A PROTEÇÃO SOCIAL DAS GESTANTES ADOLESCENTES

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1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO - FAED CURSO DE METODOLOGIAS DE ATENDIMETNO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE EM SITUAÇÃO DE RISCO GISELLI DANDOLINI BONASSA A PROTEÇÃO SOCIAL DAS GESTANTES ADOLESCENTES Florianópolis,

2 GISELLI DANDOLINI BONASSA A PROTEÇÃO SOCIAL DAS GESTANTES ADOLESCENTES Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Pós-Graduação da Universidade do Estado de Santa Catarina, para obtenção do título de Especialista em Metodologias para o Atendimento à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco, orientado pela professora Drª Regina Célia Tamaso Mioto. Florianópolis,

3 À minha família pelo sacrifício que fizeram em prol de minha educação, pela amizade, pelo amor e pela confiança que me atribuíram. Em especial, pela união e apoio, torcendo sempre pelo meu sucesso. 3

4 AGRADECIMENTOS Aos professores do curso de Metodologias, que em todas as aulas se esmeraram para proporcionar um ambiente agradável de ensino e de formação, tirando dúvidas e discutindo práticas profissionais. À professora Regina Célia que se dedicou à orientação do trabalho e à compreensão dos momentos pessoais de vida que circunscreveram a elaboração deste. Às amigas que conquistei ao longo do curso por identificação profissional e pessoal e às amizades anteriores que se fortaleceram na presença das aulas. Às colegas de classe, conquista do período de convívio, que de forma indireta trouxeram contribuições ao meu trabalho. À minha família que me apoiou em todas as fases da realização deste trabalho, mostrando-se sempre presente. A todos que, de uma forma ou de outra, contribuíram para meu crescimento, obrigada! 4

5 RESUMO O presente trabalho tem por objetivo discutir a questão da proteção social das adolescentes grávidas, a partir de uma revisão bibliográfica sobre o assunto. O estudo aborda, assim, o contexto sobre a política pública de Seguridade Social, dando enfoque na política de saúde porque é a política mais bem implementada, cuja descentralização conforme lei nacional possibilita sua implantação de maneiras diferentes nos diferentes municípios. O trabalho centra suas observações na política e serviços oferecidos no município de Florianópolis. Ainda traz uma revisão referente às diversas conceituações da adolescência e dos ciclos de vida da família, por quais os adolescentes e suas famílias atravessam. Em última análise, o estudo pondera os mecanismos de proteção à maternidade adolescente, especialmente os mecanismos legais da Seguridade Social e a centralidade, ainda presente, nos cuidados relacionados aos aspectos físico e biológico, na díade mãe e bebê. Palavras-chaves: gravidez na adolescência; proteção social; ciclo vital; Seguridade Social. 5

6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...07 I. MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA O QUE É ADOLESCÊNCIA? CICLOS DE VIDA NA FAMÍLIA Fase de Aquisição Fase Adolescente...23 II. A SEGURIDADE SOCIAL E A PROTEÇÃO DA MATERNIDADE POLÍTICA DE ASSISTENCIA SOCIAL POLÍTICA DE PREVIDÊNCIA SOCIAL POLÍTICA DE SAÚDE Os programas e O atendimento das adolescentes gestantes...36 III. CONSIDERAÇÕES FINAIS...44 REFERÊNCIAS

7 INTRODUÇÃO O trabalho apresentado se propõe a estudar a gravidez na adolescência, tomando como questão central a proteção social das gestantes adolescestes. Toma-se como fundamental para esta discussão o Estatuto da Criança e do Adolescente ECA que atribui o gozo dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana e, por isso, a toda criança e a todo adolescente, sem prejuízo da proteção integral, assegurando-lhes por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, cuja finalidade é proporcionar o pleno desenvolvimento, em condições de liberdade e dignidade. (BRASIL, 1990). Neste sentido, faz-se referência ao contexto da sociedade brasileira atual, em que a adolescência vem ocupando lugar de destaque à medida que vêm expressando de forma concreta os grandes dilemas éticos, sociais e políticos da contemporaneidade. O debate encontra-se pautado, por um lado, no reconhecimento da sociedade em relação à necessidade de proteção dos adolescentes, considerando que são seres em desenvolvimento e sujeitos de direitos. Por outro lado, pelas demandas que vêm sendo colocadas na agenda das políticas sociais e pela pontuação explícita que a execução de tais políticas deve estar orientada para lógica de proteção integral, conforme o ECA e pelo princípio da integralidade como preconiza a política de saúde, além dos princípios da equidade e da universalidade. (MIOTO, p. 129, 2005). Optou-se, portanto, como objetivo geral deste trabalho apresentar uma revisão bibliográfica sobre a política pública de Seguridade Social, dando enfoque à política de saúde do município de Florianópolis/SC, haja 7

