Jacqueline Sinhoretto. Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de Sociologia Curso de Pós-Graduação

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Jacqueline Sinhoretto. Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de Sociologia Curso de Pós-Graduação"

Transcrição

1 Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de Sociologia Curso de Pós-Graduação Ir aonde o povo está etnografia de uma reforma da justiça Jacqueline Sinhoretto Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Sociologia do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutor. Orientador: Prof. Dr. Sérgio Adorno São Paulo, novembro 2006

2

3 Agradecimentos Essas são as últimas linhas e sinto um misto de alegria e incerteza. Depois de um ano de total imersão, finais de semana, madrugadas, feriados, vou deixar de escrever a tese. Na verdade, sinto-me pronta a começar a escrevê-la, talvez um sinal de que encerro um ciclo do meu aprendizado. Outro se inicia, com a recepção da tese entre os colegas e pesquisadores mais experientes. É hora de deixar o cômodo isolamento. Pelo amor e apoio incondicionais, agradeço a João Serfozo, que segurou todas as pontas, as barras e as ondas, dizendo e fazendo a coisa certa na hora exata; Arlindo Sinhoretto e Pasqualina Jacomaci Sinhoretto cuidaram de mim e de todas as coisas práticas e transcendentais que me cercam têm sido verdadeiros pai e mãe para mim! Meu orientador, Sérgio Adorno, acompanha minha formação desde o início da faculdade, de perto e à distância, e tem sido generoso comigo em oportunidades, em confiança, em estímulos, em críticas e correções. Suas qualidades de pesquisador e professor têm sido minha referência e para corresponder a ela tenho me esforçado. Sou muito grata a Vera da Silva Telles e Júlio Simões pela leitura e pelas orientações transmitidas na banca de qualificação, fundamentais para o encontro de um caminho. Também fui aluna de seus cursos e pude beneficiar-me de leituras e abordagens tanto para a tese como para a minha formação. E agradeço à Universidade de São Paulo que posso chamar de minha, tendo a ela pertencido por quinze anos. Uma universidade de qualidade, pública e gratuita, que com sua excelência e apesar de seus defeitos, permitiu a netos de imigrantes camponeses pobres e analfabetos a chance de formarem-se doutores e continuarem de uma outra forma a persistir no sonho de um novo mundo. Agradeço a meus professores que investiram na universidade pública aliando rigor científico e excelência acadêmica a temas de relevância a uma sociedade democrática e mais igualitária. Agradeço a Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação pela concessão de uma bolsa de estudos no período mais difícil da realização da tese. Espero poder retribuir os esforços públicos na produção de conhecimento para o desenvolvimento justo e democrático. A Eneida Gonçalves de Macedo Haddad tenho toda gratidão e afeto. Sem a sua parceria profissional e afetiva eu teria feito uma pesquisa muito mais modesta. Juntas conquistamos oportunidades e condições para, apesar das limitações, fazer o melhor. Luci Gati Pietrocolla foi fundamental, pois em sua companhia visitei pela primeira vez o CIC e realizei as primeiras tentativas de compreensão do que se passava ali. A elas duas devo as facilidades e oportunidades de participar de projetos de pesquisa coletivos sobre a implantação do CIC. E realmente nada disso teria sido possível se elas não tivessem aberto as portas do IBCCrim para a pesquisa sociológica.

4 2 Ao IBCCrim - Instituto Brasileiro de Ciências Criminais sou muito grata. Lá encontrei as pessoas, as oportunidades e as condições que permitiram grande parte da coleta de dados e da compreensão do objeto de estudo: os diretores que investiram em pesquisa; os sócios que me ensinaram milhões de coisas e me acolheram; os pesquisadores que trabalharam comigo nas pesquisas sobre o CIC: Alessandra Olivato, Carolina Di Fillipe, Antonio Carlos Pereira, Liana de Paula, Maria Amélia de Almeida Teles, Maria das Graças Gouvêa, Rogério Pereira Lopes; os funcionários que apoiaram as atividades de pesquisa: Rose Ianella, Michelle Medrado (hoje também pesquisadora) e Tatiane Queiroz. Muito especialmente sou grata a dois pesquisadores: Alessandra Teixeira e Frederico Normanha Ribeiro de Almeida, pelo aprendizado, pela troca, pela amizade, por tudo. E há pessoas que materializam todas as coisas boas que tenho vivido no Instituto: Alberto Silva Franco, Sérgio Mazina, Sérgio Salomão Shecaira e Carlos Vico Mañas muito obrigada! Especialmente agradeço aos gestores do CIC na Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania, aos diretores dos postos, juízes, promotores, delegados, policiais e todos os profissionais que trabalham ou trabalharam no CIC, por terem colaborado, franqueado ou suportado a pesquisa. Entre eles há grandes profissionais e seres humanos, com os quais aprendi coisas, troquei idéias, viajei em sonhos, cultivei utopias. Se o resultado do meu trabalho não traça apenas elogios e boas perspectivas ao resultado do programa, isso não diminui a admiração que tenho pelos que ousam estar lá, buscando fazer o melhor em circunstâncias muitas vezes desanimadoras. Eu, como eles, escolhi cruzar minha trajetória profissional com este projeto por acreditar em princípios que o deram origem. Aos seus criadores e às pessoas que ainda hoje lutam pela materialização desses princípios, como conselheiros e apoiadores, junto-me. Agradeço a todos os que concederam entrevistas e permitiram a minha presença nas salas de audiência e atendimento para que eu pudesse registrar suas histórias. Grata também sou a gestores do Ministério da Justiça, Secretaria Nacional de Segurança Pública e Secretaria da Reforma do Judiciário, por terem facilitado o acesso à informações, concedido entrevistas e, principalmente, por terem financiado projetos de pesquisa que forneceram dados aproveitados para esta tese. Agradeço a todos do Tribunal de Justiça do Acre que me receberam com hospitalidade e apoio, numa excelente viagem de coleta de dados, também aqui aproveitados. Agradeço ainda a pesquisadores que me apoiaram, estimularam e contribuíram para o engrandecimento dos meus horizontes, nos eventos científicos, nas rodas de cerveja, nas correspondências eletrônicas e onde mais acontecer (em ordem alfabética): Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, Arthur Costa, Eduardo Batittucci, Guita Debert, José Rodrigo Rodriguez, José Vicente Tavares dos Santos, Luciana Cunha, Ludmila Ribeiro, Maria Filomena Gregori, Marcos Vinícius da Cruz, Paula Poncioni, Wagner Iglecias, Wânia Pasinato Izumino. Muito especialmente a Roberto Kant de Lima, Rodrigo Ghiringhelli Azevedo e Renato Sérgio de Lima.

