Jacqueline Sinhoretto. Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de Sociologia Curso de Pós-Graduação

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1 Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de Sociologia Curso de Pós-Graduação Ir aonde o povo está etnografia de uma reforma da justiça Jacqueline Sinhoretto Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Sociologia do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutor. Orientador: Prof. Dr. Sérgio Adorno São Paulo, novembro 2006

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3 Agradecimentos Essas são as últimas linhas e sinto um misto de alegria e incerteza. Depois de um ano de total imersão, finais de semana, madrugadas, feriados, vou deixar de escrever a tese. Na verdade, sinto-me pronta a começar a escrevê-la, talvez um sinal de que encerro um ciclo do meu aprendizado. Outro se inicia, com a recepção da tese entre os colegas e pesquisadores mais experientes. É hora de deixar o cômodo isolamento. Pelo amor e apoio incondicionais, agradeço a João Serfozo, que segurou todas as pontas, as barras e as ondas, dizendo e fazendo a coisa certa na hora exata; Arlindo Sinhoretto e Pasqualina Jacomaci Sinhoretto cuidaram de mim e de todas as coisas práticas e transcendentais que me cercam têm sido verdadeiros pai e mãe para mim! Meu orientador, Sérgio Adorno, acompanha minha formação desde o início da faculdade, de perto e à distância, e tem sido generoso comigo em oportunidades, em confiança, em estímulos, em críticas e correções. Suas qualidades de pesquisador e professor têm sido minha referência e para corresponder a ela tenho me esforçado. Sou muito grata a Vera da Silva Telles e Júlio Simões pela leitura e pelas orientações transmitidas na banca de qualificação, fundamentais para o encontro de um caminho. Também fui aluna de seus cursos e pude beneficiar-me de leituras e abordagens tanto para a tese como para a minha formação. E agradeço à Universidade de São Paulo que posso chamar de minha, tendo a ela pertencido por quinze anos. Uma universidade de qualidade, pública e gratuita, que com sua excelência e apesar de seus defeitos, permitiu a netos de imigrantes camponeses pobres e analfabetos a chance de formarem-se doutores e continuarem de uma outra forma a persistir no sonho de um novo mundo. Agradeço a meus professores que investiram na universidade pública aliando rigor científico e excelência acadêmica a temas de relevância a uma sociedade democrática e mais igualitária. Agradeço a Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação pela concessão de uma bolsa de estudos no período mais difícil da realização da tese. Espero poder retribuir os esforços públicos na produção de conhecimento para o desenvolvimento justo e democrático. A Eneida Gonçalves de Macedo Haddad tenho toda gratidão e afeto. Sem a sua parceria profissional e afetiva eu teria feito uma pesquisa muito mais modesta. Juntas conquistamos oportunidades e condições para, apesar das limitações, fazer o melhor. Luci Gati Pietrocolla foi fundamental, pois em sua companhia visitei pela primeira vez o CIC e realizei as primeiras tentativas de compreensão do que se passava ali. A elas duas devo as facilidades e oportunidades de participar de projetos de pesquisa coletivos sobre a implantação do CIC. E realmente nada disso teria sido possível se elas não tivessem aberto as portas do IBCCrim para a pesquisa sociológica.

