CORRELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS PREDITORAS DE ESTRESSE E O NÍVEL DE ESTRESSE

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1 i UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA UCB PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM EDUCAÇÃO FÍSICA CORRELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS PREDITORAS DE ESTRESSE E O NÍVEL DE ESTRESSE Flávio Vasconcelos Lima Brasília 2005

2 i FLÁVIO VASCONCELOS LIMA CORRELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS PREDITORAS DE ESTRESSE E O NÍVEL DE ESTRESSE Dertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação Stricto Sensu em Educação Física da Universidade Católica de Brasília UCB, como requisito para a obtenção do Título de Mestre em Educação Física. Orientadora: Prof. Dra. Adriana Giavoni

3 Aos meus pais, Raimundo e Edite, pelo amor e incentivo incondicional. Aos meus irmãos Fábio e Joseane, a minha cunhada Lorena e meu sobrinho Lucas, pelo constante incentivo e apoio. i

4 i Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe, eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei e nada sei... Almir Sater e Renato Teixeira

5 v AGRADECIMENTOS Agradecer não é uma tarefa fácil. Por vezes esquecemos de algo, de alguém, de uma situação... Espero aqui contemplar a todos os envolvidos nesse longo processo que foi a elaboração desse projeto, já que o mesmo foi construído com a colaboração de várias mãos. Se porventura esquecer de alguém, peço sinceramente desculpas antecipadas. A Deus, por ser Aquele que nos ama imensamente! A Adriana Giavoni, por ter acreditado, incentivado e colaborado de forma decisiva para esse trabalho. Tenho a convicção de que não poderia ter encontrado melhor orientadora! Saiba que ganhei mais uma amiga para essa longa jornada. A você meu muitíssimo obrigado! Aos amigos Adriana de Fátima e Daniel Florêncio, pelo incentivo para o início dessa jornada. Vocês são pessoas muito especiais! Às amigas do mestrado Marcela Mihessen e Gislaine Melo, pelos constantes incentivos e ajuda durante a coleta de dados. Ao amigo Justiniano Rosa dos Anjos, pela prestimosa ajuda com diagramação do questionário e das figuras da dissertação. Valeu brother! Aos companheiros de viagem Elidones Silva Barros Júnior, Larissa Goveia, Susana Maciel, Miriam Diniz Cruzeiro, Fábio de Vasconcelos Lima, Lorena Goveia, Joseane Vasconcelos Lima e todos aqueles que contribuíram para a aplicação do questionário. Fica aqui o meu muito obrigado!

6 vi SUMÁRIO ÍNDICE DE FIGURAS... vii ÍNDICE DE QUADROS E TABELAS... viii LISTA DE SIGLAS, NOMECLATURAS E ABREVIATURAS... ix RESUMO... x ABSTRACT... xi CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO Justificativa Objetivo Geral Objetivos Específicos... 6 CAPÍTULO 2 - Referencial Teórico Estresse Histórico e Definições Aspectos Fisiológicos do Estresse Aspectos Sócio-Culturais Relacionados ao Estresse Aspectos Psicológicos Relacionados ao Estresse Inventários de Estresse Modelo Teórico de Estresse CAPÍTULO 3 - Metodologia Caracterização da Pesquisa Elaboração das Categorias e Itens Validação das Escalas Análise Semântica Amostra Procedimento Estatística CAPÍTULO 4 Resultados e Discussões Estrutura Fatorial da Escala de Sintomas de Estresse Estrutura Fatorial da Escala de Agentes Estressores Estrutura Fatorial da Escala de Enfrentamento de Estresse Estrutura Fatorial da Escala de Tipos Psicológicos Relação da variável dependente estresse com os demais fatores que compõem o Modelo Fatorial de Estresse Regressão Múltipla: nível de estresse (VD) x AET, SET e Tipos A / B Regressão Múltipla: nível de estresse (VD) x AEF1, AEF2, SP1, SF2, e Tipo A Regressão Múltipla: SET (VD) x AEF1 e AEF Regressão Múltipla: nível de estresse (VD) x SP1, SF2 e AET Correlação entre os fatores do Modelo Fatorial de Estresse CAPÍTULO 5 Conclusão BIBLIOGRAFIA ANEXOS

7 vi ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA Funcionamento da Lei de Yerkes-Dodson FIGURA Reações Fisiológicas do Estresse FIGURA Estratégias de enfrentamento diante de situações estressoras FIGURA Influências dos Aspectos Sociais sobre os Aspectos Psicológicos e Biológicos FIGURA Modelo Teórico Proposto para a validação do Modelo Fatorial de Estresse FIGURA Fatores Extraídos da Escala de Sintomas de Estresse FIGURA Fatores Extraídos da Escala de Agentes Estressores FIGURA Fatores Extraídos da Escala de Enfrentamento de Estresse FIGURA Fator Extraído da Escala de Tipos Psicológicos FIGURA Modelo Fatorial de Estresse FIGURA Correlações efetuadas para a validação da Escala Fatorial de Estresse... 87

8 vi ÍNDICE DE TABELAS TABELA Desencadeadores e facilitadores da Síndrome do Burnout TABELA Modificação realizada nos itens após a Análise dos Juízes TABELA Itens com nível de discordância dos Juízes acima de 60% e que permaneceram na escala para verificação do tratamento estatístico TABELA Itens e cargas fatoriais extraídos da Escala de Sintomas de Estresse TABELA Fator de segunda ordem Sintomas de Estresse TABELA Itens e cargas fatoriais da Escala de Agentes Estressores TABELA Fator de segunda ordem Agentes Estressores Totais TABELA Itens e cargas fatoriais da Escala de Enfrentamento de Estresse TABELA Itens e cargas fatoriais da Escala dos Tipos Psicológicos TABELA Correlação entre os fatores do Modelo Fatorial de Estresse... 85

9 ix LISTAS DE SIGLAS, NOMECLATURAS E ABREVIATURAS AACR Aminoácido de Cadeira Ramificada ACTH Hormônio Adrenocorticotrópico AIDS Acquired Immunological Deficiency Syndrome AEF1 Agentes Estressores Laborais AEF2 Agentes Estressores Sociais AET Agentes Estressores Totais AGL Ácido Graxo Livre CF Carga Fatorial EAE Escala de Agentes Estressores EEE Escala de Enfrentamento de Estresse EMEP Escala de Modos de Enfrentamento de Problemas ESSE Escala de Sintomas de Estresse ETP Escala de Tipo Psicológico ISS Inventário de Sintomas de Estresse ISSL Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos de LIPP KMO Kaiser-Meyer-Olkin MFE Modelo Fatorial de Estresse ODD RATIO Razão de Chance OMS Organização Mundial de Saúde PCA Principal Component Analysis PFA Principal Axis Factoring SET Sintomas Estressores Totais SF1 Sintomas Físicos SP1 Sintomas Psicológicos TRP Triptofano TRP 1 Triptofano Livre TV Televisão UCB Universidade Católica de Brasília VD Variável Dependente VI Variável Independente 3 DPAR Recordatório de 3 Dias de Atividade 5 HT Serotonina

10 x RESUMO O construto de estresse vem sendo considerado um dos fatores mais importantes geradores de diferentes tipos e níveis de doença na sociedade moderna. Por esse motivo, torna-se importante construir e validar instrumentos que permitam medir o estresse e todos os aspectos que envolvem esse conceito. Essa foi a proposta do presente estudo. Assim, foi elaborado o Modelo Fatorial de Estresse (MFE), no qual foi possível medir os sintomas de estresse (Escala de Sintomas de Estresse) e todos os outros fatores que envolvem esse construto, como: a) Escala de Agentes Estressores (EAE); b) Escala de Enfrentamento do Estresse (EEE) e Escala de Tipo Psicológico (ETP). Após a análise dos juízes e análise semântica, um protótipo (124 itens, divididos nas escalas mencionadas acima) do Modelo Fatorial de Estresse foi aplicado a uma amostra composta por 526 sujeitos, 60,8% do sexo feminino, 28,20 (±9,25) anos. Para as análises estatísticas foram realizadas análises fatoriais (para validar as escalas), Alfa de Cronbach (para avaliar a precisão dos fatores) e análises de regressão (para correlacionar todos os fatores extraídos pelas análises fatoriais). Os resultados demonstraram que as escalas são compostas por fatores: a) Escala de Sintomas de Estresse (ESE): Fator Psicológico e Fator Físico e um fator de segunda ordem Sintomas de Estresse; b) Escala de Agentes Estressores (EAE): Estressores Sociais e Estressores do Trabalho e um fator de segunda ordem - Agentes Estressores Totais; c) Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE): Fuga, Enfrentamento, Lazer e Religiosidade e d) Escala de Tipo Psicológico (ETP): fator Tipo A. A Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE) foi a única escala na qual três fatores apresentaram coeficiente alfa menor do que 0,70. A análise de regressão (do tipo Stepwise) demonstrou que 32,60% do nível de stress pode ser predito pelos fatores Sintomas Psicológicos, Sintomas Físicos e Agentes Estressores Totais. Após todas as análises, o Modelo Fatorial de Estresse (MFE) encontra-se validado e pode ser aplicado à cultura brasileira para medir o nível de estresse e outros aspectos correlacionados com esse construto. PALAVRAS-CHAVE: estresse, instrumentos psicométricos, modelo fatorial.

11 xi ABSTRACT Stress construct has been seen as one of the most important factors that generate different types and levels of disease in modern society. For this reason, it is important to construct and validate instruments able to measure stress and all aspects that involve this concept. It was the purpose of the present study. In order to obtain, it was elaborated a Stress Factorial Model (SFM) in which it was possible to measure the stress symptoms (Stress Symptoms Scale) and all other factors that involve this construct, as follows: a) Stress Events Scale (STS); b) Coping Scale (CS) and Psychological Type Scale (PTS). After expertise and semantic analysis, a prototype (124 itens, splited in the scales mentioned above) of the Stress Factorial Model (SFM) was applied in a sample composed by 526 subjects, 60.8% female, (±9.25) yearsold. For the statistical analysis it was performed factorial analysis (to validate scales), Cronbach s Alpha (to measure factors precision) and multiple regression analysis (to correlate all the factors extracted by factor analysis). The results showed that the scales were composed by factors: a) Stress Symptoms Scale (SSS): Psychological Factor and Physical Factor and a second order factor Symptoms Stress; b) Stress Events Scale (SES): Social Stressors and Work Stressors and a second order factor - Total Events Stressors; c) Coping Scale (CS): Scape, Coping, Leisure and Religious and d) Psychological Type Scale (PTS): factor Type A. The Coping Scale was the only one in which three main factors presented alpha s coefficient under The regression analysis (Stepwise) showed that 32.60% of the stress level was predicted by Psychological Symptoms, Physical Symptoms and Total Events Stressors. After all analysis, the Stress Factorial Model (SFM) was validate able to be applied in Brazilian culture to measure stress level and other aspects that correlate to this construct. KEYWORDS: stress, psychometric instruments, factorial model.

12 xi

13 1 1. INTRODUÇÃO A palavra estresse tem sido amplamente utilizada nos dias atuais, tornando-se parte do senso comum. Seu conceito vem sendo utilizado pela mídia para definir problemas que afetam as pessoas quanto submetidas a muita pressão, seja no trabalho, em casa, na escola, enfim, na vida cotidiana. O uso indiscriminado do termo, entretanto, vem favorecendo a criação de uma certa confusão a respeito do que seja o seu verdadeiro significado. O estresse passou a ser visto como responsável por quase todos os males que nos afligem, principalmente em decorrência do estilo de vida advindo com a modernidade. Hoje é recorrente a idéia de que diversas doenças, tais como úlceras, doenças de pele, inflamações dos músculos (miosite), câncer têm o seu desenvolvimento favorecido devido a estados psíquicos adversos. Estima-se que cerca de 50% das doenças da humanidade tenham relação, direta ou indiretamente, com disfunções psicológicas (SABBATINI, 1996). Dados mais recentes da Academia Americana de Médicos de Família indicam que mais de 75% das consultas médicas nos Estados Unidos estão relacionadas com o estresse, gerando um custo na ordem de 150 bilhões de dólares ao ano (FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003). Nesse mesmo sentido, MORRIS (2003) afirma que recente pesquisa publicada pela Reuters indica que o custo do estresse para a indústria americana é estimado em 300 bilhões de dólares ao ano, resultando na diminuição da produtividade dos empregados, problemas de saúde, custos de tratamento. É inegável que o excesso de estresse se tornou um problema de saúde pública.

14 2 Em decorrência da ampla banalização do termo estresse, houve um crescimento de terapias e de programas voltados para o seu controle. Além disso, houve, também, um crescimento no interesse econômico em torno do estresse, podendo ser observado tanto na indústria farmacêutica, com a criação de remédios que se dizem capazes de reduzir o estresse, quanto nas companhias de seguro, interessadas em conhecer essa patologia, tão relacionada com o surgimento de diversas doenças (FILGUEIRAS e HIPPERT, 1999). Esse aumento no interesse do estresse leva a uma reflexão: como prevenir essa doença? Como realizar um levantamento dos fatores que contribuem para o surgimento do estresse? E depois da manifestação do estresse, como tratá-lo? Todos esses questionamentos são de fundamental importância no estudo dessa patologia. Portanto, antes de buscar as respostas para todas essas perguntas é necessário um questionamento básico: como mensurar o grau de estresse ao qual uma pessoa está sendo submetida? Sem essa resposta, fica difícil a criação de medidas preventivas e de profilaxia referente ao quadro do estresse. O que se percebe ao longo da literatura é que a resposta do organismo aos eventos estressantes não é algo simples de mensurar. Essa resposta depende da relação de fatores físicos, sociais e psicológicos. Daí, advém a importância da elaboração de instrumentos psicométricos capazes de mensurar tanto o grau de estresse a que uma pessoa está sendo submetida, quanto a relação entre o nível de estresse com os agentes estressores, tipos psicológicos e as formas de enfrentamento das situações de estresse. Aliado a todos esses fatores acima descritos e tendo em vista a escassez de instrumentos validados para a mensuração do estresse na população brasileira, o presente

15 3 trabalho tem por objetivo a elaboração de um modelo teórico, constituído por todos os aspectos que envolvem o construto estresse, tais como: sintomas físicos e psicológicos, agentes estressores, tipo de personalidade, estratégias de enfrentamento. 1.1 Justificativa No Brasil, percebe-se um súbito interesse do estudo do estresse e de suas variáveis. Esse repentino aumento tem origem no crescente aumento de atendimento médico e psicológico ocorridos pela incidência do estresse (LUCARELLI e LIPP, 1999). Na literatura internacional encontram-se algumas maneiras de se mensurar a resposta do estresse em um indivíduo. HOLMES e RAHE (1967) sugerem que essa mensuração seja feita através da avaliação dos grandes eventos estressantes que tenham ocorrido na vida do indivíduo nos últimos meses. KANNER et al. (1981) afirmam que além dos grandes eventos, devem-se também mensurar os pequenos aborrecimentos do dia-a-dia e seus efeitos cumulativos. LIPP e GUEVARA (1994) citam que a mensuração do estresse pode ser feita também através de medidas fisiológicas, incluindo-se aqui técnicas eletromiográficas e medidas cardiovasculares, ou ainda através de medidas neuroendócrinas, onde o índice de catecolaminas derivadas de amostra do plasma, urina e saliva são analisadas. Essas medidas de estresse através de aspectos fisiológicos e neuroendocrinos não são realizadas de uma maneira simples, pois as mesmas exigem recursos que nem sempre estão disponíveis aos profissionais.

16 4 Mudanças importantes na vida, como iniciar um novo emprego, casar-se ou separar-se, o nascimento de um filho, também podem gerar respostas de estresse nos indivíduos a elas expostos. Portanto, avaliar a ocorrência destes eventos pode ser uma forma de tomar conhecimento da freqüência com que determinada pessoa desencadeia uma resposta de estresse (MARGIS et al., 2003). Além das grandes mudanças da vida, os acontecimentos diários de menor impacto, tais como esperar em filas, barulhos, engarrafamentos, também são considerados causadores de estresse. Esses acontecimentos diários, quando se manifestam de uma forma freqüente, podem gerar respostas psicológicas e fisiológicas mais intensas do que os eventos de vida estressores (MARGIS et al., 2003). Percebe-se, portanto, que a mensuração do estresse não pode basear-se por grandes ou pequenos eventos do dia-a-dia, de uma forma isolada, mas sim da integração desses dois fatores, uma vez que tanto os grandes quanto os pequenos fatores do dia-a-dia podem contribuir para o surgimento de um quadro de estresse. Independente da população que se quer trabalhar, a clareza da definição do quadro de estresse e a acurácia na sua mensuração é de vital importância para o delineamento de ações apropriadas e eficazes que possam contribuir para a redução do mesmo. Há claras vantagens em realizar essa mensuração. Primeiro, tal medida permite estimar o aumento no risco do surgimento de doenças. Segundo, a mensuração irá detectar o tempo no qual o indivíduo está submetido a um quadro de estresse. Terceiro, a mensuração também permitirá que os profissionais da área de saúde saiam do campo da subjetividade, trabalhando com parâmetros que poderão dar melhor suporte a atuação profissional (COHEN, KAMARCK e MERMELSTEIN, 1983).

17 5 No Brasil, temos poucos profissionais especializados na área de estresse, bem como poucos instrumentos padronizados e validados para a população brasileira capazes de mensurar um quadro de estresse (Inventário de Sintomas de Estresse (LIPP e GUEVARA, 1994) e Escala de Estresse Infantil (LUCARELLI e LIPP, 1999)). Portanto, verifica-se que um dos fatores que podem contribuir para o adiamento de um programa de tratamento ou profilaxia do estresse é a dificuldade de diagnóstico dessa doença. Uma correta avaliação do quadro de estresse pode contribuir para especificar as intervenções a serem realizadas no sentido de redução do mesmo em menor tempo possível, podendo, assim, levar o indivíduo acometido dessa patologia a uma melhor qualidade de vida. Por tudo isso, justifica-se a elaboração de um modelo teórico capaz de compreender o construto do estresse, envolvendo aspectos que contemplem sintomas físicos e psicológicos, agentes estressores, tipo de personalidade e as estratégias de enfrentamento, contribuindo para um rápido diagnóstico e tratamento dessa doença. 1.2 Objetivo Geral Elaborar e validar um modelo teórico capaz de compreender o construto estresse, que seja capaz de avaliar os sintomas físicos e psicológicos, agentes estressores, tipo de personalidade e estratégias de enfrentamento de estresse.

18 6 1.3 Objetivos Específicos Elaborar escalas psicométricas que possam avaliar nuanças que componham cada fator, sendo eles: sintomas físicos e psicológicos, agentes estressores, estratégias de enfrentamento do estresse e tipos psicológicos. Validar a elaboração dos instrumentos psicométricos proposto para a construção do modelo teórico, bem como analisar o índice de consistência interna de cada fator encontrado nos instrumentos psicométricos

19 7 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Estresse - Histórico e Definições A palavra estresse tem origem no termo inglês Stress, que remonta sua origem na mecânica, e pode ser definido como uma força exercida sobre um corpo que tende a deformar-se (FILGUEIRAS E HIPPERT, 1999). O conceito de estresse foi introduzido na medicina pelo médico, fisiologista e pesquisador americano Hans Selye. Em 1925, Selye, ainda estudante de medicina, chegou à conclusão de que a maioria das perturbações registradas era aparentemente comum a muitas e, talvez, a todas as doenças (BACCARO, 1998, pág. 24), criando a idéia de descrever a síntese de estar apenas doente, ou seja, descrever apenas a sintomatologia das doenças. Dez anos mais tarde, Selye tentava descobrir um novo hormônio sexual. Em suas experiências, ele injetava em ratos diversos extratos de placenta e de ovário, registrando uma dilatação do córtex supra-renal, atrofia do timo e de todos os outros órgãos linfáticos do corpo, bem como uma série de úlceras perfuradas nas paredes do estômago e duodeno, julgando, assim, ter descoberto um novo hormônio. Posteriormente, tentando verificar a sua descoberta, Selye injetou formol nos ratos e verificou que os mesmos sintomas ocorriam nos dois procedimentos, chegando à conclusão de que diferentes agentes estressantes, como microorganismos, traumatismos, emoções, geram no organismo o que ele chamou de Síndrome Geral de Adaptação, ou seja, uma reação do organismo a fim de se adaptar ao evento no qual o indivíduo está sendo

20 8 submetido, chegando assim a conceitualizão do termo estresse como um elemento inerente a todas as doenças, que produz certas modificações na estrutura e na composição química do corpo, as quais podem ser observadas e mensuradas. Numa visão mais comum, o Dicionário Aurélio define estresse como sendo o conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa e/ou outras, capazes de perturbar-lhe a homeostase. Já para BATISTA e DANTAS (2001), o estresse é a combinação de sensações físicas, mentais e emocionais que resultam de vários estímulos de preocupações, medos, ansiedades, forças psicológicas e esgotamento físico e/ou mental, que vão necessitar uma adaptação e/ou produção de tensão. O estresse também pode ser visto como sendo uma relação particular entre uma pessoa, seu ambiente e as circunstâncias às quais está submetida, que é avaliada pela pessoa como uma ameaça ou algo que exige dela mais que suas próprias habilidades ou recursos, pondo em perigo o seu bem-estar. Essa definição nos introduz uma dimensão biopsicossocial do conceito de estresse, considerando estímulos tanto no meio externo (trabalho, relações sociais), quanto do meio interno (pensamento, emoções) (FRANÇA e RODRIGUES, 1997). A literatura também se refere ao estresse como sendo uma reação intensa do organismo frente a situações boas ou ruins que de alguma forma alteram a vida do indivíduo. Essas reações ocorrem quando o indivíduo se depara com situações que exijam adaptações, ou seja, frente às mudanças que ocorrem freqüentemente na vida (EVELY apud CALAIS, ANDRADE e LIPP, 2003).

