UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPTº DE ENGENHARIA AMBIENTAL - DEA

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPTº DE ENGENHARIA AMBIENTAL - DEA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GERENCIAMENTO E TECNOLOGIAS AMBIENTAIS NO PROCESSO PRODUTIVO ÊNFASE EM PRODUÇÃO LIMPA LIANA DUARTE GULBERG PLANO DE MANEJO DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DAS ILHAS DE TINHARÉ E BOIPEBA - ESTUDO DE CASO SALVADOR 2008

2 LIANA DUARTE GULBERG PLANO DE MANEJO DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DAS ILHAS DE TINHARÉ E BOIPEBA - ESTUDO DE CASO Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo, Universidade Federal da Bahia. Orientadora: Professora Dra. Josanídia Santana Lima Salvador - Bahia 2008 ii

3 SUMÁRIO RESUMO...iv LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS...v LISTA DE FOTOGRAFIAS...vi 1. INTRODUÇÃO UNIDADES DE CONSERVAÇÃO ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL PLANO DE MANEJO DE APAs Diagnóstico Sócio-ambiental Zoneamento Ecológico Econômico Plano de Gestão Ambiental PLANO DE MANEJO DA APA DAS ILHAS DE TINHARÉ E BOIPEBA Características gerais da APA Criação da APA Plano de Manejo Caracterização do Meio Físico Caracterização do Meio Biótico Caracterização do Meio Antrópico Diagnóstico Ambiental Zoneamento Ecológico e Econômico Plano de Gestão da APA ANÁLISE DA SITUAÇÃO AMBIENTAL DA APA Turismo Uso e Ocupação do Solo Resíduos Sólidos Desmatamento Pesca Água/Esgoto Fiscalização Ambiental CONSELHO GESTOR CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...42 iii

4 RESUMO O trabalho foi estruturado em duas partes. Inicialmente, foram apresentadas definições de diferentes conceitos como Unidades de Conservação, Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Plano de Manejo, e as etapas de sua elaboração e seus diferentes componentes. Na segunda parte do trabalho foi realizada uma análise crítica do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental das Ilhas de Tinharé e Boipeba, aprovado em Para tanto, inicialmente foi apresentada a caracterização da área em estudo e as razões que justificaram a criação desta unidade de conservação pelo poder público. A seguir foi feita a descrição do processo de elaboração do Plano de Manejo, apresentando a metodologia utilizada, e um resumo do Zoneamento Ecológico e Econômico e do Plano de Gestão. Com base no diagnóstico sócio-ambiental do Plano de Manejo, foram descritos, por temas, os principais conflitos ambientais da APA na época em que este foi elaborado, comparando com a situação atual, obtida através de levantamento de informações em visitas à região e consultas a trabalhos técnicos recentes. Foi realizada uma análise das mudanças ocorridas na área ao longo dos últimos anos, bem como a influência do Plano de Manejo neste processo. iv

5 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AMAGA - Associação dos moradores de Garapuá APA - Área de Proteção Ambiental APP - Área de Proteção Permanente BID Banco Interamericano de Desenvolvimento 2005 CEPRAM Conselho Estadual do Meio ambiente CONDER Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia CRA Centro de recursos Ambientais CPRM Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais DUC Diretoria de Gestão de Unidades de Conservação IBAMA Instituto brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos IMA - Instituto do Meio Ambiente MMA Ministério do Meio Ambiente ONGs Organização Não Governamental RL - Reservas Legais RPPN Reserva Particular do Patrimônio natural SEMA Secretaria do Meio Ambiente SEMARH-Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos SNUC Sistema Nacional do Meio Ambiente SEPLANTEC Secretaria de planejamento Ciência e Tecnologia UC Unidade de Conservação ZAG - Zona Agrícola ZEA - Zona Extrativa Animal ZEE Zoneamento Ecológico Econômico ZEP I - Zona de Expansão I ZEP II - Zona de Expansão II ZEV - Zona Extrativa Vegetal ZME - Zona de Manejo Especial ZOM-Zona de Orla Marítima ZOR - Zona de Ocupação Rarefeita ZPR-Zona de Proteção Rigorosa ZPV-Zona de Proteção Visual ZPVS - Zona de Proteção da Vida Silvestre v

