Em trânsito com as famílias LGBT : sobre redes de suporte e proteção de adolescentes e jovens na cidade de São Paulo 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Em trânsito com as famílias LGBT : sobre redes de suporte e proteção de adolescentes e jovens na cidade de São Paulo 1"

Transcrição

1 Em trânsito com as famílias LGBT : sobre redes de suporte e proteção de adolescentes e jovens na cidade de São Paulo 1 Marcelo Perilo 2 PPGAS / IFCH / UNICAMP Bolsista FAPESP 3 Resumo: Esta apresentação advém de minha pesquisa de doutoramento por meio da qual discuto sobre mudanças nas convenções sociais sobre gênero e sexualidade no Brasil contemporâneo e transformações no entendimento da homossexualidade como um lugar social. A partir de uma etnografia em curso em São Paulo e região metropolitana, busco refletir sobre as famílias LGBT ou famílias da noite, grupos constituídos por adolescentes e jovens com condutas homo e bissexual que oferecem suporte a seus membros residentes em distintas regiões da cidade. Considerando a presença de meus interlocutores em espaços de encontro também frequentados por outros atores, sendo alguns avessos a suas condutas, as famílias emergem como oportunidade de proteção e também como possibilidade de ampliação dos trânsitos destes jovens pela cidade, sobretudo quando deslocam-se em grupo entre distintos lugares de encontro. As famílias têm ao menos um fundador, o pai, e podem também ter as mães, sendo que geralmente estes fundadores elaboram as regras ou orientações que regem a convivência de seus filhos. Há distintas famílias, algumas com dezenas, outras com centenas de integrantes, sendo também diversas as modalidades de organização e gestão das mesmas. Atenho-me à discussão sobre as redes conformadas por esses jovens e como estas interferem em seus trânsitos pelo espaço urbano; reflito sobre a relação entre pais e mães versus os genitores de meus interlocutores, como em casos em que as famílias oferecem suporte àqueles expulsos de casa após assunção da homossexualidade; e destaco também as mudanças que vêm ocorrendo em algumas famílias criadas no início da década de 2000, o que aponta para uma diversificação de seus objetivos, emergência de distintas gerações de pais e avós, bem como a articulação de alianças destes grupos junto a movimentos sociais, Estado e mercado. Palavras-chave: Família; gênero; sexualidade; juventude; mudança social Apresentação Neste texto, busco refletir sobre redes de suporte e proteção de adolescentes e jovens com condutas homo e bissexuais 4. As questões que apresento concernem à 1 Trabalho apresentado na 29ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 03 e 06 de agosto de 2014, Natal/RN 2 Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas. 3 Executo o projeto de pesquisa Sob o impacto da visibilidade: juventude, (homo)sexualidade e mudança social com orientação de Regina Facchini e bolsa de doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). 1

2 pesquisa de doutoramento que desenvolvo no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas. Nessa investigação busco colaborar para a compreensão acerca de mudanças nas convenções sociais sobre gênero e sexualidade no Brasil contemporâneo tendo em vista transformações no entendimento da homossexualidade como um lugar social 5. Em função da etnografia em curso, tenho convivido com adolescentes e jovens na cidade São Paulo a partir de alguns lugares para encontro e convivência 6. O contato com esses interlocutores possibilita uma análise sobre como novas gerações de jovens vêm experimentando em suas trajetórias de vida e em seus deslocamentos pela cidade os impactos de algumas transformações que se tornaram mais expressivas em grandes centros urbanos no Brasil a partir da década de 1990, como a crescente visibilidade da homossexualidade na esfera pública; a proposição de políticas governamentais destinadas a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais; a ascensão e especificação de um mercado voltado a tal público; e a ampliação de espaços de sociabilidade (PERILO, 2012). Em sucessivas visitas a alguns lugares de encontro 7 eu me deparei com uma modalidade de aliança entre meus interlocutores que eles denominam como família da noite ou família LGBT 8. As famílias correspondem a grupos de jovens que se 4 Considero a acepção de conduta sexual formulada por John Gagnon (2006). Quando menciono condutas homo e bissexuais estou indicando que os interlocutores com quem convivi em geral vivenciaram esse tipo de relação ao menos em algum momento em suas vidas. 5 A reflexão sobre homossexualidade como um lugar social torna-se relevante em minha pesquisa considerando a proposição do antropólogo Sérgio Carrara quando afirma que a homossexualidade não é certa disposição orgânica ou psicológica, nem apenas um certo conjunto de práticas sexuais, nem somente um estilo de vida, nem talvez uma identidade social, mas sim um lugar simbólico, aberto a múltiplas incorporações, imagens e personificações. Um lugar que, se fala de estigma, de preconceito e de aprisionamento identitário, fala também de prazer, de potência, de irreverência, de transgressão, de mobilidade, de migração, de deriva, de uma contínua e árdua transformação de si e dos outros (CARRARA, 2005, p. 23). 6 Tenho realizado observação participante em São Paulo desde o segundo semestre de Esse procedimento inclui conversas informais e visitas periódicas aos espaços de sociabilidade de meus interlocutores principalmente em momentos em que têm tempo livre ou estão alheios a compromissos relativos a trabalho ou estudos. 7 A partir de um levantamento sobre lugares por onde eu poderia contatar interlocutores para a pesquisa, passei a comparecer ao Largo do Arouche, na região central da cidade de S. Paulo; à rua Peixoto Gomide também na região central; à praça Coronel Sandoval de Figueiredo, na zona leste da cidade; e ao parque Ibirapuera, região centro-sul. Mediante convívio junto a interlocutores na pesquisa, passei a receber convites para transitar por outras regiões e cidades vizinhas a São Paulo. 8 A sigla LGBT corresponde a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O termo família LGBT me parece utilizado de maneira recorrente por parte de interlocutores com alguma proximidade com o movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Quem não tem vínculo com redes de militância ou não tem alguma imersão em temas relacionados em geral utiliza o termo família GLS ou apenas família. 2

3 vinculam entre si mediante alguma afinidade. Tais grupos têm ao menos um fundador, o pai, e podem também ter as mães, sendo que geralmente estes fundadores elaboram as regras ou orientações que regem a convivência de seus filhos. Há distintas famílias, algumas com dezenas, outras com centenas de integrantes, sendo também diversas as modalidades de organização e gestão das mesmas. Antes da realização da pesquisa na cidade de São Paulo eu já soubera sobre as famílias quando estas são mencionadas em um artigo de Eros Sester e Maria Eugênia Calixto (2012) a partir de sua etnografia no Largo do Arouche 9. Como indicam os autores, tais grupos serviriam especialmente como garantia de proteção a possíveis agressões sofridas pelos membros das famílias (Guimarães; Calixto, 2012, p. 8). Eu pude ter acesso às famílias a partir de uma manifestação intitulada Ato por justiça no caso Kaique e pela criminalização da homofobia e transfobia. Essa atividade foi realizada em 17 de janeiro de 2014, sexta-feira, em função da morte de Kaique dos Santos, jovem de 16 anos cujo corpo foi encontrado severamente avariado embaixo de um viaduto após uma noite em que esteve em uma boate na região central de São Paulo 10. Minha presença no ato e as atividades posteriores relacionadas à morte de Kaique dos Santos me possibilitaram contato com a família Vallentyne Lawiny, da qual inclusive Kaique dos Santos era membro. Posteriormente pude também pude ter acesso às famílias Stronger e D' Matthah. Considerando essa breve apresentação e antes de seguir para a próxima seção, indico convenções que adotei quanto para a escrita deste artigo: a fim de oferecer sigilo a meus interlocutores, atribuo outros nomes em relação aos que eles utilizam; e quando eu menciono termos êmicos eles estão grafados simultaneamente entre aspas e itálico. Das famílias 9 Situado na região central de São Paulo, o Largo do Arouche é utilizado como lugar de passagem e encontro de diversas pessoas que por ali transitam. A proximidade com a estação de metrô República e inúmeras linhas de ônibus favorecem acesso a este logradouro público que está próximo a estabelecimentos que oferecem variados produtos e serviços. Dentre os frequentadores do Largo do Arouche também se encontram pessoas que são interlocutores em minha pesquisa. Em todos os dias da semana e em variados horários há adolescentes e jovens com condutas homo e bissexual que comparecem ao Arouche e suas imediações, que são notórias por conta da presença e também por ser região de moradia de pessoas que buscam relações afetivo-sexuais com outras do mesmo sexo (FACCHINI, 2008; FRANÇA e SIMÕES, 2005; PERLONGHER, 2008). 10 A causa da morte de Kaique dos Santos foi motivo de intensa especulação. Enquanto a Polícia Civil apresentava a hipótese de suicídio, manifestantes e demais atores defendiam que se tratava de um crime de ódio motivado por homofobia. O caso obteve ampla repercussão em função da cobertura de distintos veículos de comunicação, mas a partir do momento em que a mãe do jovem admitiu a hipótese de suicídio pouco continuou sendo noticiado com relação a sua morte. 3

