimenta, Alho e Noz Moscada. Cláudia Barral (A sala é bastante comum, apenas um detalhe a difere de outras salas de apartamentos que se costuma ver ordinariamente: a presença de uma câmera de vídeo

Leia mais

O ANO-NOVO ALGUNS ANOS ANTES

O ANO-NOVO ALGUNS ANOS ANTES O ANO-NOVO ALGUNS ANOS ANTES Victoria Saramago 1 1 É mestranda em Literatura Brasileira pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, com bolsa da FAPERJ. Contos e etc. Ela me repetia aquela história,

Leia mais

HISTÓRIA DE LINS. - Nossa que cara é essa? Parece que ficou acordada a noite toda? Confessa, ficou no face a noite inteira?

HISTÓRIA DE LINS. - Nossa que cara é essa? Parece que ficou acordada a noite toda? Confessa, ficou no face a noite inteira? HISTÓRIA DE LINS EE PROF.PE. EDUARDO R. de CARVALHO Alunos: Maria Luana Lino da Silva Rafaela Alves de Almeida Estefanny Mayra S. Pereira Agnes K. Bernardes História 1 Unidas Venceremos É a história de

Leia mais

As 12 Vitimas do Medo.

As 12 Vitimas do Medo. As 12 Vitimas do Medo. Em 1980 no interior de São Paulo, em um pequeno sítio nasceu Willyan de Sousa Filho. Filho único de Dionizia de Sousa Millito e Willian de Sousa. Sempre rodeado de toda atenção por

Leia mais

TEXTO: Texto Warley di Brito A TURMA DA ZICA. (Esta é uma versão adaptada, da turma do zico)

TEXTO: Texto Warley di Brito A TURMA DA ZICA. (Esta é uma versão adaptada, da turma do zico) TEXTO: Texto Warley di Brito A TURMA DA ZICA (Esta é uma versão adaptada, da turma do zico) Januária setembro/2011 CENÁRIO: Livre, aberto, porém, deve se haver por opção uma cadeira, uma toalha e uma escova

Leia mais

SARAMAU. Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva

SARAMAU. Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva SARAMAU Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva CENA 1 Saramau entra no palco leve e com um ar de alegria e paz. ela acaba de compreender que ama de verdade José o seu marido. Ela entra chamando pelo

Leia mais

Historinhas para ler durante a audiência dos pais. Pio Giovani Dresch

Historinhas para ler durante a audiência dos pais. Pio Giovani Dresch Historinhas para ler durante a audiência dos pais Pio Giovani Dresch Historinhas para ler durante a audiência dos pais Pio Giovani Dresch Ilustrações: Santiago Arte: www.espartadesign.com.br Contatos

Leia mais

CABOCLO D AGUA. Por. Andre Rohling.

CABOCLO D AGUA. Por. Andre Rohling. CABOCLO D AGUA. Por Andre Rohling. (47)8818-2914. andrerohling@hotmail.com www.facebook/andre.rohling 1 CENA-EXT-CAMPO-NOITE-19H10MIN. Noite de lua cheia, era bastante claro devido à luz da lua, faróis

Leia mais

JANELA SOBRE O SONHO

JANELA SOBRE O SONHO JANELA SOBRE O SONHO um roteiro de Rodrigo Robleño Copyright by Rodrigo Robleño Todos os direitos reservados E-mail: rodrigo@robleno.eu PERSONAGENS (Por ordem de aparição) Alice (já idosa). Alice menina(com

Leia mais

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead)

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) A Última Carta Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) E la foi a melhor coisa que já me aconteceu, não quero sentir falta disso. Desse momento. Dela. Ela é a única que

Leia mais

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu 5 L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu subir monte, pés d Eu molhados em erva fria. Não haver erva em cima em monte. Só haver terra, em volta, monte como cabeça de homem sem cabelo.

Leia mais

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri. Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.com Página 1 1. HISTÓRIA SUNAMITA 2. TEXTO BÍBLICO II Reis 4 3.