6 ZPVE - Zona de Proteção Visual Especial ZRA - Zona de Recuperação Ambiental ZT - Zona Turística ZTE - Zona Turística Especial ZUC - Zona de Urbanização Controlada ZUR - Zona de Urbanização Restrita vi

7 LISTA DE FIGURAS Figura da capa - Coqueiral de Boipeba Figura 1 - Localização da APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba Figura 2 - Mapa das Ilhas de Tinharé, Boipeba e Cairú. Figura 3 - Gamboa ocupação em área de orla Figura 4 - Ocupação desordenada na 1 praia de Morro de São Paulo Figura 5 - Erosão e ocupação desordenada em Morro de São Paulo Figura 6 - Exploração de areia em Boipeba Figura 7 - Erosão entre Morro e Gamboa Figura 8 - Lixão na Ilha de Tinharé Figura 9 - Exploração de madeira em Boipeba Figura 10 - Exploração de madeira em Boipeba Figura 11 - Estrelas do mar para comercialização vii

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9 1. INTRODUÇÃO A idéia de desenvolver esta monografia sobre o tema Plano de Manejo de APAs, surgiu a partir de alguns questionamentos que tenho feito durante os anos que atuei como técnica da área ambiental na esfera institucional, inicialmente no Centro de Recursos Ambientais (CRA), atual Instituto do Meio Ambiente (IMA), em seguida no Ministério do Meio Ambiente (MMA) e atualmente na Secretaria de Meio Ambiente (SEMA). Nestes anos trabalhando com gestão de unidades de conservação, e em especial com APAs, tenho constatado as dificuldades enfrentadas, tanto pelos órgãos ambientais, como pela sociedade civil, para que os planos de manejo das APAs possam servir como instrumento efetivo para auxiliar na gestão desta categoria de unidade de conservação no Brasil. O fato da elaboração dos Planos de Manejo ser um processo muito dispendioso financeiramente, além de demandar muito esforço e tempo, dificulta a sua concepção otimizada. Mesmo quando os órgãos ambientais conseguem produzi-los, muitas vezes após a sua aprovação legal, os documentos são esquecidos nas gavetas dos órgãos responsáveis pela gestão ambiental da área. Paralelamente o processo de ocupação da APA, o uso dos seus recursos naturais e a destruição dos seus ecossistemas ocorre à revelia, sem considerar as normas e diretrizes existentes no plano. Existem na literatura poucos estudos que avaliam a eficácia dos planos de manejo das APAs, como instrumento de gestão, no Brasil, Este fato dificulta a construção de uma visão crítica sobre a forma como estes documentos são elaborados, bem como uma avaliação do quanto eles realmente são utilizados para normatizar, ou mesmo orientar, o processo de ocupação das APAs no nosso país. A fim de colaborar no preenchimento da lacuna acima, este trabalho teve como objetivo analisar a influência do Plano de Manejo da APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba no processo de gestão desta unidade de conservação. Para tanto, foi feita uma avaliação dos principais conflitos ambientas da APA na época em que o Plano de Manejo foi aprovado, em 1998, comparando com realidade atual. Foi observando até que ponto o Plano contribuiu para a diminuição destes problemas. O trabalho também 1

