REDE DE AVALIAÇÃO E CAPACITAÇÃO PARA A IMPLEMENTAÇÃO DOS PLANOS DIRETORES PARTICIPATIVOS Avaliação dos Planos Diretores do Rio Grande do Norte

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1 REDE DE AVALIAÇÃO E CAPACITAÇÃO PARA A IMPLEMENTAÇÃO DOS PLANOS DIRETORES PARTICIPATIVOS Avaliação dos Planos Diretores do Rio Grande do Norte Nome dos Pesquisadores/contatos: Maria Dulce P. Bentes Sobrinha Josenita Araújo da Costa Dantas Ana Claudia de Sousa Lima Município: Caicó Número da lei: Lei nº Data da aprovação do Plano Diretor: 17 de outubro de 2006 Estado: Rio Grande do Norte A. INFORMAÇÕES GERAIS DO MUNICÍPIO O município de Caicó insere se em pleno semi árido nordestino, na Micro região do IBGE do Seridó Ocidental, caracterizada pela escassez e instabilidade das chuvas, altas temperaturas, baixa umidade e uma paisagem marcada pela vegetação de caatinga. Caíco é o sexto município com maior extensão em área do Rio Grande do Norte, 1.228,57 km², equivalente a 2,33% da superfície estadual e encontra se a 256 km de Natal, capital do Estado. Limita se ao Norte por Jucurutu, Florânia e São Fernando, ao Sul por São João do Sabugi e o Estado da Paraíba, ao Leste São José do Seridó, Cruzeta, Jardim do Seridó e Ouro Branco e ao Oeste Timbaúba dos Batistas, São Fernando e Serra Negra do Norte. (IDEMA, 2008) Figura 1: Mapa de Caíco. Fonte: Mapas de Hidrografia e Acessos do IDEMA, 2008, modificados.

2 1. Caracterização sócio demográfica e econômica do município. Para essa caracterização podem ser utilizadas fontes secundárias (dados IBGE) e o próprio diagnóstico utilizado no Plano Diretor. a) População urbana e rural e sua evolução nos últimos 20 anos; Segundo o último levantamento demográfico do IBGE, de 2000, o município apresenta uma população de hab., sendo hab. em área urbana, equivalente a 80, 71% da população total, sendo apenas 19,12 % residente em área rural. Ainda segundo o IBGE a população estimada em 2009 da cidade de Caicó chega a hab. APODI POPULAÇÃO MUNICIPAL EVOLUÇÃO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS População Censo 1991 Censo 2000 Total Urbana Contagem 2007 Estimativa Rural FONTE: IBGE/Atlas do desenvolvimento humano do Brasil, b) Evolução da PEA por setor nos últimos 10 anos Os estudos e Censos do IBGE não revelam a divisão da população economicamente ativa por setores. O município não disponibilizou dados. POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA EVOLUÇÃO NOS ULTIMOS 10 ANOS APODI População Censo 1991 Censo 2000 Total , FONTE: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada c) Estratificação da população por renda e sua evolução nos últimos 10 anos Os dados disponibilizados pelo IBGE são referentes apenas ao ano de FAMÍLIAS RESIDENTES EM DOMICÍLIOS PARTICULARES POR CLASSES DE RENDIMENTO NOMINAL MENSAL FAMILIAR, SITUAÇÃO DO DOMICÍLIO E NÚMERO DE COMPONENTES DAS FAMÍLIAS E NÚMERO DOS QUE TÊM RENDIMENTOS 2000 CAÍCO Classes de rendimento nominal mensal familiar Total Total Até 1/4 de salário mínimo 48 Mais de 1/4 a 1/2 salário mínimo 353 Mais de 1/2 a 3/4 de salário mínimo 365 Mais de 3/4 a 1 salário mínimo 1.836

