Câmbio (R$) Dólar / BC Compra Paralelo 1,80 1,90 Comercial 1,772 1,774 Turismo 1,723 1,893 Euro / BC 2,427 2,43. Ouro (R$)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Câmbio (R$) Dólar / BC Compra Paralelo 1,80 1,90 Comercial 1,772 1,774 Turismo 1,723 1,893 Euro / BC 2,427 2,43. Ouro (R$)"

Transcrição

1 Câmbio (R$) Dólar / BC Compra Venda Paralelo 1,80 1,90 Comercial 1,772 1,774 Turismo 1,723 1,893 Euro / BC 2,427 2,43 Ouro (R$) Grama 101,500 Variação + 1,5% Blue Chips % BMF Bovespa ON - 0,85 Bradesco PN - 0,51 Gerdau PN + 2,03 Itaú Unibanco PN - 0,85 Petrobras PN + 0,73 Sid Nacional PN + 2,13 Vale PNA + 1,35 Economia O governo entregou pedido para que a OMC avalie a criação de mecanismos para compensar países por valorizações em suas moedas. O Brasil insiste que altas de tarifas e imposições de barreiras são justificadas quando a moeda sofre valorização importante. PÁGINA 2 1ª FASE 1875 A TERÇA-FEIRA, 20 DE SETEMBRO DE 2011 R$ 1,00 Nos últimos 30 dias, real tem a maior queda entre as 16 principais moedas do mundo O dólar norte-americano iniciou a semana com alta de 2,54%, valendo R$ 1,774, cotação mais alta desde 21 de julho de 2010, quando foi negociado a R$ 1,785. Além das tensões devido à crise europeia, atitudes do governo brasileiro também têm influenciado o humor dos investidores. Levantamento aponta que nos últimos 30 dias, o real apresenta a maior queda ante o 2ª FASE ANO II EDIÇÃO Nº 438 dólar em ranking com as 16 principais moedas do mundo. As perdas da divisa brasileira já alcançam 11,01% no período, ante 11% do franco suíço. A seguir, com 6,23% de perdas, vem o peso mexicano e, com 6,05%, o rand da África do Sul. Para o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, há ao menos duas razões adicionais para explicar a queda do real. A primeira delas foi a inesperada redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central no fim de agosto e a certeza de que novas baixas virão. A outra razão diz respeito às próprias medidas do governo Dilma Rousseff para enfraquecer o real e, por tabela, favorecer as exportações. Um exemplo prático é a elevação do IOF para compras com cartão de crédito no exterior. PÁGINA 5 Economia O mercado reduziu a projeção de alta do PIB em 2011 de 3,56% para 3,52%, segundo o boletim Focus, do Banco Central. Para 2012, a projeção caiu de 3,8% para 3,7%. A previsão de IPCA neste ano subiu de 6,45% para 6,46%, e para 2012, de 5,4% para 5,5%. PÁGINA 3 País Apresentada como uma conquista para melhorar a área social do País, a Lei Complementar (306/08), que regulamenta a Emenda 29 e terá sua votação concluída amanhã, pode, ao invés de aumentar, diminuir o montante de dinheiro para se investir na saúde pública. PÁGINA 6 Tasso Marcelo / AE Eike Batista (à dir.) e seu pai Eliezer Batista durante o Encontro Econômico Brasil- Alemanha Ao discursar ontem no Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2011, no Rio, o dono do grupo OGX, Eike Batista, disse que o Brasil vive um momento de crescimento que deve se estender pelos próximos 20 anos, mas que esbarra em doces problemas, como a falta de infraestrutura logística, que limita a produção. Em seu discurso, o presidente da Federação das Indústrias da Alemanha, Hans-Peter Keitel, defendeu o livre comércio de seu país com o Brasil e alertou que países que não abriram seus mercados acabaram desenvolvendo problemas financeiros, como a Itália e a Espanha. PÁGINA 2 Sidney Hartung Universo do Direito O que realmente se pode atestar é que o número de espécies hoje conhecido em todo o planeta está em torno de 1,7 milhão, onde se conclui que ainda prevalece elevado grau de desconhecimento da biodiversidade. PÁGINA 7 Em pronunciamento no Jardim das Rosas da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs ontem US$ 1,5 trilhão em novos impostos com o objetivo de ajudar a reduzir o déficit nas contas do governo norte-americano. Ele disse que as isenções de impostos concedidas a milionários e bilionários no decorrer da última década ajudaram a ampliar o endividamento do país. Obama apresentou um plano por meio do qual seriam cortados mais de US$ 3 trilhões do déficit ao longo da próxima década por meio do fim das isenções de impostos para os mais ricos e de alterações modestas no Medicare e no Medicaid. Segundo o presidente dos EUA, quando sua proposta somar-se aos cerca de US$ 1 trilhão em corte de gastos transformados por ele em lei recentemente, as duas ações combinadas farão com que o déficit do governo norte-americano diminua mais de US$ 4 trilhões nos próximos dez anos. É improvável que a proposta de Obama receba o apoio dos republicanos. PÁGINA 4 Anderson Timóteo / AE O ministro Álvaro Santos Pereira durante entrevista na sede da Fiesp, em São Paulo O ministro de Economia e do Emprego de Portugal, Álvaro Santos Pereira, disse ontem, na sede da Fiesp, que o governo pretende oferecer à iniciativa privada participações em diversas empresas públicas. Nos próximos dias devem ser publicadas as regras para orientar as empresas interessadas em adquirir 20,9% da EDP (Energias de Portugal). Ainda este ano, o governo deve privatizar 51% da REN (Rede Elétrica Nacional) e 7% da Galp. Para 2012, deve vender 100% da TAP, além de participações na AdP (Águas de Portugal), ANA (Aeroportos de Portugal) e CTT (Correios de Portugal). PÁGINA 4

2 2 ECONOMIA Terça-feira, 20 de setembro de 2011 Em documento ao órgão do comércio, governo diz que alta de tarifas é justificada Jamil Chade O governo brasileiro entregou ontem um pedido oficial para que a Organização Mundial do Comércio (OMC) avalie a criação de mecanismos para compensar países por valorizações em suas moedas. Recorrendo a tratados de mais de 50 anos, o Brasil insiste que elevações de tarifas e imposições de barreiras são justificadas quando uma moeda sofre uma valorização importante. Em Genebra, membros da OMC alertam que a ofensiva brasileira é apenas um cortina de fumaça para desviar a atenção do principal problema: a falta de competitividade da indústria nacional. Nos últimos meses, o Brasil tem alertado que levaria o tema da guerra das moedas à OMC. Mas a iniciativa foi acompanhada também por mais de 70 barreiras contra produtos estrangeiros adotadas nos últimos meses. A última delas foi a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados. Na entidade que serve de referência para o comércio internacional, a barreira anunciada na semana passada foi vista como mais uma tentativa do governo de transformar o produto importado no vilão. A percepção de muitos é de que o governo tenta criar um culpado estrangeiro para o problema, quando na realidade a variação cambial escancara a falta de competitividade do produto nacional, afirmou um experiente diplomata. Cautela - O Ministério da Fazenda, porém, fez questão de levar o caso à OMC, mesmo sendo criticado no órgão. O Itamaraty chegou a pedir cautela à equipe de Guido Mantega. Mas, ainda assim, foi adiante, sob ordens da Fazenda. O documento, obtido pela reportagem e apresentado ontem à secretaria da OMC, resume em apenas três páginas praticamente a ideologia por trás das dezenas de barreiras implementadas pelo governo brasileiro nos últimos meses. Usando acordos comerciais de 1947, o Brasil insiste que uma situação cambial adversa pode justificar a ação de salvaguardas e compensações pelo país afetado. Mas o Brasil admite a necessidade de a OMC examinar novas ferramentas justamente para evitar que se abuse de medidas como salvaguardas, subsídios e antidumping, que estariam sendo impostas para compensar a variação cambial. Segundo o texto submetido à entidade, o Brasil sugere que a OMC examine ferramentas existentes e medidas comerciais no atual sistema multilateral, caso hajam, para compensar ou lidar com as flutuações cambiais que estariam afetando a capacidade das tarifas de importação de proteger o mercado doméstico. Justamente para lidar com essas propostas, o Brasil pede a realização de um seminário internacional no início de Impacto - Em seu documento, o Brasil aponta que a relação entre comércio e moedas não é uma criação do País. Um dos efeitos mais evidentes da flutuação cambial é seu impacto na eficiência de taxas de tarifas, afirma o documento, que lembra que a capacidade de proteção de uma tarifa pode ser diluída dependendo do câmbio. O Brasil também relembra que governos têm o direito desde 1947 de ajustar tarifas de importação diante das flutuações cambiais. A lei internacional estipula que uma variação de mais de 20% na moeda abriria tal possibilidade. Segundo o governo, o artigo que permite a aplicação de novas tarifas foi alvo de um esclarecimento em Há um reconhecimento que flutuações cambiais significativas podem ter um impacto no valor das concessões dadas por um país e flutuações cambiais podem representar, sob certas condições, uma justificativa para ajustar compromissos tarifários, indicou o documento. Na avaliação do documento do Itamaraty, os resgate dos artigos formulados há décadas mostraria duas coisas: que a questão cambial está na origem do sistema comercial multilateral e que flutuações cambiais podem ser combatidas como salvaguardas e outras barreiras. Ricardo Leopoldo A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, reforçou os comentários da cúpula do governo segundo os quais o Poder Executivo vai defender o setor manufatureiro em meio à acirrada competição de produtos do gênero fabricados no exterior, o que em vários casos provoca uma concorrência predatória, como frisou a presidente Dilma Rousseff. Vamos defender a indústria nacional. O governo não abre mão disso, frisou, em palestra realizada ontem para empresários em São Paulo Segundo a ministra, a alta de 30 pontos percentuais do IPI para montadoras de automóveis que não atendem certos critérios, como 65% da produção ser feita no Brasil, deve levar as empresas que ainda não têm fábricas no País a desenvolverem plantas novas. As companhias podem adaptar planos para produzir carros e autopeças aqui. De acordo com a ministra, as empresas do setor automobilístico que terão o desconto do aumento do imposto - que foi elevado na semana passada - se prontificaram a continuar produzindo no Brasil veículos de alta qualidade de segurança e de tecnologia. Para a ministra, o governo vai analisar os efeitos da medida ao longo do seu prazo de vigência, que será encerrado em dezembro de Depois que esse prazo acabar poderemos refletir e podemos adotar mudanças. Mas antes disso não, destacou. Posição do governo - Miriam Belchior rebateu o comentário de um empresário, segundo o qual a proposta do setor automotivo do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, era diferente da Andre Dusek / AE Miriam Belchior: Vamos defender a indústria nacional anunciada há menos de uma semana. A medida do IPI é a posição do governo, ressaltou, indicando que não ocorreram divergências entre os ministros Pimentel e Guido Mantega, da Fazenda. A ministra ressaltou que o governo trabalha com uma projeção média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5% de 2011 a Segundo ela, um dos fatores que vai garantir essa expansão da economia serão os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ela destacou que os investimentos do PAC 1 alcançaram R$ 657 bilhões até 2010 e que 82% das obras foram concluídas. Para o PAC 2, estão previstos R$ 955 bilhões até Deste total, 74% das obras serão concluídas até 2014 e os outros 26% devem terminar após 2014, como no caso de Belo Monte, disse. Segundo a ministra, um dos principais desafios do PAC 2 é ter mão de obra qualificada para atender os projetos. Superávit - Miriam também afirmou que a meta do governo para o superávit primário em 2012 é de R$ 139 bilhões. Há uma possibilidade de desconto de R$ 25 bilhões, mas isso é possibilidade, se for necessário, dependendo do desempenho da economia, afirmou. Contudo, o valor do superávit primário é nominal e não com proporção do PIB. Segundo a ministra. isso significa que caso ocorra uma expansão do País menor do que a projeção de 5% da economia no próximo ano, como consta do projeto de lei do Orçamento enviado ao Congresso, o superávit primário será maior em termos relativos. Os R$ 139 bilhões de economia de despesas sobre receitas, sem levar em consideração gastos com juros, equivalem a 3,1% do PIB. Silvana Mautone Eulina Oliveira Embora as montadoras no Brasil não garantam que os preços dos carros nacionais não aumentarão nos próximos meses, agora que os importados passaram a pagar mais imposto, elas não pretendem elevar o custo desses veículos para o consumidor. As montadoras não pretendem aumentar o preços dos carros, mas não podem se comprometer com isso, se não isso seria cartel, afirmou ontem o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, durante coletiva de imprensa, em São Paulo. Segundo o executivo, é improvável que isso aconteça porque a competição entre as montadoras instaladas no País deve continuar acirrada em busca de manutenção de participação de mercado. Questionado sobre se a decisão do governo, anunciada na semana passada, de aumentar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos, que atinge principalmente as importadoras, foi fruto de lobby das quatro maiores montadoras instaladas no Brasil (Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford), Belini, que também é presidente da Fiat, negou. Ele disse que a decisão foi motivada principalmente pelo impacto negativo que a importação de veículos está causando no saldo da balança comercial brasileira. Segundo Belini, de 2006 a 2010, o saldo da balança comercial caiu de U$ 46 bilhões para US$ 20 bilhões afetada especialmente pelo setor automotivo, que no período passou de um superávit de US$ 9,6 bilhões para um déficit de US$ 6 bilhões. Belini também foi questionado sobre se a medida não foi dura demais para os importadores, já que o aumento de 30 pontos percentuais do IPI representou uma alta de 120% a até 428% no valor do imposto dos carros fabricados em outros países, à exceção do México e dos países do Mercosul. São medidas duras, mas necessárias, afirmou. Nós também fomos atingidos, porque os nossos carros importados que vêm de outros países que não o México e o Mercosul também vão pagar mais IPI. A maior parte dos veículos importados comercializados no Brasil é trazida ao País pelas próprias montadoras nacionais. Dados da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), mostram que dos veículos importados vendidos no Brasil de janeiro a agosto deste ano, 24,5% foram trazidos pelas associadas da entidade e os demais 75,5%, pelas montadoras instaladas no Brasil. Fenabrave - As vendas de veículos somaram unidades nos primeiros 15 dias de setembro, o que representa uma alta de 1,75% em relação à primeira quinzena de agosto e de 2,37% ante igual período de setembro do ano passado. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Isabela Vieira Em um tom otimista, ao discursar para empresários alemães, o dono do grupo OGX, Eike Batista, disse ontem que o Brasil vive um momento de crescimento econômico que deve se estender pelos próximos 20 anos, mas que esbarra em doces problemas. Segundo ele, a falta de infraestrutura logística limita a produção. Eike citou especialmente os portos, que, para ele, apresentam mais problemas que os aeroportos. Para o empresário, mesmo assim, o Brasil está em uma situação de expansão, absolutamente inversa à dos americanos e à dos europeus, que terão que apertar o cinto por, no mínimo, uma década em decorrência da crise econômica que atinge os países. Eike falou durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2011, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil e a similar alemã, a Bundesverband der Deutchen Industries. O evento se estende até hoje e tem o objetivo de divulgar oportunidades de negócios e cooperação entre empresários dos dois países. O empresário lembrou que, para tentar frear o crescimento econômico no Brasil, insustentado por questões de falta de infraestrutura e gerador de um processo inflacionário acima da meta estabelecida, o governo brasileiro precisou subir a taxa de juro. Começamos a sofrer problemas de inflação por causa do crescimento excessivo e de gargalos do tipo logístico, chamados sweet problems: problemas doces de se resolver, disse Eike, que atua no setor. O presidente da OGX também destacou o potencial do Brasil de alimentar negócios com a Europa por ser o mais ocidental do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e ter diversas semelhanças culturais em função da colonização. Ele desafiou empresários europeus a tomar decisões nos negócios de forma mais ágil que os asiáticos. O mundo está de olho no Brasil, avisou. Ao comentar a legislação brasileira, sem fazer referência direta à burocracia, o empresário, falando em alemão, citou a emissão de licenças ambientais e explicou que a demora se justifica para análise de danos ambientais e sociais causados por grandes empreendimentos. O processo é demorado, mas as empresas têm de gastar mais, têm de fazer as coisas direito, têm o social envolvido, disse Eike. As empresas só querem gastar quando começam a ganhar lucro. Aí, é muito tarde, você não vai conseguir as licenças sem o trabalho preparatório, acrescentou. O empresário também demonstrou interesse em participar, com uma empresa alemã, da gestão de aeroportos concedidos à administração da iniciativa privada no Brasil e declarou a intenção de participar da licitação de campos de petróleo do pré-sal. O presidente da Federação das Indústrias da Alemanha, Hans- Peter Keitel, defendeu o livre comércio de seu país com o Brasil e alertou que países que não abriram seus mercados acabaram desenvolvendo problemas financeiros, como a Itália e a Espanha. Se olharmos mais de perto, veremos que o grande problema aparece em grandes economias, como Itália e Espanha, onde não houve abertura de mercados, avisou Keitel, referindo-se ao momento de crise no continente europeu. Pensem sobre as consequências do congelamento dos mercados internos. Pensem nisso quando tomarem uma decisão sobre os impostos de importações para os alemães, disse, durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, no Rio. Keitel defendeu que a relação comercial entre Brasil e Alemanha ultrapasse as barreiras da cooperação econômica, mas que seja também uma cooperação científica. Uma parceria de alta tecnologia com a Alemanha promete muito para ambos os lados. Por isso, defendemos um mercado aberto, de livre comércio, em relação também a propriedade intelectual, porque alta tecnologia também se torna moeda para aquilo que gostaríamos de comprar, as matérias-primas, contou. Segundo o presidente da federação alemã, não existe um problema com o euro, mas sim do alto endividamento de governos. Todos olham para a Grécia, pensam por quê países podem se meter em dificuldades. A Grécia tem dificuldade de fortalecer sua economia. É um país com pouca transparência, onde os governos não se colocam na ponta do movimento renovador. IPI - Keitel, criticou o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para para veículos importados. Segundo Keitel, medidas protecionistas em geral pioram a situação financeira dos países que as adotam. Os países que hoje têm mais problemas na Europa são os que têm mercados mais fechados, alertou durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, no Rio. O presidente da federação alemã disse que a medida não é isolada e pode ser encarada por outros países como um sinal de protecionismo. Acho que não seria um bom sinal dado pelo Brasil para o comércio no mundo inteiro, afirmou. No entanto, Igor Plöger, diretor da comissão de Relações Bilaterais da Câmara Brasil - Alemanha, salientou que algumas empresas alemães foram beneficiadas pela medida. Não foi uma decisão fácil. Mas temos muito mais empresas de autopeças alemãs no Brasil do que montadoras, e elas foram beneficiadas por esse processo (o aumento da cobrança de IPI para importados). O secretário-geral do Ministério das relações Exteriores, Ruy Nunes Pinto Nogueira, defendeu a medida do governo contra as importações no setor automotivo. Mas isso não é indicador de nenhuma grande mudança na política de livre comércio, garantiu Nogueira. É apenas fato que o Brasil hoje é o quarto maior mercado de automóveis do mundo e que produz mais que a Alemanha. Publicação da empresa JGN Editora Ltda. Departamento Comercial e Administração Rua Debret, 23 Sobreloja 116 e 117 Centro - Rio de Janeiro CEP Diretora Geral Elizabeth Campos Roitman Comercial: PABX (21) Conselho Editorial: Des. José Geraldo da Fonseca Des. José Lisboa da Gama Malcher Mônica de Cavalcanti Gusmão Redação: (21) Projeto Gráfico:dtiriba design gráfico Impressão: Gráfica Monitor Mercantil Rua Marcílio Dias, 26 - Centro - RJ Editor- chefe: Jorge Chaves Subeditora: Rafaela Pereira Diagramação: Felipe Ribeiro Rodrigo Gurski Artigos & Colunas: Filiado à Preços de Assinatura Trimestral...R$ 60,00 Semestral...R$ 110,00 Anual...R$ 210,00 Serviço Noticioso Agências Brasil e Estado As matérias e artigos são de responsabilidade dos autores e não representam, necessariamente, a opinião deste jornal