8 visto que a política de saúde está melhor implementada em relação as demais políticas da Seguridade Social e possui maior visibilidade quando se trata da questão da maternidade na adolescência. Sendo assim, os objetivos específicos foram formulados da seguinte forma: - resgatar a literatura que trata sobre a concepção de adolescência; - resgatar a literatura que trata dos ciclos de vida, na qual a entrada de um filho se constitui em uma etapa dos ciclos; - conhecer e apresentar as políticas públicas de assistência, saúde e previdência para as gestantes e para os adolescentes e; - conhecer e apresentar os serviços e programas oferecidos pelo município de Florianópolis para as gestantes e para os adolescentes. O foco do estudo encontra-se, então, na literatura sobre a questão e nas políticas públicas que amparam as adolescentes grávidas. O interesse em debater o tema parte da realidade observada e de dados publicados, como do estudo realizado pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe - CEPAL e pela Organização Ibero-Americana da Juventude OIJ, datado do ano de 2002, que aponta que o número da pobreza entre os jovens na América Latina aumentou consideravelmente, em torno de 58 milhões de jovens pobres, 7,6 milhões a mais do que há dez anos atrás. Sendo que destes 58 milhões, 21,2 se encontram na situação de extrema pobreza. O estudo ainda traz dados da incidência de jovens na pobreza nos paises latino-americanos, tendo o Brasil na faixa entre 30 e 50% de jovens pobres. Os países que apresentaram menor taxa foram Chile, Uruguai e Costa Rica, ficando na faixa dos 20% ou menos. 8

9 Tal estudo revela que, em vários países da América Latina foram registrados aumentos significativos de gravidez e maternidade em adolescentes. Ao realizar apontamentos sobre o nível de escolaridade das mães entre 15 e 19 anos, adverte que a fecundidade adolescente tem maior concentração nos grupos mais excluídos economicamente e com menor nível educativo. Temos, pois, um círculo vicioso entre exclusão social e fecundidade adolescente, na medida em que esta última se dá, sobretudo, em mulheres de escassos recursos. É importante notar, a respeito, que persiste a gravidez adolescente entre a população menor de 20 anos e de setores mais pobres, particularmente no grupo de 15 a 17 anos e fora de uniões ou matrimônios. A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde - PNADS, de 1996, mostrou que 14% das adolescentes já tinham pelo menos 1 filho e que a fecundidade era 10 vezes maior em adolescentes mais pobres. Entre as adolescentes grávidas atendidas pelo Sistema Único de Saúde - SUS, de 1993 a 1998, 50 mil foram parar nos hospitais públicos por complicações advindas de tentativas de abortos clandestinos, destas, em torno de 3 mil na faixa dos 10 a 14 anos. Inicialmente, ao considerar esses dados se pensou em fazer uma pesquisa empírica no campo da saúde pública que tem uma política de atendimento mais delineada. Em razão de toda pesquisa empírica ter como necessidade à análise de literatura e, nesta fase da pesquisa, perceber que o viés do trabalho tornou-se bibliográfico frente à necessidade de maior aprofundamento sobre a questão maternidade adolescente, optou-se por 9