3 Mais de 1 a 1 1/4 salários mínimos 489 Mais de 1 1/4 a 1 1/2 salários mínimos Mais de 1 1/2 a 2 salários mínimos Mais de 2 a 3 salários mínimos Mais de 3 a 5 salários mínimos Mais de 5 a 10 salários mínimos Mais de 10 a 15 salários mínimos 583 Mais de 15 a 20 salários mínimos 287 Mais de 20 salários mínimos 544 Sem rendimento 862 Nota: 1 Dados da amostra 2 Salário mínimo utilizado: R$ 151,00. 3 A categoria Sem rendimentos Inclui as famílias cuja pessoa responsável recebia somente em benefícios. 4 Exclusive as pessoas cuja condição na família era pensionista, empregado(a) doméstico(a) ou parente do(a) empregado(a) doméstico(a). FONTE: IBGE Censo Demográfico d) Serviços de saneamento ambiental O município apresenta, segundo o Censo do IBGE de 2000, domicílios, sendo em área urbana e dispostas na área rural, desse total 86,52% têm acesso à água encanada e 81,16% tem acesso a água encanada e banheiro. Dessas habitações 88,36% tem acesso a água pela rede geral, 3,48% através de poços ou nascentes e 8,14,% por outros meios. Quanto ao escoamento do esgoto, até ,5% da população tinha acesso a rede geral e 37,5% utilizavam fossa para esse serviço. DOMICÍLIOS 2000 Total % Urbano ,7 Rural ,3 FONTE: IBGE Censo Demográfico TIPO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA 2000 Total % Rede Geral ,36

4 Poço ou Nascente 505 3,48 Outros ,14 FONTE: IBGE Censo Demográfico TIPO DE ESCOAMENTO 2000 Total Total Rede Geral ,5 Fossa ,5 Vala 193 1,33 Outros (1) 529 3,65 NOTA: Não tinha banheiro nem sanitários FONTE: IBGE Censo Demográfico PERCENTUAL DE PESSOAS QUE VIVEM EM DOMICÍLIOS COM ACESSO AOS SERVIÇOS BÁSICOS, 1991 E 2000 % de pessoas que vivem em domicílios com água encanada % de pessoas que vivem em domicílios com banheiro e água encanada % de pessoas que vivem em domicílios urbanos com serviço de coleta de lixo % de pessoas que vivem em domicílios com energia elétrica % de pessoas que vivem em domicílios subnormais Censo 1991 Censo ,47 86,52 67,93 81,16 81,52 94,41 87,94 97, FONTE: Atlas do desenvolvimento humano do Brasil, No Estado do Rio Grande do Norte em 2000, Caicó ocupa o 3º (3 de 167 municípios) do IDH M=0,756 e o1692º lugar no Brasil (3.712/5.561 municípios). Segundo a classificação do NUD, o município está entre as regiões consideradas de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,5e 0,8).( BRASIL,2005) B. ACESSO A TERRA URBANIZADA Os objetivos da avaliação estarão centrados nos seguintes aspectos: a) Detectar quais diretrizes do Estatuto da Cidade foram reproduzidas nos textos do Plano Diretor.

5 DIRETRIZES DO PLANO DIRETOR ESTATUTO DA CIDADE [...] Art. 2º. O Plano Diretor de que trata esta lei fundamentando se nos artigos 110 e 11 da Lei Orgânica do Município e no que couber nos termos da Lei Federal nº /2001 Estatuto da Cidade é o instrumento básico de ordenamento do desenvolvimento do Município e de orientação de todos os agentes públicos e privados de forma abrangente, contemplando todas as dimensões do desenvolvimento político, social, econômico, espacial, administrativo e financeiro, garantindo o bem estar dos munícipes, promovendo a distribuição equitativa dos bens e serviços urbanos, propiciando a ocupação ecologicamente equilibrada e sustentável do território municipal e o acesso à terra urbana. (ADEQUAÇÃO) Art.7º Para cumprir sua função social, a propriedade urbana deve atender, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigências, a serem estabelecidos em lei específica, no mínimo, aos seguintes requisitos: I aproveitamento e utilização para atividades de interesse urbano, em intensidade compatível com a capacidade de atendimento dos equipamentos e serviços públicos; II aproveitamento e utilização compatíveis com a preservação da qualidade do meio ambiente; III aproveitamento e utilização compatíveis com a segurança e saúde de seus usuários e propriedades vizinhas. (ADEQUAÇÃO). [...]Art.2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: I, IV e V CONCLUSÃO: O acesso a terra urbana apresenta adequação ao que prevê o Estatuto da Cidade nos Art. 2º e 7º. b) Apontar diretrizes que, embora não reproduzam o texto do Estatuto, se refiram como objetivos ou diretrizes do plano aos seguintes temas : INSERÇÃO DAS ZEIS NA CIDADE O QUE DIZ O PLANO DIRETOR O QUE DIZ O ESTATUTO DA CIDADE

