INDICADORES Brasil. IBOVESPA (em pontos) Econom ico

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1 INDICADORES Brasil IBOVESPA (em pontos) Econom ico /09 24/09 25/09 26/09 27/09 Carlo Wrede PUBLISHER RAMIRO ALVES. CHEFE DE REDAÇÃO OCTÁVIO COSTA. EDITORA CHEFE SONIA SOARES. EDITORA CHEFE (SP) ADRIANA TEIXEIRA. SEGUNDA-FEIRA 30 DE SETEMBRO DE ANO 5. Nº R$ 3,00 GÁS DE XISTO Cientistas tentam parar exploração O risco de contaminação de mananciais subterrâneos com a extração do combustível levou cientistas brasileiros a enviar uma carta ao governo pedindo a suspensão do leilão da ANP previsto para novembro. P10e11 LOTERIA Para o país crescer é preciso desvalorizar Roberto Frenkel, um dos mais respeitados economistas da América Latina, esteve no Rio na semana passada para participar de um seminário sobre a governança financeira depois da crise de Em sua opinião, o real apreciado não permite que a indústria tenha competitividade com os importados. O argentino considera um erro do Banco Central tentar segurar o valor da moeda: Com o dólar mais alto, a economia vai crescer mais rápido e haverá maior expansão do emprego. P4a7 o real Meio século à espera de regras Depois de 51 anos do primeiro sorteio de uma loteria federal, as lotéricas serão regulamentadas. O projeto de lei aguarda a sanção presidencial. P8 INFORME NY Filme retrata a crescente desigualdade na sociedade norte-americana. P29 ALIMENTAÇÃO Sites de entrega de comida querem novos mercados físicos e virtuais. P14e15 CARREIRA Custo enxuto leva empresas a valorizar profissionais rápidos e adaptáveis. P18 CRÉDITO Linhas para pessoa física cresceram 5% nos primeiros dias de setembro. P20

2 2 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 MOSAICO POLÍTICO GILBERTO NASCIMENTO FALHA NAS CONCESSÕES Osetor aéreo está sem informações sobre o total da movimentação de cargas no País por causa de um erro no modelo de concessão dos aeroportos que não contempla a realização de estatísticas. O número de cargas internacionais é registrado. Mas as domésticas em circulação não são totalmente computadas. A Infraero se encarrega do levantamento em sua rede. Já os dados das concessionárias dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília não são incluídos na soma. É uma questão administrativa. É necessário ter o controle do que está entrando e do que está saindo. Mas a Infraero não vê tanta necessidade assim de saber o que está em circulação dentro do país, diz Jorge Leal de Medeiros, pesquisador e doutor em Planejamento e Operação de Transportes. Se depender de mim ele ficará. E ficará muito bem, muito querido, muito respeitado pelo partido A partir de 2013, os números tendem a despencar já que o modelo de concessão não contemplou as estatísticas. Foi um erro da SAC (Secretaria de Aviação Civil) e da ANAC (Associação Nacional de Aviação Civil), afirma Leal. De acordo com o especialista, os dois órgãos prometeram corrigir o problema. O diretor-presidente da ANAC, Marcelo Guaranys, disse que analisaria o caso. Até o momento, nada foi feito. É um erro grotesco não manter essa transparência em um modelo de concessão de mais de R$ 15 bilhões, critica Leal. A ANAC informou que as companhias registram a movimentação de cargas domésticas e internacionais e repassam os dados para compor os anuários estatísticos. A Infraero disse que nunca foi responsável por divulgar os dados da movimentação total de carga e só possui dos aeroportos sob sua administração. Divulgação Edson Lopes Jr TCE vê irregularidade em licitação Padilha obcecado pela aprovação do Mais Médicos Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, sobre a permanência ou não de Serra no PSDB O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) considerou irregular licitação realizada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) com a empresa HE Engenharia, Comércio e Representações, no valor de R$ 21,9 milhões. O objetivo era a execução de obras e serviços de urbanização em área de ocupação e construção de 93 unidades habitacionais em Hortolândia, no interior do Estado. ABr Infraero só cuida de sua rede A Infraero diz que, antes mesmo das concessões em Guarulhos, Brasília e Viracopos só divulgava os dados de sua rede, que não corresponde à totalidade dos aeroportos. E cita o de Cabo Frio, nunca administrado pela Infraero. Agora decola O vice-presidente Michel Temer garantiu que será dada a outorga do aeroporto do Guarujá (SP). Disse que marcará audiência com a prefeita Maria Antonieta (PMDB) e o ministro da SAC, Moreira Franco, para agilizar o processo. Retrato da infância no País A Fundação Abrinq e a Save the Children lançarão na quinta-feira, em Brasília, o relatório Um Brasil para as crianças e adolescentes, com os pontos positivos e negativos da gestão Dilma em relação às políticas que beneficiam a infância. Segundo petistas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está obcecado pela aprovação da medida provisória que institui o Mais Médicos e trabalha 24 horas por dia nesse tema. A MP perde a validade no dia 5 de novembro. Precisa ser aprovada na comissão mista e, depois, nos plenários da Câmara e do Senado. Não há acordo no Congresso para a aprovação. Colaborou Daniel Carmona CARTAS Cartas para a redação: Rua dos Inválidos, 198, 1º andar, CEP , Lapa, Rio de Janeiro (RJ). As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de espaço ou clareza, Brasil Econômico reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em Greve é justa mas cliente não pode ser prejudicado Preço mais em conta é o que interessa a maioria Potencial do país sugere mudanças na área de energia INDICADORES O principal índice da Bovespa fechou praticamente estável, refletindo o embate entre a alta recorde do Santander Brasil, que ajudou a levantar o setor financeiro, e a queda da petroleira OGX e da mineradora Vale. Acho justo que os trabalhadores reivindiquem melhoras para a categoria através das greves. Infelizmente, os profissionais só conseguem ser ouvidos quando fazem falta para o empresariado. Os serviços essenciais dos bancos, por exemplo, devem ser mantidos de alguma forma já que os clientes pagam altas taxas por eles. Mariana Cunha Rio de Janeiro, RJ O menor preço da energia é o melhor parâmetro para a escolha da matriz energética mais eficiente. É o que interessa ao consumidor, ao mercado e ao país. Por outro lado, o menor custo de produção só interessa ao investidor. Está na hora de deixar os incompetentes quebrarem por conta própria pois temos muito a fazer para um país melhor. Rodnei Barueri, SP O que o governo deveria fazer é uma revisão na estrutura do setor elétrico, pois a existente, formada pelo ONS, EPE e ANEEL é totalmente ineficiente e inadequada para o Brasil. Num país como o nosso, onde ainda existe um grande potencial hidrelétrico a ser explorado, há uma necessidade urgente da reestruturação deste setor. José Carlos Vasconcelos Recife, PE TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar comercial (R$ / US$) 2,2550 2,2570 Euro (R$ / E) 3,0542 3,0557 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 9% 8,90% BOLSAS VAR. % ÍNDICES Bovespa - São Paulo 0, ,00 Dow Jones - Nova York 0, ,24 FTSE Londres 0, ,66

3 BRASIL Editor: Paulo Henrique de Noronha AndréAz CONCESSÕES Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 Brasil Econômico 3 Sugestões para a BR-040 e a BR-116 A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recebe até o dia 11 de outubro contribuições para os estudos de viabilidade técnica e econômica e para o programa de exploração das rodovias BR-040, no trecho que liga Brasília a Juiz de Fora (MG), e BR-116, entre Além Paraíba e Divisa Alegre, em Minas Gerais. As sugestões devem ser encaminhadas por meio do site da agência. ABr Clã Sarney enfrenta disputa difícil nas próximas eleições Luís Fernando Silva, secretário de Infraestrutura do governo Roseana Sarney, está em 2º lugar nas pesquisas, atrás do candidato do PCdoB, Flávio Dino, presidente da Embratur. Ambos disputam apoio de Dilma e do PT Patrycia Monteiro Rizzotto São Paulo Após anos no poder, a família Sarney deve enfrentar uma disputa difícil na campanha eleitoral para o governo do Maranhão em Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Data M, o candidato do PCdoB, Flávio Dino, atual presidente da Embratur, tem a preferência do eleitorado maranhense, com 60% das intenções de voto, enquanto Luís Fernando Silva, atual secretário de Infraestrutura do governo Roseana Sarney, aparece em segundo lugar com 19% dos votos. A sondagem mostra que a deputada estadual Eliziane Gama, do PPS, a terceira via do pleito, detém 7% das preferências. Contudo, quando o cenário do levantamento se restringe à capital São Luís, o percentual do candidato do clã Sarney despenca para 10% das intenções de voto, enquanto o da candidata Eliziane dispara para 27% e o do candidato do PC do B atinge os 32%. De acordo com especialistas na área de Marketing Político, o eleitorado do Maranhão tem demonstrado desejo por mudanças nas próximas eleições. As pesquisas de opinião indicam que dois terços dos eleitores do estado querem uma renovação no quadro político. Nesse sentido, o candidato Flávio Dino desponta no momento por representar esse anseio, analisa o cientista político Wagner Cabral, professor da Universidade Federal do Maranhão. Segundo ele, o PMDB de Roseana Sarney apresenta divergências internas. O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, tenta emplacar sua candidatura, rivalizando com Luís Fernando Silva. Mas Lobão enfrenta resistência dentro do partido. Houve uma ruptura entre o ministro e a governadora Roseana Sarney. Entretanto, independentemente disso, parte das lideranças da legenda argumenta que é difícil defender a ideia de renovaçãodoquadropolíticocomum candidato de mais de 70 anos que já foi governador e senador do estado, afirma Cabral, descrevendo Edison Lobão. Por isso é quase certo que o candidato do PMDB será o Luís Fernando Silva, que é o candidato de Roseana Sarney, diz. FLÁVIO DINO (PCdoB) Presidente da Embratur O candidato do PC do B disputou o governo com Roseana Sarney em 2010 e chegou em segundo lugar, com 29,49% dos votos. Na última campanha, obteve apoio do PT maranhense nas convenções, mas perdeu após intervenção nacional do partido Na opinião do cientista político, a seu favor, Luís Fernando Silva dispõe da máquina pública do estado e do apoio dos Sarney, família detentora dos principais veículos de comunicação do Maranhão. Sem mencionar o apoio de Dilma e Lula, que fizeram campanha para Roseana nas eleições de 2010, a despeito da posição do PT do Maranhão, que declarou apoio à Flávio Dino e sofreu intervenção do diretório nacional do partido, relembra. Lula e Dilma são muito populares no estado, o apoio deles tem grande peso eleitoral. O que Dino, que é do PCdoB partido da base aliada do governo deve pleitear agora é que Dilma mantenha uma postura de neutralidade nas próximas eleições para o governo do estado. Mas ainda não está claro qual será o palanque do PT no Maranhão, diz Cabral. Segundo especialistas em Marketing Político, há um desejo por mudança entre os eleitores maranhenses. Cerca de 70% deles querem uma renovação no quadro político do estado LUIS FERNANDO SILVA (PMDB) Secretário Estadual de Infraestrutura É o candidato apoiado por Roseana Sarney x Temos esperança de que o PT nos dê apoio nas próximas eleições, afirma o candidato Flávio Dino, presidente do PCdoB maranhense. Segundo ele, sua candidatura já conta com a adesão de PDT, PSB, PP e PTC, além dos dois novos partidos brasileiros, o Pros e o Solidariedade. Creio que a força política dos Sarney, que vem diminuindo nos últimos anos, vai estar em xeque nas próximas eleições. Após anos de domínio político da família no estado, o Maranhão não melhora os seus indicadores sociais, configurando sempre como um dos estados mais pobres do Brasil, afirma. Será uma eleição importante do ponto de vista nacional por trazer a derrota de uma das últimas oligarquias políticas do Brasil, dispara. O PPS, por sua vez, também se mantém confiante em relação à ELIZIANE GAMA (PPS) Deputada Estadual Apontada como a terceira via nas próximas eleições, a jornalista tem o prestígio dos eleitores da capital EDISON LOBÃO (PMDB) Ministro deminas e Energia Quercandidatar-sepelo partido deroseanasarney, masenfrenta resistências candidatura própria no Maranhão. O presidente do partido, o deputado federal Roberto Freire, confirma a candidatura de Eliziane Gama e diz que ela é a única representante da oposição no estado. Nossa candidatada surpreendeu nas últimas eleições, chegando em terceiro lugar no pleito pela prefeitura de São Luís, mesmo contando com poucos recursos financeiros. Hoje, ela se destaca na capital e tem grandes chances de deslanchar no interior do estado, diz o parlamentar. Segundo o cientista político Wagner Cabral, de fato, Eliziane teve bom resultado nas urnas quando conquistou seu mandato de deputada estadual e quando disputou a prefeitura da capital. Como deputada ela ganhou pontos ao defender causas dos direitos humanos, ressalta.