4 2 Ao IBCCrim - Instituto Brasileiro de Ciências Criminais sou muito grata. Lá encontrei as pessoas, as oportunidades e as condições que permitiram grande parte da coleta de dados e da compreensão do objeto de estudo: os diretores que investiram em pesquisa; os sócios que me ensinaram milhões de coisas e me acolheram; os pesquisadores que trabalharam comigo nas pesquisas sobre o CIC: Alessandra Olivato, Carolina Di Fillipe, Antonio Carlos Pereira, Liana de Paula, Maria Amélia de Almeida Teles, Maria das Graças Gouvêa, Rogério Pereira Lopes; os funcionários que apoiaram as atividades de pesquisa: Rose Ianella, Michelle Medrado (hoje também pesquisadora) e Tatiane Queiroz. Muito especialmente sou grata a dois pesquisadores: Alessandra Teixeira e Frederico Normanha Ribeiro de Almeida, pelo aprendizado, pela troca, pela amizade, por tudo. E há pessoas que materializam todas as coisas boas que tenho vivido no Instituto: Alberto Silva Franco, Sérgio Mazina, Sérgio Salomão Shecaira e Carlos Vico Mañas muito obrigada! Especialmente agradeço aos gestores do CIC na Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania, aos diretores dos postos, juízes, promotores, delegados, policiais e todos os profissionais que trabalham ou trabalharam no CIC, por terem colaborado, franqueado ou suportado a pesquisa. Entre eles há grandes profissionais e seres humanos, com os quais aprendi coisas, troquei idéias, viajei em sonhos, cultivei utopias. Se o resultado do meu trabalho não traça apenas elogios e boas perspectivas ao resultado do programa, isso não diminui a admiração que tenho pelos que ousam estar lá, buscando fazer o melhor em circunstâncias muitas vezes desanimadoras. Eu, como eles, escolhi cruzar minha trajetória profissional com este projeto por acreditar em princípios que o deram origem. Aos seus criadores e às pessoas que ainda hoje lutam pela materialização desses princípios, como conselheiros e apoiadores, junto-me. Agradeço a todos os que concederam entrevistas e permitiram a minha presença nas salas de audiência e atendimento para que eu pudesse registrar suas histórias. Grata também sou a gestores do Ministério da Justiça, Secretaria Nacional de Segurança Pública e Secretaria da Reforma do Judiciário, por terem facilitado o acesso à informações, concedido entrevistas e, principalmente, por terem financiado projetos de pesquisa que forneceram dados aproveitados para esta tese. Agradeço a todos do Tribunal de Justiça do Acre que me receberam com hospitalidade e apoio, numa excelente viagem de coleta de dados, também aqui aproveitados. Agradeço ainda a pesquisadores que me apoiaram, estimularam e contribuíram para o engrandecimento dos meus horizontes, nos eventos científicos, nas rodas de cerveja, nas correspondências eletrônicas e onde mais acontecer (em ordem alfabética): Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, Arthur Costa, Eduardo Batittucci, Guita Debert, José Rodrigo Rodriguez, José Vicente Tavares dos Santos, Luciana Cunha, Ludmila Ribeiro, Maria Filomena Gregori, Marcos Vinícius da Cruz, Paula Poncioni, Wagner Iglecias, Wânia Pasinato Izumino. Muito especialmente a Roberto Kant de Lima, Rodrigo Ghiringhelli Azevedo e Renato Sérgio de Lima.

5 Resumo O objeto de estudo é a reforma do sistema de justiça no Brasil, abordada por uma etnografia da criação e implantação dos Centros de Integração e Cidadania CIC, um programa implantado pelo governo do estado de São Paulo desde 1996, visando melhorar o acesso à justiça para a população pobre e a articulação das instituições de justiça (Polícia Civil, Ministério Público, Poder Judiciário, entre outros). A pesquisa reconstruiu o idéario de criação do CIC como um movimento de reforma da justiça, animado por magistrados e outros operadores jurídicos, no contexto dos movimentos por democracia política e social e universalização dos direitos humanos dos anos A história do CIC, de suas apropriações, mudanças de rumo, adaptações, deslocamentos e resultados, é uma história de lutas em torno do significado da expansão do Estado de direito conseqüentemente sobre o que e como reformar ou conservar nos serviços de justiça. A pesquisa interrogou o campo da gestão estatal de conflitos, a partir do que se pode observar no seu alcance capilar, em suas extremidades: para o discurso de criação do CIC, o funcionamento da justiça na periferia transformaria todo o sistema; para a pesquisa tratouse de uma oportunidade de observar um conjunto de instituições operando no mesmo campo, de observar o sistema de justiça pelas suas franjas, pelos postos de trabalho de pouco prestígio, procurando a microfísica do poder em suas extremidades, interrogando os efeitos concretos do funcionamento dos serviços de justiça. A análise sobre a mediação de conflitos nos diversos serviços de justiça disponíveis nos postos do CIC, sob a perspectiva da interpretação dos rituais de resolução de conflitos, preparou as conclusões da pesquisa sobre a oferta dos serviços de justiça para a população pobre e as dificuldades em democratizá-los. A fragmentação e a pluralidade de rituais de resolução empregados por agentes públicos não reflete a expansão do Estado de direito, pretendida pelo movimento de reforma; reflete antes a concorrência de juridicidades mobilizadas nas relações de poder entre as partes em conflito e delas com os agentes estatais. A liberdade de mobilização de diversos rituais de resolução de conflitos, com diversos resultados, corresponde à pluralidade de relações de poder estabelecidas e visões circulantes sobre o direito; contudo não estabelece garantias jurídicas ou simbólicas de eficácia, minando a eficácia do primado do direito estatal. A tese encerra-se com análise da corporificação dos operadores jurídicos e os rituais de distinção do campo jurídico, buscando demonstrar como eles se inscrevem no corpo, no tempo e no espaço. Palavras-chave: sistema de justiça, reforma da justiça, justiça informal, Centros de Integração da Cidadania, ritual judiciário, gestão estatal de conflitos, pluralismo jurídico, Estado de direito, democracia.