6 Art.11 São Objetivos gerais do Plano Diretor da cidade de Caicó: III promover a reurbanização de áreas precárias, incentivando a ampliação de ofertas de moradia ás famílias de menor renda; Art.12 São objetivos específicos deste Plano Diretor: II assegurar meios efetivos de ação do Poder Executivo Municipais para a solução dos problemas de habitação, particularmente no que se refere ás áreas ocupadas pela população de menor renda combatendo o déficit e precariedade de moradias; III priorizar a ocupação dos espaços vazios designando áreas de interesse social para fins habitacionais; V estabelecer condições para regularização fundiária urbana; Parágrafo único O Município por sua Prefeitura Municipal poderá intervir e desapropriar os imóveis de interesse histórico ou cultural encravados nas zonas de interesse social que estejam abandonados ou sub utilizados. Art.2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: III cooperação entre os governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade no processo de urbanização, em atendimento ao interesse social; XIV regularização fundiária e urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda mediante o estabelecimento de normas de normas especiais de urbanização, uso do solo e edificação, considerada a situação socioeconômica da população e as normas ambientais; XVI isonomia de condições para os agentes públicos e privados na promoção de empreendimentos e atividades relativos ao processo de urbanização, atendido o interesse social; Art.36 As ações governamentais recomendadas pelo Plano Diretor, entre outras deverão seguir as seguintes diretrizes: II reordenamento da periferia da cidade mediante ações de regularização fundiária e melhoramentos nas estradas vicinais, resultando em uma maior integração entre a zona urbana e rural; CONCLUSÃO: O Plano Diretor de Caicó, no que se refere as ZEIS,apresenta se referenciado nos artigos 11 e 12 que tratam dos objetivos e no artigo 36 que estabelece as ações governamentais. GARANTIA DO DIREITO À TERRA URBANA E MORADIA O QUE DIZ O PLANO DIRETOR O QUE DIZ O ESTATUTO DA CIDADE Art.11 São Objetivos gerais do Plano Diretor da cidade de Caicó: [...] III priorizar a ocupação dos espaços Art.2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:

