Em ritmo acelerado. Governo altera regras do regime de proteção aos acidentes de trabalho. Índice. Acontece. Entrevista. Sindisider.

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1 Revista Brasileira do Aço - Ano 16 nº fev/15 mar 2007 Índice Acontece Estatísticas Análises Em ritmo acelerado O INDA está de malas prontas para sua mudança de sede. Em 26 de abril, será oficialmente inaugurado o novo espaço, no Edifício Ipiranga Offices II, localizado na rua Silva Bueno, nº º andar, no bairro do Ipiranga, Capital. A aquisição de um espaço com infra-estrutura adequada às suas atividades e de mais fácil acesso aos seus associados, facilitando a interação do Instituto com os representantes das empresas de distribuição, foi o grande desafio da 19ª Diretoria do INDA. Em 19 de março, realizam-se a Assembléia Geral Ordinária do INDA e a Assembléia Geral Ordinária do SINDISIDER. Na pauta, está a prestação de contas do exercício 2006, o plano de atividades e a proposta orçamentária para o ano de É importante a participação de todos os associados. O SINDISIDER depende basicamente da Contribuição Sindical para realizar suas atividades, dentre as quais a participação obrigatória em Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho. Por isso, o Sindicato contratou uma empresa de cobrança, que está contatando as empresas inadimplentes de sua base de representação para a regularização da situação. Na área de eventos, está disponível no site o novo regulamento do Prêmio INDA de Ação Social; estão abertas as inscrições para os cursos, inclusive os realizados in company; e, no SINDISI- DER-BH, realizar-se-á a segunda edição do Curso de Especialização em Vendas de Aço. Boa leitura! Entrevista Sindisider Expediente Governo altera regras do regime de proteção aos acidentes de trabalho A segurança e a saúde do trabalhador no ambiente de trabalho é um dever do empregador, direito incluído na Constituição de 98. Dentre os mecanismos que asseguram o cumprimento desta obrigação, temos o Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) e a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). O Decreto 6.042, editado no último dia 12 de fevereiro pelo Presidente da República, introduziu alterações no regime de proteção aos acidentes de trabalho. A partir de 1º de março passou a vigorar o Nexo Técnico Epidemiológico, que estabelece de forma automática a relação entre as atividades econômicas e as doenças ocupacionais descritas no Código Internacional de Doenças (CID-10). O Nexo foi montado a partir da observação da incidência de agravos à saúde por atividade econômica, alcançando 99% de segurança estatística, e exigiu uma nova modificação na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Os serviços de forjaria em aço, enquadrados na CNAE /01, estão relacionados a doenças do sistema oesteomuscular e do tecido conjuntivo, tais como as sinovites, tenossinovites, bursites, que são agravos à saúde em decorrência de posições forçadas, gestos repetitivos e ritmo de trabalho penoso. Já, no comércio atacadista de produtos siderúrgicos (CNAE /00), as doenças ocupacionais mais comuns são aquelas relacionadas com os transtornos articulares e dos tecidos moles. A nova regulamentação beneficia o trabalhador, tornando dispensável a emissão da CAT para que o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) conceda-lhe um benefício acidentário, quer por acidente de trabalho quer por doença ocupacional. O perito médico, baseado no Nexo Epidemiológico, é quem estabelece a existência ou não da relação entre a doença e a atividade econômica. A empresa, se julgar que a doença do empregado não tem relação com o tipo de trabalho que desenvolve, precisará juntar as provas dessa argumentação. A nova metodologia reviu também o enquadramento das empresas em relação às contribuições para o SAT. As empresas pagam de 1 a 3% sobre a folha de pagamento de seus funcionários, de acordo com o nível de risco de acidente de trabalho em seu ramo de atividade, agora estabelecido com base no Nexo Epidemiológico. Produção de laminados planos de aço comum revestidos ou não, de laminados planos de aços especiais, de laminados não-planos, de semi-acabados, de tubos, de arames, de relaminados, trefilados e perfilados de aço, dentre outros, pagam 3% de alíquota. O comércio atacadista de produtos siderúrgicos paga 1% da folha de seus funcionários ao SAT. Mas, o valor final pago pela empresa dependerá da quantidade de acidentes de trabalho registrados. Isto porque o decreto estabelece, a partir de agosto de 2007, o Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Tal fator poderá reduzir pela metade ou dobrar as alíquotas estabelecidas por ramo de atividade, dependendo da situação da empresa em relação ao seu segmento econômico e da morbidade apresentada pelos seus trabalhadores. Assim, uma empresa classificada em atividade de alto risco (3%), mas com a mais baixa morbidade do setor (FAP= 0,5), terá sua alíquota para o SAT reduzida para 1,5%. Situação oposta ocorre na empresa que tem um FAP= 2. A fiscalização para definição do FAP será feita pelo INSS anualmente.