21 9 Já para MCLELLAN (1987), o estresse é definido como sendo uma resposta não específica do corpo a uma solicitação. O estresse também está relacionado a estados emocionais provenientes da reação pessoal dos indivíduos frente a mudanças significativas em suas vidas. Essas situações ambientais, também denominadas de eventos de vida estressores, têm sido diferenciadas em dependentes e independentes. Os dependentes apresentam a participação do sujeito, ou seja, dependem da forma como o sujeito se coloca nas relações interpessoais, como se relaciona com o meio, onde seu comportamento provoca situações desfavoráveis a si mesmo. Os eventos estressores independentes são aqueles que estão além do controle do sujeito, independente da participação, sendo inevitáveis, como por exemplo, a morte de um familiar ou a saída de um filho de casa como o ciclo vital de desenvolvimento (MARGIS et al., 2003). Embora a palavra estresse esteja atualmente carregada de um certo negativismo, o estresse não é uma reação nova exclusiva dos tempos modernos, mas um mecanismo de defesa do ser humano, como uma forma de garantir a sobrevivência (MENDES e LEITE, 2004). Esse mecanismo regulador da performance frente à uma situação de estresse foi descrito já em 1908 por Robert Yerkes e John Dodson (LIPP, 1984). Yerkes e Dodson descobriram que, até um certo nível, um aumento no nível de estresse gera uma melhor eficiência no desempenho. O problema ocorre quando o nível de estresse aumenta ou diminuí além de um certo ponto, fazendo o desempenho cair. Essa descoberta é conhecida como a Lei de Yerkes-Dodson. A figura 01 apresenta em síntese a Lei de Yerkes-Dodson.

22 1 Figura 2.1. Síntese do Funcionamento da Lei de Yerkes-Dodson. Fonte: STAAL (2004) A grande maioria de situações causadoras de estresse estão divididas em duas categorias, sendo elas o estresse originário de manifestações físicas (calor, frio, sol) e o estresse originário de situações emocionais, causado não por um estressante em si mesmo, mas pelo sinal eletroquímico do cérebro advindo de um situação que será enfrentada num futuro imediato (falar em público, enfrentamento de situações desagradáveis). Portanto, pode-se perceber que ambas as categorias geram no organismo uma reação fisiológica frente à situações que necessitam de um bom desempenho de funções orgânicas e psíquicas, sendo, portanto, essa reação uma forma do organismo ajustar-se a situações diárias, situações estas que podem ser boas ou ruins. Nota-se que existe uma área de conforto onde a eficácia é bemmaior, e onde a pessoa é capaz de tomar decisões rápidas, produzir mais e ter mais energia. Essa área de conforto varia de indivíduo para indivíduo ou até mesmo ao longo da vida. Segundo Selye, a classificação do estresse se dá através de dois conceitos: a) o eustress - utilizado em situações onde o corpo necessita de um certo nível de desempenho das

23 1 funções orgânicas e psíquicas; b) o distress - que ocorre quando situações boas ou más se repetem com freqüência, ou seja, quando as situações de estresse são constantes (FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003). O eustress ocorre em situações excitantes no cotidiano, geralmente situações inesperadas, que são percebidas como um desafio. Esse tipo de estresse incorre em um menor risco de adoecer (MENDES e LEITE, 2004). Já o distress ocorre de forma aguda (por exemplo, diante da morte de um ente querido) ou, ainda, de uma forma crônica, ou seja, menos intensa, mas contínua (tensões no trabalho, dívidas, doenças). São geralmente causadas por situações que fogem ao controle e são percebidas como uma ameaça (MENDES e LEITE, 2004). Em geral são duas as fontes de estresse, denominadas estressores, sendo classificadas como externas ou internas. As externas são eventos que ocorrem na vida das pessoas, tais como: morte, casamento, mudança de emprego; já as fontes internas estão relacionadas ao mundo interno do indivíduo, suas crenças, padrões comportamentais (DOMINGOS et al., 1996). O processo de estresse passa por três fases que são: a) Alerta: fase caracterizada pela reação do sistema nervoso simpático ao perceber o evento estressor; b) Resistência: fase na qual o evento estressor permanece presente por um período de tempo prolongado ou quando o mesmo ocorre em grande dimensão e; c) Exaustão: fase onde o nível de estresse já ultrapassou a possibilidade do indivíduo conviver com ele, gerando uma série de problemas (LIPP, 1984; DOMINGOS et al., 1996; RIBEIRO, ASSIS e LOTERIO, 2000; CALAIS, ANDRADE e LIPP, 2003).

24 1 2.2 Aspectos Fisiológicos do Estresse Observa-se que, dentre as três fases do estresse citadas anteriormente, aquela que representa um maior risco a saúde do indivíduo é a fase da exaustão, pois nessa fase qualquer estímulo estressor pode desencadear reações patológicas intensas devido a constante necessidade de adaptação do organismo. Em conseqüência dessa constante adaptação, o estresse pode gerar os seguintes sintomas: a) ao nível físico observa-se: dor de cabeça (LIPP, 1984; BRANDÃO e MATSUDO, 1990; RIBEIRO, ASSIS e LOTÉRIO, 2000; NETO, 2002; CAINE, 2003; LIMA, 2003; POLITO e BERGAMASCHI E BERGAMASCHI, 2003; BATISTA e DANTAS, 2003; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003; COLLINS et al., 1993); Problemas músculo-esqueléticos (LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; CAINE, 2003; LIMA, 2003; POLITO e BERGAMASCHI, 2003; BATISTA e DANTAS, 2003; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003); Problemas digestivos (gastrites e úlceras) (SKLAR e ANISMAN, 1981; KRANTZ, GRUMBERT e BAUM, 1985; LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; BATISTA e DANTAS, 2002; NETO, 2002; POLITO e BERGAMASCHI, 2003; MARGIS et al., 2003; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003; CAINE, 2003; COLLINS et al., 1993);

25 1 redução da fome (NETO, 2002; LIMA, 2003; CAINE, 2003); Aumento da sudorese (LIPP, 1984; NETO, 2002; POLITO e BERGAMASCHI, 2003); Alterações no ritmo cardíaco (taquicardias) (LIPP, 1984; BRANDÃO e MATSUDO, 1990; LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; MARGIS et al., 2003; BATISTA e DANTAS, 2002; NETO, 2002; CAINE, 2003); Aumento da pressão arterial (SKLAR e ANISMAN, 1981; LIPP, 1984; BRANDÃO e MATSUDO, 1990; LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; BATISTA e DANTAS, 2002; MARGIS et al., 2003; CAINE, 2003); Problemas respiratórios (LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; BATISTA e DANTAS, 2002; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003); aumento da freqüência respiratória (LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; BATISTA e DANTAS, 2002; NETO, 2002; POLITO e BERGAMASCHI, 2003; MARGIS et al., 2003); Problemas de ordem dermatológica (NETO, 2002); Imunossupressão (SKLAR e ANISMAN, 1981; LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999); Problemas relacionados ao sono (LIPP, 1984; BRANDÃO e MATSUDO, 1990; LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; MENDL, 1999; RIBEIRO, ASSIS e LOTÉRIO, 2000; NETO, 2002; CAINE, 2003; LIMA, 2003; POLITO e BERGAMASCHI, 2003; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003);

26 1 Aumento do colesterol (LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; MARGIS et al., 2003); Gripes (LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999); Câncer (SKLAR e ANISMAN, 1981; BRANDÃO e MATSUDO, 1990; SAPOLSKY, 1994); Tensão muscular (LIPP, 1984; NETO, 2002); Mãos frias (LIPP, 1984); Náuseas (LIPP, 1984; CAINE, 2003; LIMA, 2003; POLITO e BERGAMASCHI, 2003); Fadiga (RIBEIRO, ASSIS e LOTÉRIO, 2000; NETO, 2002; POLITO e BERGAMASCHI, 2003, GAAB et al., 2004); Diarréia (NETO, 2002; POLITO e BERGAMASCHI, 2003; CAINE, 2003); Problemas na gravidez (BRANDÃO e MATSUDO, 1990; COLLINS et al., 1993). b) ao nível psicológico observa-se: Perda e/ou redução da capacidade de concentração (RIBEIRO, ASSIS e LOTÉRIO, 2000; BATISTA e DANTAS, 2002; NETO, 2002; LIMA, 2003; POLITO e BERGAMASCHI, 2003; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003; CAINE, 2003); Depressão (SKLAR e ANISMAN, 1981; PERLMAN e HARTMAN, 1982; LIPP, 1984; BRANDÃO e MATSUDO, 1990; KASLOW, DEERING e

27 1 RACUSIN., 1994; RIBEIRO, ASSIS e LOTÉRIO, 2000; MISRA, 2000; BATISTA e DANTAS, 2002; NETO, 2002; MARGIS et al., 2003; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003; CAINE, 2003); Ansiedade (LIPP, 1984; PERLMAN e HARTMAN, 1982; BRANDÃO e MATSUDO, 1990; MISRA, 2000; LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; NETO, 2002; BATISTA e DANTAS, 2002; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003; CAINE, 2003; LIMA, 2003; MARGIS et al., 2003); Redução da auto-estima (PERLMAN e HARTMAN, 1982; LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; NETO, 2002; BATISTA e DANTAS, 2002); Percepção de ameaça (LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999); Insegurança (LIPP, 1984; LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; BATISTA e DANTAS, 2002); Medo (LIPP, 1984; DOMINGOS et al., 1996; NETO, 2002); Alienação (LIPP, 1984); Pânico (LIPP, 1984; BATISTA e DANTAS, 2002); Angústia (LIPP, 1984; MISRA, 2000); Preocupação excessiva (PERLMAN e HARTMAN, 1982; LIPP, 1984; RIBEIRO, ASSIS e LOTÉRIO, 2000; BATISTA e DANTAS, 2002); Pensamento fixo (LIPP, 1984; BATISTA e DANTAS, 2002); Inabilidade de relaxar (LIPP, 1984; LIMA, 2003);

28 1 Ira (PERLMAN e HARTMAN, 1982; LIPP, 1984; BRANDÃO e MATSUDO, 1990; TAYLOR e REPETTI, 1997; BATISTA e DANTAS, 2002; NETO, 2002; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003); Hipersensibilidade emotiva (LIPP, 1984; BATISTA e DANTAS, 2002); Irritabilidade excessiva (BRANDÃO e MATSUDO, 1990; TAYLOR e REPETTI, 1997; RIBEIRO, ASSIS e LOTÉRIO, 2000; NETO, 2002; POLITO e BERGAMASCHI, 2003; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003); Culpa (CAINE, 2003); Mudança brusca de humor (CAINE, 2003); Insegurança (BRANDÃO e MATSUDO, 1990); Perda da memória (MENDL, 1999; NETO, 2002). A partir dos sintomas acima descritos pode-se avaliar a importância de se estabelecer estratégias a fim de se reduzir o nível de estresse. Torna-se essencial, atualmente, encontrar uma forma de lidar com o estresse, uma vez que a sociedade tem demonstrado uma enorme dificuldade de enfrentar estímulos estressores ambientais, sócio-econômicos e culturais, que se manifestam de uma forma mais acentuada em determinados momentos da vida. KRANTZ, GRUNBERG e BAUM (1985) afirmam que recentes evidências apontam um aumento no desenvolvimento de doenças ligadas a fatores psicossociais. Os fatores psicossociais implicam no desenvolvimento de doenças coronárias, devido à mudança da atividade neuroendócrinas. Respostas fisiológicas ao estresse incluem atividades neurais e endócrinas, que podem influenciar os processos corporais, incluindo um aumento do

29 1 funcionamento metabólico, cardiovascular e do sistema nervoso autônomo, levando ao aumento do batimento cardíaco, aumento da pressão arterial, instabilidades cardíacas, síndrome do pânico, sintomas psicossomáticos, problemas gastrintestinais, câncer. A resposta hormonal do organismo é complexa e engloba praticamente todos os hormônios e neuropeptídeos. A mobilização do organismo é a conseqüente ativação fisiológica frente a uma situação definida como ameaçadora, tendo início no hipotálamo, onde é ativado um dos três eixos de resposta ao estresse. O primeiro eixo, chamado eixo neural, dispara de forma imediata quando um indivíduo percebe uma situação que demande um estado de alerta. O eixo I ativa o sistema nervoso simpático, aumentando a respiração, o ritmo cardíaco, o nível de glicose circulante no organismo. O sistema nervoso simpático entra em funcionamento a plena carga e ativa uma verdadeira orquestra química de reações hormonais. O eixo II, eixo neuroendócrino, é ativado quando a situação de estresse permanece por um período maior de tempo. As fibras simpáticas, responsáveis pela inervação da medula adrenal, estimulam esse eixo, tendo como resultado a liberação de epinefrina e noradrenalina. O hipotálamo ativa a glândula pituitária, localizada na base do cérebro. Essa glândula libera o seu hormônio próprio, denominado de ACTH (hormônio adrenocorticotrópico), liberando-o na corrente sangüínea. Quando esse hormônio chega nas glândulas supra-renais há um aumento da produção de adrenalina, juntamente com uma família de hormônios chamados corticóides, fazendo com que o corpo fique em estado de alerta. Já o eixo III, ou eixo endócrino, tem um funcionamento mais lento do que os outros, sendo os seus efeitos mais duradouros, requerendo, portanto, uma situação de estresse mais prolongada e intensa. O eixo III parece ser disparado quando a pessoa não

30 1 possui uma estratégia para lidar com a situação de estresse (LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; MARTINS e JESUS, 1999; ALBRECHT, 1988; MARGIS et al., 2003). A figura 2.2 ilustra, em síntese, a reação fisiológica do estresse. Figura 2.2. Reações fisiológicas do estresse (Fonte: ALBRECHT, 1988).

31 1 A ativação de todo esse sistema produz efeitos muito úteis, fazendo com que o corpo se prepare para uma situação de luta ou fuga. Os músculos ficam com mais irrigação sangüínea, reforçando o tônus muscular, tornando a ação muscular mais rápida e eficiente. O fígado começa logo a trabalhar, transformando glicogênio armazenado em glicose. A respiração fica mais rápida e intensa, aumentando a quantidade de oxigênio necessária para transformar a glicose em energia. O coração bate mais depressa e com mais força, enviando uma grande quantidade de sangue para as partes que precisam. A distribuição do sangue no corpo altera radicalmente, de acordo com um sistema de prioridades repentinas (a grande quantidade de sangue que estava no estômago e intestinos desloca-se para áreas prioritárias, sendo essa a razão para que a digestão seja prejudicada) (ALBRECHT, 1988). Portanto, como descrito acima, o estresse é uma reação fisiológica, cujo efeito imediato é a liberação de hormônios que desencadeiam o processo de geração de energia para o corpo executar a ação de lutar, quando o indivíduo percebe que é mais forte, ou de fugir, ao se sentir ameaçado (SOUSA, 2002). SABBATINI (1996) afirma que o estado de saúde dos tecidos, do sistema imunológico, dentre outros, é profundamente alterado por esses hormônios. As emoções negativas e os estresses crônicos têm a capacidade de alterar nossa resistência a doenças, tornando os indivíduos suscetíveis às enfermidades psicossomáticas. Estudos com animais e humanos demonstram que eventos estressores, tanto os produzidos em laboratórios, como na vida cotidiana (por exemplo: desemprego, divórcio), podem reduzir o número de linfócitos (células que atuam na imuno-defesa do organismo), levando ao crescimento e desenvolvimento de diversas doenças, tais como câncer, AIDS

32 2 (KRANTZ, GRUNBERG e BAUM, 1985; RILEY, 1981; SKLAR e ANISMAN, 1981; MACFADYEN, MACFADYEN e PRINCE, 1996; BALBIN, IRONSON e SOLOMON, 1999). Diante de tal quadro, torna-se necessário criar meios para que o estresse seja trabalhado na vida moderna, uma vez que os agentes estressores tornaram-se um tanto quanto subjetivos, como se as situações de perigo viessem em pequenas doses. É claro que hoje são poucas as situações diárias que exigem ações de luta ou fuga como era no homem primitivo. Como visto, é reconhecido que o estresse prepara o corpo para a ação física, mas o organismo reage de uma forma estática, sem utilizar a carga hormonal fisiológica de adrenalina produzida para a realização do movimento. O corpo reage criando bloqueios / barreiras energéticas, que acabam impedindo o funcionamento do sistema cinestésico (LIMA, 2003; PIRES et al., 2004). Atualmente, a prática da atividade física regular é amplamente reconhecida como uma forma para a melhora fisiológica do organismo, ajudando no controle da gordura corporal, redução da pressão arterial, melhora da densidade mineral óssea. Mas não só os benefícios fisiológicos são adquiridos com a prática da atividade física. Os adeptos dessa prática também obtêm benefícios psicológicos e sociais (PIRES et al., 2004). O exercício físico tem estado entre as mais novas descobertas no tratamento da depressão, ansiedade e estresse (BRANDÃO e MATSUDO, 1990; RIBEIRO, 1998; FOX, 1999; NETO, 2002; BATISTA e DANTAS, 2002; CHEIK et al., 2003; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003; PIRES et al., 2004).

33 2 Além disso, o exercício físico leva o indivíduo a uma maior participação social, resultando em um bom nível de bem-estar biopsicofísico, fatores que contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos (CHEIK et al., 2003). Os efeitos positivos do exercício na diminuição do estresse estão ligados ao aumento de endorfinas circulantes no sangue. A realização de exercícios promove uma série de alterações fisiológicas e bioquímicas envolvidas com a liberação de neurotransmissores e ativação de receptores específicos, auxiliando a redução de escores indicativos de depressão, ansiedade e estresse, uma vez que alterações desses neurotransmissores contribuem para o aparecimento dessas patologias. Acredita-se que exista uma interação entre atividade física e a concentração plasmática de 5-HT (serotonina) (LOPES, 2001; CHEIK et al., 2003). Essa concentração é desencadeada pelo aumento de ácidos graxos livres (AGL) observado após a realização de exercícios prolongados (aeróbios). Em decorrência da lipólise, os AGL deslocam a albumina do triptofano (TRP), aumentando a concentração de triptofano livre (TRP-1), porção responsável pela síntese de 5-HT. Aliado a essas alterações, os principais concorrentes do TRP-1 na ultrapassagem da barreira hemato-encefálica, os aminoácidos de cadeia ramificada (AACR) sofrem uma redução em suas concentrações plasmáticas, em função do aumento da sua capacitação e oxidação pelos músculos, induzindo, assim, um aumento da proporção de TRP-1 / AACR, aumentando a locomoção de TRP-1 para o cérebro, elevando, portanto, a concentração de 5-HT. O que se pode notar é que o exercício físico tem efeitos significativos na saúde mental dos indivíduos, sendo esses efeitos entendidos dentro de uma perspectiva integral, que

34 2 envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais. Porém, o que se percebe é que sentimentos relacionados com bem-estar e a busca de corpos perfeitos parecem ser mais importantes para a manutenção da prática da atividade física do que a busca da saúde mental (RIBEIRO, 1998). Portanto, como visto acima, a prática da atividade física é uma das intervenções que podem ajudar para que seja minimizado o efeito do estresse na vida diária de uma forma eficiente e barata. Além da atividade física, outras estratégias (relaxamento regular, ter um estilo de vida saudável, dormir bem, dar boas risadas, afastar pensamentos negativos) podem contribuir para que o indivíduo tenha um melhor equilíbrio da vida. 2.3 Aspectos Sócio-Culturais Relacionados ao Estresse A comunidade científica tem constantemente divulgado a importância de fatores psicológicos no desenvolvimento de doenças, sua prevenção e recuperação. Essas doenças são fruto de interação entre o meio social em que vivemos e as pré-disposições a doenças, ou seja, fatores biológicos que são particulares a cada indivíduo e que podem contribuir para o aparecimento de doenças (ADLER e MATHEWS, 1994). Uma vez que ambos os fatores (disposições individuais e meio ambiente) estão intimamente ligados, torna-se necessário conhecer bem os fatores sociais que podem desencadear o surgimento de doenças. Segundo TAYLOR E REPETTI (1997), os fatores

35 2 sociais mais comuns que podem influenciar no aparecimento de doenças são: a comunidade onde vive o indivíduo, o ambiente familiar, o ambiente social, o trabalho. A comunidade onde a pessoa vive pode influenciar no surgimento de doenças, pois muitas delas estão ligadas a fatores sócio-econômicos que podem favorecer o seu aparecimento. Por exemplo, comunidades com baixo desenvolvimento sócio-econômico têm apresentado altos índices de taxas de câncer, hipertensão arterial, problemas no coração e problemas respiratórios (ADLER e COHEN, 1993). É certo afirmar que a comunidade em que a pessoa vive esta intimamente ligada ao status social que ela ocupa. Por isso, é fácil compreender que os fatores sócio-econômicos são fatores que podem determinar com mais proximidade o tipo de ambiente em que o indivíduo se encontra, a vizinhança onde mora, o trabalho ocupado pelo mesmo. Conhecer esses fatores é de fundamental importância para entender certos aspectos que influenciam na saúde (WILLIAMS e COLLINS, 1995; MACFADYEN, MACFADYEN e PRINCE, 1996). TAYLOR e REPETTI (1997) afirmam ainda que existe uma elo de ligação entre o estado sócio-econômico com a morbidade e a mortalidade dos indivíduos, pois, na maioria das vezes, existe uma relação linear entre esses indicadores, ou seja, quando os indicadores sócio-econômicos são melhorados a um decréscimo na taxa de morbidade e mortalidade e vice-versa. Comunidades pobres que sofrem por terem um menor número de serviços, tais como comércio, hospitais, bancos, serviços de saneamento básico, maior número de habitantes por família e maior índice de criminalidade têm se mostrado mais propensas a apresentar um quadro maior de estresse crônico (SOOMAN e MACINTYRE, 1995; FLEMING et al., 1987,