7 vazios designando áreas de interesse social para fins habitacionais; V reorganizar o território de maneira a reduzir os conflitos de uso e maximizar o rendimento social da ocupação do solo e do desempenho das atividades privadas, estabelecendo em lei o exame de impacto de vizinhança para novos empreendimentos; Art.12 São objetivos específicos deste Plano Diretor: [...]II assegurar meios efetivos de ação do Poder Executivo Municipais para a solução dos problemas de habitação, particularmente no que se refere ás áreas ocupadas pela população de menor renda combatendo o déficit e precariedade de moradias; III priorizar a ocupação dos espaços vazios designando áreas de interesse social para fins habitacionais; I garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido com direito à terra urbana, á moradia ao saneamento ambiental, a infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações; [...] XIV regularização fundiária e urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda mediante o estabelecimento de normas de normas especiais de urbanização, uso do solo e edificação, consideradas a situação socioeconômica da população e as normas ambientais; XV simplificação da legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo e das normas edilícias, com vistas a permitir a redução dos custos e o aumento da oferta dos lotes e unidades habitacionais; [...]V estabelecer condições para regularização fundiária urbana; CONCLUSÃO: No que se refere a garantia do direito a terra urbana e moradia, o Plano Diretor de Caicó busca adequação ao que estabelece o Estatuto da Cidade na definição dos objetivos gerais e específicos. GESTÃO DEMOCRÁTICA POR MEIO DA PARTICIPAÇÃO POPULAR O QUE DIZ O PLANO DIRETOR O QUE DIZ O ESTATUTO DA CIDADE Art.3º A elaboração do Plano Diretor propicia a prática e a continuidade de debates e proposições dos diversos agentes sociais, que devem ser integrados ao processo permanente de planejamento da cidade e de seu território municipal, garantindo o democrático processo de participação da sociedade nas decisões que tenham influência na expansão e desenvolvimento urbano. [...] Art.12. São objetivos específicos deste Plano Diretor: [...] VII estabelecer condições para continuidade dos processos de consulta e debate sistemático das ações de Art.2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: [...] II gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano; [...] XIII audiência do Poder Público municipal e da população interessada nos processos de implantação de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre o meio

8 planejamento, junto à coletividade, visando a sua participação organizada nos destinos da cidade e do Município ambiente natural ou construído, o conforto ou a segurança da população; CONCLUSÃO: A Gestão democrática no Plano Diretor de Caicó é tratada nos objetivos específicos e nas diretrizes (Artigos 3º e 12) de forma bastante genérica. ORDENAÇÃO E CONTROLE DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DE MODO A EVITAR A RETENÇÃO ESPECULATIVA DE TERRENOS O QUE DIZ O PLANO DIRETOR O QUE DIZ O ESTATUTO DA CIDADE Art.11 São Objetivos gerais do Plano Diretor da cidade de Caicó: I integrar, viva, eficaz e permanentemente as atividades públicas e privadas, atendendo ás aspirações e necessidades da comunidade, promovendo uma maior participação da população na elaboração das ações do governo municipal com vistas a expansão urbana; [...] Art.12. São objetivos específicos deste Plano Diretor: [...] IV manter os limites de urbanização dentro do perímetro urbano vigente, priorizando o adensamento e a otimização da ocupação dos vazios existentes, planejando a expansão do período urbano de forma gradual e sustentável; [...] VIII produzir os instrumentos de aplicação imediata e de curto prazo, necessários e indispensáveis ao controle e ordenação dos processos espontâneos de crescimento urbano, que provocam sensíveis prejuízos á coletividade; Art.2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: [...] VI ordenação e controle do uso do solo, de forma a evitar: [...] e) a retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização; [...] IX justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização; X adequação dos instrumentos de política econômica, tributária e financeira e dos gastos públicos aos objetivos do desenvolvimento urbano, de modo a privilegiar os investimentos geradores de bem estar geral e a fruição dos bens pelos diferentes segmentos sociais; XI recuperação dos investimentos do Poder Público de que tenha resultado a valorização de imóveis urbanos; CONCLUSÃO: O Plano Diretor de Caicó trata o ordenamento e controle do uso e ocupação do solo nos objetivos gerais e específicos, apontando a necessidade de definição de limites da urbanização e produção de instrumentos de controle e ordenação de crescimento urbano. JUSTA DISTRIBUIÇÃO DOS BENEFÍCIOS E ÔNUS DECORRENTES DO PROCESSO DE URBANIZAÇÃO