3 Analistas esperam agora crescimento de 2,52% e IPCA de 3,7%, neste ano O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 de 3,56% para 3,52%, segundo o boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC). Para 2012, a projeção foi reduzida de 3,8% para 3,7%. Já a estimativa para a expansão da produção industrial neste ano caiu de 2,6% para 2,52%. Para 2012, a projeção foi mantida em 4,3%. Os analistas de investimentos também elevaram a projeção para a inflação em 2011 e em De acordo com a pesquisa, a expectativa para a inflação oficial neste ano subiu levemente de 6,45% para 6,46%, em um patamar distante do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. A projeção para a inflação em 2012 foi elevada de 5,4% para 5,5%. A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro de 2011 subiu de 0,43% para 0,45%. A estimativa para o IPCA de outubro seguiu em 0,47%. Juros e dólar - De acordo com a pesquisa Focus, os analistas mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011 em 11% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12% ao ano. Já a projeção para a Selic no fim de 2012 caiu de 11% ao ano para 10,75% ao ano. Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,65, patamar acima do estimado na semana anterior, de R$ 1,60. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 passou de R$ 1,61 para R$ 1,62. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio foi mantida em R$ 1,65. Contas externas - A previsão do mercado financeiro para o déficit em conta corrente neste Karla Mendes A greve dos funcionários dos Correios já preocupa o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, devido à possibilidade de avanço das empresas concorrentes sobre os serviços que a estatal não detém o monopólio, como entrega de encomendas e mala direta. A concorrência está querendo tomar espaço, disse Bernardo. O ministro se referiu à veiculação de comerciais no fim de semana pelas concorrentes, o que ele classificou de oportunismo legítimo diante da greve. A gente tem que se preocupar com a concorrência, que está querendo solapar (os Correios), ressaltou. Bernardo observou que, mesmo com a paralisação de parte dos funcionários, a estatal tem ECONOMIATerça-feira, 20 de setembro de Elza Fiuza / AE Bernardo: Concorrência está querendo tomar espaço ano passou de US$ 57,87 bilhões para US$ 57,80 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos estimado foi de US$ 68,63 bilhões para US$ 68,90 bilhões. A estimativa de superávit comercial em 2011 subiu de US$ 23,80 bilhões para US$ 24,00 bilhões. Para 2012, a previsão para o saldo da balança comercial avançou de US$ 15,3 bilhões para US$ 15,8 bilhões. Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011 em US$ 55 bilhões. Para 2012, a previsão seguiu em US$ 50 bilhões. de garantir o funcionamento dos serviços em condições mínimas, sobretudo nos serviços que os Correios detém o monopólio. De qualquer forma, temos que cumprir a nossa missão, afirmou. Ele reconheceu que a greve é um direito dos trabalhadores, mas avisou que os dias parados serão descontados. Vamos negociar. Mas os dias parados serão descontados, não são férias. Para minimizar os transtornos à população, os Correios fizeram um mutirão no fim de semana, que resultou na entrega de 2,54 milhões de mensagens e encomendas que estavam represadas. Outros 19,64 milhões de objetos foram organizados e estão prontos para serem enviados, disse Wagner Pinheiro, presidente da estatal. Segundo Pinheiro, o movimento geral de paralisação, que era de 30% na sexta-feira, caiu para 26% ontem. O percentual de carteiros que aderiram à greve, no entanto, mantém-se em cerca de 40%. São Paulo continua com o maior índice de adesão: cerca de 60%. Segundo o executivo, a estatal aguarda uma contraproposta que seja viável para voltar a negociar com os funcionários e por fim à greve. Wladimir D Andrade Da Agência estado Duas fábricas do Vale do Paraíba, em São Paulo, tiveram a produção paralisada ontem por causa de greve dos metalúrgicos. Os funcionários representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região interromperam a produção por 24 horas nas unidades da SadeFem Equipamentos e Montagens S/A e da Schrader Bridgeport, em Jacareí. Em assembleia realizada domingo, a categoria reprovou as propostas patronais apresentadas CELULAR O Brasil encerrou o mês de agosto com 224 milhões de linhas habilitadas de telefonia celular, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No mês passado foram habitados 3,7 milhões de chips. Isso fez com que o crescimento nos oito primeiro meses do ano fosse de 10,39% sobre a base registrada no final de 2010, com 21 milhões de novos acessos. Em termos absolutos, o crescimento entre janeiro e agosto é o maior dos últimos 12 anos. Segundo a Anatel, 81,75% do total de celulares em operação no País são pré-pagos, chegando a 183,1 milhões de linhas, enquanto os 40,9 milhões restantes são pós-pagos (18,25%). Os aparelhos que suportam a tecnologia 3G - de internet banda larga móvel -, chegaram a cerca de 31,7 milhões em agosto, com crescimento de 53,56% no ano. na sexta-feira e decidiu iniciar uma semana de protestos. As paralisações, de acordo com o sindicato, ocorrem alternadamente entre as cercas de 900 fábricas da região Como uma empresa depende da outra, a greve acaba atingindo todas elas. As paralisações nas fábricas de autopeças já estão afetando a produção das montadoras, afirma o secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates. Todas as manifestações são votadas pelos trabalhadores das unidades antes de serem realizadas. A categoria pede aumento nos salários de 17,45%, o que corresponde a 9,7 pontos percentuais de reajuste real. As propostas patronais, no entanto, estão em torno de 9 pontos de aumento. De acordo com Prates, o pedido dos metalúrgicos está no mesmo patamar dos acordos fechados recentemente com a GM e a TI Automotive. À medida que conseguimos fechar os acordos, como na GM para aumento de 10,8% mais R$ 3 mil de abono e na TI Automotive de 10,3% e R$ 2,2 mil de abono, isso vai se transformando em referência para a categoria, diz. Ainda segundo a entidade, na fábrica da Panasonic, em São José dos Campos, também houve paralisação hoje. Procurada pela reportagem, a empresa não confirmou a informação. Já os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC vão discutir hoje, em assembleia que ocorrerá às 18h, novas propostas patronais, se houver, e greve por tempo indeterminado, caso não seja fechado um acordo. Eles pedem 10% de reajuste, abono salarial e benefícios sociais, como extensão da licença maternidade. Desde a quinta-feira passada os metalúrgicos do ABC estão em estado de greve. Subiu para 82% a parcela de empresários que irão rever para cima o faturamento de seu negócio no quarto trimestre de 2011, segundo a Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial, divulgada ontem. Na sondagem anterior, do terceiro trimestre, o indicador apontava que 79% dos empresários tinham a intenção de aumentar a projeção de faturamento. Para o último trimestre do ano passado, 87% diziam que elevariam a previsão e 13% que iriam reduzi-la. A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de agosto a 2 de setembro, período que engloba a última redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O estudo da Serasa ouviu empresários de todos os setores econômicos e mostra que o comércio é o setor com mais empresários (88%) que irão rever para cima o faturamento no quarto trimestre do ano, seguido pelo setor de serviços (82%) e indústria (64%). No geral, 65% dos empresários consultados acreditam que o faturamento deste ano será maior que o de 2010, 22% acreditam que ele seguirá no mesmo nível e 13% creem em recuo. Na sondagem realizada no primeiro trimestre de 2011, 72% dos pesquisados acreditavam em expansão, 18% em estabilidade e 10% em queda. O novo ciclo de redução dos juros (Selic) sinalizou aos empresários que o governo se empenhará para preservar o crescimento econômico, baseado no vigor do mercado interno, também entendido como uma blindagem aos impactos da crise global. Por esta razão, os setores mais ligados ao consumo e aos serviços contam com expectativa mais positiva, afirma a Serasa Experian em nota divulgada à imprensa. No entanto, 47% dos entrevistados afirmaram que os resultados de sua empresa em 2011 serão influenciados pela crise global. Essa percepção é verificada principalmente nos executivos de instituições financeiras - 60% acreditam em influência da crise nos negócios. Quase um terço dos entrevistados (29%) pretende elevar investimentos no quarto trimestre de Por outro lado, 57% irão mantê-los conforme o planejado, 5% farão cortes e 9% irão adiálos. Pretendem aumentar os investimentos 33% dos empresários do comércio, 28% dos de serviços e 25% dos da indústria. Os investimentos expressam a cautela do empresário sobre imobilizar seus recursos (liquidez) ou ampliar seu endividamento. Glauber Gonçalves O Austra FIP, fundo de investimento sob gestão da Polo Capital e administração do BNY Mellon Serviços Financeiros, adquiriu participação relevante na Casa&Video Holding S/A, controladora da Casa&Video Rio de Janeiro, informou ontem a rede varejista em nota. Pelo acordo, Fábio Carvalho permanecerá como acionista e presidente da Casa&Video Rio de Janeiro. Não foram informados valores nem outros detalhes do negócio. No comunicado, Carvalho diz que a operação é uma etapa bem-sucedida no processo de reorganização da empresa após a recuperação judicial, que classificou de árduo. O sócio da Polo Capital Marcos Duarte afirmou que o compromisso da gestora é garantir o crescimento da Casa&Video. A Casa&Video Rio de Janeiro e a Casa&Video Holding S/A foram criadas em novembro de 2009 com a aquisição de bens, direitos e obrigações alienados judicialmente pela 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro ( Alienação Judicial ) em consequência do processo de recuperação judicial do grupo que operava negócios de varejo com a marca Casa&Video desde Hoje a nova Casa&Video detém 68 lojas no Rio. Com participação minoritária em grandes empresas, a Polo Capital é uma gestora de recursos baseada no Rio e fundada em Com uma equipe de 42 especialistas, gerencia hoje um patrimônio de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Alessandra Saraiva A segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,52% em setembro, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em agosto, a segunda prévia mostrou alta de 0,33%. O resultado ficou dentro do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado (de 0,50% a 0,60%) e abaixo da mediana das expectativas (0,56%). No caso dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de setembro, o Índice de Preços por Atacado - Mercado (IPA-M) subiu 0,59% na prévia anunciada ontem, após avançar 0,45% em igual prévia do mesmo índice em agosto. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) teve alta de 0,52% na segunda prévia deste mês, em comparação com a taxa positiva de 0,08% na segunda prévia do mês passado. Já o Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M) registrou taxa positiva de 0,09% na segunda prévia do indicador deste mês, após registrar elevação de 0,18% na segunda prévia de agosto. A taxa acumulada do IGP-M é usada no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de setembro, o IGP-M acumula aumentos de 4,02% no ano e de 7,33% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP- M deste mês foi do dia 21 de agosto a 10 de setembro. Alimentos - A mudança de trajetória nos preços dos alimentos no varejo (de -0,13% para 0,85%) levou ao avanço da segunda prévia do IGP-M. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, embora o varejo represente 30% do total da inflação calculada pelos IGPs (enquanto o atacado tem fatia de 60%), a arrancada nos preços percebidos pelo consumidor foi tão forte (de 0,08% para 0,52%) que acabou por nortear o avanço da taxa da segunda prévia. No varejo, foi possível encontrar aumentos de preços tanto em itens in natura como em alimentos processados. Quadros comentou que as altas de preço foram bem espalhadas entre diferentes gêneros alimentícios.