4 4 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 BRASIL ENTREVISTA ROBERTO FRENKEL Diretor do Centro de Estudos do Estado e da Sociedade (Cedes), Argentina QUEM GOSTA DE DESVALORIZAÇÃO? É SEMPRE MÁ NOTÍCIA Aos 70 anos, o argentino Roberto Frenkel é um dos mais respeitados economistas da América Latina. Diretor da pós-graduação em Mercado de Capitais da Universidade de Buenos Aires e do Cedes (Centro de Estudos do Estado e da Sociedade), sempre teve uma postura independente e se dedicou mais à vida acadêmica. Mas, pelo notório saber, assessorou o Ministério da Economia de seu país e prestou consultoria a governos de Colômbia, Uruguai, Bolívia e Venezuela. Na semana passada, Frenkel esteve no Rio para participar de um seminário sobre a governança financeira, um dos temas de sua especialidade, e recebeu o Brasil Econômico. Na entrevista advertiu: Com a moeda apreciada, a indústria brasileira continuará a enfrentar dificuldades para exportar e a sofrer com a concorrência dos importados. Ana Paula Grabois Octávio Costa Como o sr. vê a situação dos emergentes? Falava-se maravilhas dosbrics, agora se olha para esses países com uma visão bastante crítica. O que mudou? Houve um vento a favor na década passada para uma parte desses países. Mas alguns países da América Central para o Norte nada têm a ver com isso. A melhora dos termos de troca que, para uns, foi vento a favor, para eles foi negativo. A América Central e o México estão ligados à economia norte-americana e também A retirada dos estímulos não aconteceu, mas pode ser no ano que vem. O que tem aí é mais incerteza do que outra coisa, o que se espera é o crescimento mais lento dos investimentos têm que tirar fora os países bálticos e a Turquia, que têm a ver com o desenvolvimento na zona europeia. O restante se beneficiou com melhores termos de troca os preços de exportação são basicamente a causa do rápido crescimento de China e Índia e taxas de juros muito baixas. Depois da crise, os bancos centrais do mundo desenvolvido deixaram os juros muito baixos, principalmente nos EUA. Isso está mudando e tem que mudar. Já teve uma queda dos preços de exportação, particularmente metais e minérios, e uma queda mais leve nos alimentos. Houve uma reação de curto prazo porque os mercados financeiros tinham a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) iria começar a endurecer a política monetária, o que não aconteceu. Masos mercados acusaram ogolpe, de qualquer forma... É verdade. Houve um aumento da taxa de juros e saída de capitais dos países antes favorecidos, que seriam prejudicados. Houve impacto de curto prazo, que vai se reverter em parte. E fica claro que isso vai acontecer. A retirada dos estímulos não ocorreu agora, pode ser em O que tem aí é mais incerteza do que outra coisa, porque o que se espera é o crescimento mais lento dos investimentos e isso fará com que os preços dos metais, por exemplo, não recuperem os níveis de 2006, 2007 ou Mas esse movimento foi muito especulativo: os capitais saíam do mercado financeiro e passavam para o mercado futuro de commodities. Também havia uma demanda muito forte da China por essas commodities, não? Agora a situação é outra. Esperase que o investimento da China cresça menos. Mas não é certo que os preços dos alimentos vão continuar a cair. Se é verdade que o consumo interno vai se expandir mais rápido na China, isso fará com que os preços dos alimentos continuem demanda-

5 Marcela Beltrão EMPREGO Construção permanece contratando O nível de emprego na construção civil do país aumentou 0,45% no último mês de agosto, com a oferta de 15,8 mil vagas. O desempenho foi melhor que o do mesmo mês do ano passado, quando o setor havia contratado 12,7 mil trabalhadores. Os dados são da pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da Fundação Getulio Vargas (FGV). ABr Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 Brasil Econômico 5 Carlo Wrede dos. No geral, há um princípio de ajuste nos países emergentes. Refiro-me à América do Sul, especificamente, porque é exportadora de produtos minerais e agrícolas, como os países do Pacífico, o Brasil e a Argentina. Jáépossívelpreverqualseráotamanho desse ajuste? Trabalhei muito tempo no estudo das crises e concluí que não vai ter crise. Os países têm dívida externa muito baixa. Como tiveram superávit em conta corrente durante cinco, seis anos, isso reduziu significativamente a dívida externa em relação às exportações e ao PIB. Agora, há déficit de conta corrente em quase Não vai ter crise. Os países têm dívida externa muito baixa. Como tiveram superávit em conta corrente por 5 anos, isso reduziu a dívida externa em relação às exportações e ao PIB todos os países da região. Até 2008, eram todos superavitários, exceto a Colômbia, que nunca teve superávit de conta corrente. Na Argentina, já não é um problema de mercado, pois há controle de importações. Não sabemos como seria se deixassem o mercado operar com o câmbio. Do lado positivo, a dívida é muito baixa. O efeito é muito menor do que no final dos anos 90, porque o déficit em conta corrente atual é diferente e os juros são muito inferiores. Os juros da dívida são pagos cash através dos bancos internacionais. A componente principal é em pagamento de serviços das empresas estrangeiras, consequência do investimento externo que a região teve nos anos 2000 e antes. Isso dá mais flexibilidade no curto prazo. Se há problemas de liquidez internacional, há mais margem de manobra. Esse déficit em conta corrente tem sido financiado não com dívida, mas com investimento estrangeiro direto, o que não vai mudar. Quando o Fed anunciou que em algum momento haverá a retirada dos estímulos à economia dos EUA, viu-seum impacto imediato no câmbio... Quando os Estados Unidos adotaram o Quantitative Easing, o ministro Guido Mantega cunhou uma frase muito famosa ( Temos que evitar a guerra cambial ). Após dois anos falando em guerra cambial, não dá para se mostrar preocupado com saída de capital e desvalorização cambial. Ele deve se decidir: ou você se queixa da pressão vendedora no mercado cambial e diz que isso é um problema por causa da política monetária norte-americana; ou, quando essa política muda, afirma que há um problema. As duas coisas juntas são contraditórias. O Brasil não deveria se preocupar tanto com o câmbio? Nesse grupo dos países da América do Sul há uma grande apreciação cambial, o que foi reconhecido pela funcionária do Ministério do Planejamento nos debates do seminário. Ela disse que todos, e o Brasil também, temos muita apreciação cambial, somos muito caros em dólar, perdemos muito em competitividade. Em 2002 e 2003, os países da América do Sul tiveram o câmbio real mais alto desde os anos 90. Temos um câmbiosustentadonofluxodecapitais e no superávit de conta corrente, agora menor. É uma situação diferente, antes do anos 90 tínhamos regimes cambiais muito rígidos, o real tinha um câmbio quase fixado. A Argentina tinha a conversibilidade, a Colômbia tinha regras, o Peru estava com câmbio mais flexível desde Após a crise asiática de 1998, todos adotaram o câmbio flexível, com intervenção discricional dos bancos centrais. Todos os países fazem isso, as únicas exceções são os ingleses, a zona do euro e os EUA. O Japão intervém, a Suíça também. De alguma forma, os países fazem isso, mas têm um grau de liberdade que não existia e quase todos acumularam reservas. O quadro mais confortável permite uma política mais flexível? Sem dúvida, a situação externa é bastante robusta, não me lembro de outro período com essa robustez. Os países têm reservas suficientes para intervir. Particularmente, o Brasil conta com US$ 370 bilhões. É possível, porém, acomodar uma desvalorização. Na verdade, tem que fazer a desvalorização. Gera inflação, mas basta que o governo tome medidas para contê-la. O BC do Brasil tem um calendário de leilões para manter esse câmbio. O senhor concorda com essa apreciação cambial? Não concordo. Se Guido Mantega se queixava que, por causa da guerra cambial, o real estava se apreciando excessivamente, devia aproveitar que o mercado está jogando para o outro lado para desvalorizar a moeda. Era o que se estava pedindo. Seria bom para as exportações? Tem que fazer um ajuste do setor externo. Se vai ter menos entrada de capital, como vai financiar? Consumindo reservas? Vai continuar com baixa competitividade? Os países resistem e não é só o Brasil. Na Argentina, é caricatural, tem um mercado cambial reprimido, controlado. O paralelo tem uma diferença de 65% sobre o comercial. Claro que tem um problema, mas não faz sentido você se queixar da parte boa do problema anterior. Havia muito ingresso de capital e, agora, um choque externo negativo. Por enquanto, o Fed continua comprando US$ 85 bilhões ao mês. Mas os governos não querem desvalorizar porque o povo não gosta disso. Quem gosta de desvalorização? Desvalorizar é sempre má notícia. É boa para o crescimento, mas é má notícia no curto prazo. Os governos não querem desvalorizar porque o povo não gosta. Desvalorizar é sempre má notícia. É boa para a estratégia do crescimento, mas é má notícia no curto prazo A moeda forte sempre foi bemvinda... Todo mundo adora apreciação cambial. Os salários reais sobem, os preços dos comercializáveis caem em relação aos serviços e aos salários, os produtos industriais ficam mais baratos e há perda de competitividade. As pessoas têm mais poder aquisitivo para comprar bens industriais, a classe média viaja ao exterior, comprabaratoem Miamie em Paris e a inflação baixa. O principal mecanismo da queda de inflação no Brasil, no Chile e no Peru foi a apreciação cambial, isso está estudado econometricamente. O próprio Nelson Barbosa (ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda) fez um estudo que mostra que a principal explicação para a queda da inflação no Brasil foi a apreciação cambial. Qual o benefício da desvalorização? A economia vai crescer mais rápido e vai ter maior expansão do emprego e mais proteção às importações. No Brasil, isso é muito importante porque o país era um grande exportador de produtos industriais. Qual é o efeito sobre o emprego? Está comprovado em muitos países que o câmbio alto aumenta a relação emprego/pib. O custo da mão de obra em dólar cai e a indústria tende a incorporar uma tecnologia mais intensiva em mão de obra. Em sua opinião, então, para o Brasil terumataxa decrescimento maior, a desvalorização do real é necessária? A taxa de crescimento baixa está muito ligada à questão cambial, à apreciação cambial. Se não existe demanda para a indústria é porqueademandainternaestácanalizada para as importações, com produtos mais baratos e melhores. A indústria, nesse ambiente, nãotemexpectativadecrescimento do mercado e não vai investir. Mascomofica a questãoda inflação com a desvalorização? Temimpactonainflação, nos custos. Mas basta fazer política para enfrentar isso. Obviamente, não é uma boa notícia no curto prazo. Oimpacto docâmbiomaisaltoleva um tempo para acelerar o crescimento, enquanto o impacto inflacionário é imediato. Por isso os governos não gostam da desvalorização. Teria de fazer política fiscal, é mais complicado que a mera ortodoxia dos bancos centrais.