10 buscou analisar e discutir as possíveis falhas no modelo do Plano de Manejo da APA, que dificultaram a sua efetividade como instrumento de gestão da unidade. Finalmente, foram feitas sugestões de ações a fim de que o plano venha ser mais respeitado. Visando facilitar a compreensão da avaliação do Plano de Manejo da APA, o trabalho abordou a definição de alguns conceitos, os quais serão descritos a seguir. 2. UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Na busca por proteger e gerenciar elementos significativos dos ecossistemas, no Brasil, o Poder Público utiliza como política ambiental a criação de Áreas Protegidas ou Unidades de Conservação com diferentes extensões e graus de utilização. Esses territórios passam a ser controlados pelo Poder Público segundo categorias de manejo, determinadas em função do nível de proteção que se espera para cada uma destas áreas (MOTTA, 2005). Segundo Côrte (1997), o termo Unidade de Conservação é definido como um espaço territorial delimitado e seus componentes, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, para a proteção da natureza, com objetivos e limites definidos, sob regime de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. As unidades de conservação podem ser criadas pelos governos federal, estadual ou municipal. No ano de 2000 foi criada a Lei n que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza SNUC, através do qual houve uma uniformização e definição de critérios para o estabelecimento e gestão das unidades de conservação, viabilizando assim, uma maior proteção dos biomas brasileiros (IBAMA, 2001). Em conformidade com o SNUC, as Unidades de Conservação (UCs) dividem-se em dois grupos com características específicas: Unidades de Proteção Integral e as Unidades de Uso Sustentável. O objetivo básico das UCs Proteção Integral é preservar a natureza, sendo proibida a ocupação para fins de exploração direta dos recursos naturais, e permitidas atividades educativas, recreativas e turísticas e aquelas relacionadas à pesquisa científica. As UCs de Uso Sustentável tem como objetivo 2

11 compatibilizar a conservação da natureza, protegendo sua biodiversidade com o uso sustentável de parte dos seus recursos naturais, em quantidades ou com uma intensidade compatíveis com sua capacidade de renovação. Entre as modalidades de UCs que fazem parte desta categoria estão as APAs (BRASIL, 2000). 3. ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL As APAs são uma categoria de unidade de conservação criada no Brasil em 1981, que têm como principal característica o fato de buscar conciliar o desenvolvimento da área com a sua proteção ambiental. As terras permanecem sob o domínio particular, mas estão sujeitas, a restrições de uso do solo e dos recursos naturais, de acordo com os objetivos de proteção da área, através de ações de planejamento e gestão ambiental. Segundo CÔRTE (1997), esta peculiaridade das APAs introduz um caráter de complexidade à sua gestão, uma vez que é necessário buscar práticas de sustentabilidade, que promovam a convivência harmônica do ser humano e seus sistemas produtivos com o meio ambiente. O SNUC adota o seguinte conceito para as APAs: São áreas em geral extensas, compostas por propriedades públicas e/ou privadas, com certo grau de ocupação humana, dotadas de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais, especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais" (IBAMA, 2001). Uma das dificuldades de viabilizar as APAs ou torná-las efetivas é o excesso de restrições impostas pela legislação ambiental a uma propriedade particular, o que acaba por prejudicar as tentativas de busca do equilíbrio entre os objetivos sócioeconômicos e os ecológicos (CÔRTE, 1997). A autora enfatiza a necessidade de estabelecer processos de gestão de caráter participativo, compartilhado entre os vários órgãos governamentais envolvidos, o setor privado e a sociedade civil. Ela sugere que a gestão das APAs, devido à sua característica de estabelecer ações de conservação ambiental e não apenas de preservação, não deve ser fundamentada em ações de controle e fiscalização, mas sim deve priorizar a mediação de conflitos entre uso do 3

