Rede de proteção a gestantes e bebês

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1 Rede de proteção a gestantes e bebês Informações e fotos: Prefeitura de São Paulo/Nova S/B. Redação e edição: Editora Contadino. Diagramação: Multi Propaganda. Desde a criação do programa, em março de 2006, mais de 500 mil bebês nasceram nos hospitais que o integram Mantida pela Prefeitura de São Paulo, a Rede de Proteção à Mãe Paulistana acumula conquistas, entre elas a redução de 30% da mortalidade materna causada por hipertensão, e a queda da mortalidade infantil: de 13,96 mortes para cada mil nascidos vivos, em 2004, para 11,9 em Saiba mais sobre o programa, seus benefícios e como participar nas páginas seguintes. Infraestrutura ,7 3,4 Unidades Básicas de Saúde (UBS) hospitais mil partos mensais milhões de consultas de pré-natal milhões de exames

2 programa Testemunhos Benefícios que podem garantir saúde e vida Ampla oferta de serviços garante atendimento de primeira linha às gestantes da capital paulista Criada em março de 2006, pela Prefeitura de São Paulo, a Rede de Proteção à Mãe Paulistana oferece assistência integral a gestantes de toda a capital. Por meio de um sistema moderno, proporciona serviços de qualidade durante o pré-natal, o parto e o pós-parto inclusive aos bebês, ao longo de seu primeiro ano de vida. A rede, integrada por 435 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 36 hospitais e vários ambulatórios especializados, tem como objetivo reduzir a mortalidade e morbidade materna e infantil por meio de ações como: ajuda no planejamento do parto, indicando o local onde será realizado; garantia de no mínimo sete consultas de pré-natal e dos exames necessários; diagnóstico e acompanhamento de gestantes de alto risco; estabelecimento de vínculo entre a gestante, a UBS e a maternidade onde será atendida; e incentivo ao retorno da mãe e da criança para acompanhamento. O sucesso da Rede de Proteção à Mãe Paulistana é evidenciado em números. Só nos três primeiros anos, a taxa de mortalidade de mulheres por hipertensão na gravidez caiu cerca de 30%. Em relação à mortalidade infantil, a redução foi de 13,96 mortes para cada mil nascidos vivos, em 2004, para 11,9 em Além disso, o programa pôs fim a um dos maiores problemas das gestantes: a procura por vaga em uma maternidade pública o que as levava a ser conhecidas como mães peregrinas. Entre as gestantes que utilizam ou já utilizaram o programa, a satisfação com os serviços prestados é predominante. Já mãe de outros dois filhos e portadora de hipertensão arterial, Iara Corrêa, de 37 anos, encontrou na UBS do Mandaqui todo o auxílio necessário para uma boa gravidez e um parto tranquilo. A gestação da minha terceira filha foi considerada de alto risco por causa da minha idade e pressão alta. Graças ao programa Mãe Paulistana tive um atendimento excelente. O que mais me chamou a atenção, além da competência dos médicos, foi o cuidado das enfermeiras com a minha saúde, ressalta. Já a comerciante Maria Helenilda de Souza Santos, surpreendida por uma gravidez não planejada, depois de já ter tido outros dois filhos e estar sem convênio médico, garante que não constatou diferença entre o atendimento público e o particular, que sempre havia usado. Quando procurei a UBS do Jardim Maracá, próxima de onde resido, fui muito bem-acolhida por todos os profissionais que ali trabalhavam. É maravilhoso saber que se preocupam com a gente de uma forma tão especial e que não somos apenas mais uma paciente para o sistema de saúde.