2 Acontece no setor 02 Mineração mantém alta O Brasil exportou 19,1 milhões de toneladas de minério de ferro em fevereiro, 10% mais que em igual mês do ano anterior, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em janeiro, o Brasil exportou 22,1 milhões de toneladas do produto. A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) responde pela maior parte dos embarques brasileiros. Grupos de mineração de todo o mundo bateram recordes no ano de A Rio Tinto, a BHP Billiton e a CVRD, que dominam amplamente o mercado do minério de ferro tiveram, no entanto, de reduzir suas exigências este ano. Depois de impor a seus clientes um aumento dos preços de 71,5%, em 2005 e 19%, em 2006, tiveram de se contentar este ano com uma alta de 9,5%. Boas perspectivas para o segmento de chapas grossas e laminados a quente Linha branca superou previsões de crescimento em 2006 O desempenho da linha branca superou as previsões dos fabricantes, com um incremento de vendas duas vezes superior ao esperado. O segmento comercializou 13,74% mais do que em 2005, em comparação a uma estimativa de crescimento de 6,53% Os produtos que puxaram o desempenho deste segmento foram os refrigeradores, com vendas 17,89% superiores a As lavadoras automáticas tiveram crescimento de 14,9% e os fogões, de 10,6%. A queda nas taxas de juros, a ampliação dos prazos dos crediários, a maior estabilidade no emprego e a melhoria na massa salarial foram os fatores que favoreceram o crescimento da linha branca, segundo a Eletros. Crédito: Burson-Marsteller Crédito: Roberto Smera As encomendas de 26 navios pela Transpetro vão triplicar a demanda por aço da indústria naval em A Usiminas estima que a demanda por chapas grossas e laminados a quente para o segmento chegue a 100 mil toneladas este ano, ante 34 mil toneladas consumidas em O volume representará um pico no período. A Transpetro projeta um consumo de 216 mil toneladas de chapas e perfis de aço até A Usiminas e a Arcelor Brasil são as únicas fornecedoras de chapas grossas de aço e laminados para a construção naval no Brasil. Como a Transpetro visa atingir 65% de nacionalização dos componentes, a expectativa das siderúrgicas é que a demanda seja suprida pelo mercado interno. O único empecilho para a realização da meta são os preços dos produtos siderúrgicos no mercado interno, 10 a 15% maiores em relação aos internacionais. Fundição mantém exportações A produção de fundidos em 2006 atingiu 3,08 milhões de toneladas, crescimento de 3,9% em relação ao ano passado. Deste total, 79,4% foram consumidos pelos setores automotivo (53,3%), de bens de capital (13,3%), siderúrgico (4,7%) e de infra-estrutura (3,1%). Os outros 20,6% foram exportados, apesar do câmbio desfavorável e representaram um crescimento de 18,8% sobre os embarques de fundidos em Inscrições abertas para os cursos da ABM Mais de 70 cursos para o aperfeiçoamento dos profissionais das áreas de metalurgia e de materiais integram o calendário 2007 da Coordenadoria de Educação Continuada da ABM. A meta é disponibilizar aproximadamente 100 cursos até o final do ano, incluindo os treinamentos in company e outros que podem ser programados no decorrer do ano, atendendo à demanda das empresas associadas. A maioria dos cursos abertos será realizada na sede da entidade, em São Paulo, mas já têm cursos agendados para os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pará. Informações:

3 Vendas em alta O INDA solicitou aos seus associados a recontagem de seus estoques, com vistas a obter um número que melhor espelhasse a realidade da rede de distribuição. Conforme já sondado por pesquisa de sentimento com os associados, os valores dos estoques subiram numa proporção que indica o acerto do Instituto no realinhamento da pesquisa. Estatísticas 03

