ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES CRÍTICOS. Profª Enfª Danielle Cristhine Fabian

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1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES CRÍTICOS Profª Enfª Danielle Cristhine Fabian

2 SISTEMA HEMATOLÓGICO ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE DOAÇÃO E TRANSFUSÃO SANGUÍNEA SEMINÁRIO ALUNOS DO 4º SEMESTRE DO CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES CRÍTICOS

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4 SISTEMA HEMATOLÓGICO Sangue: Produzido medula óssea e SRE Função: transporte de nutrientes, oxigênio, produtos tóxicos; produção e transporte de anticorpos Composição do sangue Plasma: constituído por proteínas e por eletrólitos, é a porção líquida do sangue Intervém nos processos de imunidade corporal e nos processos de coagulação

5 Células Vermelhas, hemácias, eritrócitos Responsáveis pela coloração do sangue e também pelo transporte de oxigênio por todo organismo Células brancas Combatem as infecções Neutrófilos: previne ou limita a infecção via fagocitose de elementos estranhos Eusinófilos: envolvidos em reações alégicas Basófilos: parte integral das reações de hipersensibilidade Linfócitos: competência imunológica T, B Monócitos: fagócitos móveis Plasmócitos secreta anticorpos

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7 ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE DOAÇÃO SANGUÍNEA Legislação Portaria 1353, de 13 de junho de 2011 COFEN Da doação Voluntária, anônima e altruísta Sem remuneração Informações preservadas/respeitadas Termo de consentimento assinado Informar e sanar dúvidas Após a doação permanecer no local 15 minutos

8 CRITÉRIOS Homem 4 doações anuais Mulheres 3 doações anuais Idade entre 18 e e 17 só com autorização responsável Peso acima de 50 kg Pulso, pressão parâmetros normais Fora dos padrões somente com autorização médica Temperatura: acima de 37º não pode doar Hematócrito/Hemoglobina observar valores através da punção digital Alimentação obrigatória em pequenas quantidades

9 ROTINA DE ADMISSÃO DE DOADORES Para doação de sangue é obrigatório apresentar documento com fotografia Devem ser adotadas ações que garantam a confiabilidade, o sigilo e a segurança O serviço de hemoterapia pode oferecer ao doador a oportunidade de se auto excluir de forma confidencial

10 DA COLETA DE SANGUE DO DOADOR A coleta de sangue deve ser realizada em condições assépticas mediante uma só punção venosa As bolsas utilizadas na coleta devem possuir anticoagulantes Bolsas com volume total inferior a 300 ml devem ser desprezadas

11 TÉCNICAS DE ENFERMAGEM PROCEDIMENTO DA COLETA Medidas Antissépticas; Punção Venosa; Preparar o Tubo Coletor; Programar Homogeneizador; Selecionar Acesso; Medidas p/ Punção; + Inspeção Visual; + Garrotear; + Selecionar veia; + Antissepsia; + Realizar Punção; + Fixar Agulha; + Coletar Amostras

12 Monitorização da Coleta Observar o doador; Orientar o doador; Tempo de coleta; Sinais e Alarmes; Término da Coleta Fechar o nó do tubo coletor; Abrir o garrote, remover a agulha; Descartar no coletor de perfuro cortante a agulha e a parte distal do espaguete, cortando rente ao nó; Fazer compressão local com algodão por 3 min. mantendo o braço estendido; Ordenhar e pesar a bolsa, realizar registros; Fazer curativo no local da punção;

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14 CABE AO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE DOAÇÃO SANGUÍNEA Participar de programas de treinamento e atualização; verificar SSVV; preparar e identificar o material utilizado para coleta; cumprir rotinas de aferição dos equipamento; observar o doador durante todo o processo de coleta Recepção e orientação ao doador Informar os procedimentos a serem realizados

15 Orientações pós doação de sangue Permanecer nas dependências Ingerir líquidos Problemas referentes ao procedimento da coleta A punção não teve êxito Punção arterial Diminuição do fluxo sanguíneo Hematoma Reações adversas no doador Ansiedade e nervosismo... Tontura e perda da consciência Convulsões Parada Cardiorrespiratória