36 2 TAYLOR e REPETTI, 1997), demonstrando que existe uma clara relação entre a comunidade onde se vive e o grau de estresse apresentado pelos indivíduos. Também as características familiares favorecem o surgimento de estresse. Um alto nível de conflito e de violência familiar estão ligados a problemas de saúde em crianças e adolescentes que não possuem atenção dos pais. (TAYLOR e REPETTI, 1997, DUBOW e TISAK, 1989). Corroborando essa percepção, MECHANIC e HANSELL (1999) afirmam que brigas em casa podem gerar como conseqüência doenças psicossomáticas, como dor de cabeça, estômago. O péssimo ambiente familiar pode ainda favorecer o surgimento de doenças mentais, tais como a depressão, pelo fato do indivíduo perder o suporte familiar tão necessário para uma saúde mental. Esse quadro pode se agravar e chegar ao cometimento de suicídio, conforme explanado por KASLOW, DEERING e RACUSIN (1994). Resumindo, é fácil notar que o ambiente familiar pode contribuir para o surgimento de doenças, principalmente em crianças e adolescentes. Esses problemas advêm de fatores como: a) um clima social de conflito e raiva familiar, b) um relacionamento distante entre os membros da família, principalmente entre pais e filhos, favorecendo a perda do suporte emocional, principalmente das crianças e adolescentes, c) pais que têm um controle muito grande ou, ao contrário, muito pequeno sobre seus filhos, com regras muito rígidas e/ou com a ausência de regras. TAYLOR e REPETTI (1997) consideram esses fatores como causadores de estresse, podendo advir daí vários problemas de saúde, como por exemplo: o aumento de doenças na infância (BRADLEY, 1993; GOTTMAN e KATZ, 1989); doenças

37 2 psicossomáticas na adolescência (dores de cabeça, dores no estômago (COLLINS et al., 1993)); depressão (KASLOW, DEERING e RACUSIN, 1994). É evidente, portanto, que existe um forte elo entre o tipo de ambiente familiar e problemas de ordem física e mental. Outro fator social que pode influenciar na aquisição de um quadro de estresse são os grupos sociais. Ser aceito pelo grupo é de fundamental importância para o desenvolvimento social do indivíduo. Adolescentes que possuem conflitos com amigos, namorado (a), solidão, ou têm problemas de integração com o grupo, possuem maiores problemas de distress (REPETTI et al., 1996). Corroborando esse pensamento, DUBOW e TISAK (1989) afirmam que o suporte dos amigos pode fornecer proteção às crianças dos impactos negativos a que elas estão expostas. Mas não só as crianças e adolescentes necessitam de suporte do grupo social em que vivem. Também os adultos estão sujeitos a esses fatores. Os laços sociais (família, parentes próximos e amigos) são de fundamental importância para a manutenção da saúde e têm um papel fundamental na redução do estresse (SWICKERT et al., 2002; BALBIN, IRONSON e SOLOMON, 1999; LUTGENDORF e CONSTANZO, 2003). KIELCOLT- GLASER et al. (1994) afirmam que uma boa relação entre marido e mulher está associada com uma melhor resposta imunológica do organismo. Inversamente, esposos que possuem um relacionamento marcado por constantes conflitos apresentam maiores incidências de problemas cardiovasculares e neuroendócrinos, bem como uma baixa função imunológica (BALBIN, IRONSON e SOLOMON, 1999). GEORGE (1989) diz que uma grande interação social oferece um suporte significativo para a redução do risco de depressão e MCEWEN e

38 2 STELLAR (1993) relatam que o ambiente de hostilidade e conflito está intimamente associado não somente com o aumento do distress, mas, também, com o aumento de doenças psicossomáticas. O ser humano em si é um ser social. Como ser social, ele estabelece interrelações com diversos grupos que favorecem o seu aprendizado, já que a maioria dos comportamentos exibidos ao longo da vida é aprendida. O local onde se vive grande parte da vida e que primordialmente cuida do aprendizado de forma sistematizada é a escola. As aprendizagens formais, transmitidas pela escola, essencialmente dependem da integração do pensar, sentir, falar, ouvir e agir, influenciadas pela ação constante de fatores internos (origem orgânica, cognitiva e emocional) e externos (origem social, pedagogia) do indivíduo (TONELOTTO, 2003). Por isso, condições que predisponham os estudantes ao estresse podem interferir nos processos de aprendizagem aos quais os mesmos são expostos. As situações estressoras, como já foi visto anteriormente, são caracterizadas pela experimentação de qualquer emoção capaz de mudar sua rotina, sejam elas fontes de alegria ou tristeza. Percebe-se que diversos estudos têm se preocupado em mensurar a quantidade de estresse nas várias fases da vida acadêmica (ensinos fundamental, médio, superior e pós-graduação (MISRA, 2000; TRICOLLI, AFONSO e GONÇALVES, 2003; SOUZA e VALENTIM, 2003; NOVAIS et al., 2003; OLIVEIRA, PREGNOLATTO e LIPP, 2003; URBANO et al., 2003). Essa preocupação tem legitimidade, uma vez que torna-se extremamente necessário que professores, orientadores educacionais e demais profissionais ligados a área de educação conheçam os efeitos do estresse sobre a aprendizagem para que os mesmos possam criar condições capazes de minimizá-los.

39 2 Nota-se, ao longo da literatura, que relaciona o estresse com a atividade acadêmica, que as pesquisas realizadas no Brasil seguem um padrão, utilizando-se de ferramentas e métodos que podem ser visualizados, a título de ilustração, no trabalho realizado por CALAIS, ANDRADE e LIPP (2003). Estas autoras realizaram um estudo para avaliar as diferenças de sexo e de escolaridade na manifestação do estresse em jovens adultos, utilizando como amostra um grupo de 295 estudantes, com faixa etária dos 15 aos 28 anos (150 mulheres e 145 homens), que cursavam o 1 e 3 ano do ensino médio, cursos pré-vestibulares e 1 e 4 ano do ensino superior. Os resultados demonstraram que 65,60% dos participantes apresentavam estresse, sendo as mulheres mais estressadas (79,30%) que os homens (51,72%). Com relação ao nível de estresse relacionado com as séries escolares, verificou-se que os estudantes de cursos pré-vestibulares (83%) e os alunos do 3 ano do ensino médio (70%) apresentaram os maiores índices de estresse. Já com relação à fase de estresse constatou-se que 6,19% dos entrevistados estavam na fase de alerta, 92,78% na fase de resistência e 1,03% na fase de exaustão. Essa maior incidência de jovens na fase de resistência é preocupante, pois é nessa fase que o organismo precisa de um maior gasto energético para se reequilibrar, ou seja, o organismo tenta manter o equilíbrio interno frente a situações de estresse vivida. Segundo CALAIS, ANDRADE e LIPP (2003), dois sintomas (...) aparecem de modo bastante freqüente: a sensação de desgaste generalizado sem causa aparente e dificuldades com a memória. No nível fisiológico, muitas mudanças ocorrem principalmente em termos do funcionamento das glândulas supra-renais: a medula diminui a sua produção de adrenalina e

40 2 seu córtex produz mais corticosteróide podendo o sistema imunológico ficar afetado, o que aumenta a probabilidade da pessoa adoecer (pág. 262). O fato do nível de estresse se mostrar mais acentuado nos alunos de cursos prévestibulares e do 3 ano do ensino médio demonstra que, nessa fase da vida, atribulada com tantas incertezas, os jovens necessitam de um modo de lidar com o estresse e a ansiedade, a fim de proporcionar um estado que possa ajudá-los a enfrentar com mais serenidade o momento em que se encontram. Criar fatores que possam ajudá-los é extremamente saudável, pois encarar a vida de uma forma mais leve pode auxiliá-los a enfrentar melhor os problemas. Outro fator social ligado ao estresse na vida moderna é o ambiente de trabalho. Sabe-se que hoje o trabalho é um fator de fundamental importância para a satisfação e o desenvolvimento da vida pessoal. Os elementos estressores do trabalho são muito comuns e freqüentes, uma vez que, atualmente, a maioria dos adultos passam grande parte do dia no desempenho de tarefas laborais (TAYLOR e REPETTI, 1997), sendo o mesmo considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma epidemia global (RIBEIRO, ASSIS e LOTERIO, 2000). O mundo do trabalho tem sofrido mudanças importantes nos últimos anos. Globalização da economia, aumento da sofisticação tecnológica, aumento do número de informações, ambiente de trabalho altamente competitivo, transitoriedade do emprego são fatores que vêm afetando o bem-estar físico e mental dos trabalhadores. É de se esperar que todos esses fatores resultem em um aumento da insegurança, ansiedade e elevação dos níveis de estresse dos trabalhadores (CARLOTTO e GOBBI, 1999; LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999).

41 2 Uma boa relação com a atividade de trabalho é fundamental para o desenvolvimento da vida humana. A relação de satisfação com o trabalho está intimamente ligada aos suportes afetivos e sociais que os indivíduos recebem durante seu percurso profissional. O suporte afetivo provém dos relacionamentos com pessoas com as quais é possível compartilhar preocupações, amarguras, esperanças, enfim, sentimentos de segurança, conforto e confiança (ABREU et al., 2002). Já o suporte social refere-se ao quadro geral de relações que se estabelecem entre colegas de trabalho, vizinhos, conhecidos, que podem favorecer o aprofundamento de relacionamentos futuros podendo, portanto, fazer parte do suporte afetivo (DUBOW e TISAK, 1989). O contínuo enfrentamento dos efeitos estressores, aliado ao movimento sócioorganizacional, bem como a característica de certos tipos de trabalho, tais como: muitas tarefas a desempenhar, aumento da pressão, aumento de responsabilidades, contribuem para o surgimento da Síndrome do Burnout. Esta síndrome tem gerado grande interesse da comunidade científica nos últimos 20 anos, como também das entidades governamentais, empresas e sindicatos norte-americanos e europeus, devido à severidade das conseqüências no âmbito individual e organizacional. PERLMAN e HALTMAN (1982) afirmam que o interesse sobre o Burnout aumentou devido a três fatores: a) devido à importância de melhoria da qualidade de vida introduzida pela Organização Mundial de Saúde (OMS); b) pelo aumento das exigências da população relacionada aos serviços sociais, educacionais e de saúde e c) devido à conscientização das autoridades públicas acerca da síndrome, pois com o aumento dos casos tornou-se necessário aprofundar os estudos para conhecer sua sintomatologia.

42 3 As primeiras pesquisas realizadas nessa área foram feitas através de observações de casos, estudos exploratórios, entrevistas com populações específicas (profissionais de saúde, educação). Daí constatou-se que os sintomas do Burnout resultariam num conjunto de expectativas inalcançadas por certas profissões. Sabe-se hoje que o Burnout não é uma doença restrita a certas profissões, mas que aparece em profissões que apresentam um constante contato interpessoal (CARLOTTO e GOBBI, 1999). Como grande parte das profissões têm exigido inter-relações pessoais, seja no atendimento de clientes, consumidor, colegas de trabalho, percebe-se que pela natureza do trabalho executado, há profissões de risco elevado, sendo poucas as profissões, atualmente, que apresentam baixo risco de desenvolver a síndrome. Burnout é uma expressão inglesa para designar aquilo que deixou de funcionar por exaustão de energia (FRANÇA, 1997; BORGES et al, 2002). Segundo FRANÇA (1997), o termo foi utilizado primeiramente por Freudenberger, em 1974, para descrever um excessivo desgaste de energia que gerava nos indivíduos um sentimento de fracasso, exaustão, decepção e perda de interesse pela atividade do trabalho. Embora existam várias definições do Burnout, todas possuem no mínimo cinco elementos comuns: A) existe uma predominância de sintomas relacionados a exaustão mental e emocional, fadiga e depressão; B) há ênfase nos sintomas comportamentais e mentais e não nos sintomas físicos; C) os sintomas do Burnout são relacionados ao trabalho;

43 3 D) os sintomas manifestam-se em pessoas comuns, que não sofrem de distúrbios psicopatológicos antes do surgimento da síndrome; E) a diminuição da efetividade e desempenho no trabalho ocorre por causa de atitudes e comportamentos negativos (MALASCH, SCHAEFELI e LEITE, 2001). Mesmo não havendo um consenso sobre a definição do que seja a Síndrome do Burnout, a conceituação mais aceita atualmente é o que define o Burnout como sendo um fenômeno formado por três aspetos: a) exaustão emocional: caracterizada por uma falta de energia e um esgotamento emocional, podendo agregar sentimentos de frustração e tensão nos trabalhadores que sentem não possuir mais energia para atender seus clientes; b) despersonalização ou desumanização: caracterizada pelo fato de tratar os clientes, colegas de trabalho e a própria organização como objetos, perdendo o vinculo afetivo, onde este é gradativamente substituído por um vínculo racional, havendo aqui um aumento considerável da irritabilidade, da perda de motivação, comprometimento com os resultados obtidos no trabalho, e c) diminuição da realização pessoal no trabalho: caracterizada pela tendência negativa que o trabalhador possui em se auto-avaliar. Aqui há um profundo sentimento de infelicidade e insatisfação com o desenvolvimento do trabalho executado (PERLMAN e HARTMAN, 1982; MALASCH e LEITER, 1999). Discutindo ainda a etiologia da Síndrome do Burnout, BORGES et al. (2002) destacam fatores facilitadores e desencadeadores da Síndrome. As variáveis facilitadoras seriam aquelas que possuem um caráter pessoal que têm a função facilitadora ou inibidora

44 3 sobre o indivíduo, enquanto as desencadeadoras são a ação de agentes estressores percebidos como crônicos no ambiente de trabalho. A tabela 01 sintetiza esses aspectos. Desencadeadores Ambiente físico de trabalho e conteúdo do posto: a. nível de ruído, vibrações e iluminação b. conforto físico percebido c. turnos d. riscos e perigos percebidos e. sobrecarga percebida f. previsibilidade percebida das tarefas ou de seu controle Relacionados aos desempenhos dos papéis, às relações interpessoais e desenvolvimento da carreira. Relacionados à adoção de novas tecnologias e aspectos da estrutura organizacional, incluindo as questões referentes ao acesso ao processo decisório. Facilitadores Variáveis demográficas a. Pontuações masculinas mais elevadas em despersonalização b. Variações inconsistentes por gênero c. Incidência maior entre os jovens d. Menor incidência entre casados e. Maior incidência em pessoas sem filhos Variáveis de personalidade a. Mais propensão entre os empáticos, sensíveis, humanos e idealistas b. Locus de controle externo c. Sentimentos de auto-eficácia d. Centralidade no trabalho Tipos de estratégias de afrontamento utilizadas Apoio social Tab Desencadeadores e Facilitadores da Síndrome de Burnout Fonte: BORGES et al. (2002). Embora esteja crescendo o consenso sobre o que é o Burnout, é importante diferenciá-lo do conceito de estresse. O que diferencia os dois é o papel temporal e relacional. Esse papel tem origem na tensão emocional e nos recursos de enfrentamento que o indivíduo utiliza nas inter-relações presentes no mundo do trabalho. O Burnout, portanto, é visto como sendo a etapa final das progressivas tentativas do indivíduo lidar com o estresse decorrente das condições de trabalho (CARLOTTO e GOBBI 1999; BYRNE, 1993; RABIN, FELDMAN e KAPLAN, 1999; ABREU et al., 2002). Assim, o Burnout não deve ser visto como um evento, mas sim como um processo, que apesar de apresentar semelhanças com o estresse ocupacional (caracterizada pelo esgotamento emocional e a escassa realização profissional), difere-se pelo

45 3 fator da despersonalização dirigida especificamente ao ambiente de trabalho, enquanto que o estresse é um esgotamento diverso que interfere na vida pessoal do indivíduo, além do seu trabalho. O processo de surgimento da síndrome é paulatino. Sua evolução pode levar anos e até mesmo décadas. Seu efeito é cumulativo, com incremento progressivo em severidade, não sendo percebido pelo indivíduo, que geralmente se recusa a acreditar que está acontecendo algo de errado com ele (FRANÇA, 1997). Como forma de tentar resolver os problemas gerados pela síndrome, muitos profissionais pensam em abandonar a sua profissão. Essa situação ocasiona sérios problemas no âmbito da instituição. Nota-se que essa forma de resolver o problema não se concretiza na prática devido à atual conjuntura social, onde cada vez mais pessoas sofrem pela falta de emprego. Como essa forma de lidar com a síndrome não se concretiza na prática, o que se percebe é que o trabalhador que possuí a síndrome utiliza outra forma de lidar com o problema. Essa forma se dá através de retiradas psíquicas do trabalho, favorecendo um enfraquecimento do envolvimento do indivíduo acometido da síndrome com o trabalho e as decisões que lhes são inerentes (LAUTERT, CHAVES e MOURA, 1999; MALASCH, SCHAEFELI e LEITER, 2001). Devido a essa constatação, a melhor forma de prevenir a síndrome seria tratá-la como um problema coletivo e organizacional e não como individual. Esse tratamento se daria através da harmonização dos valores humanos, levando uma melhora no ambiente de trabalho, permitindo assim uma melhor readaptação do indivíduo ao seu trabalho (MALASCH, SCHAEFELI e LEITER, 2001).

46 3 O homem é um ser social que se descobre, se transforma e é transformado pela via do trabalho. Trabalhar não é só uma série de conhecimentos e habilidades para atingir a satisfação de necessidades financeiras. Trabalhar é fazer-se a si mesmo. Transformar a realidade, portanto, é de fundamental importância para as relações psicossociais que envolvem o trabalho. Na medida em que se entende melhor esses fenômenos, sendo o Burnout um deles, identificando suas etapas e dimensões, pode-se vislumbrar ações que permitam prevenir a ocorrência do estresse. 2.4 Aspectos Psicológicos Relacionados ao Estresse Como foi visto ao longo desse trabalho, várias são as fontes que podem gerar estresse no dia-a-dia. Toda essa carga de estresse pode gerar ou não doenças (SAPOLSKY, 1994). Há evidências claras que a maioria das pessoas que são expostas a eventos estressantes ou ao estresse crônico não desenvolvem problemas psicológicos (KESSLER, PRINCE e WORTMAN, 1985), tendo em vista que os efeitos do estresse podem ser mediados através de processos psicológicos que atenuam a percepção da severidade do estresse, gerando uma melhor habilidade de lidar com o evento estressor (LUTGENDORF e COSTANZO, 2003). Em um estudo realizado por KOBASA (1979), observou-se que nem todos os indivíduos expostos a situações de estresse tornaram-se doentes, o que levou esse pesquisador a considerar que existe um traço na personalidade de cada indivíduo que permite minimizar qualquer debilidade no organismo. Esse pesquisador acompanhou o nível de estresse e as evidências de doenças em dois grupos de pessoas. O primeiro grupo foi formado por pessoas com alto nível de estresse e baixo nível de doenças. O segundo grupo foi formado por pessoas

47 3 com alto nível de estresse e alto nível de doença. KOBASA (1979) utilizou o termo hardiness para definir o primeiro grupo de pessoas. Hardiness significa dureza, firmeza, solidez, resiliência, ou seja, pessoas com essas características possuem mecanismos que funcionam como um pára-choque contra os efeitos negativos do estresse. As pessoas com hardiness apresentam três aspectos que seriam: a) senso de controle pessoal sobre os eventos externos da vida; b) profundo senso de envolvimento, comprometimento e propósito com as atividades da vida diária; c) flexibilidade de adaptação às mudanças inesperadas do ambiente, que representam desafio para o crescimento pessoal (LIPP, 1984; MACHADO, 1997). Por essa razão, pesquisas têm sido desenvolvidas para entender as estratégias de enfrentamento utilizadas pelos indivíduos que efetivamente superam o estresse. Esse conjunto de estratégias tem sido comumente denominado de coping 1 (ANTONIAZZI, DELL AGLIO e BANDEIRA, 1998). Coping pode ser definido como sendo um conjunto de esforços cognitivos e comportamentais, utilizados pelos indivíduos com o objetivo de lidar com demandas específicas, internas ou externas, que surgem em situações de estresse e são avaliadas como 1 Por não haver, na língua portuguesa, uma palavra única que expresse a complexidade do termo coping e para facilitar a recuperação de informações por interessados no tema, optamos por não traduzir esse termo. A tradução da palavra coping pode significar "lidar com", "enfrentar" ou "adaptar-se a".

