RECUPERAÇÃO DE DADOS: ESTUDO DE VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO DE DADOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RECUPERAÇÃO DE DADOS: ESTUDO DE VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO DE DADOS"

Transcrição

1 0 UNIJUÍ UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DCEEng DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS CURSO DE INFORMÁTICA SISTEMAS DE INFORMAÇÃO RECUPERAÇÃO DE DADOS: ESTUDO DE VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO DE DADOS PEDRO DIEGO ZENATTI Ijuí RS 2014

2 1 PEDRO DIEGO ZENATTI RECUPERAÇÃO DE DADOS: ESTUDO DE VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO DE DADOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Informática Sistemas de Informação do Departamento de Ciências Exatas e Engenharias (DCEEng), da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), como requisito para a obtenção do título de Bacharel em Informática Sistemas de Informação. Orientador: Prof. Marcos Ronaldo Melo Cavalheiro Ijuí RS 2014

3 2 PEDRO DIEGO ZENATTI RECUPERAÇÃO DE DADOS: ESTUDO DE VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO DE DADOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Informática Sistemas de Informação do Departamento de Ciências Exatas e Engenharias (DCEEng), da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), como requisito para a obtenção do título de Bacharel em Informática Sistemas de Informação. Banca Examinadora: Prof. Marcos Ronaldo Melo Cavalheiro Orientador Prof. Romário Lopes Alcântara Ijuí RS, julho de 2014

4 3 RESUMO Este trabalho tem como finalidade o estudo das formas de recuperação de dados, comparação entre dois softwares de recuperação de dados e, por fim, o estudo de viabilidade de implantação de uma clínica de recuperação de dados na empresa Zenatti e Cia. Ltda ME, situada na cidade de Santa Bárbara do Sul RS. Para obter conhecimentos sobre os assuntos descritos acima, participarei de um curso de recuperação de dados na empresa DayComp, situada na cidade de Porto Alegre RS e serão realizadas pesquisas na internet.

5 4 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Componentes de um HD Figura 2: Problemas em HD Figura 3: Interface Inicial Stellar Phoenix Figura 4: Interface ferramenta S.M.A.R.T. Stellar Phoenix Figura 5: Scan disk ferramenta S.M.A.R.T. Stellar Phoenix Figura 6: Interface principal sistema EaseUS Figura 7: Capela para manutenção de HD Figura 8: Kit ferramentas para recuperação física de HD Figura 9: Bancada para fixar HD Figura 10: Bancada e saca disco magnético Figura 11: Interface de recuperação Stellar Phoenix Figura 12: Interface recuperação de dados Stellar Phoenix Figura 13: Scan disk efetuado no software Stellar Phoenix Figura 14: Interface seleção de disco EaseUS Figura 15: Interface recuperação de dados EaseUS Figura 16: Scan disk software Stellar Phoenix Figura 17: Interface recuperação 4º teste EaseUS... 44

6 5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO RECUPERAÇÃO DE DADOS O QUE É RECUPERAÇÃO DE DADOS? ORIGEM DA RECUPERAÇÃO DE DADOS DISCO RÍGIDO O que é um Disco Rígido? Origem e História do Disco Rígido Gravação e Leitura dos Dados nos Discos Rígidos Formatação do Disco Setor de Boot em um Disco Rígido Visão Interna de um Disco Rígido Partes do HD DEFEITOS EM HDs FORMAS DE RECUPERAÇÃO DE DADOS RECUPERAÇÃO DE DADOS CONVENCIONAL VIA SOFTWARE Stellar Phoenix Windows Data Recovery EaseUS Data Recovery Wizard RECUPERAÇÃO DE DADOS PARTE FÍSICA VIA LABORATÓRIO Sala Limpa Classificação das Salas Limpas Tipos de Salas Limpas Fluxo Laminar LOCAL NECESSÁRIO PARA RECUPERAÇÃO FÍSICA EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PARA RECUPERAÇÃO FÍSICA DE HDs TESTES COM SOFTWARES DE RECUPERAÇÃO DE DADOS TESTES COM SOFTWARE STELLAR PHOENIX DATA RECOVERY TESTES COM O SOFTWARE EaseUS DATA RECOVERY WIZARD COMPARAÇÃO DOS SOFTWARES ESTUDO DE VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO DE DADOS Custos para Implantação de Clínica de Recuperação de Dados Demanda e Tempo Estimado para Recuperação do Investimento Conclusão do Estudo de Viabilidade... 48

7 6 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 51

8 7 INTRODUÇÃO Recuperação de dados é um termo muito amplo para descrever as muitas maneiras de se extrair dados de um disco ou dispositivo de armazenamento de dados danificados ou inacessíveis. Existem várias tecnologias no mercado e a cada dia que passa as mesmas evoluem para poder suprir as necessidades da tecnologia e do mercado. A procura por empresas especializadas e profissionais capacitados em recuperação de dados cresce a cada dia devido ao grande número de informações que os usuários possuem e a grande importância da maioria das informações e devido a grande quantidade de usuários que possuem algum disco ou dispositivo de armazenamento. Mas no passado a recuperação de dados era um processo praticamente impossível, pois a tecnologia da época não proporcionava processos simples para a recuperação dos dados, devido principalmente aos materiais utilizados nos dispositivos de armazenamento, mas a forma de armazenamento também deixava muito a desejar. Neste trabalho serão descritas as formas de recuperação de dados e as tecnologias utilizadas no mercado atual, mas para falarmos em recuperação de dados é necessária uma breve introdução no funcionamento dos discos rígidos e nos seus componentes. Também será mostrada a comparação dos dois principais softwares de recuperação de dados existentes no mercado e o estudo de viabilidade para montar uma clínica de recuperação de dados, clínica esta que terá que ter a possibilidade de recuperar dados via software e recuperar discos ou dispositivos de armazenamento danificados fisicamente.

9 8 1 RECUPERAÇÃO DE DADOS Segundo a Apostila Recuperação de Hard Disk DayComp, criada em janeiro de 2014 pela empresa DayComp Cursos, será relatado neste capítulo o que é recuperação de dados e para que serve, também será descrito aonde surgiu e o motivo de sua criação. 1.1 O QUE É RECUPERAÇÃO DE DADOS? É um processo que visa a recuperação de informações informatizadas, ou seja, informações armazenadas em dispositivos de armazenamento que ocorre da forma convencional quando utilizamos apenas softwares para recuperar as informações ou de forma laboratorial quando a recuperação é feita em laboratórios especializados, visando recuperar dispositivos de armazenamento com avarias físicas mais graves. A recuperação de dados, antigamente, baseava-se simplesmente em softwares que varriam dispositivos de armazenamento em busca de arquivos apagados, pois todos sabem que quando apagamos um arquivo em um computador, ele não é apagado, o sistema simplesmente informa que aquele local está vago para que outro arquivo seja gravado no mesmo local, possibilitando assim a recuperação dos mesmos. Mas a recuperação de dados vai muito além de instalar um software e varrer dispositivos de armazenamento em busca de arquivos deletados. Os problemas podem ser muito mais complicados, como discos com avarias físicas, placas com defeitos ou até mesmo totalmente danificadas, sendo assim, é necessário a troca de componentes e peças de um dispositivo de armazenamento, o que necessita de um local adequado e um profissional capacitado. 1.2 ORIGEM DA RECUPERAÇÃO DE DADOS A recuperação de dados teve sua origem vinculada a Charles Babbage e Ada Lovelace, que em 1833 começaram a trabalhar na criação do primeiro computador, o Analytical Engine, invenção que usava pela primeira vez os mesmos princípios dos computadores modernos. Os programas para essa máquina eram

10 9 implementados em placas perfuradas e por esse motivo recebe o nome de punchcard system (sistema de placas perfuradas). Em pouco tempo de uso, Babbage e Lovelace encontraram os primeiros problemas. Babbage danificou seriamente uma placa e para se recuperar os dados desta placa passaram por processos muito difíceis e, mesmo assim, nem Babbage nem Lovelace conseguiram terminar o processo e recuperar as informações, pois seria necessário um sistema de memorização mais avançado e essa foi a primeira ocasião a qual foi necessário a recuperação de dados. Um grande avanço para o setor foi a invenção de uma fita particular criada pela IBM para memorização dos dados, que foi criada em Essa descoberta aumentou muito a capacidade de armazenamento e a potência de processamento nos computadores. Antes do surgimento destas fitas, as usadas eram muito frágeis, tendo uma frequência alta de problemas. Após o surgimento da fita IBM, os defeitos diminuíram muito e a recuperação de dados se tornou possível e muito mais fácil. 1.3 DISCO RÍGIDO A finalidade deste item é descrever um disco rígido, saber o que é sua história e sua origem, para que finalidade ele foi criado, além de descrever como ele funcionava no passado e como ele funciona hoje em dia. Descrever todos os seus componentes e para que serve cada um deles. Também citar os problemas mais comuns que podem ocorrer em discos rígidos, problemas físicos e lógicos. Para logo depois possuir o conhecimento necessário para aprofundar-se na forma como é feita a recuperação de dados O que é um Disco Rígido? Conhecido também como disco duro e popularmente chamado de HD é uma memória não volátil, ou seja, as informações não são perdidas quando o computador é desligado ou quando ocorre falta de energia elétrica. É considerado até hoje a principal forma de armazenamento em massa.

11 Origem e História do Disco Rígido O primeiro disco rígido foi construído pela IBM em 1956 e foi lançado em Era formado por 50 discos magnéticos contendo setores, sendo que cada um suportava 100 caracteres alfanuméricos, isso totalizava uma capacidade de 5 MB, que era simplesmente incrível para a época. Este primeiro disco foi chamado de 305 RAMAC e suas dimensões eram absurdas. Em 1973 a IBM lançou o modelo 3340 winchester, com dois pratos de 30 MB cada e tempo de acesso de 30 milissegundos. No início da década de 1980 os discos eram muito caros e modelos de 10 MB custavam quase 2000,00 dólares americanos, enquanto hoje, pode-se comprar 2 TB por pouco mais que 100 dólares americanos. Ainda em 1980 a mesma IBM fez uso de uma versão de 80 MB nos sistemas IBM Virtual Machine. Os discos rígidos inicialmente foram criados para serem usados em microcomputadores em geral. No século 21 as aplicações para este tipo de disco foram expandidas, sendo usados em câmeras filmadoras, tocadores de música (Ipod), PDAS, videogames e até celulares. Abaixo alguns exemplos: O videogame XBOX desenvolvido pela Microsoft foi o primeiro a utilizar disco rígido no mercado dos games, foi lançado em As gerações seguintes do XBOX que são o XBOX 360 e o XBOX ONE, também fazem uso de disco rígido, além dos videogames criados pela Microsoft, também podemos citar os fabricados pela Sony, que são o Playstation 3 que foi o primeiro fabricado pela empresa que utilizou disco rígido, sendo lançado em 2006 e sua geração seguinte o Playstation 4 também utiliza disco rígido Gravação e Leitura dos Dados nos Discos Rígidos No interior dos discos, que são chamados de HD, existem discos magnéticos que são recobertos por uma camada magnética extremamente fina, na verdade, quanto mais fina for a camada de gravação, maior será sua sensibilidade e, consequentemente, maior será a densidade de gravação permitida por ela. Pode-se então, armazenar mais dados em um disco do mesmo tamanho, criando assim HDs de maior capacidade. Os primeiros HDs criados na década de 80 utilizavam a mesma tecnologia usada em disquetes, chamada de coated media, que além de

12 11 permitir uma baixa densidade de gravação, não tinham uma grande durabilidade. Já os discos atuais utilizam uma mídia laminada (plated media), uma mídia mais densa, de qualidade muito superior, que permite a enorme capacidade de armazenamento dos discos modernos. A cabeça de leitura e gravação de um disco rígido funciona como um eletroímã, semelhante aos que são estudados nas aulas de ciências e física do colegial, sendo composta por uma bobina de fios que envolve um núcleo de ferro. A diferença é que, em um disco rígido, este eletroímã é extremamente pequeno e preciso, a ponto de ser capaz de gravar trilhas medindo menos de um centésimo de milímetro de largura. Quando os dados estão sendo gravados no disco, a cabeça utiliza seu campo magnético para organizar as moléculas de óxido de ferro da superfície de gravação, fazendo com que os polos positivos das moléculas fiquem alinhados com o polo negativo da cabeça e, consequentemente, com que os polos negativos das moléculas fiquem alinhados com o polo positivo da cabeça. Usa-se neste caso a velha lei os opostos se atraem. Como a cabeça de leitura e gravação do HD é um eletroímã, sua polaridade pode ser alternada constantemente. Com o disco girando continuamente, variando a polaridade da cabeça de leitura e gravação, varia-se também a direção dos polos positivos e negativos das moléculas da superfície magnética. De acordo com a direção dos polos temos um bit 1 ou 0, que nada mais são que o sistema binário. Para gravar as sequências de bits 1 e 0 que formam os dados, a polaridade da cabeça magnética é mudada alguns milhões de vezes por segundo, sempre seguindo ciclos bem determinados. Cada bit é formado no disco por uma sequência de várias moléculas. Quanto maior for a densidade do disco, menos moléculas serão usadas para armazenar cada bit e teremos um sinal magnético mais fraco. Precisase, então, de uma cabeça magnética mais precisa. Quando é preciso ler os dados gravados, a cabeça de leitura capta o campo magnético gerado pelas moléculas alinhadas. A variação entre os sinais magnéticos positivos e negativos gera uma pequena corrente elétrica que caminha através dos fios da bobina. Quando o sinal chega à placa lógica do HD ele é interpretado como uma sequência de bits 1 e 0. Desse jeito, o processo de armazenamento de dados em discos magnéticos parece ser simples e realmente era nos primeiros discos rígidos (como o 305 RAMAC da IBM), que eram construídos de maneira artesanal. Apesar de nos discos modernos terem sido incorporados vários aperfeiçoamentos, o processo básico continua sendo o mesmo.