4 Mercado interno permanece aquecido para alguns setores consumidores de aço Análise 04 O mercado da construção civil tem boas perspectivas para 2007 e espera o crescimento dos investimentos em obras de infra-estrutura até 2010, por conta do recente Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo Governo Federal. O Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo Sinduscon-SP prevê que PIB do setor deve ficar em torno de 8% ao ano. Se este dado for confirmado, as vendas de perfis devem crescer acima da média dos demais aços planos, projeta Fábio de Araújo, analista de mercado do INDA. No conjunto, a produção doméstica de aços planos teve um crescimento físico positivo de 1,9%. Já, o setor de aços longos, por conta do bom desempenho do setor imobiliário, impulsionado pela maior disponibilidade dos financiamentos, experimentou um aumento de 7,5% em sua produção. O segmento de aços longos deve experimentar forte crescimento em 2007 e 2008, estimulado pelo investimento em moradias, em especial as de baixa renda, arrisca Araújo, para completar: Até as grandes construtoras já estão se voltando para o mercado de média e baixa renda, atraídas pela perspectiva de maior rentabilidade em relação ao mercado de alta renda e por ser um nicho ainda não explorado em larga escala. Automóveis, autopeças e motocicletas As previsões são favoráveis também para o setor automobilístico. No mês de janeiro, a produção alcançou novo recorde com 204 mil veículos. Por conta dos recordes de vendas de veículos vendidos em 2006 o número de unidades licenciadas atingiu 1,93 milhão, aumento de 12,7% sobre 2005 e da produção de apenas 2,61 milhões (crescimento de 3,2%), os estoques das montadoras estão baixos. A Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores Anfavea projeta um crescimento de 4%, mas é provável um número próximo de 5,5%, de acordo com projeções de vários analistas do setor, pondera Araújo. O segmento de autopeças experimentou também crescimento em janeiro. Segundo o Sindicato da Indústria de Peças Sindipeças, o faturamento foi 1,3% maior em relação a janeiro de Em Minas Gerais, os associados do Sindipeças venderam 10,3% mais sobre janeiro do ano passado. Por ser um setor com ampla variedade de produtos e, conseqüentemente, mais suscetível à concorrência externa, ele poderá em breve sofrer com a entrada no mercado nacional de produtos chineses e coreanos. O Presidente Luís Inácio Lula da Silva, em sua visita recente ao Uruguai, sinalizou em estimular a importação de autopeças daquele país, como forma de evitar um acordo bilateral entre o Uruguai e os Estados Unidos, mantendo em pé o Mercosul. Há intenção do grupo coreano Hyunday de se associar com a empresa CAOA no Brasil para a produção de caminhões. Isto pode ampliar o mercado local de aços planos, de aços especiais e de forjados. Porém, por ser um grupo asiático de presença internacional, a Hyunday pode ter interesse em ter como fornecedores os fabricantes de autopeças de seu país, esclarece Araújo. O crescimento também é forte no setor de motocicletas. Em janeiro de 2007, a produção atingiu 149 mil unidades, 46% superior ao mesmo mês de 2006, com destaque para os modelos populares. O setor espera um crescimento físico da ordem de 11% para 2007, alcançando a marca de 1,6 milhão de unidades. Preços dos aços planos Por conta da forte demanda da China por aço, a Companhia Vale do Rio Doce conseguiu logo em 2007 um aumento de 9,5% para o preço do minério de ferro. Esse custo maior na produção de aço deverá ser repassado para o produto no mercado interno já no segundo trimestre, o que foi sinalizado pela Usiminas e pela Companhia Siderúrgica Nacional.