4 4 ECONOMIA Terça-feira, 20 de setembro de 2011 Jair Rattner Correspondente da Agência Estado em Lisboa O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou ontem, em Lisboa, que é necessário haver uma coordenação das políticas econômicas dos países no âmbito internacional para enfrentar a crise. No discurso que fez sobre a situação econômica internacional durante a XXI Reunião de Governadores de Bancos Centrais de Países de Língua Portuguesa, Tombini disse: Se nenhuma ação de envergadura for tomada, a perspectiva é de agravamento da crise. Por isso, (a posição do Brasil é que) queremos coordenar as políticas macroeconômicas em escala global. Ele não atribuiu ao Brasil um papel de responsabilidade na coordenação do esforço internacional. Tombini, que fez o principal discurso do dia, na qualidade de presidente do Banco Central da maior economia e única do grupo de oito países que faz parte do G20, indicou que não haveria condições de encontrar uma saída isolada para a crise: Vivenciamos um esgotamento dos instrumentos de política fiscal para a retomada do crescimento econômico, somada à incapacidade do setor privado de constituir o motor de crescimento. Além de Brasil e Portugal, o encontro tinha também representantes de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste e teve como objetivo preparar a assembleia anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial que ocorre de 20 a 26 de setembro, em Washington. País está preparado - O presidente do BC defendeu que o Brasil está em condições de enfrentar uma nova crise. Adotamos uma série de medidas para conter a inflação. Foram adotadas medidas na área do crédito, dos fluxos de capitais, tanto físicos como de derivativos, e isso levou ao fortalecimento da capacidade do País de enfrentar as pressões. Estamos preparados para um cenário como o de Entre as possíveis situações que a economia brasileira poderia enfrentar encontra-se a de uma interrupção dos fluxos de investimentos. Em relação às perspectivas, estamos preparados para uma parada dos fluxos. É um cenário com que não gostaríamos de lidar, mas estamos preparados. O ponto crítico é o crescimento das economias maduras. No entanto, o País poderia sofrer, caso ocorresse uma reversão dos principais fluxos de remessas, que atualmente têm no Brasil um mercado atrativo - nos primeiros três meses de 2011 o volume de entrada de divisas ultrapassou o conjunto do ano de Esse fluxos, ainda que em parte, respondem às boas perspectivas da economia brasileira a um futuro promissor. Mas uma parte importante é reflexo de condições de oferta de recursos que não permanecerão. Haverá um momento de normalização das condições e essa reversão de fluxo pode gerar problemas não só no setor financeiro, mas principalmente no lado real da economia. Tombini explicou a posição brasileira na discussão sobre a regulação dos fluxos de capitais que ocorre no G-20. O Brasil tem tido atuação de destaque em coordenação com outros países. Em particular, contrapondo-se às posições de alguns membros em favor da adoção de guidelines ou códigos de conduta sobre respostas de políticas direcionadas a atenuar ou lidar com o impacto do fluxo de capitais. Tendências - Na reunião, o presidente do BC citou as quatro diretrizes da política econômica que será seguida, conforme foram apresentadas ao G20. Incluem manter o superávit primário em torno de 3,1%, assegurando uma trajetória declinante da relação divida/pib; evitar os riscos associados ao surto intenso de capitais voláteis, recorrendo quando necessário a políticas macroprudenciais; melhorar a qualidade da infraestrutura sociourbana, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 e promovendo a inclusão social e erradicação da pobreza extrema; e, por último, realizar os investimentos necessários para o País sediar os eventos internacionais previstos, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a Olimpíada. As crises da dívida na Europa e nos Estados Unidos estão elevando o risco de que venha a ocorrer uma reversão no fluxo de investimentos nos países emergentes, muitos dos quais serviram de propulsores para a recuperação econômica global no ano passado, declarou ontem o presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick. Durante entrevista coletiva concedida em Washington, Zoellick também manifestou a expectativa em que as reuniões previstas para ocorrer em Washington esta semana estimulem os representantes dos países ricos a adotarem ações mais cooperativas entre si. Bom desempenho - Antes de a crise da dívida europeia ter ingressado em uma nova e mais perigosa fase, entre o fim de julho e o início de agosto, o bom desempenho das economias de países como a China e o Brasil ameaçou superaquecer essas economias. A situação levou autoridades monetárias emergentes a adotarem mecanismos de política fiscal e monetária destinados a impedir um possível superaquecimento. Agora, porém, os ativos dos países em desenvolvimento estão sendo atingidos e a demanda das nações mais ricas está em declínio. No momento, existe um risco novo e maior, declarou Zoellick. Apesar de os dados de investimento estrangeiro direito continuarem saudáveis, os recuos nos mercados e a diminuição da confiança podem causar derrapagens nos investimentos em países desenvolvidos e também uma retração entre seus consumidores, declarou. Objetivo da medida é ajudar a reduzir o déficit nas contas do governo O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs ontem US$ 1,5 trilhão em novos impostos com o objetivo de ajudar a reduzir o déficit nas contas do governo norte-americano e observou que as isenções de impostos concedidas a milionários e bilionários no decorrer da última década ajudaram a ampliar o endividamento do país. Em pronunciamento no Jardim das Rosas da Casa Branca, Obama apresentou um plano por meio do qual seriam cortados mais de US$ 3 trilhões do déficit ao longo da próxima década por meio do fim das isenções de impostos para os mais ricos e de alterações modestas no Medicare e no Medicaid. De acordo com Obama, quando sua proposta somar-se aos cerca de US$ 1 trilhão em corte de gastos transformados por ele em lei recentemente, as duas ações combinadas farão com que o déficit do governo norte-americano diminua mais de US$ 4 trilhões nos próximos dez anos. É improvável que a proposta de PRINCIPAIS PONTOS DO PLANO - US$ 580 bilhões virão de cortes em gastos compulsórios, incluindo em Medicare e Medicaid. - US$ 1,5 trilhão virá do fim dos incentivos fiscais aos mais ricos, companhias de petróleo e gás e proprietários de jatos executivos. - Cerca de US$ 1,1 trilhão virá de desativação do aparato das guerras no Iraque e Afeganistão. - US$ 430 bilhões virão de economias adicionais. Obama receba o apoio dos republicanos, que se declaram contrários à elevação de impostos em um momento de recuperação econômica. A maior parte da arrecadação tributária viria do fim das isenções de impostos à camada mais rica da população e a empresas de grande porte, como companhias de gás e petróleo. Proposta impopular - Obama admitiu que sua proposta para que sejam eliminadas isenções fiscais para os mais ricos e empresas como petroleiras será impopular e tentou reagir antecipadamente às críticas. Ninguém quer punir o sucesso na América, disse. Os que vão bem, entre os quais se incluiu, precisam pagar sua fatia justa, afirmou o presidente. Isto não é luta de classes, é matemática, acrescentou. O presidente da Comissão Orçamentária da Câmara, republicano Paul Ryan, havia dito domingo que o plano de Obama de taxar os mais ricos representaria uma guerra de classes, segundo The New York times. O senador republicano Pat A proposta de redução do déficit orçamentário dos EUA apresentada pelo presidente Barack Obama atraiu críticas tanto da oposição, formada pelo Partido Republicano, quanto de alguns integrantes da base governista, formada pelo Partido Democrata. A insistência do governo em aumentar os impostos sobre aqueles que criam empregos e a relutância em adotar as medidas necessárias para fortalecer nossos programas sociais são os motivos pelos quais o presidente e eu não conseguimos chegar a um acordo anteriormente e ficou evidente hoje (ontem) que essas barreiras ainda existem, disse o deputado republicano John Boehner, que preside a Câmara dos Representantes dos EUA. O líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que as ameaças de veto, grandes aumentos de impostos e tentativas de reforma em programas sociais não fazem parte da receita para criação de empregos e para a redução significativa do déficit. O democrata Kent Conrad, presidente do Comitê de Orçamento do Senado, disse que a proposta está claramente caminhando na direção certa. Ela Anne Warth Em meio à crise europeia e à expectativa de que a recessão seja mais intensa em Portugal, o ministro de Economia e do Emprego do país, Álvaro Santos Pereira, disse ontem que o governo pretende oferecer à iniciativa privada participações em diversas empresas públicas. Nos próximos dias, segundo ele, o governo português deve publicar as regras para orientar as empresas interessadas em adquirir 20,9% da EDP (Energias de Portugal). Até o fim deste ano, o país também deve privatizar 51% da REN (Rede Elétrica Nacional) e 7% da Galp. Em 2012, o governo deve privatizar 100% da TAP (Transportes Aéreos Portugueses), além de vender participações - os percentuais ainda não foram definidos - na AdP (Águas de Portugal ), ANA (Aeroportos de Portugal) e CTT (Correios de Portugal). O ministro citou ainda que rodovias e estaleiros também devem entrar no programa. É verdade que existe uma redução do crescimento econômico mundial. É verdade que na Europa existe uma crise importante, mas também achamos que, nas crises, existem grandes oportunidades, afirmou, após se reunir com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e empresários brasileiros. Atrativo - As reformas e a abertura que nós temos ao mundo e principalmente ao Brasil fazem com que se torne bastante atrativo para as empresas brasileiras investir em Portugal. Segundo ele, não haverá nenhuma restrição ao investimento estrangeiro. Todas as dificuldades que existiam no passado em burocracia serão grandemente reduzidas, afirmou. Pereira disse que novas medidas de austeridade econômica devem ser implementadas pelo governo português nas próximas semanas. Entre elas, estão previstas reformas nas áreas trabalhista, capital de risco e estruturação de empresas. A intenção, segundo ele, é dar celeridade aos investimentos. Nós sabemos que, para o ano de 2012, está projetada uma recessão, mas entendemos que o importante é criar bases para que Portugal possa crescer o mais rapidamente possível, afirmou o ministro. Nós entendemos que, a partir de 2013, Portugal vai crescer. Todas as reformas que o governo está elaborando para as próximas semanas farão com que Portugal consiga sair da recessão o mais rapidamente possível. Segundo o ministro, Portugal está empenhado em cumprir o acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. O governo português, desde o primeiro dia, está trabalhando com muito empenho para garantir que Toomey disse em comunicado que está preocupado que a estratégia de redução de déficit de Obama algumas vezes parece mais definida por uma postura política, tal como reciclar elevação de impostos, criticada publicamente mesmo por congressistas de seu próprio partido. Toomey está entre o grupo de congressistas encarregados de encontrar forma de cortar o déficit do país. O plano de Obama está sendo encaminhado para a avaliação deste comitê. O presidente disse que vetaria qualquer projeto que corte benefícios do Medicare, mas não inclua taxação maior dos mais ricos. O líder da minoria republicana do Senado, Mitch McConnell, criticou o plano do presidente. Ameaças de veto, uma massiva elevação de impostos, economias fantasmas não são uma receita para crescimento econômico ou de empregos - nem mesmo para uma redução significativa do déficit, disse Mc- Connell em comunicado. representa um plano significativo e equilibrado para deixar o déficit e a dívida sob controle. Apesar disso, Conrad disse que o plano de Obama pede um corte maior do que o necessário na agricultura e embora todos tenham de contribuir para a redução do déficit, não devíamos pedir a produtores agrícolas para assumirem uma fatia desproporcional de responsabilidade. tudo que foi acordado seja cumprido. E estamos fazendo isso com muita seriedade, afirmou. Pereira admitiu estar muito preocupado com a situação grega, mas não quis responder se acredita que a Grécia está fazendo tanto esforço quanto Portugal para cumprir os acordos e combater a crise. Da nossa parte, podemos garantir que vamos fazer um cumprimento escrupuloso de todas as condições que nos forem colocadas. Na avaliação dele, a crise não deve colocar em risco a zona do euro. Estou confiante que Portugal e Europa saberão resolver seus problemas, afirmou. A Europa, historicamente, sempre soube sair das crises aumentando o grau de cooperação que existe entre os vários países. Estou muito confiante de que, apesar das dificuldades atuais, a Europa saberá encontrar uma resposta para seus problemas. É vital para a Europa e para o mundo. A Grécia e a troica (formada pela Comissão Europeia, FMI e Banco Central Europeu) estão avançando rumo a um entendimento, segundo autoridades do governo grego. É preciso um pouco mais de trabalho, mas estamos perto de um acordo, disse um representante do Ministério das Finanças grego. As conversas entre o governo grego e a troica acontecem em meio às crescentes pressões para que o país adote novas medidas de austeridade para reduzir o déficit no orçamento. Embora os detalhes das discussões de ontem não tenham sido revelados, a troica está pressionando a Grécia a cortar 100 mil empregos públicos até A troica também pediu que a Grécia considere elevar impostos sobre tabaco, álcool e bens de lucro. A Grécia vai retomar hoje as conversas com a troica sobre novos cortes de gastos que o país precisa implementar para garantir o recebimento da próxima parcela do pacote de resgate, segundo comunicado divulgado pelo Ministério de Finanças grego. No comunicado, o ministério descreveu as conversas - realizadas por meio de uma teleconferência - como produtivas e substanciais. Amanhã de manhã, as equipes de especialistas técnicos que já estão em Atenas vão trabalhar mais em alguns dados e a teleconferência será repetida no mesmo horário, diz o texto. França - O ministro das Finanças da França, François Baroin, buscou minimizar ontem os temores em torno de um iminente default da Grécia, dizendo que os formuladores de política da zona do euro não trabalham com a hipótese de um default do país. Após conversas com seus colegas no final de semana, Baroin disse que a prioridade é fazer entrar em vigor um acordo da reunião de 21 de julho para fornecer à Grécia um segundo pacote de ajuda e expandir a linha de empréstimos da zona do euro. Baroin afirmou que a expansão da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) deve estar operacional em meados de outubro. Líderes da zona do euro advertiram o governo grego de que o país pode não obter a próxima tranche de 8 bilhões de euros, a menos que atinja suas metas para corte do déficit orçamentário. Geithner - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse ontem que a crise da dívida da Europa já afeta a confiança das empresas nos EUA.

5 Perdas do real alcançam 11,01% no período, contra 11% do franco suíço Leandro Modé As tensões decorrentes da crise europeia chegaram com força ao mercado de câmbio. O dólar iniciou esta semana com alta de 2,54%, valendo R$ 1,774, cotação mais alta desde 21 de julho de Nos últimos 30 dias, o real apresenta a maior queda ante o dólar no ranking com as 16 principais moedas do mundo. Algo que, segundo analistas, indica que atitudes recentes do governo brasileiro também têm influenciado o humor dos investidores. Esse levantamento revela que as perdas da moeda brasileira já alcançam 11,01% no período, ante 11% do franco suíço. Vale lembrar que o governo da Suíça adotou recentemente um piso para sua moeda, o que explica grande parte da desvalorização. A seguir, com 6,23% de perdas, vem o peso mexicano e, com 6,05%, o rand da África do Sul. Uma prova de que a crise global novamente tem levado a um movimento de busca por segurança é que apenas o dólar da Nova Zelândia acumula valorização ante seu par dos Estados Unidos - mesmo assim, de 0,68% nos últimos 30 dias. Em geral, situações como a atual provocam um movimento conhecido como fuga para a qualidade (ou flight to quality, na expressão em inglês). Razões - Em relação ao real, explica o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, há ao menos duas razões adicionais para explicar a queda recente. A primeira delas foi a inesperada redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central (BC) no fim de agosto e a certeza de que novas baixas virão. Isso diminui o diferencial entre o juro brasileiro e o do resto do mundo, afirmou. Assim, cai também o apetite pelo carrytrade. Rosa refere-se a um tipo de operação comum no mercado global, em que investidores tomam dinheiro emprestado em países com juro baixo e o aplicam em países com taxa elevada. Como o Brasil ostenta, há muito tempo, o título de campeão mundial do juro alto, naturalmente atrai recursos por esse canal. A outra razão diz respeito às próprias medidas do governo Dilma Rousseff para enfraquecer o real e, por tabela, favorecer as exportações. Um exemplo prático é a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compras com cartão de crédito no exterior. Esse intervencionismo do governo Dilma no câmbio tem levado muitos investidores a mudar de posição (ou seja, a apostar na valorização do dólar ante o real), disse Rosa. É por isso que o real tem se desvalorizado tanto nas últimas semanas, afirmou outro analista que pediu para não ser identificado. Especificamente ontem, pesou no mercado a desconfiança sobre as negociações da Grécia com a chamada troica (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) para a concessão da segunda parcela de empréstimo para o país honrar suas dívidas. Há uma forte aversão ao risco, ECONOMIATerça-feira, 20 de setembro de afirmou um operador de câmbio, recorrendo ao surrado clichê que domina as mesas de operações em dias como o de ontem. Perto do fim dos negócios no mercado cambial (horário brasileiro), surgiu a informação de que um acordo entre a Grécia e seus credores estaria mais próximo, o que acalmou um pouco os investidores. A alta do dólar desacelerou de mais de 3% para os 2,54% do fechamento. Hoje, porém, espera-se mais nervosismo. No início da noite de ontem (hora de Brasília), quando o mercado cambial já estava fechado, a agência de classificação de risco Standard & Poor s rebaixou o rating (nota) da Itália de A+ para A. No curto prazo, ninguém afirma categoricamente qual a tendência para o dólar no Brasil. A única certeza é que haverá muita volatilidade. No médio e longo prazos, porém, especialistas como o diretor executivo da NGO Corretora de câmbio, Sidnei Nehme, acreditam que os fatores estruturais vão prevalecer. Em outras palavras, o real deve voltar a se fortalecer. Fábio Alves A desvalorização do real deverá ganhar força no curto prazo, segundo analistas internacionais. Entre os fatores que poderão enfraquecer o real frente ao dólar, os analistas citam o aumento na aversão a risco, com o agravamento da crise da dívida soberana da zona do euro, e a perspectiva de corte da taxa básica de juros (Selic) no Brasil, o que poderá arrefecer o fluxo de capitais de curto prazo em busca de ganhos com a diferença dos juros domésticos e internacionais. Ontem, o dólar comercial fechou a R$ 1,774, alta de 2,54% em relação à cotação de sexta-feira, o maior nível desde 21 de julho de 2010, quando alcançou R$ 1,7850. Como estou pessimista em relação aos problemas da zona do euro, eu vejo uma maior pressão para desvalorização não apenas do real, mas também de outras moedas de países emergentes, disse à Agência Estado Win Thin, diretor de pesquisa para mercados emergentes da Brown Brothers Harriman em Nova York. Segundo Win Thin, o real e outras moedas emergentes deverão voltar ao patamar de maio de 2010, quando estourou pela primeira vez o problema da dívida da Grécia. Na ocasião, o real chegou a ultrapassar o patamar de R$ 1,91 frente ao dólar. Ele acredita que o câmbio poderá bater nesse nível nas próximas três semanas. Normalmente, o real estava conseguindo atravessar turbulências recentes melhor do que outras moedas latino-americanas em razão da perspectiva de crescimento da sua economia e até mesmo porque o IOF é tão alto que os investidores ficavam relutantes em sair dos ativos brasileiros, pois ficaria muito caro para voltar ao Brasil, disse Eduardo Suarez o estrategista de câmbio para América Latina do Scotia Capital em Toronto. Mas agora eu vejo um certo grau de fadiga dos investidores internacionais por causa da constante intervenção do governo brasileiro (com as medidas de controle de capital), o que deixa muito difícil prever o que acontecerá a seguir, explicou. Ele acredita que o real poderá cair até R$ 1,90 frente ao dólar nas próximas três a quatro semanas, se persistir um cenário de deterioração da aversão ao risco que afetará os mercados emergentes como um todo. Além da piora do humor dos investidores internacionais, que buscam refúgio no dólar para se proteger de um eventual calote na dívida soberana da Grécia ou de um maior contágio da crise para outros países da zona do euro, a desvalorização do real também tem como fator o recente corte da taxa Selic em 0,5 ponto percentual para 12%, que surpreendeu o mercado, segundo Thin. Os mercados estão punindo os países que cortaram as taxas de juros visando enfraquecer as suas moedas, como o Brasil e a Turquia, explicou o estrategista. Na opinião do vice-presidente para mercados emergentes da MF Global, Michael Roche, baseado em Nova York, fatores técnicos deverão manter o real no nível de R$ 1,80 no curtíssimo prazo, mas a pressão será de desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar. As condições técnicas vão colocar mais pressão sobre o real no sentido de desvalorização, afirmou Roche, que não descarta o real atingir o patamar de R$ 1,90 nos próximos 60 dias. Há outros fatores, ligados a fundamentos, como os preços de commodities, a desaceleração do crescimento mundial, o aumento na aversão a risco pelos investidores internacionais e, principalmente, o afrouxamento da política monetária no Brasil. Claudia Violante, Alessandra Taraborelli e Márcio Rodrigues Após um início bastante ruim, quando desabou até a mínima pontuação do dia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vespa teve um pregão de recuperação. O movimento se acentuou no período vespertino, passado o exercício de opções sobre ações. A alta do dólar favoreceu os papéis das companhias exportadoras, que subiram e deram sustentação ao índice. O anúncio, na reta final, de que foi produtiva a conversa entre representantes gregos e da Europa também chamou mais compras. O Ibovespa, no entanto, não conseguiu virar para cima. Mas fechou com queda modesta, de apenas 0,19%, aos ,78 pontos. Na mínima, registrou pontos (-2,01%) e, na máxima, pontos (estável). No mês, acumula ganho de 1,08%, mas, no ano, cai 17,61%. O giro financeiro totalizou R$ 10,208 bilhões, dos quais R$ 4,14 bilhões referente ao exercício de opções sobre ações. Proteção - O movimento de aversão ao risco por causa do temor de default grego fez com que os investidores se protegessem no dólar. Isso beneficiou a Bovespa e, mais precisamente, os papéis das empresas exportadoras. As blue chips subiram primeiro, seguidas das siderúrgicas, que, no entanto, avançaram mais. Vale ON encerrou com ganho de 1,37%, PNA, +1,35%. Petrobras ON avançou 1,33% e a PN, +0,73%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro recuou 2,57%, a US$ 85,7 o barril. No setor siderúrgico, Gerdau, +2,03%, Metalúrgica Gerdau, +2,17%, Usiminas PNA, +1,95%, CSN ON, +2,13% Também favoreceu a recuperação da Bovespa no período da tarde a notícia de que o encontro de ontem entre representantes gregos e da troica foi produtivo e substancial, nas palavras do Ministério das Finanças da Grécia. Serão retomadas hoje as conversas sobre novos cortes de gastos que o país precisa implementar para garantir o recebimento da próxima parcela do pacote de resgate. Segundo um funcionário do ministério, as partes estão perto de um acordo. As bolsas europeias fecharam antes desse anúncio e caíram entre 2% e 3%. Nos EUA, as quedas diminuíram. Dow Jones fechou em baixa de 0,94%, aos ,01 pontos, S&P recuou 0,98%, aos 1 204,09 pontos, e Nasdaq encerrou em baixa de 0,36%, aos 2.612,83 pontos. Depois de sofrer uma rodada de stop loss durante a manhã, que levou o dólar a bater a máxima intraday de R$ 1,7970 no balcão, assustando os investidores, a moeda desacelerou um pouco a alta no começo da tarde e intensificou o movimento perto do fechamento com a redução do nervosismo externo. O dólar no balcão encerrou a R$ 1,7740 (+2,54%), cotação que não vista desde 21 de julho de 2010, quando atingiu R$ 1,7850. Na mínima, o dólar no balcão atingiu R$ 1,7430. No mês, o ganho acumulado cresceu para 11,29% e, no ano, para +6,61%. Na BM&F, o dólar pronto fechou a R$ 1,7840, alta de 3,39%. Na mínima, a moeda atingiu R$ 1,7545 e, na máxima +1,7950. No mês, a divisa ampliou o ganho para 12,13% e, no ano, para +7,28%. O giro total à vista até 16h20 na clearing de câmbio era de US$ 2,181 bilhões, dos quais US$ 1,748 bilhão em D+2. No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar outubro de 2011 avançava 2,41%, a R$ 1,7815, com giro financeiro de US$ 22,37 bilhões, de um total de US$ 23,03 bilhões, com sete vencimentos negociados todos em alta. Pela manhã, a falta de uma solução para a Grécia na reunião de ministros das Finanças, na Polônia e a continuidade da aversão ao risco no exterior levou os investidores de curto prazo, que apostaram na venda de dólar após os picos da semana passada, a correrem para zerar as posições na manhã de hoje. No mercado internacional, às 16h35, o euro também reagia à notícia do possível acordo entre Grécia e troica e subia a US$ 1,3717 ante US$ 1,3802 no fim da tarde de sexta-feira em Nova York. Na mínima intraday, a moeda da zona do euro atingiu US$ 1,3587 e, na máxima US$ 1,3722. O euro era negociado a 104,9100 ienes de 105,91 ienes e o euro ante o franco estava em 1,2070 ante 1,2084 da sexta-feira. No mesmo horário, dólar passava para 76,49 ienes, de 76,82 ienes da cotação anterior, e a 0,8805 franco suíço, de 0,8763 franco suíço. Juros - Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 ( contratos) estava em 11,33%, nivelado ao ajuste de sexta-feira. O janeiro de 2013 ( contratos) marcava 10,64%, de 10,63% no ajuste anterior. A partir do DI janeiro de 2014, as taxas subiam com um pouco mais de consistência, com esse vencimento em 11,01%, de 10,97% na sexta-feira, com giro de contratos. Altamiro Silva Júnior Os ativos totais dos fundos de pensão brasileiros chegaram a R$ 566 bilhões em março, segundo os dados mais recentes do segmento divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). O total equivale a 15% do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão é de que esse percentual dobre em dez anos, chegando a 32% em 2021, segundo o presidente da Abrapp, José de Souza Mendonça. Boa parte desse aumento dos patrimônio dos fundos deve ser aplicada na bolsa de valores. Atualmente, cerca de 60% dos ativos das fundações estão investidos em títulos públicos de renda fixa. Outros 31% estão em ações e o restante, em imóveis (3,1%), aplicados em fundos de participação (2,6%) e em operações no exterior. A previsão da Abrapp é de que, em 2021, a renda variável responda por 50% dos ativos dos fundos, com o restante distribuído pelas outras modalidades. É a bolsa que vai ser a maior beneficiada com o crescimento do setor, disse Mendonça. Ranking - A Previ, do Banco do Brasil, é o maior fundo do País, com patrimônio de R$ 155 bilhões em março, segundo o ranking da Abrapp. Em seguida está a Petros, dos funcionários da Petrobras, com R$ 53 bilhões, e a Funcef, da Caixa Econômica Social, com R$ 44,6 bilhões. Ao todo, existem 368 fundos de pensão de companhias privadas e estatais autorizados pelo governo a captar recursos de empregados para a aposentadoria. Os fundos de pensão têm hoje cerca de 3 milhões de participantes, número considerado muito baixo pela Abrapp levando-se em conta a população economicamente ativa do Brasil. Para Mendonça, o desafio é atrair novos participantes para o setor. Segundo ele, o desconhecimento da população em relação ao produto ainda é grande e há muitas empresas que têm fundos nas quais a maior parte dos funcionários prefere não aderir ao plano. Mendonça cita como exemplo o fundo que ele próprio cuida, o Indusprev, que administra seis fundos de empresas do Rio Grande do Sul, no qual a adesão é de 50%. A BM&FBovespa terá uma nova política de tarifas para grandes investidores, informou o presidente da bolsa, Edemir Pinto. As novas regras são a segunda fase da mudança da política tarifária da instituição. Vamos criar incentivos para grandes clientes e grandes volumes. A nova política de tarifas, diz Edemir, está sendo discutida e deve ficar pronta até o final do ano. Em agosto, a BM&FBovespa divulgou a primeira fase das mudanças nas tarifas, com uma nova política de preços para pessoas físicas. Para grandes investidores, a ideia inicial é de que os clientes maiores e grandes corretoras possam ter um tratamento diferenciado, já que transacionam volumes maiores. Só os fundos de pensão possuem R$ 173,4 bilhões aplicados em renda variável. O Itaú BBA liderou o ranking de renda variável em agosto tanto em número de operações quanto em volume, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No mês passado, foram 17 operações, que somaram R$ 4,556 milhões e representaram participação de 31,7% no mercado. Em seguida, no ranking de valores distribuídos pelas organizações, está o BTG Pactual, com 12 negócios que totalizam R$ 3,245 milhões e uma fatia de 22,5% do mercado em agosto. Já na análise do número de operações originadas pelas instituições, quem ocupa o segundo lugar é o Credit Suisse, com 12 negócios. O Bradesco BBI liderou o levantamento de renda fixa com 66 operações no mesmo mês, enquanto o segundo colocado, o Itaú BBA, fez 56 negócios. No ranking dos últimos três e 12 meses, o Bradesco BBI também está no topo. Por volume negociado, porém, o banco ficou com a segunda colocação, com R$ 10,619 milhões (20,3% de participação). A instituição perdeu para o Banco do Brasil, cujos negócios somaram R$ 12,150 milhões ( 23,3% do mercado).