13 Formatação do Disco A formatação de um disco magnético é realizada para que o sistema operacional seja capaz de gravar e ler dados no disco, criando assim estruturas que permitem gravar os dados de maneira organizada e recuperá-los mais tarde. Existem dois tipos de formatação, chamados de formatação física e lógica. A formatação física é feita na fábrica ao final do processo de fabricação, que consiste em dividir o disco virgem em trilhas, setores, cilindros e isola os bad blocks (danos do HD). Estas marcações funcionam como as faixas de uma estrada, permitindo a cabeça de leitura saber em que parte do disco está e onde ela deve gravar os dados. A formatação física é feita apenas uma vez e não pode ser desfeita ou refeita através de software. Para que este disco possa ser reconhecido e utilizado por um sistema operacional é necessária uma nova formatação, que é chamada de formatação lógica. Ao contrário da formatação física, a formatação lógica não altera a estrutura física do disco rígido e pode ser desfeita e refeita quantas vezes for preciso Setor de Boot em um Disco Rígido Quando um computador é ligado, um pequeno software gravado em um chip de memória ROM na placa mãe tem a função de dar a partida, tentando inicializar o Sistema Operacional (SO). Independente de qual sistema de arquivos esteja sendo usado, o primeiro setor do disco será reservado para armazenar as informações sobre a localização do SO, que permitem que a BIOS o encontre e inicie seu carregamento. Neste setor chamado de boot é registrado onde o sistema operacional está instalado, com qual sistema de arquivos o disco foi formatado e quais os arquivos devem ser lidos para a inicialização. Um setor é a menor divisão física do disco e na maioria das vezes possui 512 bytes. Já um cluster, também chamado de agrupamento, é a menor parte reconhecida pelo sistema operacional e pode ser formado por vários setores. Um único setor de 512 bytes pode parecer pouco, mas é o suficiente para armazenar o registro do boot. O setor do boot também é conhecido como TRILHA MBR e TRILHA 0.

14 13 Quando a BIOS lê e interpreta o MBR ocorre o bootstrap, que lê as informações de como funciona o sistema de arquivos e efetua o carregamento do SO. Disquetes, ZIP disks e CD-ROMs não possuem MBR. Já cartões de memória flash e pen drives possuem tabela de partição e podem ter MBR dependendo de como foram formatados. O MBR é constituído pelo bootstrap e pela tabela de partição. O bootstrap é responsável por analisar a tabela de partição em busca da partição ativa. Em seguida, ele carrega na memória o setor de boot da partição Visão Interna de um Disco Rígido Antes de seguir adiante no assunto de recuperação de dados precisa-se saber como é um disco rígido internamente para que no futuro seja possível identificar os problemas presentes no mesmo. Abaixo uma imagem mostra a parte interna de um HD. Figura 1: Componentes de um HD Fonte: Como pode-se ver na imagem acima a maior parte de um HD é composta pelos pratos que são responsáveis pelo armazenamento dos dados. Eles são extremamente frágeis e possuem duas partes. A primeira é chamada de substrato,

15 14 composta por discos metálicos que são usualmente feitos de liga de alumínio. Estes discos são polidos em salas completamente limpas (que serão descritas no decorrer do trabalho) para que tenham uma superfície plana e sejam isentos de poeira (principal inimigo dos HDs). Os dados não são gravados nestes discos metálicos, pois para proporcionar um instrumento gravável estes discos precisam ser recobertos por camadas de substâncias magnéticas, gerando assim o nome de discos magnéticos. Esses discos ao serem montados são rotacionados em alta velocidade. Existem discos que atingem RPM, mas a maioria trabalha a 5400 e 7200 RPM. A leitura e a gravação sobre os discos magnéticos são de responsabilidade da cabeça de leitura e gravação, que como as demais partes de um HD, deve ser fabricada em alumínio ou ligas de alumínio para se ter resistência e baixo peso. A cabeça de leitura posiciona um leitor chamado de agulha sobre os discos magnéticos para ler ou gravar informações. Para ler e gravar informações essa agulha nunca encosta nos discos, isso ocorre pelo fato de os HDs serem hermeticamente fechados em sua parte superior e devido à alta velocidade em que o disco é submetido, um colchão de ar é formado, que joga a cabeça de leitura para cima, mantendo distância dos discos. Não se pode confundir a expressão hermeticamente fechados com fechados a vácuo, pois existe um grande mito de que os HDs são fechados a vácuo. Para o perfeito funcionamento do HD é extremamente necessário que haja ar no seu interior, pois a cabeça de leitura só começa a funcionar após a formação do colchão de ar que ocorre quando os discos atingem 3600 RPM. Se não houvesse os colchões de ar a agulha iria entrar em contato com o disco, danificando assim o disco magnético e a própria cabeça de leitura e gravação, danificando praticamente todo o HD. Também existe um grande perigo quando ocorre alguma queda de energia ou o usuário desliga de forma incorreta o computador ou o dispositivo de armazenamento, pois os discos param de girar, fazendo com que o colchão de ar desapareça, criando grandes chances da cabeça de leitura e gravação entrar em contato com o disco magnético, resultando assim um defeito físico no HD. Para tentar solucionar esse problema foi desenvolvido um sistema que está presente em quase todos os HDs atuais, que quando o HD se desliga por falta de energia, um imã segura o braço de leitura para que não ocorra nenhum dano, esse sistema é

16 15 chamado por alguns de trava. Quando esse sistema entra em funcionamento podemos escutar um leve clique, que é quando o imã trava o braço que contém a cabeça de leitura e gravação Partes do HD Neste item, segundo a Apostila Recuperação de Hard Disk DayComp, criada em janeiro de 2014 pela empresa DayComp Cursos e o site Wikipédia, serão descritos todos os componentes que compõem um hard disk, ou seja, um HD, descrevendo o que é, para que servem e o funcionamento de cada um. Abaixo serão listados os componentes um a um. Head (cabeça magnética) Está visível na imagem anterior, é um transdutor que converte energia elétrica em magnética e vice-versa. É usada para imprimir informações de um circuito eletrônico em uma mídia magnética ou operação inversa para fazer a leitura das informações. Sua construção consiste de um selenoide (bobina) enrolado sobre um anel (feito de material de alta permeabilidade magnética), pois é um condutor magnético. Braço Trata-se de um braço de tamanho reduzido que utiliza impulsos magnéticos para manipular as moléculas da superfície do disco e assim gravar dados. Existe uma cabeça para cada lado do disco (dependendo do HD pode conter apenas em um lado), a cabeça se localiza na ponta do braço. Atuador Também conhecido como voice coil, ele é responsável por mover o braço acima da superfície dos pratos e assim permitir que as cabeças trabalhem. Para que tudo isso ocorra no interior do atuador existe uma bobina induzida por ímãs. Spindle motors (motor do HD) É o responsável pela movimentação dos discos (pratos) e a velocidade dos mesmos. Fica posicionado no centro do HD. Orifício de ventilação Existe um orifício de ventilação nos HDs, através do qual é possível a criação do colchão de ar. Nesse orifício existe um filtro de ar interno, o qual não

17 16 permite a entrada de partículas que possam danificar o HD e ainda tem a função de prender partículas que se desprendem dos componentes internos do HD, devido a possíveis desgastes ou choques diversos. Placa controladora É responsável por todo o funcionamento do HD. Antigamente ficava separada do HD, conectada a um slot ISA e ligada ao HD por dois cabos de dados, mas isso tornava a comunicação suscetível a interferências e corrupção de dados. Hoje uma placa controladora é mais sofisticada do que um micro antigo, pois possui mais poder de processamento que um 286. Uma placa controladora é formada pelas seguintes partes: - RAM: é a cache do disco; - ROM: guarda o firmware do HD; - controlador spindle: responsável pela movimentação das cabeças e rotação do motor; - controlador DSP ou MCU: processador da placa lógica do HD. 1.4 DEFEITOS EM HDs Os defeitos em HDs são divididos em duas categorias, os lógicos que são causados por softwares e os problemas físicos causados pelo mau funcionamento de componentes e partes de um HD. Abaixo pode-se analisar um gráfico de como se dividem os problemas em HDs: Figura 2: Problemas em HD Fonte: Apostila Recuperação de Hard Disk DayComp Cursos.

18 17 Analisando o gráfico se pode notar que a maioria dos problemas ocorre na parte lógica, que fica com 58% dos problemas, já os 42% restantes correspondem a problemas físicos. Nota-se que não há uma grande diferença, o que faz com que uma empresa especialista em recuperação de dados tenha de atuar nas duas áreas. O conhecimento de tudo que foi citado anteriormente é extremamente necessário para um profissional que deseja trabalhar na área de recuperação de dados, pois hoje em dia, 42% dos problemas em HDs são físicos, não sendo possível a recuperação através de software apenas. Além de conhecer um HD internamente e saber como ele funciona é fundamental ter um pequeno conhecimento em eletrônica, pois em várias ocasiões será necessário testar e trocar componentes da placa controladora.

19 18 2 FORMAS DE RECUPERAÇÃO DE DADOS De acordo com a Apostila Recuperação de Hard Disk DayComp Cursos, criada em janeiro de 2014, quando se fala em recuperação de dados logo pensa-se em algum software, mas não é somente a recuperação via software que existe, várias vezes é necessário fazer a recuperação física do HD para posteriormente utilizar um software de recuperação de dados e às vezes somente a recuperação física já basta em casos onde o HD não liga mais ou algo deste tipo. Então pode-se dividir recuperação de dados em duas partes: a recuperação via software, que é a recuperação convencional e a recuperação física, feita através de laboratórios especializados. A seguir as duas formas serão aprofundadas para se ter maiores conhecimentos em ambas. Além disso, serão realizados testes com dois softwares específicos para isso e logo após os resultados obtidos serão comparados com o objetivo de saber qual dos dois é melhor. 2.1 RECUPERAÇÃO DE DADOS CONVENCIONAL VIA SOFTWARE Ocorre quando um usuário por falta de conhecimento ou por descuido apaga algum arquivo, partições ou até mesmo formata um HD, um pen drive, um cartão de memória e outros dispositivos. Além dos casos citados, existem vários outros, como quedas de energia que corrompem partições e sistemas, vírus que danificam partições e dispositivos de armazenamento, sistemas funcionando de forma incorreta e corrompendo arquivos de texto, fotos, planilhas, banco de dados, dentre outros. Todos os problemas citados aqui podem ser resolvidos simplesmente utilizando um software de recuperação de dados. Existem vários sistemas que se propõem a recuperar dados, alguns recuperam todos os tipos de arquivos e alguns oferecem somente suporte para a recuperação de arquivos específicos. Se realizar uma pesquisa no mercado, para cada tipo de caso pode-se encontrar um software que será mais indicado, mas no mercado atual existem dois que estão se destacando, o Stellar Phoenix Windows Data Recovery e o EaseUS Data Recovery Wizard, que são os dois softwares que serão analisados, testados e comparados. Levando em conta a agilidade na recuperação dos dados, a capacidade de recuperação, custo e suas formas de uso.