5 Série: Distribuição de Aço pelo Mundo Divulgação PMX Distribuição de aço Terceira parada: Estados Unidos O Nafta, bloco econômico formado pelos Estados Unidos, Canadá e México, é responsável apenas por 11% da produção mundial de aço. Entre 2000 e 2005, o consumo aparente de aço no bloco caiu 1,5%, de 147 milhões para 136 milhões de toneladas. Mais um dado: as importações líquidas de aço dos Estados Unidos são, em média, 20,8 milhões de toneladas por ano. Os números confirmam o que já é senso comum: as economias do bloco estão consolidadas e o crescimento do PIB é puxado preponderantemente pelo setor de serviços; o mercado emergente no setor siderúrgico é o bloco do Pacífico, liderado pela China e pela Índia; no mercado globalizado, as siderúrgicas, na busca de competitividade, estão se deslocando para os países com mão-de-obra mais barata, com recursos naturais e energéticos abundantes e onde há maior demanda por aço (o bloco do Pacífico fica com 66% do aço consumido no mundo). Neste contexto, um aumento de 2,4% nas vendas da rede de distribuição de aço nos Estados Unidos e Canadá em 2006, relativamente ao ano anterior, é comemorado como um novo recorde. O volume de vendas atingiu 56 milhões de toneladas no ano, apesar da queda de 10% nas vendas de dezembro sobre as vendas do mesmo mês de A recomposição dos estoques tem sido gradual, refletindo a baixa atividade da economia norte-americana, atingindo, em dezembro de 2006, 16,5 milhões de toneladas, 28% acima da de dezembro de 2005, o que representa 4,7 meses de capacidade de suprimento. Distribuidores do Nafta Os dados são do Metals Service Center Institute (MSCI), associação fundada em 1909, com 420 membros operando de 1200 locais nos Estados Unidos, Canadá e México. Além dos distribuidores de aço, o Instituto congrega os que operam com alumínio e outros metais, representando um montante de 75 milhões de tonela- das distribuídas para mais de 300 mil empresas. Calcula-se que existam mais de 5 mil centros de serviço nos Estados Unidos, a maior parte concentrada na região dos Grandes Lagos, nos estados de Nova Iorque, Pensilvânia, Ohio, Indiana, Illinois, Michigan e Wisconsin, além de Ontário, no Canadá. É aí que se concentram as indústrias siderúrgicas e onde está o maior mercado consumidor de metais. A segunda maior concentração está no sudeste, nos estados de Kentucky, Oeste Virgínia, Flórida, Mississipi, dentre outros. As principais indústrias atendidas por estes centros de serviço são: fabricantes de autopeças; companhias aeroespaciais; empresas de segurança; produtores têxteis; estaleiros; empresas de eletroeletrônicos; processadores de alimentos; fabricantes de eletrodomésticos; produtores de máquinas e equipamentos; construção civil; dentre outros. A maioria dos distribuidores de aço no Nafta caracteriza-se por ser provedores de processamento de alta precisão do aço, com reduzidas margens de tolerância, através de um rigoroso controle de qualidade. O produto chega nas linhas de produção das empresas pronto para ser usado, prescindindo de uma inspeção mais detalhada. Essa particularidade veio em decorrência do crescimento da terceirização no processamento e na estocagem: para os fabricantes e montadoras de produtos, assim como para as siderúrgicas, é menos custoso pagar para que terceiros cuidem de seus estoques e forneça a matéria-prima pré-processada. Outra tendência que afeta os centros de serviços e complementar ao movimento de terceirização é a consolidação da rede de distribuição. Os distribuidores de aço norte-americanos, buscando melhorar suas relações com os clientes, aumentar suas margens de lucro e os dividendos aos acionistas, têm feito esforços para aquisição e fusão com os concorrentes. De 1996 a 2005, os associados do MSCI caíram 70% em razão do movimento de consolidação na rede. 05

6 Renato Bernhoeft Fundador e Presidente da Bernhoeft Consultoria Societária, fundada em 1975 para apoiar sociedades empresariais e famílias empresárias a perpetuar seu conjunto de valores e seu patrimônio. Conferencista internacional e consultor de empresas nas áreas de profissionalização e sucessão de empresas familiares e formação de sucessores. Já atendeu, no Brasil, centenas de empresas como consultor, atuando também na Espanha, Portugal, México, Chile, Peru, Colômbia e Paraguai. Entrevista Autor de treze livros nas áreas de administração e sociedades familiares. Desde 2002, é membro da rede mundial de consultores FBCGi Family Business Consulting Group International. 06 Quais as vantagens competitivas das empresas familiares? As empresas familiares podem ter inúmeras vantagens sobre as chamadas não-familiares. Conseguem maior lealdade dos funcionários pela proximidade com os detentores do poder. O processo decisório - enquanto houver entendimento entre os familiares sócios - pode ser muito mais rápido e ágil. Adaptam-se de forma ágil às mudanças do mercado. Podem criar sistemas de incentivos e remuneração mais flexíveis. Apresentam visão e estratégias de longo prazo. Existem ramos de negócios onde a gestão familiar é mais eficiente? Não existem ramos onde a gestão familiar é mais competente. As empresas familiares estão presentes em todos os segmentos. Todas as empresas - exceção às estatais - iniciam como familiares ou multi-familiares. Ao longo do tempo, elas podem se tornar empresas de: Controle familiar e gestão familiar; Controle familiar e gestão não familiar; Controle familiar e gestão mista (executivos familiares e não-familiares). Esta última é a maioria no mundo. Quais são os principais