Mercado Único QREN AINDA NÃO GASTOU UM EURO. Empresas e cidadãos na União Europeia. Convergência com a UE adiada. Novos fundos, melhores regras

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1 Preço: 6,50 H Mercado Único Empresas e cidadãos na União Europeia Dossier Convergência com a UE adiada Questões Abril 2008 Novos fundos, melhores regras Actualidade Reformas na protecção social têm que abranger os mais vulneráveis Revista Mensal Cidadãos concordam com política regional europeia Acórdãos Dívida aduaneira nasce no local onde os factos ocorrem Silva Peneda, ex-ministro e eurodeputado do PSD, dá o alerta Regime regulamentar para os mercados financeiros tem novas regras Mercado Único Legislação Mercado Único Abril de 2008 Preço - 6,50 G QREN AINDA NÃO GASTOU UM EURO

2 DIREITO TRIBUTÁRIO 2008 TODOS OS CÓDIGOS FISCAIS ACTUALIZADOS. EXTENSA LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR E DOUTRINA ADMINISTRATIVA. GARANTA JÁ O SEU EXEMPLAR. Principais Destinatários: Técnicos Oficiais de Contas; Funcionários da DGCI e da DGA e EC; Consultores fiscais; Gerentes e Quadros das Empresas; Profissionais Liberais tais como Advogados e Solicitadores que necessitam de uma informação completa e actualizada; Edição especialmente recomendada para todos aqueles que neces- sitam actualizar os seus conhecimentos no âmbito do sistema fiscal e do direito tributário processual e profissionais que se relacionem com questões fiscais. Esta edição, actualizada em Fevereiro de 2008, compila e sistematiza num só volume todo o sistema fiscal português. Inclui numerosa legislação fundamental, doutrina administrativa e índices (cronológico e alfabético remissivo). Autor: Joaquim Ricardo (Chefe de Finanças) Formato: 17,5 x 25 cm. N.º págs: 1284 MU Fev/2008 P.V.P. Especial para Técnicos Oficiais de Contas (CTOC) Assinantes VE/ BC, Trabalhadores dos impostos (DGCI, DGAIEC): 39 (IVA incluído) P.V.P Editor: 44 (IVA incluído) VANTAGEM TOC POUPE 5 RECORTAR OU FOTOCOPIAR Nome Morada C. Postal - N. º Contribuinte Sim. Solicito o envio de exemplar(es) do livro: DIREITO TRIBUTÁRIO - COLECTÂNEA DE LEGISLAÇÃO 2008 por: TOC nº. Assinante º. Para o efeito envio cheque/ vale nº., s/ o, no valor de. Debitem, no meu cartão com o n., Cód. Seg. válido até /, emitido em nome de Solicito o envio à cobrança. (Acrescem 4 para despesas de envio e cobrança). ASSINATURA:. OFERTA DOS PORTES DE EXPEDIÇÃO EXCEPTO NOS PEDIDOS DE ENVIO À COBRANÇA. PEDIDOS PARA Inclui oferta de CD Rom com todo o conteúdo da obra. Vida Económica R. Gonçalo Cristóvão, 111 6º Esq Porto Tel Fax para encomendas:

3 Mercado Único Abril EDITORIAL FICHA TÉCNICA DIRECTOR João Carlos Peixoto de Sousa DIRECTOR-ADJUNTO Virgílio Ferreira COLABORADORES Sandra Ribeiro Eurogabinete da CGD DIRECÇÃO COMERCIAL Madalena Campos Teresa Claro PAGINAÇÃO José Barbosa FOTOGRAFIA Antunes Amor/Rui Marinho IMPRESSÃO Uniarte Gráfica/Porto PROPRIETÁRIO Vida Económica - Editorial, SA REDACÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E ASSINATURAS SEDE PORTO Rua Gonçalo Cristóvão, 111, 6º Esq Porto Telef.: Fax: DELEGAÇÃO DE LISBOA Campo Pequeno, 50, 4º Esq Lisboa Telef.: Fax: PERIODICIDADE MENSAL PREÇO: 6,50 G REGISTO Nº DA DIRECÇÃO- -GERAL DA COMUNICAÇÃO SOCIAL DEPÓSITO LEGAL Nº /92 Crise cor-de-rosa À medida que as Eleições Legislativas se aproximam, parece que Portugal rola e avança. O IVA desce, os contratos de incentivos do QREN são assinados, anunciam-se grandes investimentos de obras públicas. O que, no princípio, parecia difícil, ou mesmo impossível, nomeadamente a descida dos impostos e o fim da crise económica, eis que, de um dia para o outro, tudo se torna cor-de-rosa. Recordemos, a este propósito, as palavras proferidas pelo primeiro-ministro dos portugueses, José Sócrates, aquando da apresentação da Proposta do Orçamento de Estado para 2008 na Assembleia da República: Sei bem que reduzir o défice e pôr as contas públicas em ordem não traz necessariamente aplausos nem popularidade fácil. Mas o país fica melhor e o futuro dos portugueses mais garantido. A opção do Governo é inteiramente clara. Prosseguir o rigor e a consolidação, para superar de vez a crise orçamental. Por sua vez, Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, acrescentou, no encerramento do debate final a proposta de OE2008: Face aos resultados entretanto alcançados e face à óbvia incapacidade em indicarem um rumo alternativo credível, os partidos da oposição não resistiram à tentação de acenar já aos portugueses com benesses que o país não pode, nem está ainda em condições de suportar. Num total desprezo pela necessidade imperiosa de prosseguirmos com a redução do défice e do peso da despesa pública, avançaram ora com propostas que aumentam a despesa, ora com propostas de redução da receita. Propostas avulsas, sem coerência, contradizendo um pretenso rigor orçamental que não tiveram no passado e que visivelmente ainda não têm. Optaram por esconder o seu deserto de soluções alternativas por detrás de propostas sedutoras às suas clientelas políticas. Será que o que se disse foram palavras ao vento e que tudo mudou em pouco mais de três meses? Por certo, ninguém acreditará nisso. Vamos por partes. Quanto ao IVA, com a descida de 21% para 20% os consumidores portugueses pouco beneficiam, já que a nova taxa não se reflectirá numa descida dos preços, precisamente por não ser obrigatória. O Estado também não perde grande coisa com isso, tendo em conta a tendência para a retracção do consumo, decorrente da perda do poder de compra dos portugueses. A economia portuguesa também não fica mais competitiva, pelo menos em relação à economia espanhola, onde a taxa de 16% ainda fica muito longe dos 20% anunciadas. A descida de 1% na taxa de IVA em Portugal só se compreende assim por motivos eleitoralistas. Mas o Governo arrisca-se a que o feitiço se vire contra o feitiçeiro. Para demonstrar que o objectivo foi mesmo dinamizar as empresas e a economia, e daí os cidadãos, o Governo será tentado a diminuir ainda mais os impostos e não apenas no IVA, também IRS e IRC. E, se o fizer, quer dizer que mentiu aos portuguese há cerca de cinco meses atrás. Se o não fizer, demonstrará que, afinal, é tudo só política e mentira. José Sócrates e Teixeira dos Santos estão numa encruzilhada. Mercado Único 3

