PROTOCOLO DE ATENDIMENTO: ARTICULAÇÃO DA REDE DE SERVIÇOS PARA PROTEÇÃO INTEGRAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO MUNCÍPIO DE CÁCERES

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1 PROTOCOLO DE ATENDIMENTO: ARTICULAÇÃO DA REDE DE SERVIÇOS PARA PROTEÇÃO INTEGRAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO MUNCÍPIO DE CÁCERES Edna Luzia Almeida Sampaio 1 Josyane Lima de Cerqueira 2 Glasiely Alves da Silva 3 Resumo Trata-se de uma iniciativa de articular os serviços da rede, objetivando instituir sistema de cooperação entre as instituições para promoção de atendimento integral à criança e Adolescente, seja no âmbito da promoção de direitos, prevenção e atendimento à violação desses direitos. Cáceres é um município que enfrenta grandes problemas de ordem social e política, em razão de sua localização fronteiriça e o baixo investimento público em equipamentos sociais e de viabilidade econômica que alavanquem alternativas de desenvolvimento e que minorem os problemas da desigualdade socioeconômico e cultural. Crianças e Adolescentes constituem o grupo de maior vulnerabilidade no município, pois, dependem de condições sociais e familiares para que possam se desenvolver de forma saudável, com oportunidades de acesso ao conhecimento, à cultura e ao pleno desenvolvimento psicossocial. O alto índice de pobreza, as dificuldades de financiamento de políticas públicas municipais e problemas que assolam, como o tráfico e uso de drogas, prostituição, falta de oportunidades de trabalho e renda, incidem sobre as famílias e são grandes desafios ao Poder Público, não apenas municipal, mas Estadual e Federal.Compreende-se que o maior dos desafios é o fortalecimento da capacidade governativa das instituições públicas na prestação de serviços que obedeçam à lógica de integralidade na promoção de direitos a indivíduos e grupos sociais. Cabe ao Estado a garantia dos Direitos Humanos, mas contraditoriamente, ele pode ser, em muitos casos, o maior violador desses direitos. O Centro de Referência em Direitos Humanos CRDH/ Cáceres e o Ministério Público Estadual MPE/Promotorias de Justiça de Cáceres, em parceria com as instituições que compõem a rede de proteção, vem trabalhando para efetivação do Projeto: Protocolo de Atendimento a Criança e Adolescentes, sendo o CRDH, responsável pela coordenação. Palavras-chave:Criança e Adolescente, Rede e Protocolo. Abstract It is a joint initiative of the network services, aiming to establish cooperative arrangements among institutions to promote comprehensive care to children and teenager, is in the promotion of rights, prevention and care for such breach. Cáceres is a town facing 1 Doutora em Ciências Sociais, atua como coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos de Cáceres. Rua dos Caçadores 464, Cavalhada Cáceres/MT. 2 Assistente Social, atua no Ministério Público Estadual Promotorias de Justiça de Cáceres. Rua do Scaff nº28 Cavalhada Cáceres/MT. 3 Psicóloga, atua no Centro de Referência em Direitos Humanos de Cáceres. Rua dos Caçadores 464, Cavalhada Cáceres/MT.