conflitos que apresenta a empresa familiar? Os principais conflitos são: A mistura entre questões afetivas familiares e de negócios, repercutindo negativamente na empresa. Um grupo e, principalmente, uma sociedade, se fortalece na medida em que desenvolve formas, mecanismos e posturas para administrar seus conflitos. Numa sociedade familiar, estes nascem na família, nas relações pessoais e nas divergências ou lutas pelo poder na empresa. A falta de clareza dos herdeiros de que vão herdar um pedaço de uma sociedade com sócios que não tiveram a liberdade de escolherem. O modelo de sociedade da primeira geração é uma sociedade de trabalho, pois este gera e divide o capital; mas, na segunda geração, o modelo se inverte: é uma sociedade do capital, onde há a pulverização dos sócios-herdeiros e não necessariamente todos irão trabalhar nas empresas. O fundador não tratar do assunto sucessão em vida. Após o velório é mais difícil encontrar soluções, devido ao forte envolvimento emocional das pessoas. Como resolvê-los? A solução dos conflitos e interesses na empresa familiar tem pelos seguintes passos: Procurar tratar deste assunto, preferencialmente, com os fundadores em vida; Permitir aos herdeiros a possibilidade de optarem por serem apenas sócios, sócios conselheiros ou sócios gestores; Estabelecer um modelo para o funcionamento da sociedade especificando uma estrutura de poder que separe a propriedade da gestão; Fixar, de forma participativa, para gerar compromissos, um Acordo Societário que contemple todas as questões que poderão dificultar a continuidade da sociedade e da empresa; Implementar um modelo de gestão que tenha clara sua subordinação ao capital. Quais são as perspectivas para a empresa familiar numa economia globalizada? A empresa familiar tem muito futuro. Cada vez mais. Ele depende não apenas das condições de mercado e da economia. Parte das soluções tem relação direta com a capacidade de profissionalizar tanto o controle do capital como a gestão dos negócios. Por isso, é um mercado emergente para executivos não familiares. O que existe é o grande desafio de crescer com investimentos e internacionalizar as empresas familiares.

7 Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos Sindisider BH abre inscrições para o curso de vendas de aço As inscrições para a 2ª turma do Curso de Especialização em Vendas de Aço do SINDISIDER em Belo Horizonte estão abertas. As aulas acontecerão de 9 a 14 de abril, na Rua Maranhão, 1.642, Funcionários. O curso é voltado aos profissionais de vendas e de marketing, em especial aos profissionais que já atuam na rede de distribuição de aço. A 2ª edição do Curso vai ter novo formato com o objetivo de otimizar sua realização. De acordo com pesquisa realizada com os alunos da 1ª edição, ministrada aos sábados, o formato abria grande intervalo entre uma e outra aula, quebrando um pouco seu ritmo. A partir desta constatação, a administração do Sindisider optou por remanejar a carga horária, que foi distribuída durante a semana, ocupando apenas um sábado, totalizando 28 horas-aula. O diferencial do Curso de Especialização em Vendas de Aço é a transmissão de conhecimentos que podem e devem ser usados na vida prática do profissional. O conteúdo é transmitido mesclandose as aulas expositivas com as dinâmicas de grupo, que simulam situações do cotidiano dos funcionários empregados nas distribuidoras de aço, oferecendo maior visibilidade para o aluno. O especialista em vendas de aço passa a valorizar outros fatores fundamentais da venda, além do preço do produto, tais como: a logística, o prazo de atendimento, a garantia de entrega, a assistência técnica, o acompanhamento das necessidades dos clientes, entre outros aspectos. As inscrições para o Curso de Especialização em Vendas de Aço do Sindisider BH podem ser feitas pelo telefone: com Alina ou Mateus ou pelo 07 Contribuição Sindical Patronal é obrigatória De acordo com a Constituição, os sindicatos são obrigados a participar dos Acordos e das Convenções Coletivas de Trabalho. Esses são instrumentos de negociação entre a classe patronal e a classe profissional, com força de lei. Para cumprir seu dever constitucional, assim como oferecer serviços que fortaleçam o segmento econômico que representa nos tempos de intensa competitividade, os sindicatos patronais dependem basicamente do recolhimento da contribuição sindical. Esta é devida por todas as empresas de sua base de representação. Do montante recebido, o sindicato retém 60%, sendo o restante distribuído entre o Ministério do Trabalho (20%), a Federação Estadual (15%) e a Confederação Nacional (5%). Para fazer valer seu direito constitucional, o Sindisider contratou uma empresa de cobrança, que estará nos próximos meses entrando em contato com as empresas inadimplentes de sua base para a regularização de sua situação. Assembléia Geral Ordinária SINDISIDER No dia 19 de março de 2007 acontecerá a Assembléia Geral Ordinária do SINDISIDER para deliberar sobre as contas de 2006 e sobre o plano de atividades e a proposta orçamentária para o exercício do ano de Estão convocados todos os associados do Sindicato em pleno gozo de seus direitos sindicais. A primeira chamada será feita às 13:00h e a segunda, às 14:00h. Solicita-se aos associados que credenciem seus representantes através do instrumento de mandato de poderes específicos, que será apresentado no ato de assinatura da lista de presença. A Assembléia ocorrerá na sede do SINDISIDER, na rua Cardeal Arcoverde, 1745, bloco A, 7º andar, em Pinheiros, São Paulo, Capital.