20 Stellar Phoenix Windows Data Recovery Software desenvolvido pela empresa Stellar Data Recovery, empresa esta que é especialista em recuperação de dados. Este software é somente um dentre os vários que a empresa oferece. A versão escolhida para os testes foi a Stellar Phoenix Windows Data Recovery Pro, versão dedicada para Windows, pois é específica para recuperar arquivos apagados ou formatados no sistema de arquivos do Windows. A empresa também oferece softwares para Linux, Mac e Novell, além da versão Pro, também existem versões específicas para recuperação de fotos, CD/DVD, Ipod, dentre outras. O software é compatível com todas as versões do Windows a partir do Windows XP. O custo deste software hoje em dia fica na faixa de $ 197,00 dólares americanos, valor este, que é justo pela ferramenta que está sendo oferecida, pois além de ser uma ferramenta completa, é uma das melhores do mercado. A empresa disponibiliza para download uma versão de teste, que localiza arquivos excluídos ou perdidos, mas não permite que estes arquivos sejam salvos, para recuperar os dados é necessário que o software seja pago. Na versão do software escolhida, temos todas as opções de recuperação de dados, pois a ferramenta é a versão Pro. Abaixo serão mostradas imagens do software e dos testes que serão feitos com o mesmo. Figura 3: Interface Inicial Stellar Phoenix Fonte: Print Screen Sistema Stellar Phoenix.

21 20 A imagem acima mostra a tela inicial do software e as opções que ele oferece, possui três abas distintas. Na primeira, que é Data Recovery, pode-se recuperar dados de forma específica, dentre as opções de recuperação estão, recuperação em um drive de disco (HD, pen drive, cartões de memória, HD externo, dentre outros dispositivos que possuam capacidade de armazenamento). A segunda opção é específica para recuperar dados gravados em mídias, como CDs e DVDs. A terceira opção oferece uma forma de recuperar apenas imagens e, por último, a quarta opção, que serve para recuperação de s. Pode-se notar que na primeira tela existem ferramentas necessárias para recuperar dados em qualquer dispositivo e qualquer formato. Neste trabalho os testes e as comparações que serão feitas com outro software, serão feitas apenas com a primeira opção desta interface, que é a opção Drive Recovery. É muito interessante frisar que o software possui uma ferramenta S.M.A.R.T., que fica localizada na terceira aba da interface principal (Advance Option). Essa ferramenta está descrita como drive status e serve para verificar as condições de um disco ou dispositivo de armazenamento. Abaixo será exibida imagem de uma das telas que a ferramenta de análise de disco nos mostra quando clicamos nela. Figura 4: Interface ferramenta S.M.A.R.T. Stellar Phoenix Fonte: Print Screen Sistema Stellar Phoenix.

22 21 Pode-se reparar na imagem mostrada acima que somente selecionando a ferramenta drive status ela já gera um relatório dos discos presentes no computador e as características do mesmo, além disso, mostra a situação do mesmo. Se o disco estivesse apresentando algum defeito grave, certamente a ferramenta já estaria mostrando o problema em sua interface principal, antes mesmo de fazer uma análise detalhada do dispositivo de armazenamento. Nessa mesma ferramenta, após clicar sobre o disco listado acima, aparece a opção de fazer um escaneamento do mesmo, onde a ferramenta irá testar o dispositivo de forma minuciosa. Figura 5: Scan disk ferramenta S.M.A.R.T. Stellar Phoenix Fonte: Print Screen Sistema Stellar Phoenix. A imagem acima mostra o escaneamento sendo feito no disco e caso haja algum erro de bad blocks ele marca o bloco com a cor vermelha conforme mostra a legenda. Após o escaneamento completo do disco a ferramenta retorna várias informações, dentre as principais estão, o tempo de inicialização e parada, a temperatura e se a velocidade de leitura e gravação está normal. Após analisar o software pode-se reparar que ele apresenta uma interface simples, muito amigável, o que facilita o uso do mesmo, que pode ser feito por qualquer usuário que possua um conhecimento em informática. Além de ser um

23 22 software amigável e de simples manuseio, o mesmo é uma ferramenta muito leve, podendo ser instalado e executado em qualquer microcomputador que possua um mínimo de 1 GB de memória RAM, claro que dependendo da máquina, o processo pode ser um pouco mais demorado, mas com toda a certeza ele será concluído. O instalador do software possui pouco mais de 5 MB e após instalado utiliza menos de 22 MB de espaço em um disco. Tem como principal característica reconhecer discos que nem o Windows reconhece mais, principalmente discos que o Windows não consegue montar EaseUS Data Recovery Wizard Software de recuperação de dados desenvolvido pela empresa EaseUS, que foi fundada em 2004 e fica situada na China. A mesma trabalha na área de recuperação de dados, segurança dos dados e gerenciamento de armazenamento de dados. A versão escolhida para os testes e comparações foi o EaseUS Data Recovery Wizard Pro, versão dedicada para plataforma Windows. A empresa disponibiliza outros softwares para outras plataformas, dentre elas estão MAC, IOs e Android. Para a versão escolhida a empresa disponibiliza para download uma versão Free, que serve para testes, porém ocorre a mesma situação do software citado no item anterior, ele localiza os dados mas não permite que sejam salvos, isso só é possível após comprar o software e receber a chave de ativação. O custo do software é de $ 89,00, valor bem acessível e que em minha opinião é baixo pela capacidade do software. O software é compatível com todas as versões do Windows a partir da versão 2000, também é aconselhado possuir um microcomputador com no mínimo 1 GB de memória RAM. O idioma do software é inglês. O software apresenta uma interface inicial bem simples e de fácil manuseio.

24 23 Figura 6: Interface principal sistema EaseUS Fonte: Print Screen Sistema EaseUS. Logo que se executa o software já são exibidas as opções de recuperação que estão disponíveis. Na primeira opção, Deleted File Recovery, pode-se recuperar arquivos deletados, de preferência que tenham sido deletados há pouco tempo, ou seja, é a forma mais básica de recuperar arquivos. Na segunda opção, Complete Recovery, para HDs ou dispositivos de armazenamento que foram formatados, arquivos deletados, partições com erros e até mesmo arquivos apagados ou danificados por vírus. Na terceira opção, Partition Recovery, serve para recuperar arquivos em partições que foram deletadas acidentalmente ou formatadas, também consegue recuperar arquivos de boot que possam ser danificados ou perdidos. Este software é capaz de recuperar todos os tipos de extensões, também consegue recuperar s. O software possui interface simples, amigável e é de fácil manuseio, pode ser utilizado por usuários que possuam conhecimento em informática básica. O EaseUS tem uma grande facilidade para ler discos com problema de crash, dificilmente o software não irá ler um disco, somente quando o mesmo apresentar danos físicos mais graves.

25 RECUPERAÇÃO DE DADOS PARTE FÍSICA VIA LABORATÓRIO Segundo a Apostila Recuperação de Hard Disk DayComp Cursos, criada em janeiro de 2014, quando fala-se em recuperação de dados sempre se pensa em algum software que recupera arquivos, mas em muitos casos os dados estão em um HD ou algum dispositivo de armazenamento que não está funcionando corretamente, ou seja, possui algum problema físico e para isso é que existe a forma de recuperação de dados via laboratório que recupera a parte física do HD ou dispositivo de armazenamento com defeito. Quando fala-se laboratório não compara-se aos de análises clínicas, pois para recuperação física de HDs e outros dispositivos de armazenamento existem várias formas de laboratórios que pode-se utilizar, desde laboratórios simples e de baixo custo, que podem ser instalados em uma sala simples, até laboratórios de custos absurdos e que necessitam de um espaço físico grande e específico para a atividade, mas tudo depende da quantidade de discos que se quer recuperar, da quantidade de profissionais que irão trabalhar ao mesmo tempo e do conforto que se quer oferecer aos mesmos. Então sabe-se que para que a recuperação de dados ocorra em um laboratório é necessário que o dispositivo de armazenamento apresente defeito físico. Em um HD podem ocorrer vários defeitos físicos, abaixo os principais defeitos serão listados: - hard drive with clicking (disco rígido com clique): por muitos é conhecido como o clique da morte, que é quando se pode ouvir um barulho que vem do atrito da cabeça de leitura e gravação com o disco magnético; - drive spin motor fault (falha na rotação do motor): ocorre quando o motor do HD trava e não rotacional mais os discos magnéticos; - PCBA damage (defeito na placa controladora): ocorre quando um ou mais componentes da placa controladora apresentam defeitos ou quando a mesma está totalmente danificada; - bad sector (setores danificados ou ruins): quando os discos magnéticos apresentam danos físicos, impossibilitando que a cabeça de leitura e gravação leia e grave informações no mesmo; - firmware/rom damage: problema na memória ROM onde está gravado o firmware, ou seja, o sistema que faz com que o HD funcione.

26 25 De todos os problemas citados acima a maioria pode ser prevista por um sistema chamado de S.M.A.R.T. que está presente em todos os HDs atuais e em grande maioria dos discos que foram fabricados nos últimos 10 anos. Este sistema faz o monitoramento do disco rígido, podendo detectar e antecipar possíveis falhas no HD, através de vários indicadores de confiabilidade. A empresa Compaq foi pioneira no uso da tecnologia S.M.A.R.T., mas hoje em dia todas as empresas fabricantes de HDs e placas mães utilizam e oferecem suporte para esta tecnologia, cada uma implementando características diferentes, fazendo com que ela tenha grandes avanços. Nas placas mães, antes de iniciar o SO, o sistema S.M.A.R.T. verifica o HD e caso haja alguma falha ele gera um aviso para que o usuário possa tomar providências antes que o HD pare de funcionar ou funcione de forma incorreta, o que pode causar a perda de informações. Essa função pode ser habilitada e desabilitada nas placas mães através da BIOS. Hoje em dia existem vários softwares S.M.A.R.T. que informam o estado do disco. Alguns são mais básicos e outros mais complexos, que podem distinguir até mesmo uma degradação gradual do disco ou uma mudança repentina do mesmo, e em alguns casos eles até podem informar por quanto tempo o disco ainda irá funcionar, claro que o período informado não será 100% preciso, pois é apenas uma estimativa que o sistema está fazendo. Hoje em dia os sistemas de monitoramento S.M.A.R.T. podem prever 60% dos problemas em um disco, aumentando assim as chances dos usuários se prevenirem contra a perda de seus dados. Dentre os problemas que os HDs e dispositivos de armazenamento podem sofrer pode-se dividir em duas classes: - previsíveis: falhas que podem ser detectadas pelo sistema S.M.A.R.T., especialmente as mecânicas e as causadas pelo tempo de uso que ocorrem gradualmente; - imprevisíveis: falhas que ocorrem repentinamente ou por acidente, como a falha de algum componente da placa controladora, por alguma queda ou pancada que o disco possa sofrer. Como já foi citado anteriormente um HD pode sofrer várias avarias físicas, mesmo assim pode-se recuperar praticamente todas elas através da substituição de componentes ou até mesmo de placas inteiras. Abaixo serão listados os problemas que ocorrem e a solução para cada caso, quando a mesma for possível é claro:

27 26 - defeito na placa controladora: praticamente todos os componentes podem ser substituídos, os resistores, capacitores, transistores e o cristal dentre outros; ou a substituição da placa por outra idêntica, se o profissional que está recuperando o disco preferir; porém para que este processo seja feito é necessário que o profissional possua conhecimentos em eletrônica e também possua alguns equipamentos básicos de eletrônica; - problema no motor: quando o motor de um HD para de funcionar ou apresenta defeito é necessário encontrar um HD idêntico para que o motor do mesmo seja retirado e venha a substituir o motor do nosso disco, mas existem discos em que o motor é fixo e não pode ser removido, nesse caso é necessário que todos os componentes do disco sejam transplantados para o disco que possui o motor em funcionamento; para que esse processo seja efetuado é necessário possuir equipamentos específicos e uma sala limpa ou capela, como veremos no decorrer do trabalho; - problema no braço ou cabeça de leitura: a única solução para este caso é localizar um HD idêntico para que se possa remover o braço e a cabeça de leitura que estão funcionando corretamente e sejam instalados no disco; outra opção seria transplantar todos os componentes do disco para o que está funcionando, menos o braço e a cabeça de leitura e gravação, mas se teria muito mais trabalho; - disco magnético arranhado: esse é o pior problema que pode-se encontrar, pois se o disco estiver arranhado na trilha zero a recuperação das informações é impossível, mas se for em qualquer outra parte do disco os dados podem ser recuperados, exceto os que estiverem presentes no local dos riscos. Os problemas citados acima são os principais e as soluções citadas são as corretas. Podem existir outros problemas é claro, mas todos irão possuir praticamente as mesmas soluções citadas acima. Nota-se, que quase todas as soluções necessitam que exista a disposição um HD idêntico para retirar componentes e peças. Abrir um HD é um processo que parece ser simples, mas é muito complexo, pois precisa-se ter equipamentos e um local adequado para realizar os processos, também é preciso ter muito conhecimento na área e o principal,