10 aprofundar o conhecimento teórico, através de revisão de literatura, abarcando a totalidade de políticas públicas, hoje vigentes, que abrangem a situação da maternidade na adolescência. Segundo Salvador, pesquisa bibliográfica envolve alguns métodos de leitura, entre os quais a leitura informativa que envolve a constatação das afirmações, informações e os dados oferecidos pelos autores, bem como relacionar as informações obtidas com os problemas que o pesquisador procura solucionar e, por último, analisar os fundamentos de verdade nas afirmações dos autores pesquisados. (SALVADOR, 1973). Ainda segundo o autor Entendidas as idéias, passa-se ao seu julgamento. Julgar é atribuir valor, determinar utilidade, descobrir importância. Para julgar necessita-se de critérios. Os critérios de julgamento são os propósitos de estudos ou de trabalho. As idéias podem ter valor em si, valor para o autor e valor para o pesquisador. A análise das idéias secundárias e dos detalhes é feita em função das idéias diretrizes, e a análise das idéias diretrizes é feita em função dos objetivos e propósitos do pesquisador. (SALVADOR, p. 77, 1973). Salvador faz referencia, também, às funções mentais necessárias a interpretações de textos, entre as quais destacamos a síntese, o julgamento e a criatividade. Síntese constitui-se na capacidade de colocar em ordem os pensamentos; é a capacidade de reconstruir o todo decomposto pela análise, eliminando o que é secundário e acessório e fixando-se no essencial. Julgamento ou avaliação é a capacidade de emitir juízo de valor ou de verdade a respeito das idéias essenciais de um assunto. E criatividade ou imaginação criadora é a capacidade de projetar novas idéias ou novas 10

11 formas de conduta, a partir dos conhecimentos adquiridos. (SALVADOR, 1973). Todas essas funções mentais estão baseadas na leitura crítica que requer percepção clara da relação entre os problemas dos autores pesquisados e os problemas do pesquisador, entre as soluções que os autores apresentam e as soluções que o pesquisador procura. É um ato de associação de idéias, de transferência de situações, de comparação de propósitos, pelo qual o pesquisador procura aplicar ou transferir as soluções da situação do autor para a própria situação, selecionando somente o que é útil e pertinente como resposta de seus problemas. (SALVADOR, p. 81, 1973). Assim sendo, a finalidade deste estudo é a de elaborar uma síntese em torno de dados e informações dos autores pesquisados 1. E também, aproximar-se de uma discussão criativa, no sentido de propor, com esta síntese, uma nova forma de pensar a atenção dispensada as adolescentes grávidas. O trabalho foi delineado de forma a traçar o contexto da adolescente grávida, desde o que é ser adolescente e as relações intrafamiliares quando da descoberta da gravidez e as modificações de papéis dentro da família, até o conhecimento da legislação que trata deste assunto e que é um dos recursos mais importantes para os profissionais que atuam com esta demanda. 1 Para tanto se utilizou como referencia algumas revistas importantes que trazem como tema assuntos relacionados à gravidez e à maternidade na adolescência, tais como: Revista Ser Social; Revista Serviço Social e Sociedade; Cadernos de Pesquisa; Revista Crítica de Ciências Sociais e Revista de Saúde Pública. 11

12 Pretende-se, portanto, contribuir no sentido de estabelecer uma relação intersetorial para o atendimento à maternidade, possibilitando aos profissionais que trabalham com a gestante adolescente uma intervenção mais qualificada. E, também, destacar o que tem sido debatido sobre proteção social à maternidade adolescente nos fóruns de discussão acadêmica. Nesta perspectiva, o trabalho foi estruturado em dois capítulos. No primeiro capítulo contextualiza-se, de forma breve, as definições de adolescência e as concepções sobre ciclos de vida. A ênfase é dada nas fases de aquisição e adolescência pelas quais as famílias atravessam, quando no momento de uma gravidez na adolescência. No segundo capítulo, faz-se uma análise das políticas públicas no Brasil e, de maneira mais detalhada, da política de Seguridade Social, ressaltado os aspectos direcionados à adolescência e à maternidade na adolescência. Ainda neste capítulo, faz-se uma abreviada descrição sobre os programas e serviços oferecidos à gestante adolescente no município de Florianópolis/SC. 12

13 1. MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA 1.1. O QUE É ADOLESCÊNCIA? Alguns autores trazem elementos que auxiliam na compreensão sobre o período da adolescência. Para Osório (1989, p. 10) a adolescência é uma etapa evolutiva peculiar ao ser humano. Nela culmina todo o processo maturativo biopsicossocial do indivíduo. Por isso, não podemos compreender a adolescência estudando separadamente os aspectos biológicos, psicológicos, sociais ou culturais. Eles são indissociáveis e é justamente o conjunto de suas características que confere unidade ao fenômeno da adolescência. (OSÓRIO, 1989, p. 10). Aberastury traz que a etapa da adolescência está relacionada a entrar no mundo dos adultos desejado e temido que significa para o adolescente a perda definitiva de sua condição de criança. É o movimento crucial na vida do homem e constitui a etapa decisiva de um processo de desprendimento que começa com o nascimento. (ABERASTURY, 1981, p. 13). Knobel enriquece a discussão ao considerar outro aspecto relacionado a este período, argumentando que a adolescência é (...) um fenômeno específico dentro de toda a história do desenvolvimento do ser humano, sendo necessário estudar a sua expressão circunstancial de caráter geográfico e temporal histórico-social. (KNOBEL, 1981, p. 24). 13