6 6 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 BRASIL ENTREVISTA ROBERTO FRENKELDiretor do Centro de Estudos do Estado e da Sociedade (Cedes), Argentina NÃO DÁ PARA SUBSIDIAR A INDÚSTRIA SEMPRE, NÃO HÁ DINHEIRO O Banco Central aumentou a taxa dejurospara combater a inflação, mas os preços subiram por causa dos alimentos. Seria um erro do BC? É importante saber de qual inflação se trata para fazer a política monetária. Tem que levar em conta os salários e a produtividade. Se o salário sobe mais do que a produtividade, temos inflação. E isso não está expresso aqui no Brasil. Nos países da Europa, sim. Lá, como o salário sobe acima da produtividade, provoca inflação do euro. É preciso adotar política fiscal, o que é complicado porque há muita alocação orçamentária fixa. O grau de liberdade federal é reduzido, mas isso não quer dizer que não se possa fazer. A mudança internacional vai acontecer e os países terão de se acomodar a ela. A Argentina tem 25% de inflação agora e terá de desvalorizar significativamente o peso. O Brasil parte de 6% de inflação, não é o Chile, que, com menos de 2%, tem um ponto de partida muito bom para desvalorização. Inflação de 6% é mais alta, mas também não são os 25% da inflação argentina. O Brasil pode usar suas reservas, pode se endividar no exterior, mas não é recomendável crescer pouco com endividamento externo. O governo está apostando muito no projeto de concessões de infraestrutura. Esse investimento pode ser uma alavanca do crescimento além do câmbio? Aplicase, no caso, a visão keynesiana? Acontece que keynesianismo nos trópicos ou nos pampas não é keynesianismo num país com emissão de moeda própria. Nos EUA é uma coisa, aqui é diferente. Quando o pessoal fica desconfiado da situação do sistema financeiro, o que faz? Compra títulos do sistema financeiro, como nos EUA, ou compra dólar? Compra dólar. Isso é completamente diferente, esse tema faz com que as economias do ponto de vista macroeconômico sejam muito diferentes. Nos EUA, quando o setor público gasta, nãopioraasituaçãodoendividamento do setor privado. Aqui, sim, porque tem que colocar a dívida no mercado doméstico. Mais dívida pública faz subir a taxa de juros e tem o efeito de reduzir o investimento privado. porque é preciso aumentar os gastos este ano. Não tem muito a ver com política macroeconômica de curto prazo. Com isso, deve-se ter outras políticas mais contracionistas em outras áreas. Gastar é popular, seja em investimentos, seja em subsídios. Mas contrair o gasto para compensar o efeito inflacionário da desvalorização não é popular. Os governos estão tentando adiar e não dar más notícias. Usa reservas, no caso brasileiro, e espera que Deus ajude, no caso argentino. Os países que mais cresceram são aqueles que adotaram câmbio competitivo, não conheço experiência de país que se desenvolveu com câmbio apreciado. A discussão poderia ser se o câmbio depreciado é suficiente, mas não se é necessário. Às vezes, o câmbio está apreciado e não tem como combater. Pode subsidiar com o BNDES, mas nada compensa um câmbio tão apreciado. Não se pode subsidiar a indústria o tempo todo, não há dinheiro. Mesmo com a desvalorização, tudo indica que a China continuará uma ameaça à indústria nacional. Mas a China está fazendo uma mudança que é conveniente para nossos países, está se voltando mais para o mercado interno e vai elevar o salário real. Portanto, nossas condições de competitividade estão melhorando. Argentina e Brasil não têm problema só com a China, também têm com o México. Não conseguimos sequer manter as importações de carro do México, nem competir com outros países da região. E o México não está superdesvalorizado, mas o Brasil, sim. A Argentina conseguia manter a competitividade porque o Brasil e o Chile estavam com a moeda apreciada. Mas o câmbio nominal caiu, sob a responsabilidade do BC, num contexto de inflação acelerando. Tentar desvalorizar era complicado, então decidiram ancorar a inflação. Na Argentina, em 2010 e em 2011, os preços subiram 54% em dois anos, os salários mais de 60% e o câmbio, 12%. E depois desses dois anos, 54% votaram na Cristina Kirchner para presidente de novo. Todo mundo adora populismo cambial! Agora, será mais difícil manter essa política por causa da tendência de os investimentos irem para EUA, Europa e o Japão? Investimento em infraestrutura é uma política de longo prazo, leva anos e anos e tem que ter continuidade. Não se faz uma represa ou se explora o pré-sal porque é preciso aumentar os gastos Nos EUA é uma coisa, aqui é diferente. Quando o pessoal fica desconfiado da situação, o que faz? Compra títulos, como nos EUA, ou compra dólar? Compra dólar Mas é oportuno um grande plano de investimentos agora? Seria bom que fosse acompanhado da desvalorização, mas aí teremos um problema: o aumento do gasto público quando se precisa controlar o gasto para impedir a aceleração da inflação. São decisões que o governo tem que tomar. Investimento em infraestrutura é uma política de longo prazo, leva anos e tem que ter continuidade. Não se faz uma represa ou se explora o pré-sal

7 Ernesto Carriço COMÉRCIO CNC prevê menos vagas no Natal O comércio varejista deve ter um crescimento de 2,2% nas contratações temporárias para as vendas de fim de ano, segundo levantamento da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A expectativa de um crescimento maior nas vendas para o Natal levou a CNC a revisar sua previsão de alta nas vagas temporárias, que antes era de 1,8%. ABr Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 Brasil Econômico 7 Fotos Carlo Wrede Mas não estávamos pedindo isso? O ministro não dizia que o Quantitative Easing prejudicava o real? Seria bom para a gente se os EUA se recuperassem, porque vai incrementar a demanda externa de importações. Se você tem grande parte do mercado mundial, como os EUA e a Europa, estancado ou crescendo muito pouco, as possibilidades de exportação são muito limitadas. E a possibilidade de defender o mercado interno também, porque eles vão vender a preços de liquidação aqui. As empresas europeias vão tentar exportar o máximo possível, por não ter demanda doméstica. É isso que os alemães estão fazendo agora. Mas o investimento direto nos emergentes pode cair? Temos muitas empresas estrangeiras e, se a economia cresce, esses lucros são reinvestidos na própria expansão das empresas. Se a economia está crescendo, parte desses lucros é reinvestida localmente. Essa empresa que teve lucros decidiu fazer uma nova planta, mas não houve movimentos pelo mercado cambial, só o registro contábil. Boa parte da entrada de capitais é em reinvestimento de lucros. Isso é bom, é uma situação externa menos frágil que antes. Muitos criticam a ênfase que o Brasil dá aomercosul... O Mercosul atrapalha o Cone Sul? Eu sou argentino, tenho que defender a Argentina. O Mercosul nunca foi o eixo da política econômica nem no Brasil, nem na Argentina. Ninguém tomou seriamente o cuidado de fazer a política macroeconômica que pressupõe um acordo de integração. Por exemplo, no começo da década de 2000, os dois países tinham câmbio real alto, com crescimento em aceleração. Não seria o momento de coordenar a política cambial? Uma política de integração industrial, energética, econômica? Tudo que se fala, não se faz. Naquele momento, fiz a proposta de não comprometer câmbios nominais, mas pelo menos acordar que os dois países se comprometessem a manter o câmbio real. O que importa em termos de comércio entre os dois países é o câmbio real, não o nominal. Osr. achaqueobrasil perdeuexcelente oportunidade de fortalecer a economia, como disse a revista The Economist? Não foi só o Brasil, foi a região toda. A coisa é mais discutível na área do Pacífico. A economia chilena, por exemplo, se concentrou na exportação de cobre. O preço caiu e acabou com a indústria. O Chile fez substituição de importações de manufaturados, com câmbio alto, nos anos 80, e acabou com tudo isso. Agora, vai ter que ajustar, mas não tem indústria para reagir. Pelo menos, eles têm inflação muito baixa e cresceram rápido. No Brasil e na Argentina, tivemos um boom com uma renda extraordinária. E distribuímos essa renda no consumo não na produção, nem em infraestrutura. Masagoraaprioridadeéexatamente para a infraestrutura. É. E temos uma vantagem. Pelo menos, não geramos dívida externa como no passado, é mais fácil de ajustar. Na verdade, Brasil e Argentina são parecidos, embora muito diferentes na forma. A situação da inflação no Brasil é mais favorável, mas, por outro lado, tem mais dívida pública interna que a Argentina. Pelo lado da fragilidade financeira, é um exagero falar de possibilidade de crise. O FMI errou profundamente na previsão da crise financeira dos EUA. O Fundo Eles tinha economistas que alertavam, mas não fez nada. E agora está obsessivo com a crise financeira. Olha para nossa região e diz: Cuidado, crise financeira!. Aqui, as crises sempre tiveram ligação com crises externas. E o boom de crédito tem a ver com financiamento de capitais e financiamento dos bancos. E os bancos centrais adotaram regulação prudencial e os sistemas financeiros aqui estão mais robustos. E o país tem US$ 370 bilhões de reservas. Não vejo risco de crise. A Argentina e o Brasil não têm problema só com a China, também têm problema com o México. Não conseguimos sequer manter as importações de carros do México