28 27 paciência, pois além dos componentes de um HD serem muito frágeis, o processo de recuperação de um HD é demorado e muitas vezes pode não dar certo. Tudo que está sendo relatado até aqui sobre recuperação física de um HD é de conhecimento obtido em um curso de recuperação de dados, efetuado na empresa DayComp de Porto Alegre RS, realizado no mês de maio de 2014, curso esse que teve duração de 30 horas Sala Limpa Uma sala limpa é aquela que contém um sistema de manutenção da qualidade do ar interior, apresentando os níveis de contaminantes e particulados dentro dos limites estabelecidos por normas para a atividade exercida. A indústria microeletrônica é a mais exigente no que diz respeito à quantidade de partículas, visto que na fabricação de circuitos miniaturizados uma simples partícula pode danificar componentes ou até mesmo placas. Problemas que a má qualidade do ar interior vem causando aos sistemas eletrônicos devido à proliferação de micro-organismos em placas, chips e etc. Existe a necessidade de se manter áreas limpas, tanto na indústria eletrônica como em outras áreas em que o ar é o principal e maior meio de contaminação. As primeiras salas limpas surgiram em hospitais. Eram similares às de hoje em dia, mas a principal omissão estava na ventilação positiva através da limpeza do ar, em Abaixo exemplos de salas limpas: - Bourdillon e Colebrook (1946): utilização de salas com pressão positiva em relação às adjacentes; - em 1961: criou-se o sistema unidirecional ou de fluxo laminar, conceito de ventilação que utiliza filtros HEPA, com fluxo sob regime laminar; - em 1964: foi utilizado o fluxo de ar como forma de remover contaminantes Classificação das Salas Limpas Elas se classificam através da pureza do seu ar. O método mais facilmente conhecido e universalmente aplicado é sugerido pela federal Standard 209, em que

29 28 o número de partículas igual ou maior que 0,5 mm é medida em um pé cúbico e esta contagem é usada para classificar as salas. Abaixo as classes de salas existentes: - classe 1: são usadas somente para manufatura de circuitos integrados com desenvolvimento de geometria submicron; - classe 10: são salas usadas para manufatura de semicondutores produzidos em larga escala, circuitos integrados com linhas menores que 2 micras; - classe 100: usado quando se deseja ambientes livres de partículas e matérias é requerida na manufatura de produtos médicos injetáveis e recuperação de dados; requerido para operações de implantes ou transplantes cirúrgicos; fabricação de circuitos integrados; isolamento de pacientes imunodeprimidos e pacientes com operações ortopédicas; - classe 1.000: utilizada na fabricação de equipamentos de alta qualidade como HD; montagem e teste de giroscópios de precisão; montagem de mancais miniaturizados; - classe : montagem de equipamentos hidráulicos e pneumáticos de precisão, válvulas servo-controladas, dispositivos de relógios de precisão, engrenamento de alto grau; - classe : trabalhos óticos em geral, montagem de componentes eletrônicos, montagens hidráulicas e pneumáticas Tipos de Salas Limpas Existem dois tipos de salas que se diferenciam pelos métodos de ventilação: uma de fluxo convencional e a outra unidirecional. Fluxo convencional. São salas de ventilação turbulenta, o método de ventilação é similar aos utilizados em escritórios, lojas e sistemas comerciais, em que o ar é insuflado na planta do ar condicionado pelo forro. Assim uma sala limpa difere de uma sala comum apenas pelo número de condições: - aumento do ar de insuflamento: a quantidade de trocas de ar está entre 20 e 60 vezes, ou seja, em torno de 10 vezes mais do que em um escritório comum; - filtros de alta eficiência: filtros que removem 99,97% de partículas 0,5 mm;

30 29 - filtros de ar terminais: filtros instalados na descarga dos difusores, ou seja, diretamente na saída de ar dos dutos para a sala. As salas limpas convencionais são construídas com materiais que não geram partículas e são facilmente limpas. Salas limpas ventiladas convencionalmente não podem ser incluídas em classes menores que durante a fabricação, mas são mais comumente classe Fluxo unidirecional. Fluxo utilizado quando o transporte de baixas concentrações de partículas ou bactérias é requerido. Esse tipo de sala é mais conhecido como sala de fluxo laminar. Este fluxo geralmente é na direção horizontal ou vertical, a uma velocidade uniforme, que fica entre 0,3 e 0,45 m/s e entrada de ar por toda a parte. Essa velocidade é suficiente para remover relativamente grande quantidade de partículas das áreas. O fluxo é insuflado diretamente sobre o objeto desejado, criando uma cortina de ar com alto grau de pureza. O volume de ar de insuflamento de fluxo unidirecional está muitas vezes (10-100) a mais que o insuflamento em uma sala convencionalmente ventilada. As salas limpas com fluxo unidirecional mais construídas são as verticais, onde o insuflamento superior facilita a rápida retirada das partículas pelo piso. Já na forma horizontal, devido ao fato que durante a limpeza as partículas ainda são arrastadas contaminando todo o resto do processo, enquanto que o de fluxo vertical as partículas são rapidamente eliminadas do ambiente Fluxo Laminar É o tipo de fluxo onde existe um mínimo de agitação das várias camadas do fluído. As diferentes secções do fluído se deslocam em planos paralelos ou em círculos concêntricos coaxiais, sem se misturar. Um fluxo laminar é definido como um fluxo em que o vetor velocidade é aproximadamente constante em cada ponto do fluído. No regime laminar o fluído se move em camadas sem que haja mistura das mesmas e variação da velocidade. As partículas movem-se de forma ordenada, mantendo sempre a mesma posição relativa.

31 LOCAL NECESSÁRIO PARA RECUPERAÇÃO FÍSICA O local necessário para recuperação física de HDs e dispositivos de armazenamento depende muito do que o profissional ou a empresa de recuperação de dados deseja. É necessário saber se serão feitos todos os tipos de reparos físicos, se a demanda será grande, quantos profissionais irão trabalhar ao mesmo tempo e o conforto desejado para estes profissionais, uma vez que existe a opção de trabalhar com recuperação física de HDs gastando pouco ou gastando quantias absurdas, pois para poder trabalhar na recuperação interna de HDs necessita-se de uma sala limpa. Para que se possa prestar o serviço de recuperação física de HDs com qualidade necessita-se de uma sala limpa classe 100, mas para a mesma existem várias formas, podendo ser uma sala inteira ou podendo ser simples capelas, que são caixas de vidro ou acrílico, onde apenas as mãos e parte dos braços dos profissionais tem acesso. Na maioria dos casos apenas um profissional utiliza a capela por vez. Existem capelas pequenas como a citada anteriormente e existem capelas maiores onde o profissional fica dentro da mesma. Os valores de uma sala limpa variam muito, se desejar transformar uma sala normal de escritório em uma sala limpa de 3 x 3 metros, o gasto mínimo será de R$ ,00, a mesma terá de ser praticamente construída novamente, pois para se ter uma sala limpa é necessário utilizar materiais específicos e trabalhar com filtros HEPA. Para recuperar a parte física dos HDs a maioria das empresas utiliza capelas construídas de acrílico e vidro. O valor dessas capelas também pode variar muito, pois depende do tamanho da mesma, mas com pouco mais de R$ 1.500,00 já é possível ter uma pequena capela para que um profissional possa trabalhar. Abaixo será mostrada a imagem de uma pequena capela, que é de propriedade da empresa DayComp e que serviu para os estudos no curso que foi realizado na empresa.

32 31 Figura 7: Capela para manutenção de HD Fonte: Foto tirada durante o curso na empresa DayComp no mês de maio de Pode-se notar na imagem acima que a capela é feita de acrílico, pois precisa ser transparente para que o profissional tenha visão da parte interior e porque o material é resistente e não solta partículas facilmente. Essa capela possui fluxo laminar horizontal, é possível notar que no fundo existe um filtro, esse filtro é um filtro HEPA, atrás do filtro, a capela possui um orifício por onde o vento é insuflado através de um cano conectado a um motor. Esse motor é específico para o tamanho desta capela que foi projetada por um engenheiro civil e um engenheiro eletricista. O motor possui 0,5 CV, é um motor no formato de turbina, que fica na parte de fora do prédio para que não haja muito barulho no local. Como esta capela é de fluxo horizontal podemos notar que o filtro de ar fica na parte traseira da caixa de acrílico, fica óbvio que o vento vem da parte de trás da capela, fazendo com que todas as partículas que estejam presentes na capela sejam expelidas para fora da mesma, pela parte frontal da capela que possui orifícios para que isso aconteça e para que se possam inserir as mãos na mesma. É possível colocar esta capela em uma sala simples, mas é necessário que nesta sala não haja entradas de poeira em excesso e nem outros equipamentos que possam trazer poeira. Além disso, é necessário que

33 32 seja instalado na sala um climatizador com a função de desumidificação. Apesar de ser possível instalar a capela em uma sala simples o indicado é que ela fique em uma sala isolada, sem outros equipamentos e sem fluxo de pessoas. E se esta sala não conter nenhuma janela ou outro tipo de entrada de ar será melhor ainda, mas como citado anteriormente é necessário que um desumidificador seja instalado na mesma. Esta capela mostrada anteriormente tem um custo aproximado de R$ 1.500,00 e é considerada uma sala limpa classe 100, o que é suficiente para realização dos processos necessários para recuperação física de um HD. 2.4 EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PARA RECUPERAÇÃO FÍSICA DE HDs Os equipamentos necessários variam de acordo com o que se pretende fazer. Se pretender apenas reparar a placa lógica, sem abrir o HD, serão necessários apenas equipamentos básicos usados na eletrônica, mas se o objetivo for fazer a reparação interna de HDs serão necessários vários equipamentos. A seguir serão citados todos os equipamentos necessários e para que cada um serve e também será citado o valor médio de cada equipamento. - pulseira antiestática: esta pulseira deve ser conectada em um cabo ou algo que esteja aterrado para que o acúmulo de energia no corpo do operador seja desfeito e retorne ao equilíbrio, isso irá proteger o usuário e o equipamento em que o usuário esteja trabalhando; o custo de uma pulseira varia de R$ 10,00 a R$ 20,00; - manta antiestática: essa manta é composta por duas camadas de borracha extremamente resistentes, a parte superior é dissipativa e a inferior condutiva, que sendo corretamente aterrada protege os componentes em manutenção; a utilização destas mantas é indicada para cobrir bancadas ou estações eletrônicas de trabalho, a fim de conduzir e dissipar a energia estática formada pelo operador e assim evitar danos e avarias nos equipamentos, componentes e circuitos durante seu reparo; o custo de uma manta pode variar de R$ 50,00 a R$ 150,00, dependendo do material que é feita;

34 33 - multímetro com escala de diodo: é um dispositivo utilizado para solucionar problemas e medir as propriedades da eletricidade em componentes, tais como tensão, corrente e impedância/resistência; utilizar o multímetro corretamente permite ao operador solucionar problemas em componentes eletrônicos, inclusive os mais sensíveis, determinando como a eletricidade está fluindo através deles; na recuperação de dados é necessário que o multímetro possua escala de diodo, o que ajuda muito na hora de testar componentes de placas controladoras de HDs; o custo de um multímetro vária muito, sendo que encontram-se multímetros digitais com escala de diodo a partir de R$ 200,00, podendo chegar a custar até R$ 4.000,00; - estação de solda: foi criada para substituir os antigos ferros de soldar, por garantirem uma maior economia de energia e mais qualidade na solda, já que podemos na maioria dos casos selecionar a temperatura que desejamos e após ela atingir esta temperatura ela mantém a mesma constante; é um equipamento que é muito utilizado para trocar componentes na placa controladora dos HDs; o custo deste equipamento também pode variar muito, sendo encontrado a partir de R$ 190,00 e podendo atingir o valor de R$ 700,00; - estação de retrabalho: equipamento para profissionais que buscam praticidade e eficiência, pois auxilia nos processos de ressoldagem e troca de componentes eletrônicos; é um equipamento compacto e de fácil manuseio; seu funcionamento ocorre através de ar quente e a maioria das estações possui visor digital para que possamos escolher a temperatura deste ar, que pode variar de 100 graus Celsius até 800 graus Celsius, que saem através de uma manopla de ar (soprador) revestida por material antiestético com formato antideslizante; seu custo pode variar de R$ 280,00 até R$ 6.000,00, dependendo da finalidade do equipamento; - estufa: equipamento que pode ser caseiro ou de fabricação industrial, serve para remover a umidade das placas controladoras e seus componentes antes de processos de troca de componentes, evitando assim que a placa crie bolhas ou envergaduras, o que pode danificar a mesma; o valor varia de R$ 30,00 até R$ 200,00;