5 Resumo O objeto de estudo é a reforma do sistema de justiça no Brasil, abordada por uma etnografia da criação e implantação dos Centros de Integração e Cidadania CIC, um programa implantado pelo governo do estado de São Paulo desde 1996, visando melhorar o acesso à justiça para a população pobre e a articulação das instituições de justiça (Polícia Civil, Ministério Público, Poder Judiciário, entre outros). A pesquisa reconstruiu o idéario de criação do CIC como um movimento de reforma da justiça, animado por magistrados e outros operadores jurídicos, no contexto dos movimentos por democracia política e social e universalização dos direitos humanos dos anos A história do CIC, de suas apropriações, mudanças de rumo, adaptações, deslocamentos e resultados, é uma história de lutas em torno do significado da expansão do Estado de direito conseqüentemente sobre o que e como reformar ou conservar nos serviços de justiça. A pesquisa interrogou o campo da gestão estatal de conflitos, a partir do que se pode observar no seu alcance capilar, em suas extremidades: para o discurso de criação do CIC, o funcionamento da justiça na periferia transformaria todo o sistema; para a pesquisa tratouse de uma oportunidade de observar um conjunto de instituições operando no mesmo campo, de observar o sistema de justiça pelas suas franjas, pelos postos de trabalho de pouco prestígio, procurando a microfísica do poder em suas extremidades, interrogando os efeitos concretos do funcionamento dos serviços de justiça. A análise sobre a mediação de conflitos nos diversos serviços de justiça disponíveis nos postos do CIC, sob a perspectiva da interpretação dos rituais de resolução de conflitos, preparou as conclusões da pesquisa sobre a oferta dos serviços de justiça para a população pobre e as dificuldades em democratizá-los. A fragmentação e a pluralidade de rituais de resolução empregados por agentes públicos não reflete a expansão do Estado de direito, pretendida pelo movimento de reforma; reflete antes a concorrência de juridicidades mobilizadas nas relações de poder entre as partes em conflito e delas com os agentes estatais. A liberdade de mobilização de diversos rituais de resolução de conflitos, com diversos resultados, corresponde à pluralidade de relações de poder estabelecidas e visões circulantes sobre o direito; contudo não estabelece garantias jurídicas ou simbólicas de eficácia, minando a eficácia do primado do direito estatal. A tese encerra-se com análise da corporificação dos operadores jurídicos e os rituais de distinção do campo jurídico, buscando demonstrar como eles se inscrevem no corpo, no tempo e no espaço. Palavras-chave: sistema de justiça, reforma da justiça, justiça informal, Centros de Integração da Cidadania, ritual judiciário, gestão estatal de conflitos, pluralismo jurídico, Estado de direito, democracia.

6

7 Abstract The object of this dissertation is the justice system reform in Brazil, analyzed by an ethnographical approach on the creation and implementation of the Citizenship Integration Centres CIC, a program developed by São Paulo State government since 1996 and designed for enlarging poor population access to justice and improving the articulation among justice system institutions (Police, Prosecution Office and Judiciary). The research reconstructed the CIC creation frame as a justice system reform movement, sustained by magistrates and other legal operators, in a context of movements for political and social democracy and universalization of human rights in the 1980 s. The history of the CIC, its appropriations, route changes, adaptations, dislocations and outcomes, is a history of disputes surrounding the meaning of the rule of law expansion and, therefore, disputes on what and how to reform or conserve in justice services. The research interrogated the field of state management of conflicts, from what one can observe in its capillarity, in its extremities: for the CIC creation discourse, the functioning of justice in poor neighborhoods was a mean to transform all justice system; for the research, this was a chance to observe a set of institutions operating in the same field, to observe the justice system by its fringes, by the ranks of word of lower prestige, to look for the power microphysics in its extremities and to interrogate the real effects of justice services functioning. The analysis of conflict mediation in the different justice services available in CIC, under the perspective of the conflict resolution rituals interpretation, prepared the research conclusions about the supply of justice services for the poor and the difficulties in democratizing them. The fragmentation and plurality of conflict resolution rituals undertaken by public agents do not reflect the expansion of the rule of law intended by the justice reform movement; it reflects the competition of laws mobilized in power relations between the conflict parts and between them and state agents. The freedom to mobilize different conflict resolution rituals, with different outcomes, corresponds to the plurality of law perspectives and power relations established. However, it does not establish legal or symbolic guarantees of effectiveness, mining the effectiveness of the state law primate. The last part of the dissertation analyses the legal operators embodiment and the rituals of distinction on legal field, aiming to demonstrate how they are inscribed in the body, time and space. Key-Words: justice system, justice system reform, informal justice, Citizenship Integration Centre, judiciary ritual, dispute settlement, legal pluralism, rule of law, democracy. * With a help from Liana de Paula

8

9 Sumário INTRODUÇÃO NTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 Um projeto político de reforma da justiça Recontar uma história de resistência Recontar a construção de um projeto político Ainda recontar: de projeto a ação do Estado Uma análise estratégica da reorganização das forças A periferia 74 CAPÍTULO 2 Os estudos sobre o sistema de justiça no Brasil Sistema de justiça Juizados Especiais Juizados Especiais Criminais Justiça Criminal Polícia Civil Ministério Público 167 CAPÍTULO 3 Onde e como são os Centros de Integração da Cidadania Localização As instalações Os serviços ofertados 219 CAPÍTULO 4 A mediação de conflitos no CIC Um retrato dos conflitos Polícia Civil Ministério Público Poder Judiciário O campo plural da mediação estatal de conflitos 352 CAPÍTULO 5 Corpos do poder: fazendo diferença na periferia (para concluir) O corpo como um problema teórico O encontro dos corpos na periferia Considerações finais 375 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS IBLIOGRÁFICAS ANEXO - A experiência do CIC no Acre 381

10

11 Lista de siglas AJD Associação Juízes para a Democracia (associação civil) AJURIS Associação de Juízes do Rio Grande do Sul (associação civil) ARPEN Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (associação civil) BO Boletim de ocorrência CDHU Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (empresa pública) CIC Centro de Integração da Cidadania (programa governamental) CLIC Conselho Local de Integração da Cidadania CPF Cadastro de Pessoa Física (documento civil) CT Conselho Tutelar dos Direitos da Criança DIPO Divisão de Inquéritos Policiais (Judiciário) Febem Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Executivo estadual) FGTS Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (benefício previdenciário) GLBT Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis (movimento social) Gradi Grupo de Repressão e Acompanhamento dos Delitos de Intolerância (unidade policial) GSI Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (Executivo federal) GV Fundação Getúlio Vargas (universidade) FUNAI Fundação Nacional do Índio (Executivo federal) IBCCrim Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (associação civil) IIRGD Instituto de Identificação Roberto Gumbleton Daunt (órgão público) INCRA Insituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Executivo federal) JEC Juizado Especial Cível (Judiciário) JECrim Juizado Especial Criminal (Judiciário) JEF Juizado Especial Federal (Judiciário) JIC Juizado Informal de Conciliação (Judiciário) MDB Movimento Democrático Brasileiro (partido político) MP Ministério Público OAB Ordem dos Advogados do Brasil OEA Organização dos Estados Americanos (organismo internacional) ONG organização não-governamental ONU Organização das Nações Unidas PAJ Procuradoria de Assistência Judiciária (órgão público) PCC Primeiro Comando da Capital (organização criminosa) PEC Projeto de Emenda Constitucional PEDH Programa Estadual de Direitos Humanos PIS Programa de Integração Social (programa de distribuição de renda) PGE Procuradoria Geral do Estado (órgão público) PFL Partido da Frente Liberal (partido político) PIAPS Plano de Integração e Acompanhamento dos Programas Sociais de Prevenção da Violência PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro (partido político) PNSP Plano Nacional de Segurança Pública PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Procon Procuradoria de Defesa do Consumidor (órgão público) PSDB Partido da Social-Democracia Brasileira (partido político) PT Partido dos Trabalhadores (partido político) RG Registro Geral (documento civil) SEADS Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Executivo estadual) SENASP Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça (Executivo federal) SERT Secretaria do Emprego e das Relações de Trabalho (Executivo estadual) STF Supremo Tribunal Federal (Judiciário) TACRIM Tribunal de Alçada Criminal (Judiciário) TJ Tribunal de Justiça TJAC - Tribunal de Justiça do Estado do Acre TJSP Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo VEC Vara das Execuções Criminais (Judiciário)