2 major problems of social and political order, because of its border location and low public investment in social infrastructure and economic feasibility of alternatives that leverage development and to mitigate the problems of social, economic and cultural inequality. Children and adolescents are the most vulnerable group in the city, therefore, depend on social and family conditions that can develop in a healthy manner, with opportunities for access to knowledge, culture and full psychosocial development. The high poverty rate, the financing difficulties of municipal policies and problems that beset, such as trafficking and drug use, prostitution, lack of job opportunities and income, affect families and are major challenges to the Government, not only local, but state and Federal.Compreende is that the biggest challenge is strengthening the governance capacity of public institutions in providing services that meet the logical completeness in promoting the rights of individuals and social groups. The State of Human Rights to guarantee, but paradoxically, it can be, in many cases, the biggest violator of human rights. The Reference Center for Human Rights - CRDH / Cáceres and the State Prosecutor - MPE / Prosecutors Justice of Cáceres, in partnership with the institutions that make up the safety net, has been working for the execution of the Project: Child Care Protocol and adolescents, the CRDH, responsible for coordination. Keywords:Children and Adolescents, Network, Protocol. Somos sabedores do sentido de urgência que ganhou em Cáceres o atendimento às crianças e adolescentes, especialmente porque, lamentavelmente, o município tem sido palco de subsequentes tragédias com assassinatos desse grupo social tão vulnerável. É difícil não sucumbir à ideia de que existem soluções fáceis e rápidas para resolver a questão. O envolvimento com as instituições e com a realidade dessas crianças e adolescentes, nos permitem reafirmar a importância de construção de um processo complexo e demorado como este, exigente em conhecimento e envolvimento/comprometimento das partes, mas, parecenos o único caminho viável no médio e longo prazo, capaz de minimizar os efeitos perversos da ausência de um sistema efetivo de proteção aos direitos de criança e adolescente em Cáceres. O Projeto Protocolo de Atendimento pretende se colocar como articulador de espaço de diálogo entre instituições responsáveis por garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes. Para isso, a metodologia de trabalho privilegiou a visualização de interfaces de cooperação e conexão da Rede de Atendimento no munícipio, para pensar estratégias de planejamento e gestão conjunta que minimize os efeitos da fragmentação das políticas públicas, o que tem gerado a revitimização dos usuários que sofrem violação de seus direitos. Assim, tendo em vista a articulação da rede de proteção aos direitos da Criança e Adolescente, foi proposto a realização de quatro oficinas para discutir a Rede.

3 A primeira, denominada de Visão do Atendimento, teve como objetivo estimular os participantes a exporem suas concepções de rede e de atendimento, a partir de um caso concreto. Utilizou se a problematização como ponto de partida. Esse foi um momento de integração e conhecimento entre os representantes das instituições. Embora se considere Rede, o conjunto das instituições que atuam na defesa dos Direitos da Criança e Adolescentes no município, sabemos que não se trata de algo que esteja dado pela simples existência dessas instituições. São necessários esforços dos agentes sociais/institucionais para que as políticas, serviços e unidades institucionais ganhem capacidade de convergir/integrar/articular objetivos, interesses e ações, num sistema de cooperação complexo e continuado que garanta às crianças e adolescentes o atendimento integral necessário à sua proteção. Nesse sentido, a primeira oficina foi o momento do estranhamento, de pensar sobre aquilo que é naturalizado como dado: o que é Rede, quais as palavras-chave que definiriam o conceito. Ao trabalhar com a técnica do Mosaico, cada indivíduo levantou a palavra-chave que melhor representaria o seu conceito: OPORTUNIDADE, FORTALECIMENTO, TEIA, ARTICULAÇÃO, RESPONSABILIDADE, CONQUISTA, INTERSETORIALIDADE, ATENDIMENTO, VÍNCULO, CO-DEPENDÊNCIA, TODOS JUNTOS TRABALHANDO PELA MESMA CAUSA, COMPETÊNCIA, FAMÍLIA, DESAFIO, DIVERSIDADE, VALORIZAÇÃO HUMANA, LAZER, EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO, CRIANÇA. Após o momento de apresentação, proporcionado pela oficina 1, na qual os presentes puderam expor sua visão de Rede, a Oficina 2, intitulada Um estudo Comparado, utilizou como estratégia metodológica a análise de um caso concreto denominado Caso José Roberto (uma história verídica de uma criança com comprometimentos com drogas, apresentando também vários direitos violados). Os representantes das instituições puderam construir, em meio a dinâmica deste trabalho, o fluxograma de atendimento do serviço o qual representavam, considerando as informações do caso apresentado e as competências institucionais. A proposta foi analisar as condições de atendimento da rede de proteção social, comparando três modelos diferentes: a) A visão dos participantes, construída na oficina 1; b) as competências de cada instituição, a partir da base legal que organiza os sistemas de Proteção; c) O atendimento efetivamente realizado pela rede, a partir do estudo de um processo judicial.