3 proteção Apoio e cuidados são integrais Programa prevê atendimento humanizado e exames para garantir uma gravidez saudável Eficiência Em 2009, o percentual de mulheres que realizou sete ou mais consultas chegou a 73,80% (em 2004 o índice era de 65,40%), sendo que 97,76% fizeram o pré-natal até o fim da gestação. Desde 2006 foram distribuídos 431,9 mil enxovais e 456 mil cartões SPTrans, e realizadas 2,7 milhões de consultas pré-natais, além de mais de 3,4 milhões de exames. O Mãe Paulistana foi criado para cuidar integralmente das mulheres e de seus bebês, oferecendo recursos para garantir a saúde de ambos. A assistência não se limita a aspectos médicos, mas envolve apoio emocional e orientação à família. Assim, o programa substitui a visão burocrática por outra mais humanizada do tratamento. Ele engloba uma série de cuidados e benefícios, entre eles consultas mensais com médico obstetra (no mínimo sete durante o pré-natal) e a realização de todos os exames de laboratório e ultrassons recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. As mulheres também recebem bilhetes para transporte gratuito até o local dos exames e das consultas, e são alertadas sobre o direito de visitarem e se vincularem à maternidade indicada para realizar o parto. São garantidas ainda as consultas com pediatra no primeiro ano de vida do bebê, além de remédios e tratamentos gratuitos, tanto para os pequenos como para as mães. Após com- parecerem a todas as consultas e aos exames, elas recebem um kit enxoval (dois macacões longos, dois culotes (calças), dois bodys, dois macacões curtos, um casquinho com capuz, uma toalha com capuz, um cobertor e pares de meias). Integração Todos os hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Mãe Paulistana operam integrados e sob a coordenação de uma Central de Regulação Obstétrica e Neonatal, que trabalha 24 horas, todos os dias da semana. O órgão é dotado de computadores que controlam a disponibilidade dos leitos em todos os hospitais da rede e estimam a demanda aproximada de partos, para que nenhuma mulher fique sem atendimento. Também na Central, as mães e os bebês são monitorados, ou seja, a presença nas consultas e nos exames é controlada. Em caso de ausência, as mulheres são contatadas e sensibilizadas sobre a importância do pré-natal e dos demais procedimentos que fazem parte do programa.

4 a s s i s t ê n c i a Orientação Preocupação se estende também aos bebês Após o nascimento, os pequenos continuam sob cuidados, para que tenham um desenvolvimento pleno e sadio O pediatra orientará as novas mamães sobre aleitamento materno, acompanhará a vacinação do bebê e indicará as vitaminas necessárias a ele. Também fornecerá informações sobre como tratar e prevenir doenças e ensinará a incluir alimentos na dieta da criança, o que deve ser feito a partir dos 6 meses de idade. A cada consulta, ele checará ainda se o pequeno possui o peso e a altura indicados para cada fase do desenvolvimento. Todos os bebês que vêm ao mundo assistidos pelo programa Mãe Paulistana passam por exames neonatais, indispensáveis na primeira fase da vida. São realizados o teste do olhinho, para detectar se há alguma doença nos olhos; do ouvidinho, para verificar se ouve bem; e do pezinho, que permite, por meio da coleta de material, a detecção precoce de muitas doenças. Caso seja identificada alguma alteração ou possível problema de saúde, o bebê é avaliado imediatamente por especialistas e passa a receber o tratamento adequado. Se houver necessidade, pode ser submetido ainda a procedimento cirúrgico corretivo. Também para proporcionar o crescimento saudável aos novos paulistaninhos e cientes que, depois de receberem alta da maternidade, as novas mamães possuem dúvidas e medos, o Mãe Paulistana continua a fazer parte da rotina das mulheres. A equipe do programa marca a consulta pós-parto da mãe antes de ela voltar para casa, assim como a primeira consulta do bebê com o pediatra. Se a criança for saudável, a ida ao médico deverá ocorrer com uma semana de vida e, posteriormente, com 1 mês de idade. A partir daí, acontecerá de dois em dois meses até 1 ano de idade. Já no segundo ano de vida, as consultas com o pediatra serão de três em três meses, e, dos 2 aos 5 anos, a cada seis meses. Em caso de urgências, como vômitos, diarreia e febre, a mãe deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o hospital mais próximo, sendo sempre orientada a, nessas situações, não esperar até a próxima consulta. Além disso, devem acompanhar o Calendário Nacional de Vacinação, já que, nos primeiros cinco anos de vida, os pequenos são mais sensíveis a doenças graves, prevenidas por meio da vacinação. Tanto as consultas com o pediatra no primeiro ano de vida do bebê quanto os remédios e tratamentos indicados são gratuitos. As mulheres também podem esclarecer suas dúvidas com os profissionais do programa, garantindo, assim, que os pequenos cidadãos de São Paulo cresçam fortes e saudáveis.