12 solo e a proteção dos recursos naturais, através da adoção de regimes consensuais de gestão. Devido às dificuldades dos órgãos ambientais brasileiros em obterem recursos financeiros, para a desapropriação de terras particulares, visando a criação de Unidades de Conservação de Proteção Integral, a APA torna-se uma peça fundamental dentre os instrumentos de proteção ambiental no nosso país. A APA é uma categoria de UC que apresenta ainda outras vantagens, dentre as quais vale destacar a possibilidade do exercício da gestão compartilhada entre estado, municípios e entidades da sociedade civil, como as organizações não governamentais, a iniciativa privada, instituições de ensino e fóruns regionais, como Comitês de Bacias, Consórcios Municipais e outros. Alguns autores consideram a APA como a categoria de UC que melhor se adequa à constituição dos corredores ecológicos e ao estabelecimento das Zonas de Amortecimento para as UCs de proteção integral, como previsto na Lei do SNUC. O fato das Áreas de Preservação Permanente (APPs), como por exemplo, as margens de cursos de água, áreas com declividades de mais de 45, topos de morros, áreas de manguezais, floresta ombrófila densa, etc., estarem protegidas pela legislação ambiental, introduz o conceito da função social da propriedade, ou seja, o Estado tem o direito e o dever de impor normas restritivas ao uso dos recursos naturais, em prol dos interesses da coletividade ( Da SILVA, 2006). A função social impõe, portanto, ao proprietário de terras a preservação do meio ambiente, nos moldes estabelecidos em lei, limitando inclusive o exercício do direito de propriedade dos mesmos. 4. PLANO DE MANEJO DE APAS Uma das ferramentas utilizadas para facilitar a gestão das APAs é a elaboração do seu Plano de Manejo. Os roteiros metodológicos para a elaboração destes Planos orientam que os mesmos devem contemplar o diagnostico sócio ambiental, o zoneamento ecológico econômico, com suas diretrizes e normas para o uso e ocupação do solo, e o programa de gestão, com as ações a serem implementadas, a curto, médio e longo prazos, para a mesma. 4

13 O Plano de Manejo é um instrumento muito importante na implementação de uma APA e por isso mesmo deve ser elaborado com a participação da população que reside no seu território, a qual precisa entender as limitações necessárias ao uso e ocupação da área, para garantir a conservação dos atributos naturais da unidade de conservação. A participação dos diferentes atores sociais envolvidos na gestão da APA é fundamental, pois a imposição de limites à liberdade de ação em propriedades privadas, naturalmente levará a conflitos e à necessidade de se buscar soluções (TORRES & MESQUITA, 2002). No processo de elaboração do Plano de Manejo, cabe ao Estado, além do estabelecimento das diretrizes e restrições à ocupação da APA, a definição de Programas de Ação que considerem novas alternativas sócio-econômicas ou a introdução de novas técnicas para as atividades já existentes, visando garantir a sobrevivência digna das populações residentes na área. Segundo CÔRTE (1997), no processo de planejamento e gestão das APAs tem ocorrido uma série de dificuldades, que resultam em retardamento na obtenção dos objetivos de proteção. Muitas vezes, em decorrência desta morosidade do processo, os resultados podem ser inversos aos esperados, ou seja, enquanto o efetivo planejamento e a eficiente gestão da APA não acontecem na prática, a demanda por novos espaços sociais e de produção, aliada aos interesses econômicos continuam a exercer pressão sobre os espaços protegidos por lei, levando a situações de conflito entre os objetivos econômicos e ambientais. O que ocorre, muitas vezes, é que apesar dos trabalhos produzidos no Brasil serem bons tecnicamente, as instituições administrativas das UCs nem sempre contam com pessoal qualificado e recursos financeiros suficientes, para colocar em pratica as ações de gestão, monitoramento e fiscalização. A seguir serão descritas as principais etapas para a elaboração dos Planos de Manejo de APAs, bem como seus componentes. 4.1 Diagnóstico Sócio-ambiental O Diagnóstico Sócio-ambiental apresenta a situação atual da APA, através de estudos do meio físico, biótico e antrópico, realizados por uma equipe multidisciplinar. Na 5