4 Neste número de Abril da Mercado Único fique a conhecer: Revista Mensal para Empresas e Cidadãos na Europa Comunitária P. 7 P. 17 O QREN tem os pagamentos atrasados. Um ano e três meses depois de estar em vigor, as empresas ainda não receberam o pagamento de qualquer incentivo. Silva Peneda alerta para essa situação e para o facto de ela estar a penalizar a competitividade da nossa economia. Portugal está no bom rumo da convergência, mas isso não é motivo para plena satisfação. Para isso era preciso que o crescimento da economia portuguesa acelerasse a um ritmo superior à média da União Europeia de modo a recuperar o atraso de anos anteriores. P. 35 Entre , a União Europeia disponibiliza um pacote de financiamentos para diferentes sectores da Economia. A Agricultura é também beneficiada, mas para isso é preciso conhecer bem as regras em vigor. Uma delas é que, para poder receber o pagamento directo, o agricultor deve ter direito ao pagamento e possuir terreno. P. 47 O Tribunal Europeu fixa, através da sua jurisprudência, a orientação fiscal do direito europeu. No que toca aos impostos aduaneira, uma recente decisão fixa que a obrigação de pagar o imposto deve ser realizada onde nasceu o facto que deu origem a essa dívida. Se não for possível determinar isso, ela é liquidada no Estado que a detectou. P. 53 Num mercado financeiro devidamente regulado, os operadores devem ter ao seu dispor todas as informações necessárias ao correcto exercício da sua actividade. Isso pressupõe que os Estados- -membros devem ter essa informação devidamente organizada e acessível por parte de quem a queira obter. Pedidos para Mercado Único Rua Gonçalo Cristóvão, 111, 6º Esq Porto, Tel Fax Assinatura anual da Revista Mercado Único (IVA 5% incluído): 66 H Nome ou firma Morada Localidade CP Para pagamento anexo cheque nº s/ o B., de H Desejo que me debitem: H do meu cartão com o nº Válido até / /. Assinatura do Portador

5 Mercado Único SUMÁRIO Entrevista Silva Peneda, ex-ministro e eurodeputado do PSD, dá o alerta QREN ainda não gastou um euro Dossier Convergência com a UE adiada 17 Questões Novos fundos, melhores regras 35 Breves 43 Actualidade Reformas na protecção social têm que abranger os mais vulneráveis 45 Cidadãos concordam com política regional europeia 46 7 Direito Comunitário Dívida aduaneira nasce no local onde os factos ocorrem 47 Jornal Oficial Regime regulamentar para os mercados financeiros tem novas regras 53 Mercado Único 5

6 Formação personalizada O Grupo Editorial Vida Económica tem condições para lhe proporcionar formação à medida dos objectivos e necessidades dos seus trabalhadores, colaboradores ou associados, em qualquer ponto do país, em horário laboral ou pós-laboral. Vida Económica Editorial, SA R. Gonçalo Cristóvão, 111-6º Esq Porto Inf: Ana Maria Vieira Telf /00 Fx

7 ENTREVISTA Aquela que era uma das regiões mais industrializadas da Europa é, hoje, uma das mais pobres. Como o leitor já terá adivinhado, estamos a falar do Norte. Silva Peneda mostra-se particularmente preocupado com a crise que se vive nesta zona do país O Norte não é um problema regional, mas sim nacional, destaca, acusando o Governo de centralismo, de insensibilidade e defende um programa específico de relançamento da economia regional. Silva Peneda, eurodeputado do PSD, não poupa críticas ao Governo em matéria de QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). Este político diz que, até agora, não se investiu um euro do quadro de apoio no nosso país. O ano 2007 já passou, passaram já mais de dois meses de 2008 e nada aconteceu em termos de QREN, destaca Silva Peneda. A que se deve esta situação? Aqui, o também antigo ministro do Governo de Cavaco Silva fala de um atraso que serve os interesses eleitorais do Partido Socialista. As consequências? Os investimentos que ficam por fazer, a riqueza e o emprego que não se criam. Silva Peneda, ex-ministro e eurodeputado do PSD, dá o alerta QREN ainda não gastou um euro Por SANDRA RIBEIRO Se há um indicador, no nosso país, que nos deve preocupar e, preocupar em grande medida, é a descida do investimento. Entre 2004 e 2007, o investimento, em Portugal, decresceu 24%. O que pode fazer a diferença num mundo globalizado como aquele em que vivemos? As respostas são diversas, mas há uma que poderia ajudar Portugal: um outro espírito de cooperação entre as principais forças vivas da sociedade. É isto que nos diz Silva Peneda quando afirma que a complexidade do mundo de hoje exige uma maior interajuda entre o Estado e os agentes económicos. Algo, acrescenta, que se vê um pouco por todo o mundo. Quanto ao tema mote desta entrevista, o QREN, Silva Peneda, para além de considerar que os atrasos verificados servem os interesses eleitorais do Governo, diz também que estes podem ser um caso de incompetência, de azelhice ou de desleixo. Silva Peneda acusa ainda estes responsáveis políticos de não criarem algo de fundamental ao desenvolvimento um clima de confiança e dá conta dos resultados: uma queda do investimento de 24% entre 2004 e Mercado Único 7