6 PAÍS 6 Terça-feira, 20 de setembro de 2011 Dilma Rousseff Conversa com a Presidenta Jeane Melo, 37 anos, publicitária em Teresina (PI) Que projetos existem para melhorar o tratamento e o controle do diabetes, que é considerado epidemia mundial pela Organização Mundial da Saúde? Presidenta Dilma Para apoiar o tratamento, uma das nossas principais ações é o Saúde Não Tem Preço, programa que oferece medicamentos de graça contra a doença. Os remédios, Jeane, são distribuídos por 20 mil farmácias credenciadas no programa Aqui Tem Farmácia Popular, pelas farmácias da rede própria do governo e também pelas Unidades Básicas de Saúde, que oferecem ainda diagnóstico precoce e acompanhamento. O número de diabéticos beneficiados aumentou 180%, passando de 306 mil, em janeiro, para 860 mil, em agosto. Recentemente, nós lançamos um plano para reduzir as mortes por doenças crônicas não-transmissíveis, como, além do diabetes, câncer, infarto, derrame e doenças respiratórias. Vamos trabalhar na vigilância, prevenção e tratamento dessas doenças, que crescem devido a tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, abuso do álcool e obesidade. Além de incentivar alimentação saudável, vamos implantar 4 mil polos do programa Academia da Saúde, até 2014, para a prática de atividades físicas, e começamos a estruturar um programa de tratamento em casa. Estamos atentos, pois o diabetes causa mais de 57 mil mortes por ano. A doença atinge 6,3% dos adultos e, entre os brasileiros com mais de 65 anos, o índice chega a 20%. Jansen Vieira de Abreu, 37 anos, comerciante em Cariacica (ES) Sou comerciante e queria saber qual a vantagem que eu posso ter ao regularizar minha situação. Presidenta Dilma Há muitas facilidades e inúmeras vantagens para quem se formaliza. Uma das vantagens, Jansen, é a cobertura previdenciária, ou seja, a garantia, entre outras, de aposentadoria e renda em casos de acidente, doença, parto e falecimento. Ao regularizar sua situação, o empreendedor individual passa também a poder participar de licitações, firmar contratos, dar nota fiscal, receber apoio do Sebrae e a ter também, entre outros benefícios, facilidades de acesso a financiamentos. Outra boa notícia: lançamos recentemente, para os empreendedores individuais e os microempreendedores, o programa Crescer, que vai ampliar de forma inédita o acesso a microcrédito produtivo. As taxas de juros são de apenas 8% ao ano, mais 1% de taxa de abertura de crédito. Quem fatura até R$ 36 mil por ano (projeto nosso, em tramitação no Congresso, eleva esse limite para R$ 60 mil), basta acessar o site para regularizar a situação, sem nenhuma burocracia. Depois de formalizado, o empreendedor só precisa pagar um pequeno valor mensal, entre R$ 28,25 e R$ 32,25, que equivale a 8 impostos das áreas federal, estadual e municipal, e à contribuição previdenciária de 5% sobre o salário mínimo. Hoje, a formalização é rápida e barata e garante aos empreendedores individuais toda a segurança e melhores condições de acesso ao crédito e de desenvolvimento dos seus negócios. Tânia Almeida Gallo, 29 anos, comerciante em Teresópolis (RJ) Perdi praticamente tudo no meu estabelecimento nas chuvas do início do ano. O BNDES pode conceder crédito para restabelecer meu negócio? Presidenta Dilma O BNDES já fez cerca de 3 mil operações de crédito para apoiar as micro, pequenas e médias empresas dos municípios da Região Serrana do Rio. No total, Tânia, foram R$ 400 milhões, sendo R$ 62 milhões para 470 micro e pequenas empresas da sua cidade, Teresópolis. Este apoio ocorreu por meio do Programa Emergencial de Reconstrução do Estado do Rio de Janeiro, o BNDES PER RJ, que criamos em 20 de janeiro, logo após a tragédia. Como todos os recursos foram alocados até o final de maio e era necessário continuar atendendo os atingidos, nós propusemos, por lei, um novo Programa Emergencial, desta vez para todo o Brasil. No último dia 15 de setembro, assinei o Decreto 7.566, regulamentando esta lei e brevemente começaremos a operar o BNDES PER Brasil, que atenderá não só os micro e pequenos empresários, mas também os produtores rurais, e terá dotação de R$ 300 milhões. Para receber os recursos, o empreendedor deve ser de município atingido por desastres naturais e que esteja, por decreto do governo estadual, em situação de emergência ou de calamidade pública. Na Região Serrana, o BNDES continua refinanciando operações de crédito contratadas antes da tragédia, o que também ajuda os empreendedores na recuperação de suas atividades. ORÇAMENTO Estudos indicam possível prejuízo com Emenda 29 PT e PMDB já estão em confronto, mas a polêmica será decidida amanhã Christiane Samarco Apresentada à sociedade como uma conquista para melhorar a área social do País, a Lei Complementar (306/08), que regulamenta a Emenda 29 e terá sua votação concluída amanhã, pode, ao invés de aumentar, diminuir o montante de dinheiro para investir na saúde pública. Esta polêmica será decidida no Senado e, antes mesmo de receber a proposta dos deputados, líderes do PT e do PMDB já se confrontam em torno de quem vai pagar a conta. Do jeito que está, a lei tem um dispositivo, no parágrafo 2º do artigo 6º, que retira as verbas do Fundeb (Fundo de Valorização do Profissionais de Educação) da base do cálculo do porcentual de recursos a serem aplicados pelos 26 estados e o Distrito Federal (DF). Ao tirar os R$ 58 bilhões do Fundeb da base de cálculo, a perda estimada pelos consultores técnicos da Câmara é que o Sistema Único de Saúde (SUS) terá menos R$ 7 bilhões anuais Aumenta o consumo de itens piratas Alessandra Saraiva A procura por produtos piratas aumentou neste ano. Em um universo de mil entrevistados em nove regiões metropolitanas do País pela Fecomércio-RJ/Ipsos em agosto, 52% dos pesquisados informaram ter comprado ou consumido algum produto pirata em Este porcentual ficou acima do apurado em agosto do ano passado (48%) e foi o maior desde o início da pesquisa em O motivo apontado por 94% dos entrevistados que admitiram consumo de produto pirata foi preço mais barato, de acordo com o economista da Fecomércio-RJ Christian Travassos. Segundo Travassos, foi a primeira vez que o levantamento, anual, apurou mais da metade dos pesquisados admitindo compra de itens piratas. Estamos com mercado interno muito aquecido. E este consumo não abrange somente produtos legais, afirmou. Na avaliação do especialista, a ascensão das faixas de renda mais baixas às classes de poder aquisitivo mais elevado, na prática, não mudou hábitos de consumo. Portanto, o mesmo consumidor que antes comprava produtos piratas por serem mais baratos continua com a mesma postura; mas desta vez, com mais poder de compra. Isso pode ser confirmado nos dados do levantamento dividido por faixas de renda. Entre os consumidores das classes A e B consultadas, 57% admitiram compra de produto pirata este ano - sendo que este porcentual, para esta mesma resposta nestas duas classes, era de 47% em agosto do ano passado. Entre os produtos mais procurados estão CDs e DVDs, respectivamente lembrados por 81% e 76% dos entrevistados este ano. O líder do PT no Senado e ex-ministro da Saúde do governo Lula, Humberto Costa (PT- PE), admite que pode haver uma queda de recursos para a saúde. Adianta, porém, que já foi firmado um compromisso com a Câmara e com governo para corrigir o artigo e garantir investimento extra de R$ 5 a R$ 6 bilhões dos Estados. O problema é que o presidente nacional do PMDB e senador Valdir Raupp (RO) diz que seu partido não fez acordo algum. O PMDB ainda vai discutir o assunto, mas os estados não podem pagar sozinhos esta conta. A União vai ter que se comprometer com algo a mais, disse Raupp. Ele sugere que o governo federal comece a pensar em taxar bebidas e cigarros que, segundo seus cálculos, renderia cerca de R$ 4 a 5 bilhões anuais para a saúde. É um absurdo o que vamos fazer. Estamos vendendo a ilusão de que a emenda resolverá tudo, mas não tem dinheiro público novo para a saúde, analisa o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana, preocupado com o desconhecimento dos prefeitos sobre o teor da proposta. O líder do PT no Senado destaca que, na contabilidade rigorosa dos técnicos, a grande maioria dos estados - 17 dos 27, incluindo o Distrito Federal - não cumpre o piso de investimentos obrigatórios, isto é, não investem o mínimo de 12% do orçamento em saúde pública. Na falta de uma regra definida - falha que a lei complementar pretende suprir -, alguns porcentuais são inflados, por exemplo, com o pagamento de planos de saúde de servidores públicos estaduais. Costa pode falar pelo PT. No PMDB isso não foi discutido e não vejo como os senadores poderão transferir mais encargo para os Estados que eles têm a obrigação de defender no Senado, reage o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). Tiro no pé - No que depender dos municípios, onde a proximidade entre o cidadão e o poder público já faz a demanda bater direto na porta das prefeituras, a situação também não vai mudar. A pressão popular permanente faz com que os prefeitos invistam em saúde quantias bem acima do piso de 15% do orçamento municipal. Prova de que a pressão funciona é que a média nacional dos investimentos das prefeituras brasileiras está na faixa dos 18% a 25%. O que assustou Marcus Pestana nos últimos dias foi a abordagem insistente de prefeitos que passaram pela Câmara em campanha pela aprovação da regulamentação da Emenda 29, todos com o discurso da urgência absoluta porque os municípios não aguentam mais a falta de recursos para atender às demandas da população. A preocupação do ex-secretário de Saúde de Minas Gerais aumentou depois do discurso inflamado do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), anunciando a decisão do partido de votar a regulamentação da Emenda na semana seguinte. Vai ser um tiro no pé dos gestores da saúde pública porque estão criando expectativa falsa de novos recursos que não virão, insiste o tucano. A lei também não prevê investimentos adicionais da União. CONGRESSO Consenso para a Comissão da Verdade Rafael Moraes Moura O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ontem que o governo federal está dialogando com todas as forças do Congresso para conseguir consenso em torno do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade. Cardozo falou com a imprensa após reunião com o presidente da República em exercício, Michel Temer, sobre questões relacionadas a um plano de vigilância de fronteiras. Nós temos um texto, estamos dialogando com todas as forças do Congresso, com o DEM, com o PSDB, e a nossa ideia é termos uma formatação bastante consensual, disse Cardozo sobre o projeto da Comissão da Verdade. A Comissão da Verdade pretende examinar e esclarecer as violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e A comissão deverá ser composta de forma pluralista por sete membros indicados pela presidente da República, o que é criticado pelo Democratas, que questiona esse critério de escolha dos integrantes, alegando temer que a comissão sirva de palanque para determinados grupos. Questionado se o governo aceitaria fazer mudanças no texto do projeto, Cardozo respondeu: Estamos abertos ao diálogo. Não posso dizer qual o resultado final porque não terminamos o diálogo. Na semana passada, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, acompanhada de ex-ministros da pasta, foi ao Congresso Nacional para sensibilizar os parlamentares quanto à urgência e relevância da matéria. O projeto de lei que cria a Comissão da Verdade deve ser votado nesta semana pela Câmara. Críticas - Representantes de organizações de direitos humanos e de familiares de mortos e desaparecidos políticos criticaram ontem o governo Dilma Rousseff por defender a aprovação do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade. Para eles, a proposta do Palácio do Planalto de criação do grupo governamental que ficará encarregado de fazer a narrativa oficial das violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 é uma farsa e um engodo. Uma das queixas dos ex-presos, perseguidos políticos durante a ditadura militar e de familiares é em relação à composição da Comissão. Em sua avaliação, a comissão é de mentirinha, pois não conseguirá investigar nada. Eles também criticaram a proposta de que as apurações recaiam entre os anos de 1946 e Queremos uma comissão de verdade, que faça justiça. Não uma comissão de mentirinha, disse Criméia Alice Schimdt de Almeida, argumentou Suzana Lisbôa, da comissão de desaparecidos políticos. BOLSA FAMÍLIA retornar ao programa Os beneficiários que se desligarem voluntariamente do Bolsa Família poderão retornar ao programa sem a necessidade de um novo cadastramento. De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o retorno, caso necessário, poderá ser feito em um prazo de até 36 meses contado a partir da data do desligamento. Criamos esse mecanismo para ter uma informação atualizada sobre essas famílias, sobre a melhoria da situação de vida delas. Segundo a ministra, a medida pode dar mais segurança à família atendida pelo programa. Se ela não precisar mais do Bolsa Família, poderá nos informar, sabendo que, se a situação de renda piorar, vai poder voltar automaticamente, explicou. Segundo a pasta, o objetivo do chamado retorno garantido é estimular a busca por melhores condições no mercado de trabalho, uma vez que, de maneira geral, os beneficiários do programa têm empregos precários, mesmo quando formais. Para pedir o desligamento voluntário, o beneficiário deve procurar a prefeitura e informar, por meio de declaração escrita, a decisão de deixar o Bolsa Família. Vaiado, Jair Bolsonaro sai da UFF sob escolta da Polícia Militar Famoso por criticar o movimento gay, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) saiu sob vaias, escoltado pela Polícia Militar, de um evento na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, ontem à tarde. Ele foi à universidade para participar de um evento. Durante a solenidade, dois vereadores de Niterói (Renatinho, do PSOL, e Leonardo Giordano, do PT) entregaram a Bolsonaro moções de repúdio a ele, aprovadas pela Câmara Municipal de Niterói depois que o deputado deu declarações consideradas homofóbicas e racistas ao programa CQC, da TV Bandeirantes. C U R T A S Dilma Rousseff defende quebra de patentes de alguns medicamentos A presidente Dilma Rousseff voltou a defender a quebra de patente de alguns medicamentos para tratamento de algumas doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, e acesso gratuito a medicamentos para população de baixa renda para tratar essas doenças. Dilma falou hoje na abertura da reunião sobre o tema na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ela, 72% das causas não violentas de óbito entre pessoas com menos de 70 anos são com pessoas com essas doenças. O Brasil defende acesso a esses medicamentos, disse Dilma.