8 Expediente Diretoria executiva Presidente André Zinn Diretor administrativo e finaceiro Walter Roberto Areias Diretor para assuntos extraordinários Heuler de Almeida Conselho diretor Alberto Piñera Graña Newton Roberto Longo Paulo Musetti Valdecir Bersaghi Superintendente Gilson Santos Bertozzo Revista brasileira do aço Fone: Editor Fábio Luís Pedroso (Mtb 41728) Projeto gráfico, diagramação e editoração criatura.com.br Impressão Via Print Distribuição exclusiva para Associados ao Inda. Os artigos e opiniões publicados não refletem necessariamente a opinião da Revista Brasileira do Aço e são de inteira responsabilidade de seus autores Regulamento do Prêmio de Ação Social 2007 está no ar 08 O Regulamento da edição 2007 do Prêmio INDA de Ação Social já está no site O Prêmio é uma certificação concedida aos projetos sociais desenvolvidos ou apoiados pelas empresas do setor siderúrgico e da rede de distribuição de aço no país. A premiação objetiva destacar a importância da responsabilidade social no setor siderúrgico e de distribuição, estimulando a participação crescente das empresas em projetos de interesse social. Na última edição do Prêmio, durante o Jantar de Confraternização, ocasião em que se encontram mais de 200 representantes de empresas do setor, foram inscritos 26 projetos e seis foram certificados. Cursos Cursos de atualização profissional in company O INDA oferece cursos de atualização profissional personalizados, em qualquer lugar do país, para um grupo fechado de funcionários de uma empresa. Os cursos podem inclusive acontecer nos finais de semana. Os cursos são coordenados pelo professor de graduação e do MBA em Gestão de Processos da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Dr. Paulo Barreto. Informações com Sílvia (11) Veja a seguir os dois cursos formatados para serem oferecidos in company. Curso de Especialização em Vendas de Aço Objetivo: Atuar no mercado de aço com visão estratégica, por meio do uso de ferramentas de marketing que auxiliem a traçar o perfil do cliente e a adequar os produtos do portfólio da empresa. Público: profissionais da área comercial Metodologia: Aulas expositivas, discussão de casos reais, dinâmicas de grupo, visitas às usinas Curso de Negociação Objetivo: Dotar o aluno das habilidades teóricas e práticas da negociação de sucesso em qualquer situação, capacitando-o a analisar a situação, a desenvolver um plano, a perceber e capitalizar comportamentos, a desenvolver estratégias de relacionamento interpessoal e a ganhar confiança como negociador. Público: profissionais de vendas, profissionais de compra e profissionais em posição de liderança. Metodologia: série de dinâmicas e exercícios de negociação nos quais o aluno tem a oportunidade de aplicar o que aprendeu nas aulas e em discussões em classe. Assembléia Geral Ordinária INDA No dia 19 de março de 2007 acontecerá a Assembléia Geral Ordinária do INDA para deliberar sobre as contas de 2006 e sobre o plano de atividades e a proposta orçamentária para o exercício do ano de Estão convocados todos os associados do Instituto. A primeira chamada será feita às 15:30h; a segunda, às 16:30h; e a última, às 17:30h. Solicita-se aos associados que credenciem seus representantes através do instrumento de mandato de poderes específicos, que será apresentado no ato de assinatura da lista de presença. A Assembléia ocorrerá na sede do INDA, na rua Cardeal Arcoverde, 1745, bloco A, 7º andar, em Pinheiros, São Paulo, Capital.

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