9 O QUE DIZ O PLANO DIRETOR O QUE DIZ O ESTATUTO DA CIDADE Art. 9º As propriedades urbanas e as áreas especiais, referidas nesta Lei, que não cumprirem sua função social, de conformidade com o estabelecido na legislação municipal, na Constituição Federal e na Lei Federal nº10,257/2001 que estabelece o Estatuto da Cidade, estarão sujeitas a aplicação do imposto predial e territorial urbano progressivo no tempo, sem prejuízo de outras sanções de ordem legal Art.2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: [..] IX justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização; X adequação dos instrumentos de política econômica, tributária e financeira e dos gastos públicos aos objetivos do desenvolvimento urbano, de modo a privilegiar os investimentos geradores de bem estar geral e a fruição dos bens pelos diferentes segmentos sociais; XI recuperação dos investimentos do Poder Público de que tenha resultado a valorização de imóveis urbanos; CONCLUSÃO: No Plano Diretor de Caicó não há diretriz ou objetivo sobre o tema. O Art.9º trata apenas da propriedade urbana que não atende a função social. RECUPERAÇÃO DOS INVESTIMENTOS DO PODER PÚBLICO DE QUE TENHA RESULTADO A VALORIZAÇÃO DE IMÓVEIS URBANOS O QUE DIZ O PLANO DIRETOR O QUE DIZ O ESTATUTO DA CIDADE Art.11 Os objetivos do Plano Diretor são aqueles estabelecidos na Lei Orgânica do Município, complementados pelos objetivos gerais e específicos aqui definidos: [...] V reorganizar o território de maneira a reduzir os conflitos de uso e maximizar o rendimento social da ocupação do solo e do desempenho das atividades privadas, estabelecendo em lei o exame de impacto de vizinhança para novos empreendimentos Art.2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: [...] XI recuperação dos investimentos do Poder Público de que tenha resultado a valorização de imóveis urbanos; VI estruturar o tecido urbano, de forma a oferecer o suporte adequado ao desenvolvimento dos sistemas de relações sociais e econômicas; Art. 12 São objetivos específicos deste Plano Diretor: [...] IV manter os limites de urbanização dentro do perímetro urbano vigente,

10 priorizando o adensamento e a otimização da ocupação dos vazios existentes, planejando a expansão do perímetro urbano de forma gradual e sustentável; CONCLUSÃO: O Plano Diretor de Caicó não aborda claramente o tema recuperação dos investimentos públicos, no entanto estabelece nos objetivos geral e específico, que orientará a ocupação do solo, de forma que assegure o aproveitamento dos investimentos públicos já aplicados em infraestrutura no município. O Estatuto da Cidade define uma diretriz geral para a abordagem do tema. Neste sentido, consideramos que o Plano Diretor procura se adequar ao que prevê o Estatuto da Cidade. REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA E URBANIZAÇÃO DE ÁREAS OCUPADAS POR POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA O QUE DIZ O PLANO DIRETOR O QUE DIZ O ESTATUTO DA CIDADE Art.11 Os objetivos do Plano Diretor são aqueles estabelecidos na Lei Orgânica do Município, complementados pelos objetivos gerais e específicos aqui definidos: [...] V reorganizar o território de maneira a reduzir os conflitos de uso e maximizar o rendimento social da ocupação do solo e do desempenho das atividades privadas, estabelecendo em lei o exame de impacto de vizinhança para novos empreendimentos Art.2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: [...] XI recuperação dos investimentos do Poder Público de que tenha resultado a valorização de imóveis urbanos; VI estruturar o tecido urbano, de forma a oferecer o suporte adequado ao desenvolvimento dos sistemas de relações sociais e econômicas; Art. 12 São objetivos específicos deste Plano Diretor: [...] IV manter os limites de urbanização dentro do perímetro urbano vigente, priorizando o adensamento e a otimização da ocupação dos vazios existentes, planejando a expansão do perímetro urbano de forma gradual e sustentável; CONCLUSÃO: No que se refere a regularização fundiária o Estatuto da Cidade já nas diretrizes aponta o procedimento que deve ser adotado e a que faixa de renda da população deve ser beneficiada. O Plano Diretor de Caicó estabelece como objetivos do Plano, a reurbanização de áreas precárias como oferta de área urbanizada para população de menor renda e prevê o