7 Sidney Hartung Universo do Direito Manejo ecológico S empre focalizando o ecossistema em sua ideia de integração de um conjunto de sistema envolvendo a flora, a fauna e os microorganismos em sintonia com os componentes inanimados de seu meio, é o momento de se ressaltar a imprescindibilidade de se aplicar programas para a sua utilização. Desta forma, seria assegurada a conservação da biodiversidade biológica e, consequentemente, dos ecossistemas. E o instrumento apto e necessário para um desenvolvimento sócio-econômico e a conservação ambiental dos ecossistemas naturais ou artificiais é justamente o manejo ecológico. Na conservação ambiental se desenvolvem processos que tem por objetivo a preservação, utilização e evolução do ambiente natural. E é bem lembrado pelo Mestre José Afonso da Silva, em sua obra Direito Ambiental Constitucional 8ª edição, p. 89, que a Constituição Federal de 1988, que em seu art º, dispõe que incumbe ao Poder Público preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas, assim como preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do país. Nesta coluna, o nosso destaque é o manejo ecológico e suas variedades de atuação. Não é demais assinalar que, inclusive, a Lei n.º 9.985/2000, um dos mais destacados diplomas legais sobre o meio ambiente, anuncia em seu art. 2º, inciso II, que na conservação da natureza entende-se o manejo do uso humano do própria natureza, preservando, utilizando e recuperando o ambiente natural, entre outras atuações com o fito de notadamente garantir a sobrevivência dos seres vivos em geral. Assim, caracterizar-se-ia o manejo, como diz o legislador, pelos procedimentos que visam a assegurar a conservação da diversidade biológica e dos ecossistemas. A diversidade biológica é a variedade de organismos vivos de todas as origens. A propósito, a diversidade biológica seria o termo utilizado durante a ECO-92, como sinônimo da biodiversidade. Na verdade, mesmo que se considerasse qualquer diferença nos conceitos, seria irrelevante porque, em ambos se identifica a ideia da variedade de organismos vivos. Esta riqueza imensurável de variedade de espécies de organismos tornase por demais relevante quando se apresentam cálculos por E. O. Wilson, da Universidade de Harvard, que indicaram que em 1987 existiriam mais de 5 (cinco) milhões de espécies, conforme dados extraídos de AGUA Associação Guardiã das Águas 2004 (http://www.agua. bio.br/botao-de-p.htm) Em tais dados, também se consigna que coletas intensivas conduzidas, O que realmente se pode atestar é que o número de espécies hoje conhecido em todo o planeta está em torno de 1,7 milhão, onde se conclui que ainda prevalece elevado grau de desconhecimento da biodiversidade à época, principalmente na floresta tropical úmida, e com atenção concentrada nos insetos, permitiram projetar valor da ordem de 30 (trinta) milhões em espécies. Além do mais, também se noticia que novos trabalhos e pesquisas tem estimado que a biodiversidade do planeta pode alcançar uma amplitude de 10 (dez) a 100 (cem) milhões de espécies. Mas apesar de todas estas previsões, o que realmente se pode atestar é que o número de espécies hoje conhecido em todo o planeta está em torno de 1,7 milhão, onde se conclui que ainda prevalece elevado grau de desconhecimento da biodiversidade, mormente em regiões tropicais. E este universo de espécie em nosso planeta, sempre em evolução, exige um planejamento eficiente para sua proteção e conservação. E neste planejamento, vão se estabelecer programas gerais para assegurar o manejo ambiental, como instrumento de evolução, tanto para os agrupamentos de animais ou vegetais, sempre com o propósito da defesa e conservação da biodiversidade e dos ecossistemas. Desta forma, atinge-se justamente a exigência de nossa Carta Magna, quando expressamente impõe o provimento do manejo ecológico, em que se considera a prática de atividades essenciais, coletando informações e descobrindo soluções para a evolução das espécies. Através, portanto, de um plano racional e eficiente, o manejo ecológico vai aplicar tratamentos tecnicamente adequados no aperfeiçoamento dos recursos naturais. E não podemos deixar de assinalar que as técnicas aplicadas vão ter referência com a forma de manejo pretendido. Neste enfoque, podemos destacar, de início, o manejo da vida selvagem, cuja finalidade é preservar meios próprios e adequados para a sobrevivência da vida animal, inclusive contra a intervenção humana. Os procedimentos adotados levam em consideração a peculiaridade da área em que se situam as espécies animais, adaptando-se as suas condições às necessidades alimentares para a sobrevivência da espécie. Assim, a vida teria a possibilidade de não se extinguir e conservar a composição de seu habitat. Sidney Hartung Buarque é mestre em Direito Civil, professor de Direito Civil e Direito Ambiental, desembargador Presidente da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, presidente do Conselho Consultivo da ESAJ Escola de Administração Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. JUSTIÇATerça-feira, 20 de setembro de PARÁ MPF acompanhará caso de estupro em presídio Diretor da instituição e 20 agentes penitenciários foram exonerados por negligência Daniella Jinkings O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar as investigações sobre o estupro de uma menina de 14 anos idade por detentos da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, no Complexo Penitenciário de Americano, no município de Santa Isabel do Pará. De acordo com a denúncia, a adolescente foi estuprada durante quatro dias. Para a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, o caso configura de grave violação aos direitos humanos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil do Pará, que também vai apurar a denúncia de violência sexual de mais duas adolescentes. A garota que denunciou o abuso fez exame de corpo de delito e foi CORRUPÇÃO encaminhada para um abrigo em Belém. Após as denúncias, o governo do estado exonerou, por negligência, o diretor da instituição penal, Andrés de Albuquerque Nunes, e os 20 agentes penitenciários que estavam de plantão no sábado. Para o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Alan Rogério Mansur Silva, as exonerações não resolvem o problema. Tem de saber apurar e individualizar a responsabilidade de cada um. É importante que haja um inquérito policial para apurar essa situação, para investigar, ouvir os presos e individualizar essa conduta na área criminal. De acordo com ele, um ofício foi encaminhado ao secretário estadual de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha, requisitando que a secretaria informe ao MPF quais providências o governo do Pará está adotando para apurar o caso e punir os responsáveis. Isso não foi um mero erro administrativo, houve um TJ-SP nega recurso de ex-prefeito de Campinas Tatiana Fávaro AGOSTO Autorizadas mais de 17 mil escutas A Justiça autorizou o monitoramento de pelo menos linhas telefônicas em agosto de 2011 em todo o País. Segundo relatório divulgado ontem pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o número é inferior ao verificado no mesmo mês do ano passado, quando linhas foram grampeadas. Na Justiça Federal, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região realizou o maior número de escutas, 840. Com relação à Justiça Estadual, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) foi responsável por determinar escutas, e o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR), por Os dados são do Sistema Nacional de Controle das Interceptações Telefônicas. O estudo inclui o monitoramento de ligações feitas via internet. Em agosto, 750 telefones Voip foram monitorados no País - sendo 120 somente em São Paulo. O monitoramento também abrange endereços eletrônicos. Em agosto, 320 endereços eletrônicos estavam sob monitoramento por decisão da Justiça, sendo a maior parte em São Paulo, Pernambuco, e Mato Grosso. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) negou o recurso para anulação da sessão de julgamento e do decreto de impeachment do exprefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos (PDT), cassado pela Câmara de Vereadores no dia 20 de agosto deste ano. A defesa do pedetista já havia recorrido da decisão do Legislativo à 2ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, que também decidiu pela manutenção dos efeitos do afastamento. O advogado Alberto Luis Mendonça Rollo, que integra a equipe de defesa de Dr. Hélio, disse que os advogados não desistiram de reconduzir o pedetista à Prefeitura e estudam os caminhos jurídicos possíveis para recorrer, agora, da decisão do grau de violações dos direitos humanos. Submeter uma criança a essa situação por quatro dias é um atentado contra os direitos da criança. É inadmissível que isso continue ocorrendo no estado do Pará e na sociedade brasileira, declarou o procurador. Embora o crime seja de responsabilidade da Justiça Estadual, o MPF está atuando porque o caso consiste em grave violação de direitos. O procurador acredita que o Ministério Público Federal no Pará vai chamar os responsáveis pela criança para saber o que ocorreu e porque a menina foi levada ao presídio. Houve uma cadeia de erros tanto da família, como da mulher que teria aliciado essa adolescente, além dos erros dentro do presídio, principalmente as falhas de segurança. desembargador Franciso Roberto Alves Bevilacqua, da 2ª Câmara de Direito Público do TJ-SP. Hélio foi cassado por três motivos apontados no relatório da Comissão Processante: omissão do prefeito em relação às infrações político-administrativas e atos de corrupção praticados por integrantes do primeiro escalão da administração na Sanasa, a empresa de saneamento que foi alvo de investigações do Ministério Público; irresponsabilidade legal e política na defesa de bens, rendas e direitos do município no caso de parcelamento de solo; e comportamento incompatível com a dignidade e decoro de seu cargo ao ignorar tráfico de influência na liberação de alvarás para instalação de antenas de celulares. Com a decisão do TJ-SP, o prefeito Demétrio Vilagra (PT) mantém-se no cargo. TRE Manual de coleta seletiva será reimpresso Fausto Macedo C U R T A O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em São Paulo decidiu reimprimir 300 cartilhas sobre coleta seletiva de lixo distribuídas a 151 juízes eleitorais, mas desta vez sem incluir o nome da empresa que produziu o material, a Jetro Ambiental. As cartilhas alimentam intensa polêmica entre a cúpula do TRE e magistrados com atuação em todo o estado. No início de agosto, a corte orientou os juízes a entregarem a 290 prefeitos paulistas que ainda não adotaram a coleta seletiva cópias do manual contendo dados sobre o procedimento e também informações da empresa e um perfil profissional de seu proprietário, o consultor Jetro Menezes. Irritados, muitos juízes protestaram contra a recomendação alegando que não é sua função fazer contato com administradores municipais, muito menos fazer o papel de garoto propaganda da empresa. Ministério Público Federal pede fim dos supersalários da Câmara O Ministério Público Federal pediu ontem a derrubada de uma decisão judicial que garante a servidores da Câmara dos Deputados o direito de receber salários acima do teto salarial do funcionalismo, que é de R$ 26,7 mil. No recurso que será analisado pela Corte Especial do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª. Região, o procurador regional da República Marcus da Penha afirma que foi equivocada a decisão do presidente do TRF, Olindo Menezes, de permitir o pagamento dos supersalários. Em sua decisão, Menezes disse que o corte nos salários poderia comprometer o funcionamento dos serviços na Câmara. O presidente do TRF fixa uma premissa desprovida de demonstração, ao considerar que a ordem administrativa teria sido abalada. De acordo com as investigações da Polícia Civil, uma menor de 14 anos foi estuprada durante quatro dias por detentos no Complexo Penitenciário de Americano, em Santa Isabel do Pará Ontem, o TRE anunciou que vai refazer os cadernos e excluir o nome da Jetro, contratada para produzir os kits com 300 cartilhas e 300 DVDS. O desembargador Walter de Almeida Guilherme, presidente do TRE, reafirmou que a corte tem um projeto estratégico e voltado ao meio ambiente, denominado coleta seletiva de lixo. Ele anotou que a finalidade é promover ações de conscientização da sociedade sobre a necessidade de efetiva proteção ao meio ambiente e oferecer informações básicas para a implantação desse tipo de coleta nos municípios do Estado que ainda não dispõem desse sistema. Diante da forte reação dos juízes, que se recusam a entregar a cartilha aos prefeitos, Guilherme declarou. Respeito a posição dos juízes, mas eu penso que eles têm que ter um papel social. Especialistas argumentam que os juízes podem incorrer em ato de improbidade ao levar a prefeitos produto de uma empresa privada Não é papel do juiz, assevera José Henrique Rodrigues Torres, presidente da Associação Juízas para a Democracia. Valores - Na sexta feira, o desembargador Walter de Almeida Guilherme, presidente do tribunal, informou que o valor do negócio foi de R$ 14,4 milhões. Ao reiterar o dado, observou. Não é um valor alto. Ontem, o próprio presidente admitiu ter cometido um equívoco e retificou a informação. Eu errei a informação sobre o valor, na verdade é R$ 14,4 mil, ou seja, mil vezes menos. A Jetro Ambiental, que não havia se pronunciado sobre o montante, emitiu nota informando que o contrato foi fechado com o TRE por R$ 12 mil, o que, descontados Imposto de Renda e INSS, somou R$ 9.378,72, como pagamento pelo serviço de palestra para 151 magistrados e 300 kits, contendo cartilha e DVD com orientações. Deixamos claro que, a pedido do Tribunal, prestamos um serviço técnico e especializado, diz a nota.