35 34 - kit de chaves: necessita-se de chaves específicas, quase todos os HDs necessitam de chaves de torque para que possam ser abertos; o custo varia de R$ 20,00 a R$ 50,00; - kit acessórios de solda: contém pinças de vários tamanhos e outras ferramentas que nos auxiliam a remover e recolocar componentes nas placas controladoras; o custo varia de R$ 20,00 a R$ 50,00; - pincel e escova antiestática: serve para remover sujeiras ou objetos indesejáveis dos equipamentos sem correr riscos de estática; o custo varia de R$ 7,00 a R$ 40,00. Os equipamentos citados acima são todos necessários para que se possa recuperar placas controladoras, ou seja, a parte externa dos HDs. Várias delas também são necessárias para reparar a parte interna de HDs. Agora serão listados equipamentos indispensáveis na recuperação interna de HDs: - sala limpa (capela): não é apenas um local para realizar a recuperação dos HDs, também é considerado um equipamento; é aonde o disco será aberto sem correr riscos, pois dentro deste equipamento não existirão partículas que podem causar avarias nos componentes do HD; como citado anteriormente, seu custo pode variar muito, podendo custar entre R$ 1.500,00 até R$ ,00, dependendo da sala limpa desejada; - kit reparo interno HD: kit de ferramentas necessárias para poder abrir e trabalhar na parte interna de um HD sem danificar o mesmo; infelizmente não se encontra esse kit de ferramentas no Brasil, sendo necessário importar dos EUA ou da China; esse kit permite remover os discos magnéticos de dentro do HD e recolocá-los no mesmo ou em outro HD sem danificar os mesmos; o kit possibilita trabalhar tanto em HDs 3.5 quanto em HDs 2.5, dificilmente um profissional sem realizar um curso e praticar bastante conseguirá usar os equipamentos sem danificar os componentes internos de um HD; esse kit é composto por várias ferramentas, desde uma pequena bancada onde fixa-se o HD para trabalhar, um martelo com ímã na ponta para remoção de componentes internos do HD e a principal ferramenta que é o saca disco; abaixo imagens do kit, pois é muito interessante demonstrar as ferramentas que não são nada comuns e que também não são baratas; existem vários kits

36 35 que possuem preços bastante distintos, podendo variar de $ 200,00 a $ 600,00 dólares americanos. Figura 8: Kit ferramentas para recuperação física de HD Fonte: Figura 9: Bancada para fixar HD Fonte:

37 36 Figura 10: Bancada e saca disco magnético Fonte: Além dos equipamentos citados anteriormente é necessário que o profissional saiba utilizar os mesmos de forma correta para que a recuperação física do HD seja feita de forma segura e com qualidade. Também pode-se notar que a recuperação física dos HDs é bem mais complexa do que parece ser, pois além do profissional ter de possuir conhecimento de como utilizar os equipamentos, ele precisa ter conhecimentos em eletrônica e ter grande conhecimento sobre as partes internas de um HD e do seu funcionamento.

38 37 3 TESTES COM SOFTWARES DE RECUPERAÇÃO DE DADOS A seguir serão realizados quatro testes com os softwares descritos anteriormente. Os testes realizados incluem problemas idênticos para cada software, problemas esses que nos dois primeiros testes foram criados propositalmente, já no terceiro e no quarto testes foram problemas despropositais. 3.1 TESTES COM SOFTWARE STELLAR PHOENIX DATA RECOVERY Foram realizados alguns testes com o software citado acima, testes estes que serão descritos e mostradas imagens para posteriormente fazer uma comparação com outro software. 1º Teste. Foi criada uma partição de 5 GB em um HD. Esta partição foi formatada em NTFS e após isso foi copiado para esta partição uma pasta de 13 MB com seis arquivos do Word e três arquivos PDF, logo após esta partição foi formatada novamente. Depois desses procedimentos foi executado o software, a opção Drive Recovery foi escolhida, logo após, a partição a ser analisada foi escolhida e depois foi solicitada uma busca rápida de arquivos pela opção Quick Recovery. Figura 11: Interface de recuperação Stellar Phoenix Fonte: Print Screen Sistema Stellar Phoenix.

39 38 Neste teste o esperado era que o software recuperasse de forma rápida os arquivos que estavam na partição antes da mesma ser formatada. E foi o que ocorreu, de forma ágil o software localizou os arquivos, após isso foi só marcar o que era para recuperar e escolher um local para salvar os arquivos, pronto, todos os dados recuperados e todos funcionando normalmente, e o principal, o software recuperou os arquivos e manteve os nomes dos mesmos, sem renomear nada. Abaixo imagem da tela do software neste teste. Figura 12: Interface recuperação de dados Stellar Phoenix Fonte: Print Screen Sistema Stellar Phoenix. 2º Teste. Onde o objetivo era recuperar os mesmos arquivos do teste anterior, porém foram colocados outros arquivos nesta partição e a mesma foi formatada novamente. Desta vez utilizando o mesmo método, que é o Quick Recovery, não houve sucesso, não foram encontrados os arquivos que foram colocados na unidade para efetuar o primeiro teste. Então tentei utilizar a opção mais completa que o software oferece para esse tipo de problema, que é a Raw Recovery. O software localizou os arquivos, salvou os mesmos em uma pasta, mas os arquivos estavam corrompidos, ou seja, o software não obteve sucesso na

40 39 recuperação. Foi uma surpresa, pois esperava-se que o software tivesse a capacidade de recuperar os dados, pois é dado como um dos melhores do mercado, mas mesmo sendo poucos arquivos foram efetuadas duas formatações na partição e ainda foram colocados arquivos para sobrescrever os dados que precisavam ser recuperados, tornando a tarefa mais difícil. 3º Teste. Nos testes anteriores foram criadas situações para testar os softwares, mas neste será abordada uma situação real, onde um usuário perdeu todas as fotos que estavam no cartão SD de sua câmera, pois o mesmo mandou formatar o cartão sem antes ter salvado suas fotos, como fator positivo, o usuário não utilizou mais o cartão após a formatação. O usuário informou que haviam algumas fotos tiradas em um show gospel, mas não sabia dizer quantas fotos eram. Também relatou que as fotos eram importantes para ele. Logo após isso, o cartão de 8 GB foi pego e colocado em um adaptador USB para poder conectá-lo ao computador e executar o software. A opção utilizada no software foi a Quick Recovery, que é a forma mais rápida de recuperação. Para surpresa, em menos de 60 segundos o software localizou vários arquivos, após isso os mesmos foram salvos em uma pasta (40 fotos). Logo após esse procedimento foi efetuado um novo processo utilizando a ferramenta Advanced Recovery, mas nada mudou, o software somente demorou mais tempo, cerca de 6 minutos analisando o dispositivo de armazenamento, mas encontrou o mesmo número de arquivos (40 fotos). Em ambos os processos, os 40 arquivos funcionaram corretamente, nenhum estava corrompido. Após mostrar as imagens para o usuário, proprietário do cartão SD, o mesmo disse que aparentemente eram aquelas fotos, que não lembra de ter tirado outras, sendo assim o software se portou bem e teve sucesso na recuperação dos dados. 4º Teste. No quarto e último teste foi tentado resgatar dados de um HD Samsung de 320 GB de um notebook, que o Windows não conseguia mais abrir as partições e quando era solicitado abrir alguma partição do disco, o Windows solicitava a formatação da partição, mas mesmo autorizando a formatação não era possível concluir o processo. Foi usada neste disco a ferramenta S.M.A.R.T. que está disponível no Software Stellar Phoenix e a mesma escaneou o disco e localizou vários bad blocks, o que praticamente torna impossível a recuperação dos dados. Na figura a seguir podemos notar que o disco está muito danificado e nos setores em vermelho, que são os bad blocks, é impossível a recuperação dos dados, pois são

41 40 setores aonde há danos físicos no disco. Mesmo assim, pode-se notar que existem setores que não estão danificados e por isso o software Stellar foi utilizado para tentar recuperar alguma informação. Figura 13: Scan disk efetuado no software Stellar Phoenix Fonte: Print Screen Sistema Stellar Phoenix. Foi utilizada a opção Raw Recovery, do software Stellar Phoenix neste teste para tentar recuperar alguma informação. O software começou a varrer o disco em busca de informações e logo após foi possível ouvir barulhos de cliques vindo do interior do disco. Em seguida o software parou de responder, tendo de ser reiniciado, mas para surpresa não localizou mais o disco. Então foi necessário reiniciar o computador e tentar realizar novamente o processo, então o software localizava o disco, mas quando era dada a ordem para escanear o disco em busca de informações o mesmo problema ocorria. O software parava de responder e não localizava mais o disco. Neste caso, como existem vários bad blocks, possivelmente a cabeça de leitura e gravação deve ter entrado em contato com os discos magnéticos e pode ter sido danificada.

42 TESTES COM O SOFTWARE EaseUS DATA RECOVERY WIZARD Foram realizados com este software os mesmos testes que foram realizados com o software anterior, com a finalidade de poder comparar ambos mais tarde. Abaixo será relatado como o EaseUS Data Recovery Wizard se saiu nos mesmos. 1º Teste. Foram efetuados os mesmos passos do primeiro teste efetuado com o software anterior, após isso foi executado o software. A primeira opção foi escolhida, que é uma forma rápida de recuperar arquivos (Deleted File Recovery), mas a mesma é específica para recuperar arquivos deletados, sem que a partição tenha sido formatada, mas o teste foi feito para ver o que o software faria. O mesmo não obteve sucesso, retornou rapidamente uma mensagem informando que nenhum arquivo foi encontrado, como será demonstrado na imagem a seguir. Figura 14: Interface seleção de disco EaseUS Fonte: Print Screen Sistema EaseUS Data Recovery Wizard. É possível notar na imagem acima que o software pediu para que a opção Complete Recovery seja utilizada para este processo e foi exatamente isso que foi feito. Ao executar a ferramenta sugerida obteve-se sucesso, todos os arquivos foram recuperados, mas um documento do Word e dois documentos PDF estavam corrompidos. Além disso, o software não recuperou os arquivos com seus nomes

43 42 originais, ele renomeou os arquivos e os salvou separados por pastas, uma pasta para os arquivos.doc e outra para os arquivos PDF. Os nomes dos arquivos foram renomeados para File001, File002 e assim sucessivamente. Uma forma de recuperação não muito agradável, pois se forem poucos arquivos tudo bem, mas e se fossem centenas de arquivos, seria difícil encontrar o que o usuário deseja. Abaixo uma tela mostra a forma com que o software localizou os arquivos. Figura 15: Interface recuperação de dados EaseUS Fonte: Print Screen Sistema EaseUS Data Recovery Wizard. 2º Teste. Foram colocados outros arquivos na mesma partição para sobrescrever os arquivos anteriores e a partição foi formatada novamente. Foi utilizada a ferramenta Complete Recovery novamente. A mesma não encontrou os arquivos desejados, somente os arquivos que haviam sido colocados para sobrescrever os arquivos desejados. 3º Teste. Mesmo teste realizado com o software anterior. Primeiramente foi utilizada a opção de recuperação rápida (Deleted File Recovery), mas o software não encontrou nenhum arquivo e novamente mandou utilizar a ferramenta Complete Recovery, como já era previsto, sendo que a ferramenta de recuperação rápida é apenas para arquivos deletados. Foi utilizada então a ferramenta sugerida pelo software. A mesma localizou rapidamente todos os arquivos, levou em torno de 4

44 43 minutos após salvar todos os arquivos. Foi a vez de testar os mesmos, o primeiro fator que se pode notar é que novamente o software renomeou os arquivos para File001, File002 até chegar na File040, mas recuperou todos os arquivos sem corromper nenhum. Neste teste o software fez o que se propõe a fazer de forma rápida e com qualidade. 4º Teste. Foi realizado o mesmo teste que havia sido feito com o software Stellar Phoenix, com o mesmo disco, mas o EaseUS não localizou em nenhum momento o disco, o que tornou impossível solicitar que o software recuperasse informações. Como haviam ocorrido problemas com o disco no teste realizado anteriormente com o Stellar Phoenix, pode ter ocorrido algum dano no disco. Dessa forma, foi utilizado outro disco, um Toshiba de 160 GB de notebook, aparentemente com um problema semelhante ao do disco anterior, como se pode ver na figura abaixo. Figura 16: Scan disk software Stellar Phoenix Fonte: Print Screen Sistema Stellar Phoenix, Scan Disk. É notável que existem mais bad sectors ou setores defeituosos que no outro disco, porém a trilha 0 não está danificada, o que torna possível a recuperação de informações da parte que não está danificada no disco. Neste caso, o Windows também não conseguiu abrir a partição e também solicitava a formatação da mesma, e quando o processo era autorizado o Windows não o conseguia realizar.