11 estabelecimento das condições para regularização fundiária. QUESTÕES CHAVES: 1. A Função Social da Propriedade 1. O Plano estabelece a Função social da propriedade? De que forma? A função social da propriedade urbana, PD de Caicó é estabelecida no Capitulo III (Art.7º), definindo apenas, os requisitos a serem observados em legislação específica, quais sejam: [...]I aproveitamento e utilização para atividades de interesse urbano, em intensidade compatível com a capacidade de atendimento dos equipamentos e serviços públicos; II aproveitamento e utilização compatível com a preservação da qualidade do meio ambiente; III aproveitamento e utilização compatível com segurança e saúde de seus usuários e propriedades vizinhas. 2. Instrumentos de Política Fundiária INSTRUMENTOS COMO SE APLICA ONDE SE APLICA QUANDO SE APLICA Edificação/Parcelam ento Compulsórios IPTU progressivo no tempo Na forma definida no Art. 7º do Estatuto da Cidade. O Art.9º e os parágrafos 1º a 4º do PD de Caicó, remete a aplicação do instrumento a regulamentação específica que vai alterar o Código Tributário do Município e estabelece parâmetros e condições para a referida regulamentação. Não fica claro no texto da Lei os espaços territoriais onde deverá ser aplicado o instrumento. O Art. 9º refere se às propriedades urbanas e as áreas especiais. Após a regulamentação, não ficando claro prazo. O Art. 43 estabelecia ate ó ano de 2008, para regulamentação do Plano e todos os instrumentos nele previstos. O Art. 48 instituiu os instrumentos de desenvolvimento urbano que o Poder Público passarão a utilizar, entre eles os institutos Jurídicos,( inciso I, alínea b, Tributário e

12 Financeiro II, alínea a ). Concessão Onerosa do direito de construir Não aplica Não aplica Não aplica Operação Urbana Consorciada OUC s Instituto Jurídico denominado de Reurbanização Consorciada Aplica se como um instituto jurídico denominado de Reurbanização Consorciada, nas áreas especiais de recuperação para o uso habitacional. Na reurbanização consorciada o Município poderá declarar de Interesse Social, para fins de desapropriação, imóvel urbano improdutivo ou subutilizado, sem corresponder as necessidades de habitação, serviços ou trabalho da população, a que deva suprir com nova destinação de uso, nas áreas especiais de recuperação para o uso habitacional ou nas Zonas Especiais de Interesse Social. Após o cadastramento das áreas pelo Poder Público(Art. 50 1º). ZEIS No PD áreas destinadas a população de interesse social são tratadas como Áreas Especiais (AE) Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), localizadas dentro do perímetro urbano definidas como ocupações irregulares, inadequadas, subocupações prejudiciais ou vazios urbanos desnecessários. (Art. 46) São classificadas como: I para Habitações de Interesse Social; Em parte do território urbano que abrigam ocupações irregulares, núcleo de favelas ou outras situações de precariedade habitacional. Após o cadastramento das áreas pelo Poder Público (Art. 50 1º). II de Recuperação para Uso Habitacional; II Ocupação controlada ou Baixa Densidade; De Proteção Ambiental; Zona Especial de Interesse Social.

13 Os Projetos Urbanísticos no PD de Caicó tem a mesma função do instrumento Oeração Urbana e se aplica nas seguintes condições: I edificação ou conjunto edificado de interesse patrimonial da comunidade; Operação Urbana OBS: Projetos Urbanísticos II equipamento urbano público ou particular, de porte expressivo e gerador de grande circulação de pessoas e/ ou veículos; III áreas urbanas congestionadas, saturadas ou deterioradas no centro urbano e suas imediações; Nas áreas já urbanizadas do município e periferias imediatas nos sítios urbanos definidos no Art. 63. O Poder Executivo deverá elaborar projetos parciais ou integrais e encaminhar ao legislativo em forma de projeto de Lei específica IV áreas destinadas a abrigar pólos secundários de comércio e serviços; V indústrias de grande porte, loteamentos e distritos industriais; Reserva de mata, se recursos hídricos ou relevo expressivo, no interir do perímetro urbano ou periférico. Transferência do Direito de Construir A Transferência do Direito de Construtivo esta previsto no PD de Caicó para ser utilizada pelos proprietários de imóveis considerados de interesse do patrimônio histórico, artístico, turístico, arqueológico, paisagístico ou ecológico, que serão autorizados pelo Poder Executivo a exercerem em outro local, ou alienar mediante escritura pública o direito de construir ainda não Nas áreas especiais e Zonas Especial de Interesse Social e nas Áreas Especiais de Proteção Ambiental. Após regulamentação por Lei específica no prazo de 150 dias contados a partir da publicação desta Lei.

