A POLÍTICA DE PROTEÇÃO DA MATERNIDADE JULIO MAYER DE CASTRO FILHO

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1 A POLÍTICA DE PROTEÇÃO DA MATERNIDADE JULIO MAYER DE CASTRO FILHO

2 Ministério da Saúde Diretrizes gerais Pacto pela Saúde Estados ComissãoBi partite Municípios Plano Municipal de Saúde Objetivos Ações estratégicas Metas Indicadores

3 Breve histórico Saúde da Mulher Doenças + prevalentes Gênero SAÚDE MATERNO-INFANTIL P.A.I.S.M. S.U.S. Conferência do Cairo Século XX

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5 CONSTITUIÇÃO DE Art. 196: saúde como direito de todos e dever do estado Art. 226, 7º da Constituição Federal: Dispõe sobre o papel do Estado em matéria de planejamento familiar Lei 8080/90 consolida o SUS Lei 8142/90 institui o controle social sobre as Políticas de Saúde

6 SAÚDE MATERNO-INFANTIL A portaria n 569/ MS 2000, do Ministério da Saúde institui o Programa de Humanização do Pré Natal, Parto e Nascimento e estabelece competências para a estruturação das Centrais de Regulação Obstétrica e Neonatal. No município de S.Paulo: A lei Municipal n /2001 institui o Programa de Saúde da Gestante e do Recém Nascido do município de São Paulo.

7 SAÚDE MATERNO-INFANTIL A Lei nº de 21/12/92 criou o Comitê Municipal de Mortalidade Materna de São Paulo O decreto n /2002 da Prefeitura Municipal de São Paulo regulamenta a lei n de 13 de novembro de 2001, que dispõe sobre a instituição do Programa de Proteção da Saúde da Gestante e do Recém Nascido do Município de São Paulo. O decreto n /2006 regulamenta a lei n de 13 de novembro de 2001 estruturando a Rede de Proteção à Mãe Paulistana para a gestão e execução da rede de serviços de saúde de assistência obstétrica e neonatal do Município de São Paulo.

8 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO CIPD (Cairo,1994) e IV CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE A MULHER (Beijing,1995) Estas Conferências introduziram os conceitos de direitos sexuais e de direitos reprodutivos, como direitos humanos. A Conferência do Cairo abandonou a perspectiva de enfatizar a necessidade de limitar o crescimento populacional como forma de combater a pobreza e a desigualdade.

9 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO CIPD (Cairo,1994) e IV CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE A MULHER (Beijing,1995) O Plano de Ação do Cairo definiu como base dos programas de população e desenvolvimento a promoção da eqüidade e da igualdade entre homens e mulheres, assim como a eliminação de todo tipo de violência contra as mulheres, de modo a assegurar que sejam elas que controlem a sua própria fecundidade sem qualquer forma de coação.

10 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO CIPD (Cairo,1994) e IV CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE A MULHER (Beijing,1995) A Plataforma da IV Conferência Mundial sobre a Mulher declarou que as relações igualitárias entre homens e mulheres, no que diz respeito às relações sexuais e à reprodução, incluem: o respeito à integridade da pessoa, o consentimento recíproco e a vontade de assumir conjuntamente a responsabilidade pelas consequências do comportamento sexual.

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12 Erradicar a extrema pobreza e a fome Atingir o ensino básico universal Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres Reduzir a mortalidade na infância

13 Objetivos do Milênio - ONU Melhorar a saúde materna (Razão de Mortalidade Materna abaixo de 20 por 100mil nascidos vivos) Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças Garantir a sustentabilidade ambiental Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento

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15 PORTARIA No , DE 24 DE JUNHO DE 2011 Institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS a Rede Cegonha. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuiçõe que lhe confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, resolve: Art. 1 - A Rede Cegonha, instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde, consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como à criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis, denominada Rede Cegonha.

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22 Indicadores da área materno-infantil: de cobertura: consultas de pré-natal proporção de cesáreas de morbidade: incidência de sífilis congênita de mortalidade: Razão de mortalidade materna= nº de óbitos maternos x nº de nascidos vivos Taxa de mortalidade neonatal precoce= nº de óbitos de 0 a 6 dias X nº de nascidos vivos

23 Gestão de Políticas Públicas de Saúde Coleta de Informações: Mortalidade: Declaração de Óbito e Comitês Razão de Mortalidade Materna= nº óbitos até 42 dias de puerpério nº nascidos vivos Morbidade: Internações hospitalares (AIH) Inquéritos de Saúde Bancos de dados de sistemas de informação de atendimento Análise das condições sociais Controle social ( Conselhos)

24 Indicadores de saúde Dependem da qualidade da informação Ex: doenças notificadas, alimentação de bancos de dados, etc. Na maioria das vezes ocorre sub-notificação e sub-alimentação.

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26 Indicador:consultas de pré-natal Brasil consultas de pré-natal - informação ignorada Fonte: DATASUS M.S.

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28 Indicador : CASOS DE SÍFILIS CONGÊNITA (depende de notificação efetuada) Casos notificados de sífilis congênita - Brasil FONTE: DATASUS- M.S.