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7 Abstract The object of this dissertation is the justice system reform in Brazil, analyzed by an ethnographical approach on the creation and implementation of the Citizenship Integration Centres CIC, a program developed by São Paulo State government since 1996 and designed for enlarging poor population access to justice and improving the articulation among justice system institutions (Police, Prosecution Office and Judiciary). The research reconstructed the CIC creation frame as a justice system reform movement, sustained by magistrates and other legal operators, in a context of movements for political and social democracy and universalization of human rights in the 1980 s. The history of the CIC, its appropriations, route changes, adaptations, dislocations and outcomes, is a history of disputes surrounding the meaning of the rule of law expansion and, therefore, disputes on what and how to reform or conserve in justice services. The research interrogated the field of state management of conflicts, from what one can observe in its capillarity, in its extremities: for the CIC creation discourse, the functioning of justice in poor neighborhoods was a mean to transform all justice system; for the research, this was a chance to observe a set of institutions operating in the same field, to observe the justice system by its fringes, by the ranks of word of lower prestige, to look for the power microphysics in its extremities and to interrogate the real effects of justice services functioning. The analysis of conflict mediation in the different justice services available in CIC, under the perspective of the conflict resolution rituals interpretation, prepared the research conclusions about the supply of justice services for the poor and the difficulties in democratizing them. The fragmentation and plurality of conflict resolution rituals undertaken by public agents do not reflect the expansion of the rule of law intended by the justice reform movement; it reflects the competition of laws mobilized in power relations between the conflict parts and between them and state agents. The freedom to mobilize different conflict resolution rituals, with different outcomes, corresponds to the plurality of law perspectives and power relations established. However, it does not establish legal or symbolic guarantees of effectiveness, mining the effectiveness of the state law primate. The last part of the dissertation analyses the legal operators embodiment and the rituals of distinction on legal field, aiming to demonstrate how they are inscribed in the body, time and space. Key-Words: justice system, justice system reform, informal justice, Citizenship Integration Centre, judiciary ritual, dispute settlement, legal pluralism, rule of law, democracy. * With a help from Liana de Paula

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9 Sumário INTRODUÇÃO NTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 Um projeto político de reforma da justiça Recontar uma história de resistência Recontar a construção de um projeto político Ainda recontar: de projeto a ação do Estado Uma análise estratégica da reorganização das forças A periferia 74 CAPÍTULO 2 Os estudos sobre o sistema de justiça no Brasil Sistema de justiça Juizados Especiais Juizados Especiais Criminais Justiça Criminal Polícia Civil Ministério Público 167 CAPÍTULO 3 Onde e como são os Centros de Integração da Cidadania Localização As instalações Os serviços ofertados 219 CAPÍTULO 4 A mediação de conflitos no CIC Um retrato dos conflitos Polícia Civil Ministério Público Poder Judiciário O campo plural da mediação estatal de conflitos 352 CAPÍTULO 5 Corpos do poder: fazendo diferença na periferia (para concluir) O corpo como um problema teórico O encontro dos corpos na periferia Considerações finais 375 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS IBLIOGRÁFICAS ANEXO - A experiência do CIC no Acre 381

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11 Lista de siglas AJD Associação Juízes para a Democracia (associação civil) AJURIS Associação de Juízes do Rio Grande do Sul (associação civil) ARPEN Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (associação civil) BO Boletim de ocorrência CDHU Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (empresa pública) CIC Centro de Integração da Cidadania (programa governamental) CLIC Conselho Local de Integração da Cidadania CPF Cadastro de Pessoa Física (documento civil) CT Conselho Tutelar dos Direitos da Criança DIPO Divisão de Inquéritos Policiais (Judiciário) Febem Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Executivo estadual) FGTS Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (benefício previdenciário) GLBT Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis (movimento social) Gradi Grupo de Repressão e Acompanhamento dos Delitos de Intolerância (unidade policial) GSI Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (Executivo federal) GV Fundação Getúlio Vargas (universidade) FUNAI Fundação Nacional do Índio (Executivo federal) IBCCrim Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (associação civil) IIRGD Instituto de Identificação Roberto Gumbleton Daunt (órgão público) INCRA Insituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Executivo federal) JEC Juizado Especial Cível (Judiciário) JECrim Juizado Especial Criminal (Judiciário) JEF Juizado Especial Federal (Judiciário) JIC Juizado Informal de Conciliação (Judiciário) MDB Movimento Democrático Brasileiro (partido político) MP Ministério Público OAB Ordem dos Advogados do Brasil OEA Organização dos Estados Americanos (organismo internacional) ONG organização não-governamental ONU Organização das Nações Unidas PAJ Procuradoria de Assistência Judiciária (órgão público) PCC Primeiro Comando da Capital (organização criminosa) PEC Projeto de Emenda Constitucional PEDH Programa Estadual de Direitos Humanos PIS Programa de Integração Social (programa de distribuição de renda) PGE Procuradoria Geral do Estado (órgão público) PFL Partido da Frente Liberal (partido político) PIAPS Plano de Integração e Acompanhamento dos Programas Sociais de Prevenção da Violência PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro (partido político) PNSP Plano Nacional de Segurança Pública PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Procon Procuradoria de Defesa do Consumidor (órgão público) PSDB Partido da Social-Democracia Brasileira (partido político) PT Partido dos Trabalhadores (partido político) RG Registro Geral (documento civil) SEADS Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Executivo estadual) SENASP Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça (Executivo federal) SERT Secretaria do Emprego e das Relações de Trabalho (Executivo estadual) STF Supremo Tribunal Federal (Judiciário) TACRIM Tribunal de Alçada Criminal (Judiciário) TJ Tribunal de Justiça TJAC - Tribunal de Justiça do Estado do Acre TJSP Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo VEC Vara das Execuções Criminais (Judiciário)