48 3 uma sobrecarga aos seus recursos naturais, a fim de manter o seu equilíbrio emocional (FOLKMAN e LAZARUS, 1980). Uma compreensiva definição de coping precisa incluir tanto aspectos de regulação emocional quanto estratégias para a resolução de problemas (FOLKMAN e LAZARUS, 1980). A maioria dos estudos tem dividido o coping em duas perspectivas que seriam: a) as estratégias de coping: caracterizadas por ações cognitivas ou de comportamento utilizadas em um episódio particular de estresse e b) os estilos de coping: relacionados a características de personalidade ou a resultados obtidos através das estratégias de coping (ANTONIAZZI, DELL AGLIO e BANDEIRA, 1998). Para CARVER e SCHEIER (1994), as pessoas desenvolvem formas habituais de lidar com o estresse e esses hábitos ou estilos de coping podem influenciar suas reações em novas situações. Para esses autores, o estilo de coping não é uma preferência de um aspecto de coping sobre os outros, mas uma tendência do indivíduo em usar uma reação de coping frente a situações de estresse, não implicando, porém, a presença de traços de personalidade que predisponham a pessoa a responder de uma determinada forma a um estímulo estressante. ANTONIAZZI, DELL AGLIO e BANDEIRA (1998) afirmam ainda que existem diversas formas de conceitualização ou tipologias de estilos de coping, destacando-se o estudo de modelos de personalidade Tipo A e Tipo B. O modelo de personalidade ou Tipo A, conceitualizado por MATHEWS (1982), dá ênfase em três tipos de componentes que seriam a característica do padrão A: a) luta competitiva, b) senso de urgência e impaciência e c) agressividade e hostilidade. Esses fatores relacionados ao Tipo A de comportamento está inversamente relacionado com o nível

49 3 de empatia, sugerindo que o indivíduo com traços de personalidade do Tipo A tem uma baixa preocupação com o bem-estar dos outros, sendo constatado que os homens apresentam uma maior incidência desse traço. O que podemos observar é que o padrão de comportamento do Tipo A faz mais esforço para controlar uma situação do que o padrão do Tipo B. FRIEDMAN e ROSEMAN (apud BACCARO, 1998) realizaram um estudo para investigar a conexão existente entre o comportamento humano e doenças do coração. Tais autores descobriram que os níveis de colesterol no sangue de contadores aumentavam na época da elaboração da declaração do imposto de renda. Esse trabalho teve a duração de 10 anos ( ) e abrangeu homens entre 31 e 59 anos de idade, sem antecedentes de doenças cardíacas. Cada indivíduo teve o seu comportamento classificado de acordo com entrevistas e observações realizadas. No final da pesquisa, 257 homens haviam apresentado doenças cardíacas e 70% das vítimas eram o que os cardiologistas haviam caracterizado como indivíduos do Tipo A, ou seja, indivíduos que apresentam como características: urgência do tempo, impaciência, inflexibilidade, ambição, competição e atitudes hostis. Esses padrões de comportamento são, atualmente, considerados como precursores das doenças coronarianas. Já os indivíduos do Tipo B seriam aqueles com ausência das características acima citadas, ou seja, indivíduos que ponderam antes de tomar uma decisão, orientam-se mais pela qualidade do que pela quantidade, enfurecem-se com menos facilidade. A mudança de comportamento das pessoas Tipo A é muito difícil na sociedade atual, onde a competição, o envolvimento no trabalho, a agressividade e a rapidez são requisitos básicos. MACHADO (1998) afirma que seria mais razoável mudar a intensidade do

50 3 comportamento ao qual o indivíduo está sendo submetido do que tentar transformar um indivíduo do Tipo A em Tipo B. Já o estilo de coping denominado monitorador e desatento, descrito por MILLER (1981), refere-se à atenção do indivíduo frente à situação de estresse. O estilo monitorador utiliza-se de estratégias para controlar a situação de estresse, demonstrando um aspecto de vigilância. Por outro lado, o indivíduo desatento tende a afastar-se da ameaça, distraindo-se e evitando uma ação que possa resolver a situação vivida. Tais aspectos assemelham-se muito com os tipos ativo e passivo, aproximação e evitação citados (ANTONIAZZI, DELL AGLIO e BANDEIRA, 1998). Outro tipo de coping tem relação com as estratégias que estão vinculadas a fatores situacionais, ou seja, ações, comportamentos ou pensamentos usados pelo indivíduo para lidar com o evento estressor. FOLKMAN e LAZARUS (1980) classificam essas estratégias de coping em dois tipos, dependendo de sua função: a) coping focalizado na emoção e b) coping focalizado no problema. O primeiro é um esforço que o indivíduo faz para regular o estado emocional associado ao evento estressante, reduzindo a sensação física que esse evento traz, tendo por objetivo final alterar o estado emocional do indivíduo (por exemplo: fumar um cigarro, tomar um tranqüilizante, assistir TV, praticar exercícios físicos). O segundo constitui um esforço para tentar mudar a situação de estresse, alterando o problema existente na relação indivíduo versus ambiente causador da tensão. Quando o coping é dirigido para uma fonte externa de estresse, o mesmo inclui estratégias para negociar e resolver um conflito interpessoal ou solicitar ajuda prática de outras pessoas. Já quando o coping

51 3 focalizado no problema é dirigido para fatores internos, geralmente inclui a reestruturação cognitiva, como por exemplo, a redefinição do elemento que é visto como estressor. Uma terceira estratégia de coping, descrito na literatura, seria o coping focalizado nas relações interpessoais, na qual o indivíduo busca apoio nos círculos sociais no qual o mesmo pertence, tentando, dessa forma, obter sucesso na relação estresse x enfrentamento, diante de um evento estressor (COYNE e DELONGIS, 1986). Dados sugerem que as relações sociais são um importante meio de proteção contra os efeitos deletérios do estresse (KESSLER, PRINCE e WORTMAN, 1985; TAYLOR e REPETTI, 1997; BALBIN, IRONSON e SOLOMON, 1999; SWICKERT et al., 2002). É importante ressaltar que as estratégias de coping são marcadas por flexibilidade e mudança, ou seja, o indivíduo pode utilizar somente uma estratégia ou uma combinação, tornando-se assim muito difícil avaliar quais estratégias o mesmo utiliza quando se depara com um evento estressor. Outro fator que devemos ressaltar é que devido a fatores tais como: sexo, envelhecimento, introversão / extroversão, modificações nas situações da vida, experiências vividas, religião, o processo de coping varia de acordo com o desenvolvimento da pessoa. Todas essas variações devem ser levadas em conta na hora de investigar as estratégias de enfrentamento do estresse por certa população ou indivíduo. Também o episódio de estresse deve ser levado em consideração. Problemas na família, no trabalho, de saúde, têm estratégias diferentes de utilização do coping, sendo que o trabalho está mais associado com alto nível de estratégias focadas no problema, enquanto que problemas de saúde já estão mais associados com estratégias de coping focadas na emoção (FOLKMAN e LAZARUS, 1980).

52 4 A prática da atividade física também é vista como um estilo de coping. A contribuição da atividade física para o bem estar geral do organismo é amplamente reconhecida pela comunidade científica e pela população geral. Os resultados disponíveis sugerem que a sua prática regular contribui com a saúde, na manutenção de um estilo de vida independente, no aumento da capacidade funcional e na melhora da qualidade de vida. Diversos estudos realizados têm relacionado os benefícios da atividade física no tratamento de problemas psicológicos (ansiedade, depressão, estresse), conseguindo uma melhora do bem-estar físico e mental (BRANDÃO e MATSUDO, 1990; RIBEIRO, 1998; FOX, 1999; NETO, 2002; BATISTA e DANTAS, 2002; CHEIK et al., 2003; FIAMONCINI e FIAMONCINI, 2003; PIRES et al., 2004). A atividade física pode ser utilizada para o tratamento de problemas de saúde mental de quatro ordens, sendo elas: a) utilizada no tratamento de doenças e desordens mentais; b) prevenção de doenças e desordens mentais; c) melhora dos estados físicos e mentais de pacientes com problemas mentais e d); melhora do bem-estar mental da população em geral (FOX, 1999). RIBEIRO (1998) afirma que o exercício físico tem estado entre as mais novas descobertas para o tratamento da depressão leve e moderada, sendo que seus efeitos antidepressivos têm recebido considerável atenção. Para ele, o exercício físico pode influenciar na proteção contra sintomas da depressão através de dois mecanismos: psicológico e biológico. Os benefícios psicológicos se dariam através da distração dos estímulos estressores, maior controle sobre seu corpo e sua vida e interação social, proporcionada pelo

53 4 convívio social. Já os benefícios biológicos se dariam através do efeito das endorfinas produzidas pelo exercício, como já foi relatado anteriormente. Tentando verificar a correlação existente entre a atividade física e o estresse, PIRES et al. (2004) realizaram um estudo com adolescentes da cidade de Florianópolis. Utilizando-se de uma população de 754 adolescentes (333 do sexo masculino e 421 do sexo feminino), com idades variando entre os 15 e os 19 anos, os autores aplicaram o Recordatário de 3 Dias de Atividade (3-DPAR), questionário utilizado para verificar o nível de atividades físicas realizadas em um curto período de tempo (três dias consecutivos domingo, segunda e terça-feira) para avaliar o nível de atividade física e o Inventário de Sintoma de Stress (ISS) para avaliar o nível de estresse. PIRES et al. (2004) verificaram que os adolescentes passavam a maior parte do tempo (82,5%), entre 7h e 24h, em atividades de nível de esforço leve. Já com relação ao nível de estresse, 43,1% dos pesquisados (n = 325) apresentavam sintomas de estresse prejudicial à saúde (95% dos que apresentavam esse nível de estresse estavam na fase de resistência (n = 308)). Esse grupo foi o que justamente apresentou o menor índice de atividade física intensa e muito intensa, evidenciando uma relação inversamente proporcional (quanto maior o nível de atividade física menor o nível de estresse prejudicial à saúde). Outro estudo, realizado por CHEIK et al. (2003), tentou verificar a relação entre os efeitos da atividade física na depressão e ansiedade de indivíduos idosos. Os pesquisadores trabalharam com uma amostra de 54 pessoas, de ambos os sexos, divididos em 3 grupos de 18 indivíduos (Grupo A, B e C). O Grupo A, composto de indivíduos sedentários, foi considerado o grupo controle e sobre ele não houve nenhuma intervenção no período da

54 4 pesquisa. O Grupo B, indivíduos sedentários que passaram a realizar atividade física regularmente. Já o Grupo C, composto de indivíduos sedentários que participaram de programas de atividades físicas não sistematizadas. Para a mensuração do nível de depressão e ansiedade foram utilizados o Inventário de Beck e teste Idate Traço e Estado, respectivamente, no início e no final do experimento. O Grupo B foi submetido a um programa físico por um período de 4 meses. Os resultados indicaram que o grupo de desportista, Grupo B, teve uma redução satisfatória na redução dos escores de depressão, passando de leve para normal, sendo que todos os outros ficaram no nível de depressão leve. Assim, os autores sugeriram que a prática de atividade física orientada pode contribuir na redução dos escores para depressão e ansiedade em indivíduos com mais de 60 anos. A perspectiva de utilizar a atividade física no tratamento de doenças relacionadas à saúde é de grande valia, pois a custo muito baixo pode-se tratar e até mesmo evitar muitas doenças, tendo grande impacto econômico na vida de uma população. É importante salientar que, para que o exercício físico possa produzir ainda mais efeitos psicológicos, necessário se torna que o mesmo envolva características importantes tais como: seja agradável de praticar, não competitivo, rítmico. A atividade física aliada a outras estratégias para redução de estresse (relaxamento, psicoterapia, dietas, convívio social) são de extrema importância para o combate dessa doença tão comum nos dias atuais.

55 4 2.5 Inventários de Estresse Como visto anteriormente, as pesquisas sobre estresse são claras ao enfatizar que as respostas aos vários estímulos estressantes e o surgimento das doenças não são fatos simples de se detectar. Essas ligações dependem da inter-relação de vários fatores físicos, sociais e psicológicos. Portanto, identificar os fatores estressantes e desenvolver métodos que promovam a profilaxia e tratamento de um quadro de estresse é de fundamental importância para profissionais que trabalham na área de saúde. Daí surge a importância de se elaborar instrumentos psicométricos que possibilitem a mensuração do grau estresse a que uma pessoa está sendo submetida. Um dos instrumentos muito utilizados por pesquisadores é a Escala de Avaliação de Reajustamento Social de HOLMES e RAHE, elaborada no ano de Essa escala baseia-se no fato de que a energia exigida para que o indivíduo se reajuste à sociedade, depois de mudanças significativas em sua vida (morte do cônjuge, aposentadoria, gravidez, perda do trabalho), cria um desgaste que pode levar ao surgimento de doenças. HOLMES e RAHE examinaram um grande número de históricos de casos médicos em busca de correlações entre graves problemas de saúde e experiências de vida dos pacientes, a fim de saber se reviravoltas na vida de uma pessoa poderiam servir de base para a previsão de uma probabilidade do surgimento de doenças graves. ALBERECHT (1989) afirma que um dos primeiros pesquisadores a se interessar pelas relações entre mudanças da vida e saúde foi o Dr. Adolf Meyer, já no início do

56 4 século XX. Meyer encontrou uma forte correlação entre crises e doenças. Os pacientes que passavam por muitos eventos importantes em sua vida, num período muito curto de tempo, quase sempre apresentavam um quadro de doenças graves. A fim de elaborar a Escala de Classificação de Reajustamento Social, HOLMES e RAHE aplicaram a técnica de gráficos de Meyer a mais de cinco mil históricos de casos, descobrindo que certas mudanças na vida tendiam a se repetir. Posteriormente, estudando históricos de casos de marinheiros em serviço em três cruzeiros, os mencionados pesquisadores verificaram que 30% dos marinheiros que apresentavam mais alto escore de mudança de vida ficavam doentes no primeiro mês de um novo cruzeiro, sendo os índices obtidos na Escala de Classificação de Reajustamento Social muito mais altos do que dos 30% dos marinheiros que apresentavam os escores mais baixos na escala (ALBERECHT, 1989). O que se pode perceber da escala elaborada por HOLMES e RAHE é que, muito embora as situações de mudança gerem adaptações nos indivíduos que podem desencadear problemas físicos e psicológicos, a mesma não leva em conta as capacidades que cada indivíduo possui para enfrentar as situações estressantes (coping), como se necessariamente o indivíduo adoecesse ao enfrentar uma situação de estresse. Essa capacidade de adaptação envolve um conjunto de esforços cognitivos e comportamentais, utilizados com o objetivo de lidar com demandas específicas, internas ou externas, que surgem em situações de estresse e são avaliadas como uma sobrecarga aos seus recursos naturais. Esses esforços têm a função de manter o equilíbrio emocional do indivíduo evitando, assim, o surgimento de doenças (FOLKMAN e LAZARUS, 1980).

57 4 Outro ponto que convém destacar é o fato de que a escala elaborada por HOLMES e RAHE não leva em conta o efeito cumulativo dos pequenos eventos estressantes do dia-a-dia. Esses pequenos eventos podem agir de maneira cumulativa e se transformar em grandes fontes de estresse, produzindo mais irritação do que ansiedade, levando a uma maior possibilidade do indivíduo ser acometido por alguma doença oriunda da interação dos efeitos cumulativos do estresse diário (LIPP, 1984). Além disso, em virtude do avançar dos conhecimentos relacionados a elaboração de instrumentos psicométricos, a Escala elaborada por HOLMES e RAHE não preenche certos requisitos psicométricos que possam garantir a fidedignidade da escala. Outra escala muito utilizada no Brasil é o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de LIPP (ISSL), validado por LIPP (2000). Esse inventário objetiva identificar, de modo rápido e direto, os sintomas de estresse apresentados pelo indivíduo, se é que ele os tenha, o tipo de sintoma existente (psicológico ou somático) e a fase de estresse em que se encontra (alerta, resistência, quaseexaustão e exaustão). A elaboração do ISSL baseou-se nos conceitos elaborados por Selye, no qual o organismo sempre tenta adaptar-se a evento estressor, utilizando-se de grande quantidade de energia adaptativa (LIPP, 2000). O ISSL é um inventário auto-administrado que pode ser aplicado em jovens acima de 15 anos e adultos, não sendo necessário que os mesmo sejam alfabetizados, composto por três quadros que se referem às quatro fases, sendo que um dos quadros é utilizado para avaliar as fases de resistência e quase-exaustão). Os sintomas listados em cada

58 4 fase são divididos em físicos e psicológicos, sendo as fases divididas em períodos de tempo correspondentes a 24 horas (quadro 1), última semana (quadro 2) e último mês (quadro 3), sendo que alguns sintomas se repetem em virtude de um maior comprometimento da evolução do quadro de estresse. Por exemplo, enquanto no quadro 1 o item 8 refere-se à hipertensão arterial súbita e passageira, no quadro 3 o item 4 refere-se à hipertensão arterial continuada. Segundo LIPP (2000) a razão dessa se faz necessário uma vez que a fase de exaustão, coberta no quadro 3, em geral mostra a volta de alguns sintomas da fase 1, com um maior grau de comprometimento, devido à quebra na resistência. O processo de validação empírica foi realizado através de uma amostra composta com participantes. Do total de participantes, seis casos foram descartados, uma vez que as respostas não puderam ser totalmente consideradas por ter algum dado imprescindível para a realização dos cálculos estatísticos. Assim, a amostra final foi de respondentes. Os respondentes para a validação do ISSL foram recrutados em quiosques montados em shoppings, em colégios e universidades abrangendo os estados de São Paulo (1.299 respondentes), Paraíba (352 respondentes) e Rio de Janeiro (198 respondentes). Do total da amostra 64% (1.184) eram do sexo feminino e 36% do sexo masculino. As análises estatísticas do ISSL valeu-se do uso de duas técnicas fundamentais para demonstração da representação da validade do construto: a análise da consistência interna dos itens e a análise fatorial (PASQUALI, 1997). A análise da consistência interna dos itens é o ato de calcular a correlação existente entre cada item do teste e o restante dos itens ou o total dos escores dos itens. Essa

59 4 correlação pressupõe que os itens são somáveis, ou seja, homogêneos e válidos. Em outras palavras, pressupõe-se que todos os itens constituam uma representação adequada do traço e de um mesmo traço latente. Além disso, a consistência interna implica que os itens estejam intercorelacionados, ou seja, que as correlações existentes entre eles sejam elevadas (PASQUALI, 1997). O alfa de Cronbach encontrado no ISSL foi de 0,9121. Porém, convém ressaltar que vários itens que compõem o ISSL tiveram uma carga fatorial abaixo de 0,40, índice recomendado para a utilização em instrumentos psicométricos (PASQUALI, 1997). O valor da carga fatorial do item é importante na construção de instrumentos psicométricos, tendo em vista que quanto menor o valor do coeficiente, menor se torna o poder de discriminação, fazendo com que item não contribua satisfatoriamente na construção da escala (LIPP, 2000), sendo esse um ponto negativo para o ISSL. Já a análise fatorial, técnica que tem como finalidade verificar precisamente quantos construtos comuns são necessários para explicar as covariâncias (intercorrelações) dos itens, calcada sobre o pressuposto de que uma série de variáveis observadas, medidas, chamadas de variáveis empíricas ou observáveis, podem ser explicadas por um número menor de variáveis hipotéticas, não-observáveis, chamadas precisamente de variáveis hipotéticas ou variáveis-fonte, mais conhecidas sob o nome de fatores (PASQUALI, 1997), determinou a extração de dois eixos fatoriais importantes para determinar as relações dos itens, que foram designados de fator psicológico e fator físico, composto por sintomas presente durante o quadro de estresse, sendo essas informações importantes na avaliação do principal componente afetado pelo estresse.

60 4 Certamente, o ISSL é um avanço no estudo do construto estresse no Brasil, em virtude da escasses de instrumentos psicométricos que possam dar melhores subsídios a atuação dos profissionais que atuam na área de saúde, bem como sendo utilizado em dezenas de pesquisas e trabalhos clínicos na área de estresse. 2.6 Modelo Teórico A revisão bibliográfica permitiu detectar diversos aspectos que atuam e contribuem para o surgimento do estresse. A construção e avaliação do modelo teórico, denominado de agora em diante de Modelo Fatorial de Estresse (MFE), visa explicar a interação entre o nível de estresse do indivíduo com os sintomas físicos e psicológicos, os tipos psicológicos A, as formas de enfrentamento do estresse, bem como, os agentes estressores, valendo-se, para tanto, da elaboração e validação de escalas psicométricas. Desta forma, foram elaboradas as seguintes escalas: a) Escala de Sintomas de Estresse (ESE), composta de itens que verificaram os sintomas físicos e psicológicos causados pelo estresse; b) Escala de Agentes Estressores (EAE), escala que avalia os principais estressores sociais que influenciam no surgimento do estresse; c) Escala de Enfrentamento do Estresse (EEE), composta de itens que verificaram as estratégias de coping utilizado pelo indivíduo durante situações estressantes; d) Escala de Tipo Psicológico (ETP), composta por itens que verificaram as características de personalidade dos indivíduos (Tipo A). Foi visto, durante a literatura consultada, que o indivíduo exposto a uma situação de estresse reage a esse evento de duas formas: através de uma reação de fuga ou

61 4 de luta. Essa reação de luta ou fuga está intimamente ligada com as estratégias de enfrentamento utilizadas pelo indivíduo frente a uma situação estressante. Por exemplo, dependendo do estimulo estressor ao qual o indivíduo é submetido ele tem duas opções: reagir ao estímulo, lutando para mudar a causa que gerou o estresse, ou tentar esquivar-se do problema, ou seja, distanciar-se do estímulo gerador do desequilíbrio no seu organismo. Convém ressaltar que essa reação, além de ser determinada por um traço psicológico da personalidade do indivíduo, também é fortemente influenciada pelo tipo de evento estressor. Eventos, tais como uma doença grave (câncer, AIDS), morte de um ente querido, podem gerar no organismo uma reação de fuga, muito embora o indivíduo saiba que necessita realizar certos procedimentos que serão necessários para o seu combate. Essa reação de fuga é normal, pois o que o indivíduo deseja, num curto prazo de tempo, é ficar livre do estresse que gerou perturbação no organismo. Os eventos que geram uma reação de fuga, podem ser considerados como eventos independentes, pois os mesmos ocorrem na vida do indivíduo sem que haja uma aparente ação efetiva. Esses tipos de evento não dão muitas opções para a resolução do problema que possam ser seguidas para atenuar, ou até mesmo solucionar a situação estressora, gerando daí a reação de fuga. Por outro lado, existem também certos eventos que podem ser considerados como dependentes. Esses eventos já permitem uma certa gama de soluções por parte do indivíduo, facilitando que o mesmo apresente uma reação de luta frente ao evento estressor. Para exemplificar, pode-se considerar um acontecimento que exija do indivíduo uma quantia de dinheiro num curto espaço de tempo. Embora o problema exista, no caso em questão a falta

62 5 de dinheiro, há diversos caminhos possíveis para a solução do problema (por exemplo, através de empréstimos, um novo trabalho, parcelamento da dívida). A figura 2.3, sintetiza o que foi descrito acima: Figura 2.3. Estratégias de enfrentamento diante de situações estressoras. Pode-se afirmar, também, que os eventos estressores têm duas fontes de origem, fontes estressoras internas (ligadas a aspectos psicológicos do indivíduo, tais como o traço da personalidade) e fontes estressoras externas, que são os fatores sociais, tais como: meio ambiente, família, trabalho, que têm influência direta nos fatores psicológicos e biológicos. Essa influência do fator social sobre o fator psicológico pode ser determinante no surgimento de doenças frente a um quadro de estresse, pois são essas situações sociais que geram uma perturbação no indivíduo, tendo como resposta um estímulo fisiológico, estímulo esse que desencadeia uma série de reações bioquímicas já vistas anteriormente na revisão bibliográfica.