4 Há distintas famílias, cada qual com suas orientações específicas, mas parece ser comum a todas elas que seus membros ofereçam suporte e proteção entre si. Quando alguém é adotado como membro de uma família logo conta com o auxílio das dezenas ou centenas de colegas, o que pode amenizar ou intensificar conflitos e tensões que ocorram em lugares de encontro entre jovens 11. Dentre as famílias com as quais pude estabelecer contato mais próximo, duas delas parecem sinalizar modalidades distintas de relacionamento entre seus membros. A primeira delas é a família Vallentyne Lawiny, com dez anos de existência e cujo fundador e pai, bem como seus filhos, estão em contato geralmente em eventos ou encontros, seja na Vieira 12 ou em boates e bares. As regras da Vallentyne Lawiny são transmitidas oralmente por seu pai, Samuel, e dentre outras coisas indicam que o consumo de drogas por seus membros é expressamente proibido. Outra regra indica que as pessoas dessa família em geral não podem ser filhos de outras famílias. A essas regras há exceções, e cabe necessariamente a Samuel avaliar o que fazer quando seus filhos infringem as referências para a convivência da família. Caso os filhos da Vallentyne Lawiny desejem formar outras famílias, também é Samuel quem chancela ou não tal iniciativa. Há uma mãe, a Fernanda, mas ela não comparece aos encontros na mesma frequência que Samuel. Ademais, há alguns tios, cuja função é substituir o pai em caso de ausência em algum evento ou atividade. A Vallentyne Lawiny tem um bonde, ou seja, um grupo de jovens que treinam e dançam funk, sendo que ocasionalmente fazem apresentações em estabelecimentos comerciais. Não é incomum que membros dessa família sejam expulsos das casas onde residem em função de sua sexualidade, principalmente em momentos de assunção da homossexualidade perante seus genitores ou responsáveis legais 13. A família D Matthah, por seu turno, com doze anos de existência e cerca de 230 membros localizados em distintos estados do país e alguns em outros países, tinha 11 A fim de identificarem-se como membros desses grupos os jovens inserem em seus sobrenomes os nomes das famílias às quais façam parte, seja em apresentações pessoais ou em redes sociais on line. Por exemplo, Samuel Vallentyne. 12 Meus interlocutores utilizam esse termo para indicar os encontros no Largo do Arouche. Vieira advém da rua Vieira de Carvalho, uma das vias públicas que se estendem a partir do largo. Ainda que esses jovens não necessariamente frequentem essa rua, eles utilizam tal nome para indicar os encontros em meio ao Largo do Arouche. Quando questionei um de meus interlocutores sobre o uso do termo Vieira ele me disse que apenas os playboys chamam esse lugar de Arouche. 13 Em relação a esse tema, Samuel certa vez me disse que deseja fundar uma espécie de casa abrigo para acolhimento de jovens que estejam nessa situação. 4

5 características próximas às da Vallentyne Lawiny no que se refere à ênfase aos encontros como forma de reforçar o vínculo entre seus membros. Contudo, há alguns anos houve uma mudança no caráter dessa família, o que fez com que esta não se fundamentasse em encontros necessariamente, senão pela oportunidade de acolhimento e formação a seus membros. O acolhimento está relacionado ao suporte que a família pode oferecer, como a observação da trajetória escolar de seus filhos ou ainda o diálogo com genitores desses adolescentes e jovens em situações como expulsão de casa por conta de sua sexualidade. Com relação à formação, a família se diferencia por conta de estimular que seus membros passem por capacitações relacionadas a temas como orientação sexual, identidade de gênero e doenças sexualmente transmissíveis. Também caracteriza a D Matthah a relação com a militância, visto o envolvimento de vários de seus membros junto a organizações não governamentais ou iniciativas que promovem relacionadas a combate a homofobia e promoção de direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Cabe mencionar que a D Matthah não é gerida apenas por Carlos, seu pai e fundador, pois há distintos conselhos que fazem gestão da família, sendo que conselhos são inclusive fundamentados em um código escrito por eles intitulado Regra D Matthah. Em trânsito com a família Vallentyne Lawiny A família Vallentyne Lawiny é uma das quais tenho maior aproximação, sendo um dos motivos para tal a presença de vários de seus membros a cada domingo na Vieira. Em janeiro de 2014 Samuel, o pai da família, chamou minha atenção para uma festa em que muitos da Vallentyne Lawiny estariam juntos e que ocorreria na boate Kosowo 14, em uma cidade vizinha a São Paulo. Eu então acompanhei a família nessa festa considerando as orientações para o encontro postadas no grupo da Vallentyne Lawiny no facebook 15. Com relação à festa, destaco aqui o caminho para a ida à boate e, ainda, o retorno de seus membros após encerramento da festa. A fim de seguir rumo ao 14 Zelando pelo sigilo a meus interlocutores, menciono neste relatório um nome que não corresponde àquele utilizado pelo estabelecimento comercial em questão. 15 Um site que oferece um serviço aos usuários a fim de que possam trocar mensagens mediante a realização de um cadastro. 5

6 estabelecimento comercial, compareci a uma estação de trem 16 para o encontro com o pai e um dos tios da família. A partir dali seguimos para outras estações onde alguns filhos de Samuel entravam no trem conforme a viagem seguia. Quando chegamos à estação mais próxima à boate, cerca de outros vinte filhos já aguardavam a chegada de Samuel a fim de seguirem juntos à boate. Assim como ocorrera no final da noite, os membros da Vallentyne Lawiny aguardaram o final da festa para então saírem juntos da boate. Por volta das 4:30 eu saí da boate junto a cerca de vinte membros da família rumo à estação de trem, sendo que ali estavam cerca de quatro jovens que perceberam nossa movimentação e nos chamou de viados. Artur, um dos tios da família respondeu a esses jovens de maneira a rebater o termo dito em tom ofensivo. Após troca de ofensas verbais não tardou muito para que todos os membros da Vallentyne Lawiny corressem atrás desses jovens que, por conseguinte, saíram em fuga. Quando os difamadores chegaram ao final de uma passarela, começaram a arremessar pedras em nossa direção, mas até onde pude ver nada alcançou nosso grupo. Ao mesmo tempo alguns membros da família também arremessaram pedras nesses jovens, que continuaram correndo. Após esse episódio entramos na estação e cada um tomou o trem correspondente a seu destino. Além da situação em destaque relativa à festa na boate, destaco outra questão importante que compete aos trânsitos com essa família. Com isso vêm à cena Rodrigo, jovem morador de uma cidade da região metropolitana, ele não se deslocava com frequência para lugares que não fossem relacionados ao seu próprio trabalho. Contudo, em 2013 o pai da Vallentyne Lawiny interpelou Rodrigo convidando-o para que entrasse na família. Ao responder positivamente ao convite, Rodrigo passou a encontrar os membros da Vallentyne Lawiny em distintos lugares, seja em estabelecimentos comerciais como algumas boates e também na Vieira. Ainda que entre sua casa e a região central de São Paulo lhe sejam demandadas ao menos duas horas de deslocamento por meio de metrô, trem e ônibus, Rodrigo passou a ser assíduo na Vieira, bem como presente em outros lugares nas imediações. O caso de Rodrigo e a festa na boate Kosowo sinalizam mudanças que as famílias ocasionam nos trânsitos de meus interlocutores pela região metropolitana de 16 Geralmente recorro a transporte público coletivo a fim de encontrar-me com os jovens com quem convivo e para comparecer aos lugares onde eles se encontram. Com isso compartilho de condições semelhantes àquelas que dispõem grande parcela de meus interlocutores para seus deslocamentos pela cidade, geralmente usufruindo metrô, ônibus e trem. 6