4 O trabalho dessa oficina levou a uma primeira aproximação do conceito de Rede que cada agente público tinha, e a visão dos procedimentos a serem tomados no encaminhamento do caso seja pela própria unidade que representavam ou no requerimento dos serviços de outras. O intuito foi trazer para a discussão as lacunas e pontos de intersecção necessários à articulação dos serviços de atendimento à crianças e adolescentes no município. Os fluxos apresentaram muitas lacunas, como era esperado, demonstrando uma visão pouco articulada e sistematizada da rede. Pode-se inferir que muitos dos encaminhamentos realizados pelas unidades não foram incorporados na hora da reflexão, talvez porque as práticas institucionais estavam ainda pouco sistematizadas nessa primeira provocação, mas existem, de fato, muitas dificuldades relatadas ao longo do trabalho, seja na execução das funções institucionais ou na articulação tanto intra como interinstitucional. Daí os fluxos apresentarem tímida relação com o que de fato acontece na realidade dos serviços, apesar de ser possível verificar as dificuldades de considerar demandas/encaminhamentos a outras unidades e/ou esfera de governo. Não obstante às dificuldades, ressalta-se que as oficinas foram pensadas para, a cada passo, aprofundar a reflexão sobre o modus operandi das instituições no atendimento a crianças e adolescentes, levando o grupo a construir uma visão crítica compartilhada do funcionamento da rede a qual pertencem. A terceira oficina,expectativas Cruzadas, objetivou levantar expectativas e necessidades dos grupos que compõem a rede. As oficinas anteriores produziram materiais suficientes para que cada participante soubesse exatamente das atribuições e competências das instituições e em que pontos poderiam colaborar mutuamente. As expectativas são, portanto, produzidas a partir das competências e responsabilidades institucionais e serão os insumos para os procedimentos necessários ao Protocolo de Atendimento. Essa oficina teve como foco sintetizar a visão dos participantes sobre as necessidades básicas demandadas à outras instituições e/ou unidade da rede. Bem como, construir um mapa de relacionamento entre as instituições que compõem a rede, de modo que se possa ampliar nossa visão sobre os pontos de conexão ou pontos críticos entre as instituições. Com os insumos das oficinas anteriores, foi apresentado uma matriz de serviços para discussão e reordenamento a partir da crítica dos participantes. A ideia consistia em uma nova aproximação da atuação das unidades, ampliando a visão sobre o funcionamento delas e permitindo visualizar a rede e seus componentes de forma articulada, ainda que incompleta.

5 Para aprofundar a análise, cada participante foi convidado a falar sobre os serviços oferecidos pela instituição que representa. Foi elaborado e distribuído um Portfólio de Serviços, uma espécie de menu de serviços oferecidos pelas instituições que atuam em Cáceres, bem como suas atribuições legais. O que se buscou foi uma combinação de estratégias que levasse a uma visão dos recursos institucionais disponíveis em âmbito municipal, nas mais diferentes esferas de governo e, ao mesmo tempo, que se pudesse visualizar como esses serviços se articulariam na matriz apresentada. Houve limitação da discussão em razão da ausência de participação de diversas instituições, mas serviu para ampliar o conhecimento sobre o que se poderia considerar na construção de cooperação entre os agentes e instituições públicas. A ausência de espaços para troca de conhecimento/informações, no fazer cotidiano das instituições, tornou este momento de grande importância e riqueza para a compreensão do trabalho institucional e das necessidades de aproximação entre os serviços e esferas de governo. É de se destacar a recorrente percepção de que, atualmente, a cooperação somente se efetiva na medida em que os indivíduos por seus recursos privados de conhecimento e de relações pessoais conseguem mobilizar outros indivíduos em instituições diferentes para dar aquela ajuda quando há necessidade de encaminhamentos/atendimentos interinstitucionais. Uma importante fragilidade da rede se assenta, assim, na pouca mobilização/responsabilização institucional para o trabalho articulado/integrado entre competências e atribuições que deveriam convergir para o atendimento à crianças e adolescentes de forma institucionalizada, não personalizada. É muito perceptível essa realidade tanto nos relatos dos servidores presentes nas oficinas, quanto no fluxo de atendimento dado pelo caso concreto, caso utilizado para desencadear os trabalhos das oficinas Um novo momento foi necessário para continuar e aprofundar as questões relativas às competências e cooperação entre as instituições, desse modo, foi encaminhado instrumento para que os participantes fizessem em suas instituições o cruzamento das expectativas em relação a cada uma das outras instituições envolvidas no processo. A oficina 3.1 consistiu na apresentação dos resultados dos trabalhos das equipes/instituições, no preenchimento de suas expectativas mútuas (Expectativas Cruzadas). Três problemas concorreram para a limitação do uso da matriz de Expectativas Cruzadas: 1. O reduzido número de instituições que se dispuseram a preencher o formulário e devolver à