63 5 Portanto, pode-se afirmar que os aspectos biológicos do organismo têm dupla função frente ao quadro de estresse. A primeira seria a de percepção dos estímulos sociais considerados estressores, pois são através dos sentidos que captamos o evento estressor quando o mesmo se apresenta. O segundo papel dos aspectos biológicos se dá de forma a apresentar as reações fisiológicas, emanadas pelo organismo, frente ao estímulo estressor. Em síntese, o corpo ao mesmo tempo em que é porta de entrada do evento estressor é, também, o agente sofredor dos malefícios causados por esse evento. Portanto, para que um evento social altere o estado psíquico do indivíduo, o mesmo primeiramente tem que passar por componentes biológicos do nosso organismo para somente depois apresentar uma resposta, como verifica-se na figura 2.4, estando, portanto, esses fatores intimamente interligados. Figura 2.4. Influência dos aspectos sociais sobre os aspectos psicológicos e biológicos. Vale ressaltar, portanto, que todos os itens que fizeram parte das escalas do Modelo Fatorial de Estresse (MFE) foram embasados na ampla literatura consultada durante a elaboração desse trabalho, a fim de que os mesmos possam ser capazes de mensurar cada fator com a máxima fidedignidade possível. Portanto, o modelo teórico proposto (MFE) visa mensurar o contexto do estresse negativo (distress) no qual o indivíduo está submetido, que pode ser responsável pelo surgimento de diversas doenças, tanto físicas como psicológicas, valendo-se para isso do

64 5 exame apurado das relações existentes entre os diversos aspectos que compõem o tema em estudo, sem a utilização para tanto, da relação proposta pelo modelo de equações estruturais. Abaixo, em síntese, pode-se visualizar o modelo teórico proposto (Figura 2.5). Figura 2.5. Modelo teórico proposto para a validação do Modelo Fatorial de Estresse. 3. METODOLOGIA

65 5 3.1 Caracterização da Pesquisa Trata-se de uma pesquisa quantitativa que visa validar a construção do Modelo Fatorial de Estresse - MFE. A metodologia utilizada na construção do modelo será apresentada em duas etapas: a) elaboração das categorias e itens e b) validação da escala. 3.2 Elaboração das Categorias e Itens Através do referencial bibliográfico foram elaborados os itens que comporam as escalas do Modelo Fatorial de Estresse (MFE). Os itens relacionados aos sintomas físicos decorrentes do estresse (Escala de Sintomas de Estresse - ESE) verificaram os sintomas presentes durante um quadro de estresse, tais como: a) dor de cabeça; b) dificuldades para dormir, c) incidência maior de doenças. Esses sintomas físicos surgem da constante necessidade de adaptação do organismo frente a uma situação considerada estressora. Essa adaptação, como visto anteriormente, é fruto de uma complexa resposta hormonal no organismo, envolvendo praticamente todos os hormônios e neuropeptídeos responsáveis por mudanças de ordem física, tudo isso com a finalidade de manter um perfeito estado de homeostase. Já os sintomas psicológicos foram observados através de itens que captassem as alterações dos processos psicológicos dos indivíduos durante o estresse, tais como: a) sinto-me

66 5 mais ansioso; b) penso constantemente em um só assunto; c) sinto uma redução na capacidade de me concentrar. Esses processos psicológicos atuam no indivíduo a fim de que o mesmo possa melhor adaptar-se ao evento estressor (LUTGENDORF e COSTANZO, 2003), sendo importante a sua mensuração, uma vez que existe clara evidência que problemas relacionados aos processos psicológicos podem levar ao acometimento de doenças (KESSLER, PRINCE e WORTMAN, 1985). Os agentes sociais que podem favorecer o surgimento do estresse foram verificados através da Escala de Agentes Estressores (EAE). TAYLOR e REPETTI (1997) afirmam que os agentes sociais mais comuns que podem influenciar no aparecimento de doenças são: a comunidade onde vive o indivíduo, o ambiente familiar, o ambiente social, o trabalho. Como exemplos dessa escala temos: a) meu relacionamento familiar tem sido ruim; b) moro em um lugar violento; c) passo pouco tempo com minha família e amigos, dentre outros. Ainda, com a finalidade de verificar o tipo da personalidade do indivíduo, foi elaborada a Escala de Tipo Psicológico (ETP), com itens que verificarão o modelo de personalidade, conceitualizado por MATHEWS (1982) (Tipo A). Os indivíduos com características do padrão A possuem certas características, tais como: a) luta competitiva; b) senso de urgência e impaciência; c) agressividade e hostilidade. Os indivíduos com essas características apresentam um maior controle da situação, tendo uma resposta diferente frente as situações de estresse no dia-a-dia. Como exemplo de itens desse fator temos: a) nível de atividade intenso; b) irrita-se com facilidade; c) realiza várias tarefas ao mesmo tempo; d) constante sensação de estar com pressa ou com pouco tempo.

67 5 O Modelo Fatorial de Estresse ainda visa verificar as estratégias de coping utilizadas pelo indivíduo para a redução do estresse. Para tanto, foi elaborada a Escala de Enfrentamento do Estresse - EEE. Essas estratégias podem ser vistas como um conjunto de esforços cognitivos e comportamentais, utilizados com o objetivo de lidar com as situações estressoras. São exemplos de itens relacionados com o coping: a) faço uma viagem; b) assisto TV; c) bebo algo para relaxar. Após a elaboração das escalas, os itens que comporam as Escalas de Sintomas de Estresse e a Escala de Agentes Estressores foram submetidos à análise dos juízes, a fim de verificar a pertinência de cada item, de acordo com a categoria descrita no Modelo Teórico. Foram entregues aos juízes uma relação dos itens relativos aos sintomas físicos e psicológicos (Escala de Sintomas de Estresse ESE), bem como os itens relativos aos agentes sociais que podem desencadear um quadro de estresse (Escala de Agentes Estressores), listados de forma aleatória (Anexo I), a fim de que os mesmos indicassem a categoria de cada item. Os itens com concordância igual ou superior a 60% não sofreram qualquer modificação, sendo que, aqueles que obtiveram um percentual inferior a esse foram objeto de análise para verificar quais as incongruências relativas ao entendimento de cada item. Os resultados obtidos após a análise dos juízes encontram-se no Anexo II. Alguns itens foram objeto de mudança após a análise dos juízes. O item venho apresentando problemas sexuais, primeiramente localizado nos Agentes Estressores Sociais, foi mudado para a Escala de Sintomas Físicos, uma vez que, segundo o entendimento dos juízes, o mesmo estaria mais relacionado com essa categoria.

68 5 Também o item sinto-me isolado, primeiramente localizado nos Agentes Estressores Sociais relativos à Família / Relacionamentos, migrou para Sintomas Psicológicos, sendo modificada a sua redação para sinto intensa solidão. Outros itens obtiveram grande variabilidade interpretativa por parte dos juízes, sendo alterada a sua redação para melhor compreensão. Abaixo, podemos ver as modificações nas redações efetuadas após a análise dos juízes, bem como, o motivo da mudança do item (Tabela 3.1) Tab Modificação realizada nos itens após a análise dos juízes. Fator Agentes Estressores Sociais Agentes Estressores Sociais Agentes Estressores Sociais Agentes Estressores Sociais Agentes Estressores Sociais Texto do Item Antes da Análise dos Juízes Sinto dificuldades em estar em ambientes familiares / sociais Minha vida conjugal tem apresentado dificuldades O relacionamento com meus filhos tem sido difícil Fico tenso quando estou em casa Evito falar de problemas com minha família e amigos Texto do Item Após a Análise dos Juízes Sinto dificuldades em estar em ambientes sociais Venho me desentendendo com meu esposo (a) Motivo da Mudança A palavra família foi retirada, uma vez que existe um fator para estressores familiares Mudou-se a construção do item para tentar abordar mais aspectos sociais do relacionamento ---- O item em questão foi excluído, pois se acredita que o item meu relacionamento com familiares tem sido ruim englobe o item excluído Não me sinto bem na companhia da minha família Evito compartilhar problemas com meus familiares Mudou-se a construção do item para tentar abordar mais aspectos sociais do relacionamento Mudou-se a construção do item para tentar abordar mais aspectos sociais do relacionamento

69 5 Agentes Estressores Sociais Meu trabalho tem apresentado mais dificuldades Agentes Estressores Sociais Realizo uma atividade rotineira Tenho tido problemas no meu trabalho Meu trabalho diário é repetitivo Buscou-se dar uma melhor redação ao item, a fim de evitar entendimentos relacionados com aspectos psicológicos Buscou-se dar uma melhor redação ao item Ainda após a análise dos juízes, houveram itens com grau de discordância maior do que 60% (itens assinalados de verde, constante do Anexo III). Esses itens permaneceram nas escalas pensadas, deixando para as análises estatísticas a pertinência do item na categoria. A tabela 3.2 abaixo apresenta a relação desses itens. Tab Itens com nível de discordância dos juízes acima de 60% e que permaneceram na escala para verificação do tratamento estatístico. Fator Item % de Dicordância Agentes Estressores Sociais Sofro com calor e/ou frio que faz onde moro 80% Agentes Estressores Sociais Estou insatisfeito com o local onde moro 80% Agentes Estressores Sociais Venho me irritando facilmente com meu 60% esposo (a) Agentes Estressores Sociais Recebi o diagnóstico de uma doença grave 80% Agentes Estressores Sociais Estou fazendo tratamento de saúde 80% Agentes Estressores Sociais Tenho dificuldades de me expressar quando 60% necessário Agentes Estressores Sociais Sinto-me insatisfeito com o trabalho que 60% realizo Vale lembrar que os itens relativos a Escala de Tipo Psicológico (ETP) e a Escala de Enfrentamento do Estresse (EEE), relativos ao Tipo de Personalidade A e aos Tipos de Coping, respectivamente, não foram objeto de exame por parte dos juízes, sendo que as

70 5 mesmas somente foram avaliadas através da análise semântica e do tratamento estatístico que foi utilizado para esses instrumentos. O anexo IV apresenta os instrumentos piloto elaborados para a validação das escalas que compõem o Modelo Fatorial de Estresse. 3.3 Validação das Escalas Análise Semântica A análise semântica tem como pressuposto verificar o nível de entendimento do questionário por parte da amostra que será avaliada. Um primeiro protótipo do questionário foi confeccionado e aplicado a cinco pessoas (três mulheres e dois homens, com idades acima dos 18 anos, sendo que duas pessoas possuíam nível superior completo e o restante da amostra possuía o nível médio concluído), a fim de que as mesmas se manifestassem acerca do entendimento tanto das instruções de cada escala, quanto dos itens que as compunham. Não houve nenhuma discordância por parte dos entrevistados com relação aos itens das escalas. Contudo, com relação as introduções que formam a Escala de Sintomas de Estresse (ESE), geraram confusão no entendimento de dois respondentes. Verificada essa dificuldade, foi elaborado um novo protótipo do questionário, com a finalidade de tentar deixar mais clara a introdução das Seções 01 e 02, sendo que a mesma foi substituída para a seguinte frase: Utilize a escala abaixo para indicar com um X o sintoma que vem sentindo e a quanto tempo o mesmo vem perdurando.

71 5 Novamente, o questionário foi submetido à apreciação de uma nova amostra composta por cinco pessoas após as alterações efetuadas, (três homens e duas mulheres, com idades acima de 18 anos, sendo que duas pessoas possuíam nível superior completo e o restante da amostra possuía o nível médio concluído), não restando dúvidas acerca do preenchimento do protótipo em questão (Anexo V) Amostra A amostra foi constituída por 526 sujeitos, sendo 60,8% do sexo feminino, com faixa etária média de 28,20 (± 9,52) anos, variando entre 18 a 69 anos, com 64,3% da amostra sendo composta por pessoas com nível superior, tendo o restante o ensino médio concluído Procedimento A coleta de dados foi realizada na forma autorizada pelo Comitê de Ética da Universidade Católica de Brasília UCB, explicando aos participantes da pesquisa que se pretendia coletar dados sobre a incidência de estresse na população, solicitando a colaboração dos mesmos no fornecimento de respostas aos dados solicitados, sendo assegurado o sigilo e o anonimato das informações prestadas, conforme disposto no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo IV). Os questionários foram aplicados entre estudantes da Universidade Católica de Brasília - UCB, em três turnos diferentes (manhã, tarde e noite), na Procuradoria Regional da

72 6 República da 1ª Região, órgão público ligado ao Ministério Público Federal, responsável pela atuação em processos cíveis e criminais que envolvam Prefeitos e autoridades com foro privilegiado, ou de processos que tramitem junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em uma empresa privada que atua na área de telemarketing, além de domicílios situados no Distrito Federal. Os dados solicitados foram coletados pelo próprio pesquisador e por colaboradores treinados para a pesquisa em questão, sendo coletado individualmente e / ou em grupos Estatística Como tratamento estatístico para a validação das escalas, foram realizadas Análises Fatoriais, técnica calcada sobre o pressuposto de que uma série de variáveis observadas, medidas, chamadas de variáveis empíricas ou observáveis, podem ser explicadas por um número menor de variáveis hipotéticas, não-observáveis, chamadas precisamente de variáveis hipotéticas ou variáveis-fonte, mais conhecidas sob o nome de fatores. Além da análise fatorial, foi utilizado também o teste do Coeficiente Alfa de Cronbach, teste estatístico que tem por fim verificar a consistência interna dos fatores através da análise da consistência interna dos itens, verificando a congruência que cada item do teste tem com o restante dos itens do mesmo teste (PASQUALI, 1997). Para a avaliação do Modelo Fatorial de Estresse foram realizadas Análises de Regressão Múltipla do tipo Stepwise, a fim de verificar quais dos fatores explicavam melhor o

73 6 estresse, bem como testes de correlação de Pearson para verificar a relação entre alguns fatores e as demais variáveis propostas pelo modelo. A regressão múltipla é um conjunto de técnicas estatísticas que possibilitam a avaliação do relacionamento de uma variável dependente com diversas variáveis independentes, tendo como resultado uma reta, oriunda de uma equação linear representada por Y = a + βxi + βxii βxn + ξ, onde: Y é a variável dependente, ou critério (no presente trabalho o Estresse); a é a constante, ou o intercepto entre a reta e o eixo ortogonal; β é o parâmetro, coeficiente padronizado de regressão, ou peso; xi são as variáveis independentes (preditoras) e ξ o erro ou resíduo, que se refere à diferença entre os valores observados e preditos (TABACHNICK e FIDELL, 1996; ABBAD e TORRES, 2002). O uso da regressão do tipo Stepwise, segundo ABBAD E TORRES (2002), deve ser a estratégia escolhida para estudos exploratórios. Quando se está utilizando este tipo de regressão, o pesquisador, desprovido de uma teoria consistente sobre os fenômenos estudados, está apenas interessado em descrever relacionamentos pouco conhecidos entre as variáveis, e não em os explicar. Neste tipo de regressão, a seleção da seqüência de entrada dos preditores na equação é feita estatisticamente, sem um modelo teórico consistente a ser seguido. Em estudos exploratórios, como o que é proposto no presente trabalho, o pesquisador elabora um modelo teórico de investigação que inclui hipóteses sobre relacionamentos entre variáveis, mas que ainda não possibilita afirmações consistentes sobre a magnitude ou direção desses relacionamentos. Além disso, este tipo de estudo ainda não encontra apoio empírico às hipóteses a serem testadas.

74 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES 6

75 6 Para uma melhor apresentação e compreensão dos dados encontrados, os resultados serão apresentados em seções com discussões concomitantes, cabendo ao final uma discussão global dos mesmos. Para definir o número de fatores a serem extraídos de cada escala foi utilizado: a) Análise dos Componentes Principais (PCA) (teste estatístico que verifica a fatorialidade do instrumento); b) o gráfico scree plot e c) a variância explicada para cada fator superior a 5%. As análises fatoriais serviram-se do método Principal Axis Factoring (PFA), inicialmente utilizando rotações oblíquas (Oblimin), com cargas fatoriais iguais ou superiores a 0,40. Para avaliar a precisão de cada fator foi utilizado o α de Cronbach. 4.1 Estrutura Fatorial da Escala de Sintomas de Estresse - ESE A Análise dos Componentes Principais da Escala de Sintomas de Estresse apresentou os seguintes resultados: a) Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) = 0,93; b) Bartlett s Test of Sphericity (666) = 7781,49; p<0,001; c) número de componentes (eingenvalue > 1,5) = 3; d) variância total explicada pelos três componentes: 43,04%. O gráfico scree plot foi utilizado como sinalizador na opção do número de fatores a serem extraídos. Para a Escala de Sintomas de Estresse este gráfico definiu a extração de dois fatores, os quais explicavam 38,91% da variância total. Através do método Principal Axis Factoring (PFA) foram extraídos dois fatores correspondentes aos sintomas presentes no quadro de estresse (físicos e psicológicos). Considerando correlações entre os fatores iguais ou superiores a 0,40 como ideais, observou-

76 6 se a existência da correlação entre os dois fatores (r = 0,47), gerando-se um fator de segunda ordem, sendo que o mesmo explicou 29,51% da variância total e apresentou um α de 0,91. Os dois fatores extraídos para as escala de sintomas foram denominadas de: Sintomas Psicológicos (Fator 1) e Sintomas Físicos (Fator 2). Esses fatores explicavam, respectivamente, 28,87% e 10,05% da variância total e apresentaram os seguintes índices de consistência interna: Sintomas Psicológicos (α = 0,92) e Sintomas Físicos (α = 0,90). A tabela 4.1 apresenta os itens e as cargas fatoriais dos fatores extraídos da Escala de Sintomas de Estresse (ESE). Tab. 4.1 Itens e cargas fatoriais extraídos da Escala de Sintomas de Estresse (ESSE) Itens C.F. Fator 1 = Sintomas Psicológicos (α = 0,92) 1) Venho me sentindo mais inseguro ultimamente 0,79 2) Tenho estado mais angustiado 0,74 3) Tenho percebido mudanças bruscas no meu humor 0,73 4) Estou mais nervoso 0,72 5) Estou mais emotivo 0,68 6) Tenho pensamentos constantes sobre um mesmo assunto 0,67 7) Sinto-me mais ansioso 0,67 8) Sinto-me desmotivado para realizar as atividades do dia-a-dia 0,67 9) Irrito-me facilmente 0,66 10) Sinto uma redução na capacidade de me concentrar 0,62 11) Venho chorando com maior freqüência 0,62 12) Sinto medo 0,60 13) Preocupo-me excessivamente com as coisas em geral 0,58 14) Sinto intensa solidão 0,54 15) Alteração no apetite 0,49 16) Estou desleixado com minha aparência 0,45 17) Quando me exponho fico apavorado 0,49 18) Venho me esquecendo dos meus compromissos 0,42 Fator 2 = Sintomas Físicos (α = 0,90) 1) Aumento da freqüência respiratória 0,75 2) Dificuldades para respirar 0,72 3) Tonturas 0,68

77 6 4) Dores nos braços e nas pernas (dores musculares) 0,67 5) Gastrites e úlceras 0,65 6) Náuseas e vômitos 0,65 7) Problemas sexuais 0,65 8) Incidência maior de doenças (resfriados, gripes, inflamações...) 0,64 9) Aumento do colesterol 0,60 10) Cansaço constante 0,57 11) Aparecimento de problemas dermatológicos 0,56 12) Dificuldades para dormir (insônia) 0,48 13) Aumento da pressão arterial 0,46 C. F. = Cargas Fatoriais Estresse. A tabela 4.2 apresenta o fator de segunda ordem denominado de Sintomas de Tab Fator de segunda ordem Sintomas de Estresse Itens C.F. 1) Estou mais nervoso 0,70 2) Tenho estado mais angustiado 0,69 3) Cansaço constante 0,66 4) Tenho percebido mudanças bruscas no meu humor 0,66 5) Sinto-me desmotivado para realizar as atividades do dia-a-dia 0,64 6) Tonturas 0,63 7) Venho me sentindo mais inseguro ultimamente 0,63 8) Sinto uma redução na capacidade de me concentrar 0,62 9) Irrito-me facilmente 0,61 10) Dores nos braços e nas pernas (dores musculares) 0,61 11) Sinto-me mais ansioso 0,61 12) Estou mais emotivo 0,60 13) Aumento da freqüência respiratória 0,56 14) Tenho pensamentos constantes sobre um mesmo assunto 0,55 15) Irrito-me facilmente 0,55 16) Preocupo-me excessivamente com as coisas em geral 0,54 17) Venho chorando com maior freqüência 0,52 18) Alteração no apetite 0,51 19) Dificuldades para respirar 0,50 20) Sinto intensa solidão 0,50 21) Aparecimento de problemas dermatológicos 0,49 22) Gastrites e úlceras 0,48 23) Dificuldades para dormir (insônia) 0,46

78 6 24) Náuseas e vômitos 0,46 25) Venho me esquecendo dos meus compromissos 0,45 26) Estou desleixado com minha aparência 0,45 27) Sinto medo 0,44 28) Problemas sexuais 0,42 C. F. = Cargas Fatoriais Os fatores extraídos da Escala de Sintomas de Estresse são compostos por itens que representam os principais sintomas frente a um quadro de estresse. O nome dos fatores levaram em consideração as características intrínsecas de cada fator, podendo-se defini-los da seguinte forma: Sintomas Físicos: composto por itens que apresentam reações fisiológicas decorrentes da percepção do estímulo estressor, apresentando sintomas que refletem negativamente sobre o estado de saúde do indivíduo, podendo gerar um quadro de morbidade dependendo do grau de estresse ao qual o indivíduo é submetido. Sintomas Psicológicos: fator que tem como característica geral itens que demonstram alterações psicológicas que ocorrem com o indivíduo quando o mesmo enfrenta um nível de estresse. Essas alterações podem interferir na performance do indivíduo, levando o mesmo a enfrentar os eventos estressores do dia-a-dia de forma positiva. A figura 4.1 apresenta os fatores extraídos da Escala de Sintomas de Estresse

79 6 (ESE). Fig Fatores extraídos da Escala de Sintomas de Estresse. 4.2 Estrutura Fatorial da Escala de Agentes Estressores - EAE A Análise dos Componentes Principais da Escala de Agentes Estressores apresentou os seguintes resultados: a) Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) = 0,85; b) Bartlett s Test of Sphericity (1326) = 7301,84; p<0,001; c) número de componentes (eingenvalue > 1,5) = 2 d) variância total explicada pelos dois componentes: 22,42%. Também o gráfico scree plot foi utilizado como sinalizador na opção do número de fatores a serem extraídos, confirmando a extração de 2 componentes. Através do método Principal Axis Factoring (PFA) foram extraídos dois fatores correspondentes aos estressores sociais que influenciam no surgimento do estresse. Considerando correlações entre os fatores iguais ou superiores a 0,40 como ideais, observouse a existência de correlação entre os dois fatores (r = 0,46), sendo gerado um fator de segunda ordem (F²), sendo que o mesmo explicou 22,51% da variância total, com α = 0,85. Os dois fatores extraídos da Escala de Agentes Estressores foram então denominados de: Estressores Laborais (Fator 1), com itens que avaliava componentes estressores relacionados ao trabalho, e Estressores Sociais (Fator 2), formados por itens que englobam questões como violência urbana, poluição, desrespeitos pelos cidadãos. Esses fatores explicavam, respectivamente, 17,01% e 5,41% da variância total e apresentaram, respectivamente índices de consistência interna: α = 0,85 e α = 0,78.