12

13 IInttrodução Esta tese tem por objeto a reforma do sistema de justiça no Brasil. Empiricamente, está fundada em estudo etnográfico dos Centros de Integração e Cidadania CIC, implementados no estado de São Paulo, por iniciativa governamental, desde Originalmente concebida no contexto do retorno ao Estado de direito no Brasil e no interior de debates sobre a democratização da administração da justiça, a implantação do CIC pretendia alcançar a universalização dos direitos humanos nesta sociedade, mediante um programa de melhoria do acesso à justiça e à segurança pública em áreas da periferia da cidade de São Paulo, no âmbito do governo estadual. O programa resulta de parcerias entre as secretarias de governo, o Poder Judiciário, o Ministério Público, e outras organizações, prevendo a participação popular por meio de conselhos. Sua criação veio corresponder a lutas travadas no contexto da transição entre a ordem autoritária do período da ditadura militar ( ) e a construção de uma ordem democrática iniciada com a eleição de governos civis (1982 e 1989), a produção de uma nova Constituição (1988) e a renovação de algumas legislações, trazendo esperança democrática na consolidação de um Estado de direito, sendo disputado entre as forças políticas a extensão e abrangência do primado do direito. Na visão de seus criadores, tratava-se de um projeto de expansão do Estado de direito, através da acessibilidade aos serviços de justiça, à população pobre da periferia das grandes cidades, maioria até então excluída das relações de cidadania e desprotegida pela ordem jurídica. A história do CIC, de suas apropriações, mudanças de rumo, adaptações, deslocamentos e resultados, pode então ser lida como uma história de lutas em torno do significado da expansão do Estado de direito conseqüentemente sobre o que e como reformar ou conservar nos serviços de justiça no período recente da sociedade brasileira, embora a pesquisa tenha se concentrado em São Paulo, a maior metrópole do país, hoje com 19 milhões de habitantes. A expansão do Estado de direito não pode ser compreendida apenas em sua dimensão normativa, considerando a criação de normas e instituições com essa finalidade: a própria emergência do CIC é indicativa de que é preciso mergulhar mais fundo do que o plano normativo para transformar relações sociais no cotidiano, pautando a administração dos conflitos entre indivíduos, grupos e classes pelo primado do direito como uma condição da democracia. Assim, para perceber a reforma proposta, e sobretudo para investigar seus efeitos, é preciso

14 2 Introdução mergulhar no rastro deixado pela própria existência do CIC e ir observar a microfísica do cotidiano dos serviços de justiça, interrogando seus efeitos concretos sobre a expansão do Estado de direito. Esta tese foi construída como uma etnografia do sistema de justiça, investigado a partir do que ele produz nos postos do CIC, onde diversos serviços de justiça funcionam no mesmo local, estabelecendo conexões com poderes Executivo e Judiciário e com a sociedade civil. A pesquisa da criação, implantação e do funcionamento dos serviços de justiça no CIC é uma estratégia para praticar uma sociologia política do sistema de justiça, entendido como o campo da gestão estatal da conflitualidade. Há aqui a necessidade de qualificar dois conceitos desta proposição. 1. O conceito de gestão estatal da conflitualidade substitui, na operacionalização da pesquisa, o de Estado de direito, que abre para o risco de pensar Estado e sociedade civil como entidades sociológicas opostas, inclinando também o leitor para pensar o Estado como um bloco monolítico, homogeneamente governado, expressando uma razão única. O conceito de gestão estatal da conflitualidade a localiza num campo em que outras formas de gestão da conflitualidade convivem com as agências estatais e considera que a gestão estatal pode, ela mesma, ser objeto de conflitos e disputas entre as diversas agências. Leva igualmente em conta que no interior das agências há correntes disputando práticas, posições, significados, poder. Aqui o Estado foi pensado a partir da pluralidade de forças que contém, como um campo de disputas, permeado, atravessado por jogos de força que transcendem o próprio campo estatal. Por isso, em muitos momentos a expressão primado do direito tenta qualificar a gestão estatal dos conflitos como pautada no direito estatal ou pautada por outras ordens com ele concorrentes. 2. Há um debate nas ciências sociais brasileiras sobre a possibilidade teórica de tratar a justiça como um sistema, alguns chamando a atenção para a frouxa articulação entre suas instituições (Paixão, 1982), outros destacando as disputas institucionais entre regimes de verdade contraditórios (Kant de Lima, 1989, 1995). A construção da pesquisa sobre o CIC como um objeto de estudo do sistema de justiça não pretende tratar o conceito de sistema no seu registro funcionalista, segundo o qual as partes se integram coerentemente ao todo. Entretanto, a pesquisa revelou que, no campo estatal de administração de conflitos, as diferentes instituições encarregadas de gerir conflitos, reunidas no CIC, desenvolvem atividades complementares, e às vezes concorrentes ou conflitantes, produzindo um efeito de conjunto que manifesta coerências estruturais. Isto é, mesmo sendo um campo plural, descontínuo e fragmentado, a gestão estatal da conflitualidade é atravessada por uma coerência que hierarquiza, segmenta, demarca, cria complementaridades, aloca os indivíduos e suas práticas num campo de significados. É, nessa

15 Introdução 3 medida, acompanhando Bourdieu (1989), um campo de estruturas estruturantes, constituído pelos conflitos e disputas de poder entre os participantes, que vão reproduzindo-o e modificando-o; mas ao mesmo tempo, codificado por estruturas estruturadas, no qual a hierarquia e a estratificação se exercem ainda que transfiguradas pelas formas simbólicas de poder. O CIC é como uma janela pela qual o analista pode observar as relações de poder constituindo e sendo constituídas por práticas concretas da gestão estatal dos conflitos. E se as relações estruturais de poder são imprescindíveis para o conhecimento do campo, elas só existem em função das subjetividades de operadores, partes, gestores, reformadores, definidas e redefinidas pelas lutas políticas concretas que estabelecem no campo. Para tecer uma etnografia, e uma sociologia política, recorreu-se à recuperação da memória, das falas, da agência de sujeitos históricos concretos que, através de suas disputas e alianças, movimentam, reproduzem e transformam o campo político observado. Mas é prudente observar a crítica à centralidade do sujeito no pensamento moderno introduzida por Michel Foucault, sob o risco de reificar processos sociais que são dinâmicos, e cair na tentação de julgar os sujeitos, demonizando ou heroicizando suas trajetórias, como se de fato não houvessem relações de poder estruturadas a conformá-las, como se as falas não reproduzissem discursos de verdade ordenadores da experiência social, como se a memória não fosse ela mesma constituída por relações de poder e saber. Mesmo sem poder aderir à radicalidade da crítica do sujeito desenvolvida por Michel Foucault, esta pesquisa foi desenhada em consideração às orientações metodológicas para a análise política introduzidas por ele. Foucault representou uma inflexão nos estudos políticos, quando propôs o abandono do modelo de análise da soberania, segundo o qual o poder emanaria de um centro político e enfraquecer-se-ia nas extremidades, em favor da adoção de uma analítica do poder que o supõe onipresente em toda parte, exercendo-se de modo capilar (Foucault, 1987). Seu enfoque está em como o poder se exerce, buscando desprender o pensamento de um modo de pensar o poder como alguma coisa intrínseca do sujeito, que alguém pode deter, transferir, mas como resultado de uma relação, daí sua imensa contribuição para a sociologia política. O combate intelectual de Foucault contra o conceito de soberania, que havia norteado a construção das teorias políticas de maior sucesso até então, deve-se à recusa de prosseguir pensando o rei como figura central da análise do poder, deslocando a teoria da tarefa de ser instrumento ou justificação do poder central. Para Foucault, falar em legitimidade do poder ou em direitos legítimos da soberania é uma forma de mascarar o fato da dominação, é uma tentativa