5 s e r v i ç o s Infraestrutura disponível em todas as regiões da cidade 7 Número de hospitais por zona Hospitais da Rede de Proteção à Mãe Paulistana Norte MUNICIPAIS Hospital Municipal Cachoeirinha Mario de M. A. da Silva Hospital Municipal Pirituba José Soares Hungria Hospital Municipal Vereador José Storopolli Vila Maria Hospital Municipal Campo Limpo Fernando Mauro Pires da Rocha Hospital Municipal Ermelino Maratazzo Alipio Correa Neto Hospital Municipal Planalto Waldomiro de Paula Itaquera Centro-oeste Hospital Municipal Tide Setúbal São Miguel Hospital Municipal Inácio Proença de Gouveia João XXIII Hospital Municipal Jabaquara Arthur Ribeiro de Saboya Hospital Municipal J. Sarah Mário Degni Hospital Municipal do Servidor Público OSS MUNICIPAIS Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch M Boi Mirim Hospital SMS Cidade Tiradentes ESTADUAIS Hospital SES. Mandaqui Norte Hospital SES. de Taipas Katia de Souza Rodrigues Hospital SES. de Vila Penteado Dr. José Pangela 7 Para participar, basta se inscrever na UBS Hospital SES. Mat. De Interlagos Hospital SES. Regional Hospital SES. de Guaianazes Jesus Teixeira da Costa Hospital SES. de São Mateus Manuel Bifulco Para oferecer atendimento diferenciado às gestantes atendidas pela Rede de Proteção à Mãe Paulistana, a Prefeitura de São Paulo investiu na capacitação de profissionais, na distribuição de medicamentos e no incremento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) hoje informatizadas. Para usufruir os benefícios da iniciativa, as futuras mães devem se inscrever na UBS mais próxima de sua casa. É nela também que a gestante poderá conferir o Hospital ou Maternidade na qual dará à luz. É possível até mesmo agendar uma visita antes do nascimento do bebê. Confira ao lado a relação de hospitais que integram a Rede de Proteção à Mãe Paulistana. Norte Centro-oeste Centro-oeste Hospital SES. Ipiranga Hospital SES. Leonor M. de Barros OSS ESTADUAIS Hospital SES. do Grajaú Hospital SES. Pedreira Associação Congregação de Santa Catarina Hospital SES. do Itaim Paulista Hospital SES. Vila Alpina Hospital SES de Sapopemba CONVENIADOS Hospital São Luiz Gonzaga Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro Maternidade Amparo Maternal Hospital da Beneficência Portuguesa UNIVERSITÁRIOS Hospital Santa Marcelina Itaquera Hospital São Paulo Unidade I Unifesp Hospital das Clínicas Instituto Central Hospital Universitário USP SP Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