6 coordenação, 2. A demora na devolutiva, 3. O alto grau de generalidade das respostas o que dificultou uma visão mais precisa sobre como e onde estão os pontos-chaves para articulação da Rede, considerando a realidade objetiva do atendimento na Rede. Pode-se observar que boa parte das expectativas enunciadas se converte em demandas mais ou menos gerais de melhorias nos serviços, não propriamente expectativas relacionadas aos procedimentos operacionais que a unidade respondente poderia esperar das demais. Tal situação exigiu um esforço maior no sentido de estudar com mais profundidade as políticas que envolvem o atendimento à crianças e adolescentes, desde os marcos teóricos e normativos, às unidades de gestão da política pública. Avaliamos o processo como positivo e de uma riqueza e aprendizado enormes, o que permitiu a todos maior compreensão não somente sobre o conceito de Rede, como também sobre a necessidade urgente de fortalece-las e os pontos críticos que exigirão esforços nessa construção. Este é um pressuposto elementar na pactuação entre os agentes institucionais para a elaboração de um Protocolo. A quarta e última oficina consiste na Validação de Acordos construídos ao longo das oficinas anteriores. Nesta teremos a proposta do Protocolo de Atendimento elaborado para ser discutida e aprovada pelos participantes e chefes do executivo municipal, da Justiça e do Ministério Público Estadual, bem como com o Poder Legislativo. Ela constituirá na pactuação entre as instituições para operacionalizar a utilização do Protocolo de Atendimento enquantoferramenta de gestão, plataforma tecnológica que permita integrar as instituições da rede via instrumento de atendimento. Para tanto, será necessário elaborar projeto de capacitação dos servidores para melhor compreensão e inserção na rede, bem como o uso dessa ferramenta tecnológica. Esperamos que juntas, as instituições públicas de Cáceres possam dar um importante passo na garantia dos Direitos Humanos, num processo de construção coletiva que para além de um experimento social, seja o aprendizado institucional que marque o aprimoramento da cultura de defesa do bem comum e da proteção à infância e adolescência, funções primordiais do Estado. Situação atual do Projeto O Protocolo de Atendimento está sendo construído a partir do que foi produzido nas oficinas e, também, dos estudos e leituras que vem sendo realizados para a construção da

7 proposta. As instituições foram instigadas a refletir, analisar sobre a organização de suas ações. Com base nos materiais elaborados em oficina pelos participantes, nas discussões registradas em atas e assinadas pelos presentes e nas visitas institucionais que foram necessárias, contamos com dados significativos para a conclusão do Protocolo de Atendimento Para a Rede de Criança e Adolescente. O Protocolo de Atendimento contemplará os tipos de violências sofridas por crianças e adolescentes para, a partir delas, estabelecer o caminho do atendimento, com base nos recursos institucionais, competências e expectativas. Para tanto definimos 04 categorias de violência: Violência Sexual; Violência Física; Violência Psicológica enegligência, abandono e maus tratos. Para cada categoria está sendo construído situações de atendimento, sua previsão legal e as instituições envolvidas, bem como os procedimentos decorrentes desse atendimento. De modo que as instituições vão aparecendo conforme as exigências legais dos serviços. O fluxo de atendimento será uma representação gráfica de como a rede poderá manter relações para proteger as crianças e adolescentes vítimas de violência, quem deve ser acionado e qual o papel de cada um. O desafio aqui é, também, pensar o instrumento integrador da ação interinstitucional, pois, embora se fale muito em Rede, nem as políticas, nem o arcabouço normativo, construíram os instrumentos operacionais capazes de integrar a rede. Um bom exemplo disso são as diferentes fichas de atendimento, os diferentes sistemas que cada unidade de governo utiliza no atendimento à crianças e adolescentes. Nenhum deles é compartilhado! Como furar o bloqueio das caixinhas para articular as políticas e ações governamentais? Não se trata de uma questão trivial, pois, por trás de cada unidade há fatores políticos que, muitas vezes, concorrem com o fortalecimento da rede. ConsideraçõesFinais As instituições que representam a rede de proteção à criança e adolescente de Cáceres- MT participaram de forma significativa das oficinas. Estes assumiram que os serviços encontram dificuldades e se dispuseram a colaborar com o andamento dos grupos e com a execução dos acordos necessários para a operacionalização do Protocolo de Atendimento. Os questionamentos levantados pelos representantes das Equipes que compõem a Rede e que estiveram presentes nas oficinas, propiciou muitos insumos para que o Protocolo