16 4 Introdução de olhar para o consenso, quando a natureza das relações políticas é a luta (Foucault, 2002). Assim, se considera que a reflexão sobre a democracia no sistema de justiça pode iluminar-se (com o perdão da expressão!) pelas orientações metodológicas foucaultianas. A fim de dissecar as relações de dominação e apropriação política sob um novo olhar, não mais centrado no rei, mas disperso pelo corpo social, não mais pautado pelo paradigma da obediência, mas preocupado em compreender a sujeição, cinco são as precauções fundamentais para o desenho da pesquisa enunciadas por Foucault, num dos cursos que ofereceu no Collège de France transcrito no livro Em Defesa da Sociedade (2002): 1. Deslocar o olhar para a periferia, para as extremidades do corpo social, para as instituições locais, para além da lei e da regulamentação, observando as técnicas de intervenção do poder na produção dos efeitos que busca; 2. Observar o exercício do poder em sua face externa, isto é, observando seus efeitos e não interrogando as motivações internas dos agentes o que seria supor a existência de um centro do poder e supor que ele pode ser detido por alguém. O deslocamento do olhar para a extremidade e para os sujeitos implica entender como se produzem os súditos, que procedimentos de sujeição podem ser observados e como eles operam, a partir da multiplicidade dos corpos, das forças, das energias, das matérias, dos desejos, dos pensamentos, etc., produzindo efeitos materiais sobre os corpos (Foucault, 2002: 33); 3. O poder é algo que circula, que funciona, se exerce. Não pode ser detido, partilhado, transferido, aplicado, represado, não pertence a indivíduo, grupo ou classe. A dominação não deve ser entendida de forma homogênea, mas como particularidade do exercício, da apropriação conjuntural de força. E como só existe em circulação, só existe em redes, pelas quais circulam os indivíduos que sucessivamente submetem e são submetidos na concretude das relações; 4. Embora circule e forme redes, a distribuição do poder nunca é igualitária, nem está localizada em ponto nenhum. Ocorrem apropriações, investiduras, colonizações, deslocamentos, transformações, rupturas, continuidades, que não estão localizadas num sujeito, grupo ou classe. Os agentes do poder, que operam seus instrumentos e aplicam as técnicas, são as mais insuspeitas pessoas concretas. Para entender os mecanismos do poder não adianta interrogar os grandes sujeitos históricos como burguesia, classe, pois novamente seria supor que o poder tem um centro. É preciso demonstrar que certos arranjos produzem utilidades políticas e lucros econômicos que podem ser apropriados e colonizados em mecanismos que se solidificam;

17 Introdução 5 5. À noção de ideologia se contrapõe a noção de produção, acumulação e circulação de dispositivos de saber, que se operam a partir de técnicas de observação, registro e investigação, e se constituem em verdades. Trata-se de um referencial metodológico centrado na observação da constituição dos corpos, do seu controle, das suas interações e dos efeitos concretos, sempre heterogêneos e desiguais, que essas interações produzem. Esta pesquisa procurou interrogar o campo de gestão estatal de conflitos, a partir do que se pode observar no seu alcance capilar, em suas extremidades, tomando o CIC como um estudo de caso do modo como o poder circula, é apropriado e investido, cristalizando ou transmutando sistemas de verdade, sujeição e hierarquia. O tema da reforma ou da democratização da justiça precisa transcender a análise normativa e a dimensão explícita da fala dos seus sujeitos e mergulhar na microfísica do poder em suas extremidades, interrogando os efeitos concretos produzidos pelo exercício do poder. É esta a orientação seguida pela pesquisa doravante relatada. O capítulo 1 é um mapeamento do campo de disputas em torno da criação de um projeto de reforma da justiça, de sua conversão num programa de ação e das diferentes visões e inflexões históricas percebidas na implantação do programa governamental dos Centros de Integração da Cidadania. Buscou-se identificar diversos discursos apreendidos através das falas de sujeitos históricos, que recuperam memórias sobre a criação e implantação do CIC. São versões da verdade, perspectivas da realidade, reconstruídas pelos sujeitos a partir de suas vivências num campo social. Foram reconstruídas conexões entre a política interna da magistratura, o contexto mais amplo de disputa política pela democratização e a produção do saber técnico-jurídico 1. Nesse aspecto, o campo jurídico foi apresentado como semi-autonômo, influenciado pelos movimentos políticos mais amplos da sociedade brasileira, através das mediações dos interlocutores técnicos e dos agentes institucionais. A reforma do sistema de justiça foi também tematizada como um discurso políticoeleitoral, localizado no contexto da democratização política, que se estende aos primeiros anos da década de Na descrição desses embates é contextualizada a formulação e a implantação do programa estudado e as disputas e apropriações que se sucederam. As perspectivas dos sujeitos são recuperadas com o intuito de realizar seu registro etnográfico e compor um quadro de pluralidades de visões de mundo e diagnósticos da realidade. 1 É prudente considerar que se poderiam agregar outras falas e outros discursos sobre o campo da magistratura, sobre o campo eleitoral e sobre a produção do saber técnico-jurídico. Cada um desses campos merece sua própria etnografia. Pelo recorte adotado na pesquisa, para não escapar de tomar o CIC como a janela pela qual se observa o que acontece nesses campos, eles foram reconstruídos exclusivamente a partir da sua intersecção com a história do CIC, portanto, parcialmente.

18 6 Introdução Não podem ser tomadas sob a perspectiva de uma história de continuidades ou como o inventário de um processo evolutivo que retrata os sujeitos como heróis, vencedores. Até mesmo porque a leitura dos capítulos consecutivos poderá indicar que mesmo as boas idéias produzem efeitos de poder, assimetrias, desigualdades, separações e exclusões, devendo sempre ser problematizadas em função desses efeitos, conforme a sugestão de Michel Foucault (1987, 1988, 2002). Por ser a etnografia um método de descrição densa (Geertz, 1989) que compila diferentes perspectivas dos atores sociais, sempre tomadas como parciais e interrogadas pela sua singularidade em meio à multiplicidade de caminhos possíveis (Weber, 1991), a presente pesquisa acaba atingindo um resultado que poderia ter sido obtido por outras metodologias críticas, por isso em condição de dialogar com elas. A influência bourdiana (Bourdieu, Chamboredon, Passeron, 1999) muito contribuiu na persecução desse resultado, permitindo constantemente referenciá-lo a um campo (Bourdieu, 1989) constituído por lutas sobre quais são as boas idéias, quem são os que se avocam como seus legítimos defensores, contra quem se opõem, como se distinguem dos outros grupos em disputa no campo e como demarcam suas idéias em relação a outras idéias tomadas como contrapostas. Através da leitura das diferentes construções realizadas pelos sujeitos, o sociólogo escapa de tomar um objeto de estudo pronto, tomado da realidade social sem intermediações. No confronto emergido da reconstrução de um campo, sempre plural e hierarquizado, o sociólogo percorre as diferentes construções do senso comum para, compreendendo-as como construção, romper com elas e construir um objeto sociológico, pensado a partir de um lugar reflexivo (Bourdieu, 1989). Trata-se de observar o sistema de justiça pelas suas franjas, pelos postos de trabalho de pouco prestígio, distantes geográfica e simbolicamente das chefias e dos postos de decisão. Pelo discurso de criação do CIC, a franja transformaria o centro. Para a pesquisa trata-se de uma oportunidade de observar o sistema como um conjunto de instituições operando no mesmo campo, realizando uma investigação que transcende as fronteiras institucionais, tomando-as como construção e não como um dado acabado de realidade. Entretanto, a própria literatura das ciências sociais (com honrosas exceções) tendeu a segmentar e manter-se nessas fronteiras institucionais, preferindo recortar objetos menores e menos diversos. A visão do conjunto do sistema de justiça foi contemplada com menos freqüência. Este estudo procurou o conjunto, arriscando-se, naturalmente, a perder riqueza de detalhes, ou ainda a perder-se neles. Na tentativa de compensar esse risco, lançou-se, no segundo capítulo, a uma revisão de literatura brasileira sobre as três instituições eleitas para o estudo: Polícia Civil, Poder Judiciário e Ministério Público, contemplando também o tema da reforma do sistema de justiça.