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13 IInttrodução Esta tese tem por objeto a reforma do sistema de justiça no Brasil. Empiricamente, está fundada em estudo etnográfico dos Centros de Integração e Cidadania CIC, implementados no estado de São Paulo, por iniciativa governamental, desde Originalmente concebida no contexto do retorno ao Estado de direito no Brasil e no interior de debates sobre a democratização da administração da justiça, a implantação do CIC pretendia alcançar a universalização dos direitos humanos nesta sociedade, mediante um programa de melhoria do acesso à justiça e à segurança pública em áreas da periferia da cidade de São Paulo, no âmbito do governo estadual. O programa resulta de parcerias entre as secretarias de governo, o Poder Judiciário, o Ministério Público, e outras organizações, prevendo a participação popular por meio de conselhos. Sua criação veio corresponder a lutas travadas no contexto da transição entre a ordem autoritária do período da ditadura militar ( ) e a construção de uma ordem democrática iniciada com a eleição de governos civis (1982 e 1989), a produção de uma nova Constituição (1988) e a renovação de algumas legislações, trazendo esperança democrática na consolidação de um Estado de direito, sendo disputado entre as forças políticas a extensão e abrangência do primado do direito. Na visão de seus criadores, tratava-se de um projeto de expansão do Estado de direito, através da acessibilidade aos serviços de justiça, à população pobre da periferia das grandes cidades, maioria até então excluída das relações de cidadania e desprotegida pela ordem jurídica. A história do CIC, de suas apropriações, mudanças de rumo, adaptações, deslocamentos e resultados, pode então ser lida como uma história de lutas em torno do significado da expansão do Estado de direito conseqüentemente sobre o que e como reformar ou conservar nos serviços de justiça no período recente da sociedade brasileira, embora a pesquisa tenha se concentrado em São Paulo, a maior metrópole do país, hoje com 19 milhões de habitantes. A expansão do Estado de direito não pode ser compreendida apenas em sua dimensão normativa, considerando a criação de normas e instituições com essa finalidade: a própria emergência do CIC é indicativa de que é preciso mergulhar mais fundo do que o plano normativo para transformar relações sociais no cotidiano, pautando a administração dos conflitos entre indivíduos, grupos e classes pelo primado do direito como uma condição da democracia. Assim, para perceber a reforma proposta, e sobretudo para investigar seus efeitos, é preciso

