O Procedimento Operacional Padrão (POP) No. 04/2013 do Manual de Normas e Rotinas do Núcleo Interno de Regulação da Santa Casa:

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1 PARECER CRM/MS N PROCESSO CONSULTA N 13/2013 INTERESSADO: ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE DE CAMPO GRANDE ASSUNTO: SOLICITAÇÃO DE PARECER PRIORIZAÇÃODE ACESSO ÀS VAGAS EM UTI. Temas correlatos: Priorização acesso a UTI, medicina intensiva, terapia intensiva, disponibilização de vagas em UTI; PARECERISTA: Conselheiro Takeshi Matsubara EMENTA: Os critérios de priorização de vagas para a UTI torna mais justa e equânime o acesso às vagas disponíveis. De acordo com o Oficio N 131 DT/ABCG, assinado pelo Dr. L.A.H.K: Considerando a crescente demanda de pacientes com necessidade de leitos de UTI, e a limitada oferta de leitos disponíveis, com necessidade de adoção de critérios que observem a equidade de acesso; Considerando que a lista cronológica não estabelece nenhum critério técnico entre paciente agudo e crônico e não diferencia as necessidades de suporte de enfermagem ou fisioterapia do paciente crônico, da necessidade do paciente agudo pela terapêutica especializada em UTI; Considerando que a ABCG estabeleceu critérios de criticidade dos pacientes às vagas ofertadas em UTI, referendados pelo American College of Critical Care Medicine of the Society of Critical Care Medicine, publicados nos Guideline for ICU Admission, Discharge and Triage, in Critical Care Medicine, 1999; Considerando que esses critérios foram aprovados pelo Conselho Técnico e ColegiadoTécnico, Administrativo desta instituição e implantados a partir de 18/06/2013, sendo avaliados diariamente e observado o impacto importante na resolução dos quadros agudos, com os pacientes politraumatizados, neurocirúrgico e grande queimado; A Diretoria Técnica e o Núcleo interno de Regulação da ABCG solicitam avaliação e aprovação deste Conselho, dos Critérios para Priorização de Acesso às Vagas em UTI, conforme POP anexo. O Procedimento Operacional Padrão (POP) No. 04/2013 do Manual de Normas e Rotinas do Núcleo Interno de Regulação da Santa Casa: 1

2 TAREFA: Descrever a Rotina para Solicitação de Acesso Às Vagas de UTI e os critérios para Priorização desse Acesso. Executante: Profissionais médicos para a solicitação de vaga e classificação clínica dos pacientes para UTI e profissionais do NIR para gerenciamento das vagas conforme classificação. Objetivo: Descrever a rotina para solicitação de vaga em UTI e a classificação de prioridade baseada nos critérios para admissão. INDICAÇÃO: Atividade institucional aprovada pelo conselho técnico para admissão de paciente nas unidades de terapia intensivas adultas. RESULTADOS ESPERADOS: Conhecimento pleno pela equipe do NIR e pelo corpo assistencial dos critérios que definirão a regulação interna de pacientes críticos para admissão em UTI. ROTINA PARA SOLICITAÇÃO DE ACESSO A VAGAS EM UTI: 1. O preenchimento do Protocolo de critérios para priorização de acesso às vagas em UTI deverá ser feito pelo médico assistente do paciente, e renovados diariamente; 2. O resultado obtido após o preenchimento no Sistema de informação Hospitalar (PAGU), resultará em uma lista única, que deverá ser obedecida pelo médico da UTI, ao ofertar as vagas. 3. Cabe ao médico da UTI a auditoria do preenchimento do Protocolo de critérios para a priorização de acesso às vagas de UTI pelo médico da UTI devem ser relatadas ao Coordenador da Unidade, Coordenador do NIR e/ou Diretor Técnico da Instituição; 4. As possíveis incoerências encontradas no preenchimento do Protocolo de critérios para a priorização de acesso às vagas em UTI, pelo médico da UTI, devem ser relatadas ao Coordenador da Unidade, Coordenador da NIR e/ou Diretor Técnico da instituição. 5. O relatório operacional com a pontuação dos pacientes será atualizado a cada solicitação de vaga, conforme prioridade e a admissão dos pacientes será regulada pela equipe da NIR. CRITÉRIOS PARA A PRIORIZAÇÃO DE ACESSO ÀS VAGAS EM UTI 2