Leia mais

Efêmera (título provisório) Por. Ana Julia Travia e Mari Brecht

Efêmera (título provisório) Por. Ana Julia Travia e Mari Brecht Efêmera (título provisório) Por Ana Julia Travia e Mari Brecht anaju.travia@gmail.com mari.brecht@gmail.com INT. SALA DE - DIA. VÍDEO DE Números no canto da tela: 00 horas Vídeo na TV., 22, com seus cabelos

Leia mais

Nicholas Sparks. Tradução: Marsely De Marco Martins Dantas

Nicholas Sparks. Tradução: Marsely De Marco Martins Dantas Nicholas Sparks Tradução: Marsely De Marco Martins Dantas A ÚLTIMA MÚSICA 1 Ronnie Seis meses antes Ronnie estava sentada no banco da frente do carro sem entender por que seus pais a odiavam tanto. Era

Leia mais

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA LENDA DA COBRA GRANDE Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA CRUZEIRO DO SUL, ACRE, 30 DE ABRIL DE 2012. OUTLINE Cena 1 Externa;

Leia mais

Domingo. Acorda, seu dorminhoco, está na hora de levantar! De manhã? Meus pais esqueceram que os zumbis pegam fogo com a luz do sol?

Domingo. Acorda, seu dorminhoco, está na hora de levantar! De manhã? Meus pais esqueceram que os zumbis pegam fogo com a luz do sol? Domingo Cocoricóóó! Acorda, seu dorminhoco, está na hora de levantar! Urrggghhoquefoi? Eu disse que já é de manhã e está na hora de você sair da cama. De manhã? Meus pais esqueceram que os zumbis pegam

Leia mais

Super.indd 5 6/1/2010 17:05:16

Super.indd 5 6/1/2010 17:05:16 Super é o meu primeiro livro escrito inteiramente em São Paulo, minha nova cidade. A ela e às fantásticas pessoas que nela vivem, o meu enorme obrigado. E esse livro, como toda ficção, tem muito de realidade.

Leia mais

Palavras do autor. Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura.

Palavras do autor. Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura. Palavras do autor Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura. Durante três anos, tornei-me um leitor voraz de histórias juvenis da literatura nacional, mergulhei

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES:

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES: Atividades gerais: Verbos irregulares no - ver na página 33 as conjugações dos verbos e completar os quadros com os verbos - fazer o exercício 1 Entrega via e-mail: quarta-feira 8 de julho Verbos irregulares

Leia mais

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento.

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. museudapessoa.net P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. R Eu nasci em Piúma, em primeiro lugar meu nome é Ivo, nasci

Leia mais

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno.

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno. Meu lugar,minha história. Cena 01- Exterior- Na rua /Dia Eduardo desce do ônibus com sua mala. Vai em direção a Rose que está parada. Olá, meu nome é Rose sou a guia o ajudara no seu projeto de história.

Leia mais

Roteiro para curta-metragem. Nathália da Silva Santos 6º ano Escola Municipalizada Paineira TEMPESTADE NO COPO

Roteiro para curta-metragem. Nathália da Silva Santos 6º ano Escola Municipalizada Paineira TEMPESTADE NO COPO Roteiro para curta-metragem Nathália da Silva Santos 6º ano Escola Municipalizada Paineira TEMPESTADE NO COPO SINOPSE Sérgio e Gusthavo se tornam inimigos depois de um mal entendido entre eles. Sérgio

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

A.C. Ilustrações jordana germano

A.C. Ilustrações jordana germano A.C. Ilustrações jordana germano 2013, O autor 2013, Instituto Elo Projeto gráfico, capa, ilustração e diagramação: Jordana Germano C736 Quero-porque-quero!! Autor: Alexandre Compart. Belo Horizonte: Instituto

Leia mais

este ano está igualzinho ao ano passado! viu? eu não falei pra você? o quê? foi você que jogou esta bola de neve em mim?

este ano está igualzinho ao ano passado! viu? eu não falei pra você? o quê? foi você que jogou esta bola de neve em mim? viu? eu não falei pra você? o quê? este ano está igualzinho ao ano passado! foi você que jogou esta bola de neve em mim? puxa, acho que não... essa não está parecendo uma das minhas... eu costumo comprimir

Leia mais

Nada de telefone celular antes do sexto ano

Nada de telefone celular antes do sexto ano L e i n º1 Nada de telefone celular antes do sexto ano Nossos vizinhos da frente estão passando uma semana em um cruzeiro, então me pediram para buscar o jornal e a correspondência todos os dias, enquanto

Leia mais

CD: Ao Sentir. Alencastro e Patrícia. 1- Ao Sentir Jairinho. Ao sentir o mundo ao meu redor. Nada vi que pudesse ser real

CD: Ao Sentir. Alencastro e Patrícia. 1- Ao Sentir Jairinho. Ao sentir o mundo ao meu redor. Nada vi que pudesse ser real Alencastro e Patrícia CD: Ao Sentir 1- Ao Sentir Jairinho Ao sentir o mundo ao meu redor Nada vi que pudesse ser real Percebi que todos buscam paz porém em vão Pois naquilo que procuram, não há solução,