45 44 Utilizando a opção Complete Recovery presente no EaseUS foi tentado escanear o disco em busca de informações. O software localizou a partição e começou a varrer o disco em busca de dados, localizou vários arquivos e depois de 1 hora e 23 minutos deu a possibilidade de salvar os mesmos, mas separou os arquivos encontrados em pastas de acordo com suas extensões. Após escolher quais arquivos seriam recuperados o software levou mais 2 horas e 52 minutos para salvar os mesmos em uma pasta determinada, apenas sete arquivos com a extensão em PDF estavam corrompidos, todos os outros foram recuperados corretamente. Figura 17: Interface recuperação 4º teste EaseUS Fonte: Print Screen Sistema EaseUS Data Recovery Wizard. 3.3 COMPARAÇÃO DOS SOFTWARES Após a utilização dos dois softwares para a realização de testes que foram descritos anteriormente pode-se notar que ambos possuem interfaces amigáveis, que são de fácil manuseio e que oferecem praticamente as mesmas opções para recuperação de dados. O Stellar Phoenix oferece uma vantagem em termos de ferramentas, pois possui uma ferramenta S.M.A.R.T. acoplada a seu software de recuperação de dados, que permite ao usuário verificar a saúde de seu dispositivo e

Universidade Tuiuti do Paraná UTP Faculdade de Ciências Exatas - FACET Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Hardware de Computadores

Universidade Tuiuti do Paraná UTP Faculdade de Ciências Exatas - FACET Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Hardware de Computadores Universidade Tuiuti do Paraná UTP Faculdade de Ciências Exatas - FACET Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas Hardware de Computadores 1 O disco rígido, é um sistema de armazenamento de alta

Leia mais

HD (Hard Disk) DISCO RÍGIDO

HD (Hard Disk) DISCO RÍGIDO HD (Hard Disk) DISCO RÍGIDO HISTÓRIA O primeiro disco rígido (o IBM 350) foi construído em 1956, e era formado por um conjunto de nada menos que 50 discos de 24 polegadas de diâmetro, com uma capacidade

Leia mais

Introdução a Informática. Prof.: Roberto Franciscatto

Introdução a Informática. Prof.: Roberto Franciscatto Introdução a Informática Prof.: Roberto Franciscatto 4.1 HARDWARE COMPONENTES BÁSICOS Qualquer PC é composto pelos mesmos componentes básicos: Processador, memória, HD, placa-mãe, placa de vídeo e monitor

Leia mais

Setores, trilhas, cabeças e cilindros.

Setores, trilhas, cabeças e cilindros. Aula 13 Arquitetura de Computadores 03/11/2008 Universidade do Contestado UnC/Mafra Curso Sistemas de Informação Prof. Carlos Guerber DISCO RÍGIDO Disco rígido, disco duro ou HD (Hard Disk) é a parte do

Leia mais

Conhecendo o Disco Rígido

Conhecendo o Disco Rígido Conhecendo o Disco Rígido O disco rígido ou HD (Hard Disk), é o dispositivo de armazenamento de dados mais usado nos computadores. Nele, é possível guardar não só seus arquivos como também todos os dados

Leia mais

Curso: Montagem, Configuração e Manutenção de Microcomputadores Aluno: Turma: MANUT 1002A Instrutor: Fernando Lucas de Oliveira Farias

Curso: Montagem, Configuração e Manutenção de Microcomputadores Aluno: Turma: MANUT 1002A Instrutor: Fernando Lucas de Oliveira Farias Curso: Montagem, Configuração e Manutenção de Microcomputadores Aluno: Turma: MANUT 1002A Instrutor: Fernando Lucas de Oliveira Farias ARQUITETURA DE COMPUTADORES II (DISCO RÍGIDO) 1. INTRODUÇÃO: O HD

Leia mais

DISPOSITIVOS DE BLOCO. Professor: João Paulo de Brito Gonçalves

DISPOSITIVOS DE BLOCO. Professor: João Paulo de Brito Gonçalves DISPOSITIVOS DE BLOCO Professor: João Paulo de Brito Gonçalves INTRODUÇÃO Periférico Dispositivo conectado a um computador de forma a possibilitar sua interação com o mundo externo. Conectados ao computador

Leia mais

ESTRUTURA DE UM DISCO RÍGIDO

ESTRUTURA DE UM DISCO RÍGIDO ESTRUTURA DE UM DISCO RÍGIDO O disco rígido é o único componente básico de funcionamento mecânico no PC. Por esse motivo, é também o elemento interno mais suscetível a riscos de problemas relacionados

Leia mais

Motivação. Sumário. Hierarquia de Memória. Como registramos nossas histórias (num contexto amplo)?

Motivação. Sumário. Hierarquia de Memória. Como registramos nossas histórias (num contexto amplo)? Universidade Federal da Paraíba Centro de Ciências Aplicadas e Educação Departamento de Ciências Exatas Motivação ACII: Armazenamento Secundário Prof. Rafael Marrocos Magalhães professor@rafaelmm.com.br

Leia mais

FORMATAÇÃO DE DISCO SETORES

FORMATAÇÃO DE DISCO SETORES FORMATAÇÃO DE DISCO O DISCO RÍGIDO CONSISTE DE UM ARRANJO DE PRATOS DE ALUMÍNIO, LIGA METÁLICA OU VIDRO, CADA QUAL COBERTO POR UMA FINA CAMADA DE ÓXIDO DE METAL MAGNETIZADO APÓS A FABRICAÇÃO, NÃO HÁ DADO

Leia mais

Como fazer Backup. Previna-se contra acidentes no disco rígido

Como fazer Backup. Previna-se contra acidentes no disco rígido Como fazer Backup Previna-se contra acidentes no disco rígido Vocês já imaginaram se, de uma hora para outra, todo o conteúdo do disco rígido desaparecer? Parece pesadelo? Pois isso não é uma coisa tão

Leia mais

CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO INFORMÁTICA BÁSICA AULA 05. Docente: Éberton da Silva Marinho e-mail: ebertonsm@gmail.com 25/06/2014

CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO INFORMÁTICA BÁSICA AULA 05. Docente: Éberton da Silva Marinho e-mail: ebertonsm@gmail.com 25/06/2014 INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE INFORMÁTICA BÁSICA AULA 05 Docente: Éberton da Silva Marinho e-mail: ebertonsm@gmail.com 25/06/2014 Armazenamento Secundário BENEFÍCIOS

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866 6.9 Memória Cache: A memória cache é uma pequena porção de memória inserida entre o processador e a memória principal, cuja função é acelerar a velocidade de transferência das informações entre a CPU e

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866 6.7 Operações com as Memórias: Já sabemos, conforme anteriormente citado, que é possível realizar duas operações em uma memória: Escrita (write) armazenar informações na memória; Leitura (read) recuperar

Leia mais

Curso de Instalação e Gestão de Redes Informáticas

Curso de Instalação e Gestão de Redes Informáticas ESCOLA PROFISSIONAL VASCONCELLOS LEBRE Curso de Instalação e Gestão de Redes Informáticas SISTEMAS DE ARQUIVOS FAT E FAT32 José Vitor Nogueira Santos FT2-0749 Mealhada, 2009 Introdução Muitos usuários

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES

ARQUITETURA DE COMPUTADORES ARQUITETURA DE COMPUTADORES Aula 07: Memória Secundária MEMÓRIA SECUNDÁRIA Discos magnéticos: Organização do disco magnético em faces, trilhas e setores; Tipos de discos magnéticos Discos óticos: CD/DVD/BluRay

Leia mais

Armazenamento Secundário. SCE-183 Algoritmos e Estruturas de Dados II

Armazenamento Secundário. SCE-183 Algoritmos e Estruturas de Dados II Armazenamento Secundário SCE-183 Algoritmos e Estruturas de Dados II 1 Armazenamento secundário Primeiro tipo de armazenamento secundário: papel! Cartões perfurados HDs, CD-ROM, floppy disks, memórias

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES Prof. João Inácio

ARQUITETURA DE COMPUTADORES Prof. João Inácio ARQUITETURA DE COMPUTADORES Prof. João Inácio Memórias Memória: é o componente de um sistema de computação cuja função é armazenar informações que são, foram ou serão manipuladas pelo sistema. Em outras

Leia mais

ROM-BIOS Inicialização Sistemas de Arquivos Formatação

ROM-BIOS Inicialização Sistemas de Arquivos Formatação ROM-BIOS Inicialização Sistemas de Arquivos Formatação 1 ROM-BIOS ROM-BIOS Basic Input/Output System (Sistema Básico de Entrada/Saída). O termo é incorretamente conhecido como: Basic Integrated Operating

Leia mais

Introdução à Informática

Introdução à Informática Introdução à Informática A linguagem do computador O computador, para processar e armazenar informação, utiliza linguagem binária. A linguagem do computador O bit, ou dígito binário, é a menor unidade

Leia mais

sobre Hardware Conceitos básicos b Hardware = é o equipamento.

sobre Hardware Conceitos básicos b Hardware = é o equipamento. Conceitos básicos b sobre Hardware O primeiro componente de um sistema de computação é o HARDWARE(Ferragem), que corresponde à parte material, aos componentes físicos do sistema; é o computador propriamente

Leia mais

Informática Aplicada Revisão para a Avaliação

Informática Aplicada Revisão para a Avaliação Informática Aplicada Revisão para a Avaliação 1) Sobre o sistema operacional Windows 7, marque verdadeira ou falsa para cada afirmação: a) Por meio do recurso Windows Update é possível manter o sistema

Leia mais

Noções de Hardware. André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com)

Noções de Hardware. André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Hardware André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Gerações de hardware Tipos de computadores Partes do Microcomputador Periféricos Armazenamento de

Leia mais

Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação. Profa. Luiza Maria Romeiro Codá DISCO RÍGIDO (HD)

Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação. Profa. Luiza Maria Romeiro Codá DISCO RÍGIDO (HD) Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação SEL 0415 INTROD. À ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES Profa. Luiza Maria Romeiro Codá FONTE: http://www.gdhpress.com.br/hmc/leia/index.php?p=cap5-1 DISCO RÍGIDO

Leia mais

ARQUITETURA E ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES.. Prof. Francisco Tesifom Munhoz 6 O HARD DISK - HD 3 7 SISTEMAS DE ARQUIVOS 8 9 DELEÇÃO 10

ARQUITETURA E ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES.. Prof. Francisco Tesifom Munhoz 6 O HARD DISK - HD 3 7 SISTEMAS DE ARQUIVOS 8 9 DELEÇÃO 10 FRANCISCO TESIFOM MUNHOZ 2006 Índice 6 O HARD DISK - HD 3 6.1 COMO FUNCIONA UM DISCO RÍGIDO 3 6.2 COMO OS DADOS SÃO GRAVADOS E LIDOS 3 6.3 TECNOLOGIA DE GRAVAÇÃO PERPENDICULAR 5 6.4 PARTICIONAMENTO 6 6.5

Leia mais

Manual de Resoluções de Problemas de Hardware e do Sistema Operacional Linux nos Computadores do Beija-Flor

Manual de Resoluções de Problemas de Hardware e do Sistema Operacional Linux nos Computadores do Beija-Flor Manual de Resoluções de Problemas de Hardware e do Sistema Operacional Linux nos Computadores do Beija-Flor 1 1. Introdução. O objetivo desta documentação é ajudar o leitor a identificar os problemas físicos,

Leia mais

Fundamentos de Hardware

Fundamentos de Hardware Fundamentos de Hardware Unidade 8 - Periféricos de armazenamento Curso Técnico em Informática SUMÁRIO PERIFÉRICOS DE ARMAZENAMENTO... 3 DISCO RÍGIDO (HD)... 3 TECNOLOGIAS DE TRANSFERÊNCIA... 3 IDE/ATA/PATA...

Leia mais

SENAI São Lourenço do Oeste. Introdução à Informática. Adinan Southier Soares

SENAI São Lourenço do Oeste. Introdução à Informática. Adinan Southier Soares SENAI São Lourenço do Oeste Introdução à Informática Adinan Southier Soares Informações Gerais Objetivos: Introduzir os conceitos básicos da Informática e instruir os alunos com ferramentas computacionais

Leia mais

Conceitos Básicos de Informática. Antônio Maurício Medeiros Alves

Conceitos Básicos de Informática. Antônio Maurício Medeiros Alves Conceitos Básicos de Informática Antônio Maurício Medeiros Alves Objetivo do Material Esse material tem como objetivo apresentar alguns conceitos básicos de informática, para que os alunos possam se familiarizar

Leia mais

I - A COMUNICAÇÃO (INTERFACE) COM O USUÁRIO:

I - A COMUNICAÇÃO (INTERFACE) COM O USUÁRIO: I - A COMUNICAÇÃO (INTERFACE) COM O USUÁRIO: Os dispositivos de comunicação com o usuário explicados a seguir servem para dar entrada nos dados, obter os resultados e interagir com os programas do computador.

