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1 A CONSTRUÇÃO CIVIL E AS REGRAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE - ALTERAÇÕES CONTÁBEIS E TRIBUTÁRIAS: LEIS /2007, /2009 e /2014 UMA VISÃO CONTÁBIL E TRIBUTÁRIA Elaborado e apresentado por:

2 LEI Nº /2014 NOVO CONCEITO DE RECEITA BRUTA E DEDUÇÕES RECEITA DA VENDA DE UNIDADES IMOBILIÁRIAS NEGÓCIOS CONDICIONAIS - MOMENTO DO RECONHECIMENTO LUCRO PRESUMIDO OPÇÃO BENEFÍCIOS E DESVANTAGENS ALTERAÇÃO DE REGIME DE TRIBUTAÇÃO DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS E DIVIDENDOS LUCRO REAL x LUCRO PRESUMIDO

3 RECEITA BRUTA NOVA DEFINIÇÃO E ALCANCE IRPJ Lucro Presumido Receita Bruta (art. 12, DL nº 1.598/1977) CSLL LR/LP/LA/Estimativa IRPJ Lucro Real e Estimativa IRPJ Lucro Arbitrado PIS/Cofins Regime Cumulativo PIS/Cofins Regime Não Cumulativo

4 INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1.515/2014 Art. 3º FORMAÇÃO DA RECEITA BRUTA I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria; II - o preço da prestação de serviços em geral; III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos incisos I a III. (MAIOR NOVIDADE) Obs: na RB estão incluídos os tributos sobre ela incidentes e os encargos financeiros embutidos nestas operações, em função da realização a longo prazo. Não se incluem os tributos cobrados na condição de mero depositário (ICMS Substituição Tributária).

5 DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA I - devoluções e vendas canceladas; II - descontos concedidos incondicionalmente; III - tributos sobre ela incidentes não se aplica ao lucro presumido/arbitrado (IN RFB 1515/14, Arts. 122, inc. I e 131, inc. I); e IV - valores decorrentes do ajuste a valor presente (AVP), das operações de longo prazo vinculadas à receita bruta não se aplica ao lucro presumido/arbitrado (IN RFB 1515/14, Arts. 122, inc. I e 1º e 131, inc. I e 2º).

6 CONTABILIZAÇÃO DA RECEITA DE AVP IFRS (International Financial Reporting Standards) D Clientes ,00 C Juros a Apropriar ,00 C Receita ,00 Lei nº /2014 D Clientes C Receita Bruta ,00 D Juros de AVP (resultado) C Juros a Apropriar (ativo) ,00

7 DRE Receita Bruta (-) Juros de AVP (100) Receita Líquida 900 CMV (550) Lucro Bruto 350 Despesas (150) LAIR 200 Lalur (ECF) Parte A LAIR 200 Adição 100 Lucro Real 300 Parte B Juros de AVP 100

8 BASE DE CÁLCULO DO PIS/COFINS De acordo com os arts. 54 e 55 da Lei nº /2014, o AVP, juntamente com todas as demais receitas auferidas, faz parte da base de cálculo destas contribuições. Podem ser excluídos os AVP de receitas que também são excluídas da base de cálculo, como as decorrentes da venda de bens do ativo não circulante.

9 NEGÓCIOS CONDICIONAIS CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL Art Salvo disposição de lei em contrário, considera-se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos: I - tratando-se de situação de fato, desde o momento em que o se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios; II - tratando-se de situação jurídica, desde o momento em que esteja definitivamente constituída, nos termos de direito aplicável.... Art Para os efeitos do inciso II do artigo anterior e salvo disposição de lei em contrário, os atos ou negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados: I - sendo suspensiva a condição, desde o momento de seu implemento; II - sendo resolutória a condição, desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio.

10 CONDIÇÃO SUSPENSIVA - MOMENTO DO RECONHECIMENTO DA RECEITA LUCRO REAL DL 1.598/77, art. 27, 1º 1º - O lucro bruto na venda de cada unidade será apurado e reconhecido quando contratada a venda, ainda que mediante instrumento de promessa, ou quando implementada a condição suspensiva a que estiver sujeita a venda. LUCRO PRESUMIDO SOLUÇÃO DE DIVERGENCIA COSIT Nº 37/2013 Permite a opção pelo regime de caixa e a aplicação da condição suspensiva, da mesma forma que no lucro real oferecer a receita à tributação quando for implementada a condição.