14 2 Introdução mergulhar no rastro deixado pela própria existência do CIC e ir observar a microfísica do cotidiano dos serviços de justiça, interrogando seus efeitos concretos sobre a expansão do Estado de direito. Esta tese foi construída como uma etnografia do sistema de justiça, investigado a partir do que ele produz nos postos do CIC, onde diversos serviços de justiça funcionam no mesmo local, estabelecendo conexões com poderes Executivo e Judiciário e com a sociedade civil. A pesquisa da criação, implantação e do funcionamento dos serviços de justiça no CIC é uma estratégia para praticar uma sociologia política do sistema de justiça, entendido como o campo da gestão estatal da conflitualidade. Há aqui a necessidade de qualificar dois conceitos desta proposição. 1. O conceito de gestão estatal da conflitualidade substitui, na operacionalização da pesquisa, o de Estado de direito, que abre para o risco de pensar Estado e sociedade civil como entidades sociológicas opostas, inclinando também o leitor para pensar o Estado como um bloco monolítico, homogeneamente governado, expressando uma razão única. O conceito de gestão estatal da conflitualidade a localiza num campo em que outras formas de gestão da conflitualidade convivem com as agências estatais e considera que a gestão estatal pode, ela mesma, ser objeto de conflitos e disputas entre as diversas agências. Leva igualmente em conta que no interior das agências há correntes disputando práticas, posições, significados, poder. Aqui o Estado foi pensado a partir da pluralidade de forças que contém, como um campo de disputas, permeado, atravessado por jogos de força que transcendem o próprio campo estatal. Por isso, em muitos momentos a expressão primado do direito tenta qualificar a gestão estatal dos conflitos como pautada no direito estatal ou pautada por outras ordens com ele concorrentes. 2. Há um debate nas ciências sociais brasileiras sobre a possibilidade teórica de tratar a justiça como um sistema, alguns chamando a atenção para a frouxa articulação entre suas instituições (Paixão, 1982), outros destacando as disputas institucionais entre regimes de verdade contraditórios (Kant de Lima, 1989, 1995). A construção da pesquisa sobre o CIC como um objeto de estudo do sistema de justiça não pretende tratar o conceito de sistema no seu registro funcionalista, segundo o qual as partes se integram coerentemente ao todo. Entretanto, a pesquisa revelou que, no campo estatal de administração de conflitos, as diferentes instituições encarregadas de gerir conflitos, reunidas no CIC, desenvolvem atividades complementares, e às vezes concorrentes ou conflitantes, produzindo um efeito de conjunto que manifesta coerências estruturais. Isto é, mesmo sendo um campo plural, descontínuo e fragmentado, a gestão estatal da conflitualidade é atravessada por uma coerência que hierarquiza, segmenta, demarca, cria complementaridades, aloca os indivíduos e suas práticas num campo de significados. É, nessa

15 Introdução 3 medida, acompanhando Bourdieu (1989), um campo de estruturas estruturantes, constituído pelos conflitos e disputas de poder entre os participantes, que vão reproduzindo-o e modificando-o; mas ao mesmo tempo, codificado por estruturas estruturadas, no qual a hierarquia e a estratificação se exercem ainda que transfiguradas pelas formas simbólicas de poder. O CIC é como uma janela pela qual o analista pode observar as relações de poder constituindo e sendo constituídas por práticas concretas da gestão estatal dos conflitos. E se as relações estruturais de poder são imprescindíveis para o conhecimento do campo, elas só existem em função das subjetividades de operadores, partes, gestores, reformadores, definidas e redefinidas pelas lutas políticas concretas que estabelecem no campo. Para tecer uma etnografia, e uma sociologia política, recorreu-se à recuperação da memória, das falas, da agência de sujeitos históricos concretos que, através de suas disputas e alianças, movimentam, reproduzem e transformam o campo político observado. Mas é prudente observar a crítica à centralidade do sujeito no pensamento moderno introduzida por Michel Foucault, sob o risco de reificar processos sociais que são dinâmicos, e cair na tentação de julgar os sujeitos, demonizando ou heroicizando suas trajetórias, como se de fato não houvessem relações de poder estruturadas a conformá-las, como se as falas não reproduzissem discursos de verdade ordenadores da experiência social, como se a memória não fosse ela mesma constituída por relações de poder e saber. Mesmo sem poder aderir à radicalidade da crítica do sujeito desenvolvida por Michel Foucault, esta pesquisa foi desenhada em consideração às orientações metodológicas para a análise política introduzidas por ele. Foucault representou uma inflexão nos estudos políticos, quando propôs o abandono do modelo de análise da soberania, segundo o qual o poder emanaria de um centro político e enfraquecer-se-ia nas extremidades, em favor da adoção de uma analítica do poder que o supõe onipresente em toda parte, exercendo-se de modo capilar (Foucault, 1987). Seu enfoque está em como o poder se exerce, buscando desprender o pensamento de um modo de pensar o poder como alguma coisa intrínseca do sujeito, que alguém pode deter, transferir, mas como resultado de uma relação, daí sua imensa contribuição para a sociologia política. O combate intelectual de Foucault contra o conceito de soberania, que havia norteado a construção das teorias políticas de maior sucesso até então, deve-se à recusa de prosseguir pensando o rei como figura central da análise do poder, deslocando a teoria da tarefa de ser instrumento ou justificação do poder central. Para Foucault, falar em legitimidade do poder ou em direitos legítimos da soberania é uma forma de mascarar o fato da dominação, é uma tentativa