8 8 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 BRASIL Novas regras para lotéricas à espera de sanção presidencial Projeto de lei institui licitação e prazo de concessão de 20 anos para agentes, que comemoram segurança jurídica Edla Lula Brasília Depois de 51 anos do primeiro sorteio de uma loteria federal realizado pela Caixa Econômica Federal, as lotéricas terão uma lei para regulamentar o setor. Está sobre a mesa da presidenta Dilma Rousseff, aguardando sanção, o projeto de lei 40/2013, que disciplina a atividade no país. Atualmente, as regras estão sujeitas à portarias do banco federal, que podem ser alteradas de forma unilateral. Entre as principais normas comemoradas pelo setor estão o tempo de permissão da atividade, fixado em 20 anos renováveis por mais 20 anos, e a forma de remuneração das lotéricas. De acordo com a proposta, a seleção dos permissionários lotéricos será feita por licitação. A Caixa poderá exigir que os permissionários atuem em atividades acessórias, como serviços bancários. O que é culminante nesse projeto é que ele traz segurança jurídica para todos os lados, tanto para a Caixa quanto para os permissionários. Consequentemente nos traz uma segurança empresarial, comenta o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Loterias, Comissários e Consignatários do Distrito Federal, Raul Carlos da Cunha Neto. Permissionários reclamam de baixa lucratividade Ele comenta que o fato de a lei apresentar regras claras para o processo de licitação, com previsão de estudo de viabilidade técnica e econômica, trará mais profissionalismo ao negócio e abrirá espaço para a lucratividade das empresas. Pelas normas atuais, em muitos casos, não se faz um estudo adequado de mercado, sem preservar o equilíbrio econômico-financeiro, diz o empresário, ao citar o exemplo da coexistência de duas lotéricas numa mesma rua. A Mega-Sena, lançada em 1998 a R$ 1,00 custa hoje R$ 2,00. A inflação neste período foi de mais de 300%. Estamos pagando para trabalhar, queixase Cunha Neto, acrescentando que a média da lucratividade do setor é em torno de R$ 3 mil. A Lei não impede os bancos de usar os serviços da lotérica. Mas é importante frisar que a finalidade dessas permissionárias é comercializar a loteria. Por lei, a loteria é da Caixa Vanessa Grazziotin Senadora (PCdoB-AM) José Cruz/Agência Senado Segundo dados da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot), as lotéricas empregam atualmente mais de 60 mil pessoas e são utilizadas diariamente por 120 milhões de brasileiros. Existem hoje mais de 12 mil lotéricas em todo o país. Deste total, foram autorizadas antes da lei 8666, a Lei de Licitações, e atuavam com instabilidade por falta de um amparo legal para existir. Estas empresas, na sua grande maioria familiares, vivem sob constante ameaça, diz Cunha Neto. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), relatora do projeto desde que foi apresentado na Câmara, em 2008, destaca a conquista social da lei. O cidadão terá segurança num serviço que é o de maior capilaridade do Brasil, afirma a parlamentar, lembrando que há cidades que não possuem bancos e que dependem das lotéricas para fazer operações bancárias. As lotéricas evoluíram muito nos últimos anos. Hoje elas são correspondentes bancários, por isso possuem um compromisso público e social ainda maior. Por este mesmo motivo, a senadora chama a atenção para outro aspecto da lei que, ao longo do processo de discussão no Congresso, causou controvérsias. A lei garantiu a exclusividade da bandeira da Caixa Econômica Federal, diz Grazziotin. Era pleito das lotéricas se tornarem independentes, podendo se tornar correspondentes bancários de qualquer instituição financeira. A senadora argumenta que o fato de se tratar de um sistema público impede a associação das lotéricas a outros bancos. A Lei não impede os bancos de usar os serviços da lotérica. Mas é importante frisar que a finalidade dessas permissionárias é comercializar a loteria. Por lei, a loteria é da Caixa, justifica a parlamentar. Ao longo das negociações da lei, além de exigir a exclusividade da bandeira, a Caixa relutou em aceitar a cláusula de revisão anual da remuneração. Procurada pelo Brasil Econômico, a assessoria de imprensa do banco público informou que os seus porta-vozes só poderão comentar o assunto depois que a lei for sancionada. Alessandro Costa Lotéricas poderão ser obrigadas a prestar outras atividades, como serviços bancários, e manterão exclusividade da Caixa Econômica HISTÓRICO 1784 Ocoordenador-geraldaCapitania dasminasgerais,domluisdacunha Meneses,realizaoprimeirosorteio deumaloteriafederal Odecretonº50.964,de14dejulho de1961,determinaasubordinação eaadministraçãodaloteriafederal àcaixaeconômicafederalesetores prioritáriosparaopaíspassama receberpartedaarrecadaçãodas loterias.atéentão,asloteriaseram exploradaspelainiciativaprivada Nodia15desetembro,acontecea primeiraextraçãodaloteriafederal, noprédiodaavenidamarechal Floriano,118,noRiodeJaneiro.Uma sériede40milbilhetessorteouos milhares5.349,38.031,26.492, e1.416,pagandooprêmio principalde15milhõesdecruzeiros. Anos 90 Surgem a Mega-Sena e a Quina, que hoje representam os sorteios mais tradicionais das Loterias.

9 KiyoshiOta/Bloomberg ENERGIA ELÉTRICA Indicações para a diretoria da Aneel A presidente Dilma Rousseff indicou os nomes de José Jurhosa Junior e Reive Barros dos Santos para ocupar as duas vagas que existem na diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo despacho publicado no Diário Oficial da União da última sexta-feira, os nomes deverão ser sabatinados pelo Senado Federal. Os dois são técnicos com experiência no setor elétrico. Reuters Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 Brasil Econômico 9 Porto do Rio será refém de engarrafamentos? Estudo da Firjan alerta sobre o projeto de renovação da Região Portuária da cidade. Indústria do Rio pede investimento de R$ 1 bilhão do governo federal em novos acessos Daniel Pereira As intervenções urbanísticas do projeto de renovação da Região Portuária do Rio de Janeiro e o traçado do BRT Transbrasil, uma das maiores apostas para o novo sistema de transporte público carioca, deixaram de contemplar o esperado aumento do fluxo de carga do porto da cidade. Isso é o que mostra estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que prevê que o trânsito no entorno da região, que já é ruim, vai piorar muito. A estimativa é de que, com os novos investimentos que estão sendo feitos para o embarque e desembarque no terminal portuário, o tráfego de caminhões dobre nos próximos dois anos, passando dos atuais 550 veículos/dia para veículos/dia. Para 2020, a expectativa é ainda maior: veículos/dia. O caos se aproxima. Teremos o triplo de caminhões andando por 4 km a mais em vias estreitas e que hoje já são engarrafadas. O Porto do Rio vai parar se nada for feito. Ainda mais que as viagens são de ida e volta, ou seja, caminhões representam viagens, disse o especialista em Competitividade Industrial e Investimento da Firjan, Riley Rodrigues de Oliveira. Para evitar um colapso da mobilidade na região portuária, a classe empresarial está reivindicando investimentos da ordem de R$ 1 bilhão para obras que privilegiem o acesso dos caminhões ao porto do Rio. Entre as principais intervenções está a construção de dois viadutos que liguem a Avenida Brasil, principal acesso à região, direto aos portões de São Cristóvão e do Caju. Porém,o problema é quem pagará essa conta. O principal candidato neste momento é a Secretaria Especial de Portos (SEP), que enviou representantes na última quinta-feira ao Rio para conhecer detalhes do projeto, e assim garantir recursos, incluindo as obras no plano master de infraestrutura portuária do Brasil. Essas obras são urgentes e imprescindíveis para a economia fluminense, avalia. A assessoria de comunicação da SEP foi procurada para comentar a questão, mas não concedeu entrevista. O responsável pelo projeto da prefeitura para a renovação da Região Portuária, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), Alberto Gomes Silva, foi categórico quanto a quem deve arcar com construção da infraestrutura para o acesso ao local. Não são eles (empresários e operadores portuários) que vão lucrar com a maior movimentação de carga? Então, eles que paguem as obras, afirmou. O executivo acrescentou que a lógica do projeto é que a iniciativa privada assuma custos com a infraestrutura pública, já que também obtém lucro com ela. Além disso, ele diz que a prioridade do projeto da Região Portuária tem de ser a cidade e não o porto. Fernando Souza Segundo a Firjan, movimento de caminhões para embarques e desembarques deve dobrar até 2015 Eles não podem projetar um crescimento de demanda maior do que a cidade aguenta. Temos umacidadequetemumportoe não um porto que tem uma cidade, argumentou Alberto Silva. O executivo informou, no entanto, que a prefeitura está participando dos debates sobre o BRT TransBrasil e, inclusive, estuda a possibilidade de ajustar o trajeto Maiorarrecadador individualde ICMSdo estado Não são apenas os empresários e operadores portuários que ganham com a atividade do Porto do Rio. Os números da Firjan mostram que, no ano passado, foram movimentadas por lá 11,8 milhões de toneladas, um negócio de US$ 20,9 bilhões. Desse montante, as exportações responderam por US$ 12,1 bilhões e 5,6 milhões de toneladas. Essa relevância financeira faz do porto o maior arrecadador individual de ICMS do estado, com R$ 1,3 bilhão (dados de 2011, últimos disponíveis). Caso fosse um município, seria o segundo arrecadador do estado, atrás apenas da capital. Do ICMS gerado via nacionalização de cargas, R$ 127 milhões foram repassados ao município do Rio, equivalente a 7,1% da arrecadação municipal com o imposto, segundo o governo estadual. De acordo com dados da Companhia Docas/RJ, o município recebeu cerca de R$ 250 milhões em ISS. Segundo a Firjan, a possibilidade de investimento do governo federal na infraestrutura da Região Portuária está prevista na nova Lei dos Portos. E a SEP teria disponível recursos do Programa de Investimentos em Logística Portos, lançado em 2012, no qual serão destinados R$ 2,6 bilhões para obras de acessos aos portos. Empresários deveriam arcar com custos, diz prefeitura inicial para atender à demanda de caminhões. É uma atividade econômica importante. Estamos aqui para ajudar no que pudermos. Mas eles que paguem o investimento. Tem dinheiro do PAC dos Portos, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES), do Banco Mundial, disse, em tom conciliatório o presidente da Cdurp.