8 ENTREVISTA O quadro estratégico é um instrumento fundamental para aumentar o investimento, seja ele público ou privado. A verdade é que o ano 2007 já passou, passaram já dois meses de 2008 e nada aconteceu em termos de QREN. Isto quando o Governo, não nos podemos esquecer, se comprometeu, em declaração solene, através do Conselho de Ministros, que o QREN estaria em vigor a 1 de Janeiro de Mercado Único Estamos em Março de 2008, e ainda não se investiu, como diz, um só euro do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). Que consequências é que podem advir daqui? Silva Peneda Se há um indicador, no nosso país, que nos deve preocupar e preocupar em grande medida, é a descida do investimento. Entre 2004 e 2007, o investimento, em Portugal, decresceu 24%. Penso que este indicador é o mais relevante se tivermos em conta um conjunto de objectivos, como por exemplo, o crescimento do produto, a criação de emprego. Ora, isto que acabo de afirmar não pode estar desligado do QREN. O quadro estratégico é um instrumento fundamental para aumentar o investimento, seja ele público ou privado. A verdade é que o ano 2007 já passou, passaram já mais de dois meses de 2008 e nada aconteceu em termos de QREN. Isto quando o Governo, não nos podemos esquecer, se comprometeu, em declaração solene, através do Conselho de Ministros, que o QREN estaria em vigor a 1 de Janeiro de Daí eu ter feito a observação que fiz e que citou nesta pergunta. Mas pior do que este atraso é não existir qualquer tipo de explicação para o mesmo. A que se deve este atraso? O que está por trás deste atraso? MU Na sua opinião, o que está por trás desse atraso? SP Penso que o Governo devia explicar a razão desse atraso. Quando não explica MU Terá a ver com o défice? SP Há várias especulações à volta deste assunto, essa é uma delas. Podemos estar perante um atraso propositado. Isto é, penaliza-se a criação de postos de trabalho, penaliza-se o aumento de investimento em nome do défice. O que me parece completamente errado em termos de política económica. Mas, como não há explicação, também podemos estar perante um caso de azelhice, de incompetência, pode ser desleixo, enfim, todo um conjunto de coisas. O que gostaria é que o Governo explicasse os motivos que estão por detrás desta situação. E isto porque foi o Governo, como já disse, que se comprometeu, e, quando o fez, evocou um conjunto de razões, todas elas muito positivas. Aliás, numa resolução do Conselho de Ministros, publicada em 2006, o Governo explica o porquê da importância de o QREN entrar em vigor a 1 de Janeiro de A verdade é que 2007 já passou e não existiu, até agora, qualquer tipo de explicação sobre o assunto. Há, aliás, no meio deste percurso, uma carta da própria comissária europeia da política regional dirigida ao Governo em que esta lhe dá um valente puxão de orelhas, chamando-o a atenção para este atraso. É algo, como perpassa do que já disse, que me indigna, porque estamos a tratar da variável mais importante quando se fala da nossa política económica: o investimento. Quer queiram quer não, Portugal perdeu um ano e mais dois meses, para já, de benefícios, de recursos comunitários. Mas o desconhecimento continua. Afinal, eu não sei nem o Primeiro-Ministro se pronunciou, até ao momento, sobre quando é que vai entrar, em 2008, o primeiro euro do QREN. Penso que será em 2008, mas eu não perguntava o dia, perguntava o mês. Uma pergunta que ainda não teve resposta. MU A crise que afecta o país não é de agora. De qualquer modo, considera que este atraso vai agravar ainda mais essa crise? SP Com certeza. O problema do nosso país, aliás, o Dr. Miguel Cadilhe explica isso num artigo do Público 8 Mercado Único

9 ENTREVISTA O CES (Conselho Económico e Social), num parecer que elaborou e que foi já publicado, em Janeiro de 2007, Quer queiram quer não, Portugal perdeu um ano e dois meses, para já, de benefícios, de recursos comunitários. é muito demolidor relativamente a este QREN. Os motivos e eu estou de acordo com ele, é que estamos, claramente, a viver uma recessão. Estamos claramente, em termos objectivos. MU Mas as estatísticas dão conta de um crescimento do PIB próximo dos 2%? SP Mas o que se tem falado é de um crescimento potencial. É isso que está em causa. Hoje, há já países europeus com um crescimento próximo dos dois dígitos e há, mesmo, um que cresce a dois dígitos. Estou a falar de países que são nossos competidores e que estão a crescer muito mais do que nós, como é o caso da Lituânia, da Polónia. MU E a vizinha Espanha? SP Muito mais do que nós, mas estou a falar daqueles países que são os nossos mais directos competidores. A manter-se esta tendência, o que é que nós verificamos? Que nós crescemos, mas os outros crescem muito mais. Nós estamos, neste momento, numa fase em que seria fundamental reunir todos os esforços no sentido do aumento do investimento. É o investimento que cria emprego, que cria riqueza. MU As empresas queixam-se também do facto de os prazos de candidatura a este QREN serem demasiado curtos. Concorda com esta crítica? SP Bom, o Primeiro-Ministro subscreveu uns protocolos há pouco tempo sobre o QREN e fez disso uma festa. Ora, isso prova que há iniciativa por parte dos privados. O que eu penso é que não existe uma liderança política efectiva no sentido de gerir esse tipo de processos, algo que existiu noutras alturas. É que, de facto, é preciso tempo, mas o problema é que as empresas já estão à espera há muito tempo. Além disto, os processos agora assinados não resolvem nada. O que interessa é que as verbas comunitárias cheguem ao nosso país, e cheguem de forma rápida. Vejo muitos anúncios, muitas coisas, realizadas com pompa e circunstância, apresentados? O facto de este não apresentar uma estratégia de desenvolvimento para o país. O que é muito grave, uma vez que estamos a falar em sete anos, em muito dinheiro, 22,5 mil milhões de euros para investir em sete anos. Quando é o CES a dizer isto, dá que pensar. Mercado Único 9