16 4 Introdução de olhar para o consenso, quando a natureza das relações políticas é a luta (Foucault, 2002). Assim, se considera que a reflexão sobre a democracia no sistema de justiça pode iluminar-se (com o perdão da expressão!) pelas orientações metodológicas foucaultianas. A fim de dissecar as relações de dominação e apropriação política sob um novo olhar, não mais centrado no rei, mas disperso pelo corpo social, não mais pautado pelo paradigma da obediência, mas preocupado em compreender a sujeição, cinco são as precauções fundamentais para o desenho da pesquisa enunciadas por Foucault, num dos cursos que ofereceu no Collège de France transcrito no livro Em Defesa da Sociedade (2002): 1. Deslocar o olhar para a periferia, para as extremidades do corpo social, para as instituições locais, para além da lei e da regulamentação, observando as técnicas de intervenção do poder na produção dos efeitos que busca; 2. Observar o exercício do poder em sua face externa, isto é, observando seus efeitos e não interrogando as motivações internas dos agentes o que seria supor a existência de um centro do poder e supor que ele pode ser detido por alguém. O deslocamento do olhar para a extremidade e para os sujeitos implica entender como se produzem os súditos, que procedimentos de sujeição podem ser observados e como eles operam, a partir da multiplicidade dos corpos, das forças, das energias, das matérias, dos desejos, dos pensamentos, etc., produzindo efeitos materiais sobre os corpos (Foucault, 2002: 33); 3. O poder é algo que circula, que funciona, se exerce. Não pode ser detido, partilhado, transferido, aplicado, represado, não pertence a indivíduo, grupo ou classe. A dominação não deve ser entendida de forma homogênea, mas como particularidade do exercício, da apropriação conjuntural de força. E como só existe em circulação, só existe em redes, pelas quais circulam os indivíduos que sucessivamente submetem e são submetidos na concretude das relações; 4. Embora circule e forme redes, a distribuição do poder nunca é igualitária, nem está localizada em ponto nenhum. Ocorrem apropriações, investiduras, colonizações, deslocamentos, transformações, rupturas, continuidades, que não estão localizadas num sujeito, grupo ou classe. Os agentes do poder, que operam seus instrumentos e aplicam as técnicas, são as mais insuspeitas pessoas concretas. Para entender os mecanismos do poder não adianta interrogar os grandes sujeitos históricos como burguesia, classe, pois novamente seria supor que o poder tem um centro. É preciso demonstrar que certos arranjos produzem utilidades políticas e lucros econômicos que podem ser apropriados e colonizados em mecanismos que se solidificam;

17 Introdução 5 5. À noção de ideologia se contrapõe a noção de produção, acumulação e circulação de dispositivos de saber, que se operam a partir de técnicas de observação, registro e investigação, e se constituem em verdades. Trata-se de um referencial metodológico centrado na observação da constituição dos corpos, do seu controle, das suas interações e dos efeitos concretos, sempre heterogêneos e desiguais, que essas interações produzem. Esta pesquisa procurou interrogar o campo de gestão estatal de conflitos, a partir do que se pode observar no seu alcance capilar, em suas extremidades, tomando o CIC como um estudo de caso do modo como o poder circula, é apropriado e investido, cristalizando ou transmutando sistemas de verdade, sujeição e hierarquia. O tema da reforma ou da democratização da justiça precisa transcender a análise normativa e a dimensão explícita da fala dos seus sujeitos e mergulhar na microfísica do poder em suas extremidades, interrogando os efeitos concretos produzidos pelo exercício do poder. É esta a orientação seguida pela pesquisa doravante relatada. O capítulo 1 é um mapeamento do campo de disputas em torno da criação de um projeto de reforma da justiça, de sua conversão num programa de ação e das diferentes visões e inflexões históricas percebidas na implantação do programa governamental dos Centros de Integração da Cidadania. Buscou-se identificar diversos discursos apreendidos através das falas de sujeitos históricos, que recuperam memórias sobre a criação e implantação do CIC. São versões da verdade, perspectivas da realidade, reconstruídas pelos sujeitos a partir de suas vivências num campo social. Foram reconstruídas conexões entre a política interna da magistratura, o contexto mais amplo de disputa política pela democratização e a produção do saber técnico-jurídico 1. Nesse aspecto, o campo jurídico foi apresentado como semi-autonômo, influenciado pelos movimentos políticos mais amplos da sociedade brasileira, através das mediações dos interlocutores técnicos e dos agentes institucionais. A reforma do sistema de justiça foi também tematizada como um discurso políticoeleitoral, localizado no contexto da democratização política, que se estende aos primeiros anos da década de Na descrição desses embates é contextualizada a formulação e a implantação do programa estudado e as disputas e apropriações que se sucederam. As perspectivas dos sujeitos são recuperadas com o intuito de realizar seu registro etnográfico e compor um quadro de pluralidades de visões de mundo e diagnósticos da realidade. 1 É prudente considerar que se poderiam agregar outras falas e outros discursos sobre o campo da magistratura, sobre o campo eleitoral e sobre a produção do saber técnico-jurídico. Cada um desses campos merece sua própria etnografia. Pelo recorte adotado na pesquisa, para não escapar de tomar o CIC como a janela pela qual se observa o que acontece nesses campos, eles foram reconstruídos exclusivamente a partir da sua intersecção com a história do CIC, portanto, parcialmente.