10 10 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 BRASIL Gás de xisto ameaça águas subterrâneas Cientistas tentam supender leilão da ANP para exploração de reservas não convencionais, temendo impacto para a população Nicola Pamplona A proximidade entre alguns dos mais importantes aquíferos subterrâneos do país e as áreas com potencial para a descoberta de reservas não convencionais de óleo e gás, como o gás de xisto, levou cientistas brasileiros a reivindicar a suspensão de concessões com esse tipo de reservas. O objetivo é intensificar estudos sobre a atividade para evitar a contaminação da água usada para consumo humano e irrigação. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) planeja para novembro a primeira rodada de licitações de áreas com potencial para reservas não convencionais. O pedido de suspensão do leilão foi feito pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), em carta endereçada à Presidência da República, ministérios e autarquias relacionados à área energética. Embora a tecnologia de extração tenha se desenvolvido muito, é preciso aprofundar estudos sobre as áreas, diz o coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Energia e Meio Ambiente e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Jaílson Andrade. As principais reservas estão abaixo de alguns dos principais aquíferos brasileiros, completa. Andrade cita como exemplo a Bacia do Paraná, considerada uma das mais promissoras para a busca por reservas não convencionais, que está sob o Aquífero Guarani, como é conhecido um complexo de mananciais subterrâneos que ocupa uma área de 1,2 milhão de quilômetros quadrados do Mato Grosso ao Uruguai, passando por outros sete estados brasileiros, pelo leste do Paraguai e o nordeste da Argentina. A bacia foi incluída entre as áreas que serão ofertadas no leilão, segundo resolução publicada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de agosto. Além do Paraná, serão licitadas áreas nas bacias do Acre, Parecis (MT), São Francisco (MG), e Parnaíba (MA/PI). Em todos os casos, há mananciais subterrâneos, como Solimões, Parecis, Urucuia e Itapecuru, respectivamente. Além do risco de contaminação pelos poços, diz Andrade, é preciso estudar a origem e o destino da água utilizada no processo de fraturamento hidráulico, tecnologia para ampliar a recuperação de óleo e gás em jazidas não convencionais assim chamadas porque não se encontram em reservatórios com pouca porosidade. Ofraturamentohidráulicoprovoca rachaduras na rocha, permitindo a saída do gás. Para isso, usa grandes volumes de água, areia e componentes químicos. Nos Estados Unidos, onde a atividade cresceu exponencialmente nos últimos anos, há uma série de denúncias com relação à contaminação de mananciais com componentes químicos usados na perfuração dos poços. Em tese, temos uma legislação ambiental e regulatória Embora a tecnologia de extração tenha se desenvolvido muito, é preciso aprofundar estudos sobre as áreas. As reservas estão abaixo de alguns dos principais aquíferos brasileiros Jaílson Andrade Professor da UFBA que é mais que suficiente (para garantir a exploração de jazidas não convencionais). Mas sempre que surge uma tecnologia nova, surge a necessidade de nova regulação, comenta a advogada especialista Andrea Carrasco, do escritório Dannemann Siemsen. Ela cita a definição de competências entre os órgãos ambientais como uma das questões pendentes. Por se tratar de exploração em terra,diz ela, a competência é estadual, mas o Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pode vir a ter algum papel no licenciamento. Até o momento, a empresa que mais perto chegou da exploração de gás de xisto no Brasil é a Petra, que tem descobertas no norte de Minas Gerais mas ainda avalia o plano de desenvolvimento das jazidas. A ANP diz que a licitação tem por objetivo ampliar o conhecimento do subsolo brasileiro, com a busca de informações sobre o potencial de reservas não convencionais. Estudo concluído em CidaCalu/Editoriade Arte

11 Divulgação RELAÇÕES EXTERIORES Chanceler britânico visita o Brasil O Ministro de Relações Exteriores Britânico para a América Latina, Hugo Swire, chega ao Brasil na próxima semana. A visita se inicia no dia 30, em Porto Alegre. Na sequência, ele viaja para Brasília e encerra a viagem em São Paulo, no dia 3, onde irá presenciar a assinatura de um acordo com o governo do estado nas áreas de educação, infraestrutura e transparência. Redação Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 Brasil Econômico 11 Argentina é a mais nova aposta mundial do setor Em tese, temos uma legislação ambiental e regulatória que é mais que suficiente para a atividade. Mas sempre que há uma tecnologia nova, surge a necessidade de nova regulação Andrea Carrasco Advogada agosto pela consultoria Advanced Resources International, sob encomenda da Agência de Informações em Energia do governo dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), coloca o Brasil na 10ª posição entre os países mais promissores neste segmento, com recursos potenciais de 245 trilhões de pés cúbicos ou quase 7 trilhões de metros cúbicos, sete vezes as reservas provadas de gás no país atualmente. Nos Estados Unidos, a produção de gás de xisto é vista como um importante passo para a redução da dependência energética do país. Os efeitos econômicos da atividade, como geração de empregos e, principalmente, a redução do preço da energia são usados como argumento para defender a aceleração da exploração no Brasil. No nosso caso, por melhor que seja a exploração, não temos como chegar ao preço do gás verificado nos Estados Unidos, porque não temos a malha de gasodutos que eles têm, rebate o professor Andrade. Além disso, temos outras frentes, como o pré-sal e o etanol. Estão colocando urgência em uma coisa que não é urgente. A chegada das gigantes mundiais Exxon e Chevron situa a Argentina como a mais nova aposta na exploração de reservas não convencionais de petróleo e gás natural. As duas empresas assinaram este ano acordos para desenvolver reservas na promissora Bacia de Neuquén, na região da Patagônia. A Petrobras também faz planos para iniciar atividades em busca de reservatórios não convencionais no país vizinho. Segundo relatório da Advanced Resources International, a Argentina ocupa a terceira posição entre os países com maior potencial para gás não convencional atrás de Estados Unidos e China com reservas estimadas em 802 trilhões de pés cúbicos (o equivalente a 22,7 trilhões de metros cúbicos). O mesmo estudo indica que o potencial do país para óleo não convencional é de 32 bilhões de barris, o quarto maior do mundo. Segundo os especialistas, a Argentina já tem duas grandes províncias identificadas, Vaca Muerta e Los Molles, ambas em Neuquén. Vaca Muerta é a primeira a atrair as gigantes norte-americanas. A Chevron, por exemplo, tem um acordo com a estatal local YPF de investimento de US$ 1,5 bilhão no desenvolvimento da região, com a perfuração de 100 poços em 2014 e outros 1,5 mil poços futuros para atingir uma produção de 50 mil barris e 3 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Já a Exxon se associou à Americas Petrogas para avaliar uma área de 1,2 mil quilômetros quadrados na bacia. Acreditamos que o próximo grande desenvolvimento de não convencionais fora dos Estados Unidos se dará na Bacia de Neuquén, disse o diretor gerente da Americas Petrogas na Argentina, Guimar Vaca Coca, no comunicado que anunciou a parceria. A Argentina produz hoje cerca de 10 mil barris por dia de petróleo não convencional. Com dificuldades para garantir o suprimento de gás natural, principalmente no inverno, o país vem tentando reconquistar a confiança dos investidores estrangeiros, que deixaram o país após o início de uma onda de congelamento de preços e estatizações de empresas.

12 12 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 BRASIL Nelson Barbosa defende dólar acima de R$ 2,20 Em sua primeira palestra após saída do BC, o ex-diretor defendeu a indústria nacional O Brasil não pode mais contar com ganhos cambiais para controlar a inflação e o governo deveria manter a cotação do dólar acima de R$ 2,20 para impulsionar a indústria doméstica, afirmou o ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa, em seu primeiro discurso público após deixar o cargo, em junho. Barbosa falou de forma sincera sobre os desafios que o governo da presidenta Dilma Rousseff enfrenta, em um momento em que tenta melhorar o crescimento econômico, ao mesmo tempo em que combate a inflação. Afirmou que o real se valorizou excessivamente em termos reais nos últimos anos, tanto que a gente não tem mais o espaço para apreciação cambial que tinha dez anos atrás para ajudar o controle da inflação. O mecanismo de transmissão cambial hoje continua existindo, mas é num volume muito menor do que no passado. Ele afirmou ainda que agora, eu acho que o câmbio ir muito abaixo de R$ 2,20 (por dólar) neste momento não é muito recomendado. Como também ele ficar a R$ 2,50 seria muito excessivo, comparado com o que você viu em outros países, disse ele a jornalistas após uma conferência econômica. O dólar, que estava em torno de R$ 1,55 em meados de 2011, quando o real estava fortemente valorizado, chegou a subir para O Ministério da Integração Nacional liberou o último contrato das obras complementares ao Projeto de Integração do Rio São Francisco. Segundo o secretário de Infraestrutura Hídrica, Francisco Teixeira, os dois únicos trechos que apresentavam problemas foram retomados, disse ele, referindo-se ao demauriti (CE) e desão José depiranhas(pb). R$ 2,45 no fim do mês passado, em meio às perspectivas de menos estímulo dos Estados Unidos e à deterioração dos fundamentos econômicos do Brasil, o que afetou o apetite dos investidores por risco. Barbosa afirmou que Dilma está tentando impulsionar a competitividade industrial através da promoção do investimento em infraestrutura e educação, mas reconheceu que tal estratégia só renderá frutos no médio a longo prazo. A proposta vencedora da licitação foi apresentada pela empresa Queiróz Galvão, a um custo de R$ 587,5 milhões. A assinatura do contrato faz com que, agora, todas as frentes da obra sejam remobilizadas, disse o secretário. De acordo com Teixeira, o trecho de Mauriti teve uma primeira paralisação no fim de 2011, depois foi retomado no início de 2012, mas acabou sendo suspenso novamente porque era tocado pela Construtora Delta, empresa investigada por participar de episódio de corrupção. No curto prazo, disse ele, o governo só tem duas opções para reduzir os crescentes custos trabalhistas do Brasil: ou eleva o desemprego e sacrifica o crescimento econômico, como a Europa está fazendo; ou enfraquece o real para reduzir os salários reais em moeda estrangeira. O Brasil escolheu a alternativa do crescimento, disse Barbosa, na conferência econômica. Qual o problema com essa estratégia? Leva algum tempo para funcionar. Pode não ser rápido o suficiente para ajustar os custos trabalhistas no ritmo que o balanço de pagamentos precisa. Embora reconheça que um real mais fraco é necessário para sustentar a economia, Barbosa disse que o governo deveria manter o regime de câmbio flutuante, evitando uma forte alta do dólar que alimentaria a inflação, mas também resistindo à tentação de fortalecer demais o real para cumprir a meta de inflação do país. Reuters Barbosa: O Brasil escolheu a alternativa do crescimento. Qual o problema dessa estratégia? Governo retoma os dois últimos contratos pendentes para a integração do São Francisco Cronograma da obra está atrasado em um ano, por causa de pendências nas licitações de dois trechos José Cruz A Delta até que vinha trabalhando de forma adequada. Mas, devido aos problemas, a Controladoria Geral da União e o ministério acharam por bem não fazer o aditivo solicitado por ela. A empresa começava a demonstrar incapacidade paraseguir coma obrae apresentou problemas de inadimplência, disse o secretário. No trecho de São José de Piranhas, a obra nem começou, informou Teixeira. O trecho sequer foi iniciado pelo consórcio na época. Tivemos muitas dificuldades em negociar com eles, que pediam aditivos de mais de 25%. Achamos, portanto, melhor não seguir com o contrato, que acabou rescindido, disse. Segundo ele, os dois trechos paralisados atrasaram a obra em pelo menos mais um ano. Agora, o ministério pretende concluí-la até o fim de O secretário disse não ter estimativas sobre o aumento de custos provocados por atrasos nas obras. O Projeto de Integração do Rio São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O ministério estima que, além de promover inclusão social, o empreendimento garantirá segurança hídrica a mais de 12 milhões de pessoas em 390 cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. ABr Refis da Crise contribuirá com o caixa do governo Secretário do Tesouro, Arno Augustin, defende a medida para estimular a economia Prevista para entrar em vigor em 29 de novembro, a reabertura da adesão ao reparcelamento de dívidas com a União, chamada de Refis da Crise, vai ajudar a impulsionar o caixa do governo no fim do ano, disse o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, a medida é importante para estimular a economia ao permitir que empresas regularizem a situação fiscal. O Refis pode servir como estímulo à economia porque abre a possibilidade de que empresas regularizem a situação, declarou. O secretário, no entanto, não forneceu uma estimativa de quanto o governo deve arrecadar com a renegociação das dívidas nem soube informar se o programa começará a trazer receitas para ogovernoemnovembroou em dezembro. A reabertura do Refis da Crise foi aprovada pelo Congresso. A presidenta Dilma Rousseff tem até 9 de outubro para sancionar, ou vetar De acordo com o secretário, o reparcelamento não favorece os sonegadores porque são usados em situações excepcionais, quando empresas perdem na Justiça e enfrentam passivos grandes com a União. Segundo ele, o mecanismo não foi usado nos últimos dois anos porque tinha havido poucas decisões judiciais desfavoráveis às empresas. Nos últimos dois anos, houve poucas receitas extraordinárias. Incorporada à Medida Provisória 615, a reabertura do Refis da Crise foi aprovada pelo Congresso. A presidenta Dilma Rousseff tem até 9 de outubro para sancionar ou vetar o reinício do programa de renegociação. No início da semana, o secretário adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes, tinha declarado que o Fisco era contra um novo parcelamento de dívidas com a União. ABr