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17 ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE TRANSFUSÃO DE SANGUE Prescrita pelo médico Registrada no prontuário Acompanhar a transfusão Identificar o paciente, conferir dados Utilizar equipo com filtro Hemocomponentes infundidos em até 4 horas Acesso venoso exclusivo

18 ELEMENTOS DE TRANSFUSÃO Hemocomponentes Obtido a partir do sangue total: processo físico centrifugação Exemplo: hemácias, plasma, plaquetas Hemoderivados Obtido apartir do plasma que foi congelado após 8 horas da coleta: processo químico Exemplo: albumina

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20 HEMOCOMPONENTES Concentrado de Hemácias Eritrócitos que permanecem na bolsa Estocagem 4 a 2º Indicação: hemorragias, anemias Concentrado de Plaquetas Dupla centrifugação Deve ser constantemente agitado Indicação: disfunções plaquetária, leucemias Plasma fresco congelado Congelado até 8 hs após a coleta, porção acelular Indicação: reposição de fatores de coagulação Plasma comum, após 8 hs, uso industrial

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22 TIPOS DE TRANSFUSÃO Programada Dia e hora determinado Não urgente Realizada em até 24 horas Urgente Em até 3 horas Extrema urgência A demora da transfusão acarreta em risco ao paciente Autóloga Doador/receptor mesmo indivíduo

23 FLUXOGRAMA DE ROTINAS DA TRANSFUSÃO DE SANGUE E HEMOCOMPONENTES Hemocomponente Prescrito. Conferir a requisição com os dados do paciente. Identificar o paciente e verificar histórico transfusional. Coletar as amostras para testes pré transfusionais. Enviar material ao serviço de hemoterapia Devolver o hemocomponente. coletar nova amostra, se necessário. Receber e conferir o hemocomponente. NÃO SIM Dados bolsa/prontuário coerentes e bolsa integra? Conferir a prescrição medica e administrar pré - medicações, quando Prescritas. Verificar sinais vitais. Instalar o hemocomponente, registrar o horário de inicio e permanecer a beira do leito nos 10 primeiros minutos da transfusão. Monitorar o paciente durante a transfusão. Coletar nova amostra e devolver o hemocomponente. SIM Dados conferem? Suspeita de reação transfusional? SIM Seguir condutas para atendimento das reações transfusionais imediatas. NÃO NÃO Identificar o paciente a beira do leito e comparar com a etiqueta/ cartão na bolsa. Verificar sinais vitais e horário do termino da transfusão. SIM NÃO Solicitar avaliação médica. SIM Transfusão liberada? Registrar no prontuário. Paciente em condições para iniciar a transfusão? NÃO Suspender a transfusão e comunicar ao serviço de hemoterapia.

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25 REAÇÕES TRANSFUSIONAIS Aproximadante 10 % dos receptores apresentam Agudas ou imediatas Hemolíticas imunes: erro na identificação da amostra; paciente; bolsa Sintomas: hipotensão e perda da consciência Febris não hemolíticas: pode ocorrer ínício ou até 4 horas após o término Sintomas: náuseas e vômitos e alterações respiratórias, cefaléia

26 9 REAÇÕES TRANSFUSIONAIS Agudas ou imediatas Alérgicas e anafiláticas: início ou em até 24 horas Sintomas: urticária, edema de glote e até quadro de anafilaxia Hipervolemia: quando recebe transfusão em grande volume Sintomas: hipertensão, cianose e dor precordial Contaminação bacteriana: bactérias que resistem a temperaturas de refrigeração Sintomas: Hipotensão, dor abdominal e choque séptico Toda a reação transfusional deve ser registrada e notificada

27 10 REAÇÕES HEMOLÍTICAS TARDIAS Podem aparecer de 3 a 7 dias depois da transfusão Febre Anemia Icterícia Doenças infecciosas Apresentam risco em toda transfusão Maior risco para hepatites B e C; AIDS; malária e citomegalovírus

28 10 HEMOVIGILÂNCIA / BIOSSEGURANÇA Hemovigilância A identificação do doador e do receptor de sangue devem ser permitidas por meio de rastreabilidade em todo o processo Biossegurança Usar material descartável Uso obrigatório de EPIs Domínio da técnica Todo material biológico deve ser tratado como potencialmente contaminado.

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30 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PORTARIA Nº 1.353, DE 13 DE JUNHO DE Aprova o Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos HEMATOLOGICO

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