8 8 RIO Terça-feira, 20 de setembro de 2011 FIOCRUZ Lançada nova campanha contra dengue no estado Intenção é mobilizar os 92 municípios do estado para evitar epidemia em 2012 Foi lançada ontem a campanha 10 Minutos Contra a Dengue, idealizada por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\Fiocruz) e que será o tom de alerta à população para evitar uma epidemia da doença no próximo verão. A campanha foi lançada durante o seminário Rio Contra Dengue \2012, que vai até amanhã, com a participação de prefeitos e secretários municipais de Saúde. O objetivo da campanha, inspirada em uma estratégia do governo de Cingapura, é estimular as pessoas a investir 10 minutos da semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito em suas casas, já que o ambiente doméstico concentra 80% dos focos. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Sérgio Côrtes, é importante que a população entenda a importância de combater o mosquito. Há o enorme risco de termos uma epidemia, mas ela ainda pode ser evitada. Vamos trabalhar fortemente, nos próximos três meses, buscando combater todos os focos. Nos órgãos públicos, vamos formar brigadas de funcionários capacitados para identificar focos e combatê-los. Cada um deve fazer a sua parte, explicou o secretário. Cerca de pessoas vão atuar na fiscalização desse trabalho feito pelos funcionários nos 92 municípios do estado. O vicegovernador Luiz Fernando Pezão ressaltou a eficácia das ações feitas pelos agentes de endemia. Sérgio Côrtes diz que secretaria aposta nas propostas Ignacio Ferreira / Governo do Estado O avanço que tivemos no combate à dengue em outros anos foi, com certeza, usando a estrutura dos agentes de endemia de cada município. Eles têm que estar envolvidos nessa luta, se não, não ganhamos essa guerra. Também estamos trabalhando para fortalecer as ações do SUS para atender os pacientes que precisarem, afirmou Pezão. As 92 prefeituras do estado foram convidadas a participar do evento, que tem o objetivo de discutir ações de prevenção e controle da doença. Estiveram presentes, neste primeiro dia de seminário, os prefeitos de Areal, Búzios, Arraial do Cabo, Barra do Piraí, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jesus de Itabapoana, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Carmo, Italva, Laje do Muriaé, Macaé, Miracema, Nilópolis, Nova Friburgo, Paraíba do Sul, Petrópolis, Pinheiral, Porciúncula, Quissamã, Rio Bonito, Rio das Ostras, São Gonçalo, São João da Barra, São João de Meriti, São José de Ubá, São José do Vale do Rio Preto, São Pedro de Aldeia, Sapucaia, Tanguá, Teresópolis, Três Rios, Varre-Sai e Vassouras. Entre as modificações que estamos propondo aos municípios está a mudança do horário de trabalho dos agentes para que encontrem os moradores, em casa à noite ou nos fins de semana. Outro reforço é na capacitação dos profissionais de saúde para que cumpram o protocolo de manejo clínico adequadamente, disse Sérgio Côrtes. Todas as secretarias do estado estão envolvidas no combate à dengue, com ações específicas. A possibilidade de haver uma epidemia em 2012, levando em conta REFORMA Encerrada a greve dos operários do Maracanã Cristiane Ribeiro Os cerca de 2,3 mil operários que trabalham nas obras de reforma do Estádio do Maracanã voltaram ontem às atividades. Depois de 19 dias de greve, eles decidiram suspender a paralisação, em assembleia na manhã de ontem. Na sexta-feira, o Tribunal Regional do Trabalho julgou a greve improcedente e determinou a volta imediata ao trabalho. Os operários reivindicam do Consórcio Maracanã Rio 2014, responsável pelas obras, aumento do valor da cesta básica, de R$ 110 para R$ 160, plano de saúde individual, abono dos dias parados, segurança no trabalho e melhoria da qualidade da comida servida a eles. O consórcio informou, por meio de sua assessoria, que as reivindicações já foram atendidas em um acordo assinado com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada Intermunicipal no dia 21 de agosto passado. VASSOURAS ONG faz manifestação contra a corrupção Thais Leitão Voluntários da organização não governamental (ONG) Rio de Paz fincaram, na madrugada de ontem, 594 vassouras pintadas de verde e amarelo nas areias da Praia de Copacabana. O ato representa um protesto contra a corrupção no país. O grupo também estendeu uma faixa com a inscrição Congresso Nacional, Ajude a Varrer a Corrupção do Brasil. Segundo o líder do movimento, Antonio Carlos Costa, a ideia é conscientizar a população para cobrar mais transparência na utilização do dinheiro público, já que os desvios desses recursos são responsáveis pela morte de muitos brasileiros. Ele explicou que as vassouras são uma referência aos 513 deputados federais e 81 senadores, que integram o Congresso Nacional. Nós precisamos inaugurar uma nova fase no nosso país, marcada por um controle social maior das ações do Legislativo e do Executivo, porque hoje esse controle está sendo mediado apenas pelos partidos políticos, que se reúnem e tomam suas decisões, enquanto o povo observa de braços cruzados. É um movimento pacífico para mobilizar a população até vermos essa quantidade absurda de dinheiro [arrecadada pelos cofres públicos] ser canalizada para as obras de infraestrutura, escolas, assistência médica, entre outros, afirmou. Costa também informou que uma nova manifestação está marcada para hoje. O grupo vai fixar em Copacabana e no Aterro do Flamengo, também na zona sul da cidade, cartazes com a foto de uma bala de revólver e a inscrição Corrupção Mata. a ação do vírus tipo 1 e a entrada do vírus tipo 4 no estado, levou a esse reforço na estratégia de combate à doença. A Secretaria de Saúde está planejando uma ação para os sete dias de Rock in Rio, que começa na sexta-feira e a Secretaria do Ambiente faz um trabalho de prevenção, por exemplo, nos ferros-velhos. Guia - Os agentes de saúde dos municípios ficarão responsáveis por levar o guia 10 Minutos Contra a Dengue à população durante visitas às casas. Este material traz orientações sobre como é preciso ficar atento a situações como calhas entupidas, caixa d água destampada, ralos no quintal acumulando água da chuva, o pratinho embaixo do vaso, além de deixar baldes e garrafas viradas com a boca para baixo. O guia usa linguagem simples e didática para que os moradores criem o hábito de fazer a vistoria em suas casas semanalmente dispondo apenas de 10 minutos. O site Rio Contra Dengue traz o folheto na versão on-line para as pessoas que quiserem ter mais informações sobre a ação dos 10 Minutos Contra a Dengue, com as ilustrações explicativas e o espaço para marcar a data em que o morador fez a vistoria em casa. O material foi produzido também para que gestores municipais tenham a opção de fazer o download do folheto e distribuir para a população. O endereço do site é INDICADORES Mortes no trânsito caem no 1º semestre Nielmar de Oliveira Embora o número de mortes no trânsito, na média, se manteve em queda neste primeiro semestre do ano, uma tendência desde o início das operações da Lei Seca no estado, o Rio de Janeiro abre a Semana Nacional do Trânsito com poucos motivos para comemorar. Dados divulgados pelo movimento de cidadania Rio Como Vamos, que se propõe a mensurar e divulgar indicadores da qualidade de vida no Rio de Janeiro, mostram uma queda de 4,3% no número de mortes de janeiro a junho deste ano, em relação aos primeiros meses de 2010: de 327 para 313. Mas, em dez regiões da cidade, o número de acidentes de trânsito fatais aumentou. Com relação à violência no trânsito, o movimento Rio Como Vamos utiliza dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). O levantamento indica, por exemplo, que, no Rio Comprido (zona norte), o número de mortes nos primeiros seis meses do ano subiu de 4 para 13 no período pesquisado. Também houve aumento em Botafogo (zona sul), onde ocorreram 18 mortes nos últimos seis meses, contra 11 em igual período de Mas o bairro recordista é Campo Grande (zona oeste), que acumula o maior número de mortes no trânsito: 32, contra 25 no primeiro semestre de SANTA TERESA revitalização do sistema de bondes O Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) vai destinar R$ 31 milhões para as obras de recuperação do Sistema de Bondes de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito por Rogério Onofre, presidente do Departamento de Transportes Rodoviários e interventor do Sistema de Bondes, nomeado há cerca de 15 dias pelo governador Sérgio Cabral. O problema é ainda maior do que a declarada por mim na primeira vez em que vi a Oficina dos Bondes e quando da visita que fiz a Santa Teresa. Nossa equipe não tem dado tréguas ao trabalho nem nos finais de semana e feriado. Já foi levantado que são necessários mais de R$ 31 milhões para que Santa Teresa disponha de um sistema de bondes realmente seguro. Esta quantia é uma primeira estimativa, que deverá ser reavaliada pela Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop) e pela nova administração da Central, adiantou Onofre. Os primeiros R$ 20 milhões serão repassados até dezembro e o restante, ao longo de A FIRJAN previsão é de que todo o serviço de recuperação do Sistema esteja concluído em cerca de um ano. A recuperação do Sistema de Bondes engloba a troca de trilhos em toda a via permanente com o uso dos bilabiados que, por comprovação técnica, são mais seguros que os contra-trilhos atuais; recuperação de toda a via aérea e do cabeamento elétrico; construção de uma nova subestação; reforma das estações; reativação do Ramal do Silvestre - para interligação com o bondinho do Corcovado - ; reforma de 16 bondes, entre outras. Estão nos planos também a total reforma da Oficina dos Bondes e a revitalização do museu existente em suas dependências, além da instalação de uma escola técnica para atualização e formação de nova mão de obra. Rogério Onofre disse, ainda, que contatos foram feitos com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, para que este concretize em Santa Teresa as ações que cabem ao município, e que a prefeitura tomará as providências necessárias e urgentes relativas à ordem urbana no bairro. Investimento de R$ 181,4 bi até 2013 Alana Gandra Os investimentos públicos e privados programados para o Rio de Janeiro, nos próximos três anos, atingem R$ 181,4 bilhões, os dados constam do documento Decisão Rio, divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado (Firjan). A economista Julia Nicolau, especialista em competitividade industrial e investimentos do Sistema Firjan, disse à Agência Brasil que foi registrado um crescimento de 44% no total de investimentos projetados para , em relação ao levantamento, referente ao período Na indústria de transformação, que receberá R$ 29,5 bilhões, a expansão alcançou 45,2%, sendo que no setor naval, o aumento foi expressivo: 254% maior em relação ao triênio anterior, disse. Ela explicou que o crescimento é impulsionado pela construção de embarcações para a exploração do petróleo na camada pré-sal. Muitos estaleiros foram reativados e outros estão em construção para a fabricação e manutenção de embarcações, mostrando uma recuperação e consolidação com força total do setor naval no estado. No setor de infraestrutura, deverão ser investidos R$ 36,3 bilhões, enquanto o turismo receberá R$ 1 bilhão. Na área de petróleo e gás, os investimentos da Petrobras e empresas parceiras somam cerca de R$ 107,9 bilhões. Excluindose os investimentos da Petrobras, verifica-se que dos R$ 73,5 bilhões restantes, 67,3% serão empregados na construção de indústrias; 24,3% em expansão e modernização; e 8,4% na construção de embarcações. Julia Nicolau destacou ainda as áreas de petroquímica, de energia e de pesquisa e tecnologia entre aquelas que também receberão grandes volumes de investimentos. Os investimentos relacionados à Copa de 2014 e aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 totalizam R$ 11,5 bilhões. A economista observou que embora a capital fluminense concentre ainda a maior parte do valor dos recursos programados até 2013 (11,7%), o movimento de interiorização começa a ganhar força. Se a gente olhar o Decisão Rio, que se referia aos anos de , a capital respondia por 20% dos investimentos. Ela agora responde por 11,7%. Ou seja, mesmo com um volume grandes de investimentos associados à Copa e às Olimpíadas, a cidade diminuiu a sua participação relativa no total de investimentos. Isso mostra que o crescimento e o desenvolvimento econômico estão avançando para o interior do estado. Para a cidade do Rio, os investimentos projetados nos próximos três anos são R$ 21,2 bilhões. Para o norte fluminense, são previstos R$ 14 bilhões, enquanto o leste do estado deverá receber R$ 13,2 bilhões e o sul R$ 11,4 bilhões. Sem falar em cerca de R$ 108 bilhões que cruzam várias regiões do estado. São obras de recuperação rodoviária ou de saneamento básico que passam por municípios de diversas regiões. Os investimentos terão impacto positivo na criação de novos postos de trabalho no estado. Um dos principais motores de geração de emprego nos próximos anos é o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A expectativa é gerar, entre a fase de construção e a entrada em operação, mais de cem mil postos de trabalho, salientou a economista da Firjan. O cronograma prevê o início de funcionamento da primeira refinaria do Comperj em A unidade petroquímica deverá entrar em operação em 2017 e a segunda refinaria, em Escola de samba da Cidade de Deus ganha banheiro GLS Tem para ele, ela e GLS. Na Cidade de Deus os diretores da escola de samba Mocidade Unida de Jacarepaguá decidiram criar um banheiro exclusivo para o público LGBT. A pedido, segundo eles, de homossexuais da comunidade, que eram discriminados. A ideia não é inédita. Em janeiro, casou polêmica a inauguração de banheiro GLS na recém-reformada quadra da Unidos da Tijuca. As críticas partiram de integrantes do movimento LGBT que encararam como uma forma de segregação. O presidente da Mocidade Unida, Roberto Valeriano dos Santos, o Beto, de 32 anos, comemora o toalete como uma das realizações de seu mandato, iniciado em maio. C U R T A S Secretaria e Inea dão início ao projeto Jogos Limpos A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) vão realizar um dos mais abrangentes planos de restauração florestal do Estado do Rio de Janeiro visando ao projeto Jogos Limpos. O programa tem por objetivo neutralizar as emissões de gases de efeito estufa resultantes da realização das Olimpíadas com a recuperação da cobertura vegetal de 9 mil hectares de áreas degradadas. O lançamento do projeto e o primeiro plantio serão realizados amanhã na Fazenda Dourada, em Casimiro de Abreu. Entre os presentes estarão o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Marilene Ramos. Polícia estoura rinha de galo e prende 35 pessoas em São João da Barra A Polícia Civil estourou na sexta-feira, após denúncia anônima, uma rinha de galo, no distrito de Palacete, em São João da Barra, no Rio, prendendo 35 pessoas e apreendendo 40 galos. Segundo a Polícia, 10 acusados assumiram alguma participação na rinha. Após confirmar a denúncia de que seria realizado um torneio de rinha de galo naquela localidade, os policiais seguiram para o local, no dia e hora marcadas, e surpreenderam um grupo de pessoas participando do evento. Algumas pessoas conseguiram fugir quando perceberam a chegada da Polícia. Pesquisa no sistema de inteligência da Polícia revelou que o acusado já fora preso anteriormente pelo mesmo crime.

9 MUNDOTerça-feira, 20 de setembro de REVOLTA Prostestos nas ruas de Tóquio Japoneses pedem que o governo abandone o uso de energia atômica após o acidente nuclear na usina de Fukushima Dezenas de milhares de pessoas gritando sayonara força nuclear e agitando faixas participaram ontem de uma passeata no centro de Tóquio para pedir ao governo japonês que abandone o uso da energia atômica após o acidente nuclear após 11 de março na usina de Daiichi/Fukushima. A manifestação demonstra o quanto a população japonesa - há muito acostumada com o uso da energia nuclear - foi afetada pelo acidente de 11 de março, quando um tsunami provocou o derretimento do núcleo de três reatores do complexo Fukushima Daiichi. O desastre - o pior desde Chernobyl em espalhou SEGUNDA RODADA radiação por uma grande área do nordeste do Japão, forçando a retirada de cerca de 100 mil pessoas que viviam perto da usina e levantando temores sobre a contaminação de frutas e vegetais da água e dos peixes. A radiação é assustadora, disse Nami Noji, uma mãe de 43 anos que foi protestar neste feriado nacional juntamente com seus filhos, de 8 e 14 anos. Há muitas incertezas sobre a segurança da comida e eu quero um futuro seguro para meus filhos. A polícia estimou que 20 mil pessoas participaram do protesto, mas os organizadores afirmaram que o número era três vezes maior Coréias discutem questões nucleares Importante enviados da Coreia do Sul e do Norte vão se reunir amanhã em Pequim para uma segunda rodada de conversações, que tem como objetivo a retomada das negociações sobre o desarmamento norte-coreano, informou o Ministério de Relações Exteriores de Seul. Mas o Ministério não divulgou maiores detalhes sobre o encontrou entre o negociadorchefe nuclear de Seul, Wi Sunglac, e seu colega norte-coreano, Ri Yong Ho, que será a segunda reunião em três meses. A Coreia do Norte abandonou formalmente o tortuoso processo, envolvendo seis países, em abril de 2009, um mês antes de realizar seu segundo teste nuclear, que atraiu críticas em todo o mundo e novas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU). A perspectiva da retomada do diálogo tem sido ofuscada pelas crescentes tensões na península coreana, depois de Sul ter acusado do Norte por dois ataques sangrentos no ano passado. Mas o fato de Pyongyang ter divulgado em novembro do ano passado a existência de uma instalação de enriquecimento de urânio - que pode dar ao país uma segunda alternativa para a construção de armas atômicas - levou à urgência na retomada das negociações REGIME entre as seis partes envolvidas: as duas Coreias, a China, os Estados Unidos, o Japão e a Rússia. Wi e Ri se reuniram na ilha indonésia de Bali em julho, que foi seguida por uma reunião entre representantes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte em Nova York. Mas, enquanto Pyongyang quer a rápida retomada das conversações sem precondições, a Coreia do Sul e os Estados Unidos exigem ações prévias efetivas em relação ao desarmamento e não apenas palavras. Não podemos seguir com as conversações de seis partes quando o programa nuclear norte-coreano está instalado e em funcionamento, disse Wi aos jornalistas no mês passado, acrescentando que era muita ambição esperar que o fórum de países seja reaberto nos próximos meses. A Coreia do Sul e os Estados Unidos querem que Pyongyang suspenda o programa de enriquecimento e tome medidas concretas na direção da desnuclearização antes da retomada das negociações envolvendo as seis partes. Por outro lado, o líder norte-coreano, Kim Jong Il, prometeu, durante uma visita à Rússia no mês passado, considerar uma moratória nos testes nucleares e de mísseis após a reabertura das negociações. mata 53 pessoas Forças leais ao regime do Iêmen, entre elas francoatiradores, mataram ontem pelo menos 27 pessoas, no segundo dia de enfrentamentos que sacodem a capital do país, disseram médicos e autoridades do setor de segurança. Isso eleva a 53 o número de manifestantes mortos pelo governo na capital do Iêmen em apenas dois dias de protestos. O rei da Arábia Saudita, Abdullah, teve ontem uma reunião com o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, que se recusa a deixar o poder. Manifestantes apoiados por soldados desertores tomaram uma base da Guarda Republicana em Sanaa. Mais de mil pessoas foram feridas pela repressão nos dois dias. Milhares de rebeldes, apoiados por desertores da 1ª Divisão Blindada do Exército do Iêmen, invadiram a base sem disparar um único tiro, de acordo com testemunhas. Alguns na multidão carregavam porretes e pedras. Eles ergueram barricadas para se protegerem dos tiros dos francoatiradores leais a Saleh. Os guardas republicanos aparentemente fugiram e abandonaram suas armas. A captura da base da Guarda Republicana, embora não seja a única instalação da força, teve um forte simbolismo e pode marcar o começo do colapso do regime de 33 anos de Saleh. Foi inacreditável. Agimos como se nós tivéssemos as armas e não os soldados, disse o manifestante Ameen Ali, que participou da tomada da base. Agora, o que restou do regime vai desmoronar, disse outro manifestante, Mohammed al-wasaby. Os soldados leais a Saleh apenas fugiram, disse. Pico de violência - Os dois dias de enfrentamentos, nos quais morreram 53 pessoas, representam o pico de violência mais grave nos últimos meses, à medida que se intensifica a frustração nas ruas pelo fato de o presidente não deixar o poder, após 33 anos. As autoridades disseram que 20 das 27 mortes de ontem ocorreram na rua Hayel, no centro de Sanaa. Entre as vítimas fatais estava uma menina, um adolescente de 14 anos e pelo menos três soldados que desertaram e se uniram aos manifestantes. Reunião com Saleh - O rei da Arábia Saudita Abdullah teve ontem uma reunião com o presidente iemenita e prometeu manter seu compromisso para um Iêmen estável, seguro e unificado. A agência estatal de notícias da Arábia, SPA, informou que o rei disse a Saleh esperar que o povo iemenita supere a crise atual. A SPA não deu mais detalhes sobre o encontro. Além dos temores relacionados à radiação, a população e as empresas japonesas tiveram de lidar com cortes no fornecimento de energia durante o verão, depois que mais de 30 dos 54 reatores nucleares foram desativados para passar por inspeções. O primeiro-ministro Yoshihiko Noda, que assumiu o cargo no início deste mês, disse que o Japão vai reativar seus reatores assim que eles passarem pelas inspeções de segurança. Mas ele também disse que o país precisa reduzir sua dependência na energia atômica no longo prazo e explorar fontes alternativas de energia, mas não estipulou objetivos específicos. ESTADO PALESTINHO Antes do acidente, 30% da energia usada no país era produzida em usinas nucleares. O Japão é um país pobre em recursos naturais, o que torna difícil o longo processo para a conquista de formas alternativas e viáveis de produção de energia. O objetivo do governo antes do desastre era ampliar a construção de usinas, para que 50% da energia gerada, até 2030, viesse da matriz nuclear. Esse plano, contudo, foi suspenso depois do desastre. Mari Joh, uma mulher de 64 anos que viajou da cidade de Hitachi para coletar assinaturas para uma petição pelo fechamento da usina Tokai Daini, que fica perto de sua casa, reconhece que a mudança de fonte de energia pode demorar 20 anos. Mas se o governo não agir decisivamente agora para estabelecer um novo curso, vamos manter o status quo, disse ele nesta segunda-feira Eu quero usar energia natural, como a solar, a eólica e biomassa. Antes da passeata, os manifestantes se reuniram no parque Meiji, para ouvir os oradores que falavam com o povo, dentre eles uma mulher da cidade de Fukushima, Reiko Muto, que se descreveu como uma hibakusha, um termo sentimental usado para os sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. As pessoas que foram retiradas das redondezas da usina ainda não sabe quando ou se poderão voltar para suas casas. Uma pesquisa feita pela Associated Press e pela empresa de pesquisas GFK mostrou que 55% dos japoneses querem reduzir o número de reatores nucleares no país, enquanto 35% gostariam de deixar o número praticamente estável. Quatro por centro querem o aumento das usinas e 3% desejam a eliminação total desse tipo de energia. O levantamento, que entrevistou adultas entre 29 de julho e 10 de agosto, tem margem de erro de 3,8 pontos para mais ou para menos. Abbas espera situação muito difícil após pedido na ONU O líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse ontem esperar uma situação muito difícil, após ele pedir que o Estado palestino se torne membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU), mais tarde nesta semana. Abbas também falou que não será detido em fazer o pedido formal na sextafeira, apesar das enormes pressões para retirar a demanda de adesão e retomar as negociações com Israel. Ontem, pouco antes de partir para Nova York, o primeiroministro de Israel Benjamin Netanyahu pediu por uma reunião com Abbas em Nova York. O comunicado do escritório de Netanyahu diz que o premiê de Israel deseja relançar as negociações diretas de paz entre Israel e a ANP. Falando a repórteres viajando com ele para Nova York, Abbas admitiu que está sob pressão internacional pela campanha na ONU, que enfrenta oposição de Israel e dos Estados Unidos e divide a União Europeia. LÍBIA Filho de em confronto Duros confrontos ocorreram ontem em Bani Walid, enquanto combatentes do novo regime atacaram a cidade onde um dos filhos de Muamar Kadafi, Seif al-islam, está vivendo, possivelmente com seu pai, segundo as novas autoridades do país. Os revolucionários vieram a Bani Walid esta manhã e se envolveram em uma dura batalha, disse Abdullah Kenshil, um graduado funcionário do Conselho Nacional de Transição (CNT). Kenshil disse que a batalha por Bani Walid, uma das áreas sob controle de forças leais a Kadafi, a sudeste de Trípoli, deve ser encerrada nos próximos dois dias com a vitória das forças do novo regime. No domingo, as forças do CNT tiveram de recuar após avançar rumo a Bani Walid. Kenshil disse que houve uma reação forte das forças de Kadafi, completando que há negociações em andamento para a retirada de cerca de 50 mil civis da cidade. O funcionário do CNT disse que Seif al-islam, o mais importante filho de Muamar Kadafi, foi visto em Bani Walid. Segundo Kenshil, é provável que o pai dele também esteja na cidade. Seif al-islam foi visto em Bani Walid, isso é 100% certo. Quanto ao pai dele, ele deve estar lá também, nós temos 70% de certeza, disse Kenshil à France Presse. Kadafi, seu filho Seif al-islam e o chefe de inteligência Abdullah al-senussi estão foragidos e são procurados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade. O povo palestino e sua liderança passarão por tempos muito difíceis, após a aproximação palestina da ONU, através do Conselho de Segurança, para a transformação em membro pleno do Estado palestino, nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital, afirmou ele. Abbas deve apresentar o pedido na ONU na sexta-feira. Os EUA são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto, e já prometeram derrubar a proposta. As negociações diretas entre palestinos e israelenses estão congeladas desde o ano passado. O presidente palestino se disse favorável às negociações com Israel mas afirmou que elas precisam levar em conta dois fatores, a de que o futuro Estado palestino tenha as terras designadas para os palestinos antes de 1967 e que Israel suspenda totalmente as construções nos assentamentos de colonos israelenses nos territórios ocupados. Abbas disse que mesmo que Israel concorde com as duas demandas, nós iremos às Nações Unidas porque não existem contradições entre ir à ONU e negociar. Pressão - Segundo Abbas, na semana passada houve uma enorme pressão para retomar as negociações com Israel, a partir de uma base nova, mas as propostas eram inaceitáveis para os palestinos. Obter a adesão plena à ONU, contudo, é algo que precisa ser aprovado por pelo menos 9 dos 15 membros do CS, e mesmo assim os EUA, membros permanentes do Conselho, disseram que vetarão a adesão palestina Funcionários do governo americano acreditam que possivelmente outros 6 países do CS votarão contra a adesão ou se absterão. A delegação palestina acredita que pelo menos 11 países dos 15 votarão a favor da adesão. Em Varsóvia, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski, disse que a presidência da União Europeia (UE) busca consenso sobre a questão da independência palestina. A Polônia detém no momento a presidência rotativa do bloco europeu Segundo ele, o apoio do bloco dependerá dos termos usados pelos palestinos no pedido de adesão. Comunicado de Netanyahu - O primeiro-ministro de Israel pediu ontem em Jerusalém por uma reunião nesta semana em Nova York com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, para relançar as negociações diretas de paz. O primeiro-ministro está interessado em uma reunião com o presidente da ANP em Nova York, disse o escritório de Netanyahu em comunicado. Eu peço ao presidente da ANP que abra negociações diretas em Nova York e que elas sejam retomadas em Jerusalém e Ramallah, diz o comunicado. Netanyahu viaja a Nova York amanhã, terça-feira. No domingo, ele disse que o pedido dos palestinos não será aceito e que no final a ANP buscará as negociações diretas. ITÁLIA Audiência é retomada e Berlusconi comparece O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, compareceu ontem em um tribunal para a retomada de um dos quatro processos judiciais contra ele. Berlusconi não fez declarações na entrada, mas depois brincou com jornalistas dentro da corte. Estou bem, são vocês que parecem mal, disse. Vocês estão com umas caras feias, disse Berlusconi aos jornalistas. Após duas horas de audiência, Berlusconi foi embora sem falar com ninguém. Berlusconi é acusado de subornar o advogado britânico David Mills para que este mentisse no tribunal, na década de 1990, a fim de proteger os interesses financeiros do político, que é o empresário mais rico da Itália. Mills foi condenado em 2009 por receber um suborno de US$ 600 mil, mas o veredicto foi revertido pela Suprema Corte da Itália pelo fato de o caso ter prescrito. O tribunal de Milão assistiu ontem um vídeo com a testemunha da gerente de fundos suíça Maria De Fusco, que teria pagado o suborno para Mills. O tribunal também decidiu rejeitar o testemunho de 10 pessoas convocadas pela defesa, alegando que os depoimentos são supérfluos, informou a agência Ansa. O advogado de Berlusconi, Niccolò Ghedini, disse que isso prejudicará a defesa. Eles eliminaram os testemunhos e por isso é impossível nos defendermos, afirmou. Mills deverá depor em 24 de outubro como testemunha da defesa, informou a agência Ansa. Além do caso Mills, o premier enfrenta mais um processo acusado de evasão fiscal e outro de ter pago para fazer sexo com uma menor de 17 anos, Kharima el-marough. Além disso, o empresário Giampaolo Tarantini é acusado de ter pago prostitutas para participarem das festas de Berlusconi. Ele teria pago mais de 30 mulheres entre 2008 e Tarantini, detido em Nápoles, afirma que o premier não sabia que ele pagava às mulheres para que frequentassem as festas nas suas mansões. As chamadas telefônicas grampeadas entre Berlusconi e Tarantini foram fartamente divulgadas pela imprensa italiana. CRIMINALIDADE queda de 6% nos EUA Os crimes violentos caíram 6% nos Estados Unidos em 2010, na quarta queda consecutiva ano a ano, enquanto os crimes contra a propriedade caíram pelo oitavo ano seguido, 2,7% em 2010, informou ontem o FBI, a polícia federal dos EUA. Segundo o FBI, ocorreram em 2010 um total de 1,2 milhão de crimes violentos e cerca de 9 milhões de crimes contra a propriedade. O envelhecimento da população e as altas taxas de prisão dos criminosos americanos estão ajudando a reduzir a criminalidade, disse James Alan Fox, especialista em criminologia na Universidade Northeastern. Os assaltos a mão armada caíram 10%, os estupros tiveram queda de 5% e os homicídios caíram mais de 4%. No caso dos crimes contra a propriedade, houve queda em todas as categorias em A última coisa que devemos fazer é sermos complacentes e dizer missão cumprida, e então transferir recursos para outras áreas, disse Fox. Você não resolve o problema da criminalidade, ele é apenas controlável. Sem policiamento e prevenção, a criminalidade voltará a subir, afirmou.