18 6 Introdução Não podem ser tomadas sob a perspectiva de uma história de continuidades ou como o inventário de um processo evolutivo que retrata os sujeitos como heróis, vencedores. Até mesmo porque a leitura dos capítulos consecutivos poderá indicar que mesmo as boas idéias produzem efeitos de poder, assimetrias, desigualdades, separações e exclusões, devendo sempre ser problematizadas em função desses efeitos, conforme a sugestão de Michel Foucault (1987, 1988, 2002). Por ser a etnografia um método de descrição densa (Geertz, 1989) que compila diferentes perspectivas dos atores sociais, sempre tomadas como parciais e interrogadas pela sua singularidade em meio à multiplicidade de caminhos possíveis (Weber, 1991), a presente pesquisa acaba atingindo um resultado que poderia ter sido obtido por outras metodologias críticas, por isso em condição de dialogar com elas. A influência bourdiana (Bourdieu, Chamboredon, Passeron, 1999) muito contribuiu na persecução desse resultado, permitindo constantemente referenciá-lo a um campo (Bourdieu, 1989) constituído por lutas sobre quais são as boas idéias, quem são os que se avocam como seus legítimos defensores, contra quem se opõem, como se distinguem dos outros grupos em disputa no campo e como demarcam suas idéias em relação a outras idéias tomadas como contrapostas. Através da leitura das diferentes construções realizadas pelos sujeitos, o sociólogo escapa de tomar um objeto de estudo pronto, tomado da realidade social sem intermediações. No confronto emergido da reconstrução de um campo, sempre plural e hierarquizado, o sociólogo percorre as diferentes construções do senso comum para, compreendendo-as como construção, romper com elas e construir um objeto sociológico, pensado a partir de um lugar reflexivo (Bourdieu, 1989). Trata-se de observar o sistema de justiça pelas suas franjas, pelos postos de trabalho de pouco prestígio, distantes geográfica e simbolicamente das chefias e dos postos de decisão. Pelo discurso de criação do CIC, a franja transformaria o centro. Para a pesquisa trata-se de uma oportunidade de observar o sistema como um conjunto de instituições operando no mesmo campo, realizando uma investigação que transcende as fronteiras institucionais, tomando-as como construção e não como um dado acabado de realidade. Entretanto, a própria literatura das ciências sociais (com honrosas exceções) tendeu a segmentar e manter-se nessas fronteiras institucionais, preferindo recortar objetos menores e menos diversos. A visão do conjunto do sistema de justiça foi contemplada com menos freqüência. Este estudo procurou o conjunto, arriscando-se, naturalmente, a perder riqueza de detalhes, ou ainda a perder-se neles. Na tentativa de compensar esse risco, lançou-se, no segundo capítulo, a uma revisão de literatura brasileira sobre as três instituições eleitas para o estudo: Polícia Civil, Poder Judiciário e Ministério Público, contemplando também o tema da reforma do sistema de justiça.