7 São Paulo. Um primeiro aspecto a ser destacado diz respeito à possibilidade de proteção que um grupo pode oferecer a membros que seriam potenciais alvos de represálias em função de suas performances de gênero e demonstração de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Outro elemento diretamente relacionado a esse primeiro em destaque concerne à ampliação e diversificação dos itinerários de meus interlocutores pelo espaço, uma vez que as famílias não só comparecem à região central de São Paulo, senão a atividades em distintos lugares. Considerados esses casos e situações, na próxima seção destaco outros elementos que competem às famílias e estão implicados à relação com as famílias de origem 17 de adolescentes e jovens com os quais estou convivendo mediante a pesquisa. Festa e tragédia com os pais e os pais Em se tratando de uma das famílias LGBT com a qual tenho mais convívio, a Stronger se destaca por ser uma das mais antigas ainda em atividade e por conta de uma recente mudança de seus princípios e objetivos. Anteriormente essa família se organizava como a Vallentyne Lawiny, visto que seus membros em geral estavam em contato por conta de eventos, encontros e festas. Contudo, os pais da Stronger têm conduzido a família a um movimento que a aproxima da família D Mattah no que diz respeito a promoção de atividades relacionadas a militância e formação política de seus membros. Uma das atividades relacionadas a combate à homofobia em que a Stronger esteve envolvida foi um desfile junto à escola de samba Em cima da hora paulistana em 2014 durante o Carnaval 18. Antes do desfile alguns filhos da família se beijavam e também circulavam de mãos dadas pela concentração em meio aos carros alegóricos e inclusive integrantes de outras escolas de samba. Acompanhei a Stronger nesse momento e no desfile, quando a família se somou à escola de samba para trinta minutos de caminhada pela avenida enquanto alguns de seus membros seguravam juntos uma grande Bandeira do Orgulho. 17 Com o termo famílias de origem faço menção às famílias junto às quais meus interlocutores foram educados. As famílias LGBT corresponderiam então a uma família de escolha, sendo que concebo este último termo mediante acepção de Weston (1990). 18 Essa escola, também conhecida como Coruja do Samba, compõe o quarto grupo dentre aquelas que se apresentam na cidade e seu desfile ocorreu na Avenida Radial Leste no trecho que margeia uma estação de metrô na zona leste de São Paulo. O samba-enredo deste ano, intitulado Homofobia é crime, amai-vos uns aos outros como vos amei, alude à Parada do Orgulho LGBT e roga por respeito. 7

8 Em se tratando de uma atividade excepcional e que favoreceu visibilidade à família, vários de seus membros estiveram presentes principalmente aqueles que não comparecem a festas, boates ou encontros na Vieira junto à Stronger. A rede de pessoas vinculadas à família é consideravelmente maior que aquela que se acessa em atividades de lazer ou encontros semanais em espaços de sociabilidade, o que faz com que vários de seus filhos se façam presentes em situações em que a Stronger necessita demostrar seu potencial enquanto grupo ou quando está envolvida em suporte e acolhimento entre seus membros. Em contexto alheio a festas e celebrações, uma situação que mobilizou parte da família foi o falecimento do pai de um filho da Stronger. O velório e o sepultamento ocorreram em um cemitério para além das fronteiras da capital paulista, sendo que meu interlocutor era assistido tanto por sua mãe e irmãs de origem quanto por membros da família. Durante o velório, alguns pais e filhos da Stronger amparavam a família de origem do garoto, o que se manteve inclusive na ocasião do sepultamento. Após o lacre do caixão quem sustentou de pé o garoto que perdera seu pai foi justamente os dois pais da Stronger ali presentes, que o apoiavam pelos ombros na caminhada até o jazigo da família. Essa atuação da família corresponde a uma daquelas em que o contato com a família de origem é favorável e amistoso. Contudo, há situações em que as famílias podem entrar em conflito com os genitores de meus interlocutores. Uma dessas situações remete ao caso de Vitor, membro da Stronger, que após uma atividade da família passou horas sem responder a chamadas telefônicas ou informar sobre seu paradeiro. A mãe do garoto passou a pressionar os pais da Stronger não apenas porque ele teria desaparecido, senão por conta da impressão que ela tinha sobre possíveis problemas que a família estaria ocasionando a seu filho. Contudo, após horas de espera e inúmeras chamadas telefônicas, o garoto reapareceu alegando dificuldade em se locomover utilizando a rede do transporte metropolitano. Considerando as situações envolvendo a Stronger, é possível identificar diferentes acessos dos membros da família a atividades pela cidade. Algumas das atividades da Stronger não estão relacionadas a festas ou encontros em contexto de lazer, mas à promoção de ações de caráter militante e, ainda, suporte e acolhimento de seus membros. Ademais, as relações com a família de origem pode ser conflituosa ou não a depender de meus interlocutores em sua mediação seus pais e seus pais. 8

9 Famílias em meio a mudanças A partir da década de 1980, com o processo de abertura política no país, algumas transformações passaram a impactar mais intensamente o país, sobretudo seus grandes centros urbanos. Além do surgimento dos primeiros grupos do então intitulado Movimento Homossexual Brasileiro, o que ocorrera ainda na década anterior 19, as condutas homo e bissexuais recebem um amplo destaque nas pautas políticas e sociais do país em função da epidemia de aids. Esses processos convergiram a uma crescente visibilização da homossexualidade na esfera pública no Brasil pós-ditadura. Concomitantemente, passam a surgir distintos lugares para encontro e convivência entre pessoas com conduta homo ou bissexual. Além dos logradouros públicos, como ruas e praças no Centro de São Paulo, na década 1980 também surgem distintos estabelecimentos comerciais, como bares e boates, que constituíram o que Edward MacRae (2005) aponta como gueto gay paulistano. Néstor Perlongher (2008), por seu turno, identificou que os locais para sociabilidade entre aqueles e aquelas com condutas não-heterossexuais também passavam por transformações e extravasavam o gueto. Ainda na década de 1980 o autor identificou locais para encontro e convivência desses sujeitos para além do Centro, inclusive em bairros com público de estratos socioeconômicos médios e altos 20. Na década de 1990 surge uma crescente oferta de bens, produtos e serviços destinados especificamente a pessoas com condutas homo e bissexuais. Nesse âmbito, nota-se a criação de estabelecimentos comerciais, tais como saunas, boates, bares, clubes de sexo e cinemas pornôs, caracterizados pela especificação do público que neles consome e que consome os próprios lugares (SIMÕES, FACCHINI, 2009; FRANÇA, 2010; 2006). Ainda nessa década uma nova oportunidade para busca e compartilhamento de informações entre pessoas com condutas homo ou bissexual tornase viável com o advento da internet. A world wide web passou a ser utilizada tanto como instrumento pedagógico e difusor de estilos de vida relacionados à homossexualidade quanto âmbito para integração social (PISCITELLI, 2009). A partir 19 No final da década de 1970 surgiam os primeiros grupos do então intitulado Movimento Homossexual Brasileiro, sendo o Somos, criado em 1978 e sediado na cidade de São Paulo, uma das primeiras entidades a promover ações e reivindicar políticas relacionadas à aceitação social da homossexualidade (SIMÕES, FACCHINI, 2009; FACCHINI, 2005; MACRAE, 1990). 20 Ainda segundo Perlongher (2008), as constantes mudanças na distribuição territorial dos grupos de gays e travestis que se encontravam na região central de São Paulo eram ocasionadas por estímulos ou constrangimentos que sofriam por meio distintos atores sociais, inclusive a polícia. 9