14 elaboração do diagnóstico devem ser seguidas as seguintes etapas: levantamento de fotografias e mapas; pesquisa bibliografia relacionada ao objeto de estudo; estudo e análise da legislação ambiental e arranjo institucional vigente. Os agentes públicos e privados, com interesses da área devem ser envolvidos, sendo fundamental que seja realizado o levantamento dos planos e projetos previstos para a região em todas as esferas de governo bem como dos segmentos do setor privado (MOTTA, 2005). Iniciativas de Organizações não Governamentais (ONGs), associações de moradores e outras representações da sociedade civil atuantes na área também serão consideradas. 4.2 Zoneamento Ecológico Econômico O Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) das APAs é um dos instrumentos de extrema importância no processo de gestão desta categoria de Unidade de Conservação. Através dele se estabelece a ordenação do território da APA, e as normas de ocupação e uso do solo e dos recursos naturais. O zoneamento atua organizando o espaço da unidade em áreas com graus diferenciados de proteção, e sobre as quais deve ser aplicado conteúdo normativo específico. O ZEE tem como pressuposto um cenário de desenvolvimento futuro, formulado a partir das peculiaridades ambientais da região, em sua interação com processos sociais, culturais, econômicos e políticos (WEGNER, 2000). A implantação do zoneamento, buscando impedir a degradação ambiental da área, é um processo mais complicado do que nas unidades de conservação de uso indireto, onde o governo é proprietário das terras. As principais dificuldades de aplicação do zoneamento se referem à não aceitação dos seus princípios, por parte da população moradora ou usuária da APA. Isto leva a atitudes de desrespeito e descumprimento do zoneamento, pois os interesses pessoais e econômicos tendem a superar os interesses de proteção. Estas dificuldades apontam para a necessidade da população participar das discussões de elaboração do ZEE, a fim de se chegar a um consenso comum (CÔRTE, 1997). 6

15 Existem questionamentos sobre a real efetividade do zoneamento como instrumento normativo sobre o uso do solo em APAs. O zoneamento é um instrumento de alto custo financeiro, comparativamente ao montante de dinheiro destinado à gestão da unidade. Caso o zoneamento esteja desatualizado, ou seja, de não ter acompanhado a dinâmica de crescimento e desenvolvimento da região, torna-se um elemento complicador, pois, queira ou não, ele é o instrumento que normatiza a ocupação da área. Segundo SCHUBART (1992), não adianta elaborar, a qualquer custo, um zoneamento de alta qualidade técnica, se não existe o apoio político para implementá-lo e uma equipe técnica capaz de não só fazê-lo cumprir, mas também de atualizar os estudos e revisões quando se fizerem necessários. É preciso que se tenha em mente que o zoneamento não é um processo estanque, deve ser flexível e modificado de acordo com os novos conhecimentos que vão sendo adquiridos ao longo dos anos. Como qualquer instrumento de planejamento, o zoneamento ecológico-econômico é um processo dinâmico. Não se trata de congelar o conhecimento em mapas definitivos, que limitem quaisquer oportunidades futuras de desenvolvimento. 4.3 Plano de Gestão Ambiental O Plano de Gestão Ambiental tem como objetivo estabelecer diretrizes e orientar programas, projetos e ações que venham a ser executadas pelos diferentes segmentos da sociedade e instituições que atuam de forma direta ou indireta na APA. É um instrumento que se baseia nos princípios de planejamento participativo, com responsabilidades compartilhadas, devendo ser detalhado através de planos operativos ou outros instrumentos de planejamento que definam as atuações específicas de cada um dos participantes da gestão da unidade de conservação (MORI, 1998). Para viabilizar a participação da sociedade no processo de gestão é necessária a instituição de um órgão, com a função de conduzir a gestão da APA. Na literatura analisada aparecem os termos Comitê de Gestão e Conselho Gestor, para definir a mesma organização. Este comitê é formado por representantes dos agentes públicos, privados e da sociedade civil atuantes na região, que coordenam e executam a implementação das ações contidas no plano de gestão da APA. (IBAMA, 1996). 7