19 Introdução 7 O debate das ciências sociais sobre o sistema de justiça é atravessado por uma espécie de silenciamento ou ocultamento, ou ainda por uma divisão de trabalho. Os estudos que tematizam o sistema de justiça, o contexto da democratização e das reformas normativas e institucionais, privilegiam o tratamento dos conflitos cíveis e, em geral, diagnosticam importantes rupturas na configuração institucional, na prestação dos serviços e na relação de cidadania nas últimas duas décadas. Os estudos sobre a justiça criminal, ao contrário, grosso modo, tematizam as dificuldades de democratização, a persistência de padrões hierárquicos e os obstáculos de atualização das instituições para o enfrentamento do crescimento da criminalidade no período democrático. Mesmo aqueles que se dedicam a investigar o efeito de reformas, como os Juizados Especiais Criminais, apontam padrões persistentes nas culturas jurídicas e organizacionais dos operadores jurídicos, resistentes aos temas relevantes para a democratização do sistema de justiça. Esta investigação, de certa forma, situa-se no cruzamento dessas duas correntes, e teve que explicitar suas adesões, não podendo limitar-se, para contextualizar seu objeto, a apenas uma das vertentes. Há ainda uma literatura internacional percorrida sobre o tema do acesso à justiça e das reformas: o procedimento foi abordar os temas e autores recepcionados e trabalhados na literatura nacional, permitindo localizar as peculiaridades da justiça brasileira e de suas reformas em contextos globais de transformações na esfera da gestão estatal dos conflitos. O capítulo 3 procurou contextualizar duplamente os postos do CIC. Como um programa destinado às áreas de periferia, portanto às classes populares, foi descrito a partir dos dados quantitativos sobre a população alvo, permitindo caracterizá-la nas diferenças e desigualdades em relação a outras regiões da cidade; mas também nas suas demandas por gestão estatal de conflitos. Como um programa executado por instituições centralizadas, autonomamente organizadas, reagindo à demanda externa para organização de um serviço específico, procurou-se descrever os serviços oferecidos no CIC no contexto de cada instituição (como foi possível alocar aqueles serviços, oferecidos daquela forma, naquele lugar?). Este capítulo dialoga, através das informações coletadas no campo, com as etnografias e o conhecimento sobre as instituições reunido no capítulo 2. No capítulo 4, procurou-se interrogar os serviços de justiça a partir do tema da democratização e da expansão do primado do direito, identificado como princípio da reforma pretendida. Para levar a cabo a investigação, adotou-se como método a análise do ritual de mediação de conflitos mobilizado pelos serviços de justiça do CIC, tomando como parâmetro de comparação a teorização sobre o ritual judiciário oferecida por Antoine Garapon (1997). Para este autor, o ritual judiciário encarna valores da república e da democracia e os representa na

20 8 Introdução cena, no espaço, na seqüência de tempo, nas vestimentas, na linguagem, nos papéis assumidos, de modo a tornar eficiente a comunicação não racional desses valores. Tanto Garapon como esta tese estão em diálogo com a antropologia no que diz respeito à valorização dos rituais para a compreensão da sociedade. É digno notar a recente valorização da análise dos rituais para a compreensão da política, representada na antropologia brasileira pelas pesquisas realizadas e recolhidas por Mariza Peirano (2001). Para ela, sob as influências de Stanley Tambiah (1985) e Roberto DaMatta (1979), o ritual é privilegiado para a produção, a reprodução e a modificação das relações de poder por unir as dimensões do pensar e do fazer, do dizer e do agir, sendo, por isso, privilegiado também para a captação dos valores e das estruturas de ação e pensamento por eles expressos. Por serem performativos, os rituais resolvem conflitos, isto é, ordenam a experiência e o pensamento, e ao mesmo tempo comunicam os valores da ordem social para os participantes. Aderindo a esta perspectiva, a análise dos rituais de resolução de conflitos no CIC é a que permite compreender no que consiste fazer a justiça e qual a ordem social desempenhada no ritual 2. O estudo revelou a diversidade dos rituais, abrindo a interpretação para a realidade do pluralismo jurídico no interior do sistema de justiça oficial. A contribuição de Boaventura de Sousa Santos (2001) ao estudo do pluralismo jurídico permitiu reconhecer e compreender os sentidos do pluralismo dos rituais de resolução de conflitos nos serviços oficiais de justiça. A interpretação não poderia deixar de confrontar este pluralismo, que é um dos principais achados da pesquisa de campo, com o projeto de reforma do sistema um dia imaginado como caminho de expansão do Estado de direito. Esse capítulo é o coração da tese por apresentar a descrição e a análise das relações micropolíticas estabelecidas entre as partes e os operadores dos serviços de justiça na produção dos rituais de gestão da conflitualidade. Entre a multiplicidade de rituais e ordens jurídicas acionadas conclui-se que os efeitos globais do sistema minam a eficácia do primado do direito estatal o que traz termos novos para a discussão sobre justiça, democracia e eqüidade. O quinto capítulo complementa e amarra, de certa forma, os anteriores, resgatando a referência foucaultiana de análise da corporificação dos operadores jurídicos, retomando em outro nível de análise as questões trabalhadas ao longo da tese. Densificando ainda mais a descrição, foi incorporada a contribuição de Pierre Bourdieu (1989) sobre os rituais de distinção 2 Nos estudos sobre justiça, Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (2001) inovou com sua análise sobre o tribunal do júri como evento performativo, lúdico e teatralizado, em que se negociam o poder individual de matar e o poder social de controlar os membros da sociedade. André Faisting (2004) analisou as audiências de conciliação nos Juizados Especiais Criminais como ritual, destacando as representações emanadas sobre violência e punição entre os profissionais e litigantes.

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