3 Em virtude da crescente demanda por acesso às vagas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)nos hospitais brasileiros e a limitação de oferta pela capacidade instalada destas unidades, faz-se necessário a adoção de critérios que observem a equidade do acesso; Este protocolo tem o objetivo de produzir análises das solicitações cotidianas ao acesso às UTIs da ABCG, levando-se em consideração os critérios de criticidade dos candidatos às vagas ofertadas, referenciados pelo American College of Critical Care Medicine of The Society of Critical Care Medicine, publicados no Guidelines for ICU Admission, Discharge and Triage, in Critical Care Medicine em Além disso, o protocolo procura subsidiar a análise, descrevendo tanto os parâmetros dos sinais físicos encontrados como também os resultados de exames complementares considerados de relevância para sustentar a atribuição de escore que servirá como estrutura de comparação entre os casos. Devido à diferença da capacidade instalada entre as várias unidades do hospital e sua função assistencial, sentiu-se a necessidade de atribuir também graus de escalonamento para o setor de origem dos casos em que são solicitadas as vagas em UTI. Desta maneira a estrutura do protocolo fica assim definida: 1. Critérios de territorialidade: O médico solicitante informa no protocolo a Unidade em que s encontra o Paciente cujo acesso é solicitado a UTI, sendo possível apenas uma escolha, tendo as seguintes opções. Centro Cirúrgico (40 pontos) PS área vermelha ou Prontomed (30 pontos) Enfermaria (15 pontos) PS área amarela (10 pontos). 2. Critérios Clínicos O médico solicitante informa no protocolo a condição clínica em que se encontra o Paciente cujo acesso é solicitante à UTI, sendo possível apenas uma escolha, tendo as seguintes opções: a) Necessidade de tratamento que não pode ser oferecido fora da UTI sem limites terapêuticos (ventilação mecânica, drogas vasoativas) (50 pontos) b) Monitorização intensiva com potencial intervenção imediata sem limites terapêuticos (pacientes com doenças crônicas que apresentam intercorrência aguarda clínica ou cirúrgica) (30 pontos) 3

4 c) Complicações reversíveis em pacientes com doença de base irreversível com limites terapêuticos (câncer metastático com infeção) (15 pontos) d) Pacientes que geralmente não tem indicação de UTI: Pacientes de baixo risco (muito bem para UTI) Pacientes com doença terminal irreversível (muito mal para UTI) (5 pontos) 3. Sinais físicos O médico solicitante informa no protocolo os achados de exame físico em que se encontra o Paciente cujo acesso é solicitado à UTI, sendo possíveis múltiplas escolhas, tendo as seguintes opções: a)queimadura maior que 40%, queimaduras elétricas ou queimaduras de vias aéreas: (40 pontos) b) Obstrução de vias aéreas (20 pontos) c) Tamponamento cardíaco (20 pontos) d) Coma Glasgow < ou = a 8 ou sedação com Ramsay > ou = 4 e) Cianose (5 pontos) f) Pulso < 40 ou > 150 (5 pontos) g) PAS < 80 ou 20 mmhg abaixo do usual (5 pontos) h) PAD >120 mmhg ( 5 pontos) i) FR > 35 rpm (5 pontos) 4. Resultados de exames complementares a)sódio <120 ou > 160 (10 pontos) b)potássio < 2,0 ou > 7,0 (10 pontos) c) PaO2 < 70 mmhg ou PaO2 entre com FiO2>40% (10 pontos) d)pao2 entre com FiO2 <40% (5 pontos) e) PCO2 > 80 mmhg (10 pontos) f) ph<7,1 ou > 7,7 (10 pontos) g)glicemia > 500 mg?dl (10 pontos) h)exames de imagem TC de crânio alterada <7 dias (15 pontos) i) ECG IAM, Arritmia com instabilidade ( 15 pontos) 4