10 ENTREVISTA Este atraso, com as candidaturas a abrirem, somente, em 2008, parte final de 2009, vai ajudar, com certeza, o calendário eleitoral do Governo. O que é complicado, porque estamos a falar de um instrumento que devia servir o país e não o está a servir, porque se perdeu um ano em termos de investimento. Uma situação que, como já afirmei, vai servir o calendário político, eleitoral do Partido Socialista. 10 mas não vejo os documentos necessários a serem entregues e aprovados em Bruxelas. MU Uma crítica directa ao Ministério da Economia, a Manuel Pinho? SP A todos, porque para quem conhece um pouco como funcionam os meandros da Comissão, de Bruxelas fui secretário de Estado do Planeamento, em 85/86, lidei com os primeiros projectos sabe que é preciso conhecer bem os corredores. Além disto, julgo que, neste momento, por parte da administração, do Governo portugueses, não existe uma liderança no sentido de lubrificar esses corredores, de os levar a colocar os carimbos de forma rápida. E não se pense que isto se resolve, apenas, com um telefonema. É preciso um lóbi permanente, em Bruxelas, por forma a que os processos conhecem o necessário desenvolvimento. MU Mas isso também depende dos eurodeputados? SP Por minha parte, estou sempre disponível. E sempre o disse e o Governo sabe-o, o Primeiro-Ministro sabe-o, foi-lhe dito pessoalmente, que os eurodeputados, mesmo do PSD, estão disponíveis para colaborar. Nós não estamos ali para fazer oposição ao Governo, nós consideramo-nos embaixadores de Portugal. Se o Governo precisar da nossa ajuda para desbloquear algum tipo de situação, nós estamos, como já referi, à disposição para colaborar. Agora a administração, eu julgo, não está a trabalhar de uma forma eficaz. Mercado Único MU Uma outra crítica que é feita relaciona-se com o facto de o QREN ser demasiado complexo, sobretudo no que diz respeito aos avisos de candidatura. Como comenta? SP Não são só os empresários que dizem. O próprio CES (Conselho Económico e Social), num parecer que elaborou e que foi já publicado, em Janeiro de 2007, é muito demolidor relativamente a este QREN. Os motivos apresentados? O facto de este não apresentar uma estratégia de desenvolvimento para o país. O que é muito grave, uma vez que estamos a falar em sete anos, em muito dinheiro, 22,5 mil milhões de euros para investir em sete anos. Quando é o CES a dizer isto, dá que pensar. Mas este parecer diz mais: afirma que este QREN foi elaborado nos gabinetes, sem auscultação da opinião pública, das empresas. Afinal, estamos a falar de sete anos de investimento que não se vão repetir. Este instrumento devia ser um instrumento galvanizador dos agentes económicos, que os comprometesse, que os entusiasmasse. Foi tudo menos isso. Nunca um quadro de apoio teve uma gestão tão centralizada como esta. Pior: centralizada em termos políticos. Apenas os ministros, em exclusivo, é que decidem sobre o QREN. MU O QREN foi elaborado numa lógica de distanciamento, de afastamento em relação à sociedade? SP E em termos de calendário eleitoral do Governo. Este atraso, com as candidaturas a abrirem, somente, em 2008, parte final de 2009, vai ajudar, com certeza, o calendário eleitoral do Governo. O que é complicado, porque estamos a falar de um instrumento que devia servir o país e não o está a servir, porque se perdeu um ano em termos de investimento. Uma situação que, como já afirmei, vai servir o calendário político, eleitoral do Partido Socialista. MU As associações empresariais, à semelhança um pouco do que disse sobre os municípios, apontam o dedo ao Governo por

11 ENTREVISTA É preciso um lóbi permanente em Bruxelas. terem ficado arredadas deste QREN. Uma vez mais, pergunto: estas queixas têm razão de ser, fazem sentido? SP Têm razão de ser, absolutamente. O que é que o Governo decidiu? Optou por um QREN que mobilizasse, que entusiasmasse a sociedade portuguesa ou por um QREN centralizado? Pela segunda hipótese, claramente, por uma gestão puramente centralizada do QREN. Esta é uma leitura que o Governo faz da sociedade portuguesa como sendo um grupo de analfabetos e incompetentes. O Executivo assume que só os seus membros é que sabem e que só eles têm legitimidade para levar as coisas a bom porto. Mas o quê e com que objectivos? De acordo com o caderno eleitoral do Governo. Isto é que explica todo este atraso. Afastam-se todos os impecilhos, qualquer pessoa que possa interferir nas decisões, e concentra-se o processo de decisão em três ou quatro pessoas, ou seja, no Primeiro-Ministro e em meia dúzia de ministros. MU Mas o processo de decisão não se tornará mais fluido ao concentrar-se, apenas, nas empresas e no Estado? SP Este QREN e a forma como está preparado levam-nos a concluir que as decisões são para ser tomadas, em exclusivo, pelo Governo. As empresas privadas podem candidatar-se, com certeza, haverá uma selecção sobre essas propostas, mas a verdade é que nem os municípios nem a sociedade civil tiveram qualquer tipo de participação quando se fala da preparação do QREN. MU O Governo fez também questão de dizer que o QREN iria centrar as suas atenções nos projectos de maior qualidade, competitivos, internacionalizados. De fora ficam as empresas mais pequenas, ligadas à economia de proximidade. Uma boa opção? SP Bem, quem tem preocupações sociais, ligadas à criação de emprego, sabe que as PME são responsáveis por mais de 99% do emprego do país. MU Mas também é verdade que, em política, tem que existir selecção? SP Tem que existir selecção, mas essa selecção não pode deixar de contemplar as PME, porque temos pequenas e médias empresas de elevada categoria e capacidade. Estou de acordo com a afirmação que fez, agora, não posso é dizer que estas empresas deverão ficar afastadas de um processo desta natureza. MU Há pouco referiu que não existia uma estratégia para o QREN. Ora, o Governo apela a uma série de conceitos inovação, potencial humano, desenvolvimento tecnológico que são definidores dessa mesma estratégia. Este QREN e a forma como está preparado levam-nos a concluir que as decisões são para ser tomadas, em exclusivo, pelo Governo. As empresas privadas podem candidatar-se, com certeza, haverá uma selecção sobre essas propostas, mas a verdade é que nem os municípios nem a sociedade civil tiveram qualquer tipo de participação quando se fala da preparação do QREN. Mercado Único 11