6 Perspectivas Em compasso de crescimento Novos instrumentos devem estimular o aleitamento e planejamento familiar A médica e coordenadora do programa Mãe Paulistana, Maria Aparecida Orsini, expõe os avanços da iniciativa e sua importância para assegurar a saúde das mães e de seus filhos, e garante: a perspectiva é continuar reduzindo a mortalidade materna e infantil e ampliar ações preventivas, para o alcance das metas de saúde para o milênio. As expectativas em relação ao programa foram atingidas? Quais os principais avanços? Nossas principais expectativas que motivaram a criação do programa foram atingidas: garantir o local para o parto e melhorar a adesão ao pré-natal. Ao iniciarmos o Mãe Paulistana, a falta crônica de vagas e a peregrinação pelas maternidades o que motivou alguns veículos de comunicação a usarem o termo "mãe peregrina" eram causas de angústia para as mulheres e aumentavam o risco na hora do parto. Os bons resultados refletem o sucesso do programa em integrar e articular os recursos federais, estaduais e municipais para criar uma rede de serviços direcionada às mães e às crianças, regulando todos os leitos públicos existentes na cidade (hospitais estaduais, municipais, o federal, incluindo os universitários). Ou seja, essa organização dos recursos permitiu ampliar o acesso, por exemplo, aos serviços de atenção primária e de média e alta complexidades. Os dados recentes mostram que 97,8 % das mães atendidas na rede Sistema Único de Saúde fizeram o pré-natal e foram acompanhadas até o final da gestação, e 73,8% das gestantes realizaram sete ou mais consultas durante esse período. Hoje, a gestante também pode conhecer previamente a maternidade onde fará o parto, e tivemos avanços importantes com a incorporação de ações preventivas na assistência materno-infantil e as triagens neonatais, que incluem diagnóstico e tratamento da retinopatia da prematuridade, triagem auditiva neonatal universal e o teste do pezinho. Nos cinco anos do Mãe Paulistana, quais as melhorias incorporadas a ele? No início do programa, a ausência de informações e de informatização dificultava a gestão da atenção materna e infantil. Ao longo de cinco anos, foi desenvolvido um sistema de ge- renciamento para garantir a capacidade de acompanhamento e a rastreabilidade da assistência prestada: o Business Intelligency-BI Mãe Paulistana. Todas as unidades básicas e os ambulatórios foram informatizados, e, atualmente, o sistema ambulatorial permite o cadastramento e acompanhamento dos atendimentos realizados para as mães e os recém-nascidos. Os dados atualizados permitem a melhoria do planejamento e da aferição de resultados da política pública. Foi criado ainda o prontuário da gestante, que melhora a qualidade da atenção dada a ela e permite aprimorar continuamente a qualidade das informações. São desenvolvidas também ações de gerenciamento de casos (alto risco), gerenciamento de demandas (gestantes referenciadas para cada maternidade e previsões de número de partos/maternidade) e gerenciamento de doenças (sífilis congênita). Esses acompanhamentos são realizados por enfermeiras, por meio de contato telefônico com as gestantes e mães. Qual a importância de monitorar a gestação das paulistanas? As ações de monitoramento, gerenciamento de casos e de- mais iniciativas de aferição são importantes para darmos o apoio às gestantes para a superação de dificuldades e colaborarmos com a segurança da mulher e da criança. Quanto à gestão, ampliam as capacidades para o planejamento, para a execução da assistência e para a aferição de resultados. Há dados sobre o perfil das mulheres atendidas? Diariamente, as orientadoras hospitalares visitam todas as gestantes nas maternidades e entrevistam as mães quando têm alta hospitalar. Com base nesse contato, sabemos que a maior parte das mulheres atendidas tem 23 anos, que 78,7% são solteiras (condição civil) e que, dessas, 76,71% moram com o companheiro. Mais: 69,2% das mães têm mais de oito anos de estudo e 35,4% trabalham. Quais as perspectivas para este ano em relação ao programa? Para 2011, a perspectiva é continuar reduzindo a mortalidade materna e infantil e ampliar ações preventivas, para alcançarmos as metas de saúde para o milênio. Já estamos desenvolvendo os instrumentos para a introdução de novos programas para estímulo ao aleitamento, planejamento familiar e melhorias nas urgências obstétricas.

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