10 de distintos sites difundiram-se informações e estratégias para encontros presenciais e, além disto, os próprios ambientes on line permitiram a interação entre usuários de redes sociais, blogs e salas de bate-papo. Essas inovações passam a ser acessíveis a amplo público em função de novas ferramentas de interação virtual e da massificação do acesso à internet a partir da década de 2000 (PARREIRAS, 2008). Considerando esses processos que se desenrolam a três décadas e se tornaram ainda mais intensos nos últimos anos, tenho verificado a partir de minha pesquisa que novas gerações de adolescentes e jovens com condutas homo e bissexual na cidade de São Paulo estão usufruindo do espaço urbano de maneira que lhes favorece deslocamentos entre distintas regiões da cidade e região metropolitana, além de ocupação de lugares de encontro em logradouros públicos ou estabelecimentos comerciais cada vez mais numerosos. A permanência desses jovens em espaços de sociabilidade lhes demanda atenção sobre outros atores que também compõem os territórios que frequentam, sendo que a presença (ou ausência) de agentes de segurança pública e a capacidade de articulação desses jovens junto a redes de proteção e suporte, tais como as famílias 21, interferem diretamente em suas oportunidades de circulação pela cidade e na possibilidade de ação que dispõem quando estão em lugares de encontro, sobretudo em contexto de lazer. Os constrangimentos e possibilidades no uso da cidade por parte de meus interlocutores estão relacionados à criação de lugares de encontro, à expansão e especificação do mercado voltado a público homossexual, à proposição de políticas e a crescente visibilidade da homossexualidade na esfera pública. Esses não são processos recentes, visto que se verificam há algumas décadas no país, mas o que talvez seja peculiar às novas gerações de adolescentes e jovens corresponde justamente à modalidade e intensidade com que esses processos ocorrem. As trajetórias de cada interlocutor e seus trânsitos por lugares de encontro em São Paulo favorecem a compreensão desses processos e suas implicações, além de como os próprios jovens são agentes que, por sua parte, também influenciam mudanças. A presença visível de adolescentes com condutas homossexuais em espaços pela cidade ou a articulação de famílias que promovem ações fim da reivindicação de direitos 21 As famílias em destaque neste texto foram criadas no início da década de Constam escassas as referências sobre famílias ou grupos correlatos que precederam a criação daquelas sobre as quais estou acompanhando por meio da pesquisa. Por ora estou realizando levantamento de informações junto a interlocutores, bem como a referências bibliográficas que remetam a tais redes de proteção e suporte similares na cidade de São Paulo. 10

11 civis e combate à homofobia são algumas das maneiras de identificar essas mudanças em curso e que têm impactos em distintos centros urbanos do país. Referências bibliográficas CARRARA, Sérgio. O Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos e o lugar da homossexualidade. In: GROSSI, Miriam Pillar [et al.] (orgs). Movimentos sociais, educação e sexualidades. Rio de Janeiro: Garamond, 2005, p FACCHINI, Regina. Entre umas e outras: mulheres, (homo)sexualidades e diferenças na cidade de São Paulo. Tese de doutorado: Universidade Estadual de Campinas, FACCHINI, Regina. Sopa de letrinhas?: movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90. Rio de Janeiro: Garamond, FRANÇA, Isadora Lins. Cercas e pontes: movimento GLBT e mercado GLS na cidade de São Paulo. Universidade de São Paulo: Dissertação de mestrado, FRANÇA, Isadora Lins; SIMÕES, Júlio Assis. Do gueto ao mercado. In: GREEN, James & TRINDADE, Ronaldo. Homossexualismo em São Paulo e Outros Escritos. São Paulo. Editora UNESP, , FRANÇA, Isadora. Consumindo lugares, consumindo nos lugares: homossexualidade, consumo e subjetividades na cidade de São Paulo. Tese de Doutorado: Universidade Estadual de Campinas, GAGNON, John. Uma interpretação do desejo: ensaios sobre o estudo da sexualidade. Rio de Janeiro: Garamond, GUIMARÃES, Eros Sester Prado; CALIXTO, Maria Eugênia Perez. O que compra alguém no largo: identidades e homossociabilidades no Largo do Arouche domingo à noite. Anais do VI Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura. Salvador, MACRAE, Edward. A construção da igualdade sexual e política no Brasil da abertura. PARREIRAS, Carolina. Sexualidade no ponto.com: espaços e homossexualidades a partir de uma comunidade on-line. Dissertação de mestrado: Universidade Estadual de Campinas, MACRAE, Edward. Em defesa do gueto. In GREEN, James N.; TRINDADE, Ronaldo. Homossexualismo em São Paulo e outros escritos. São Paulo: Unesp, 2005, p PERILO, Marcelo. Eles botam o bloco na rua! Uma etnografia em espaços de sociabilidades juvenis: Dissertação de Mestrado: Universidade Federal de Goiás, PERLONGHER, Néstor. O negócio do michê: prostituição viril em São Paulo. São Paulo: Fundação Editora Perseu Abramo, PISCITELLI, Adriana. Prefácio. In: DÍAZ-BENÍTEZ, María Elvira; FÍGARI, Carlos Eduardo (orgs.). Prazeres Dissidentes. Rio de Janeiro: Garamond, 2009, p SIMÕES, Júlio Assis e FACCHINI, Regina. Na trilha do arco-íris: do movimento homossexual ao LGBT. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, WESTON, Kate. Families We Choose: Lesbians, Gays, Kinship. Columbia University Press, New York,

GÊNERO, SEXUALIDADE E JUVENTUDE: SOBRE PRODUÇÃO DA DIFERENÇA E MUDANÇA SOCIAL EM SOCIABILIDADES DE ADOLESCENTES HOMOSSEXUAIS NO ESPAÇO URBANO

GÊNERO, SEXUALIDADE E JUVENTUDE: SOBRE PRODUÇÃO DA DIFERENÇA E MUDANÇA SOCIAL EM SOCIABILIDADES DE ADOLESCENTES HOMOSSEXUAIS NO ESPAÇO URBANO GÊNERO, SEXUALIDADE E JUVENTUDE: SOBRE PRODUÇÃO DA DIFERENÇA E MUDANÇA SOCIAL EM SOCIABILIDADES DE ADOLESCENTES HOMOSSEXUAIS NO ESPAÇO URBANO Marcelo Perilo 1 Bolsista FAPESP 2 Resumo: Nesta comunicação,

Leia mais

AS INTERFACES ENTRE A PSICOLOGIA E A DIVERSIDADE SEXUAL: UM DESAFIO ATUAL 1

AS INTERFACES ENTRE A PSICOLOGIA E A DIVERSIDADE SEXUAL: UM DESAFIO ATUAL 1 AS INTERFACES ENTRE A PSICOLOGIA E A DIVERSIDADE SEXUAL: UM DESAFIO ATUAL 1 CHRISTO, Aline Estivalet de 2 ; MOTTA, Roberta Fin 3 1 Trabalho de Pesquisa referente ao Projeto de Trabalho Final de Graduação

Leia mais

Artigo 1º - Fica autorizado o Poder Executivo a criar o Programa de Acessibilidade e Segurança da População LGBTT no Estado de São Paulo.

Artigo 1º - Fica autorizado o Poder Executivo a criar o Programa de Acessibilidade e Segurança da População LGBTT no Estado de São Paulo. PROJETO DE LEI Nº 173, DE 2015 Autoriza a criação do Programa Estadual de Acessibilidade e Segurança da População LGBTT no Estado de São Paulo e dá outras providências. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO

Leia mais

Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao. primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca.

Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao. primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca. Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca. Mylena Gomes Curvello mylenagcurvello@hotmail.com 9 período

Leia mais

A SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA MULHERES AS AÇÕES SÃO DESENVOLVIDAS POR QUATRO ÁREAS ESTRATÉGICAS:

A SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA MULHERES AS AÇÕES SÃO DESENVOLVIDAS POR QUATRO ÁREAS ESTRATÉGICAS: O QUE É QUE FAZ A SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA MULHERES A Prefeitura de São Paulo, em maio de 2013, seguindo a política implementada nacionalmente e atendendo uma reivindicação histórica do movimento

Leia mais

participação do movimento LGBT nas políticas governamentais

participação do movimento LGBT nas políticas governamentais Projeto Movimentos Sociais e Esfera Pública Impactos e Desafios da Participação da Sociedade Civil na Formulação e Implementação de Políticas Governamentais Limites, espaços e estratégias de Limites, espaços

Leia mais

Informação e Prevenção na Internet. Ferramentas possíveis frente aos novos desafios no campo da prevenção

Informação e Prevenção na Internet. Ferramentas possíveis frente aos novos desafios no campo da prevenção Informação e Prevenção na Internet Ferramentas possíveis frente aos novos desafios no campo da prevenção Acesso às tecnologias de informação e comunicação no Brasil A penetração da Internet e do número

Leia mais

HOMOFOBIA RELIGIOSA: DESAFIOS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

HOMOFOBIA RELIGIOSA: DESAFIOS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA HOMOFOBIA RELIGIOSA: DESAFIOS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Viviane Kate Pereira Ramos (Universidade Federal de Campina Grande) viviankate@gmail.com Dayanne Azevedo da Silva (Universidade Federal de Campina

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Conhecendo e compartilhando com Rosário e a rede de saúde

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Conhecendo e compartilhando com Rosário e a rede de saúde UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS Faculdade de Ciências Médicas Departamento de Saúde Coletiva Residência Multiprofissional em Saúde Mental e Coletiva Relatório Referente à experiência de Estágio Eletivo

Leia mais

Tema: Você não precisa ser LGBT para lutar contra a LGBTfobia Palestrante: Carlos Tufvesson

Tema: Você não precisa ser LGBT para lutar contra a LGBTfobia Palestrante: Carlos Tufvesson Tema: Você não precisa ser LGBT para lutar contra a LGBTfobia Palestrante: Carlos Tufvesson Legislação Constituição Federal Art. 5 Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se

Leia mais

Mobilidade Urbana Urbana

Mobilidade Urbana Urbana Mobilidade Urbana Urbana A Home Agent realizou uma pesquisa durante os meses de outubro e novembro, com moradores da Grande São Paulo sobre suas percepções e opiniões em relação à mobilidade na cidade

Leia mais

Job 150904 Setembro / 2015

Job 150904 Setembro / 2015 Job 50904 Setembro / Metodologia TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. LOCAL DA PESQUISA: Município de São Paulo. UNIVERSO: Moradores de 6 anos ou mais de

Leia mais

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRABALHO REALIZADO PELO SERVIÇO SOCIAL NO CENTRO PONTAGROSSENSE DE REABILITAÇÃO AUDITIVA E DA FALA (CEPRAF) TRENTINI, Fabiana Vosgerau 1

Leia mais

Ensino/aprendizagem circense: projeto transversal de política social

Ensino/aprendizagem circense: projeto transversal de política social ENSINO/APRENDIZAGEM CIRCENSE: PROJETO TRANSVERSAL DE POLÍTICA SOCIAL Erminia Silva Centro de Formação Profissional em Artes Circenses CEFAC Teatralidade circense, circo como educação permanente, história

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do sumário Introdução 9 Educação e sustentabilidade 12 Afinal, o que é sustentabilidade? 13 Práticas educativas 28 Conexões culturais e saberes populares 36 Almanaque 39 Diálogos com o território 42 Conhecimentos

Leia mais

SOCIAL ASSISTENTE. Um guia básico para conhecer um pouco mais sobre esta categoria profissional

SOCIAL ASSISTENTE. Um guia básico para conhecer um pouco mais sobre esta categoria profissional ASSISTENTE SOCIAL Um guia básico para conhecer um pouco mais sobre esta categoria profissional CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL - CFESS CONSELHOS REGIONAIS DE SERVIÇO SOCIAL - CRESS Você já ouviu falar

Leia mais

Carnaval curitibano: o lugar do popular na metrópole

Carnaval curitibano: o lugar do popular na metrópole Carnaval curitibano: o lugar do popular na metrópole Comunicação oral Caroline Glodes Blum Graduanda em Ciências Sociais Universidade Federal do Paraná Orientação: Profª Drª Selma Baptista Festa e Manifestações

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro A Campanha Nacional pela Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma colheita para o futuro, é uma ação estratégica do Movimento Sindical de Trabalhadores

Leia mais

Cartilha de Prevenção Orientações para o combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Cartilha de Prevenção Orientações para o combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão,

Leia mais

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO CIDADES EDUCADORAS A expressão Cidade Educativa, referindo-se a um processo de compenetração íntima entre educação e vida cívica, aparece pela primeira vez no Relatório Edgar Faure, publicado em 1972,

Leia mais

6. Considerações finais

6. Considerações finais 84 6. Considerações finais Nesta dissertação, encontram-se registros de mudanças sociais que influenciaram as vidas de homens e mulheres a partir da chegada das novas tecnologias. Partiu-se da Revolução

Leia mais

JORNALISMO CULTURAL ONLINE: EXPERIÊNCIAS DE COBERTURA JORNALÍSTICA DO SITE CULTURA PLURAL

JORNALISMO CULTURAL ONLINE: EXPERIÊNCIAS DE COBERTURA JORNALÍSTICA DO SITE CULTURA PLURAL 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( x ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA JORNALISMO

Leia mais

O PETIANO E O RETORNO AS COMUNIDADES POPULARES: COMPARTILHAMENTO ENTRE SABERES POPULARES E ACADÊMICOS NO ESPAÇO DE PRÉ-UNIVERSITÁRIOS POPULARES

O PETIANO E O RETORNO AS COMUNIDADES POPULARES: COMPARTILHAMENTO ENTRE SABERES POPULARES E ACADÊMICOS NO ESPAÇO DE PRÉ-UNIVERSITÁRIOS POPULARES O PETIANO E O RETORNO AS COMUNIDADES POPULARES: COMPARTILHAMENTO ENTRE SABERES POPULARES E ACADÊMICOS NO ESPAÇO DE PRÉ-UNIVERSITÁRIOS POPULARES TIERRE OTIZ ANCHIETA 1 MÔNICA HEITLING 2 TAINAN SILVA DO

Leia mais

EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL

EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL Proposta I Fomentar a criação de grêmios estudantis, fóruns de juventude, diretórios centrais de estudantes,

Leia mais

JOVEM HOMOSSEXUAL substituir por JOVENS GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS E TRANSGÊNEROS (GLBT) ou por JUVENTUDE E DIVERSIDADE SEXUAL

JOVEM HOMOSSEXUAL substituir por JOVENS GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS E TRANSGÊNEROS (GLBT) ou por JUVENTUDE E DIVERSIDADE SEXUAL JOVEM HOMOSSEXUAL substituir por JOVENS GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS E TRANSGÊNEROS (GLBT) ou por JUVENTUDE E DIVERSIDADE SEXUAL OBJETIVOS E METAS 1. Prover apoio psicológico, médico e social ao jovem em

Leia mais

Palavras-chave: Implantação da Lei 10.639/03, Racismo, Educação.