8 de Atendimento fosse alicerçado pelos estudos dos produtos das oficinas. Compreende-se o quanto este trabalho é complexo para ser definido e pactuado para a garantia dos direitos dos envolvidos em todo processo, entende também que além de uma forte parceria para construção e execução, a necessidade de estudos sobre legislações, Sistema Único de Saúde, Sistema Único de Assistência Social, Educação, Rede, Fluxogramas, dentre outros. Dizer o que cada instituição deveria fazer, a princípio, não parece difícil, considerando que existem determinações legais para isso, entretanto, não são os decretos ou leis que mudam a realidade, mas o compromisso que as pessoas assumem e, para isso, é preciso compreender a grandeza desse compromisso e organizar a melhor estratégia para que ele possa ser cumprido institucionalmente, não apenas na figura individual de cada servidor ou servidora. Salienta-se que as oficinas não esgotaram as dúvidas, nem se conseguiu explorar tudo o que se achou necessário para concluir um trabalho como este, logo foram necessárias a realização de visitas in loco para esclarecimentos de alguns serviços. Durante as visitas podese observar nas falas de alguns profissionais a angústia das equipes, para o aprimoramento das ações, no intuito de efetivar o papel assumido na garantia dos direitos inerentes a criança e adolescente. De alguma maneira a rede funciona, talvez não de forma ideal, mas da forma que encontraram para lidar com as muitas diversidades, ou seja, obtiveram mecanismos informais e reforçados por vínculos pessoais que possibilitam a execução imediata dos serviços. As consequências deste processo refletem na baixa resolutividade no enfrentamento à violência e seus agravantes, pois, os serviços não estão organizados de forma articulada e, cada unidade padece de limitações que poderiam ser minimizadas se houvesse articulação institucional. Nesse contexto, o Protocolo de Atendimento ganha grande relevância e, ao mesmo tempo, é um grande desafio, pois, seu sucesso depende do envolvimento e compromisso de todos os que compõem a Rede e, ao mesmo tempo, nessa fase do trabalho, tem exigido da equipe de coordenação o insulamento necessário à reflexão, a sistematização e à produção de um resultado que seja satisfatório e útil para as necessidades da Rede. A utilidade dependerá, certamente, da disposição dos agentes públicos em utilizá-lo, de nossa parte fizemos uma aposta, sem a pretensão de apresentar uma panaceia, um remédio para todos os males, uma solução fácil e rápida, mas algo que contribua ainda que limitadamente, para acumular no sentido de fortalecer a Rede de Proteção à Criança e Adolescente em Cáceres.

9 Referências ACIOLI, Sonia. Redes sociais e teoria social: revendo os Fundamentos do conceito. Inf.Inf.Londrina, v.12, n.esp.,2007. CAPRA, Fritjof. Vivendo Redes. In: Duarte, Fábio; Quandt, Carlos; Souza, Queila. (2008) O Tempo das Redes. pg. 21/23. Editora Perspectiva S/A. ISBN: ] (trechos) ENNE, Anna Lúcia S. Conceito de rede e as sociedades contemporâneas. Comunicação e Informação. V.7, nº , jul-dez.2004 Brasil. Resolução 109/1993 Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais Brasília 1993; Brasil. Orientações Técnicas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social CREAS MDS/ Brasília, 2011; Brasil. Constituição da Republica Federativa do Brasil. Brasília, 1988; Brasil. Lei nº 8.742/1993. Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Brasília, 1993; Direito e Legislação Social: Serviço Social JossanBatistute São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.

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