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

Arte do Namoro - Manual de Como Seduzir pelo Telefone por Rico 2009-2010, Todos Direitos Reservados - Pg 1

Arte do Namoro - Manual de Como Seduzir pelo Telefone por Rico 2009-2010, Todos Direitos Reservados - Pg 1 Direitos Reservados - Pg 1 Aviso aos que se acham malandros, ou que querem ser processados ou parar na cadeia. Este livro é registrado com todos os direitos reservados pela Biblioteca Nacional. A cópia,

Leia mais

Bartolomeu Campos Queirós. Agradecemos aos parceiros que investem em nosso projeto. I SBN 85-7694 - 111-2

Bartolomeu Campos Queirós. Agradecemos aos parceiros que investem em nosso projeto. I SBN 85-7694 - 111-2 Ficava intrigado como num livro tão pequeno cabia tanta história. O mundo ficava maior e minha vontade era não morrer nunca para conhecer o mundo inteiro e saber muito da vida como a professora sabia.

Leia mais

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais)

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Tempo para tudo (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Família é ideia de Deus, geradora de personalidade, melhor lugar para a formação do caráter, da ética, da moral e da

Leia mais

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. www.hinarios.org 01 PRECISA SE TRABALHAR 02 JESUS CRISTO REDENTOR

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. www.hinarios.org 01 PRECISA SE TRABALHAR 02 JESUS CRISTO REDENTOR HINÁRIO O APURO Tema 2012: Flora Brasileira Araucária Francisco Grangeiro Filho 1 www.hinarios.org 2 01 PRECISA SE TRABALHAR 02 JESUS CRISTO REDENTOR Precisa se trabalhar Para todos aprender A virgem mãe

Leia mais

Laranja-fogo. Cor-de-céu

Laranja-fogo. Cor-de-céu Laranja-fogo. Cor-de-céu Talita Baldin Eu. Você. Não. Quero. Ter. Nome. Voz. Quero ter voz. Não. Não quero ter voz. Correram pela escada. Correram pelo corredor. Espiando na porta. Olho de vidro para quem

Leia mais

JESUS CRISTO A HISTÓRIA DE. David C Cook. All Rights Reserved

JESUS CRISTO A HISTÓRIA DE. David C Cook. All Rights Reserved A HISTÓRIA DE JESUS CRISTO ESTA É A VERDADEIRA HISTÓRIA DE JESUS CRISTO. ELE ERA UM HOMEM, MAS ERA MUITO MAIS DO QUE ISSO. ELE É O FILHO ÚNICO DE DEUS. É CLARO QUE ELE ERA PODEROSO. ATÉ O VENTO E O MAR

Leia mais

Quem tem medo da Fada Azul?

Quem tem medo da Fada Azul? Quem tem medo da Fada Azul? Lino de Albergaria Quem tem medo da Fada Azul? Ilustrações de Andréa Vilela 1ª Edição POD Petrópolis KBR 2015 Edição de Texto Noga Sklar Ilustrações Andréa Vilela Capa KBR

Leia mais

Ato Único (peça em um ato)

Ato Único (peça em um ato) A to Ú nico Gil V icente Tavares 1 Ato Único (peça em um ato) de Gil Vicente Tavares Salvador, 18 de agosto de 1997 A to Ú nico Gil V icente Tavares 2 Personagens: Mulher A Mulher B Minha loucura, outros

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM RECUPERAÇÃO DE IMAGEM Quero que saibam que os dias que se seguiram não foram fáceis para mim. Porém, quando tornei a sair consciente, expus ao professor tudo o que estava acontecendo comigo, e como eu

Leia mais

Ahhhhhhhh! A escola inteira se assustou. A professora Graça saiu procurando quem tinha gritado e encontrou a Carolina aos prantos no canto da sala.