Palavras-chave: Implantação da Lei 10.639/03, Racismo, Educação. A PRESENÇA DO NEGRO NA ESCOLA ESTRATÉGIAS DE LUTA CONTRA O RACISMO ATRAVÉS DA APLICAÇÃO DA LEI 10.639/03 NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE CRATO-CE Dayze Carla Vidal da Silva (Universidade Regional do Cariri)

Leia mais

Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé

Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé Introdução Este material surge como resultado do acompanhamento das apresentações do Plano de Mobilidade

Leia mais

ATUAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS/ LÍNGUA PORTUGUESA NO IES 1

ATUAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS/ LÍNGUA PORTUGUESA NO IES 1 ATUAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS/ LÍNGUA PORTUGUESA NO IES 1 FILIETAZ, Marta R. Proença, martafilietaz@hotmail.com Face à emergência da obrigatoriedade legal da presença do intérprete

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

Roteiro de Áudio. SOM: abertura (Vinheta de abertura do programa Hora do Debate )

Roteiro de Áudio. SOM: abertura (Vinheta de abertura do programa Hora do Debate ) 1 Roteiro de Áudio Episódio 1 A língua, a ciência e a produção de efeitos de verdade Programa Hora de Debate. Campanhas de prevenção contra DST: Linguagem em alerta SOM: abertura (Vinheta de abertura do

Leia mais

ATIVISMO E SALA DE AULA: O ENTRE - LUGAR

ATIVISMO E SALA DE AULA: O ENTRE - LUGAR ATIVISMO E SALA DE AULA: O ENTRE - LUGAR Margarete de Carvalho Santos 1 Bárbara Elcimar dos Reis Alves 2 Lesbibahia é uma articulação de lésbicas e mulheres bissexuais que inicia a atuação de forma especifica

Leia mais

COLÉGIO ESTADUAL MAHATMA GANDHI ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

COLÉGIO ESTADUAL MAHATMA GANDHI ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO EQUIPE MULTIDISCIPLINAR COLÉGIO ESTADUAL MAHATMA GANDHI ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO EQUIPE MULTIDISCIPLINAR Projeto: Gênero e Diversidade Sexual: o que a escola tem a ver com isso? Guarapuava PR Junho/2013 Apresentação Nos últimos

Leia mais

Lucas Arantes Zanetti 1 Lívia Cadete da Silva 2 Orientadora: Caroline Kraus Luvizotto 3 Universidade Estadual Paulista, Bauru, SP

Lucas Arantes Zanetti 1 Lívia Cadete da Silva 2 Orientadora: Caroline Kraus Luvizotto 3 Universidade Estadual Paulista, Bauru, SP Movimentos sociais e internet: uma análise sobre as manifestações de 2013 no Brasil Lucas Arantes Zanetti 1 Lívia Cadete da Silva 2 Orientadora: Caroline Kraus Luvizotto 3 Universidade Estadual Paulista,

Leia mais

Pesquisada Perseu Abramo mostra preconceito contra comunidade LGTB

Pesquisada Perseu Abramo mostra preconceito contra comunidade LGTB Pesquisada Perseu Abramo mostra preconceito contra comunidade LGTB Acaba de sair do forno a mais recente pesquisa social do Núcleo de Opinião Pública (NOP), intitulada Diversidade Sexual e Homofobia no

Leia mais

Dia_Logos. café teatral

Dia_Logos. café teatral café Café Teatral Para esta seção do Caderno de Registro Macu, a coordenadora do Café Teatral, Marcia Azevedo fala sobre as motivações filosóficas que marcam esses encontros. Partindo da etimologia da

Leia mais

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA Autor: Marusa Fernandes da Silva marusafs@gmail.com Orientadora: Profª. Ms. Mônica Mª N. da Trindade Siqueira Universidade de Taubaté monica.mnts@uol.com.br Comunicação oral:

Leia mais

Scup e Política: vitória nas urnas pelas redes sociais

Scup e Política: vitória nas urnas pelas redes sociais Scup e Política: vitória nas urnas pelas redes sociais A campanha do prefeito de Duque de Caxias Alexandre Aguiar Cardoso, natural de Duque de Caxias, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro,

Leia mais

LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança.

LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança. LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança. Jaquelaine SOUSA 1 Dalva Borges de SOUZA 2 Programa de Pós-Graduação em Sociologia/Faculdade de Ciências

Leia mais

Gtp+ PROGRAMAS E PROJETOS Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) Fundação em 2000, Recife-PE O Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo é a única ONG da Região Nordeste do Brasil coordenada

Leia mais

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA JURUMENHA, Lindelma Taveira Ribeiro. 1 Universidade Regional do Cariri URCA lindelmafisica@gmail.com FERNANDES, Manuel José Pina 2 Universidade Regional do Cariri

Leia mais

DIPLOMACIA Introdução

DIPLOMACIA Introdução DIPLOMACIA Introdução Ao longo dos tempos, o pensamento político e o pensamento jurídico sempre foram o reflexo das relações entre os homens, os povos, os Estados e as Nações. Foram se operando constantemente

Leia mais

A INSERÇÃO DA SAÚDE NO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA

A INSERÇÃO DA SAÚDE NO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA A INSERÇÃO DA SAÚDE NO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA Carlos Silva 1 Objetivo: Favorecer o desenvolvimento de ações pedagógicas em saúde a partir da inserção das questões de saúde no Projeto Político

Leia mais

Plano de Atividades 2012

Plano de Atividades 2012 Plano de Atividades 2012 A Direção da rede ex aequo propõe o seguinte plano de atividades para o ano de 2012, tendo em conta oito áreas de intervenção consideradas prioritárias. 1. Área de Apoio 2. Área

Leia mais

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos!

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! Documento final aprovado por adolescentes dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso,

Leia mais

ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE A PARTIR DO JOGO TRAVESSIA DO RIO. Palavras-chave: resolução de problemas; jogo; problematizações.

ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE A PARTIR DO JOGO TRAVESSIA DO RIO. Palavras-chave: resolução de problemas; jogo; problematizações. ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE A PARTIR DO JOGO TRAVESSIA DO RIO Cidinéia da Costa Luvison SME Bragança Paulista/SP; SEE - Morungaba/SP E-mail: cidineiadacosta.luvison@gmail.com Cleane Aparecida dos Santos

Leia mais

Participação política na internet: o caso do website Vote na web

Participação política na internet: o caso do website Vote na web Participação política na internet: o caso do website Vote na web Lívia Cadete da Silva 1 Lucas Arantes Zanetti 2 Orientadora: Caroline Kraus Luvizotto 3 Universidade Estadual Paulista, Bauru, SP RESUMO

Leia mais

Atividades Acadêmico-Científico- -Culturais: Diversidade Cultural. Contextualização. Gênero. Teleaula 2. Letras. Diversidade de Gênero

Atividades Acadêmico-Científico- -Culturais: Diversidade Cultural. Contextualização. Gênero. Teleaula 2. Letras. Diversidade de Gênero Atividades Acadêmico-Científico- -Culturais: Diversidade Cultural Teleaula 2 Diversidade de Gênero Profa. Dra. Marcilene Garcia de Souza tutorialetras@grupouninter.com.br Letras Contextualização Por que

Leia mais

REGULAMENTO DESAFIO CRIATIVOS DA ESCOLA

REGULAMENTO DESAFIO CRIATIVOS DA ESCOLA REGULAMENTO DESAFIO CRIATIVOS DA ESCOLA O Desafio Criativos da Escola é um concurso promovido pelo Instituto Alana com sede na Rua Fradique Coutinho, 50, 11 o. andar, Bairro Pinheiros São Paulo/SP, CEP

Leia mais

Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Um Desafio à Primeira Década do Novo Milênio

Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Um Desafio à Primeira Década do Novo Milênio Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Um Desafio à Primeira Década do Novo Milênio A exploração é caracterizada pela relação sexual de criança ou adolescente com adultos, mediada por

Leia mais

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es).