Leia mais

Tópicos da aula. Histórico e Evolução dos Computadores. Noções Básicas de Arquitetura de Computadores

Tópicos da aula. Histórico e Evolução dos Computadores. Noções Básicas de Arquitetura de Computadores Tópicos da aula Introdução Histórico e Evolução dos Computadores Noções Básicas de Arquitetura de Computadores Características gerais dos componentes de um computador digital Objetivos da aula Complementar

Leia mais

ARMAZENAMENTO SECUNDÁRIO

ARMAZENAMENTO SECUNDÁRIO ARMAZENAMENTO SECUNDÁRIO ARMAZENAMENTO SECUNDÁRIO Benefícios do Armazenamento Secundário: Espaço: grande quantidade de espaço disponível; Confiabilidade: altamente confiável; Conveniência: usuários autorizados

Leia mais

Dispositivos de Armazenamento

Dispositivos de Armazenamento Universidade Federal de Santa Maria - UFSM Departamento de Eletrônica e Computação - DELC Introdução à Informática Prof. Cesar Tadeu Pozzer Julho de 2006 Dispositivos de Armazenamento A memória do computador

Leia mais

Computador. Principais Características

Computador. Principais Características Computador Principais Características DISCO RÍGIDO HD SISTEMAS DE ARQUIVOS - WINDOWS IBM 305 RAMAC Ano 1956 Primeiro HD Um disco rígido ou HD, é um dispositivo composto por uma ou várias lâminas rígidas

Leia mais

LABORATORIOS DE INFORMÁTICA. prof. André Aparecido da Silva Disponível em: www.oxnar.com.br/2015/profuncionario

LABORATORIOS DE INFORMÁTICA. prof. André Aparecido da Silva Disponível em: www.oxnar.com.br/2015/profuncionario LABORATORIOS DE INFORMÁTICA prof. André Aparecido da Silva Disponível em: www.oxnar.com.br/2015/profuncionario 1 O conhecimento da humanidade só evoluiu em virtude da incessante busca do ser humano em

Leia mais

Disciplina: Introdução à Engenharia da Computação

Disciplina: Introdução à Engenharia da Computação Colegiado de Engenharia de Computação Disciplina: Introdução à Engenharia da Computação Aula 09 (semestre 2011.2) Prof. Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto, M.Sc. rosalvo.oliveira@univasf.edu.br 2 Armazenamento

Leia mais

MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES II

MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES II MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES II Introdução Muitos itens de hardware possuem ferramentas de manutenção que podem ser acionadas via software Ações comuns que um software pode executar para melhorar o desempenho

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores I

Organização e Arquitetura de Computadores I Organização e Arquitetura de Computadores I Memória Externa Slide 1 Sumário Disco Magnético RAID Memória Óptica Slide 2 Disco Magnético O disco magnético é constituído de um prato circular de metal ou

Leia mais

19/09/2009 TIPOS DE DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO. ARMAZENAMENTO DE INFORMAÇÕES George Gomes Cabral ARMAZENAMENTO MAGNÉTICO

19/09/2009 TIPOS DE DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO. ARMAZENAMENTO DE INFORMAÇÕES George Gomes Cabral ARMAZENAMENTO MAGNÉTICO TIPOS DE DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO Duas tecnologias principais: Armazenamento magnético Disquetes Discos Rígidos Fitas Magnéticas ARMAZENAMENTO DE INFORMAÇÕES George Gomes Cabral Armazenamento óptico

Leia mais

Arquitetura e Organização de Computadores

Arquitetura e Organização de Computadores Arquitetura e Organização de Computadores Memória Externa Material adaptado e traduzido de: STALLINGS, William. Arquitetura e Organização de Computadores. 5ª edição Tipos de Memória Externa Disco Magnético

Leia mais

Prof. Daniel Gondim danielgondimm@gmail.com. Informática

Prof. Daniel Gondim danielgondimm@gmail.com. Informática Prof. Daniel Gondim danielgondimm@gmail.com Informática Componentes de um SC Hardware X Software Memória do Computador Hardware X Software Toda interação dos usuários de computadores modernos é realizada

Leia mais

Dell Inspiron 14R Manual do proprietário

Dell Inspiron 14R Manual do proprietário Dell Inspiron 14R Manual do proprietário Modelo do computador: Inspiron 5420/7420 Modelo regulamentar: P33G Tipo regulamentar: P33G001 Notas, Avisos e Advertências NOTA: Uma NOTA indica informações importantes

Leia mais

Introdução à Computação: Armazenamento Secundário. Ricardo de Sousa Bri.o rbri.o@ufpi.edu.br DIE- UFPI

Introdução à Computação: Armazenamento Secundário. Ricardo de Sousa Bri.o rbri.o@ufpi.edu.br DIE- UFPI Introdução à Computação: Armazenamento Secundário Ricardo de Sousa Bri.o rbri.o@ufpi.edu.br DIE- UFPI Objetivos Relacionar os benefícios do armazenamento secundário. Identificar e descrever as mídias de

Leia mais

RODRIGUES JARDIM,MIRIAN BERGMANN DE LIMA, TAMIRES RODRIGUES FERREIRA

RODRIGUES JARDIM,MIRIAN BERGMANN DE LIMA, TAMIRES RODRIGUES FERREIRA Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial E.E.P. Senac Pelotas Centro Histórico Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Curso Técnico em Informática FRANCIS RODRIGUES JARDIM,MIRIAN BERGMANN

Leia mais

Capacidade = 512 x 300 x 20000 x 2 x 5 = 30.720.000.000 30,72 GB

Capacidade = 512 x 300 x 20000 x 2 x 5 = 30.720.000.000 30,72 GB Calculando a capacidade de disco: Capacidade = (# bytes/setor) x (méd. # setores/trilha) x (# trilhas/superfície) x (# superfícies/prato) x (# pratos/disco) Exemplo 01: 512 bytes/setor 300 setores/trilha

Leia mais

Informática para Banca IADES. Hardware e Software

Informática para Banca IADES. Hardware e Software Informática para Banca IADES Conceitos Básicos e Modos de Utilização de Tecnologias, Ferramentas, Aplicativos e Procedimentos Associados ao Uso de Informática no Ambiente de Escritório. 1 Computador É

Leia mais

Controle de acesso FINGER

Controle de acesso FINGER Controle de acesso FINGER MANUAL DE INSTRUÇÕES Sobre esse Guia Esse guia fornece somente instruções de instalação. Para obter informações sobre instruções de uso, favor ler o Manual do usuário.. ÍNDICE

Leia mais

Defeitos Comuns e Diagnósticos. Prof. Leandro Dourado

Defeitos Comuns e Diagnósticos. Prof. Leandro Dourado Defeitos Comuns e Diagnósticos Prof. Leandro Dourado Fonte Danos: Instabilidades nas tensões de saídas afetando completamente o micro geralmente fruto de falha em seus componentes (mosfets em geral), instabilidade

Leia mais

Desenvolvido por: Pedro Silva Hugo Palminha Hugo Ferreira. Turma: SD-R. Curso: Técnico de Informática Instalação e Gestão de Redes

Desenvolvido por: Pedro Silva Hugo Palminha Hugo Ferreira. Turma: SD-R. Curso: Técnico de Informática Instalação e Gestão de Redes Desenvolvido por: Pedro Silva Hugo Palminha Hugo Ferreira Turma: SD-R Curso: Técnico de Informática Instalação e Gestão de Redes Formador: João Afonso Lisboa, Janeiro de 2012 Do Nascimento à Actualidade

Leia mais

Fundamentos de Sistemas Operacionais

Fundamentos de Sistemas Operacionais Fundamentos de Sistemas Operacionais Aula 16: Entrada e Saída: Estudo de Caso Diego Passos Última Aula Software de Entrada e Saída. Subsistema de E/S. Conjunto de camadas de abstração para realização de

Leia mais

eletroeletrônica II Na linha de produção de uma empresa há Blocos eletrônicos

eletroeletrônica II Na linha de produção de uma empresa há Blocos eletrônicos A UU L AL A Manutenção eletroeletrônica II Na linha de produção de uma empresa há uma máquina muito sofisticada. Certo dia essa máquina apresentou um defeito e parou. Imediatamente foi acionada a equipe

Leia mais

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO O que é a Informática? A palavra Informática tem origem na junção das palavras: INFORMAÇÃO + AUTOMÁTICA = INFORMÁTICA...e significa, portanto, o tratamento da informação

Leia mais

página 1- Verificação do conteúdo da embalagem...01 2- Preparando a instalação da impressora Citizen CW-01...02

página 1- Verificação do conteúdo da embalagem...01 2- Preparando a instalação da impressora Citizen CW-01...02 Índice página 1- Verificação do conteúdo da embalagem...01 2- Preparando a instalação da impressora Citizen CW-01...02 3- Conhecendo os componentes de sua impressora Citizen CW-01...03 4- Carregamento

Leia mais

TRABALHO COM GRANDES MONTAGENS

TRABALHO COM GRANDES MONTAGENS Texto Técnico 005/2013 TRABALHO COM GRANDES MONTAGENS Parte 05 0 Vamos finalizar o tema Trabalho com Grandes Montagens apresentando os melhores recursos e configurações de hardware para otimizar a abertura

Leia mais

Capítulo 4 Livro do Mário Monteiro Introdução Hierarquia de memória Memória Principal. Memória principal

Capítulo 4 Livro do Mário Monteiro Introdução Hierarquia de memória Memória Principal. Memória principal Capítulo 4 Livro do Mário Monteiro Introdução Hierarquia de memória Memória Principal Organização Operações de leitura e escrita Capacidade http://www.ic.uff.br/~debora/fac! 1 2 Componente de um sistema

Leia mais

ILHA I GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO CMS DISCIPLINA: Introdução à Computação MÓDULO II Memórias e Processamento

ILHA I GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO CMS DISCIPLINA: Introdução à Computação MÓDULO II Memórias e Processamento MÓDULO II Memórias e Processamento Esse módulo irá relatar sobre as memórias seus tipos e a ligação com os tipos variados de processamento. Leia atentamente todo o conteúdo e participe dos fóruns de discursão,

Leia mais

Inspiron 15. Manual de serviço. 7000 Series. Modelo do computador: Inspiron 15-7559 Modelo normativo: P57F Tipo normativo: P57F002

Inspiron 15. Manual de serviço. 7000 Series. Modelo do computador: Inspiron 15-7559 Modelo normativo: P57F Tipo normativo: P57F002 Inspiron 15 7000 Series Manual de serviço Modelo do computador: Inspiron 15-7559 Modelo normativo: P57F Tipo normativo: P57F002 Notas, avisos e advertências NOTA: Uma NOTA indica informações importantes

Leia mais

ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES I: MEMÓRIA EXTERNA RAÍ ALVES TAMARINDO RAI.TAMARINDO@UNIVASF.EDU.BR

ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES I: MEMÓRIA EXTERNA RAÍ ALVES TAMARINDO RAI.TAMARINDO@UNIVASF.EDU.BR ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES I: MEMÓRIA EXTERNA RAÍ ALVES TAMARINDO RAI.TAMARINDO@UNIVASF.EDU.BR DISCO MAGNÉTICO O disco magnético é constituído de um prato circular de metal ou de plástico,

Leia mais

DISCOS RÍGIDOS. O interior de um disco rígido

DISCOS RÍGIDOS. O interior de um disco rígido Serve para guardarmos os ficheiros de forma aleatória e de grande tamanho São constituídos por discos magnéticos (pratos) de lâminas metálicas extremamente rígidas (daí o nome de disco rígido). Esses discos

Leia mais

AULA 5 Sistemas Operacionais

AULA 5 Sistemas Operacionais AULA 5 Sistemas Operacionais Disciplina: Introdução à Informática Professora: Gustavo Leitão Email: gustavo.leitao@ifrn.edu.br Sistemas Operacionais Conteúdo: Partições Formatação Fragmentação Gerenciamento

Leia mais

Arquitetura Genérica

Arquitetura Genérica Arquitetura Genérica Antes de tudo, vamos revisar o Modelo Simplificado do Funcionamento de um Computador. Modelo Simplificado do Funcionamento de um Computador O funcionamento de um computador pode ser

Leia mais

05/11/2010 Tech In HARDWARE TOMÉ & THEODORE

05/11/2010 Tech In HARDWARE TOMÉ & THEODORE HARDWARE 1 TOMÉ & THEODORE INTRODUÇÃO O QUE É O COMPUTADOR? Um computador é um dispositivo electrónico controlado por um programa (chamado sistema operativo) ; 05/11/2010 Tech In É constituído por componentes

Leia mais

Problemas mais freqüentes encontrados nos computadores

Problemas mais freqüentes encontrados nos computadores Problemas mais freqüentes encontrados nos computadores Problemas com o áudio O sistema retorna com uma mensagem de erro `` dispositivo de áudio não encontrado, podem ser vários os motivos. 1 -Certifique-se

Leia mais

TTS estão orgulhosos de fazer parte de

TTS estão orgulhosos de fazer parte de Garantia & Support Este produto é fornecido com uma garantia de um ano por problemas encontrados durante o uso normal. O mau uso da Digital Camera ou a abertura da unidade invalidará esta garantia. Todos

Leia mais

Manual de solução para problemas de hardware

Manual de solução para problemas de hardware Manual de solução para problemas de hardware 1º- PROBLEMA: O COMPUTADOR NÃO LIGA Tomada: em alguns casos, o defeito está na tomada e acabamos por pensar que está no sistema. Se necessário, verifique se

Leia mais

29/05/2013. Dispositivos de Armazenamento. Armazenamento Magnético. Recuperação de Dados HARDWARE: ARMAZENAMENTO DE DADOS

29/05/2013. Dispositivos de Armazenamento. Armazenamento Magnético. Recuperação de Dados HARDWARE: ARMAZENAMENTO DE DADOS 2 Dispositivos de Armazenamento HARDWARE: ARMAZENAMENTO DE DADOS Armazenam dados quando o computador está desligado Dois processos Escrita de dados Leitura de dados Introdução à Microinformática Prof.