19 Introdução 7 O debate das ciências sociais sobre o sistema de justiça é atravessado por uma espécie de silenciamento ou ocultamento, ou ainda por uma divisão de trabalho. Os estudos que tematizam o sistema de justiça, o contexto da democratização e das reformas normativas e institucionais, privilegiam o tratamento dos conflitos cíveis e, em geral, diagnosticam importantes rupturas na configuração institucional, na prestação dos serviços e na relação de cidadania nas últimas duas décadas. Os estudos sobre a justiça criminal, ao contrário, grosso modo, tematizam as dificuldades de democratização, a persistência de padrões hierárquicos e os obstáculos de atualização das instituições para o enfrentamento do crescimento da criminalidade no período democrático. Mesmo aqueles que se dedicam a investigar o efeito de reformas, como os Juizados Especiais Criminais, apontam padrões persistentes nas culturas jurídicas e organizacionais dos operadores jurídicos, resistentes aos temas relevantes para a democratização do sistema de justiça. Esta investigação, de certa forma, situa-se no cruzamento dessas duas correntes, e teve que explicitar suas adesões, não podendo limitar-se, para contextualizar seu objeto, a apenas uma das vertentes. Há ainda uma literatura internacional percorrida sobre o tema do acesso à justiça e das reformas: o procedimento foi abordar os temas e autores recepcionados e trabalhados na literatura nacional, permitindo localizar as peculiaridades da justiça brasileira e de suas reformas em contextos globais de transformações na esfera da gestão estatal dos conflitos. O capítulo 3 procurou contextualizar duplamente os postos do CIC. Como um programa destinado às áreas de periferia, portanto às classes populares, foi descrito a partir dos dados quantitativos sobre a população alvo, permitindo caracterizá-la nas diferenças e desigualdades em relação a outras regiões da cidade; mas também nas suas demandas por gestão estatal de conflitos. Como um programa executado por instituições centralizadas, autonomamente organizadas, reagindo à demanda externa para organização de um serviço específico, procurou-se descrever os serviços oferecidos no CIC no contexto de cada instituição (como foi possível alocar aqueles serviços, oferecidos daquela forma, naquele lugar?). Este capítulo dialoga, através das informações coletadas no campo, com as etnografias e o conhecimento sobre as instituições reunido no capítulo 2. No capítulo 4, procurou-se interrogar os serviços de justiça a partir do tema da democratização e da expansão do primado do direito, identificado como princípio da reforma pretendida. Para levar a cabo a investigação, adotou-se como método a análise do ritual de mediação de conflitos mobilizado pelos serviços de justiça do CIC, tomando como parâmetro de comparação a teorização sobre o ritual judiciário oferecida por Antoine Garapon (1997). Para este autor, o ritual judiciário encarna valores da república e da democracia e os representa na

20 8 Introdução cena, no espaço, na seqüência de tempo, nas vestimentas, na linguagem, nos papéis assumidos, de modo a tornar eficiente a comunicação não racional desses valores. Tanto Garapon como esta tese estão em diálogo com a antropologia no que diz respeito à valorização dos rituais para a compreensão da sociedade. É digno notar a recente valorização da análise dos rituais para a compreensão da política, representada na antropologia brasileira pelas pesquisas realizadas e recolhidas por Mariza Peirano (2001). Para ela, sob as influências de Stanley Tambiah (1985) e Roberto DaMatta (1979), o ritual é privilegiado para a produção, a reprodução e a modificação das relações de poder por unir as dimensões do pensar e do fazer, do dizer e do agir, sendo, por isso, privilegiado também para a captação dos valores e das estruturas de ação e pensamento por eles expressos. Por serem performativos, os rituais resolvem conflitos, isto é, ordenam a experiência e o pensamento, e ao mesmo tempo comunicam os valores da ordem social para os participantes. Aderindo a esta perspectiva, a análise dos rituais de resolução de conflitos no CIC é a que permite compreender no que consiste fazer a justiça e qual a ordem social desempenhada no ritual 2. O estudo revelou a diversidade dos rituais, abrindo a interpretação para a realidade do pluralismo jurídico no interior do sistema de justiça oficial. A contribuição de Boaventura de Sousa Santos (2001) ao estudo do pluralismo jurídico permitiu reconhecer e compreender os sentidos do pluralismo dos rituais de resolução de conflitos nos serviços oficiais de justiça. A interpretação não poderia deixar de confrontar este pluralismo, que é um dos principais achados da pesquisa de campo, com o projeto de reforma do sistema um dia imaginado como caminho de expansão do Estado de direito. Esse capítulo é o coração da tese por apresentar a descrição e a análise das relações micropolíticas estabelecidas entre as partes e os operadores dos serviços de justiça na produção dos rituais de gestão da conflitualidade. Entre a multiplicidade de rituais e ordens jurídicas acionadas conclui-se que os efeitos globais do sistema minam a eficácia do primado do direito estatal o que traz termos novos para a discussão sobre justiça, democracia e eqüidade. O quinto capítulo complementa e amarra, de certa forma, os anteriores, resgatando a referência foucaultiana de análise da corporificação dos operadores jurídicos, retomando em outro nível de análise as questões trabalhadas ao longo da tese. Densificando ainda mais a descrição, foi incorporada a contribuição de Pierre Bourdieu (1989) sobre os rituais de distinção 2 Nos estudos sobre justiça, Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (2001) inovou com sua análise sobre o tribunal do júri como evento performativo, lúdico e teatralizado, em que se negociam o poder individual de matar e o poder social de controlar os membros da sociedade. André Faisting (2004) analisou as audiências de conciliação nos Juizados Especiais Criminais como ritual, destacando as representações emanadas sobre violência e punição entre os profissionais e litigantes.

DIMENSÃO TÉCNICO OPERATIVA DO SERVIÇO SOCIAL

DIMENSÃO TÉCNICO OPERATIVA DO SERVIÇO SOCIAL DIMENSÃO TÉCNICO OPERATIVA DO SERVIÇO SOCIAL PROFESSORA: DENISE CARDOSO O serviço social é uma especialização do trabalho coletivo, inserido na divisão sóciotécnica do trabalho, cujo produto expressa-se

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

TERRITÓRIO E LUGAR - ESPAÇOS DA COMPLEXIDADE

TERRITÓRIO E LUGAR - ESPAÇOS DA COMPLEXIDADE TERRITÓRIO E LUGAR - ESPAÇOS DA COMPLEXIDADE Renata Pekelman 1 Alexandre André dos Santos 2 Resumo: O artigo pretende trabalhar com conceitos de território e lugar, a complexidade intrínseca a esses conceitos,

Leia mais

IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS

IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS Aluno: Lucas Boscacci Pereira Lima da Silva Orientadora: Solange Jobim e Souza Introdução Câmera como Instrumento

Leia mais

Arquitetura da participação no Brasil: avanços e desafios da democracia participativa. Renovando Utopias

Arquitetura da participação no Brasil: avanços e desafios da democracia participativa. Renovando Utopias Arquitetura da participação no Brasil: avanços e desafios da democracia participativa. Renovando Utopias IPEA: Governança Democrática no Brasil Contemporâneo: Estado e Sociedade na Construção de Políticas

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos Luciana Aleva Cressoni PPGPE/UFSCar Depois de uma palavra dita. Às vezes, no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Clarice Lispector

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal I- Introdução Mestrados Profissionais em Segurança Pública Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal Este documento relata as apresentações, debates e conclusões

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ

A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ 1 A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ Mayara de Freitas Orientadora Profa. Dra. Sandra Aparecida

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

UNIDADE 3 O QUE REPRESENTA PARA NÓS O PPP? ÉTICA E LIBERDADE NA CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DA ESCOLA

UNIDADE 3 O QUE REPRESENTA PARA NÓS O PPP? ÉTICA E LIBERDADE NA CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DA ESCOLA UNIDADE 3 O QUE REPRESENTA PARA NÓS O PPP? ÉTICA E LIBERDADE NA CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DA ESCOLA Módulo 3 - Direitos Humanos e o Projeto Político Pedagógico da escola Objetivos: Nesta unidade vamos discutir

Leia mais

HELENA NAVARRO GIMENEZ

HELENA NAVARRO GIMENEZ HELENA NAVARRO GIMENEZ O ASSISTENTE SOCIAL NA GESTÃO ESTADUAL DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E A APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL NESSE ESPAÇO DE ATUAÇÃO O presente artigo tem por objetivo

Leia mais

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 FORMAÇÃO

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80 Disciplina: Metodologia Científica SERVIÇO SOCIAL Ementa: Finalidade da metodologia científica. Importância da metodologia Número âmbito das ciências. Metodologia de estudos. O conhecimento e suas formas.