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es). A QUALIDADE DE VIDA SOB A ÓTICA DAS DINÂMICAS DE MORADIA: A IDADE ENQUANTO UM FATOR DE ACÚMULO DE ATIVOS E CAPITAL PESSOAL DIFERENCIADO PARA O IDOSO TRADUZIDO NAS CONDIÇÕES DE MORADIA E MOBILIDADE SOCIAL

Leia mais

ENTRE O PASSADO E O PRESENTE: A CONSTRUÇÃO E AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE ÉTNICA DOS CIGANOS DA CIDADE ALTA, LIMOEIRO DO NORTE CE 1

ENTRE O PASSADO E O PRESENTE: A CONSTRUÇÃO E AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE ÉTNICA DOS CIGANOS DA CIDADE ALTA, LIMOEIRO DO NORTE CE 1 ENTRE O PASSADO E O PRESENTE: A CONSTRUÇÃO E AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE ÉTNICA DOS CIGANOS DA CIDADE ALTA, LIMOEIRO DO NORTE CE 1 BETWEEN THE PAST AND THE PRESENT: THE CONSTRUCTION AND AFFIRMATION OF ETHNIC

Leia mais

As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro

As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro VIEIRA, Tatiana da Rocha UFV - pedagogia_tati@yahoo.com.br BARBOSA, Willer Araújo UFV- wbarbosa@ufv.br Resumo: O trabalho apresentado

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos INTENCIONALIDADE E IDENTIDADE NOS NICKNAMES Juliano Rodrigues Pereira (UEMS) julianoroper@hotmail.com Maiara Cano Romero (UEMS) Nataniel dos Santos Gomes (UEMS) natanielgomes@uol.com.br 1. Da invenção

Leia mais

Qual o seu posicionamento com relação à criminalização da homofobia? Por quê?

Qual o seu posicionamento com relação à criminalização da homofobia? Por quê? Entrevista com Cláudio Nascimento, membro do Grupo Arco-Íris, coordenador geral da 13ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro e superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria

Leia mais

Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1

Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1 Ulisses F. Araújo 2 A construção de um ambiente ético que ultrapasse

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

Pesquisa Instituto Avon / Data Popular. Violência contra a mulher: o jovem está ligado?

Pesquisa Instituto Avon / Data Popular. Violência contra a mulher: o jovem está ligado? Pesquisa Instituto Avon / Data Popular Violência contra a mulher: o jovem está ligado? Com quem falamos? Jovens brasileiros Mulheres Homens Pesquisa online Autopreenchimento Amostra nacional de 16 a 24

Leia mais

Objetivo 2 Ampliar e qualificar o acesso integral e universal à prevenção das DST/HIV/aids para Gays, outros HSH e Travestis.

Objetivo 2 Ampliar e qualificar o acesso integral e universal à prevenção das DST/HIV/aids para Gays, outros HSH e Travestis. Histórico 1º semestre de 2008 Elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre gays, hsh e travestis Agos/08 Oficina Macro Sudeste para apresentação do Plano Nacional Set/08

Leia mais

Pesquisa Instituto Avon / Data Popular. Violência contra a mulher: o jovem está ligado?

Pesquisa Instituto Avon / Data Popular. Violência contra a mulher: o jovem está ligado? Pesquisa Instituto Avon / Data Popular Violência contra a mulher: o jovem está ligado? Com quem falamos? Jovens brasileiros Mulheres Homens Pesquisa online Autopreenchimento Amostra nacional de 16 a 24

Leia mais

UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - RS UFMG - EXTENÇÃO JUVIVA 2-CURSO DE ATUALIZAÇÃO EJA E JUVENTUDE VIVA 2-T9

UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - RS UFMG - EXTENÇÃO JUVIVA 2-CURSO DE ATUALIZAÇÃO EJA E JUVENTUDE VIVA 2-T9 UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - RS UFMG - EXTENÇÃO JUVIVA 2-CURSO DE ATUALIZAÇÃO EJA E JUVENTUDE VIVA 2-T9 RELATÓRIO: JUVENTUDE NEGRA: PRECONCEITO, VIOLÊNCIA E DISCRIMINAÇÃO RACIAL MARIA DO SOCORRO SILVA

Leia mais

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 115, DE 2015 (Do Sr. Alfredo Kaefer)

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 115, DE 2015 (Do Sr. Alfredo Kaefer) *C0054094A* C0054094A CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 115, DE 2015 (Do Sr. Alfredo Kaefer) Susta a aplicação da Resolução nº 12, de 16 de Janeiro de 2015, da Secretaria de Direitos

Leia mais

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS PAPÉIS E COMPETÊNCIAS O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento

Leia mais

O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO

O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO Maria Salete da Silva Josiane dos Santos O Programa Assistência Sócio-Jurídica, extensão do Departamento de Serviço Social, funciona no Núcleo

Leia mais

PROJETO CIDADÃO EM REDE: DE CONSUMIDOR A PRODUTOR DE INFORMAÇÃO SOBRE O TERRITÓRIO PLANO DE TRABALHO

PROJETO CIDADÃO EM REDE: DE CONSUMIDOR A PRODUTOR DE INFORMAÇÃO SOBRE O TERRITÓRIO PLANO DE TRABALHO PROJETO CIDADÃO EM REDE: DE CONSUMIDOR A PRODUTOR DE INFORMAÇÃO SOBRE O TERRITÓRIO PLANO DE TRABALHO CONVÊNIO DE COOPERAÇÃO TECNOLÓGICA PRODEB-UFBA PRODEB/DSS Diretoria de Sistemas e Serviços UFBA/LCAD

Leia mais

Pólos da Paz e Praças da Paz SulAmérica

Pólos da Paz e Praças da Paz SulAmérica A iniciativa O projeto Praças é uma iniciativa do Instituto Sou da Paz, em parceria com a SulAmérica, que promove a revitalização de praças públicas da periferia de São Paulo com a participação da comunidade

Leia mais

Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008

Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008 Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008 Seção: Entrevista Pág.: www.catho.com.br SABIN: A MELHOR EMPRESA DO BRASIL PARA MULHERES Viviane Macedo Uma empresa feita sob medida para mulheres. Assim

Leia mais

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 18 a 22 de outubro, 2010 337 DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM

Leia mais

A última relação sexual

A última relação sexual PARTE G QUESTIONÁRIO AUTO-PREENCHIDO (V1 - M) As próximas perguntas são sobre a sua vida sexual. É muito importante que responda, pois só assim poderemos ter informação sobre os hábitos sexuais da população

Leia mais

PROJETO ESCOLA PARA PAIS

PROJETO ESCOLA PARA PAIS PROJETO ESCOLA PARA PAIS Escola Estadual Professor Bento da Silva Cesar São Carlos São Paulo Telma Pileggi Vinha Maria Suzana De Stefano Menin coordenadora da pesquisa Relator da escola: Elizabeth Silva

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola.

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Chico Poli Algumas vezes, fora da escola há até mais formação do que na própria escola. (M. G. Arroyo) É preciso toda uma

Leia mais

Projeto Escola com Celular

Projeto Escola com Celular Projeto Escola com Celular Rede Social de Sustentabilidade Autores: Beatriz Scavazza, Fernando Silva, Ghisleine Trigo, Luis Marcio Barbosa e Renata Simões 1 Resumo: O projeto ESCOLA COM CELULAR propõe

Leia mais

Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes

Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes Financiamento e apoio técnico Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos

Leia mais

Sumário 1. CARO EDUCADOR ORIENTADOR 3 PARCEIROS VOLUNTÁRIOS 3. TRIBOS NAS TRILHAS DA CIDADANIA 4

Sumário 1. CARO EDUCADOR ORIENTADOR 3 PARCEIROS VOLUNTÁRIOS 3. TRIBOS NAS TRILHAS DA CIDADANIA 4 Guia do Educador CARO EDUCADOR ORIENTADOR Sumário 1. CARO EDUCADOR ORIENTADOR 3 2. PARCEIROS VOLUNTÁRIOS 3 3. TRIBOS NAS TRILHAS DA CIDADANIA 4 Objetivo GERAL 5 METODOLOGIA 5 A QUEM SE DESTINA? 6 O QUE

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

FACETAS DA MULHER BRASILEIRA: VISÃO DAS BRASILEIRAS SOBRE A IMAGEM DA MULHER NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