12 ENTREVISTA Costumo dizer que o problema do Norte não é um problema regional, mas sim nacional. Quando o Norte estiver bem, o país estará melhor. O que parece é que devia existir um programa específico No Norte nada está quantificado e sabe que, quando nada é quantificado, nada é medido, também nada pode ser gerido. para o Norte, orientado para o Norte no sentido de mobilizar os agentes económicos e sociais, incluindo os sindicatos. Temos o exemplo da têxtil que, sendo um sindicado da CGTP, conseguiu chegar a um entendimento com a parte patronal. O figurino ideal deste quadro, para este período e para a economia portuguesa? SP Isso são frases feitas com as quais toda a gente está de acordo. Agora, temos o exemplo do Norte do país, uma região que, ao contrário de Lisboa e, porque não vive num mercado protegido, tem sofrido muito com a globalização. Afinal, Lisboa tem a administração pública, os serviços, os clientes. Não é a globalização que os vai mudar. Ora, no Norte, as coisas passam-se de modo completamente diferente. No Norte, é preciso exportar, vender, é preciso seduzir os clientes. Costumo dizer que o problema do Norte não é um problema regional, mas sim nacional. Quando o Norte estiver bem, o país estará melhor. O que parece é que devia existir um programa específico para o Norte, orientado para o Norte, no sentido de mobilizar os agentes económicos e sociais, incluindo os sindicatos. Temos o exemplo da têxtil, que, sendo um sindicado da CGTP, conseguiu chegar a um entendimento com a parte patronal. MU Algo que causou alguma admiração? SP Quando há seriedade de uma parte e de outra, os próprios trabalhadores entendem os problemas. É preciso é dar-lhes oportunidades. Sou muito a favor do diálogo social. MU Considera, por isso, que os programas regionais não abarcam os problemas do Norte? SP Não, de maneira nenhuma. No Norte nada está quantificado e sabe que, quando nada é quantificado, nada é medido, também nada pode ser gerido. MU Mas há muitos economistas de renome que dizem que não faz sentido estarmos a apostar em sectores estratégicos, nos ditos campeões da economia? 12 Mercado Único

13 ENTREVISTA SP Não estou nada de acordo, porque, hoje, não há estratégias que possam ser executadas por um agente isolado. O mundo é cada vez mais complexo e daí também a necessidade de uma maior interajuda entre o Estado e os agentes económicos. Algo, aliás, que se vê um pouco por todo o mundo. MU Como acontece, em Espanha? SP Exactamente. Espanha é um bom exemplo disso. E, como tal, o Norte tinha todas as condições para agarrar uma estratégia, um desafio. Temos, aqui, tantos milhões. Se conseguirmos reunir trabalho, capital e inovação são os três factores fundamentais -, em torno de um pacto social ao nível do Norte, penso que temos a possibilidade de, rapidamente, darmos a volta. Agora, não há uma estratégia para o Norte. Lisboa não tem sensibilidade para os problemas do Norte. Basta olharmos para a página 102 do Programa Operacional ligado à valorização do território. Desta lista constam para esta região três projectos: a plataforma logística de Leixões, o IP4, que é o túnel do Marão, e uma estrada entre Entreos-Rios e Penafiel. Isto representa, somente e, em termos de grandes obras públicas, 4% do investimento previsto para o país no seu todo. Quem traçou este quadro não pensou que está no Norte mais de metade da população portuguesa. A continuarmos assim, o Norte e o Centro vão viver da segurança social. O que é insustentável. Estamos perante um problema dramático em termos sociais. Aquilo que a SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social) afirmou, recentemente, seria ainda mais explosivo, no Norte. Penso que, de facto, o Governo não tem a mínima sensibilidade para aquilo que se passa no Norte. MU Estamos a falar de uma das regiões mais pobres da Europa? SP O Norte era das regiões mais industrializadas da Europa há alguns anos atrás e, neste momento, é uma das mais pobres. É mais pobre do que a Estremadura espanhola. O Norte é a região mais pobre da Península e, fora deste espaço, para encontrar regiões mais pobres do que esta, só nos países de Leste. MU Lisboa e Vale do Tejo foi contemplada na segunda fase de candidaturas, nalguns sistemas. Portugal poderá vir a ter problemas com Bruxelas por causa disto? SP Penso que também aí o efeito estatístico tem alguma influência. De qualquer modo, em relação a esse assunto, a União Europeia é clara: as regiões, cujo PIB per capita passa os 75% da média comunitária deixam de receber apoios. Mas mais importante que o montante de apoio que o QREN contempla é a forma como este está programado. E, aqui, eu gostava de o ver muito mais orientado para as regiões para as suas necessidades específicas. E não vejo. Vejo o QREN como algo um pouco difuso e não vejo para o Norte uma actuação consentânea. Olhemos para o Douro. O Douro é a jóia da coroa do país e a verdade é que esta região é tratada de forma miserável pelo QREN. Não se entende. O Douro é tratado marginalmente, assim como o turismo de uma forma geral. MU Mas o turismo é sempre apresentado por todos como um sector estratégico? SP Mas se ler os documentos relativos ao QREN não vê isso. O Douro tem muito potencial e a verdade é que nós não o vemos aproveitado naquilo que está definido para os próximos sete anos. MU Nós já passámos por vários quadros comunitários de apoio. Lisboa não tem sensibilidade para os problemas do Norte. Basta olharmos para a página 102 do Programa Operacional ligado à valorização do território. Desta lista constam para esta região três projectos: a plataforma logística de Leixões, o IP4, que é o túnel do Marão, e uma estrada entre Entreos-Rios e Penafiel. Isto representa, somente e, em termos de grandes obras públicas, 4% do investimento previsto para o país no seu todo. Mercado Único 13