Leia mais

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 Sandra M. Zákia L. Sousa 2 As demandas que começam a ser colocadas no âmbito dos sistemas públicos de ensino, em nível da educação básica, direcionadas

Leia mais

Antônio Carlos Bento Ribeiro

Antônio Carlos Bento Ribeiro Antônio Carlos Bento Ribeiro Acredito que a Academia pode e deve participar do processo de renovação do Direito do Trabalho no Brasil. Centrada essencialmente nas transformações que têm afetado o mundo

Leia mais

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul 1919 X Salão de Iniciação Científica PUCRS Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul Pâmela de Freitas Machado 1, Helena B.K.Scarparo 1 (orientadora) 1 Faculdade Psicologia,

Leia mais

O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA

O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA Vera Alice Cardoso SILVA 1 A origem: motivações e fatores indutores O Curso de Gestão Pública

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA. Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA. Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler REPRESENTAÇÕES DE EDUCAÇÃO E DE MEIO AMBIENTE O QUE ENTENDEMOS POR EDUCAÇÃO? O QUE

Leia mais

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992.

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992. METODOLOGIA DO ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Aline Fabiane Barbieri Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez,

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em psicanálise Autor: Érico Campos RESUMO Este trabalho discute questões gerais envolvidas na leitura de textos e discursos nas ciências

Leia mais

Seminário Cenário Contemporâneo: Polêmicas e Desafios ao Serviço Social

Seminário Cenário Contemporâneo: Polêmicas e Desafios ao Serviço Social Seminário Cenário Contemporâneo: Polêmicas e Desafios ao Serviço Social Seminário Cenário Contemporâneo: Polêmicas e Desafios ao Serviço Social PALESTRA 03: Investigação em Serviço Social: para quê, a

Leia mais

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA.

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA. A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA. NOGUEIRA, Ione da Silva Cunha - UNESP/Araraquara Uma educação conscientizadora e emancipadora, que garanta qualidade de ensino e acesso

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

FRÁGEIS E EM SITUAÇÕES DE FRAGILIDADE

FRÁGEIS E EM SITUAÇÕES DE FRAGILIDADE PRINCÍPIOS PARA UMA INTERVENÇÃO INTERNACIONAL EFICAZ EM ESTADOS PRINCÍPIOS - Março 2008 Preâmbulo Uma saída sustentável da pobreza e da insegurança nos Estados mais frágeis do mundo terá de ser conduzida

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Fórum ONG/AIDS RS COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Paulo Giacomini Porto Alegre, 30 de Outubro de 2014. Comunicação 1. Ação de comunicar, de tornar comum (à comunidade) uma informação (fato, dado, notícia); 2. Meio

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

Curso de Especialização Gestão Educacional 5ª Edição

Curso de Especialização Gestão Educacional 5ª Edição Curso de Especialização Gestão Educacional 5ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Gestão Educacional e organização do trabalho pedagógico pressupostos teórico - metodológicos Alberto Albuquerque Gomes Total

Leia mais

Red Derechos Humanos y Educación Superior Taller 1 Metodología de la enseñanza de los DDHH en la Educación Superior (Lima, 16-17 de julio de 2012)

Red Derechos Humanos y Educación Superior Taller 1 Metodología de la enseñanza de los DDHH en la Educación Superior (Lima, 16-17 de julio de 2012) Red Derechos Humanos y Educación Superior Taller 1 Metodología de la enseñanza de los DDHH en la Educación Superior (Lima, 16-17 de julio de 2012) O Ensino de Direitos Humanos da Universidade Federal do

Leia mais

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais 14º Encontro Nacional do Congemas CRAS como unidade de gestão local do SUAS 14º Encontro Nacional do Congemas

Leia mais

CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC.

CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC. CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC. Neusa Maria Zangelini - Universidade do Planalto Catarinense Agência Financiadora: Prefeitura de Lages/SC

Leia mais

sonhando nova escola nova sociedade com uma e uma Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula.

sonhando nova escola nova sociedade com uma e uma Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula. Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula. 01_IN_CA_FolderTecnico180x230_capa.indd 3 sonhando com uma nova escola e uma nova sociedade 7/24/13 2:16 PM comunidade de

Leia mais

BOLETIM CEDES JULHO-AGOSTO 2015 ISSN 1982-1522. Diálogo institucional?

BOLETIM CEDES JULHO-AGOSTO 2015 ISSN 1982-1522. Diálogo institucional? BOLETIM CEDES JULHO-AGOSTO 2015 ISSN 1982-1522 Diálogo institucional? Igor Suzano Machado * Há algumas semanas, estive num congresso em que se discutiu a ideia de "diálogo institucional" como possível

Leia mais

UNIVERSIDADE ABERTA AOS MOVIMENTOS SOCIAIS

UNIVERSIDADE ABERTA AOS MOVIMENTOS SOCIAIS 11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA UNIVERSIDADE

Leia mais

PESQUISA QUALITATIVA

PESQUISA QUALITATIVA PESQUISA QUALITATIVA CONHECIMENTO É o processo pelo qual as pessoas intuem, apreendem e depois expressam. Qualquer ser humano que apreende o mundo (pensa) e exterioriza, produz conhecimento. PESQUISA É

Leia mais

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 A Constituição de 1988 criou a possibilidade de que os cidadãos possam intervir na gestão pública. Pela via do controle social, influenciam

Leia mais

Palavras-chave: Mediação Cultural; Autonomia; Diversidade.

Palavras-chave: Mediação Cultural; Autonomia; Diversidade. Um olhar sobre a diversidade dos educativos da Fundaj 1 Maria Clara Martins Rocha Unesco / MG Maria José Gonçalves Fundaj / PE RESUMO Os programas educativos nos diferentes equipamentos culturais da Fundação

Leia mais

AS TRÊS DIMENSÕES DA INCLUSÃO

AS TRÊS DIMENSÕES DA INCLUSÃO r 02.qxp 5/6/2008 16:15 Page 1 293 SANTOS, MÔNICA PEREIRA; PAULINO, MARCOS MOREIRA (ORGS.). INCLUSÃO EM EDUCAÇÃO: CULTURAS, POLÍTICAS E PRÁTICAS. SÃO PAULO: CORTEZ, 2006. 168 P. JANETE NETTO BASSALOBRE*

Leia mais

2 Público não é político. É o espaço coletivo, do cidadão.

2 Público não é político. É o espaço coletivo, do cidadão. A MÚSICA NA SOCIALIZAÇÃO DAS MENINAS DE SINHÁ GIL, Thais Nogueira UFMG thaisgil@terra.com.br GT: Movimentos Sociais e Educação / n.03 Agência Financiadora: CAPES O que acontece quando os sujeitos excluídos