10 10 ARTES Terça-feira, 20 de setembro de 2011 ENTREVISTA Evanescence retorna ao Brasil com disco novo Com novos integrantes, banda se apresenta no dia 2 de outubro no Rock in Rio Jotabê Medeiros Depois de cinco anos recolhida em sua casa, pintando telas figurativas, a diva do goth-rock Amy Lee retorna no dia 2 aos palcos no Rock in Rio com um novo disco de sua multiplatinada banda, Evanescence, o primeiro desde The Open Door, de Com novos companheiros do palco (o guitarrista Terry Balsamo, o baixista Tim McCord e o baterista Will Hunt), e turbinada por um single que os fãs já parecem ter aprovado ( What You Want ), o grupo que já vendeu mais de 20 milhões de cópias tenta retomar o fio da meada. Evanescence (EMI Music), a coleção de 12 canções novas do Evanescence, chega às lojas no dia 10 e traz realmente aquela combinação de hard rock com letras melodramáticas que milhares de fãs pelo mundo aprenderam a cantar a partir de 2003, quando o grupo lançou o incontornável Fallen (17 milhões de cópias vendidas e ao menos um hit global, Bring Me to Life ). Mas, com o sucesso planetário, começaram as desavenças. Algum tempo depois do segundo disco, Amy Lee, considerada geniosa por ex-parceiros, demitiu por telefone o guitarrista John LeCompt e o baterista Rocky Gray. LeCompt distribuiu comunicado dizendo que não havia lealdade na banda e que Amy era uma inimiga. Amy Lee falou à reportagem na semana passada sobre o novíssimo disco do grupo e seu retorno ao Rock in Rio (tocam no mesmo dia de Guns N Roses e System of a Down). Você esteve no Rock in Rio Lisboa, mas agora está vindo para o Rock in Rio original. O que está achando? Amy Lee - Fantástico! O rock é tão vivo no Brasil, as pessoas são tão vibrantes! Não decidimos ainda quantas músicas do disco novo nós tocaremos para os fãs brasileiros, mas estou ansiosa para cantá-las aí. É como se fosse um novo começo para a gente. Eu me dei um tempo para refletir, pesquisar. Nesse tempo, fiquei em casa, pintando. Minha casa está forrada de quadros. Você disse que o seu primeiro single, a canção What You Want, é sobre liberdade e é endereçada aos fãs. - (Risos) É sobre liberdade, sobre o sentimento de superar os medos. A canção tem uma mensagem objetiva: não tenha medo de viver, faça o que for preciso para ser feliz, tome o que você tem de tomar. Todas as minhas músicas estão conectadas com meus sentimentos, esse é o melhor jeito que eu encontrei de me expressar. A banda mudou inteiramente, você é a única coisa que permanece. O que garante aos fãs que ela tem as mesmas motivações iniciais? - Minha relação com o Evanescence é baseada num único pressuposto: não ter medo de fazer a música em que acredito. E não ter medo de fazer tudo de novo, sempre. ESPORTES Amy, a diva do goth-rock, é considerada geniosa Atacante Neymar nega, em coletiva, ter acordo fechado e garante permanência no Santos FUTEBOL Lei Geral da Copa cria polêmica no Congresso Oposição quer audiência com Orlando Silva, representantes da AGU e da Fifa Tânia Monteiro O governo federal encaminhou ontem ao Congresso o projeto de lei chamado Lei Geral da Copa, que conta com as regras acertadas com a Fifa que valerão durante a realização do Mundial de Um dos 46 artigos determina que nos dias dos jogos da competição, os estados e municípios que sediarão as partidas poderão decretar feriados em seus territórios. Feriados locais em dia de jogos também poderão ser declarados por ocasião da Copa das Confederações, em A oposição já prometeu aprovar um pedido de audiência pública com o ministro do Esporte, Orlando Silva, além de representantes da Advocacia Geral da União e da Fifa, para esclarecer vários artigos da nova lei. E também anunciou que apresentará emendas ao texto em relação à meia-entrada e à proibição de se levar cartazes e bandeiras para os estádios nos jogos da Copa. O texto, em seu artigo 32, diz claramente que o preço dos ingressos será determinado pela Fifa. Embora não haja nenhuma referência ao tema meia-entrada no projeto de lei encaminhado ao Congresso, ela está assegurada a todos os idosos no País, com mais de 60 anos, para todos os jogos. O governo explicou que não havia Divulgação Fluminense tenta esquecer derrota para recuperar embalo no jogo de amanhã contra o Avaí necessidade de citar explicitamente o tema porque existe uma lei em vigor e ela não foi revogada. Em relação à meia-entrada para os estudantes, vale a mesma regra Este tema não é contemplado em nenhuma legislação federal e, portanto, valerão as leis estaduais ou municipais. Portanto, se a Fifa quiser derrubar o benefício para os estudantes, terá de se entender diretamente com os prefeitos e governadores. O governo federal não vai entrar nesta discussão polêmica. A oposição, no entanto, contesta a atuação do governo. O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) anunciou que vai apresentar emenda ao texto para que esta questão da meia-entrada fique explícita, para não gerar conflito jurídico. Uma entidade estrangeira não pode impor a um país restrições que vão contra nossas tradições, usos e costumes, reclamou o parlamentar. Outro ponto que irá gerar polêmica e que a oposição já anunciou que apresentará emenda ao texto original é em relação ao artigo 34, que define que as pessoas que se dirigirem aos estádios têm de consentir com a revista pessoal de prevenção e segurança e não podem portar ou ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, de caráter racista, xenófobo ou que estimule outras formas de discriminação. GUADALAJARA Atletismo dá início à aclimatação do Brasil para disputa do Pan A pouco menos de um mês do início dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil começa a se aclimatar à altitude e às condições climáticas de Guadalajara. Três brasileiros da equipe de atletismo já estão em solo mexicano se preparando para Pan, que terá início no dia 14 de outubro. Na noite deste domingo, chegaram ao México Cisiane Lopes, da maratona, Erica Sena, da marcha atlética, e Jean Carlo da Silva, escalado para os 400m e os revezamentos 4x100m e 4x400m. Eles já estão em San Luis Potosi, cidade que fica a metros de altitude, onde realização período de adaptação no Centro Esportivo La Loma. Ali também farão a aclimatação as equipes brasileiras de triatlo, natação e tae kwon do. Amanhã chegam a San Luis de Potosi outros quatro atletas do Brasil: Joilson da Silva e Leandro Prates, ambos fundistas do atletismo, e os triatletas Bruno Matheus e Pamela Nascimento. Na quinta, aterrissa o restante da equipe de triatlo, com Reinaldo Colucci, Diogo Martins, Flavia Fernandes e Carla Moreno. A seleção feminina de handebol e a equipe de tênis de mesa, que desembarcam no dia 7 de outubro no México, serão os primeiros membros da delegação brasileira a chegar a Guadalajara. O Pan acontecerá entre os dias 14 e 30 de outubro e a meta do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é usar a competição para classificar o maior número possível de atletas aos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. João Marcos Cavalcanti MPB & outras histórias João Marcos Cavalcanti de Albuquerque é advogado formado pela PUC, ex-secretário chefe do gabinete de Cesar Maia, escritor bissexto e estudioso da MPB. Ramos e suas trapalhadas E m 1955 cursávamos o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva. Ramos era nosso colega do primeiro ano de Infantaria, um misto de desajeitado e gozador. Sempre com o cabelo grande, barba por fazer, farda desengomada, marchando em passo trocado, o que é imperdoável quando se serve ao exército. Seu jeito e sua postura causavam-lhe sempre problemas. Os oficiais instrutores não admitiam nenhum deslize principalmente no trajar. Certa vez Ramos foi tirado de forma por um dos oficiais instrutores dizendo: sr. Ramos essa sua farda está um horror, está imunda, e esse seu bibico todo amarrotado (para quem não sabe é o boné usado dentro do quartel) não é um bibico, isso é uma flor. A tropa toda riu e Ramos pegou dois dias de cadeia. De outra feita, estávamos tendo aula de Comunicação. Nosso instrutor dizia que na C U R T A segunda guerra mundial o pombo correio foi muito usado para atravessar as linhas inimigas levando mensagens cifradas para os aliados. Entretanto, havia um inconveniente. É que ele podia ser capturado e a mensagem decifrada pelo inimigo. Quando o tenente acabou a aula, Ramos levantou a mão e disse: Tenente, tenho uma sugestão a fazer. A turma entreolhou-se, houve silêncio e todos pensaram: Lá vem besteira. Ramos reassumiu a palavra e vaticinou. Tenente o problema pode ser resolvido de maneira simples. Se fizermos o cruzamento de uma pomba com um papagaio, criaríamos uma nova espécie de ave que chamaríamos Pongaio e assim a mensagem não correria risco. O Pongaio chegaria a seu destino e falaria a mensagem. Em caso de ser capturado seria treinado para ficar mudo. Resultado: Ramos pegou dez dias de cadeia. Star Wars sai em caixa com nove discos e 40 horas de extras Desde janeiro nos EUA e fevereiro no Brasil, a caixa com o lançamento integral de Star Wars em Blu-Ray já era o ti-ti-ti de colecionadores. Em todo o mundo, foram vendidas antecipadamente, pela internet, cerca de 250 mil unidades, que começaram a ser entregues hoje. No Brasil, o número chegou a 20 mil. Pela primeira vez, Ronaldinho chega atrasado a treino do Fla e sai com dores na perna BRASILEIRÃO Vasco festeja melhora do técnico e a liderança Leonardo Maia BOTAFOGO Ontem foi dia de festa para os vascaínos. Além da liderança no Campeonato Brasileiro, jogadores e torcedores do clube se sentiam aliviados com a melhora do técnico Ricardo Gomes - recuperandose de um Acidente Vascular Encefálico, ele teve seu primeiro dia em casa depois de sair do hospital, onde ficou três semanas internado. Na quinta-feira devo visitá-lo. As notícias seguem sendo as melhores possíveis. Ele vem dando continuidade ao trabalho que já estava sendo feito no hospital. A família disse que ele está com excelente humor e responde bem aos trabalhos e aos estímulos, contou o médico Fábio Miranda, que acompanhou Ricardo Gomes durante sua internação no Hospital Pasteur. O médico disse que os movimentos do lado direito do treinador do Vasco estão melhorando a cada dia, assim como a fala, e ele está completamente lúcido e com raciocínio claro. Existe, inclusive, a possibilidade de Ricardo Gomes retomar suas atividades normais num futuro próximo. Como se vê, motivos não faltam para o elenco vascaíno estar com a confiança em alta e menos preocupado com seu comandante. Nesse espírito, a equipe iniciou a preparação para encarar o Atlético-GO, na quinta-feira, em São Januário. Caio Júnior já projeta decisão O Botafogo tem jogo importante com o Grêmio, na quinta-feira, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Mas o técnico Caio Júnior não demonstra muita preocupação. O foco do treinador botafoguense parece já estar voltado para o duelo de domingo contra o São Paulo, no Engenhão, pelo Brasileirão. Apesar de temeroso, o comportamento de Caio Júnior tem explicação. Ele entende que o jogo contra o vice-líder São Paulo vai ajudar a definir muita coisa na disputa pelo título brasileiro. E, por isso mesmo, pede a presença maciça da torcida no estádio para empurrar o time do Botafogo. Domingo é decisão, final mesmo. Desde já convoco o nosso torcedor a encher o Engenhão. Vamos ter um confronto direto contra o São Paulo, que será o primeiro de uma série de decisões, disse Caio Júnior. Mas Caio Júnior também mostrou atenção ao rival mais imediato. Vamos enfrentar um adversário que vem de uma derrota difícil por 4 a 0, analisou o técnico.

Análise Semanal. Edição nº 23 10/07/15 CONJUNTURA ECONÔMICA. Mais um plano

Análise Semanal. Edição nº 23 10/07/15 CONJUNTURA ECONÔMICA. Mais um plano Mais um plano CONJUNTURA ECONÔMICA A chave da agenda positiva tão perseguida pelo governo federal em tempos de crise política e volta da inflação parece ser a preservação dos empregos. Na última terça-feira

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Agosto 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

1º a 15 de agosto de 2011

1º a 15 de agosto de 2011 1º a 15 de agosto de 2011 As principais informações da economia mundial, brasileira e baiana Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Diretoria de Indicadores e Estatísticas Coordenação

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico INSTABILIDADE POLÍTICA E PIORA ECONÔMICA 24 de Março de 2015 Nas últimas semanas, a instabilidade política passou a impactar mais fortemente o risco soberano brasileiro e o Real teve forte desvalorização.