16 5. PLANO DE MANEJO DA APA DAS ILHAS DE TINHARÉ E BOIPEBA 5.1 Características gerais da APA A APA das ilhas de Tinharé e Boipeba está situada no litoral do baixo sul da Bahia no município insular de Cairú, cuja sede se encontra na ilha de Cairú, que não faz parte da área da APA (figura 1). Figura 1 - Localização da APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba Este arquipélago e delimitado pela desembocadura do Rio dos Patos e o Canal de Taperoá, estando compreendida entre os paralelos e S e os meridianos e W. A APA possui uma área de ha e engloba as ilhas de Tinharé e Boipeba, além de inúmeras ilhas menores, entre as quais as ilhas da Aranha, Coroinha, Matinha, Papagaio e Manguinhos. Os distritos que compõem as ilhas da APA são: Galeão e Gamboa, na Ilha de Tinharé, e Velha Boipeba, na Ilha de Boipeba. Além das sedes distritais, destacam-se na APA vilas como Morro de São Paulo, Garapuá, Cova da Onça, Moreré e Canavieiras (figura 2). 8

17 Figura 2 Mapa das Ilhas de Tinharé, Boipeba e Cairú. A área da APA apresenta um grande ecossistema estuarino, que envolve suas ilhas, formado por pequenos canais e ilhotas de morros, barras e recifes, assentados em depósitos costeiros compostos por arenitos, areias e mangues, canais e braços de mar, entrecortados por ilhéus e inúmeras micro-bacias hidrográficas, compondo um ecossistema típico do litoral brasileiro. A região apresenta manguezais de grande potencial pesqueiro, associado a importantes remanescentes da Mata atlântica e rios navegáveis, formando um complexo que abriga muitas espécies da fauna e da flora (BAHIA, 1998). A renda da população local é fundamentada no turismo e na pesca de peixes e camarão, além da mariscagem, da cultura do coco, da piaçava e do dendê. Algumas 9

18 famílias ainda vivem exclusivamente da agricultura de subsistência. Locais como Morro de São Paulo, Boipeba, Gamboa e Garapuá, e suas praias paradisíacas, que são as grandes atrações da região, sofrem com a grande demanda turística, por estarem em área de fácil acesso, via fluvial ou marítima. 5.2 Criação da APA A Área de Proteção Ambiental Estadual das Ilhas de Tinharé e Boipeba foi criada em 05/06/1992, através do Decreto Estadual n 1240 e segundo BAHIA (1998), sua implantação teve como principais objetivos: Estimular o desenvolvimento regional; Ordenar as atividades econômicas de turismo ecológico, sociais e humanas, observando as diretrizes que orientam o desenvolvimento sustentado; Incentivar o uso sustentável dos recursos naturais; Criar mecanismos visando reverter o processo acelerado de descaracterização ambiental dos povoados das ilhas; Preservar os manguezais, os recursos naturais das áreas de restinga e de remanescentes de Mata Atlântica, bem como o relevante patrimônio histórico/ecológico; Incentivar ações de educação ambiental para desenvolver a consciência ecológica nas gerações atuais e futuras; Proteger paisagens, belezas cênicas e os recursos hídricos; Propiciar recreação e lazer O primeiro documento elaborado para atingir tais objetivos foi o Plano de Manejo da APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba, aprovado através da Resolução CEPRAM nº de 19 de junho de 1998, buscando garantir o desenvolvimento harmônico e disciplinado dos povoados e vilas, a exemplo do Morro de São Paulo, Gamboa, Garapuá e Velha Boipeba, contribuindo para controlar o processo acelerado de descaracterização ambiental que vem ocorrendo na APA. 10

