Grupo de Trabalho Internacionalização e Desenvolvimento (I&D) PROJECTO DE RELATÓRIO 25 de Agosto de 2011

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1 Grupo de Trabalho Internacionalização e Desenvolvimento (I&D) PROJECTO DE RELATÓRIO 25 de Agosto de 2011

2 SUMÁRIO 1.OS CINCO PONTOS DE CONSENSO E TRÊS CENÁRIOS APRESENTADOS A SEGUIR FORAM NEGOCIADOS APÓS A 5ª REUNIÃO ORDINÁRIA, EM 22 DE AGOSTO. 2. OS MEMBROS DO GRUPO FORAM CONVIDADOS A JUNTAR PROPOSTAS ADICIONAIS ATÉ À 6ª REUNIÃO MARCADA PARA 29 DE AGOSTO, NA QUALA A TOTALIDADE DO RELATÓRIO SERÁ DEBATIDA PARA ENTREGA ANTES DO FIM DO MÊS. 3. A ESTRUTURA DO RELATÓRIO ACOMPANHARÁ AS REUNIÕES, AUDIÇÕES E VISITAS, ACRESCENTANDO OS TEXTOS SUBMETIDOS POSTERIORMENTE.

3 CINCO PONTOS DE CONSENSO 1.O O processo de internacionalização i e desenvolvimento (I&D) da economia portuguesa foi assumido pelo Primeiro ministro como estratégia do Governo capaz de conciliar o cumprimento do memorando de entendimento com as instituições financeiras internacionais e europeias para o regresso ao financiamento externo antes do fim da legislatura num regresso do crescimento apoiado nas exportação e no investimento.

4 CINCO PONTOS DE CONSENSO 2.O processo de internacionalização i da economia, enquanto desígnio nacional, será liderado pelo Primeiro Ministro com o apoio dos membros do Governo. Sugere se a criação de um Conselho onde tenham assento os Ministros de Estado (Finanças e Negócios Estrangeiros) e da Economia e Emprego. O Conselho integraria ainda o Presidente da CIP/CEP e outras duas associações, permitindo uma articulação entre as políticas públicas e o sector privado e facilitando o acompanhamento do processo de aplicação das medidas decididas pelo Governo através de reuniões trimestrais.

5 CINCO PONTOS DE CONSENSO 3.A comunicação dos resultados que forem sendo atingidos no processo de I&D e a gestão das expectativas de investidores e eleitores seria orientada pelo Primeiro Ministro tendo em conta a abrangência do processo bem como as suas condicionantes presentes e perspectivas futuras para as associações empresariais que nele têm assento e o Estado. Exemplos são o debate de boas práticas e de maus exemplos de country branding, salientando pessoas e fi feitos bem como casos de conhecimento, cultura e negócios para a I&D.

6 CINCO PONTOS DE CONSENSO 4.O Conselho avaliaria a execução das recomendações segundo um calendário de evolução gradual da arquitectura existente, evitando quer introduzir alterações avulsas quer manter um ambiente de indefinição igualmente disruptivo para os serviços e organismos ouvidos pelo GTI&D. 5.O Conselho acompanharia e avaliaria a unificação das redes externas numa entidade localmente dependente do Embaixador.

7 Todos os 3 cenários têm em comum, face à situação herdada, as seguintes vantagens: 1) melhoria da coordenação com o sector privado através do Conselho de Cooperação Et Estratégico téi Empresarial (CCEE) 2) melhoria da coordenação da cooperação (IPAD aumentado) 3) melhoria da coordenação entre Embaixadas MNE e AICEP (rede externa do AICEP actual) 4) melhoria da coordenação entre serviços e organismos ouvidos pelo GTI&D, no respeito dos seus estatutos próprios.

8 IPAD aumentado: Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento Englobaria: IPAD actual passaria a englobar os organismos dentro dos ministérios que se ddi dedicam à cooperação. Cd Cada Ministério, i i no que se refere à Cooperação deve nomear alguém com poder de decisão para levar a cabo as acções da Cooperação que envolvam o seu Ministério, entretanto decidas entre o IPAD MNE e o Ministério em causa. Objectivos: apoio ao desenvolvimento, nomeadamente à cooperação com PALOP s, e com objectivo de dar oportunidades a empresas nacionais noutros mercados. Governância: articulação com AICEP (ou quem lhe suceder), cruzando administradores; tutela do MNE; Instrumentos: fundos sob a sua gestão fundos do OE para a cooperação