11 LUCRO PRESUMIDO OPÇÃO Podem optar todas as pessoas jurídicas, exceto: a partir de 2014, as que tiverem auferido, no ano-calendário anterior, receita bruta total, acrescida das demais receitas, em montante superior a R$ 78 milhões (R$ 48 milhões até 2013) ou a R$ 6,5 milhões multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando este for inferior a 12 (doze) meses;

12 Não podem optar: as instituições financeiras, inclusive factoring; empresas que aufiram rendimentos do exterior, exceto quanto às receitas de exportação de mercadorias e da prestação direta de serviços no exterior (sem utilização de filiais); que queiram usufruir benefícios fiscais calculados com base no lucro da exploração; que tenham suspendido/reduzido o pagamento mensal com base em balanços; do ramo imobiliário, enquanto tiverem registro de custo orçado (IN SRF 25/99).

13 LUCRO PRESUMIDO Benefícios: regra de tributação simplificada, que possibilita, inclusive, a tributação pelo regime de caixa, isto é, à medida do recebimento das receitas; possibilita menor tributação de PIS/COFINS (0,65% e 3%) para as empresas que tenham poucos insumos geradores de créditos, principalmente as que tem alto custo de mão-de-obra, como a atividade imobiliária; poder distribuir, de forma isenta, o lucro presumido diminuído de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita a pessoa jurídica; ou alternativamente, distribuir os lucros apurados na escrituração contábil (ECD), na forma da lei comercial, conforme artigo 141, da IN RFB nº 1.515/2014.

14 Desvantagens: Quando a lucratividade for menor que os percentuais de presunção do lucro aplicados sobre a receita bruta diminuída das deduções autorizadas, cujo resultado é somado a todas as demais receitas e ganhos de capital (IN RFB 1515/14,Art. 122, inc. I a VIII). A utilização do regime de competência traz a desvantagem de antecipar a tributação sobre a empresa, mas pode, eventualmente, ser benéfica para a distribuição de resultados.

15 APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO LUCRO PRESUMIDO a) Receitas sujeitas a 8% para IRPJ e 12% para CSLL das atividades imobiliárias relativas a loteamento de terrenos, incorporação imobiliária, construção de prédios destinados à venda, bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para a revenda ; da contratação por empreitada de construção civil, na modalidade total, fornecendo o empreiteiro todos os materiais indispensáveis à sua execução, sendo tais materiais incorporados à obra; da receita financeira decorrente da comercialização de imóveis, apurada por meio de índices ou coeficientes previstos em contrato (IN RFB 1515, art. 122, 25)

16 APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO LUCRO PRESUMIDO b) Receitas sujeitas a 32% para IRPJ/CSLL da administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis ou direitos de qualquer natureza; da construção por administração ou por empreitada na qual não seja contratado, também, a totalidade dos materiais; da prestação de qualquer outra espécie de serviço não mencionada anteriormente.

17 ALTERAÇÃO DE REGIME DE TRIBUTAÇÃO A pessoa jurídica que, até o ano-calendário anterior, houver sido tributada com base no lucro real, deverá adicionar à base de cálculo do IRPJ e da CSLL, correspondente ao primeiro período de apuração no qual houver optado pela tributação com base no lucro presumido ou for tributada com base no lucro arbitrado, os saldos dos valores cuja tributação havia diferido, controlados na Parte B do Lalur (IN RFB nº 1.515/2014, arts. 126 e 142).

18 LUCRO ARBITRADO As pessoas jurídicas que se dedicarem às atividades de venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda, de loteamento de terrenos e de incorporação de prédios em condomínio terão seus lucros arbitrados, deduzindo-se da receita bruta o custo do imóvel devidamente comprovado (VÁLIDO PARA IRPJ E CSLL). As demais receitas sujeitam-se, no caso do IRPJ, aos coeficientes do lucro presumido agravados em 20%. O lucro arbitrado deverá ser apurado segundo o regime de competência (IN RFB 1515/14, art. 131, 7º).

19 DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS E DIVIDENDOS LEI Nº 9.249/95 Art. 10. Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, não ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no País ou no exterior.