14 ENTREVISTA Hoje, nota-se que há dinheiro disponível, mas também se nota uma outra coisa: que as pessoas se retraem, que não investem. E quando não há um clima geral de confiança num país, as pessoas acabam por não investir. E já se sabe: só se cria emprego se existirem empresas e estas só existem se alguém investir. E, claro está, sem investimento não acontece nada. 14 E se é verdade que o país já passou por uma fase de crescimento económico, de há uns anos a esta parte, o desenvolvimento não tem sido aquele que todos nós desejaríamos. Como é que Bruxelas vê o nosso percurso e o aproveitamento que tem sido feito das verbas comunitárias? SP Se olharmos para o que era Portugal, em 1985, e para o que é hoje, chegámos facilmente à conclusão que o nosso país mudou muito. E isto também graças aos fundos comunitários. MU Sobretudo ao nível das infra- -estruturas públicas? SP E tudo o resto. Ao longo deste tempo muita coisa mudou. O balanço é, claramente, positivo. Se não fosse a nossa entrada na União Europeia, a nossa entrada na moeda única, já imaginou qual seria o preço da gasolina? Em euros, estamos a falar de um valor que aumentou 140%, mas sabe quanto é que foi em dólares? Trezentos por cento. MU Embora o euro não seja exactamente o espelho da nossa economia? SP Não. Se não estivéssemos integrados no euro e pagássemos o petróleo em dólares, pagaríamos mais do dobro. Outro indicador, as taxas de juro. Deixe-me dizer-lhe que estas andavam pelos 40% nos anos 80. Não sei se, hoje, não estaríamos ao mesmo nível. Isto só para falar do euro. A isto temos que somar os grandes investimentos que foram realizados, as infra-estruturas. Não podemos dizer que foi tudo óptimo. Agora daí a afirmar que o aproveitamento dos fundos comunitários foi um desastre vai uma grande distância. Mais: entre 1985 e 1995, nos 10 anos do Prof. Cavaco Silva, nós crescemos mais do que a Espanha. E só a partir de 1995 é que a Espanha Mercado Único começa a crescer mais do que nós. Hoje, já perdemos tudo o que ganhámos. O que é que se passou, a partir de 1995, que despoletou a inversão desta curva? MU Um problema político? SP Sim, também um problema político. Estou, claramente, a falar de um problema político. O lado macroeconómico não será tão importante. Não nos podemos esquecer que, para quem decide investir, há um ingrediente que é decisivo e não mensurável: a confiança. Ora, esta cria-se, este clima de confiança. Durante o período do Prof. Cavaco Silva, conseguiu-se criar este clima. O que é que se verifica hoje? Hoje, nota-se que há dinheiro disponível, mas também se nota uma outra coisa: que as pessoas se retraem, que não investem. E quando não há um clima geral de confiança num país, as pessoas acabam por não investir. E já se sabe: só se cria emprego se existirem empresas e estas só existem se alguém investir. E, claro está, sem investimento nada acontece. MU Mas essa situação não estará também relacionada com alguma falta de iniciativa, de dinamismo dos nossos empresários? SP Desculpe que lhe diga, mas são os empresários que temos. Está, agora, a surgir uma nova geração, mas não vamos fabricar novos empresários. MU Eles dizem o mesmo dos políticos? SP Com certeza. E com toda a razão. Mas nós somos aquilo que somos com os nossos defeitos e as nossas virtudes. Somos o país que somos. Agora, quando as pessoas dizem que isto não acontece, porque temos maus empresários, a verdade é que temos maus e temos bons, políticos, temos maus e temos bons.

15 ENTREVISTA O mundo é cada vez mais complexo e daí também a necessidade de uma maior interajuda entre o Estado e os agentes económicos. Algo, aliás, que se vê um pouco por todo o mundo. MU A verdade é que conseguimos crescer entre 1985 e 1995? SP Com uma liderança política efectiva, com uma estratégia de desenvolvimento para o país. Havia um pensamento claro, havia uma mensagem, havia confiança. É tão simples quanto isto. A partir daí, deixou de existir. MU Algo que se aplica aos diferentes Governos, dos diferentes partidos? SP Com certeza, de um modo geral. Basta olhar para os números. Não vamos endeusar a personalidade, mas, de facto, assistimos a um conjunto de circunstâncias que permitiram que Portugal crescesse. O nosso país era a menina dos olhos do Presidente Delors. Como é que isto aconteceu? MU Era um milagre europeu? SP Um milagre europeu. Que factores estiveram por detrás desse desenvolvimento? Não foi com certeza um homem, foi um conjunto de circunstâncias que levaram a uma determinada interpretação da conjuntura, à criação de um clima de confiança na sociedade portuguesa. MU Sim, mas também Portugal, nessa altura, não tinha ainda sido atingido, de forma tão severa, pela globalização? SP Mas a globalização também representa oportunidades. Nós não podemos ver a globalização de um só lado. As ameaças estão lá, mas também existem oportunidades, muitas oportunidades. A globalização oferece aberturas de mercados excepcionais. Nós não podemos viver num mundo a pensar que nos podemos fechar sobre nós próprios. Se os empresários de outros países investem no nosso, nós também podemos investir no deles. Também podemos jogar ao ataque e, em muitos sectores, podemos jogar com êxito. Perdemos, aqui, vamos ganhar fora. Não há nisso qualquer tipo de problema. A globalização também representa oportunidades. Nós não podemos ver a globalização de um só lado. As ameaças estão lá, mas também existem oportunidades, muitas oportunidades. Mercado Único 15