9 Rede internacional do AICEP A rede internacional do AICEP (actual) ficaria dentro de cada Embaixada (organicamente e, de preferência, fisicamente i e), da seguinte forma: A escolha da pessoa seria da responsabilidade do AICEP (ou de quem lhe sucedesse); Haveria uma dependência hierárquica do Embaixador (ie, se houver conflito o Embaixador pode demiti lo e solicitar outra pessoa ao AICEP; haveria uma obrigação de manter o Embaixador sempre informado e este de acompanhar a actividade da pessoa escolhida pelo AICEP); A dependência funcional seria do AICEP. Problema 1: o que fazer com os actuais adidos comerciais? Problema 2: cidades capital política política vs cidades capital económica (ex: Wash. Vs NYC vs SF vs LA)

10 Cenário A: melhorar o que existe PM Conselho de Cooperação Estr Empr. SOFID MF MNE MEE Representantes das Empresas? IPAD (+cooperação); Rede externa do AICEP (dep. hierárquica)? IAPMEI AICEP (rede externa dependência funcional TP Dependências possíveis no futuro (a decidir)

11 Cenário A: melhorar o que já existe Vantagens do Cenário A face a outros cenários: 1) pode facilmente ser aplicado sem perdas de continuidade ou perturbação no funcionamento das instituições; Desvantagens face a outros cenários: 1) Difícilcoordenação coordenação (procedimentos, zonas cinzentas...), nomeadamente entre IAPMEI e AICEP, facto muito referido pelos empresários; 2) Ficam em órbitas diferentes os vários fundos do IAPMEI e AICEP que dificulta coordenação e é mais oneroso de gerir; 3) Arquitectura institucionalnaturalmente naturalmente pouco poupadora de recursos (ficando apenas a exigência de maior eficiência interna que é comum a qualquer cenário alternativo).

12 Cenário B1 maioritário PM Conselho de Cooperação Estr Empr MF MNE ME Representantes das Empresas SOFID IPAD (+cooperação); Rede externa do AICEP (só dep. hierárquica) Administração ç Comum do IAPMEI e AICEP (rede externa só dep. funcional)) TP Dependências possíveis no futuro (a decidir)

13 Administração Comum: IAPMEI e AICEP Englobaria: IAPMEI, AICEP (quase todo), e partes de direcções gerais. Objectivos: apoio às empresas (em particular às PME s) no seu crescimento, internacionalização, oportunidades de negócio, feiras e pequeno investimento directo estrangeiro. A Administração poderia desde logo ter serviços partilhados, uniformizar procedimentos e coordenar os fundos à sua disposição. A fusão não é uma necessidade. Toda a área de negócio e crescimento ficaria facilmente coordenada. Governância: articulação com TP e IPAD com administradores cruzados; representantes no exterior com dependência hierarquica dos embaixadores e funcional do AICEP/IAPMEI; tutela do ME ou PM; Instrumentos: fundos sob a sua gestão: partilha de riscos na internacionalização e em áreas de seed capital ; quadro geral, abstracto e de aplicação (quase) automática facilitador do pequeno IP e das empresas nacionais (investimento dentro e fora do país, exportações, etc)

14 TP: Turismo de Portugal Não alterar nada de fundamental, está a funcionar, tem receitas próprias que estão alinhadas com a sua missão. Apenas na governância: cruzar administradores com AICEP/IAPMEI

15 Cenário B2: maioritário PM Conselho de Cooperação Estr Empr GIP* SOFID? MF? MNE ME Representantes das Empresas IPAD (+cooperação); Rede externa do AICEP (só dep. hierárquica)? Administração Comum do IAPMEI e AICEP (rede ç ( externa só dep. funcional)) TP *GIP Grande Investimento Privado Dependências possíveis no futuro (a decidir)

16 GIP: Grande Investimento Privado Englobaria: Parte do AICEP. Objectivos: Busca activa de Investimento Privado (IP) de grande dimensão e estruturante. Seria uma permanente busca de IP junto de grandes investidores internacionais (o que poderia englobar investidores portugueses que também o sejam no quadro internacional) Governância: Estrutura muito leve (20 ou 30 pessoas herdadas do AICEP); Dirigido (executivos) por 3 pessoas de grande reputação com capacidade negocial e autonomia articulação com AICEP e IAPMEI, cruzando administradores; i d articulação com universidades; tutela do MF (ou PM?); Instrumentos: Quadro geral do apoio ao IDE Capacidade negocial para apoios extra Negociação de (eventual) quadro fiscal excepcional no MF

17 Cenário B: Vantagens do Cenário B face a outros cenários: ái 1) Pode facilmente ser aplicado sem perdas de continuidade ou perturbação nofuncionamento das instituições (tal como Cenário A); 2) Fácil coordenação (nomeadamente, nos procedimentos e critérios) entre IAPMEI AICEP num prazo curto uma vez que estão debaixo da mesma administração; 3) Fácil coordenação entre os vários fundos, neste momento, sob a alçada do IAPMEI e AICEP; 4) Replica a divisão i existente it t nos privados entre CIP CEP CEP e Confederação do Turismo, facilitando a sua cooperação; 5) Acompanha toda a evolução típica das empresas desde que nascem, crescem com base no mercado interno e, depois internacionalizam se. Desvantagens face a outros cenários: Só faz sentido se o AICEP+IAPMEI forem dependentes do MEE, eventualmente através da PCM. Os Cenários A e C permitem outras tutelas directas; Característica Deixa de fora o TP. Nesta fase, há vantagens e desvantagens em privilegiar um corte horizontal.