13 HenriqueManreza SERVIÇOS Confiança se mantém estável O Índice de Confiança de Serviços (ICS), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), manteve-se praticamente estável de agosto para setembro, com uma leve variação de -0,2%. De julho para agosto, houve aumento de 4,3%. Apesar de haver queda de 1,4% na confiança em relação ao momento atual, o otimismo em relação ao futuro avançou 0,7%. ABr Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 Brasil Econômico 13 Dilma é aprovada, mas as ações de seu governo, não Pesquisa CNI-Ibope revela que, apesar do aumento da popularidade, presidenta precisa convencer os brasileiros da solidez de projetos Aline Salgado A recuperação da boa imagem da presidenta Dilma Rousseff junto aos brasileiros contrasta com a visão que os cidadãos têm sobre a efetividade das políticas públicas de sua gestão. Pesquisa CNI-Ibope, divulgada na última sexta-feira, revela que o governo ganhou seis pontos percentuais em popularidade saindo de 31% em julho para 37% em setembro e Dilma tem a confiança de 52% dos entrevistados, um aumento de 7 pontos percentuais. No entanto, quando o assunto são programas de governo, a presidenta está mal avaliada: oito das nove áreas consultadas tiveram desaprovações. Mesmo com o Programa Mais Médicos, as políticas públicas na área de saúde renderam a maior rejeição: 77%, frente aos 66% de junho. Da mesma forma, em segurança pública, a desaprovação ficou em 74% e, na educação, o pessimismo abateu 65% dos entrevistados. Dos participantes da pesquisa, 68% não apoiam a atuação do governo no combate à inflação e 73% não concordam com a atual política tributária. Termômetro importante para avaliar a confiança do eleitorado numa reeleição de Dilma à presidência, o pessimismo relativo ao combate ao desemprego registrou aumento de 12 pontos percentuais saindo de 45% em junho para 57% em setembro. O dado contraria os possíveis impactos que as notícias positivas a respeito do controle da taxa de desocupação que caiu para 5,3% em agosto segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm sobre o brasileiro. Apesar de a inflação assustar os economistas, para o cidadão o que pesa mesmo é o desemprego. Esse sim aparece de forma mais rápida e pode decidir uma eleição, avalia o cientista político da USP José Luiz Niemeyer. Única com avaliação positiva, as políticas de combate à fome e à pobreza atingiram 51% da aprovação da população. Para o cientista ChipEast/Reuters A presidenta recebeu a confiança de 52% dos entrevistados Termômetro para avaliar a confiança do eleitorado numa reeleição, o pessimismo em relação ao combate ao desemprego registrou aumento de 12 pontos percentuais político da USP, o bom desempenho no quesito indica já uma polarização dentro da estratificação social brasileira, que pode vir a se consolidar sob a forma de intenções de voto nas eleições. Os resultados dão uma dica do que podemos ter na eleição de 2014: uma separação entre aqueles que se beneficiam diretamente das políticas assistencialistas do governo e os que acham que vivemos um esgotamento desse novo modelo de bem-estar social. Em outras palavras, uma polarização entre os mais pobres e uma classe média maior e mais exigente, ávida por políticas públicas mais consistentes nas áreas de educação, saúde, emprego e impostos, avalia o especialista. Apesar do pessimismo por trás das políticas públicas, para o especialista em Marketing Político Gabriel Rossi, o aumento da popularidade de Dilma revela uma melhor orientação das ações de comunicação do governo. A presidente acordou para a campanha eleitoral e está investindo pesadamente em uma agenda que reflita uma imagem de firmeza, sem deixar de ser humana, avalia A pesquisa CNI-Ibope ouviu pessoas em 142 municípios, no período de 14 a 17 de setembro.

14 14 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 EMPRESAS Editora: Flavia Galembeck Muito além do simples prato feito De olho no mercado de alimentação fora de casa, que em 2012 movimentou R$ 145 bilhões, sites de entrega de comida querem conquistar novos territórios, físicos e virtuais Moacir Drska São Paulo A presença da internet no cotidiano de grande parte das pessoas está alimentando o surgimento de uma série de novos negócios. O pacote inclui desde modelos inovadores até a transição de setores tradicionais para o ambiente digital. Diante desse menu cada vez mais variado de opções, um mercado começa a ganhar destaque: os sites de delivery de comida. Gratuitos para os consumidores, esses serviços funcionam como praças virtuais de alimentação e reúnem cardápios de diversos restaurantes, que podem ser selecionados de acordo com a região do usuário, preço e categoria. É possível realizar todo o processo de escolha, pedido e pagamento pelos portais. As entregas são feitas pelos restaurantes, que pagam uma taxa aos sites por cada pedido gerado. O percentual varia de acordo com o parceiro. O interesse crescente dos consumidores por esses serviços tem sido impulsionado por questões inerentes à internet, como a conveniênciaeacomodidade.nosúltimos dois anos, no entanto, alguns movimentos reforçaram que o apetite pelo setor não está restrito aos usuários. O período foi marcado por investimentos de fundos estrangeiros e locais nesses sites, além de aquisições realizadas por companhias do próprio setor. Quando começamos, há dois anos e meio, o setor era bem incipiente. Com o tempo, os consumidores passaram a perceber que era mais interessante fazer seu pedido com menor taxa de erro, maior possibilidade de escolha e mais comodidade. Essa mudança atraiu investimentos e novos competidores, diz Felipe Fioravante, executivo-chefe do ifood, site que recebeu aportes de R$ 3,1 milhões, em 2011, do fundo de venture capital brasileiro Warehouse, e de R$ 5,5 milhões, no início deste ano, da Mobile, companhia brasileira de serviços para dispositivos móveis. Com uma base atual de restaurantes e 500 mil usuários, o ifood gera um volume de 75 mil O Brasil tem cerca de 1 milhão de estabelecimentos, dos quais, pelo menos 100 mil trabalham com delivery. Hoje, atingimos só 2% dessa base. Há um potencial enorme a ser explorado Emerson Calegaretti Fundador do HelloFood Fotos Alan Teixeira/Divulgação Acima, Carlos Moysés, do RestauranteWeb, e Emerson Calegaretti e Marcelo Ferreira, do HelloFood pedidos e movimenta cerca de R$ 6 milhões em pedidos por mês. Além de expandir sua oferta e também a presença em outras praças hoje o serviço está disponível em 10 Estados a prioridade em curto prazo é reforçar a estratégia para dispositivos móveis. Estamos trabalhando para aprimorar a experiência do usuário e para que ele possa fazer o pedido em poucos cliques. Hoje, pouco menos de 50% dos pedidos computados pelo ifood já são feitos via smartphones. No início do ano, esse índice era de 18%. Como todo novo segmento, não há dados específicos sobre o segmento. No entanto, outros indicadores ajudam a projetar o seu potencial. Nossas estimativas são de um mercado de R$ 145 bilhões em 2012 para o total de alimentação fora do lar, diz Luis Goes, sócio-sênior da GS&MD. O Brasil tem cerca de 1 milhão de estabelecimentos, dos quais, pelo menos 100 mil trabalham com delivery. Hoje, atingimos só 2% dessa base. Há um potencial enorme a ser explorado, diz Emerson Calegaretti, fundador e coexecutivo-chefe do HelloFood. Criado há cerca de um ano e meio e controlado pelo fundo alemão Rocket Internet, o HelloFood chegou ao Brasil em fevereiro. O site tem investido em aquisições para acelerar sua expansão no país. Nos últimos dois meses, o portal comprou os sites Janamesa, Megamenu e Peixe Urbano Delivery. A prioridade é ampliar a base de restaurantes e a operação em outras capitais. Os próximos focos são Brasília, Curitiba e Nordeste, diz Marcelo Ferreira, fundador e coexecutivo-chefe do portal. Os planos incluem ainda os investimentos em marketing e tecnologia. Nessa última frente, além da mobilidade, a HelloFood está apostando em sistemas que refinam a transação de acordo com o histórico de cada consumidor. Um dos pioneiros do setor o site está há dez anos no mercado e teve seu controle adquirido em 2011 pelo grupo dinamarquês Just- Eat o RestauranteWeb tem hoje mais de 400 mil usuários e mais de 2 mil restaurantes. Nos últimos doze meses, o site movimentou R$ 60 milhões em pedidos. Juntamente com a expansão da oferta e a maior atenção à mobilidade, o portal investe para aprimorar o nível do serviço, com práticas como o monitoramento de cada pedido. Outro foco são os investimentos em marketing, com um orçamento de R$ 6 milhões em Estamos buscando uma diversidade cada vez maior na nossa plataforma, que hoje já inclui desde pratos feitos até comida indiana, diz Carlos Moysés, presidente da empresa. Ao mesmo tempo, o site está priorizando o uso de softwares que analisam a frequência de pedidos de cada usuário e ajudam a desenvolver ofertas personalizadas para esse cliente. Felipe Fioravante, do ifood, que está investindo em dispositivos móveis