20 DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS E DIVIDENDOS ADOÇÃO INICIAL (art. 72 da Lei /14) É isenta a parcela dos lucros ou dividendos distribuídos referentes aos anos de 2008 a 2013 que excederam ao apurado com base nos critérios vigentes em 31/12/2007. Para as empresas optantes pela aplicação das regras já a partir de 1º de janeiro de 2014, todo o lucro apurado, daí em diante, de acordo com as normas de convergência, é isento quando distribuído. No caso de empresas que não fizerem esta opção, a regra só se aplica para os lucros apurados a partir de 01/01/2015. Obs.: regras válidas para as PJ tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado.

21 DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS E DIVIDENDOS LUCRO REAL A isenção abrange somente o lucro líquido apurado na forma da lei comercial, isto é, a Lei das S/A, com as determinações das Leis /2007, /2009 e /2014 quanto às normas de convergência (IFRS); A distribuição de rendimentos a título de lucros ou dividendos que não tenham sido apurados em balanço (***ainda que específico para a distribuição) sujeita-se à incidência do imposto sobre a renda na forma prevista no art. 28 da IN RFB 1397/13, ou seja: I - estará sujeita à incidência do IRRF calculado de acordo com a Tabela Progressiva Mensal e integrar a base de cálculo do Imposto sobre a Renda na Declaração de Ajuste Anual do anocalendário do recebimento, no caso de beneficiário pessoa física residente no País; II - será computada na base de cálculo do Imposto sobre a Renda e da CSLL, para as pessoas jurídicas domiciliadas no País; III - estará sujeita à incidência do IRRF calculado à alíquota de 15% (quinze por cento), no caso de beneficiário residente ou domiciliado no exterior; e IV - estará sujeita à incidência do IRRF calculado à alíquota de 25% (vinte e cinco por cento), no caso de beneficiário residente ou domiciliado em país ou dependência com tributação favorecida a que se refere o art. 24 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de ***Obs.: regras válidas também para antecipações de lucros por conta de período não encerrado, que exceder ao valor apurado com base na escrituração somado aos lucros acumulados e às reservas de lucros (IN RFB 1515/2014, art. 141, 3º)

22 DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS E DIVIDENDOS LUCRO PRESUMIDO OU ARBITRADO IN RFB 1.515/14, art. 141, 2º No caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido ou arbitrado, poderá ser distribuído, sem incidência de imposto: I - o valor da base de cálculo do imposto, diminuída de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita a pessoa jurídica; ou II - a parcela de lucros ou dividendos excedentes ao valor determinado no item I, desde que a empresa demonstre, através de escrituração contábil feita com observância da lei comercial, que o lucro efetivo é maior que o determinado segundo as normas para apuração da base de cálculo do imposto pela qual houver optado, ou seja, o lucro presumido ou arbitrado.

23 DISTRIBUIÇÃO ANTECIPADA DE LUCROS E DIVIDENDOS LUCRO PRESUMIDO OU ARBITRADO 1. Com base no lucro presumido ou arbitrado o valor apurado é isento quando distribuído após o encerramento de cada trimestre. 2. Com base no lucro contábil - sujeita-se às mesmas regras relativas ao lucro real, isto é, deverá haver balanço específico e eventuais excessos serão tributados. Obs.: contribuição previdenciária art. 201 do RPS.

24 PROIBIÇÃO DE DISTRIBUIR RENDIMENTOS DE PARTICIPAÇÕES Lei nº 4.357/64, com a redação dada pela Lei nº , de 2004 Art 32. As pessoas jurídicas, enquanto estiverem em débito, não garantido, para com a União e suas autarquias de Previdência e Assistência Social, por falta de recolhimento de imposto, taxa ou contribuição, no prazo legal, não poderão: a) distribuir quaisquer bonificações a seus acionistas; b) dar ou atribuir participação de lucros a seus sócios ou quotistas, bem como a seus diretores e demais membros de órgãos dirigentes, fiscais ou consultivos. 1 o A inobservância do disposto neste artigo importa em multa que será imposta: I - às pessoas jurídicas que distribuírem ou pagarem bonificações ou remunerações, em montante igual a 50% das quantias distribuídas ou pagas indevidamente; e II - aos diretores e demais membros da administração superior que receberem as importâncias indevidas, em montante igual a 50% dessas importâncias. 2 o A multa referida nos incisos I e II do 1 o deste artigo fica limitada, respectivamente, a 50% (cinqüenta por cento) do valor total do débito não garantido da pessoa jurídica.

25 Obrigado pela atenção de todos!!!

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