18 Cenário C1: minoritário PM Conselho de Cooperação Estr Empr MF MNE ME Representantes das Empresas? SOFID IPAD (+cooperação); Rede externa do AICEP (só dep. hierárquica) TP + AICEP (rede externa só dep. Funcional) IAPMEI Dependências possíveis no futuro (a decidir)

19 Cenário C2: minoritário PM Conselho de Cooperação Estr Empr GIP*? MF MNE ME Representantes das Empresas? SOFID IPAD (+cooperação); Rede externa do AICEP (só dep. hierárquica) TP + AICEP (rede externa só dep. Funcional) IAPMEI *GIP Grande Investimento Dependências possíveis no futuro (a decidir)

20 TP+AICEP Englobaria: TP, AICEP (quase todo), e partes de algumas direcções gerais Objectivos: apoio às empresas nos mercados externos e internacionalização, i e pequeno investimento directo estrangeiro. Governância: articulação com TP e IPAD com administradores cruzados; representantes no exterior com dependência hierárquica dos embaixadores e funcional do AICEP TP; tutela do ME, MNE (remotamente, da PCM); Instrumentos: fundos sob a sua gestão: partilha de riscos na internacionalização; quadro geral, abstracto e de aplicação (quase) automática facilitador do pequeno IDE e das empresas nacionais no exterior (investimento dentro e fora do país, exportações, etc)

21 IAPMEI: Não alterar nada de fundamental em termos de objectivos e instrumentos. Objectivo: actividade doméstica das empresas (nomeadamente PME s) Governância: cruzar administradores com AICEP+TP

22 Cenário C: Vantagens do Cenário B face a outros cenários: sob a mesma tutela; f 1) Pode antever várias tutelas ministeriais; 2) Toda a internacionalização das empresas, de qualquer sector, ficam 3) Sinergias entre o Turismo e outro tipo de exportações. Desvantagens face a outros cenários: 1) Divisão vertical que dificulta a cooperação com privados pois existem funções muito específicas que são próprias do turismo ( PODERIA HAVER UM CENÁRIO C3 SÓ COM AICEP E ESTA PARTE DO TURISMO NA TUTELA DO MNE ); 2) Há um corte entre mercados (interno e externo) quando este corte é cada vez menos verdadeiro; uma empresa exportadora típica trabalha simultaneamente o mercado externo e interno; 3) Difícil coordenação com o IAPMEI (procedimentos, apoios dependentes de diferentes variáveis, fundos de investimento...), que só pode ser agravada se estiverem em tutelas t ministeriais i i i diferentes; 4) Quais as sinergias entre negócios tão diferentes de captar turistas (que são 1/3 nacionais) e exportar bens industriais? 5) Podemos testemunhar um grau invulgar de eficiência do TP, que poderá ser posto em causa com a integração num AICEP de dimensões muito maiores.

23 Considerações gerais e questões a decidir transversais a todos os cenários Nota: algumas decisões podem estar interligadas, seja do ponto de g p g j p vista técnico, seja do ponto de vista político.

24 Questão 1: Quererá o PM manter uma dependência directa de alguns outros grandes organismos, para além da Presidência do Conselho de Cooperação? Questão 2: Qual dos cenários A ou B ou C que o PM prefere? Caso seja o Cenário A: Questão 3: Assumindo que o IAPMEI ficará na dependência do MEE, os 2 institutos TP, AICEP poderão ficar com PM ou MEE ou MNE. Qual a preferência? Caso seja o Cenário B: Questão 4: Assumindo que o TP fica com o MEE, a Administração conjunta do IAPMEI+AICEP poderá ficar dependente do PM ou do MEE. Qual a decisão? Caso seja o Cenário C: Questão 5: Assumindo que o IAPMEI ficará na dependência do MEE, o instituto resultante da fusão TP e AICEP poderá ficar dependente do PM ou MEE ou MNE. Qual a preferência? Questão 6: Nos cenários B e C há a alternativa de criação do GIP para os Grandes Investimentos Privados. Deseja a criação do GIP a partir de parte do AICEP? Se sim, poderá ficar dependente do PM ou do MF. Qual a preferência?

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