19 Atualmente a APA é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente do Governo da Bahia (SEMA), antiga Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), através da Diretoria de Gestão de Unidades de Conservação (DUC). Em vista das alterações sofridas na região desde a elaboração do Plano de Manejo, no ano de 2007, foi realizada a revisão e atualização do zoneamento ecológico econômico do referido Plano, com financiamento do Projeto Corredores Ecológicos, coordenado pela SEMA. Apesar da aprovação do seu Plano de Manejo, a APA continua sofrendo as conseqüências do aumento acelerado do turismo de massa na região. Locais como Morro de São Paulo, Boipeba, Gamboa, Garapuá e Moreré, estão passando por um processo de expansão urbana que muitas vezes não respeita as diretrizes de ocupação determinadas pelo plano. A pressão para a instalação de complexos turísticos, como resorts e condomínios privativos, muitas vezes em locais não permitidos pelas normas do plano, tornou-se um problema muito grave, que precisa ser avaliado e controlado (MMA, 2004) Plano de Manejo A elaboração do Plano de Manejo da APA de Tinharé e Boipeba ficou a cargo da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER), através de um convênio com o CRA, atual IMA, firmado em outubro de 1992, constando das seguintes etapas: Relatórios e cartas temáticas; Diagnóstico ambiental; Zoneamento ecológico econômico; Plano de gestão. A metodologia se baseou nos estudos específicos dos meios físico, biótico e antrópico, organizados em mapas temáticos básicos, resultando no Diagnóstico Ambiental da APA. 11

20 5.3.1 Caracterização do Meio Físico Os estudos do meio físico foram realizados pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e tiveram como objetivo obter o conhecimento aprimorado do espaço físico da APA e áreas do entorno, em termos de vulnerabilidade, a fim de determinar sua tolerância às intervenções antrópicas, além de analisar os processos geológicos atuantes na região. Para a realização dos levantamentos propostos, foram utilizadas bases cartográficas e imagens de sensores remotos. Paralelamente, foi realizado o levantamento, análise, avaliação e integração de dados bibliográficos da área, através de relatórios e artigos técnicos. Foram feitos reconhecimentos de campo, incluindo levantamentos geológicos, geomorfológicos, pedológicos hidrogeológicos, climatológicos e hidrológicos, objetivando a identificação das características físicas da área da APA, além de serem avaliados os processos ativos naturais na região, bem como a vulnerabilidade dos aqüíferos da APA e as áreas com potencial mineral Caracterização do Meio Biótico O meio biótico foi estudado por uma equipe de consultores a partir da análise de mapas, fotografias aéreas obtidas em sobrevôo de 1993 e imagens de satélite Landsat ML5. Foram escolhidas aleatoriamente estações piloto, as quais deram uma visão global de toda a área de influência direta e indireta da APA. Os pesquisadores realizaram trabalhos de campo, nos quais percorreram diversas trilhas existentes na área, para fazer a coleta de espécimes representantes da flora, que se encontravam em condições fenológicas para estudo, além da coleta de indivíduos para a identificação de espécies da fauna terrestre Caracterização do Meio Antrópico O diagnóstico do meio antrópico foi elaborado pelas equipes técnicas da CONDER e CRA. Os profissionais realizaram levantamentos na Prefeitura de Cairú, aplicação de questionários e entrevistas com lideranças e representantes das populações locais, produtores rurais e empresários do setor de serviços e turismo. Foram utilizadas as 12

21 informações obtidas da observação direta durante visitas técnicas, alem de fotografias, consulta a bibliografia específica e informações complementares de órgãos públicos (BAHIA, 1998) Diagnóstico Ambiental O diagnóstico ambiental propiciou o conhecimento da área, apontando seus recursos naturais, fragilidades e potencialidades. Segundo o Plano de Manejo foram identificados os ambientes mais conservados, os conflitos presentes na área e os que interferiam nas atividades produtivas, bem como as principais áreas de risco ambiental e os recursos naturais e histórico/culturais que estavam se perdendo. A partir daí foi possível elaborar uma proposta de uso e ocupação do solo, através do zoneamento ecológico econômico da APA Zoneamento Ecológico e Econômico Conforme consta no Plano de Manejo, a metodologia para definição do Zoneamento e suas diretrizes e normas de ocupação foi a seguinte: Cruzamento das informações dos mapas temáticos; Avaliação dos diversos ecossistemas que compõem a APA, em função da suas fragilidades e diversidades; Síntese do diagnóstico ambiental; Definição das zonas; Delineamento de diretrizes e normas. As zonas foram classificadas em 4 categorias: preservação, conservação, uso e conflito ambiental, utilizando a metodologia de classificação por múltiplos critérios, denominada Combinação Linear Ponderada, método também utilizado nas Avaliações de Impacto Ambiental AIA. Neste método são criados indicadores de fragilidade, como declividade, existência de corpos hídricos, nível de conservação da vegetação, 13