14 Marcelli e Braconner associam vários elementos constitutivos do adolescer, conceituando-o como a: (...) idade da mudança, como a própria etimologia da palavra: adolescer em latim significa crescer. A adolescência é uma passagem da infância à idade adulta. (...) é um duplo movimento de renegação de sua infância, por um lado, e busca de um estatuto estável de adulto, por outro, constitui a própria essência da crise do progresso psíquico atravessado por todo adolescente. (MARCELLI & BRACONNER 1989, p. 21). Neste sentido, os autores classificam a adolescência em quatro modelos de compreensão, são eles: Modelo Fisiológico: crise da puberdade, os remanejamentos somáticos subseqüentes, a emergência da maturidade genital e as tensões daí resultantes; Modelo Sociológico: valoriza o papel essencial desempenhado pelo meio na evolução do adolescente - o lugar reservado por cada cultura à adolescência, os espaços deixados por cada subgrupo social à adolescência e, por fim, as relações entre o adolescente e seus pais são elementos determinantes; Modelo Psicanalítico: presta contas dos remanejamentos identificatórios, das mudanças nos vínculos com os objetos edipianos e da integração da pulsão genital na personalidade e; Modelo Cognitivo e Educativo: aborda as profundas modificações da função cognitiva, o notável desenvolvimento da capacidade intelectual quando não houve entraves, com as múltiplas aprendizagens sociais que autoriza. 14

15 Além das classificações teóricas, é importante destacar o conceito sobre adolescência para Organização Mundial de Saúde OMS que, cronologicamente, a define como o período compreendido entre dez e dezenove anos. Período em que ocorrem mudanças físicas e emocionais, propício para o desenvolvimento de crises e conflitos entre as gerações que compreendem a família na qual o adolescente está inserido. Já para o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, artigo 2º, Lei Nº 8.069/90, adolescente é a pessoa que se encontra entre doze e dezoito anos de idade (BRASIL, 1990). Não há consenso quanto à duração, a OMS e o ECA divergem quanto a idade inicial e final da adolescência, porém compreendem basicamente o mesmo período que inicia com a puberdade. A puberdade, que marca o inicio da vida reprodutiva nos humanos, apresenta-se pelas transformações fisiológicas corporais e psicológicas da adolescência. A puberdade é resultado da ação hormonal que desencadeia o processo puberal (OSÓRIO, 1989, p. 11). As modificações corporais que ocorrem se dão, principalmente, a partir do desenvolvimento das gônadas, ou seja, dos testículos nos meninos e dos ovários nas meninas. É esse amadurecimento das células germinativas masculinas e femininas que possibilita o surgimento de dois eventos que corroboram ao advento da puberdade: a menarca ou primeira menstruação, na menina, e a primeira ejaculação ou emissão de esperma no menino, indícios exteriores da capacitação biológica para as funções de procriação. Isto dar-se-ia por volta dos 12 aos 15 anos, em termos médios. Nem sempre o início da adolescência coincide com o da puberdade; tanto pode precedê-la como sucedê-la. E se o advento da puberdade tem a assinalá-lo evidências físicas bem definidas, o mesmo não ocorre com a adolescência. (OSÓRIO, 1989, p. 11). 15