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866 6.7 Operações com as Memórias: Já sabemos, conforme anteriormente citado, que é possível realizar duas operações em uma memória: Escrita (write) armazenar informações na memória; Leitura (read) recuperar

Leia mais

Introdução à Informática

Introdução à Informática Introdução à Informática Aula 05 Armazenamento e Multimídia Armazenamento Secundário Separado do próprio computador. Software e dados armazenados em base quase permanente. Diferentemente da memória, não

Leia mais

INFORMÁTICA BÁSICA PARA FUNCIONÁRIOS IFPE AULA 06. Wilson Rubens Galindo

INFORMÁTICA BÁSICA PARA FUNCIONÁRIOS IFPE AULA 06. Wilson Rubens Galindo INFORMÁTICA BÁSICA PARA FUNCIONÁRIOS IFPE AULA 06 Wilson Rubens Galindo SITE DO CURSO: http://www.wilsongalindo.rg3.net Caminho: Cursos Informática Básica para Servidores Grupo de e-mail: ibps2010@googlegroups.com

Leia mais

Manutenção DSPTI II. Porque fazer Manutenção. Manutenção. Porque fazer Manutenção. Porque fazer Manutenção

Manutenção DSPTI II. Porque fazer Manutenção. Manutenção. Porque fazer Manutenção. Porque fazer Manutenção Manutenção DSPTI II Manutenção Preventiva e Corretiva Prof. Alexandre Beletti Utilizada em todo tipo de empresa, procurando evitar falhas e quebras em um determinado maquinário Prolongar a vida útil de

Leia mais

Computação I. Profa. Márcia Hellen Santos marciasantos@uepa.br

Computação I. Profa. Márcia Hellen Santos marciasantos@uepa.br Computação I Profa. Márcia Hellen Santos marciasantos@uepa.br MÓDULO I- Introdução à Informática Hardware Hardware? HARDWARE é a parte física do computador. É o conjunto de componentes mecânicos, elétricos

Leia mais

Módulo FGM721. Controlador P7C - HI Tecnologia

Módulo FGM721. Controlador P7C - HI Tecnologia Automação Industrial Módulo Controlador P7C - HI Tecnologia 7C O conteúdo deste documento é parte do Manual do Usuário do controlador P7C da HI tecnologia (PMU10700100). A lista de verbetes consta na versão

Leia mais

DS-RX1 Manual de instruções da unidade da impressora Para Windows 7

DS-RX1 Manual de instruções da unidade da impressora Para Windows 7 DS-RX1 Manual de instruções da unidade da impressora Para Windows 7 Version 1.01 Em relação aos direitos autorais Os direitos autorais para o Manual de Instruções da Unidade da Impressora DS-RX1, a Unidade

Leia mais

BIOS, BOOT, CMOS e CMOS Setup. Prof. César Couto

BIOS, BOOT, CMOS e CMOS Setup. Prof. César Couto BIOS, BOOT, CMOS e CMOS Setup Prof. César Couto BIOS Quando o computador é ligado, o processador executa instruções da memória ROM (Read Only Memory). A ROM preserva o conteúdo quando o computador é desligado.

Leia mais

Verificando os componentes

Verificando os componentes PPC-4542-01PT Agradecemos a aquisição do scanner de imagem em cores fi-65f. Este manual descreve os preparativos necessários para o uso deste produto. Siga os procedimentos aqui descritos. Certifique-se

Leia mais

MANUAL. - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Neoyama Automação se reserva no direito de fazer alterações sem aviso prévio.

MANUAL. - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Neoyama Automação se reserva no direito de fazer alterações sem aviso prévio. 1 P/N: AKDMP16-4.2A DRIVER PARA MOTOR DE PASSO MANUAL ATENÇÃO: - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Neoyama Automação se reserva no direito de fazer alterações sem aviso prévio.

Leia mais

Introdução a Informática. Colégio "Serrano Guardia" Módulo I Informática Básica William Andrey de Godoy

Introdução a Informática. Colégio Serrano Guardia Módulo I Informática Básica William Andrey de Godoy Introdução a Informática 1 Colégio "Serrano Guardia" Módulo I Informática Básica Introdução a Informática São conjuntos de métodos e equipamentos através do quais podemos armazenar e manipular informações

Leia mais

Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas O conteúdo deste documento tem como objetivos geral introduzir conceitos mínimos sobre sistemas operacionais e máquinas virtuais para posteriormente utilizar

Leia mais

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial E.E.P. Senac Pelotas Centro Histórico Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial E.E.P. Senac Pelotas Centro Histórico Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial E.E.P. Senac Pelotas Centro Histórico Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Curso Técnico em Informática DRIELE ALVARO,LUCAS ROBLEDO,NATACHA

Leia mais

GEEK BRASIL http://www.geekbrasil.com.br

GEEK BRASIL http://www.geekbrasil.com.br INTRODUÇÃO Esta apostila tem como objetivo servir de base para os estudos aqui ministrados sobre a matéria específica de FUNCIONAMENTO INTERNO DE COMPUTADORES, e apresenta os principais assuntos a serem

Leia mais

MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-5.0A

MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-5.0A MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-5.0A V01R12 Atenção: - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Akiyama Tecnologia se reserva no direito de fazer alterações sem aviso

Leia mais

Sistemas de Armazenamento

Sistemas de Armazenamento M. Sc. isacfernando@gmail.com Especialização em Administração de Banco de Dados ESTÁCIO FIR Tipo de Não importa quanta memória seu smartphone tenha, ele nunca terá o bastante para guardar todas as suas

Leia mais

Prof. Benito Piropo Da-Rin. Arquitetura, Organização e Hardware de Computadores - Prof. B. Piropo

Prof. Benito Piropo Da-Rin. Arquitetura, Organização e Hardware de Computadores - Prof. B. Piropo Prof. Benito Piropo Da-Rin Discos magnéticos: Flexíveis (em desuso) e Rígidos Discos óticos: CD (Compact Disk): CD ROM; CD -/+ R; CD -/+ RW DVD(Digital Versatile Disk): DVD ROM; DVD -/+ R; DVD -/+ RW Discos

Leia mais

Arquitetura e Organização de Computadores

Arquitetura e Organização de Computadores Arquitetura e Organização de Computadores Aula 01 Tecnologias e Perspectiva Histórica Edgar Noda Pré-história Em 1642, Blaise Pascal (1633-1662) construiu uma máquina de calcular mecânica que podia somar

Leia mais

Armazenamento Secundário. SCE-183 Algoritmos e Estruturas de Dados II

Armazenamento Secundário. SCE-183 Algoritmos e Estruturas de Dados II Armazenamento Secundário SCE-183 Algoritmos e Estruturas de Dados II Discos Qual o principal gargalo? 2 Discos Discos são gargalos Discos são muito mais lentos que as redes ou a CPU Muitos processos são

Leia mais

Por razões, é requerido um módulo de E/S, que deve desempenhar duas funções principais:

Por razões, é requerido um módulo de E/S, que deve desempenhar duas funções principais: Entrada e Saída Além do processador e da memória, um terceiro elemento fundamental de um sistema de computação é o conjunto de módulos de E/S. Cada módulo se conecta com o barramento do sistema ou com

Leia mais

Manual de primeiros socorros para computadores

Manual de primeiros socorros para computadores Manual de primeiros socorros para computadores Manual prático com procedimentos de manutenção, configuração e dicas de emergência para computadores de mesa. Por : www.confrariadigital.com Distribuição

Leia mais

Manual de instruções da unidade da impressora

Manual de instruções da unidade da impressora Manual de instruções da unidade da impressora Para Windows 7 DS-RX1 Ver.1.01 Em relação aos direitos autorais Os direitos autorais para o Manual de Instruções da Unidade da Impressora DS-RX1, a Unidade

Leia mais

Capítulo 7 D I S P O S I T I V O S D A P L A C A - M Ã E

Capítulo 7 D I S P O S I T I V O S D A P L A C A - M Ã E Capítulo 7 D I S P O S I T I V O S D A P L A C A - M Ã E BIOS (BIOS BASIC INPUT OUTPUT SYSTEM - Sistema Básico de Entrada/Saída) O BIOS é um software armazenado em um chip de memória do tipo Flash-Rom

Leia mais

Introdução à Organização de Computadores Memória Secundária

Introdução à Organização de Computadores Memória Secundária Introdução à Organização de Computadores Memória Secundária Arquitetura e Organização de Computadores Prof. Rossano Pablo Pinto, Msc. rossano at gmail com 2008 Tópicos Processadores Memória Principal Memória

Leia mais

Significado. HDD (do inglês Hard Disk Drive) é a parte do computador onde são armazenadas as informações. Foi criado nos anos 50 e tinha 5MB.

Significado. HDD (do inglês Hard Disk Drive) é a parte do computador onde são armazenadas as informações. Foi criado nos anos 50 e tinha 5MB. Significado Disco rígido r ou disco duro ou winchester ou HD ou HDD (do inglês Hard Disk Drive) é a parte do computador onde são armazenadas as informações. Foi criado nos anos 50 e tinha 5MB. Significado

Leia mais

RECUPERANDO DADOS COM REDO BACKUP E RECOVERY

RECUPERANDO DADOS COM REDO BACKUP E RECOVERY RECUPERANDO DADOS COM REDO BACKUP E RECOVERY Redo Backup é um programa para a recuperação de arquivos e discos rígidos danificados. Com ele você dispõe de um sistema completo para resolver diversos problemas

Leia mais

Sistema Operacional Unidade 4.2 - Instalando o Ubuntu Virtualizado

Sistema Operacional Unidade 4.2 - Instalando o Ubuntu Virtualizado Sistema Operacional Unidade 4.2 - Instalando o Ubuntu Virtualizado Curso Técnico em Informática SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 3 CRIAÇÃO DA MÁQUINA VIRTUAL... 3 Mas o que é virtualização?... 3 Instalando o VirtualBox...

Leia mais

Informática. Informática. Valdir

Informática. Informática. Valdir Informática Informática Valdir Questão 21 A opção de alterar as configurações e aparência do Windows, inclusive a cor da área de trabalho e das janelas, instalação e configuração de hardware, software

Leia mais

Tecnologia da Informação

Tecnologia da Informação Tecnologia da Informação Componentes Sistema Informação Hardware - Computadores - Periféricos Software - Sistemas Operacionais - Aplicativos - Suítes Peopleware - Analistas - Programadores - Digitadores

Leia mais

Tecnologia e Informática

Tecnologia e Informática Tecnologia e Informática Centro Para Juventude - 2014 Capitulo 1 O que define um computador? O computador será sempre definido pelo modelo de sua CPU, sendo que cada CPU terá um desempenho diferente. Para

Leia mais

MANUAL DE INSTRUÇÕES DO ALICATE DIGITAL AC/DC TRUE RMS MODELO AD-7920

MANUAL DE INSTRUÇÕES DO ALICATE DIGITAL AC/DC TRUE RMS MODELO AD-7920 MANUAL DE INSTRUÇÕES DO ALICATE DIGITAL AC/DC TRUE RMS MODELO AD-7920 Leia atentamente as instruções contidas neste manual antes de iniciar o uso do instrumento ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO...1 2. REGRAS DE SEGURANÇA...2

Leia mais

MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-3.5A

MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-3.5A MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-3.5A V01R12 Atenção: - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Akiyama Tecnologia se reserva no direito de fazer alterações sem aviso

Leia mais

A solução perfeita para produzir discos de alta qualidade.

A solução perfeita para produzir discos de alta qualidade. A solução perfeita para produzir discos de alta qualidade. Sistema automático de gravação e impressão de CDs e DVDs Produtoras de Discos PP-100 e PP-50 A escolha certa para a edição e impressão profissional

Leia mais