16 Política Orçamental na Área do Euro NOVIDADE Temas desenvolvidos na obra: O papel estabilizador da política orçamental Porquê regras orçamentais? Regras orçamentais na transição para o euro O Pacto de Estabilidade e Crescimento: desenho original e aplicação prática Críticas ao Pacto e a revisão de Março de 2005 Regras, procedimentos e instituições domésticas de política orçamental Sustentabilidade e consolidação orçamental Autor: João Loureiro Formato: 17 x 23.5 cm Págs.: 256 P.V.P.: A 22 Portugal tem vindo a passar por um processo de reequilíbrio das contas públicas, razão pela qual a política orçamental vem sendo um tema de grande actualidade no nosso país. O percurso de ajustamento seguido é indissociável da participação portuguesa na União Económica e Monetária e dos compromissos assumidos por via do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Numa perspectiva macroeconómica, este livro aborda a política orçamental na área do euro sob diversos prismas. Em particular, justifica a existência de regras orçamentais, analisa o desenho e a aplicação do Pacto nos primeiros anos de União Monetária, descreve a revisão do Pacto ocorrida em 2005, realça a importância das instituições domésticas para a disciplina orçamental e discute o impacto potencial sobre as contas públicas decorrente do envelhecimento das populações. Política Orçamental na Área do Euro Nome Pedidos para: Vida Económica - R. Gonçalo Cristóvão, 111, 6º esq PORTO Tel Fax encomendas: Morada C. Postal - Nº Contribuinte SIM. Solicito o envio de exemplar(es) do livro Política Orçamental na Área do Euro. Para o efeito envio cheque/vale nº, s/ o, no valor de A Debitem A, no meu cartão com o nº, Cód. Seg. emitido em nome de e válido até /. Solicito o envio à cobrança. (Acrescem A 4 para despesas de envio e cobrança). ASSINATURA

17 DOSSIER União Europeia EUROBARÓMETRO 68 conclui Convergência com a UE adiada Pelo sexto ano consecutivo, Portugal não consegue convergir com a União Europeia. O último relatório da OCDE aponta para um crescimento da economia portuguesa entre 1,8% e 2% para este ano. Uma meta ainda assim insuficiente. Quanto aos portugueses, a opinião unânime é de pessimismo. O Eurobarómetro 68 foi realizado no Outono de 2007, com o propósito de continuar a análise semestral das atitudes da opinião pública europeia sobre diversos temas dos domínios económico, político e social. O trabalho de campo foi realizado entre os dias 22 de Setembro e 3 de Novembro de 2007 nos 27 Estados-membros da União Europeia, nos dois países candidatos (Croácia e Turquia), na comunidade turca de Chipre e na Antiga República Jugoslava da Macedónia. Em todos estes países, foi construída uma amostra aleatória da população residente com 15 ou mais anos de idade. O capítulo que se segue irá traçar um retrato breve do estado actual da opinião pública portuguesa. Para tal, iremos analisar as percepções dos inquiridos sobre a situação nacional e individual. A nível nacional serão analisadas as opiniões dos portugueses em relação à situação económica, ao emprego e ao bem-estar social, e a nível individual apresentaremos dados sobre a forma como estes vêm a sua vida em geral. Todos os indicadores serão apresentados comparando com os dos outros Estados-membros. De seguida, incidiremos sobre as questões que os portugueses consideram prioritárias, bem como a forma como encaram a evolução de alguns indicadores económicos nos próximos doze meses. A confiança nas instituições nacionais e europeias será analisada na secção seguinte numa perspectiva comparada. Na última parte do capítulo elaboram-se algumas estratégias de comunicação tendo em conta os dados apresentados. No terceiro capítulo incidiremos sobre o envolvimento nacional nas decisões europeias, num semestre em que Teixeira dos Santos, ministro das Finanças. as questões europeias foram amplamente discutidas e noticiadas em virtude da Presidência Portuguesa da União Europeia e da elaboração do Tratado de Lisboa. Começaremos por analisar a imagem que os portugueses têm da União Europeia, dividindo numa perspectiva longitudinal as componentes afectiva e instrumental do apoio à UE. De seguida, procuraremos saber, para um conjunto de políticas públicas, se os portugueses preferem que essas decisões sejam tomadas a nível nacional ou europeu. Depois, analisaremos a opinião dos portugueses sobre a actuação da União Europeia em áreas concretas. Terminaremos o capítulo examinando em que medida os portugueses consideram que os interesses nacionais são defendidos a Mercado Único 17

18 DOSSIER União Europeia por cento dos portugueses consideram que a situação do país é má. nível europeu, e se a sua voz conta para o processo de integração europeia. Por fim, o quarto capítulo centra-se nas questões da informação sobre a União Europeia e da relação entre esta, os meios de comunicação social e os cidadãos. Começa-se por analisar o sentimento difuso de informação e o conhecimento efectivo que os portugueses têm sobre a União Europeia, bem como a exposição à informação sobre a Presidência Portuguesa da União Europeia nos meios de comunicação social. Os padrões de consumo e de confiança nos media, bem como a forma como estes transmitem informação sobre a União Europeia, são tratados em seguida. Toda esta análise é feita comparando as especificidades do caso português com o conjunto dos Estados-membros, bem como recorrendo a dados recolhidos na passada Primavera para captar a evolução recente das atitudes dos cidadãos nacionais. Ao longo do relatório estes temas principais são abordados também através de análises longitudinais (em que são comparados os resultados actuais com os de inquéritos anteriores) e comparativas (em que se compara o caso português quer com o conjunto da União Europeia, quer com Estados-membros com particular relevância). De igual modo, as atitudes dos portugueses são aprofundadas com recurso à desagregação sócio-demográfica e a perfis atitudinais dos inquiridos. Finalmente, todos os capítulos contêm uma secção conclusiva em que se apresentam algumas orientações para as estratégias de comunicação da União Europeia com base nos resultados obtidos, tendo também como ponto de referência o Livro Branco sobre uma Política de Comunicação Europeia. PORTUGAL E OS PORTUGUESES: O ACTUAL CLIMA DE OPINIÃO PÚBLICA O fim do ano de 2007 permite fazer alguns balanços da situação socio-económica em que Portugal se encontra. O relatório de previsões económicas da OCDE recentemente divulgado prevê um crescimento entre 1,8 e dois por cento para este ano, o que irá impedir a convergência com a União Europeia pelo sexto ano consecutivo. Apesar disso, a OCDE prevê que a economia portuguesa possa convergir já a partir de 2008, embora considere que o desemprego irá aumentar no mesmo período. De que forma é que esta realidade económica grave e continuada se vê reflectida nas percepções dos cidadãos portugueses? Como é que estas evoluíram face ao semestre anterior? Em que medida é que as percepções dos portugueses são partilhadas por outros congéneres europeus? Mercado Único Será que as perspectivas mais optimistas em relação ao futuro já se reflectem também na opinião pública? Existem alguns grupos sociais em Portugal que se destaquem pelo seu pessimismo em relação à situação socioeconómica do país? Iremos nesta secção apresentar um retrato do actual clima de opinião pública, tentando dar resposta a estas questões. Começaremos por analisar as percepções dos inquiridos sobre a situação nacional e individual. De seguida, incidiremos sobre as questões que os portugueses consideram prioritárias, bem como a forma como encaram a evolução de alguns indicadores económicos chave nos próximos doze meses. A confiança nas instituições nacionais e europeias será analisada na secção seguinte para compreender a forma como são percepcionados os agentes políticos nacionais e estrangeiros no contexto actual da sociedade portuguesa. Na última parte do capítulo elaboram-se algumas estratégias de comunicação tendo em conta os dados apresentados. A situação nacional e individual Do ponto de vista da economia, 89 por cento dos portugueses consideram que a situação do país é má. Estamos assim perante uma quase unanimidade nacional. Unanimidade essa que não se alterou desde o último EB, onde 88 por cento tinha a mesma opinião. Embora muito inferior aos valores registados em Portugal,