80 6 Estressores (EAE). A tabela 4.3 apresenta os itens e as cargas fatoriais da Escala de Agentes Tab Itens e cargas fatoriais da Escala de Agentes Estressores (EAE) Itens C.F. Fator 1 = Estressores Laborais (α = 0,85) 1) Tenho tido problemas no trabalho 0,76 2) Sofro uma grande exigência do meu chefe 0,73 3) Tenho sofrido muita pressão no trabalho 0,71 4) Tenho tido problemas com meu chefe 0,61 5) Há muita competitividade no meu trabalho 0,60 6) Estou descontente com meus colegas de trabalho 0,59 7) O salário que recebo é incompatível com minhas responsabilidades do trabalho 0,52 8) Meu trabalho subtiliza minhas capacidades 0,50 9) Sinto-me insatisfeito com o trabalho que realizo 0,49 10) Tenho tido grandes mudanças no horário de trabalho 0,47 11) Minhas responsabilidades profissionais têm aumentado 0,45 Fator 2 = Estressores Sociais (α = 0,78) 1) Irrito-me com o desrespeito pelos cidadãos 0,56 2) Incomoda-me ver pessoas pedindo esmolas pela rua 0,53 3) Cansa-me a poluição visual de minha cidade 0,53 4) Incomoda-me as desigualdades sociais 0,52 5) Moro em lugar violento 0,50 6) Sofro com a poluição do ar 0,49 7) Sinto-me desprotegido diante da violência urbana 0,48 8) Passo muito tempo em filas 0,45 9) Sofro com o calor e/ou frio que faz aonde moro 0,44 10) Estou insatisfeito com o local onde moro 0,43 11) Tenho dificuldades no transporte 0,43 12) Tenho estado longe de amigos e parentes 0,40 C.F. = Cargas Fatoriais Estressores Gerais. A Tabela 4.4 apresenta o fator de segunda ordem denominado de Agentes Tab Fator de segunda ordem Agentes Estressores Gerais.

81 6 Itens C.F. 1) Tenho sofrido muita pressão no trabalho 0,67 2) Tenho tido problemas no trabalho 0,64 3) Sofro uma grande exigência do meu chefe 0,64 4) Há muita competitividade no meu trabalho 0,56 5) O salário que recebo é incompatível com minhas responsabilidades do trabalho 0,55 6) Sinto-me insatisfeito com o trabalho que realizo 0,55 7) Estou descontente com meus colegas de trabalho 0,54 8) Tenho tido problemas com meu chefe 0,52 9) Meu trabalho subtiliza minhas capacidades 0,51 10) Minhas responsabilidades profissionais têm aumentado 0,47 11) Cansa-me a poluição visual de minha cidade 0,47 12) Irrito-me com o desrespeito pelos cidadãos 0,46 13) Tenho estado longe de amigos e parentes 0,44 14) Moro em lugar violento 0,44 15) Tenho tido grandes mudanças no horário de trabalho 0,42 C. F. = Cargas Fatoriais A extração de 2 fatores contrariou o que foi pensado quando da elaboração dos itens que compunham essa escala. Primeiramente, a EAE foi elaborada levando-se em consideração itens que poderiam formar três fatores distintos: a) estressores sociais ligados a questões ambientais / comunidade; b) estressores sociais relacionados com aspectos que envolviam dificuldades de relacionamento; c) estressores sociais relacionados com a questão do trabalho. Os fatores extraídos da Escala de Agentes Estressores são compostos por itens que representam os principais eventos que podem desencadear um quadro de estresse negativo (distress). Os nomes dos fatores levaram em consideração as características intrínsecas de cada fator, podendo-se defini-los da seguinte forma: Estressores Laborais: composto por itens que descrevem situações negativas decorrentes da relação trabalhador x trabalho. Essa relação negativa com o trabalho pode gerar no indivíduo uma série de reações, tais

82 7 como exaustão emocional, despersonalização, frustração, além de acarretar um profundo sentimento de infelicidade e insatisfação com o desenvolvimento do trabalho executado, levando o indivíduo a ser acometido por um quadro de estresse maior, podendo ainda desenvolver a chamada Síndrome do Burnout. Estressores Sociais: fator formado por itens que demonstram a interação de aspectos sócio-econômicos no desenvolvimento do quadro de estresse. Esses aspectos sócio-econômicos estão ligados ao status social que o indivíduo ocupa, sendo considerados fortes indicadores para o surgimento de um quadro de estresse crônico, conforme afirma estudos elaborados por FLEMING et al. (1987); SOOMAN e MACINTYRE (1995) e TAYLOR e REPETTI (1997). A figura 4.2 mostra os fatores resultantes da Escala de Agentes Estressores.

83 7 Fig Fatores extraídos da Escala de Agentes Estressores 4.3 Estrutura Fatorial da Escala de Enfrentamento de Estresse - EEE A Análise dos Componentes Principais da Escala de Enfrentamento de Estresse apresentou os seguintes resultados: a) Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) = 0,70; b) Bartlett s Test of Sphericity (231) = 1873,28; p<0,001; c) número de componentes (eingenvalue > 1,5) = 4 d) variância total explicada pelos quatro componentes: 39,53%. Também o gráfico scree plot foi utilizado como sinalizador na opção do número de fatores a serem extraídos, confirmando a extração de 4 componentes. Através do método Principal Axis Factoring (PFA) foram extraídos quatro fatores correspondentes as possíveis estratégias de coping utilizadas frente a um agente estressor. Considerando correlações entre os fatores iguais ou superiores a 0,40 como ideais, observou-se na Matriz de Correlações que estes fatores não apresentaram correlações entre si. Devido à ortogonalidade apresentada pelos quatro fatores, optou-se por uma nova extração fatorial, utilizando-se a rotação do tipo Varimax. Assim, através do método Principal Axis Factoring (PFA), com rotações Varimax e cargas fatoriais iguais ou superiores a 0,40, foram extraídos novamente quatro fatores para a escala de Escala de Enfrentamento de Estresse. Os fatores extraídos para a escala de coping foram denominados de: Enfrentamento (Fator 1), Religiosidade (Fator 2), Lazer (Fator 3) e Fuga (Fator 4). A denominação dos fatores levou em consideração os principais características dos itens que

84 7 compunham cada fator. Esses fatores explicavam, respectivamente, 14,82 %, 10,08%, 8,26% e 6,37% da variância total e apresentaram os seguintes índices de consistência interna: Enfrentamento (α = 0,68), Religiosidade (α = 0,85), Lazer (α = 0,60) e Fuga (α = 0,52). A tabela 4.5 apresenta os quatro fatores e suas respectivas cargas fatoriais extraídos da Escala de Enfrentamento de Estresse, bem como, a nomeação de acordo com os itens que compuseram cada fator. Tab Itens e cargas fatoriais da Escala de Enfrentamento de Estresse Itens C.F. Fator 1 = Enfrentamento (α = 0,61) 1) Procuro encarar o problema como um desafio 0,66 2) Levo em conta o lado positivo da situação 0,63 3) Negocio para tentar resolver o problema 0,57 Fator 2 = Religiosidade (α = 0,85) 1) Apego-me a minha fé para resolver certas situações 0,85 2) Rezo / Oro 0,75 Fator 3 = Lazer (α = 0,60) 1) Procuro sair com meus amigos 0,55 2) Tiro alguns dias para descansar 0,52 3) Faço uma viagem 0,50 4) Durmo 0,46 Fator 4 = Fuga (α = 0,52) 1) Culpo os outros pela situação 0,57 2) Compro algo 0,52 3) Assisto TV 0,49 C.F. = Cargas Fatoriais Os fatores extraídos da Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE) são compostos por itens que demonstram as formas como o indivíduo lida com o estresse no dia-a-

85 7 dia. O nome dos fatores levaram em consideração as características intrínsecas de cada fator, como já foi dito anteriormente, sendo definidos da seguinte forma: Enfrentamento: composto por itens que demonstram a relação de aproximação com o evento estressor, desempenhadas pelos indivíduos, que tem por fim solucionar o problema ou lidar com a situação considerada estressora. Esse fator incluiu ainda um item que demonstra esforços cognitivos positivos voltados para a reavaliação do problema enfrentado (levo em conta o lado positivo da situação). Religiosidade: composto por itens que evidenciam uma aproximação com atitudes religiosas que são consideradas positivas pelos indivíduos e que podem estar sendo utilizadas pelos mesmos frente a um problema ou situação que é encarada como um evento estressor. Basicamente, avalia a busca de um apoio sobrenatural para a superação de problemas. Lazer: fator composto por itens que demonstram tipos de atividades que são utilizadas pelos indivíduos quando os mesmos estão diante de um evento estressor. Essa estratégia de enfrentamento tem como principal característica tirar o foco de atenção do indivíduo para o evento estressor, levando os mesmos a criarem maneiras de relaxar, podendo proporcionar uma melhor qualidade de vida, diminuindo os efeitos maléficos do estresse. Fuga: fator composto por itens que demonstram atitudes que tendem a evitar um embate direto com o evento estressor. Esse distanciamento do

86 7 evento estressor se dá pela incapacidade de poder criar estratégias que resolvam o problema gerador de estresse. A figura 4.3 apresenta os fatores resultantes da Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE). Fig Fatores extraídos da Escala de Enfrentamento de Estresse Devido ao baixo nível de consistência interna dos fatores, em decorrência do reduzido número de itens por fator, a Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE) não apresentou índices ideais de precisão, com exceção do fator religiosidade (α = 0,85), ficando, portanto, essa escala dependente de uma nova revalidação. Porém, é bom ressaltar, que a mesma foi incluída no modelo teórico proposto pelo trabalho a título de análise exploratória, uma vez que a literatura afirma a existência de relação entre os tipos de estressores e as estratégias de coping utilizadas pelos indivíduos frente a um quadro de estresse (FOLKMAN e LAZARUS, 1980; ANTONIAZZI, DELL AGLIO e BANDEIRA, 1998). Convém ressaltar também que, no estudo realizado por SEIDL, TRÓCCOLI e ZANNON (2001), que teve como objetivo verificar a estrutura fatorial da Escala de Modos de

87 7 Enfrentamento de Problemas EMEP, foi encontrado o mesmo número de fatores extraídos da análise fatorial realizada na Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE), os quais apresentam semelhança. Os fatores extraídos da Escala de Modos de Enfrentamento de Problemas EMEP foram: a) estratégias de enfrentamento focalizadas no problema (α = 0,84); b) estratégias de enfrentamento focalizado na emoção (α = 0,81); c) práticas religiosas / pensamento fantasioso (α = 0,74); d) busca de suporte social (α = 0,70). Nota-se que da estrutura fatorial extraída da EMEP, dois fatores têm construções muito parecidas com a EEE, sendo eles: a) estratégias de enfrentamento focalizadas no problema (EMEP) x enfrentamento (EEE); b) práticas religiosas / pensamento fantasioso (EMEP) x religiosidade (EEE). Essas semelhanças indicam um caminho a ser trilhado em futuros estudos que possam aprimorar os fatores extraídos da Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE). Vale dizer que, embora os fatores encontrados na estrutura fatorial Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE) tenham sido formados por poucos itens (de 2 a 4 itens), percebe-se que o fator Religiosidade obteve um alto índice de consistência (α = 0,85). Esse alto índice indica uma possível estratégia de enfrentamento do estresse utilizado pela cultura brasileira e que merece ser objeto de estudos futuros, uma vez que enfoques religiosos devem ser valorizados, especialmente em um país como o Brasil, onde a espiritualidade é latente em grande parte da população (SOARES, 2004). Nesse mesmo sentido, SEIDL, TRÓCCOLI e ZANNON (2001) afirmam que as práticas religiosas devem ser vistas como um estratégia de enfrentamento, pois existem evidências claras quanto à importância da religião, em especial diante de situações difíceis.

88 7 A análise fatorial da Escala de Enfrentamento do Estresse - EEE confirma a existência de dois fatores importantes para o indivíduo lidar com o estresse: a) Enfrentamento (muitas vezes descrito na literatura como sendo uma reação de luta) e b) Lazer. Esses fatores são reações clássicas do indivíduo frente a um evento estressor (SOUSA, 2002), cabendo, também, a estudos futuros a revalidação dessa escala, uma vez que esses dois fatores apresentaram níveis de consistência interna abaixo dos padrões psicométricos. 4.4 Estrutura Fatorial da Escala de Tipos Psicológicos - ETP Por fim, a Análise dos Componentes Principais da Escala de Tipo Psicológico (ETP) apresentou os seguintes resultados: a) Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) = 0,77; b) Bartlett s Test of Sphericity (66) = 1325,95; p<0,001; c) número de componentes (eingenvalue > 1,5) = 1, variância total explicada pelo componente: 39,53%. Também o gráfico scree plot foi utilizado como sinalizador na opção do número de fatores a serem extraídos, confirmando a utilização de um único componente. Tipo Psicológico. A tabela 4.6 apresenta os itens e suas respectivas cargas fatoriais da Escala de Tab Itens e Cargas Fatoriais da Escala de Tipo Psicológico. Itens C.F. (α = 0,76) 1) Preocupo-me com os trabalhos que tenho para realizar 0,69 2) Sinto uma constante sensação de estar com pressa ou com pouco tempo 0,65 3) Desejo o máximo do meu nível social e/ou profissional 0,55 4) Realizo muitas atividades ao mesmo tempo 0,52 5) Possuo um temperamento forte 0,51 6) Tenho dificuldades para desviar os pensamentos do trabalho 0,49

89 7 7) Procuro realizar minhas tarefas com perfeição 0,47 8) Irrito-me com facilidade 0,45 Os itens que compõem a Escala de Tipo Psicológico (ETP) abordam componentes que caracterizam o padrão do indivíduo Tipo A: a) luta competitiva, b) senso de urgência e impaciência e c) agressividade e hostilidade. Indivíduos que possuem esse traço de personalidade têm uma baixa preocupação com o bem-estar dos outros, sendo constatado que os homens apresentam uma maior incidência desse traço de personalidade (MATHEWS, 1982). A figura 4.4 mostra o fator resultante da Escala de Tipo Psicológico. Fig Fatores extraídos da Escala de Tipo Psicológico. 4.5 Relação da variável dependente estresse com os demais fatores das escalas que compõem o Modelo Fatorial de Estresse - MFE

90 7 Após a elaboração de todas as análises fatoriais, delineou-se a figura 4.5, que compreende o Modelo Fatorial de Estresse (MFE) obtido através das análises fatoriais. A partir de então, foram realizadas Análises de Regressão Múltipla com a finalidade de avaliar as relações existentes entre as variáveis (ou fatores) encontrados anteriormente. Figura 4.5 Modelo Fatorial de Estresse (MFE). As setas e caixas em vermelho são os fatores encontrados após as análises fatoriais das Escalas de Sintomas de Estresse, Escala de Agentes Estressores, Escala de Enfrentamento de Estresse e Escala de Tipo Psicológico. AEF1: Agentes Estressores Laborais; AEF2: Agentes Estressores Sociais; AET: Agentes Estressores Totais; SP1: Sintomas Psicológicos; SF1: Sintomas Físicos; SET: Sintomas Estressores Totais. Para a realização das análises foi considerada como variável dependente (VD) a variável nível de estresse (questão 01 da Escala Fatorial de Estresse - EFE: Indique com um x o quanto você se sente estressado Anexo V). Como variáveis independentes que poderiam influenciar no nível de estresse foram considerados os fatores da Escala de Sintomas

91 7 de Estresse (ESE) (Sintomas Físicos e Sintomas Psicológicos), os fatores da Escala de Agentes Estressores (EAE) (Estressores Laborais, Estressores Sociais) e o fator da Escala de Tipo Psicológico (ETP), sendo excluída dessa análise os fatores extraídos da Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE) em virtude do baixo índice de consistência interna que foi apresentado pela grande maioria dos fatores Regressão Múltipla: Nível de Estresse (VD) x AET, SET e Tipo A Esta regressão concluiu que a variável dependente nível de estresse somente pode ser predita pelas variáveis Agentes Estressores Totais (AET) e Sintomas de Estresse Totais (SET) [F(2,523) = 124,69; p = 0,001; R² = 0,323], ficando excluída da análise o preditor Tipo Psicológico A, apresentando como resultante a seguinte equação matemática: Estresse = 0,53(SET) + 0,13(AET) + 1,45; r = 0,57 / R² = 0,323 (32,30%). Desta forma, observou-se que os preditores que permaneceram na equação explicam 32,30% da variável dependente Regressão Múltipla: Nível de Estresse (VD) x AEF1, AEF2, SP1, SF1 e Tipos A Uma vez que o preditor Tipo Psicológico A foi excluído da primeira análise, foi realizada uma nova análise de regressão múltipla, dessa vez fazendo um desmembramento dos

92 8 preditores Agentes Estressores Totais AET em Agentes Estressores Laborais (AEF1) e Agentes Estressores Sociais (AEF2), bem como o desmembramento dos Sintomas de Estresse Totais (SET) em Sintomas Psicológicos (SP1) e Sintomas Físicos (SF1), incluindo-se ainda o Tipo Psicológico A, além do nível de estresse medido pela variável dependente. O resultado dessa regressão concluiu que os preditores Agentes Estressores Sociais (AEF2) e Tipo Psicológico A não podem ser considerados na avaliação do quadro de estresse, permanecendo somente na equação de regressão os preditores Sintomas Psicológicos (SP1), Sintomas Físicos (SF1) e Agentes Estressores Laborais (AEF1) [F(3,522) = 86,47; p = 0,001; R² = 0,332], apresentando como resultante a seguinte equação matemática: Estresse = 0,36(SP1) + 0,15(SF1) + 0,13(AEF1) + 1,47. Os preditores que permaneceram explicaram 33,20% da variável dependente, uma explicação maior do que aquela encontrada na primeira análise de regressão (32,30%). Embora os resultados demonstrem que o Tipo Psicológico A não interfere na predição do estresse, deve-se ressaltar que as pessoas que possuem características do Tipo Psicológico A têm uma maior probabilidade de ser acometido por doenças, principalmente as coronarianas, independentemente da presença de tradicionais fatores de risco tais como tabagismo, obesidade, hiperlipidemia, hipertensão arterial. (YOSHIMASU et al., 2001). MACHADO (1997) afirma ainda que a mudança de comportamento das pessoas Tipo A é muito difícil na sociedade atual, sendo mais razoável a mudança da intensidade de elementos como ambientes competitivos, agressividade, senso de urgência e perfeição, portanto, esse traço psicológico deve ser levado em consideração frente a situações consideradas estressoras.