FACETAS DA MULHER BRASILEIRA: VISÃO DAS BRASILEIRAS SOBRE A IMAGEM DA MULHER NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO FACETAS DA MULHER BRASILEIRA: VISÃO DAS BRASILEIRAS SOBRE A IMAGEM DA MULHER NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO Fevereiro 2016 A MULHER NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO O que mais incomoda no discurso/posição que a mulher

Leia mais

marcadores sociais Várias formas de diferença e desigualdade convivem 13 SOCIOLOGIA ESPECIAL

marcadores sociais Várias formas de diferença e desigualdade convivem 13 SOCIOLOGIA ESPECIAL marcadores sociais Várias formas de diferença e desigualdade convivem na sociedade contemporânea. Ao longo de suas trajetórias de vida, os indivíduos se identificam e se diferenciam dos outros das mais

Leia mais

INTRODUÇÃO. Sobre o Sou da Paz: Sobre os Festivais Esportivos:

INTRODUÇÃO. Sobre o Sou da Paz: Sobre os Festivais Esportivos: 1 INTRODUÇÃO Sobre o Sou da Paz: O Sou da Paz é uma organização que há mais de 10 anos trabalha para a prevenção da violência e promoção da cultura de paz no Brasil, atuando nas seguintes áreas complementares:

Leia mais

Indisciplina escolar: um breve balanço da pesquisa em educação. Juliana Ap. M. Zechi FCT/UNESP

Indisciplina escolar: um breve balanço da pesquisa em educação. Juliana Ap. M. Zechi FCT/UNESP Indisciplina escolar: um breve balanço da pesquisa em educação Juliana Ap. M. Zechi FCT/UNESP Complexidade do assunto e multiplicidade de interpretações que o tema encerra. Ações mais assemelhadas à indisciplina

Leia mais

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Realização: Ágere Cooperação em Advocacy Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR Módulo III: Conselhos dos Direitos no

Leia mais

REVISTA JUVENTUDE E MEIO AMBIENTE

REVISTA JUVENTUDE E MEIO AMBIENTE CHAMADA PÚBLICA 1ª EDIÇÃO DA REVISTA JUVENTUDE E MEIO AMBIENTE CONSELHO NACIONAL DE JUVENTUDE SECRETARIA NACIONAL DE JUVENTUDE MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE 1. Apresentação da Chamada: A Revista Juventude

Leia mais

CIRANDA INFANTIL: A EDUCAÇÃO DA CRIANÇA EM MOVIMENTO

CIRANDA INFANTIL: A EDUCAÇÃO DA CRIANÇA EM MOVIMENTO CIRANDA INFANTIL: A EDUCAÇÃO DA CRIANÇA EM MOVIMENTO ADILSON DE ANGELO Desde a sua criação, o MST assegurou na sua agenda política a luta pela educação e por uma escola mais significativa para a família

Leia mais

A Psicologia na garantia da Diversidade Sexual

A Psicologia na garantia da Diversidade Sexual A Psicologia na garantia da Diversidade Sexual Audiência Pública: CSSF da Câmara dos Deputados, 06/11/2012 Apresentação Toni Reis Especialista em Sexualidade Humana Mestre em Filosofia, na área de ética

Leia mais

PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS PERNAMBUCO

PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS PERNAMBUCO PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS PERNAMBUCO OBJETIVO GERAL DO PLANO ESTADUAL Enfrentar a epidemia do HIV/aids e das DST entre gays, outros HSH

Leia mais

COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL. Brasília maio 2010

COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL. Brasília maio 2010 COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL Brasília maio 2010 Audiência Pública: o avanço e o risco do consumo de crack no Brasil Francisco Cordeiro Coordenação de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas

Leia mais

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches A presença de tecnologias digitais no campo educacional já é facilmente percebida, seja pela introdução de equipamentos diversos,

Leia mais

Ao começar a escrita deste artigo é importante considerar alguns pontos

Ao começar a escrita deste artigo é importante considerar alguns pontos EDUCAÇÃO CONTRA O TRABALHO INFANTOJUVENIL: CONSIDERAÇÕES SOBRE MÉTODO E VULNERABILIDADES Felipe Pitaro * Ao começar a escrita deste artigo é importante considerar alguns pontos de partida. O primeiro diz

Leia mais

Programa de Bolsa de Iniciação à Gestão - BIG 2014 Repúblicas Unifesp Diadema. Levantamento Moradias Estudantis UNIFESP - Campus Diadema

Programa de Bolsa de Iniciação à Gestão - BIG 2014 Repúblicas Unifesp Diadema. Levantamento Moradias Estudantis UNIFESP - Campus Diadema Levantamento Moradias Estudantis UNIFESP - Campus Diadema REALIZAÇÃO: APOIO: REALIZAÇÃO Adriana Rosa da Silva Rodrigues - Enfermeira do Núcleo de Apoio ao Estudante - NAE. Érika Correia Silva - Psicóloga

Leia mais

Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho Psicologia Integral Disciplina: Antropologia II. Sexualidade, Desvio e Norma Permissões e Limites

Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho Psicologia Integral Disciplina: Antropologia II. Sexualidade, Desvio e Norma Permissões e Limites Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho Psicologia Integral Disciplina: Antropologia II Sexualidade, Desvio e Norma Permissões e Limites Mariana Cervi Marques Fernandes RA 922901 Resumo Dos

Leia mais

Apresentação... Introdução... 2. Observância às leis e regulamentos... 4. Política Anticorrupção... 4. Relacionamentos com clientes...

Apresentação... Introdução... 2. Observância às leis e regulamentos... 4. Política Anticorrupção... 4. Relacionamentos com clientes... SUMÁRIO Apresentação... Introdução... 2 Observância às leis e regulamentos... 4 Política Anticorrupção... 4 Relacionamentos com clientes... 6 Ambiente de Trabalho... 7 E-mail e Internet... 8 Saúde e Segurança

Leia mais

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - Sou so profes r a, Posso m a s n ão parar d aguento m e ai ensinar s? d a r a u la s Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A

Leia mais

Temas Simultâneos: Acolhimento da Demanda. A Experiência do Centro de Saúde da Vila Ipê. Haydée Lima Julho/ Agosto 2012

Temas Simultâneos: Acolhimento da Demanda. A Experiência do Centro de Saúde da Vila Ipê. Haydée Lima Julho/ Agosto 2012 6º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA Temas Simultâneos: Acolhimento da Demanda Espontânea na Atenção Básica em Saúde: A Experiência do Centro de Saúde da Vila Ipê Haydée Lima Julho/ Agosto 2012

Leia mais

estender-se para outras áreas, tais como a assistência social, cultura, esporte e lazer, consolidando a participação e o protagonismo local.

estender-se para outras áreas, tais como a assistência social, cultura, esporte e lazer, consolidando a participação e o protagonismo local. Tudo o que acontece no mundo, seja no meu país, na minha cidade ou no meu bairro, acontece comigo. Então, eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Herbert Souza, Betinho O lugar

Leia mais

Percursos da pesquisa de campo: as rodas de conversas e a caracterização dos jovens e seus contextos

Percursos da pesquisa de campo: as rodas de conversas e a caracterização dos jovens e seus contextos 44 5. Percursos da pesquisa de campo: as rodas de conversas e a caracterização dos jovens e seus contextos As rodas de conversa tiveram como proposta convidar os participantes a debater o tema da violência

Leia mais

5. Considerações Finais

5. Considerações Finais 5. Considerações Finais A realização deste trabalho nos possibilitou algumas conclusões. Assim apontamos que as Assistentes Sociais entrevistadas para nossa pesquisa demonstraram em suas reflexões que

Leia mais

VIOLÊNCIA SEXUAL E ABRIGAMENTO

VIOLÊNCIA SEXUAL E ABRIGAMENTO VIOLÊNCIA SEXUAL E ABRIGAMENTO Mônica Barcellos Café Psicóloga na Aldeia Juvenil PUC Goiás Movimento de Meninos e Meninas de Rua de Goiás VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Todo ato ou omissão praticado

Leia mais