19 DOSSIER União Europeia Percepção da Situação Económica no País, UE-27 (%) Portugal é o país da UE onde os inquiridos mais consideram que a situação do emprego é má: 94 por cento. Percepção da Situação do Emprego no País, UE-27 (%) no conjunto da UE também cerca de metade dos inquiridos (49 por cento) considera que a situação económica é má. Além de Portugal, as percepções económicas negativas atingem sobretudo os países da Europa Central e de Leste, nomeadamente a Hungria (90 por cento), a Letónia (81 por cento) e a Bulgária (74 por cento), mas também outros países do Sul da Europa, nomeadamente a Grécia (76 por cento) e a Itália (74 por cento). Este pessimismo em relação à situação económica vem acompanhado por percepções negativas sobre a situação do emprego em Portugal. No domínio do emprego, Portugal é o país da UE onde os inquiridos mais consideram que a situação é má: 94 por cento. Tal como no caso da economia, também aqui estas percepções têm mantido um elevado grau de estabilidade. De facto, há um ano, o EB66 mostrava que 91 por cento dos portugueses consideravam que a situação do emprego no país era má. Considerando o conjunto da UE-27, uma maioria substancial (61 por cento) está de acordo que a situação do emprego no seu país é má. Além de Portugal, existem vários países onde mais de dois terços dos inquiridos partilham desta opinião, nomeadamente a Hungria (91 por cento), a Grécia (88 por cento), a França (81 por cento), a Itália (78 por cento) e a Roménia (76 por cento). Para completar esta síntese sobre a forma como os portugueses encaram as condições socio-económicas de Portugal no contexto europeu, apresentamos no gráfico que se segue a percepção dos inquiridos europeus sobre o bem-estar social no seu país. Embora no questionário isso não seja especificado, pode-se considerar que esta pergunta visa a qualidade do Estado-Providência em cada país. Mercado Único 19

20 DOSSIER União Europeia Percepção Sobre o Bem-Estar Social no País, UE-27 (%) Apenas 14 por cento dos inquiridos em Portugal consideram que a situação do bem-estar social no país é boa, comparado com 46 por cento no conjunto da UE-27. Mais uma vez, os cidadãos portugueses contam-se entre os mais insatisfeitos com a situação do bem-estar social no país. Além disso, é importante assinalar que a percentagem daqueles que considera que a situação é boa diminuiu dez pontos percentuais em apenas um ano. De facto, segundo o EB66 publicado no Outono de 2006, 24 por cento dos inquiridos portugueses consideravam que o bem-estar social estava numa boa situação. Também aqui se verifica que Portugal apresenta uma das maiores percentagens de opiniões negativas (80 por cento). Se excluirmos o caso da Bulgária, onde uma substancial percentagem de inquiridos não respondeu à pergunta, verificamos que os países que mais se assemelham a Portugal nesta questão são os se- Satisfação com a Forma como a Democracia Funciona no País, UE-27 (%) guintes: Letónia (83 por cento), Hungria (80 por cento), Grécia (79 por cento) e Eslováquia (72 por cento). Julgou-se pertinente introduzir de seguida as percepções sobre o funcionamento da democracia no país, dado que as considerações dos cidadãos sobre o funcionamento do sistema político podem derivar pelo menos em parte do desenvolvimento económico e social que esse sistema consegue assegurar. Nessa medida, não surpreende verificar que Portugal se encontra mais uma vez no fim da tabela no que concerne a satisfação com a forma como funciona a democracia. 60 por cento dos inquiridos consideram-se insatisfeitos com o funcionamento da democracia em Portugal. Esta percentagem é sensivelmente igual à do anterior EB65, realizado na Primavera de 2006, em que esta questão foi colocada (61 por cento de insatisfeitos). De notar que Portugal e Itália se destacam dos restantes Estados-membros mais antigos da UE (UE-15) neste tópico no seu grau de insatisfação com o funcionamento da democracia. São acompanhados por Estados-membros do alargamento (NEM-12) como a Hungria (73 por cento de insatisfeitos), Lituânia (70 por cento), Bulgária (60 por cento), Eslováquia (62 por cento) e Roménia (61 por cento). Tendo em conta que, embora maioritária no caso português, esta posição de insatisfação não é unânime, vale a pena investigar mais de perto quais 20 Mercado Único

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