Ahhhhhhhh! A escola inteira se assustou. A professora Graça saiu procurando quem tinha gritado e encontrou a Carolina aos prantos no canto da sala. Capítulo 3 O Dia do Benquerer foi um sucesso. Tudo correu às mil maravilhas com as crianças, as atividades, os brinquedos, os bichos de estimação. E, no final do dia, a escola estava preparada para a premiação

Leia mais

INT. BIBLIOTECA (1960) - DIANTE DO BALCãO DA BIBLIOTECáRIA

INT. BIBLIOTECA (1960) - DIANTE DO BALCãO DA BIBLIOTECáRIA INT. BIBLIOTECA (1960) - DIANTE DO BALCãO DA BIBLIOTECáRIA Carolina e, acompanhados de, estão na biblioteca, no mesmo lugar em que o segundo episódio se encerrou.os jovens estão atrás do balcão da biblioteca,

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

Três Marias Teatro. Noite (Peça Curta) Autor: Harold Pinter

Três Marias Teatro. Noite (Peça Curta) Autor: Harold Pinter Distribuição digital, não-comercial. 1 Três Marias Teatro Noite (Peça Curta) Autor: Harold Pinter O uso comercial desta obra está sujeito a direitos autorais. Verifique com os detentores dos direitos da

Leia mais

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor capítulo um Belo reparo Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas preciosas com ouro. O resultado é uma peça que nitidamente foi quebrada,

Leia mais

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária HINÁRIO O APURO Tema 2012: Flora Brasileira Araucária Francisco Grangeiro Filho 1 www.hinarios.org 2 01 PRECISA SE TRABALHAR Marcha Precisa se trabalhar Para todos aprender A virgem mãe me disse Que é

Leia mais

Texto Teatral de André Faxas 2009 Todos os direitos reservados

Texto Teatral de André Faxas 2009 Todos os direitos reservados Texto Teatral de André Faxas 2009 Todos os direitos reservados 1 Personagens: PALHAÇO CABELINHO, o malvado PALHAÇO PINDUCA, o bonzinho SEU ANTÔNIO, o dono do circo MULHER BARBUDA, ingênua e romântica ps.

Leia mais

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias Lucas Zanella Collin Carter & A Civilização Sem Memórias Sumário O primeiro aviso...5 Se você pensa que esse livro é uma obra de ficção como outra qualquer, você está enganado, isso não é uma ficção. Não

Leia mais

CASA DE FAMÍLIA intervenção dos Vira-Latas sob o signo do sangue a ser realizada na Praça da Matriz / Largo da Freguesia do Ó

CASA DE FAMÍLIA intervenção dos Vira-Latas sob o signo do sangue a ser realizada na Praça da Matriz / Largo da Freguesia do Ó CASA DE FAMÍLIA intervenção dos Vira-Latas sob o signo do sangue a ser realizada na Praça da Matriz / Largo da Freguesia do Ó Uma sala de jantar de uma casa. A mesa está coberta com toalha vermelha. Cadeiras,

Leia mais

Vivendo e aprendendo em família

Vivendo e aprendendo em família Vivendo e aprendendo em família VERSÍCULO BÍBLICO Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado

Leia mais

A DIVERSIDADE NA ESCOLA

A DIVERSIDADE NA ESCOLA Tema: A ESCOLA APRENDENDO COM AS DIFERENÇAS. A DIVERSIDADE NA ESCOLA Quando entrei numa escola, na 1ª série, aos 6 anos, tinha uma alegria verdadeira com a visão perfeita, não sabia ler nem escrever, mas

Leia mais

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

PACIENTE DO OUTRO MUNDO

PACIENTE DO OUTRO MUNDO PACIENTE DO OUTRO MUNDO Os dois médicos conversavam e um queria ser mais importante que o outro. Diz o primeiro: O colega há de ouvir que eu sou realmente um grande cirurgião. Só pra você ter uma idéia,

Leia mais

Relato de parto: Nascimento do Thomas

Relato de parto: Nascimento do Thomas Relato de parto: Nascimento do Thomas Dia 15 de dezembro de 2008, eu já estava com 40 semanas de gestação, e ansiosa para ter meu bebê nos braços, acordei as 7h com uma cólica fraca, dormi e não senti

Leia mais

Só consegui chegar agora e já são três e meia da tarde. Acho que essa

Só consegui chegar agora e já são três e meia da tarde. Acho que essa CAPÍTULO UM LORRAINE Só consegui chegar agora e já são três e meia da tarde. Acho que essa manhã a igreja demorou mais que o normal, e eu não vim direto para casa, como costumo fazer. Althea estava decidida

Leia mais

A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS Lição 46

A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS Lição 46 A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS Lição 46 1 1. Objetivos: Mostrar que o Senhor Jesus morreu na cruz e foi sepultado. Ensinar que o Senhor Jesus era perfeito; não havia nada que o condenasse. Ensinar que depois

Leia mais

Onde você vai encontrar as suas futuras iniciadas?????