15 Divulgação CAFETERIAS Starbucks inaugura lojas em Guarulhos Com 70 lojas no Brasil, todas no eixo Rio-São Paulo, a rede de cafeterias Starbucks terá 4 lojas até o final do ano no aeroporto internacional de Guarulhos (SP). Duas já foram abertas, uma na Praça de Alimentação e outra no Embarque Restrito Internacional, ambas no Terminal 2. No dia 6 de outubro, será a vez de um quiosque no mezanino do Terminal 2. Esse ano, a marca já inaugurou 18 lojas. Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 Brasil Econômico 15 MurilloConstantino Modelo atrai o interesse das cadeias de restaurantes e amplia oportunidades no segmento A evolução do mercado de delivery on-line de comida tem atraído também o interesse das próprias redes de restaurantes. O Pizza Hut foi uma das marcas pioneiras a investir nesse formato. Outro exemplo é o China in Box, que hoje permite que o cliente faça todo o pedido da escolha até o pagamento por meio de seu site. A rede conta também com um aplicativo, ainda restrito à consulta do cardápio e à busca dos restaurantes mais próximos. A maior atenção das redes é vista como uma boa oportunidade para os sites que agregam esse tipo de oferta. Quando passam a investir nesse formato, elas começam a entender o quão difícil é manter uma operação desse porte, que exige pesados investimentos em tecnologia e marketing, e escala para viabilizar os custos. Não é o negócio deles, afirma Carlos Moyses, presidente do RestauranteWeb. O site tem trabalha com cadeias como Subway. Tenho operações que gero mais de 25% da receita total do estabelecimento, acrescenta. As redes estão percebendo essa movimentação e passaram a nos procurar para entender esse mercado, diz Felipe Fioravante, executivo-chefe do ifood, que trabalha com marcas como Bob's e Pizza Hut. Hoje, temos tecnologia para atender a essas empresas com um espaço personalizado no nosso site, de acordo com as preferências dos seus usuários e oferecendo relatórios detalhados de vendas, afirma. O modelo de negócios que estabelece o pagamento de uma comissão aos sites apenas no caso de um pedido gerado é mais um atrativo. Ao mesmo tempo em que a rede consegue explorar e obter receitas em um novo canal, não há custos fixos nesse processo. Outro benefício que trazemos nesse formato é a possibilidade de as redes mensurarem os resultados nesse ambiente", diz Marcelo Ferreira, fundador e coexecutivo-chefe do HelloFood.

16 16 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 EMPRESAS Depois do iate, bilionários querem ter submarinos A novidade já cativou Richard Branson, da Virgin, e o cofundador da Microsoft, Paul Allen Graham Hawkes, inventor do avião subaquático, estreou sua criação na semana passada na Exposição de Iates de Mônaco, na tentativa de atrair os bilionários donos de barcos para levá-los ao mergulho. Isto é literalmente voar debaixo d'água, disse Hawkes, que é engenheiro marítimo e passou décadas desenhando submarinos de vanguarda. Hawkes é um dos quatro vendedores de submarinos que se apresentam pela primeira vez na exposição de Mônaco um dos eventos mais importantes de iates do mundo para mostrar as maravilhas da alta tecnologia, que custam milhões de dólares e que eles consideram como acessórios perfeitos para os ricos. Os submergíveis em oferta custam entre US$ 1,5 milhão e US$ 4,2 milhões. Estima-se que a frota global atual seja de cerca de 25 unidades A U-Boat Worx, a Triton Submarines LLC, a Seamagine Hydrospace Corporation e a Hawkes Ocean Technologies estão apostando que os superricos vão querer ir além das viagens em barcos de luxo e projetam que as vendas anuais de submarinos privados de luxo passem de uns poucos agora para dois dígitos até Junto com o crescimento no tamanho dos iates neste anofoilançadoumcomotamanho recorde de 179 metros, o Azzam expandiu-se a lista de distrações a bordo. Eles estão cansados de beber vinho branco e andar de jet ski, estão procurando outras emoções, afirma Bert Houtman, fundador U-Boat Worx. Os submergíveis em oferta custam entre US$ 1,5 milhão e US$ 4,2 milhões. Estima-se que a frota global atual seja de aproximadamente 25 unidades, incluindo iates privados, como o Octopus ( Polvo ), do cofundador da Microsoft, Paul Allen. Bloomberg

17 Krisztian Bocsi/Bloomberg TELEFONIA Google busca talentos da BlackBerry À medida que a Blackberry vai cortando seu quadro de funcionários em sua sede em Waterloo, no Canadá, outras empresas de tecnologia, incluindo a Google com sua unidade Motorola Mobility, estão se movendo para aproveitar uma reserva crescente de talentos locais. A Motorola Mobility planeja instalar uma nova central em Waterloo, que está a cerca de uma hora de viagem a oeste de Toronto. Reuters Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 Brasil Econômico 17 Mudança no leasing pode ajudar montadoras Sem a certeza do IPI em 2014, setor aposta nesse financiamento para manter vendas As montadoras de automóveis no Brasil estão antecipando que os leasings vão estimular a demanda por novos modelos agora que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) está expirando e não deve ser renovada em A Anfavea, a associação comercial dos fabricantes de carros, está negociando com o governo para ajustar as regras, permitindo que os bancos liberem mais créditos, disse o presidente da entidade, Luiz Moan Yabiku. As novas regulamentações devem tornar os motoristas responsáveis por multas ou impostos sobre os veículos arrendados e não os bancos. A recuperação do leasing ajudaria a garantir um mercado automotivo doméstico forte, com um potencial aumento da produção O leasing como fonte de financiamento de carros caiu de cerca de 40% há seis anos para 1% dos veículos financiados em 2013 porque as autoridades locais obrigam os bancos a pagar quando os motoristas tentam sonegar impostos e multas, disse Moan. Estamos contando com locação para reduzir o impacto do retorno. A recuperação do leasing ajudaria a garantir um mercado automotivo doméstico forte, com um potencial aumento da produção de veículos de 4,3 milhões de unidades neste ano para 5,7 milhões em 2017, conforme projeta a Anfavea, já que montadoras, como Audi e BMW,começam a fabricar veículos localmente. Com um carro para cada seis habitantes, comparado com um para cada dois nos EUA, apostar naqueles que comprarão seu primeiro carro no Brasil é seguro para os fabricantes, que também projetam dobrar as exportações para 1 milhão de veículos por ano, disse Moan. Bloomberg

18 18 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 EMPRESAS Os profissionais mais cobiçados Ter boa comunicação, agilidade na função além de domínio do cargo são algumas das características desejadas Gabriela Murno Trazerresultadorápidoetersensode dono,alémdeboacapacidadedecomunicação com outras áreas da empresa, são características apontadas pelos especialistasouvidos pelo Brasil Econômico como essenciais aos profissionais que buscam uma boa colocação em uma grande companhiaouquerem trocar de empresa. Experiência prévia, habilidade de aprender rapidamente e produzir resultados rápidos, seja diretor, gerente ou especialista, são as características mais buscadas, diz Bernardo Entschev, CEO da De Bernt. Levantamento feito pela Page Personnel, em agosto, acrescenta ainda networking e total domínio do cargo como importantes. As companhias sonham com esse tipo de profissional, porque ele está em falta. É o tipo de pessoa que as empresas precisam trazer, a que produz resultado imediato, cuida diretamente do dia a dia dos negócios, não fica muito tempo em treinamento, enfim, aquele executivo que põe a engrenagem para funcionar, explica Roberto Picino, diretor da Page Personnel. Segundo Juliano Ballarotti, diretor da HAYS em São Paulo, esta AS CARACTERÍSTICAS MAIS PROCURADAS Trazer resultados rápidos para a companhia Tersenso de dono Boa capacidade de comunicação com outras áreas da empresa Experiência prévia Capacidade de aprender com rapidez, ficando pouco tempo em treinamento Ótimonetworking Domínio total das atribuições do cargo tendência do mercado nacional ocorre devido ao aumento da competitividade entre as empresas. As corporações têm reduzido os custos, logo precisam de profissionais mais rápidos, maleáveis e adaptáveis, explica. Para os especialistas, diferente do que ocorria há 20 anos, sair do país para ser bem sucedido não está mais tão presente nos objetivos do profissional no Brasil. Hoje, o movimento é o inverso,com maior entrada de estrangeiros no país e brasileiros, mesmo que empregados fora, querendo retornar. Na verdade, o Brasil passou grande parte da última década perdendo profissionais para outros mercados. Atualmente, estes profissionais passaram a ter intenção de voltar ao país, porque as oportunidades voltaram a aparecer, destaca Leonardo Leitão, consultor de Recrutamento e Seleção. O Brasil é visto como o centro do Mercosul e passamos a ter mais profissionais responsáveis pela região, o que acontecia menos há alguns anos, completa Ballarotti. Além do crescimento do país nos últimos anos, Entschev credita esta mudança de cenário também à instabilidade econômica internacional. A Europa não consegue sair da crise, os Estados Unidos melhoram lentamente. Então, é melhor ficar aqui, já que os salários são altos e há mais oportunidades, diz ele. No entanto, fazer cursos no exterior, principalmente de gestão, continua a ser um diferencial. De acordo com Ballarotti, os cursos de MBA brasileiros que têm módulos internacionais também aparecem como opção. Como há pessoas de diferentes países, é como ter experiências internacionais sem sair daqui, ressalta. No entanto, alguns setores ainda sofrem com a falta de mão de obra. Para os especialistas, as áreas de engenharia, tecnologia da informação e telecomunicações são as que mais necessitam de profissionais, havendo, inclusive, tendência de abertura do mercado, como já ocorreu com a entrada de médicos estrangeiros. O Brasil forma 40% ou 50% dos engenheiros que vamos precisar nos próximos anos, com as inúmeras obras de infraestrutura. Este fenômeno inflaciona salários e abre a fronteira para profissionais estrangeiros, o que já ocorreu em outros países. Ao mesmo tempo, profissionais de países em que a infraestrutura já existe, como Portugal e Espanha, buscam opções fora, explica Entschev. Experiência prévia, senso de dono, habilidade de aprender e produção de resultados rápidos, seja diretor, gerente ou especialista, são as características mais buscadas Bernardo Entschev CEO da De Bernt As empresas têm reduzido seus custos, logo precisam de profissionais que gerem resultados mais rapidamente e sejam mais maleáveis e adaptáveis Juliano Ballarotti Diretor da HAYS Fotos Divulgação É o tipo de pessoa que as empresas precisam para trazer resultado rápido: a que cuida diretamente do dia a dia, não fica muito tempo em treinamento, enfim, aquele executivo que põe a engrenagem para funcionar Roberto Picino Diretor da Page Personnel O Brasil passou grande parte da última década perdendo profissionais para outros mercados. Atualmente, eles passaram a ter intenção de voltar ao país, porque há oportunidades aqui Leonardo Leitão Consultor de Recrutamento e Seleção