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

A estratégia para enfrentar o aprofundamento da crise mundial Guido Mantega Ministro da Fazenda

A estratégia para enfrentar o aprofundamento da crise mundial Guido Mantega Ministro da Fazenda A estratégia para enfrentar o aprofundamento da crise mundial Guido Mantega Ministro da Fazenda Câmara dos Deputados Brasília, 23 de novembro de 2011 1 Economia mundial deteriorou-se nos últimos meses

Leia mais

Panorama Econômico Abril de 2014

Panorama Econômico Abril de 2014 1 Panorama Econômico Abril de 2014 Alerta Esta publicação faz referência a análises/avaliações de profissionais da equipe de economistas do Banco do Brasil, não refletindo necessariamente o posicionamento

Leia mais

1 a 15 de setembro de 2011

1 a 15 de setembro de 2011 1 a 15 de setembro de 2011 As principais informações da economia mundial, brasileira e baiana Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Diretoria de Indicadores e Estatísticas Coordenação

Leia mais

Choques Desequilibram a Economia Global

Choques Desequilibram a Economia Global Choques Desequilibram a Economia Global Uma série de choques reduziu o ritmo da recuperação econômica global em 2011. As economias emergentes como um todo se saíram bem melhor do que as economias avançadas,

Leia mais

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest SUMÁRIO PANORAMA 3 ATUAL CONTEXTO NACIONAL 3 ATUAL CONTEXTO INTERNACIONAL 6 CENÁRIO 2015 7 CONTEXTO INTERNACIONAL 7 CONTEXTO BRASIL 8 PROJEÇÕES 9 CÂMBIO 10

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Sistema bancário e oferta monetária contra a recessão econômica 1 BC adota medidas para injetar

Leia mais

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015 Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 O cenário econômico nacional em 2014 A inflação foi superior ao centro da meta pelo quinto

Leia mais

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas 1 O conturbado cenário nacional Economia em recessão: queda quase generalizada do PIB no 2º trimestre de 2015, com expectativa de

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Tópicos Economia Americana: Confiança em baixa Pág.3 EUA X Japão Pág. 4 Mercados Emergentes: China segue apertando as condições monetárias Pág.5 Economia Brasileira:

Leia mais

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente BRICS Monitor A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente Agosto de 2011 Núcleo de Análises de Economia e Política dos Países BRICS BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS BRICS Monitor

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junho 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Notícias Economia Internacional. e Indicadores Brasileiros. Nº 1/2 Julho de 2012

Notícias Economia Internacional. e Indicadores Brasileiros. Nº 1/2 Julho de 2012 Notícias Economia Internacional e Indicadores Brasileiros Nº 1/2 Julho de 2012 Sindmóveis - Projeto Orchestra Brasil www.sindmoveis.com.br www.orchestrabrasil.com.br Realização: inteligenciacomercial@sindmoveis.com.br

Leia mais

Perspectivas para a Inflação

Perspectivas para a Inflação Perspectivas para a Inflação Carlos Hamilton Araújo Setembro de 213 Índice I. Introdução II. Ambiente Internacional III. Condições Financeiras IV. Atividade V. Evolução da Inflação 2 I. Introdução 3 Missão

Leia mais

Agenda para Aumento da Competitividade Internacional CNI - FIESP Ministro Guido Mantega

Agenda para Aumento da Competitividade Internacional CNI - FIESP Ministro Guido Mantega Agenda para Aumento da Competitividade Internacional CNI - FIESP Ministro Guido Mantega Brasília, 29 de setembro de 2014 1 A Crise mundial reduziu os mercados Baixo crescimento do comércio mundial, principalmente

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Relatório Mensal 2015 Março Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Composição da Carteira Ativos Mobiliários, Imobiliários e Recebíveis

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Argumentos Contra e a Favor da Valorização O que é o IOF Medidas Adotadas Resultados. Câmbio X IOF Resumo da Semana

Argumentos Contra e a Favor da Valorização O que é o IOF Medidas Adotadas Resultados. Câmbio X IOF Resumo da Semana Câmbio X IOF Nesta apresentação será exposto e discutido parte do debate sobre a valorização do real frente outras moedas, em especial o dólar. Ao final será apresentado um resumo das notícias da semana.

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 008 PIB avança e cresce 6% Avanço do PIB no segundo trimestre foi o maior desde 00 A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada

Leia mais

Dólar sem freios. seu dinheiro #100. Nem intervenções do BC têm sido capazes de deter a moeda americana

Dólar sem freios. seu dinheiro #100. Nem intervenções do BC têm sido capazes de deter a moeda americana #100 seu dinheiro a sua revista de finanças pessoais Dólar sem freios Nem intervenções do BC têm sido capazes de deter a moeda americana Festa no exterior Brasileiros continuam gastando cada vez mais fora

Leia mais

Indicadores da Semana

Indicadores da Semana Indicadores da Semana O saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu 54,5% do PIB, com aproximadamente 53% do total do saldo destinado a atividades econômicas. A carteira

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira CÂMARA DOS DEPUTADOS Ministro Guido Mantega Comissão de Fiscalização Financeira e Controle Comissão de Finanças e Tributação Brasília, 14 de maio de 2014 1 Economia

Leia mais

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA HENRIQUE MARINHO MAIO DE 2013 Economia Internacional Atividade Econômica A divulgação dos resultados do crescimento econômico dos

Leia mais

Indicadores da Semana

Indicadores da Semana Indicadores da Semana O Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa de juros Selic em 0,5 p.p., a 14,25% ao ano, conforme esperado pelo mercado. A decisão ocorreu após elevação de 0,5 p.p no último encontro.

Leia mais

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal Brasília, 22 de maio de 2012 1 A situação da economia internacional

Leia mais

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2007 (Anexo específico de que trata o art. 4º, 4º, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000)

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015.

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na abertura do X Seminário Anual sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária.

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o. 101, de 4 de maio

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Novembro 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira

Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira Fundação Getúlio Vargas 11º Fórum de Economia Ministro Guido Mantega Brasília, 15 de setembro de 2014 1 Por que fazer ajustes macroeconômicos? 1. Desequilíbrios

Leia mais

Atravessando a Turbulência

Atravessando a Turbulência 1 Atravessando a Turbulência Guido Mantega Novembro de 20 1 2 Crise financeira sai da fase aguda A Tempestade financeira amainou. Há luz no fim do túnel. Crise não acabou, mas entra em nova fase. As ações

Leia mais

Em Compasso de Espera

Em Compasso de Espera Carta do Gestor Em Compasso de Espera Caros Investidores, O mês de setembro será repleto de eventos nos quais importantes decisões políticas e econômicas serão tomadas. Depois de muitos discursos que demonstram

Leia mais

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro ED 2059/09 9 fevereiro 2009 Original: inglês P A crise econômica mundial e o setor cafeeiro Com seus cumprimentos, o Diretor-Executivo apresenta uma avaliação preliminar dos efeitos da crise econômica

Leia mais

Anexo VI Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo VI Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo VI Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo à Mensagem da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015, em cumprimento

Leia mais

Sexta-feira, 06 de Maio de 2013. DESTAQUES

Sexta-feira, 06 de Maio de 2013. DESTAQUES DESTAQUES Bolsa encerra semana em alta Mercado aguarda IPCA para ajustar cenários Divisão Consumo da Hypermarcas cresce 10% M.Dias Branco tem lucro de R$108 mi Contax aprovou R$ 55,4 milhões em dividendos

Leia mais

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Agenda 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Cenário Internacional Cenário Internacional Mundo cresce, mas pouco. Preocupação com China 4 EUA

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

ISSN 1517-6576 CGC 00 038 166/0001-05 Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV São Paulo, 06 de julho de 2010. CENÁRIO ECONÔMICO EM JUNHO A persistência dos temores em relação à continuidade do processo de recuperação das economias centrais após a divulgação dos recentes dados de

Leia mais

12 de setembro de 2014

12 de setembro de 2014 Capacidade de promover mudanças Para o rating brasileiro a recuperação econômica conduzida por investimento e o rígido cumprimento das metas de superávit primário entre 2% e 3% são essenciais. Por outro

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: PIB e Juros... Pág.3 Europa: Recuperação e Grécia... Pág.4

Leia mais

China: crise ou mudança permanente?

China: crise ou mudança permanente? INFORMATIVO n.º 36 AGOSTO de 2015 China: crise ou mudança permanente? Fabiana D Atri* Quatro grandes frustrações e incertezas com a China em pouco mais de um mês: forte correção da bolsa, depreciação do

Leia mais

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014.

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil na Comissão de Assuntos Econômicos, no Senado Federal Página 1 de 8 Exmo. Sr. Presidente

Leia mais

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo à Mensagem da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013, em cumprimento

Leia mais

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA : Carta de Conjuntura do IPEA Apresentadoras: PET - Economia - UnB 25 de maio de 2012 1 Nível de atividade 2 Mercado de trabalho 3 4 5 Crédito e mercado financeiro 6 Finanças públicas Balanço de Riscos

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Relatório Mensal. Janeiro de 2015. Cenário Internacional:

Relatório Mensal. Janeiro de 2015. Cenário Internacional: Relatório Mensal Janeiro de 2015 Cenário Internacional: EUA O diagnóstico dos membros do Federal Open Market Comittee (Fomc) sobre a atividade econômica é positivo: os EUA estão crescendo mais que a previsão,

Leia mais

02/02/2013. Para onde correr?

02/02/2013. Para onde correr? 02/02/2013 Para onde correr? Juros historicamente baixos, crescimento modesto, inflação elevada e um ambiente menos hostil, mas ainda cheio de incertezas. Decidir onde aplicar, num cenário desses, é um

Leia mais

O câmbio real e a realidade do câmbio.

O câmbio real e a realidade do câmbio. SUMÁRIO EXECUTIVO. Um cálculo de câmbio real; Risco de downgrade é real, mas não por conta déficit; Exposição Cambial aumentou significamente; Compromissadas evidenciam fragilidade. O câmbio real e a realidade

Leia mais

Crescimento Econômico Brasileiro e o temor da Inflação

Crescimento Econômico Brasileiro e o temor da Inflação BRICS Monitor #4 V.1 n 4 Crescimento Econômico Brasileiro e o temor da Inflação Fevereiro de 2011 Núcleo de Análises de Economia e Política dos Países BRICS BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa

Leia mais

Cenário macroeconômico 2009-2010 julho 2009

Cenário macroeconômico 2009-2010 julho 2009 Cenário macroeconômico 2009-2010 julho 2009 Economia global: conjuntura e projeções Economias maduras: recuperação mais lenta São cada vez mais claros os sinais de que a recessão mundial está sendo superada,

Leia mais

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15%

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15% Através da CARTA TRIMESTRAL ATMOS esperamos ter uma comunicação simples e transparente com o objetivo de explicar, ao longo do tempo, como tomamos decisões de investimento. Nesta primeira carta vamos abordar

Leia mais

Selic cai e poupança rende menos

Selic cai e poupança rende menos Selic cai e poupança rende menos Publicação: 30 de Agosto de 2012 às 00:00 São Paulo (AE) - O Banco Central anunciou ontem mais uma redução da taxa básica de juros, a Selic, de 8% para 7,5% ao ano. Um

Leia mais

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 1 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. Política Econômica Desastrosa do Primeiro Mandato 2.1. Resultados

Leia mais

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 18/05/2015

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 18/05/2015 18/05/2015 EconoWeek DESTAQUE INTERNACIONAL Semana bastante volátil de mercado, com uma agenda mais restrita em termos de indicadores macroeconômicos. Entre os principais destaques, os resultados de Produto

Leia mais

X SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA. BENTO GONÇALVES / RS / Maio 2012

X SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA. BENTO GONÇALVES / RS / Maio 2012 X SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA BENTO GONÇALVES / RS / Maio 2012 CENÁRIO INTERNACIONAL ESTADOS UNIDOS Ø Abrandamento da política monetária para promover o crescimento sustentável. Ø Sinais

Leia mais

S I N O P S E S I N D I C A L S E T E M B R O D E 2 0 0 6

S I N O P S E S I N D I C A L S E T E M B R O D E 2 0 0 6 S I N O P S E S I N D I C A L S E T E M B R O D E 2 0 0 6 ALIMENTAÇÃO. Com data-base em 1º de setembro, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (Setor de Derivados de Milho e Soja), representando

Leia mais

RENDA FIXA TESOURO DIRETO 09/10/2012

RENDA FIXA TESOURO DIRETO 09/10/2012 DESTAQUES DO RELATÓRIO: Carteira Recomendada A nossa carteira para este mês de Outubro continua estruturada considerando a expectativa de aumento da taxa de juros a partir do próximo ano. Acreditamos que

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Julho de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Julho de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Julho de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Inflação e Salários...Pág.3 Europa: Grexit foi Evitado,

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

Carta Mensal Abr/Mai de 2013 nº 175

Carta Mensal Abr/Mai de 2013 nº 175 Carta Mensal Abr/Mai de 2013 nº 175 Destaques do mês - Preocupado com a inflação, mas também com as incertezas do cenário internacional, Copom inicia ciclo de aperto monetário com elevação de apenas 0,25%

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011. Análise CEPLAN Recife, 17 de agosto de 2011. Temas que serão discutidos na VI Análise Ceplan A economia em 2011: Mundo; Brasil; Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe sobre mão de obra qualificada.

Leia mais

PANORAMA NOVEMBRO / 2014

PANORAMA NOVEMBRO / 2014 PANORAMA NOVEMBRO / 2014 O mês de novembro foi pautado pelas expectativas em torno da formação da equipe econômica do governo central brasileiro. Muito se especulou em torno dos nomes que ocuparão as principais

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junio 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

Introdução. PIB varia 0,4% em relação ao 1º trimestre e chega a R$ 1,10 trilhão

Introdução. PIB varia 0,4% em relação ao 1º trimestre e chega a R$ 1,10 trilhão 16 a 31 de agosto de 2012 As principais informações da economia mundial, brasileira e baiana Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Diretoria de Indicadores e Estatísticas Coordenação

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

A União Européia e o Euro

A União Européia e o Euro A União Européia e o Euro Crise na Grécia, Situações na Irlanda, em Portugal, Espanha e Itália Senado Federal Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional Audiência Pública - 12 de setembro de 2011

Leia mais

Desempenho de vendas do setor segue forte

Desempenho de vendas do setor segue forte Macro Setorial segunda-feira, 20 de maio de 2013 Veículos Desempenho de vendas do setor segue forte Depois de obter recorde na venda de automóveis e comerciais leves em 2012, impulsionado por incentivos

Leia mais

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO Sergio Vale Economista-chefe I. Economia Internacional II. Economia Brasileira Comparação entre a Grande Depressão de 30 e a Grande Recessão de 08/09 Produção

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013. DESTAQUES

Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013. DESTAQUES DESTAQUES Bolsa interrompe série de altas Dólar cai após seis altas com ação do BC Tesouro dá liquidez aos títulos Latam registra prejuízo líquido no 2º tri Itaú renova acordo com Fiat Faturamento da Minerva

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV CENÁRIO ECONÔMICO EM OUTUBRO São Paulo, 04 de novembro de 2010. O mês de outubro foi marcado pela continuidade do processo de lenta recuperação das economias maduras, porém com bons resultados no setor

Leia mais

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC FORTALEZA, Agosto de 2013 SUMÁRIO 1. Fundamentos da Análise de Conjuntura. 2. Tipos

Leia mais

Força de greves pode diminuir com evolução de canais de serviços on-line

Força de greves pode diminuir com evolução de canais de serviços on-line Boletim 853/2015 Ano VII 15/10/2015 Força de greves pode diminuir com evolução de canais de serviços on-line O impacto das novas plataformas deve ser maior no médio e longo prazo, principalmente com a

Leia mais

O CENÁRIO ECONÔMICO EM 2015

O CENÁRIO ECONÔMICO EM 2015 O CENÁRIO ECONÔMICO EM 2015 Luís Artur Nogueira Jornalista e economista Editor de Economia da IstoÉ DINHEIRO Comentarista Econômico da Rádio Bandeirantes São Paulo 11/11/2014 Qual é o verdadeiro Brasil?

Leia mais

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Internacional Cenário mundial ainda cercado de incertezas (1) EUA: Recuperação lenta; juros à frente (2) Europa:

Leia mais

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento 12 de janeiro de 2015 Relatório Semanal de Estratégia de Investimento Destaques da Semana Economia internacional: Deflação na Europa reforça crença no QE (22/11); Pacote de U$1 trilhão em infraestrutura

Leia mais

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ASSESSORIA ECONÔMICA PAINEL PRINCIPAIS INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA Número 35 15 a 30 de setembro de 2009 EMPREGO De acordo com a Pesquisa

Leia mais

CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA

CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA O Índice de Preços ao Consumidor da Classe Média de Curitiba - IPC-FAE, medido

Leia mais

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Março / 2015 Cenário Econômico Bonança e Tempestade Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos 1 Bonança Externa Boom das Commodities Estímulos ao consumo X inflação Importações e real valorizado 2

Leia mais

RELATÓRIO TESE CENTRAL

RELATÓRIO TESE CENTRAL RELATÓRIO Da audiência pública conjunta das Comissões de Assuntos Econômicos, de Assuntos Sociais, de Acompanhamento da Crise Financeira e Empregabilidade e de Serviços de Infraestrutura, realizada no

Leia mais

AINDA DÁ PARA SALVAR O ANO? E O QUE ESPERAR DE 2015?

AINDA DÁ PARA SALVAR O ANO? E O QUE ESPERAR DE 2015? AINDA DÁ PARA SALVAR O ANO? E O QUE ESPERAR DE 2015? Luís Artur Nogueira Jornalista e economista Editor de Economia da IstoÉ DINHEIRO Comentarista econômico da Rádio Bandeirantes Atibaia 17/05/2014 Qual

Leia mais

Indústria Automobilística: O Desafio da Competitividade Internacional

Indústria Automobilística: O Desafio da Competitividade Internacional Encontro Econômico Brasil-Alemanha Indústria Automobilística: O Desafio da Competitividade Internacional Jackson Schneider Presidente Anfavea Blumenau, 19 de novembro de 2007 1 Conteúdo 2 1. Representatividade

Leia mais

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Henrique de Campos Meirelles Novembro de 20 1 Fundamentos macroeconômicos sólidos e medidas anti-crise 2 % a.a. Inflação na meta 8 6 metas cumpridas

Leia mais