29 Indicador: Mortalidade Materna no Brasil

30 Indicador: Taxa de Mortalidade Neonatal Precoce Taxa de Mortalidade neonatal precoce - Brasil Fonte: DATASUS - M.S.

31 Município de São Paulo População usuária SUS : habitantes (55,6%) População de mulheres usuárias SUS: Fonte : IBGE

32 437 UBS 928 Estabelecimentos e Serviços equipes de ESF ativas

33 Nascidos vivos - Município de S.Paulo

34 Fonte: SINASC CEInfo SMS Taxa de Natalidade Município de São Paulo

35 Indicador: % de 7 ou + consultas de prénatal - Município de São Paulo Fonte: SINASC -CEInfo SMS

36 Indicador: % de 7 ou + consultas de prénatal - Município de São Paulo número de informações ignoradas consultas pré-natal S. Paulo Fonte: SINASC -CEInfo SMS

37 A Cesárea como bem de consumo São Paulo Taxa de cesárea Fonte: TABWIN SINASC CEInfo

38 Indicador: Casos de sífilis congênita São Paulo Casos confirmados de sífilis congênita MSP Fonte: DATASUS - M.S.

39 Mortalidade Materna no município de S. Paulo Fonte: Comitê Municipal de Mortalidade Materna

40 Indicador: Coeficiente de mortalidade infantil

41 Saúde Materno-infantil Vulnerabilidades ou exclusão social: - Baixa escolaridade - Más condições de moradia - Moradia de um cômodo - Mãe c/união recente ou s/companheiro - Violência doméstica - Adolescente (< 20 anos) - Usuária de drogas (Ilícitas ou não) - Gravidez indesejada (aborto inseguro) - Vítimas de discriminação - Imigrante latina (principalmente as bolivianas e peruanas) - Moradora em situação de rua

42 Saúde Materno-infantil Vulnerabilidades ou exclusão social: + - Pré-natal ausente ou inadequado - Falta acesso métodos contraceptivos - Assistência ao parto inadequada Óbitos de mães por doenças evitáveis Círculo vicioso

43 Saúde Materno-infantil Vulnerabilidades ou exclusão social: + - Pré-natal ausente ou inadequado - Falta acesso métodos contraceptivos - Assistência ao parto inadequada - Falta de aleitamento materno - Puericultura ausente ou inadequada Mau resultado perinatal - sequelas + - Educação inadequada Círculo vicioso Criança c/ Futuro incerto?

44 Por que o SUS não funciona bem? Falta dinheiro e Falta Gestão Corrupção Incompetência ( Gastos inadequados) Como é nos países em que o sistema público de saúde predomina? em média, é investido 6,5 % ou mais do PIB No Brasil em 2008, apenas 3,9 % do PIB

45 Gastos com saúde: Segundo O.M.S. (2006): Gasto per capita Canadá: US$ per capita/ano Espanha: US$ per capita/ano Brasil: US$ 323 per capita/ano % dos gastos totais com saúde Canadá: 17,8% Espanha: 15,5% Itália: 14,2% Chile: 14,1% México: 10,8% Brasil: 7,2%

46 Gastos com saúde: Em 2008: 3,9% do PIB p/ SUS 4,0 a 4,5 % do PIB para Saúde Suplementar ( Pagos pelo usuário dos planos de saúde) Brasil: Em 2007: Saúde Suplementar: 39 milhões de usuários gastou R$ 108,30 por mês por usuário só em assistência SUS: gastou R$ 42,80 por mês por habitante (incluindo endemias, vacinações, vigilância em saúde e vigilância epidemiológica) SE SUBTRAIRMOS OS 39 MILHÕES DE USUÁRIOS DA SAÚDE SUPLEMENTAR: R$ 54,30 / MÊS / HABITANTE

47 O que fazer para melhorar a assistência maternoinfantil? Diretrizes gerais do município de São Paulo : Implantação do Programa Rede de Proteção à Mãe Paulistana Garantir o número de consultas de pré-natal adequadas Garantir o acesso universal aos métodos contraceptivos Garantir assistência ao parto e puerpério adequadas Recomendar e orientar o Aleitamento Materno exclusivo Garantir seguimento da criança até fim do 1º ano de vida

48 Saúde materno-infantil REDE DE PROTEÇÃO À MÃE PAULISTANA AÇÕES IMPLANTADAS: -ENXOVAL -CARTÃO SP Trans -VANS VISITAS ÀS MATERNIDADES -ORIENTADORAS HOSPITALARES -PROTOCOLO DE ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL E AO RN -CURSOS DE ATUALIZAÇÃO PARA NEONATOLOGISTAS OBSTETRAS - PRONTUÁRIO DE PRÉ-NATAL (dentro de sistema de informação) - PRONTUÁRIO DA CRIANÇA -CADERNETA DO RN -CARTÃO DE PRÉ-NATAL -CENTRAL DE REGULAÇÃO E

49 Saúde materno-infantil REDE DE PROTEÇÃO À MÃE PAULISTANA AÇÕES EM IMPLANTAÇÃO: - PARTO SEGURO : CONTRATAÇÃO DE ENFERMEIROS- OBSTETRAS PARA INTEGRAR COM EQUIPE DAS MATERNIDADE MUNICIPAIS - PROTOCOLOS DE PATOLOGIAS OBSTÉTRICAS NOS HOSPITAIS MUNICIPAIS

50 Dados do Programa 2.010: Gestantes cadastradas: Consultas Pré-natal: Exames pré-natal: Ultrassonografias Obstétricas:

51 O que mais é necessário? SUS com: financiamento adequado gestão adequada garantia de qualidade humanização do atendimento

52 Saúde Materno-infantil - Rede de Proteção à Mãe Paulistana Vulnerabilidades ou exclusão social: + - Pré-natal adequado - Acesso métodos contraceptivos - Assistência ao parto adequada Redução Mortalidade Materna Círculo virtuoso

53 Saúde Materno-infantil - Rede de Proteção à Mãe Paulistana Vulnerabilidades ou exclusão social: + - Pré-natal adequado - Acesso métodos contraceptivos - Assistência ao parto adequada - Aleitamento materno exclusivo - Puericultura adequada + -Educação de boa qualidade Círculo virtuoso

54 Saúde Materno-infantil Cidadania Plena!

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