16 Outra forma de conceber este período é através de uma análise sociológica da juventude que costuma ser trabalhada como o período compreendido entre as funções sociais da infância e as funções sociais do homem adulto. (GROPPO, 2000). Levando-se em conta outros aspectos do uso cotidiano, a relação entre adolescência e juventude aparece como sendo fases sucessivas do desenvolvimento individual, a adolescência ainda próxima da infância, a juventude mais próxima da maturidade. (GROPPO, 2000). Rezende apud Groppo sugere o uso sociológico no plural do termo juventude, pois existem diferentes juventudes: de cada recorte sócio-cultural classe social, estrato, etnia, religião, mundo urbano, ou rural, gênero, etc. saltam subcategorias, símbolos, comportamentos, subculturas e sentimentos próprios. (GROPPO, 2000,). O autor aponta ainda que é possível definir juventude como categoria social e que essa definição faz da juventude algo mais do que uma faixa etária ou uma classe de idade, no sentido de limites etários restritos 13 a 20 anos, 17 a 25 anos, 15 a 21 anos etc. Ele diz que não existe realmente uma classe social formada, ao mesmo tempo, por todos os indivíduos de uma mesma faixa etária. Ao ser definida como categoria social, a juventude torna-se, ao mesmo tempo, uma representação sócio-cultural e uma situação social. Ou seja, é uma concepção, representação ou criação simbólica, fabricada pelos grupos sociais ou pelos próprios indivíduos tidos como jovens, para significar uma série de comportamentos e atitudes a ela atribuídos. Ao mesmo tempo, 16

17 é uma situação vivida em comum por certos indivíduos. (GROPPO, 2000, p. 7) CICLOS DE VIDA NA FAMÍLIA Enquanto instância de articulação entre o individual e o coletivo, o privado e o público, a família atualmente se coloca como aquela organização que, ao mesmo tempo em que sofre, reflete o impacto de suas transformações e constituí-se no cerne do redimensionamento individual nas suas interações com o contexto mais amplo. De fato, a família é a primeira instituição que proporciona a proteção e a socialização dos indivíduos. Independente das distintas formas e composições que a família contemporânea apresente, ela se constitui num canal de iniciação e aprendizado dos afetos e das relações sociais. Tudo o que se refere aos padrões de interação na família atual e através das gerações deve ser estudado no contexto da sociedade vigente, a do capitalismo neoliberal tendo, portanto em vista, o momento histórico e as forças coercitivas do poder social e econômico e da ordem moral, que permeiam todas as relações, tanto no público, como no privado. Desta forma, a compreensão do Ciclo Vital da Família oferece um panorama do desenvolvimento da vida familiar em suas diversas etapas, apontando as tarefas evolutivas, comumente, desempenhadas pelos membros do sistema familiar em cada uma de suas fases. (CERVENY & BERTHOUD, 1997). 17

18 Cerveny e Berthoud descrevem quatro fases, não rigidamente circunscritas, do ciclo vital, haja vista que estas não podem ser rigidamente determinadas. Às vezes, existem sobreposições e uma fase avança sobre a outra. São elas: fase de aquisição, fase adolescente, fase madura e fase última. Atribuem a primeira fase, a etapa do jovem casal que se forma, em que a principal preocupação é a aquisição de modo geral. Assim, os objetivos desta fase estão em encontrar um local para morar e um emprego que proporcione condições de sobrevivência. Fazem parte desta etapa, os filhos pequenos, bem como a busca por creche, escola e outras relacionadas ao cuidado com os filhos. A aquisição de um modelo de família próprio começa nesta fase, entre os modelos adquiridos em suas famílias de origem e aqueles que vão adotar na nova união. A fase adolescente é determinada pela entrada dos filhos na adolescência. È uma fase que afeta intensamente a família que se torna também um pouco adolescente no sentido das mudanças que estão ocorrendo. Fase em que os adolescentes questionam os valores, as regras familiares e preocupam-se com o futuro, enquanto os pais estão no momento de questionamento profissional, fazendo reformulações de vida e também pensando no seu futuro. Na fase madura, que segundo as autoras, pode ser a mais difícil do ciclo vital das famílias, está o momento em que o casal tem duas ou mais gerações necessitando de apoio e atenção. Os pais estão envelhecendo e o casal tem que despender cuidados emocionais e financeiros à geração mais velha e, ao mesmo tempo, os filhos estão formando suas famílias e, muitas 18