Onde você vai encontrar as suas futuras iniciadas????? Há 16 anos quando entrou na MK, a consagrada Diretora Nacional, Gloria Mayfield, não sabia como chegar ao topo, hoje ela dá o seguinte conselho. As lições que eu aprendi na Mary Kay para me tornar uma

Leia mais

Um havia um menino diferente dos outros meninos: tinha o olho direito preto, o esquerdo azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: Ó pelado! Tanto gritaram que ele se acostumou, achou

Leia mais

e apostar tudo nos vídeos foi uma boa. E jogar no computador é o que eu mais gosto de fazer. Sabe o que parece? Que estou entrando em outra dimensão.

e apostar tudo nos vídeos foi uma boa. E jogar no computador é o que eu mais gosto de fazer. Sabe o que parece? Que estou entrando em outra dimensão. capítulo 1 Mas o que eu vou dizer nesse evento? Eu gosto mesmo é de jogar! Passei a semana inteira com essa pergunta na cabeça. Só que, a caminho da Superultramegablaster Expogames Londrina, ao lado do

Leia mais

Esta é uma história para divertir, ensinar e conscientizar. Boa leitura!

Esta é uma história para divertir, ensinar e conscientizar. Boa leitura! É de pequeno que se aprende, como diz o ditado. Pensando desta forma, as secretarias de Estado de Saúde e Defesa Civil e de Educação decidiram unir forças para combater um inimigo de todos: o mosquito

Leia mais

RECADO AOS PROFESSORES

RECADO AOS PROFESSORES RECADO AOS PROFESSORES Caro professor, As aulas deste caderno não têm ano definido. Cabe a você decidir qual ano pode assimilar cada aula. Elas são fáceis, simples e às vezes os assuntos podem ser banais

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

O LIVRO QUE QUERIA SER BRINQUEDO

O LIVRO QUE QUERIA SER BRINQUEDO O LIVRO QUE QUERIA SER BRINQUEDO Autora Sandra Aymone Coordenação editorial Maria Fernanda Moscheta Sílnia N. Martins Prado Ilustração Pierre Trabbold Luiz Rodrigues Revisão de texto Marília Mendes Diagramação

Leia mais

All You Zombies. Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959. Versão Portuguesa, Brasil. Wendel Coelho Mendes

All You Zombies. Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959. Versão Portuguesa, Brasil. Wendel Coelho Mendes All You Zombies Wendel Coelho Mendes Versão Portuguesa, Brasil Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959 Esse conto é minha versão sobre a verdadeira história de All You Zombies,

Leia mais

Não é o outro que nos

Não é o outro que nos 16º Plano de aula 1-Citação as semana: Não é o outro que nos decepciona, nós que nos decepcionamos por esperar alguma coisa do outro. 2-Meditação da semana: Floresta 3-História da semana: O piquenique

Leia mais

A criança preocupada. Claudia Mascarenhas Fernandes

A criança preocupada. Claudia Mascarenhas Fernandes A criança preocupada Claudia Mascarenhas Fernandes Em sua época Freud se perguntou o que queria uma mulher, devido ao enigma que essa posição subjetiva suscitava. Outras perguntas sempre fizeram da psicanálise

Leia mais

Índice Geral. Índice de Autores

Índice Geral. Índice de Autores Victor Fernandes 1 Índice Geral A perua-galinha 3 A vida de um porco chamado Ricky 4 Um burro chamado Burro 5 O atrevido 6 O Burro que abandonou a família por causa de uma rã 7 A burra Alfazema 8 Índice

Leia mais

- Não me arrependo de nada. Quebrei o círculo. - Nem de ter assassinado uns cinco ou seis ou até mais, D. Eloisa?

- Não me arrependo de nada. Quebrei o círculo. - Nem de ter assassinado uns cinco ou seis ou até mais, D. Eloisa? A Quebra do Círculo Cristovam Buarque - Não me arrependo de nada. Quebrei o círculo. - Nem de ter assassinado uns cinco ou seis ou até mais, D. Eloisa? - Foi mais, e vou contar tudo. Mas não me arrependo.

Leia mais

JANEIRO DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. escrito por: Antפnio Carlos Calixto. Filho. Personagens: Dana de. Oliveira uma moça. simples ingênua morena

JANEIRO DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. escrito por: Antפnio Carlos Calixto. Filho. Personagens: Dana de. Oliveira uma moça. simples ingênua morena OSUTERBOS DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. JANEIRO escrito por: Antפnio Carlos Calixto Filho Personagens: Dana de Oliveira uma moça simples ingênua morena olhos pretos como jabuticaba,1.70a,sarad a cabelos

Leia mais