22 os quais recebem valores numéricos e peso de importância, para, a partir daí, se chegar à seguinte classificação: Fragilidade Alta, Moderada, Baixa e Conflito Ambiental (BAHIA, 1998). Fragilidade Alta Categoria de Áreas de Preservação: tipo de categoria onde são mínimas as interferências humanas. Incluem-se também as áreas de reservas ecológicas e áreas de preservação permanente definidas por lei. No Plano de Manejo de Tinharé e Boipeba esta categoria é composta pelas seguintes zonas: Zona de Proteção Rigorosa (ZPR), Zona de Proteção da Vida Silvestre (ZPVS). Fragilidade Moderada Categoria de Áreas de Conservação: Essas zonas de conservação aceitam influência antrópica com baixo potencial de impacto e que sejam controladas, sendo que cada uma apresenta seus próprios usos e recomendações. No Plano de Manejo esta categoria é composta pelas seguintes zonas: Zona de Manejo Especial (ZME), Zona de Orla Marítima (ZOM), Zona de Proteção Visual (ZPV), Zona de Proteção Visual Especial (ZPVE), Zona de Ocupação Rarefeita (ZOR), Zona de Urbanização Restrita (ZUR), Zona Extrativa Vegetal (ZEV), Zona Extrativa Animal (ZEA). Fragilidade Baixa 14

23 Categoria de Áreas de Uso: submetidas à legislação ambiental e urbana, são áreas destinadas ao desenvolvimento econômico do local. Nesta categoria estão as áreas que requerem medidas de controle ambiental, por estarem sujeitas aos impactos causados pela ação humana, sem que, no entanto haja alterações substanciais na sua ação dinâmica. No Plano de Manejo esta categoria é composta pelas seguintes zonas: Zona Turística (ZT), Zona Turística Especial (ZTE), Zona de Urbanização Controlada (ZUC), Zona de Expansão I (ZEP I), Zona de Expansão II (ZEP II), Zona Agrícola (ZAG). Conflito Ambiental Categoria de Áreas de Recuperação: Engloba as áreas consideradas de conflito ambiental. Corresponde às áreas com atuação de processos erosivos decorrentes de fatores naturais e/ou da ação antrópica. No Plano de Manejo esta categoria é composta pela seguinte zona: Zona de Recuperação Ambiental (ZRA). No zoneamento proposto, para cada zona foram identificados os usos permitidos e as restrições à sua ocupação, bem como as recomendações de programas e planos a serem elaborados para elas. Estas normas foram organizadas em quadros resumos, os quais apresentavam também uma descrição e caracterização sucinta das áreas da APA, que faziam parte de cada zona Plano de Gestão da APA Na terceira parte do Plano de Manejo são definidas as propostas de programas e ações a serem desenvolvidos na APA, baseando-se nas informações contidas no diagnóstico e nas diretrizes estabelecidas no zoneamento. Esta parte do documento foi 15

1.1. Fonte: Elaborado por STCP Engenharia de Projetos Ltda., 2011.

1.1. Fonte: Elaborado por STCP Engenharia de Projetos Ltda., 2011. 1 - APRESENTAÇÃO A Área de Proteção Ambiental (APA) Serra Dona Francisca, localizada no município de Joinville/SC, com área mapeada de 40.177,71 ha, foi criada através do Decreto n 8.055 de 15 de março

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