19 vezes, necessitam a ajuda dos pais para o cuidado com os seus próprios filhos. É o início das perdas e da elaboração dos lutos pelas gerações mais velhas e da segurança que estas podiam gerar; em contrapartida é o momento de ajuda econômica aos filhos que têm dificuldades em entrar no mercado de trabalho e conduzir suas próprias famílias. A quarta e última etapa, a fase última, depende muito de como foram vividas as fases anteriores e geralmente coincidem com a aposentadoria e com o retorno a uma vida a dois, sem a intermediação dos filhos. Carter e McGoldrick (1995) possuem outra divisão para as fases do ciclo vital, ligeiramente diferente das apontadas pelas autoras acima. Para Carter e McGloldrick, o ciclo de vida é dividido em seis estágios: saída de casa pelos jovens solteiros, caracterizada pela diferenciação do eu em relação à família de origem, desenvolvimento de relacionamento íntimo com outro jovem e estabelecimento da relação com o trabalho e, em conseqüência, a independência financeira. O segundo estágio é o da união de famílias no casamento, cujo símbolo é a formação do sistema marital e o realinhamento dos relacionamentos com as famílias ampliadas e com os amigos para incluir o cônjuge. Em seguida, está a família com filhos pequenos, representada pelo ajustamento do sistema conjugal para criar espaço para os filhos, união em torno das tarefas domésticas, financeiras e de educação dos filhos e realinhamento dos relacionamentos com a família ampliada para incluir os papéis de pais e avós. 19

20 O quinto estágio é o lançamento dos filhos para fora do sistema familiar que se caracteriza pela renegociação do sistema conjugal como díade, desenvolvimento de relacionamento adulto com os filhos, realinhamento dos relacionamentos para incluir parentes por afinidades e netos e lidar com a incapacidade e morte dos pais. A última fase é a do estágio tardio de vida onde o casal mantém o funcionamento e os interesses em face do declínio fisiológico, apóia o papel mais central da geração do meio, abre espaço no sistema para a sabedoria e experiência dos idosos, apoiando a geração mais velha sem superfuncionar por ela e lida com a perda do cônjuge e outros entes próximos, preparando-se para própria morte. È importante destacar que, embora do ponto de vista cronológico o ciclo de vida siga uma seqüência padrão e universal, existe uma outra ótica que é a da estrutura social que modifica a visão do ciclo vital conforme a estrutura e modelo de sociedade em que se desenvolve. Tomando a adolescência como exemplo, há similitudes quanto as transformações físicas, porém as diferenças sócio-econômicas e culturais imprimem diferentes expectativas de papéis para a adolescência. Assim, neste trabalho será mais bem destacada, a fase de aquisição em que as adolescentes gestantes podem ser enquadradas e a fase da família adolescente em que as famílias de origem destas se encontram. 20

21 1.2.1 Fase de Aquisição Em decorrência de fatores como idade, maturidade, experiências anteriores, redes de apoio social e familiar, entre outros fatores, as famílias recém formadas vivenciam de maneiras bastante diferentes a fase de aquisição. Considera-se, deste modo, que as adolescentes grávidas que se unem ao parceiro e continuam a estudar e a morar com os pais estão na fase de aquisição. Casais de adolescente que permanecem no seio da família de origem têm a difícil tarefa de adquirir espaço próprio para a relação conjugal, no emaranhado das relações já existentes no sistema, que é extremamente conhecido e familiar a um dos cônjuges e estranho ao outro, além de definirem e se investirem dos papéis e funções de marido, esposa, pai e mãe. Muitas aquisições precisam ser feitas simultaneamente, o que muitas vezes pressiona, e muito, tanto o sistema já estabelecido, que tem que se reorganizar e adaptar à entrada de novos membros, como o sistema familiar que quer se iniciar, que necessita se definir e adquirir um status próprio. (CERVENY & BERTHOUD, 1997, p. 51). Formar um casal e constituir uma nova família é uma das possibilidades que o indivíduo tem de construir vínculos duradouros em um processo que implique a construção gradual que propicie apego e cumplicidade e também independência e autonomia emocional. Neste sentido, união entre parceiros muito jovens, que normalmente se casam por pressões sociais como, por exemplo, em função de uma gravidez inesperada, podem ser consideradas como fatores de risco para a estruturação emocional de um novo casal. (CERVANY & BERTHOUD, 1997). Para as autoras, o casamento muitas vezes, é buscado não como uma opção de vida ou forma de relação, mas sim como forma de 21