Leia mais

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes 1 Introdução A ascensão do sistema capitalista forjou uma sociedade formatada e dividida pelo critério econômico. No centro das decisões econômicas, a classe proprietária de bens e posses, capaz de satisfazer

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

CONTOS DA MATA VISÕES DE VIDA: UM DESAFIO FRENTE À CULTURA INDÍGENA RESUMO

CONTOS DA MATA VISÕES DE VIDA: UM DESAFIO FRENTE À CULTURA INDÍGENA RESUMO CONTOS DA MATA VISÕES DE VIDA: UM DESAFIO FRENTE À CULTURA INDÍGENA RESUMO OLIVEIRA, Luiz Antonio Coordenador/Orientador ARAÚJO, Roberta Negrão de Orientadora O artigo tem como objetivo apresentar o Projeto

Leia mais

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO 1 DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO INTRODUCÃO Patrícia Edí Ramos Escola Estadual Maria Eduarda Pereira Soldera São José dos Quatro Marcos Este trabalho tem por objetivo uma pesquisa

Leia mais

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL Coleção EDUCAÇÃO SUPERIOR Coordenação editorial: Claudenir Módolo Alves Metodologia Científica Desafios e caminhos, Osvaldo Dalberio / Maria

Leia mais

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições I. Informações preliminares sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) De 28 de maio

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

Articulando saberes e transformando a prática

Articulando saberes e transformando a prática Articulando saberes e transformando a prática Maria Elisabette Brisola Brito Prado Na sociedade do conhecimento e da tecnologia torna-se necessário repensar o papel da escola, mais especificamente as questões

Leia mais

DESMISTIFICANDO A EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL

DESMISTIFICANDO A EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL DESMISTIFICANDO A EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL Lisandra Marisa Príncepe Faculdade Sumaré lisandra.marisa@sumare.edu.br Juliana Diamente Faculdade Sumaré juliana.diamente@sumare.edu.br RESUMO: Neste texto, discutem-se

Leia mais

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO A partir de meados do século xx a actividade de planeamento passou a estar intimamente relacionada com o modelo racional. Uma das propostas que distinguia este do anterior paradigma era a integração

Leia mais

DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1

DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1 DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1 Sobre a atuação dos Juízes e Poderes Judiciários Iberoamericanos relativamente à informação, à participação pública e ao acesso à justiça em matéria de meio ambiente

Leia mais

Cinthia Monteiro de Araújo. Formando sujeitos: as alianças entre o ensino de História e a Educação em Direitos Humanos. Dissertação de Mestrado

Cinthia Monteiro de Araújo. Formando sujeitos: as alianças entre o ensino de História e a Educação em Direitos Humanos. Dissertação de Mestrado Cinthia Monteiro de Araújo Formando sujeitos: as alianças entre o ensino de História e a Educação em Direitos Humanos Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção

Leia mais

Seminário Internacional O FUTURO DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA: TÉCNICA DE CONTROLE OU SOBERANIA POPULAR

Seminário Internacional O FUTURO DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA: TÉCNICA DE CONTROLE OU SOBERANIA POPULAR Seminário Internacional O FUTURO DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA: TÉCNICA DE CONTROLE OU SOBERANIA POPULAR Porto Alegre, RS Brasil 25, 26 e 27 de outubro de 2007 SISTEMATIZAÇÃO DAS MESAS TEMÁTICAS Objetivos

Leia mais

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação Janaina Guimarães 1 Paulo Sergio Machado 2 Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão acerca da espiritualidade do educador

Leia mais

PROJETO BRA/04/029. Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE

PROJETO BRA/04/029. Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE PROJETO BRA/04/029 Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE Os currículos deverão ser encaminhados para o endereço eletrônico seguranca.cidada@mj.gov.br até o dia 20 de dezembro de 2015.

Leia mais

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS MARTA LÚCIA DA SILVA ROSANA CAPPUTI BORGES Educação Infantil: desigualdades de idade e raça, um grande desafio a ser conquistado. São Paulo 2012 EDUCAÇÃO

Leia mais

Os Amigos do Pedrinho

Os Amigos do Pedrinho elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO Os Amigos do Pedrinho escrito por & ilustrado por Ruth Rocha Eduardo Rocha Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios práticos

Leia mais

Palavras-chave: fracasso escolar, aprendizagem discente, ação docente.

Palavras-chave: fracasso escolar, aprendizagem discente, ação docente. FRACASSO E EVASÃO ESCOLAR: UM ESTUDO SOBRE APRENDIZAGEM DISCENTE E AÇÃO DOCENTE RODRIGUES, Sílvia de Fátima Pilegi Prof. Douta. Depto. de Educação/ICHS/CUR/UFMT ANDRADE, Luiza Gonçalves Fagundes de Bolsista

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

Senhor Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, demais presentes:

Senhor Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, demais presentes: Senhor Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, demais presentes: Inicio esta minha intervenção cumprimentando Vossa Excelência pela convocação desta audiência pública. Com esta iniciativa, Vossa Excelência

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO NAVCV. Cultura Política em Perspectiva

CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO NAVCV. Cultura Política em Perspectiva CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO NAVCV Cultura Política em Perspectiva Maria Raquel Lino de Freitas Dezembro de 2006 UMA BREVE COLOCAÇÃO DO PROBLEMA Sociedade Civil Estado

Leia mais

Generated by Foxit PDF Creator Foxit Software http://www.foxitsoftware.com For evaluation only. Política de Comunicação Institucional

Generated by Foxit PDF Creator Foxit Software http://www.foxitsoftware.com For evaluation only. Política de Comunicação Institucional Política de Comunicação Institucional POLÍTICA PÚBLICA P DE COMUNICAÇÃO O homem é um ser social. O intercâmbio de suas experiências e de seus conhecimentos possibilitou que as pessoas se apropriassem dos

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais

2. Projeto Ético-Político do Serviço Social

2. Projeto Ético-Político do Serviço Social Projeto Ético-político do Serviço Social: a passagem do âmbito da possibilidade ao âmbito da efetividade Cláudia Mônica dos Santos Discente: Janaina Menegueli Início: agosto de 2013. Objeto: Projeto Ético-político

Leia mais

Processos Metodológicos na Construção de sistemas de indicadores (memória terceira oficina)

Processos Metodológicos na Construção de sistemas de indicadores (memória terceira oficina) Processos Metodológicos na Construção de sistemas de indicadores (memória terceira oficina) ------------------------------------------------------------------------------------ Oficina de Indicadores Plataforma

Leia mais

O processo de planejamento participativo da unidade escolar

O processo de planejamento participativo da unidade escolar O processo de planejamento participativo da unidade escolar Pedro GANZELI 1 Resumo: Nos últimos anos, com o avanço das políticas educacionais que postulam a descentralização, a gestão da unidade escolar

Leia mais

Proposta Pedagógica. Buscando atender às necessidades da comunidade local, o Colégio La Salle Brasília oferece educação infantil, fundamental e médio.