93 Regressão Múltipla: SET (VD) x AEF1 e AEF2 Uma vez que a segunda análise de regressão também excluiu o preditor Agentes Estressores Sociais (AEF2), foi realizada uma terceira análise de regressão para verificar a existência de relação entre Sintomas de Estresse Totais (SET), sendo considerada a VD dessa equação, e os preditores Agentes Estressores Laborais (AEF1) e Agentes Estressores Sociais (AEF2). O resultado dessa terceira análise demonstrou a existência dessa relação [F(2,523) = 94,60; p = 0,001; R² = 0,266], apresentando, portanto, a seguinte equação matemática: SET = 0,44 (AEF2) + 0,22(AEF1) + 0, Regressão Múltipla: Nível de Estresse (VD) x SP1, SF1 e AET Como esse resultado demonstrou existir uma relação entre Sintomas de Estresse Totais (SET) e os preditores Agentes Estressores Laborais (AEF1) e Agentes Estressores Sociais (AEF2), foi realizada uma última regressão. Dessa vez, foram consideradas como preditores do Estresse (VD) os Sintomas Psicológicos (SP1), Sintomas Físicos (SF1) e Agentes Estressores Totais (AET). A função dessa análise foi verificar se os Agentes Estressores Totais (AET) entrariam como um possível preditor do nível de estresse (VD), uma vez que nas análises anteriores, o único predito da Escala de Agente Estressor (EAE) foi o fator Estressores Laborais. A equação resultante dessa última análise demonstrou que todos os

94 8 preditores são válidos para mensuração do escore total de Estresse (Estresse = 0,36(SP1) + 0,15(SF1) + (0,13)AET + 1,45; r = 0,57 / R² = 0,326 (32,60%) [F(3,522) = 84,32; p = 0,001]). Como a terceira regressão não excluiu o fator Agentes Estressores Sociais (AEF2) e uma vez que a variância total do construto mostrou-se praticamente inalterada entre a segunda regressão e essa última (33,20% para 32,60%), optou-se por escolher a mesma como a melhor equação de regressão para mensurar o quadro de estresse, uma vez que a mesma inclui mais preditores que explicam da variável dependente níveis de estresse. Estresse = 0,36(SP1) + 0,15(SF1) + (0,13)AET + 1,45 A partir dessa equação, observa-se que o estresse é diretamente afetado pelos Sintomas Psicológicos (SP1), pelos Sintomas Físicos (SF1) e pelos Agentes Estressores Totais (AET). Vale ressaltar que as sucessivas análises de regressão múltipla tiveram por fim verificar quais fatores poderiam ser considerados como melhores preditores do estresse, aumentando, no final, a variância total explicada por esse construto, chegando-se, portanto, à equação resultante acima. A equação de regressão resultante confirma que as pessoas acometidas por um quadro de estresse podem desencadear reações patológicas intensas devido à constante necessidade de adaptação do organismo frente aos estímulos considerados estressores. Essas reações podem aparecer em todo o corpo, uma vez que as respostas aos eventos considerados estressores ocorrem pela ação integrada dos sistemas nervoso, endócrino e imunológico, em um processo que tenta manter a homeostase do organismo. A falha nessa tentativa é que pode

95 8 ocasionar o surgimento de doenças (ARANTES e VIEIRA, 2003), que foram listadas pelos fatores Sintomas Psicológicos e Sintomas Físicos. A análise estatística demonstra ainda que o trabalho é um dos principais estressores sociais da modernidade, corroborando estudos realizados por TAYLOR et al, (1997); CARLOTTO e GOBBI (1999) e LAUTERT, CHAVES e MOURA (1999). Devido as grandes mudanças ocorridas nos últimos tempos (aumento da sofisticação tecnológica, ambiente de trabalho altamente competitivo, transitoriedade no emprego), é esperado que haja um aumento da insegurança, ansiedade e elevação dos níveis de estresse dos trabalhadores, podendo essas mudanças ocasionar a chamada Síndrome do Burnout. Convém ressaltar que os itens que construíram o Fator Estressores Laborais fazem referência tanto à organização, às condições e aos relacionamentos pessoais no trabalho. Esses aspectos também são citados por ARANTES e VIEIRA (2003) como sendo principais desencadeadores do estresse no trabalho. Para esses autores, as principais fontes de estresse laboral da atualidade são: a) a relação entre a função exercida; b) o papel desempenhado pelo indivíduo dentro da organização; c) aspectos relacionados com o desenvolvimento da carreira; d) as relações desenvolvidas pelo próprio trabalho; e) a relação entre a estrutura e o clima organizacional; e) a interface entre trabalho e família. Portanto, talvez a melhor forma de prevenção dos estressores laborais seria tratar o mesmo como um problema coletivo e organizacional e não como um problema individual, conforme recomendado por MALASCH, SCHAEFELI e LEITER (2001). Essa prevenção deve atingir todas as pessoas envolvidas no ambiente de trabalho por meio do aprendizado de comportamentos preventivos que valorizem

96 8 os trabalhadores, para que os mesmos possam produzir atitudes que desencadearão um ambiente de trabalho saudável para todos (MENDES e LEITE, 2004). Levando em consideração o fator Estressores Sociais, os resultados estatísticos mostram ainda que os fatores sócio-econômicos são determinantes no surgimento do quadro de estresse, confirmando estudos realizados por FLEMING et al. (1987); SOOMAN e MACINTYRE (1995) e TAYLOR e REPETTI (1997), que demonstraram existir uma clara evidência entre a comunidade onde se vive e o grau de estresse apresentado pelos indivíduos. É claro perceber que os fatores sócio-econômicos estão intimamente ligados ao status social que o indivíduo ocupa em uma sociedade, sendo de extrema importância a criação de políticas públicas que pudessem desenvolver positivamente indicadores sociais, tais como: saneamento básico, índice de criminalidade, educação, saúde, reduzindo, assim, esse importante marcador para o surgimento do quadro de estresse 4.6 Correlação entre os fatores do Modelo Fatorial de Estresse Para finalizar as análises do Modelo Fatorial de Estresse (MFE), foram realizadas análises de correlação de Pearson entre alguns fatores que não foram avaliados durante as análises de regressão. A Tabela 4.7 apresenta a correlação entre os fatores e o nível de significância das análises. Tab Correlação entre os fatores do Modelo Fatorial de Estresse Fatores Avaliados R Significância AET (r) Tipo 0,20 p = 0,001 AET (r) SET 0,51 p = 0,001 AET (r) SP1 0,99 p = 0,001

97 8 AET (r) SF1 0,35 p = 0,001 Tipo (r) Coping 0,97 p = 0,001 SET (r) Tipo -0,01 p = 0,83 Obs.: AET = Agentes Estressores Totais; SET = Sintomas Estressores Totais; SP1 = Sintomas Psicológicos; SF1 = Sintomas Físicos. Observa-se, assim, que os resultados das correlações entre os diversos fatores extraídos do Modelo Fatorial de Estresse (MFE), que os fatores AET (r) Tipos; AET (r) SET; AET (r) SP1; AET (r) SF1 e Tipos (r) Coping demonstraram correlação positiva. Somente o fator SET (r) Tipos não obteve índice que demonstrasse a existência de correlação entre si. O que se pode notar através dessa análise estatística é que, muito embora os Tipo Psicológico A não foi considerado preditor do estresse, conforme ficou evidenciado, através da análise de regressão, que o mesmo possui uma correlação positiva com os Agentes Estressores Totais (r = 0,20). Verifica-se, ainda, que o Tipos Psicológico A tem percepção diferente dos agentes estressores, sugerindo que possa haver uma influência na forma como o mesmo enfrenta o estresse, uma vez que o índice de correlação entre o Tipo Psicológico A e estratégias de Coping mostrou-se positiva e muito forte (r = 0,97), podendo ser este dado melhor explorado em estudos futuros. Esses dados vão ao encontro do postulado por MENDES e LEITE (2004). Para esses autores, as pessoas com traço psicológico Tipo A, diante de um evento estressor, apresentam ansiedade caracterizada pela incapacidade de relaxar, e não se satisfazem com o que realizam por apresentarem ambições acima de suas capacidades. Essa variação individual na capacidade de enfrentar certas dificuldades com um relativo sucesso diminui os efeitos bioquímicos e fisiológicos do estresse. Dessa forma, é

98 8 conveniente ter em mente que os mesmos desafios apresentados em um determinado local não são igualmente estressantes para todas as pessoas. Para que se possa entender o significado que os agentes estressores possuem na vida de cada pessoa e como esse agente influencia no processo do adoecer, é fundamental considerar esse indivíduo como um todo, dentro do contexto que o rodeia. Por fim, todas as análises estatísticas permitiram elaborar uma versão final do Modelo Fatorial de Estresse MFE, composto por quatro escalas, com um total de 62 itens: a) Escala de Sintomas de Estresse (ESE), divididas em duas Seções: Seção 1 - Sintomas Físicos, com 13 itens, e Seção 2 Sintomas Psicológicos, com 18 itens; b) Escala de Agentes Estressores (EAE) composta por dois fatores denominados de Estressores Laborais (com 11 itens) e Estressores Sociais (com 12 itens); c) Escala de Tipo Psicológico (ETP) Tipos Psicológicos A, com 8 itens (Anexo VII). Fatorial de Estresse. A figura 4.6 apresenta as correlações efetuadas durante a validação do Modelo

99 Fig Correlações efetuadas para a validação do Modelo Fatorial de Estresse MFE. AEF1 Estressores Laborais; AEF2 Estressores Sociais; SP1 Sintomas Psicológicos; SF1 Sintomas Físicos; AET - Agentes Estressores Totais (Estressores Laborais + Estressores Sociais); SET Sintomas Estressores Totais (Sintomas Psicológicos + Sintomas Físicos). 8

100 8 5. CONCLUSÃO O presente trabalho descreve as etapas de elaboração do Modelo Fatorial de Estresse, criado para avaliar os diversos aspectos que compreendem o construto estresse. A metodologia utilizada para a construção do Modelo Fatorial de Estresse (MFE) propôs a construção de instrumentos psicométricos que permitissem avaliar o construto, através das seguintes escalas: a) Escala de Sintomas de Estresse (ESE), composta por itens que mensuram os sintomas físicos e psicológicos decorrentes do estresse; b) Escala de Agentes Estressores (EAE), composta por itens que representam os principais eventos que podem desencadear o estresse; c) Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE), englobando itens que demonstram as formas como o indivíduo lida com o estresse no dia-a-dia; d) Escala de Tipo Psicológico (ETP), composta por itens que caracterizam o padrão de comportamento Tipo A. O protótipo inicial do Modelo Fatorial de Estresse foi aplicado a 526 respondentes, de ambos os sexos, no período de agosto a outubro de 2005, com idade variando de 18 a 69 anos, sendo a média de 28,20 ± 9,52 anos. Do total de respondentes, 60,8% eram do sexo feminino, bem como 35,7% possuíam o ensino médio e 64,3% o nível superior. A construção dos itens das escalas ocorreu com base na ampla literatura consultada. Buscou-se efetuar a elaboração dos itens de forma que permitissem a leitura e o entendimento independente de um maior ou menor grau de instrução, a fim de que as escalas

101 8 pudessem ser utilizadas em futuras pesquisas, valendo-se, para isso, do laborioso exame dos juízes, bem como, do método da análise semântica. As diversas escalas que formaram o Modelo Fatorial de Estresse (MFE) apresentaram-se fatoriáveis e com índice de precisão adequado (coeficiente α de Cronbach). Apenas a Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE) apresentou consistência interna abaixo dos padrões psicométricos recomendáveis (com exceção do fator Religiosidade), sendo, portanto, necessários estudos futuros para revalidá-la. Além da consistência interna das escalas que compõem o Modelo Fatorial de Estresse, a análise de regressão múltipla do tipo Stepwise demonstrou que 32,60% do nível de estresse de um indivíduo pode ser explicado pelos fatores Sintomas Psicológicos, Sintomas Físicos e Agentes Estressores Totais, tornando o MFE válido para estudos de estresse da população brasileira. O presente trabalho contribui para que o construto estresse seja examinado de forma multifatorial, uma vez que existe clara evidência que tanto os aspectos psicológicos quanto os aspectos sociais influenciam no seu surgimento, podendo levar o indivíduo ao acometimento de doenças físicas e psicológicas. Essa ampla visão acerca do que causa o estresse, favorece o surgimento de estratégias que possam ser desenvolvidas na prevenção, no combate e no controle do nível estresse acometido por um indivíduo, pois o Modelo Fatorial de Estresse permite saber com quais os principais fatores que podem contribuir para o surgimento do distress, podendo, portanto, ser considerado um avanço no entendimento do construto estresse.

102 9 Contudo, vale ressaltar que a classificação do indivíduo dentro das escalas que compõem o Modelo Fatorial de Estresse (MFE) depende da elaboração do estudo da validade critério, estudo que será desenvolvido posteriormente, valendo-se para tanto do exame do estresse através da avaliação dos índices de catecolaminas derivadas de amostras de plasma, da urina e da saliva, conforme recomendado por LIPP (2000). Uma limitação do presente estudo foi a não utilização do teste estatístico de Equações Estruturais durante a validação do Modelo Fatorial de Estresse. Esse teste estatístico é composto por um conjunto de técnicas que avalia relações simultâneas entre uma ou mais variáveis independentes e uma ou mais variáveis dependentes, permitindo, assim, o teste empírico de modelos teóricos (PEREIRA, CAMINO e COSTA, 2004). A utilização do teste de Equações Estruturais permitirá uma melhor compreensão acerca das inter-relações de cada fator do Modelo Fatorial de Estresse (MFE), ficando como uma propositura para trabalhos futuros. Também como proposta de estudos futuros, sugere-se agregar ao Modelo Fatorial de Estresse (MFE) uma escala que contemple as estratégias de coping utilizadas pelos indivíduos frente a um evento estressor, uma vez que essas estratégias podem ser consideradas como mediadores que atenuam a percepção acerca da severidade do estresse, gerando no indivíduo uma melhor habilidade de lidar com os agentes estressores. Essa escala a ser elaborada, e posteriormente correlacionada ao Modelo Fatorial de Estresse, teriam como principais aspectos os fatores enfrentamento, lazer, fuga e religiosidade, fatores esses que foram extraídos da Escala de Enfrentamento de Estresse (EEE).

103 9 Por fim, a partir da metodologia utilizada para o desenvolvimento do Modelo Fatorial de Estresse (MFE) e cuidadosa análise estatística, devidamente baseada nas atuais recomendações para o processo de construção de instrumentos psicométricos, pode-se afirmar que as escalas que compõem o MFE encontram-se devidamente validadas e podem desempenhar um importante papel em estudos sobre a incidência do estresse nessa população.

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112 ANEXOS 1

113 1 ANEXO I ANÁLISE DOS JUÍZES As afirmações abaixo referem-se à itens que comporão a Elaboração e Validação da Escala Fatorial de Estresse, projeto de pesquisa destinado a obtenção do título de Mestre em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília. De acordo com a sua percepção e de acordo com o Modelo Teórico proposto para esse trabalho, solicitamos que V. Sra. leia os itens e separe-os nas seguintes categorias: Fatores Físicos, Psicológicos e Sociais. Alertamos que cada item deverá ser localizado em uma única categoria. 1. Dores de cabeça 2. Tenho tido ataques de pânico 3. Sofro com o calor e/ou frio que faz aonde moro 4. Estou saldando uma dívida financeira 5. O relacionamento com meus filhos tem sido difícil 6. Quando me exponho fico apavorado 7. Estou desleixado com minha aparência 8. Incidência maior de doenças (resfriados, gripes, inflamações...) 9. Sinto medo 10. Tenho estado mais angustiado 11. Meu trabalho tem apresentado mais dificuldades 12. Tenho estado longe de amigos e parentes 13. Estou mais nervoso 14. Gastrites e úlceras 15. Sudorese (mãos suadas, maior transpiração) 16. Irrito-me facilmente 17. Meu relacionamento com vizinhos é difícil 18. Incomoda-me ver pessoas pedindo esmolas pela rua 19. Estou descontente com meus colegas de trabalho 20. Venho apresentando problemas sexuais 21. Venho me irritando facilmente com meu esposo (a) 22. Minha vida conjugal tem apresentado dificuldades 23. Convivo diariamente em ambientes tumultuados 24. Preocupo-me excessivamente com as coisas em geral 25. Trabalho à noite 26. Realizo uma atividade rotineira 27. Estou insatisfeito com o local onde moro 28. Tenho percebido mudanças bruscas no meu humor 29. Aumento do colesterol

114 30. Aparecimento de problemas dermatológicos 31. Tenho pouca participação nas decisões no trabalho 32. Meu trabalho subutiliza minhas capacidades 33. Onde moro existe uma carência de serviços básicos (escolas, hospitais, bancos, saneamento básico) 34. Incomoda-me as desigualdades sociais 35. Fico exposto a ambientes barulhentos 36. Estou mais emotivo 37. Tenho tido grandes mudanças no horário de trabalho 38. Dores nos braços e nas pernas (dores musculares) 39. Náuseas e vômitos 40. Venho me esquecendo dos meus compromissos 41. Venho chorando com maior freqüência 42. Cansa-me a poluição visual de minha cidade 43. Penso constantemente em um só assunto 44. Dores de barriga (diarréias) 45. Sinto uma redução na capacidade de me concentrar 46. Tenho dificuldades no transporte 47. Fico tenso quando estou em casa 48. Evito falar de problemas com minha família e amigos 49. Passo pouco tempo com minha família 50. Há muita competitividade no meu trabalho 51. Divorciei-me 52. Tonturas 53. Sinto-me mais ansioso 54. Alteração no apetite 55. Pego engarrafamento com freqüência 56. Meu relacionamento com familiares tem sido ruim 57. Vou me casar 58. Estou com um familiar próximo doente 59. Estou fazendo tratamento de saúde 60. Meu filho (a) saiu de casa 61. Tenho passado por grandes alterações financeiras 62. Mudaram minhas funções no trabalho 63. Cansaço constante 64. Tenho tido problemas com meu chefe 65. Tenho dificuldade de me expressar quando necessário 66. Minhas responsabilidades profissionais têm aumentado 67. Sinto-me isolado 68. Estou com um ente familiar próximo detido, na prisão ou sob julgamento 69. Sinto-me desmotivado para realizar as atividades do dia-a-dia 70. Dificuldades para dormir (insônia) 71. Taquicardia (alterações no ritmo cardíaco) 72. Sinto-me desprotegido diante da violência urbana 1

115 73. Tensão no corpo 74. Estou aposentado 75. Sofro uma grande exigência do meu chefe 76. Sinto-me insatisfeito com o trabalho que realizo 77. Sinto dificuldades em estar em ambientes familiares / sociais 78. Moro em lugar violento 79. Sofro com uma poluição do ar 80. Passo muito tempo em filas 81. Venho me sentindo mais inseguro ultimamente 82. Irrito-me com o desrespeito pelos cidadãos 83. Dificuldades de respirar 84. Aumento da pressão arterial 85. Perdi recentemente um ente querido 86. Recebi o diagnóstico de uma doença grave 87. Sou pai ou mãe recentemente 88. Tenho sofrido muita pressão no trabalho 89. O salário que recebo é incompatível com minhas responsabilidades do trabalho 90. Aumento da freqüência respiratória 1

116 1 Colocar o número do item no fator desejado. FATORES FÍSICOS FATORES PSICOLÓGICOS FATORES SOCIAIS

117 1 Anexo II - Percentual de Concordância dos Juízes SINTOMAS FÍSICOS CONC. DISC % DE % DE. Tot. Psi Soc. CONC. DISC. c. Dores de cabeça 5 100% 0% Dores de barriga (diarréias) 5 100% 0% Tensão no corpo % 40% Alteração no apetite 5 100% 0% Sudorese (mãos suadas, maior transpiração) 5 100% 0% Taquicardia (alterações no ritmo cardíaco) 5 100% 0% Aumento da pressão arterial 5 100% 0% Aumento da freqüência respiratória 5 100% 0% Dificuldades de respirar 5 100% 0% Aparecimento de problemas dermatológicos 5 100% 0% Incidência maior de doenças (resfriados, gripes, inflamações...) 5 100% 0% Dificuldades para dormir (insônia) % 40% Gastrites e úlceras 5 100% 0% Náuseas e vômitos 5 100% 0% Cansaço constante % 20% Dores nos braços e nas pernas (dores musculares) 5 100% 0% Tonturas 5 100% 0% Aumento do colesterol 5 100% 0% SINTOMAS PSICOLÓGICOS CONC. DISC % DE % DE. Tot. Fis. Soc. CONC. DISC. Sinto uma redução na capacidade de me concentrar % 20% Sinto-me desmotivado para realizar as atividades do dia-a-dia % 20% Sinto-me mais ansioso 5 100% 0% Estou desleixado com minha aparência % 20% Sinto medo 5 100% 0% Tenho percebido mudanças bruscas no meu humor % 20% Quando me exponho fico apavorado 5 100% 0% Penso constantemente em um só assunto 5 100% 0% Venho me sentindo mais inseguro ultimamente % 40% Tenho tido ataques de pânico % 20% Irrito-me facilmente 5 100% 0% Tenho estado mais angustiado 5 100% 0% Preocupo-me excessivamente com as coisas em geral 5 100% 0% Estou mais emotivo 5 100% 0% Estou mais nervoso 5 100% 0% Venho me esquecendo dos meus compromissos % 20% Venho chorando com maior freqüência 5 100% 0% AGENTES ESTRESSORES SOCIAIS AMBIENTAIS / COMUNIDADE CONC. DISC % DE % DE

118 1. Tot. Fis. Psi. CONC. DISC. Fico exposto a ambientes barulhentos % 40% Pego engarrafamento com freqüência % 40% Sofro com uma poluição do ar % 40% Cansa-me a poluição visual de minha cidade % 20% Sinto-me desprotegido diante da violência urbana % 20% Passo muito tempo em filas % 40% Sofro com o calor e/ou frio que faz aonde moro % 80% Incomoda-me ver pessoas pedindo esmolas pela rua 5 100% 0% Convivo diariamente em ambientes tumultuados 5 100% 0% Irrito-me com o desrespeito pelos cidadãos % 20% Incomoda-me as desigualdades sociais % 20% Moro em lugar violento % 20% Onde moro existe uma carência de serviços básicos (escolas, % 20% hospitais, bancos, saneamento básico) Estou insatisfeito com o local onde moro % 80% Meu relacionamento com vizinhos é difícil % 20% Tenho dificuldades no transporte % 40% Sinto dificuldades em estar em ambientes familiares / sociais % 40% FAMÍLIA / RELACIONAMENTOS CONC. DISC % DE % DE. Tot. Fis. Psi. CONC. DISC. Minha vida conjugal tem apresentado dificuldades % 40% O relacionamento com meus filhos tem sido difícil % 40% Passo pouco tempo com minha família % 20% Meu relacionamento com familiares tem sido ruim % 20% Divorciei-me 5 100% 0% Fico tenso quando estou em casa % 100% Venho me irritando facilmente com meu esposo (a) % 60% Vou me casar % 20% Venho apresentando problemas sexuais % 100% Estou com um familiar próximo doente % 20% Sou pai ou mãe recentemente % 20% Perdi recentemente um ente querido % 20% Estou com um ente familiar próximo detido, na prisão ou sob 5 100% 0% julgamento Recebi o diagnóstico de uma doença grave % 80% Estou fazendo tratamento de saúde % 80% Meu filho (a) saiu de casa % 20% Tenho estado longe de amigos e parentes % 20% Evito falar de problemas com minha família e amigos % 60% Tenho dificuldade de me expressar quando necessário % 60% Sinto-me isolado % 80% TRABALHO CONC. DISC % DE % DE. Tot. Fis. Psi. CONC. DISC. Meu trabalho tem apresentado mais dificuldades % 40% Tenho sofrido muita pressão no trabalho % 40% Minhas responsabilidades profissionais têm aumentado % 20% Tenho tido grandes mudanças no horário de trabalho % 40%