22 compensação por uma adolescência e/ou infância ruins, o que se constitui em outro fator de risco para a nova família que irá se formar. (CERVANY & BERTHOUD, 1997, p. 59). Não é incomum encontrar relatos que demonstram tal análise, como por exemplo, gestantes adolescentes e seus companheiros que se unem em função da gravidez inesperada. A mudança se dá assim que há confirmação da gravidez, momento que o casal resolve iniciar uma nova família. O relacionamento se configura em função da gravidez não planejada e não apenas pelo desejo de união. Ainda, é importante sinalizar que, inicialmente, muitas gravidezes são rejeitadas pelos familiares e/ou pelo próprio casal, fator propiciador de risco para o jovem enlaçamento e para o bebê que está para nascer. Segundo Mioto, as discussões sobre suporte social e familiar têm aumentado na literatura sobre a questão, e a família tem sido cada vez mais citada como fator importante e decisivo no processo da maternidade adolescente. Ainda, cita que estes suportes são considerados fatores cruciais para o encaminhamento das ações de saúde relacionados aos adolescentes nos serviços de saúde. (MIOTO, 2005). A fase de mudança, na qual forma-se o novo casal se configura como uma nova família pelo nascimento de seu primeiro filho, pode se conformar como uma crise ou como uma transição, e em cada família essa fase terá um significado particular. Em famílias que possuem dificuldade de encontrar equilíbrio entre as pressões externas e internas impostas pela condição de parentalidade e, nas que os pais desejam e precisam trabalhar, mas encontram dificuldades em contar com redes de apoio sócio-familiar para 22

23 auxílio no cuidado com seus filhos enquanto estão trabalhando, a transição desta fase é ainda mais conturbada. Segundo as autoras acima mencionadas, Assumir a parentalidade exige uma entrada definitiva no mundo adulto e um abandono de muitas características possíveis ao adolescente e ao adolescente-jovem-adulto (...) é sem dúvida, uma fase de crescimento propriamente dita pela qual passam as crianças em desenvolvimento. Num certo sentido, todo o sistema familiar está crescendo junto, adquirindo continuamente novas capacidades e novas formas de se vincular e se comunicar entre si. (CERVANY & BERTHOUD, 1997, p. 72). A partir deste olhar, pode-se entender a complexidade da gravidez na adolescência, que além de enfrentar as modificações estruturais e emocionais de uma nova etapa de vida introduzida por um filho, ainda está enfrentando as modificações biológicas, emocionais e sociais próprias da adolescência. Além disso, enfrenta as implicações sócio-econômicas de sua formação educacional, muitas vezes interrompida, pouca ou nenhuma autonomia financeira e emocional necessárias para o cuidado do filho e a monoparentalidade pela ausência do pai de seu bebê Fase Adolescente Ao mesmo tempo em que a adolescente grávida está entrando na fase de aquisição, sua família encontra-se na fase da família adolescente, justamente por possuir entre seus membros a filha adolescente que agora está grávida. 23

24 Carter e McGoldrick (1995), falam que os desafios experimentados pela família nesta fase tornam-se difíceis por causa da ausência de rituais que demarquem o período e o definam de forma clara, para o jovem e para sua família, a duração da adolescência. O término desta etapa de vida modifica-se em cada indivíduo e em cada grupo social. É o momento em que os adolescentes começam a estabelecer seus próprios relacionamentos independentes com a família ampliada, e são necessários ajustes específicos entre os membros da família para permitir e estimular esses novos padrões. Segundo Cerveny e Berthoud (1997), as mudanças físicas e sexuais têm um efeito dramático sobre a maneira pela qual os adolescentes se avaliam e pela maneira como são percebidos pelos outros. Os pais preocupam-se, em relação ao menino, com a possibilidade de que seus interesses sexuais atrapalhem os estudos e prejudiquem o futuro do filho. Já, em relação às meninas, os pais têm a preocupação de um possível abuso sexual, estupro e gravidez na adolescência. Ainda conforme apontamentos das autoras (...) não raro, uma adolescente engravida, contrariando a pseudoliberdade creditada aos anticoncepcionais, gerando conflitos que variam entre a culpa do onde foi que eu errei à indignação de ver uma história repetir-se. O marco diferencial entre as gerações cria apoio ao nascimento da criança, que muitas vezes será educada pelos avós, para que a adolescente conclua seus estudos e seu crescimento pessoal. Nas famílias rígidas, tentativas de aborto, evitando quebrar uma promessa não confessada de obediência aos padrões de cobrança, ameaçam então, com freqüência, a vida íntima e a realização afetivo-sexual das futuras garotas. (CERVANY & BERTHOUD, 1997, p. 92). 24

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