Proposta Pedagógica. Buscando atender às necessidades da comunidade local, o Colégio La Salle Brasília oferece educação infantil, fundamental e médio. Proposta Pedagógica Visão: Ser um centro de excelência em Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio que busca alcançar a utopia que tem de pessoa e sociedade, segundo os critérios do evangelho, vivenciando

Leia mais

A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES

A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES Luiz Carlos Bresser-Pereira Senhor, nº 24, março de 1980 Estou passando pelos corredores e ouço: Quando as empresas brasileiras forem dirigidas por administradores

Leia mais

Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma mídia Democrática

Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma mídia Democrática Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma mídia Democrática Comunicação é um direito de todos No Brasil, os meios de comunicação estão concentrados nas mãos de poucas empresas familiares que têm a

Leia mais

Gestão Escolar. Profª. Maria Aparecida Carvalho Alencar

Gestão Escolar. Profª. Maria Aparecida Carvalho Alencar Gestão Escolar Profª. Maria Aparecida Carvalho Alencar ACORDO DIDÁTICO Pontualidade; Assiduidade; Agilidade para se deslocar para as atividades de grupo; Cumprimento das tarefas/participação; Autonomia

Leia mais

As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R

As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R INTRODUÇÃO A pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. O

Leia mais

Auditoria: Desafio e Confiança. 13 de setembro de 2013

Auditoria: Desafio e Confiança. 13 de setembro de 2013 XI Congresso da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas Auditoria: Desafio e Confiança 13 de setembro de 2013 Senhor Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, Dr. José Azevedo Rodrigues, Senhoras

Leia mais

O BRASIL SEM MISÉRIA APRESENTAÇÃO

O BRASIL SEM MISÉRIA APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO O BRASIL SEM MISÉRIA O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome decidiu organizar este livro por vários motivos. Um deles é evitar que o histórico da construção do Plano Brasil

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO I

DIREITO ADMINISTRATIVO I UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE DIREITO DIREITO ADMINISTRATIVO I 2.º Ano Turma B PROGRAMA DA DISCIPLINA Ano lectivo de 2011/2012 LISBOA 2011 Regente: Prof. Doutor Fausto de Quadros ELEMENTOS DE ESTUDO

Leia mais

ANÁLISE DE UM PROJETO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL VOLTADO À INCLUSÃO SOCIAL GIL

ANÁLISE DE UM PROJETO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL VOLTADO À INCLUSÃO SOCIAL GIL ANÁLISE DE UM PROJETO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL VOLTADO À INCLUSÃO SOCIAL GIL, Thais Nogueira UFMG - thaisgil@terra.com.br- GT: Trabalho e Educação/ 09 Agência Financiadora: FUNADESP Este texto apresenta

Leia mais

Experiência: O novo olhar sobre a gestão de pessoas do setor público, na nova idade da democracia no Brasil.

Experiência: O novo olhar sobre a gestão de pessoas do setor público, na nova idade da democracia no Brasil. Experiência: O novo olhar sobre a gestão de pessoas do setor público, na nova idade da democracia no Brasil. RADIOBRÁS Empresa Brasileira de Comunicação S. A. Diretoria de Gestão de Pessoas e Administração

Leia mais

ANEXO 01. CURSO: Tecnólogo em Segurança Pública e Social UFF

ANEXO 01. CURSO: Tecnólogo em Segurança Pública e Social UFF ANEXO 01 CURSO: Tecnólogo em e Social UFF SELEÇÃO DE VAGAS REMANESCENTES DISCIPLINAS / FUNÇÕES - PROGRAMAS / ATIVIDADES - PERFIS DOS CANDIDATOS - NÚMEROS DE VAGAS DISCIPLINA/FUNÇÃO PROGRAMA/ATIVIDADES

Leia mais

Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa

Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa Módulo Unidade 01 Tópico 01 Políticas na Atenção do Idoso Introdução as Políticas Públicas Políticas Públicas Ao longo do tempo o papel do Estado frente

Leia mais

A EVASÃO ESCOLAR NO SEGUNDO ANO DA UNIDADE ESCOLAR MÁRIO MARTINS

A EVASÃO ESCOLAR NO SEGUNDO ANO DA UNIDADE ESCOLAR MÁRIO MARTINS UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ CAMPUS PROFESSOR BARROS ARAÚJO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS PORTUGUÊS A EVASÃO ESCOLAR NO SEGUNDO ANO DA UNIDADE ESCOLAR MÁRIO MARTINS Gutembergson Martins Feitosa

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Como se trabalha com projetos ALMEIDA, Maria Elizabeth. Como se trabalha com projetos. Revista TV Escola, [S.l.], n. 22, p. 35-38, 2001. Entrevista concedida a Cláudio

Leia mais

Resenha do livro Comportamentos em Lugares Públicos Notas sobre a organização social dos ajuntamentos, de Erving Goffman (Petrópolis: Vozes, 2010).

Resenha do livro Comportamentos em Lugares Públicos Notas sobre a organização social dos ajuntamentos, de Erving Goffman (Petrópolis: Vozes, 2010). PITANGA, Carolina Vasconcelos. Resenha do livro Comportamentos em lugares públicos Notas sobre a organização social dos ajuntamentos, de Erving Goffman (Petrópolis: Vozes, 2010). RBSE Revista Brasileira

Leia mais

A Etnização das lutas sociais pela terra na Amazônia: Novas agendas, novos agenciamentos político-territoriais

A Etnização das lutas sociais pela terra na Amazônia: Novas agendas, novos agenciamentos político-territoriais Bárbara Duarte de Arruda Universidade Federal Fluminense barbara.dda@gmail.com A Etnização das lutas sociais pela terra na Amazônia: Novas agendas, novos agenciamentos político-territoriais 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno A crise de representação e o espaço da mídia na política RESENHA Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno Rogéria Martins Socióloga e Professora do Departamento de Educação/UESC

Leia mais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais Especialização em Gestão Estratégica de Apresentação CAMPUS COMÉRCIO Inscrições Abertas Turma 02 --> Início Confirmado: 07/06/2013 últimas vagas até o dia: 05/07/2013 O curso de Especialização em Gestão

Leia mais

A REFLEXÃO CRÍTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: Entre Práticas e Saberes. Alciane Gonçalves Barbosa - Graduanda em Pedagogia/UFPI

A REFLEXÃO CRÍTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: Entre Práticas e Saberes. Alciane Gonçalves Barbosa - Graduanda em Pedagogia/UFPI A REFLEXÃO CRÍTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: Entre Práticas e Saberes Alciane Gonçalves Barbosa - Graduanda em Pedagogia/UFPI Maria Antonia Alves Lima Graduanda em Pedagogia /UFPI Bárbara Maria Macedo

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO LINHA DE PESQUISA TEORIA E PRÁTICA PEDAGÓGICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PROJETO IDENTIDADE E A PRÁTICA PEDAGÓGICA

Leia mais

O ENSINO DE FILOSOFIA NA ESCOLA BÁSICA: UMA LEITURA FOUCAULTIANA Liliana Souza de Oliveira - UFSM

O ENSINO DE FILOSOFIA NA ESCOLA BÁSICA: UMA LEITURA FOUCAULTIANA Liliana Souza de Oliveira - UFSM O ENSINO DE FILOSOFIA NA ESCOLA BÁSICA: UMA LEITURA FOUCAULTIANA Liliana Souza de Oliveira - UFSM Introdução O artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/96) determina que

Leia mais

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Não é fácil situar-nos diante da questão da paz na atual situação do mundo e do nosso país. Corremos o risco ou de negar a realidade ou de não reconhecer o sentido

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA DISCIPLINA DE PÓS-GRADUAÇÃO GRUPOS EXCLUÍDOS, MOVIMENTOS SOCIAIS E DIREITOS HUMANOS PROFESSOR: MARCUS ORIONE GONÇALVES CORREIA

Leia mais

Senhoras e Senhores:

Senhoras e Senhores: Senhoras e Senhores: Uso a palavra em nome de todas as entidades governamentais e nãogovernamentais parceiras do Programa Justiça para o Século 21. E não é sem razão. Esse é, para todos nós, um momento

Leia mais

Referente a qualidade e eficiência dos serviços prestados conceituam-se os seguintes meios para obtenção da eficácia nos serviços.

Referente a qualidade e eficiência dos serviços prestados conceituam-se os seguintes meios para obtenção da eficácia nos serviços. 191 Volume produzido; Volume Micromedido e Estimado; Extravasamentos; Vazamentos; Consumos Operacionais Excessivos; Consumos Especiais; e Consumos Clandestinos. A partir do conhecimento dos fatores elencados

Leia mais