119 1 Há muita competitividade no meu trabalho 5 100% 0% Sinto-me insatisfeito com o trabalho que realizo % 60% Meu trabalho subutiliza minhas capacidades % 20% O salário que recebo é incompatível com minhas responsabilidades 5 100% 0% do trabalho Realizo uma atividade rotineira % 40% Estou descontente com meus colegas de trabalho % 20% Tenho pouca participação nas decisões no trabalho % 20% Trabalho à noite % 20% Estou aposentado % 20% Mudaram minhas funções no trabalho % 20% Tenho tido problemas com meu chefe % 20% Sofro uma grande exigência do meu chefe % 40% Tenho passado por grandes alterações financeiras % 20% Estou saldando uma dívida financeira % 20% * Os itens assinalados em verde são aqueles que tiveram um percentual de discordância dos juízes maior do que 60%

120 1 Anexo III Alterações Realizadas no Instrumento Após a Análise dos Juízes SINTOMAS FÍSICOS Dores de cabeça Dores de barriga (diarréias) Tensão no corpo Alteração no apetite Sudorese (mãos suadas, maior transpiração) Taquicardia (alterações no ritmo cardíaco) Aumento da pressão arterial Aumento da freqüência respiratória Dificuldades de respirar Aparecimento de problemas dermatológicos Incidência maior de doenças (resfriados, gripes, inflamações...) Dificuldades para dormir (insônia) Gastrites e úlceras Náuseas e vômitos Cansaço constante Dores nos braços e nas pernas (dores musculares) Tonturas Aumento do colesterol Problemas sexuais SINTOMAS PSICOLÓGICOS Sinto uma redução na capacidade de me concentrar Sinto-me desmotivado para realizar as atividades do dia-a-dia Sinto-me mais ansioso Estou desleixado com minha aparência Sinto medo Tenho percebido mudanças bruscas no meu humor Quando me exponho fico apavorado Penso constantemente em um só assunto Venho me sentindo mais inseguro ultimamente Tenho tido ataques de pânico Irrito-me facilmente Tenho estado mais angustiado Preocupo-me excessivamente com as coisas em geral Estou mais emotivo Estou mais nervoso Venho me esquecendo dos meus compromissos Venho chorando com maior freqüência Sinto intensa solidão AGENTES ESTRESSORES SOCIAIS AMBIENTAIS / COMUNIDADE Fico exposto a ambientes barulhentos Pego engarrafamento com freqüência Sofro com uma poluição do ar Cansa-me a poluição visual de minha cidade Sinto-me desprotegido diante da violência urbana Passo muito tempo em filas Sofro com o calor e/ou frio que faz aonde moro Incomoda-me ver pessoas pedindo esmolas pela rua

121 1 Convivo diariamente em ambientes tumultuados Irrito-me com o desrespeito pelos cidadãos Incomoda-me as desigualdades sociais Moro em lugar violento Onde moro existe uma carência de serviços básicos (escolas, hospitais, bancos, etc.) Estou insatisfeito com o local onde moro Meu relacionamento com vizinhos é difícil Tenho dificuldades no transporte Sinto dificuldades em estar em ambientes sociais FAMÍLIA / RELACIONAMENTOS Venho me desentendendo com meu esposo (a) Passo pouco tempo com minha família Meu relacionamento com familiares tem sido ruim Divorciei-me Não me sinto bem na companhia da minha família Venho me irritando facilmente com meu esposo (a) Vou me casar Estou com um familiar próximo doente Sou pai ou mãe recentemente Perdi recentemente um ente querido Estou com um ente familiar próximo detido, na prisão ou sob julgamento Recebi o diagnóstico de uma doença grave Estou fazendo tratamento de saúde Meu filho (a) saiu de casa Tenho estado longe de amigos e parentes Evito compartilhar meus problemas com meus familiares Tenho dificuldade de me expressar quando necessário TRABALH O Tenho tido problemas no trabalho Tenho sofrido muita pressão no trabalho Minhas responsabilidades profissionais têm aumentado Tenho tido grandes mudanças no horário de trabalho Há muita competitividade no meu trabalho Sinto-me insatisfeito com o trabalho que realizo Meu trabalho subutiliza minhas capacidades O salário que recebo é incompatível com minhas responsabilidades do trabalho Meu trabalho diário é repetitivo Estou descontente com meus colegas de trabalho Tenho pouca participação nas decisões no trabalho Trabalho à noite Estou aposentado Mudaram minhas funções no trabalho Tenho tido problemas com meu chefe Sofro uma grande exigência do meu chefe Tenho passado por grandes alterações financeiras Estou saldando uma dívida financeira * Os itens em rosa foram aqueles que sofreram modificações na redação ** Os itens em verde são aqueles que permaneceram, mesmo após um percentual de discordância maior que 60%, esperando a confirmação ou não pela análise estatística

122 1 ANEXO IV TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

123 1 O questionário que você acaba de receber tem por fim a coleta de dados sobre a incidência do estresse na população brasileira. Os mesmos serão utilizados para a Validação do Modelo Fatorial de Estresse (MFE). Solicitamos a sua colaboração no fornecimento de respostas para os dados solicitados, sendo assegurados a todos os participantes o sigilo e o anonimato das informações aqui prestadas. Concordo com os termos propostos acima. Brasília,, de de Assinatura do Colaborador Introdução Este questionário é composto por seções que visam avaliar o seu nível de estresse e como você lida com o mesmo. Para tanto, responda os itens utilizando as escalas para cada seção. Não é necessário que você se identifique e não há respostas certas ou erradas. Simplesmente, seja o mais preciso possível nas suas respostas. Evite deixar questões em branco. 01. Indique com um x o quanto você se sente estressado:

124 1 ( ) Nada ( ) Pouco ( ) Moderadamente ( ) Muito ( ) Totalmente SEÇÃO 1 Indique com um X se vem sentido e a quanto tempo vem sentido os sintomas abaixo. Não Apresento 1 Dia 1 Semana 1 Mês + 1 Mês SINTOMAS Dores de cabeça 2 Dores de barriga (diarréias) 3 Tensão no corpo 4 Alteração no apetite 5 Sudorese (mãos suadas, maior transpiração) 6 Taquicardia (alterações no ritmo cardíaco) 7 Aumento da pressão arterial 8 Aumento da freqüência respiratória 9 Dificuldades para respirar 10 Aparecimento de problemas dermatológicos 11 Incidência maior de doenças (resfriados, gripes, inflamações...) 12 Dificuldades para dormir (insônia) 13 Gastrites e úlceras 14 Náuseas e vômitos 15 Cansaço constante 16 Dores nos braços e nas pernas (dores musculares) 17 Tonturas 18 Aumento do colesterol 19 Problemas sexuais SEÇÃO 2 Indique com um X se apresenta e a quanto tempo vem apresentando os sintomas abaixo Não Apresento 1 Dia 1 Semana 1 Mês + 1 Mês

125 1 SINTOMAS Sinto uma redução na capacidade de me concentrar 2 Sinto-me desmotivado para realizar as atividades do dia-a-dia 3 Sinto-me mais ansioso 4 Estou desleixado com minha aparência 5 Sinto medo 6 Tenho percebido mudanças bruscas no meu humor 7 Quando me exponho fico apavorado 8 Tenho pensamentos constantes sobre um mesmo assunto 9 Venho me sentindo mais inseguro ultimamente 10 Tenho tido ataques de pânico 11 Irrito-me facilmente 12 Tenho estado mais angustiado 13 Preocupo-me excessivamente com as coisas em geral 14 Estou mais emotivo 15 Estou mais nervoso 16 Venho me esquecendo dos meus compromissos 17 Venho chorando com maior freqüência 18 Sinto intensa solidão SEÇÃO 3 Dos itens apresentados abaixo, indique com um X o quanto os mesmo se aplicam a você. Para tanto, utilize a escala abaixo. Não se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica Pouco Moderadamente Muito Totalmente

126 ITENS Fico exposto a ambientes barulhentos 2 Não me sinto bem na companhia da minha família 3 Meu trabalho diário é repetitivo 4 Pego engarrafamento com freqüência 5 Sou pai ou mãe recentemente 6 Estou aposentado 7 Sofro com a poluição do ar 8 Venho me desentendendo com meu esposo (a) 9 Tenho tido problemas com meu chefe 10 Cansa-me a poluição visual de minha cidade 11 Sinto-me insatisfeito com o trabalho que realizo 12 Passo pouco tempo com minha família 13 Sinto-me desprotegido diante da violência urbana 14 Tenho sofrido muita pressão no trabalho 15 Estou com um ente familiar próximo detido, na prisão ou sob julgamento 16 Passo muito tempo em filas 17 Sinto dificuldades em estar em ambientes sociais 18 Vou me casar 19 Há muita competitividade no meu trabalho 20 Sofro com o calor e/ou frio que faz aonde moro 21 Divorciei-me 22 Tenho pouca participação nas decisões no trabalho 23 Meu relacionamento com familiares tem sido ruim 24 Incomoda-me ver pessoas pedindo esmolas pela rua 25 Meu filho (a) saiu de casa 26 Meu trabalho subtiliza minhas capacidades 27 Convivo diariamente em ambientes tumultuados 28 Venho me irritando facilmente com meu esposo (a) 29 O salário que recebo é incompatível com minhas responsabilidades do trabalho 30 Irrito-me com o desrespeito pelos cidadãos 31 Recebi o diagnóstico de uma doença grave 32 Estou fazendo tratamento de saúde 33 Incomoda-me as desigualdades sociais 34 Moro em lugar violento 35 Minhas responsabilidades profissionais têm aumentado 36 Tenho tido grandes mudanças no horário de trabalho 37 Onde moro existe uma carência de serviços básicos (escolas, hospitais, bancos, saneamento básico) 1

127 1 38 Evito compartilhar meus problemas com meus familiares 39 Estou insatisfeito com o local onde moro 40 Perdi recentemente um ente querido 41 Tenho tido problemas no trabalho 42 Meu relacionamento com vizinhos é difícil 43 Sofro uma grande exigência do meu chefe 44 Estou com um familiar próximo doente 45 Tenho dificuldades no transporte 46 Tenho dificuldade de me expressar quando necessário 47 Trabalho à noite 48 Estou descontente com meus colegas de trabalho 49 Tenho estado longe de amigos e parentes 50 Tenho passado por grandes alterações financeiras 51 Estou saldando uma dívida financeira 52 Mudaram minhas funções no trabalho SEÇÃO 4 Frente a situações estressantes as pessoas costumam tomar certas atitudes. Das afirmações apresentadas abaixo, indique com um X o quanto cada item se aplica a você. Não se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica Pouco Moderadamente Muito Totalmente Frente a uma situação estressante, eu...

128 1 ITENS Faço uma viagem 2 Tiro alguns dias para descansar 3 Durmo 4 Procuro sair com meus amigos 5 Apego-me a minha fé para resolver certas situações 6 Penso em coisas fantásticas, tais como ganhar um prêmio de loteria. 7 Faço uso de tranqüilizantes / drogas 8 Pratico alguma técnica de relaxamento 9 Rezo / Oro 10 Procuro encarar o problema como um desafio 11 Evito a situação 12 Ouço música 13 Negocio para tentar resolver o problema 14 Fumo 15 Pratico atividades esportivas 16 Bebo algo para relaxar 17 Procuro conversar com alguém em que confio 18 Assisto TV 19 Compro algo 20 Culpo os outros pela situação 21 Levo em conta o lado positivo da situação 22 Sinto compulsão alimentar SEÇÃO 5 As afirmações abaixo são referentes ao traço de personalidade apresentada por indivíduos. Das afirmações apresentadas abaixo, indique com um X o quanto cada item se aplica a você. Não se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica Pouco Moderadamente Muito Totalmente AFIRMAÇÕES Realizo muitas atividades ao mesmo tempo

129 1 2 Procuro realizar minhas tarefas com perfeição 3 Desejo o máximo do meu nível social e/ou profissional 4 Sinto uma constante sensação de estar com pressa ou com pouco tempo 5 Preocupo-me com os trabalhos que tenho para realizar 6 Tenho dificuldades para expor minhas emoções 7 Confio em mim mesmo 8 Irrito-me com facilidade 9 Possuo um temperamento forte 10 Tenho dificuldades para desviar os pensamentos do trabalho 11 Executo várias atividades ao mesmo tempo 12 Gosto de competir na hora de realizar alguma atividade 13 Sou hostil com aqueles que competem comigo Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino Idade: Grau de Escolaridade ( ) Ensino Fundamental ( ) Ensino Médio ( ) Ensino Superior ANEXO V TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

130 1 O questionário que você acaba de receber tem por fim a coleta de dados sobre a incidência do estresse na população brasileira. Os mesmos serão utilizados para a Validação do Modelo Fatorial de Estresse (MFE). Solicitamos a sua colaboração no fornecimento de respostas para os dados solicitados, sendo assegurados a todos os participantes o sigilo e o anonimato das informações aqui prestadas. Concordo com os termos propostos acima. Brasília,, de de Assinatura do Colaborador ntrodução Este questionário é composto por seções que visam avaliar o seu nível de estresse e como você lida com o mesmo. Para tanto, responda os itens utilizando as escalas para cada seção. Não é necessário que você se identifique e não há respostas certas ou erradas. Simplesmente, seja o mais preciso possível nas suas respostas. Evite deixar questões em branco. 01) Indique com um x o quanto você se sente estressado: ( ) Nada ( ) Pouco ( ) Moderadamente ( ) Muito ( ) Totalmente

131 1 SEÇÃO 1 Utilize a escala abaixo para indicar com um X o sintoma que vem sentindo e a quanto tempo o mesmo vem perdurando. Não Apresento 1 Dia 1 Semana 1 Mês + 1 Mês SINTOMAS Dores de cabeça 2 Dores de barriga (diarréias) 3 Tensão no corpo 4 Alteração no apetite 5 Sudorese (mãos suadas, maior transpiração) 6 Taquicardia (alterações no ritmo cardíaco) 7 Aumento da pressão arterial 8 Aumento da freqüência respiratória 9 Dificuldades para respirar 10 Aparecimento de problemas dermatológicos 11 Incidência maior de doenças (resfriados, gripes, inflamações...) 12 Dificuldades para dormir (insônia) 13 Gastrites e úlceras 14 Náuseas e vômitos 15 Cansaço constante 16 Dores nos braços e nas pernas (dores musculares) 17 Tonturas 18 Aumento do colesterol 19 Problemas sexuais SEÇÃO 2 Utilize a escala abaixo para indicar com um X o sintoma que vem sentindo e a quanto tempo o mesmo vem perdurando. Não Apresento 1 Dia 1 Semana 1 Mês + 1 Mês SINTOMAS

132 1 1 Sinto uma redução na capacidade de me concentrar 2 Sinto-me desmotivado para realizar as atividades do dia-a-dia 3 Sinto-me mais ansioso 4 Estou desleixado com minha aparência 5 Sinto medo 6 Tenho percebido mudanças bruscas no meu humor 7 Quando me exponho fico apavorado 8 Tenho pensamentos constantes sobre um mesmo assunto 9 Venho me sentindo mais inseguro ultimamente 10 Tenho tido ataques de pânico 11 Irrito-me facilmente 12 Tenho estado mais angustiado 13 Preocupo-me excessivamente com as coisas em geral 14 Estou mais emotivo 15 Estou mais nervoso 16 Venho me esquecendo dos meus compromissos 17 Venho chorando com maior freqüência 18 Sinto intensa solidão SEÇÃO 3 Dos itens apresentados abaixo, indique com um X o quanto os mesmos se aplicam a você. Para tanto, utilize a escala abaixo. Não se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica Pouco Moderadamente Muito Totalmente

133 ITENS Fico exposto a ambientes barulhentos 2 Não me sinto bem na companhia da minha família 3 Meu trabalho diário é repetitivo 4 Pego engarrafamento com freqüência 5 Sou pai ou mãe recentemente 6 Estou aposentado 7 Sofro com a poluição do ar 8 Venho me desentendendo com meu esposo (a) 9 Tenho tido problemas com meu chefe 10 Cansa-me a poluição visual de minha cidade 11 Sinto-me insatisfeito com o trabalho que realizo 12 Passo pouco tempo com minha família 13 Sinto-me desprotegido diante da violência urbana 14 Tenho sofrido muita pressão no trabalho 15 Estou com um ente familiar próximo detido, na prisão ou sob julgamento 16 Passo muito tempo em filas 17 Sinto dificuldades em estar em ambientes sociais 18 Vou me casar 19 Há muita competitividade no meu trabalho 20 Sofro com o calor e/ou frio que faz aonde moro 21 Divorciei-me 22 Tenho pouca participação nas decisões no trabalho 23 Meu relacionamento com familiares tem sido ruim 24 Incomoda-me ver pessoas pedindo esmolas pela rua 25 Meu filho (a) saiu de casa 26 Meu trabalho subtiliza minhas capacidades 27 Convivo diariamente em ambientes tumultuados 28 Venho me irritando facilmente com meu esposo (a) 29 O salário que recebo é incompatível com minhas responsabilidades do trabalho 30 Irrito-me com o desrespeito pelos cidadãos 31 Recebi o diagnóstico de uma doença grave 32 Estou fazendo tratamento de saúde 33 Incomoda-me as desigualdades sociais 34 Moro em lugar violento 35 Minhas responsabilidades profissionais têm aumentado 36 Tenho tido grandes mudanças no horário de trabalho 37 Onde moro existe uma carência de serviços básicos (escolas, hospitais, bancos, saneamento básico) 38 Evito compartilhar meus problemas com meus familiares 39 Estou insatisfeito com o local onde moro 1

134 1 40 Perdi recentemente um ente querido 41 Tenho tido problemas no trabalho 42 Meu relacionamento com vizinhos é difícil 43 Sofro uma grande exigência do meu chefe 44 Estou com um familiar próximo doente 45 Tenho dificuldades no transporte 46 Tenho dificuldade de me expressar quando necessário 47 Trabalho à noite 48 Estou descontente com meus colegas de trabalho 49 Tenho estado longe de amigos e parentes 50 Tenho passado por grandes alterações financeiras 51 Estou saldando uma dívida financeira 52 Mudaram minhas funções no trabalho SEÇÃO 4 Frente a situações estressantes as pessoas costumam tomar certas atitudes. Das afirmações apresentadas abaixo, indique com um X o quanto cada item se aplica a você. Não se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica Pouco Moderadamente Muito Totalmente Frente a uma situação estressante, eu... ITENS

135 1 1 Faço uma viagem 2 Tiro alguns dias para descansar 3 Durmo 4 Procuro sair com meus amigos 5 Apego-me a minha fé para resolver certas situações 6 Penso em coisas fantásticas, tais como ganhar um prêmio de loteria. 7 Faço uso de tranqüilizantes / drogas 8 Pratico alguma técnica de relaxamento 9 Rezo / Oro 10 Procuro encarar o problema como um desafio 11 Evito a situação 12 Ouço música 13 Negocio para tentar resolver o problema 14 Fumo 15 Pratico atividades esportivas 16 Bebo algo para relaxar 17 Procuro conversar com alguém em que confio 18 Assisto TV 19 Compro algo 20 Culpo os outros pela situação 21 Levo em conta o lado positivo da situação 22 Sinto compulsão alimentar SEÇÃO 5 As afirmações abaixo são referentes ao traço de personalidade apresentada por indivíduos. Das afirmações apresentadas abaixo, indique com um X o quanto cada item se aplica a você. Não se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica-se Aplica Pouco Moderadamente Muito Totalmente AFIRMAÇÕES Realizo muitas atividades ao mesmo tempo 2 Procuro realizar minhas tarefas com perfeição 3 Desejo o máximo do meu nível social e/ou profissional

136 1 4 Sinto uma constante sensação de estar com pressa ou com pouco tempo 5 Preocupo-me com os trabalhos que tenho para realizar 6 Tenho dificuldades para expor minhas emoções 7 Confio em mim mesmo 8 Irrito-me com facilidade 9 Possuo um temperamento forte 10 Tenho dificuldades para desviar os pensamentos do trabalho 11 Executo várias atividades ao mesmo tempo 12 Gosto de competir na hora de realizar alguma atividade 13 Sou hostil com aqueles que competem comigo DADOS PESSOAIS: 1) Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino 2) Idade: 3) Grau de Escolaridade: ( ) Ensino Fundamental ( ) Ensino Médio ( ) Ensino Superior

137 ANEXO VI 1

138 1

139 1

140 1

141 1

142 1

143 1

144 1 ANEXO VII Escala de Sintomas de Estresse - ESE

145 Os escores de cada fator serão obtidos através da média aritmética. F1 (Sintomas Físicos): Seção 1 Itens: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13 F2 (Sintomas Psicológicos): Seção 2 Itens: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 F3 (Fator de Segunda Ordem Sintomas de Estresse): Todos os itens da Seção 1 (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13) e da Seção 2 (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, ) 1

146 Escala de Agentes Estressores EAE 1

147 1 Os escores de cada fator serão obtidos através da média aritmética. F1 (Estressores Laborais): Itens 2, 4, 6, 8, 11, 12, 15, 16, 18, 19, 21 F2 (Estressores Sociais): Itens 1, 3, 5, 7, 9, 10, 13, 14, 17, 20, 22, 23 F3 (Fator de Segunda Ordem Agentes Estressores Gerais): Todos os itens: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23 Escala de Tipos Psicológicos - ETP Os escores do fator será obtido através da média aritmética. Fator: Itens 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 Tipo A: escores 3,01 Tipo A 5 Vale ressaltar que a classificação do indivíduo dentro das escalas que compõem o Modelo Fatorial de Estresse (MFE) depende da elaboração do estudo da validade critério, estudo que será desenvolvido posteriormente, valendo-se para tanto do exame do estresse através da avaliação dos índices de catecolaminas derivadas de amostras de plasma, da urina e da saliva.

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