19 Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 Brasil Econômico 19 PLANO DE NEGÓCIOS ÉRICA RIBEIRO Patricia Stavis Rodrigo Azevedo/Divulgação A HORA CERTA DA FRANQUIA Domino's quer mais pizzas de Norte a Sul Quando é a melhor hora de buscar a franquia para expandir os negócios? Uma pesquisa da Rizzo Franchise mostra que são abertas, por dia, 25 franquias de diferentes formatos. Apesar de toda essa pujança é preciso ficar atento a alguns detalhes antes de optar pelo modelo ou manter a empresa do jeito que está. O sócio da consultoria Goakira, especializada em análise de franquias, José Carlos Fugice, afirma que é preciso antes de mais nada entender o mercado de franquias e identificar se a empresa tem perfil para ser replicada nesse formato. O empreendedor precisa ter conhecimento, tanto operacional quanto estratégico para passar ao futuro franqueado. Achar que vai franquear uma ideia sem testar é muito arriscado. Além disso, é preciso entender como se dá a viabilidade atual do negócio. Muitas vezes, ele é viável em uma estrutura própria, mas quando se coloca o franqueado na jogada, acaba sendo inviável, ensina o consultor. Uma das empresas que se decidiu pelo franchising após 60 anos atuando em multimarcas foi a Primícia, do segmento de malas de viagem. A primeira franquia foi aberta em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Resolvemos antes testar a venda direta aos consumidores, que pediam mais presença da marca em diversas localidades do país. Então, testamos nosso próprio canal de varejo, com as lojas próprias. Depois da abertura de dez unidades no país, resolvemos abrir a primeira franquia, diz Roberto Postel, diretorsuperintendente da Primícia. A meta para este ano é abrir mais cinco lojas e outras 21 unidades franqueadas em A rede de pizzarias Domino s, segue em ritmo expansão para o Norte e Nordeste, além do Sul, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso, interior de São Paulo e Distrito Federal. No Rio de Janeiro, a prioridade são os bairros da Zona Norte da cidade e a Baixada Fluminense. O objetivo é consolidar a marca e chegar a novos mercados. Fotos Divulgação Quiosques, a opção da Ornatus para crescer O Grupo Ornatus, dono das marcas Morana e Balonè (acessórios femininos), Jin Jin Wok, Jin Jin Sushi, Little Tokyo e My Sandwich (alimentação) e Love Brands (co-branding da Puket, Imaginarium e Balonè), apresentou na feira da ABF, no Rio, o modelo de quiosques. Quer espaço em academias, hospitais, postos de gasolina e empresas. OPORTUNIDADES As vending machines invadem o mercado de franquias. Fabricante desse tipo de máquina, a QAB Vending Machines foi apresentar as novidades da empresa, que tem agora a opção de um leitor de cartão de crédito, durante a Rio Franchising Business. A microfranquia das máquinas, a partir de R$ 15 mil, permite a instalação em empresas, bares, boates, academias, escolas e hospitais. Dependendo do produto, o fabricante fornece a reposição dos itens. Divulgação AABFe aassociaçãofranquia Sustentável(Afras) realizam, no dia3 deoutubro, a5ªediçãodo SimpósioABF AfrasdeSustentabilidade. Ofranchising podecolaboraremuitoparaumanova consciência, necessáriaparaofuturo dosmercados, dizopresidentedaafras, CláudioTieghi. Inscriçõesabertas. De 30 de outubro a 3 de novembro acontece a 13ª Convenção ABF do Franchising, na Bahia. Temas como o comportamento do varejo mundial, a expansão de redes e o cenário do franchising brasileiro serão discutidos por palestrantes nacionais e internacionais. Toca do Biscoito tem novo formato de loja A rede de franquias Toca do Biscoito lança um novo modelo de negócio para shoppings e galerias comerciais, com lojas de 30 a 45 metros quadrados e investimento de R$ 100 mil. Gerenciado pela holding grupo Albero, pretende ampliar o faturamento em 50% esse ano. Coluna publicada às segundas-feiras

20 20 Brasil Econômico Segunda-feira, 30 de setembro, 2013 FINANÇAS Editora: Eliane Velloso Crédito a pessoa física cresce 5% em setembro, até dia 13 Prévia parcial do Banco Central mostra aumento nas concessões das chamadas operações livres nos primeiros dez dias úteis deste mês; nos empréstimos para empresas, o crescimento foi de 2,6% no mesmo período Léa De Luca São Paulo Os bancos privados nacionais devem ofertar menos crédito neste ano. Reduzimos a estimativa para a expansão dos empréstimos nessas instituições de 10% para 6% Túlio Maciel Diretor do Banco Central NÚMEROS DE SETEMBRO 0,4 p.p. Foi o aumento médio dos juros para pessoas físicas e empresas, em operações de crédito livre, nos dez primeiros dias úteis de setembro, segundo prévia do Banco Central. 0,1 p.p. Foi quanto subiram os spreads, em média, nas mesmas linhas e mesmo período. Em agosto, eles haviam ficado estáveis, após ter subido em julho. O volume de concessões de crédito reverteu, no começo deste mês, a tendência registrada em agosto. Depois de recuarem 0,6% em agosto, os novos empréstimos realizados pelos bancos, públicos e privados, em linhas do chamado crédito com recursos livres (que exclui financiamento imobiliário, operações do BNDES e crédito agrícola) começaram setembro bastante aquecidos principalmente para pessoas físicas. Segundo dados obtidos pelo Brasil Econômico no Banco Central (BC), a alta foi de 1,4% em média; para pessoas físicas, foi de 5% e para empresas, 2,6%. A comparação é em relação ao mesmo período do mês anterior. As concessões somaram em agosto R$ 255,5 bilhões, ante R$ 257,2 bilhões no mês anterior. Ao mesmo tempo, a alta dos juros até o dia 13 último foi acelerada e os spreads, que vinham caindo, mudaram de direção. A mesma prévia do BC mostrou que, para empresas, os juros no crédito livre aumentaram 0,4 ponto percentual (0,3 p.p. para empresas, e 0,6 p.p. para pessoas físicas). A comparação, nesses casos, é em relação à média dos juros praticados nos dias úteis de agosto. Se a alta se mantiver, será o quarto mês consecutivo de aumento dos juros das operações de crédito livre. No ano, a alta já acumula 2,7 p.p. Em agosto, os juros médios para operações de empréstimos ficaram em 28% ao ano. No caso dos spreads, a trajetória predominantemente de queda que vinha sendo registrada nos últimos 12 meses estancou em agosto, e, em setembro, retomou a trajetória de alta. Na média, houve acréscimo de 0,1 p.p para pessoas físicas a alta foi mais acentuada (0,2 p.p.). No final de agosto, os spreads dos créditos com recursos livres estava em 17,7 p.p. O saldo dos empréstimos com recursos livres terminou agosto em R$ 1,45 trilhão. Os financiamentos com recursos direcionados estava em R$ 1,13 trilhão. A alta das concessões no começo do mês é bastante comum. Por isso, a simples projeção, para o resto do mês, do que aconteceu nesses primeiros dez dias úteis não costuma corresponder à realidade. Caso contrário, as concessões de empréstimo com recursos livres aumentariam 10,8% o que não deve ocorrer, apesar de um aquecimento no fim do ano. O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel,divulgou na sexta-feira uma projeção menor para o crédito com recursos livres de todo sistema financeiro, que caiu de 11% para 8%, neste ano em relação a Para o crédito com recursos direcionados (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), houve aumento na estimativa de 20% para 24%. A previsão para o crédito total foi mantida em 15%. No ano passado, em relação a 2011, a expansão do crédito ficou em 16,2%. Os bancos privados nacionais devem ofertar menos crédito neste ano, afirmou Maciel. A estimativa do BC para a expansão dos empréstimos nessas instituições caiu de 10% para 6%. No ano passado, o crescimento ficou em 7%. No caso dos bancos públicos, a projeção do BC aumentou, de 22% para 24% neste ano - ainda assim, com redução do ritmo em relação ao ano passado (27,2%). Os bancos públicos registraram, em agosto, a maior parcela de participação no crédito total do sistema financeiro, 50,7%. No mesmo mês do ano passado, estava em 46%. As operações de crédito do sistema financeiro apresentaram, em agosto, expansão mais acentuada que no mês anterior, assinalando desempenho mais expressivo nos empréstimos com recursos direcionados, em linha com o dinamismo na demanda por financiamentos imobiliários, rurais e para linhas do BNDES. O saldo total de crédito, computadas as operações com recursos livres e direcionados, alcançou R$ 2,58 trilhões em agosto, após crescimentos de 1,3% no mês e de 16,1% em doze meses, passando a representar 55,5% do PIB, ante 55,2% em julho e 51,5% em igual período de A variação mensal refletiu as elevações de 1,5% e 1,1% nas carteiras de pessoas físicas e jurídicas, que totalizaram R$ 1,19 trilhão e R$ 1,39 trilhão, respectivamente. As concessões de crédito, compreendendo recursos livres e direcionados, somaram R$ 301 bilhões, registrando aumentos de 2,1% no mês e 10,9% nos fluxos acumulados em doze meses. A variação mensal refletiu o crescimento de 4,4% nos desembolsos destinados a empresas, que alcançaram R$ 149 bilhões, com destaques para crédito rural, financiamentos para investimentos com recursos do BNDES e adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC). As concessões a pessoas físicas totalizaram R$152 bilhões, volume igual ao verificado em julho, sobressaindo as expansões nos créditos rurais e imobiliários. Com Agência Brasil

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