5 DESCRIÇÃO DO ATENDIMENTO DE VAGA DE UTI PELO NIR E RETIRADA DE RELATÓRIO COM A CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES COM SOLICITAÇÃO DE VAGA PELA EQUIPE NIR 1. O relatório de solicitação de vaga de UTI é dinâmico e alterada a cada solicitação de vaga. 2. O que determina o primeiro da lista é a classificação do paciente conforme os critérios de admissão (sempre a maior); 3. O relatório deve ser obrigatoriamente gerada o no momento da liberação da vaga no sistema ANEXO IV (DA RESOLUÇÃO CREMESP Nº 170, DE ) INDICAÇÕES PARA ADMISSÃO E ALTA NA UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO As indicações para admissão e alta da Unidade de Tratamento Intensivo, devem ser feitas de comum acordo entre o médico assistente e o médico intensivista. Em casos de divergência a decisão caberá ao Diretor Clínico. Toda decisão, bem como sua justificativa, deverá estar explicitamente anotada, com letra legível, no prontuário médico do paciente, com identificação do(s) médico(s) responsável (is). Deve haver a adequada comunicação à família, quando da admissão e alta do paciente. Terá indicação para admissão em Unidade de Tratamento Intensivo, todo paciente grave ou de risco, com probabilidade de sobrevida e recuperação, respeitada a autonomia do paciente, e paciente em morte encefálica, por tratar-se de potencial doador de órgãos. As medidas diagnósticas e terapêuticas durante a internação são indicadas e realizadas pela equipe da UTI; sempre que não houver urgência nas decisões, as medidas devem ser discutidas com o médico assistente. O médico assistente deve realizar visitas diárias, indicando procedimentos diagnósticos e terapêuticos, respeitadas a opinião do médico intensivista e a autonomia do paciente. Nos casos de pacientes internados diretamente na UTI sem médico assistente, ou em casos de indisponibilidade do mesmo, em conformidade ao que dispõe a Resolução CFM 1.493/98, o 5

6 Diretor Clínico deverá definir um médico responsável, desde o momento da internação até a alta. A responsabilidade do intensivista sobre o paciente se inicia no momento da internação na Unidade Tratamento Intensivo e cessa após a alta da UTI, desde que o caso seja devidamente transferido para outro médico ou para o médico assistente. CONCLUSÃO Os critérios para priorização de acesso as vagas em UTI torna mais justo o acesso às poucas vagas disponíveis na Santa Casa de Campo Grande pelo paciente, estabelecendo critérios transparentes, com escores adequados e estando em conformidade com os pareceres e resoluções dos Conselhos Regionais e Federal de Medicina sobre matérias atinentes ao tema. Deste modo, sou de parecer favorável ao processo consulta, acatando o seu inteiro teor. Entretanto, fica a título de sugestão que, na próxima reunião para se reavaliar os critérios, os componentes do colegiado discutam a possibilidade de se avaliar a inclusão de critérios que permitam que o paciente submetido a cirurgia eletiva grave, tais como portadores de neoplasia maligna de pâncreas, fígado ou de cérebro, possam ter acesso a um leito da UTI, da mesma maneira que hoje se reserva um leito para os pacientes que se submetem a transplante de órgãos, mormente o transplante de rins, pois somente assim, permitiremos que esses casos possam ser resolvidos cirurgicamente no seu devido tempo, evitando que se tornem casos mais graves e terminais, que não sejam alcançados pela terapêutica médica. Este é o parecer deste egrégio colegiado. Dourados, 29 de Janeiro de 2014 Takeshi Matsubara Conselheiro parecerista Aprovado na Sessão Plenária Do dia 14/02/2014 Dr. Alberto Cubel Brull Júnior Presidente 6

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