14 exercido. Estudo de Impacto de Vizinhança EIV Não identifica a aplicação como instrumento. Concessão de uso especial para moradia Não prevê a aplicação do instrumento Direito de superfície Instituto Jurídico Previsto no PD no Art. 48, com a seguinte definição: mediante o qual o proprietário de terreno urbano pode conceder a outrem, por tempo determinado ou indeterminado, o direito de construir, plantar ou ocupar como removíveis, mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis, adquirindo o concessionário a propriedade da construção, benfeitoria ou plantação. Nas áreas especiais e Zonas Especial de Interesse Social e nas Áreas Especiais de Proteção Ambiental para usos compatíveis com a proteção ambiental. Após regulamentação por Lei específica no prazo de 150 dias contados a partir da publicação desta Lei. Direito de preempção Instituto Jurídico O PD prevê a aplicação do Instrumento nas Áreas Especiais de Recuperação Urbana para o Uso Habitacional, Zona Especial de Interesse Social, Área Especial de Ocupação Controlada ou Baixa Densidade e Áreas Especiais de Proteção Ambiental com a definição definida no Art. 48, inciso I, alínea c: que assegura ao Poder Executivo Municipal a preferência para aquisição de imóvel urbano, objeto de alienação entre particulares, entre órgão e entidade da Administração, direta e indireta, de qualquer nível de Governo, entre Nas áreas especiais e Zonas Especial de Interesse Social e nas Áreas Especiais de Proteção Ambiental para usos compatíveis com a proteção ambiental. Após regulamentação por Lei específica no prazo de 150 dias contados a partir da publicação desta Lei

15 particulares e órgão e entidades da Administração, direta e indireta. Fundo Municipal de Urbanização Não aplica As áreas destinadas aos Planos Locais Integrados, são formadas por: I terrenos e glebas parceladas e arruadas com ocupação parcial dos lotes; Planos Setoriais OBS: Utiliza os PLANOS LOCAIS INTEGRADOS O PD de Caicó utiliza os Planos Locais não como instrumento, mas com desdobramentos do Plano Diretor e regulamentados por Lei especifica. II usos não residenciais dispersos, com características suburbanas; III vazios urbanos internos e/ou periféricos a mancha urbana; Estabelece o prazo de 48 meses para a delimitação das localidades. IV porções da zona rural contígua, sempre que necessária a integridade territorial de cada localidade a ser planejada. O Plano define, ainda, as localidades por ordem prioritária conforme Art.61. O Plano prevê no Art. 48 aplicação de outros instrumentos de Caráter Jurídico e Tributário e Financeiro conforme relacionados e conceituados abaixo: Institutos Jurídicos 1) Requisição Urbanística que permite ao Poder Executivo Municipal requisitar, por prazo determinado, um ou mais imóveis contíguos, situados em zona urbana, para promover loteamento e obras de reurbanização, devolvendo o imóvel após prazo fixado, devidamente urbanizado, ou outro de valor equivalente aos respectivos proprietários. Fica facultado ao Poder Executivo o uso do instrumento nas áreas especiais de recuperação para uso habitacional ou zonas

16 especiais de interesse social. Instrumentos Tributários e Financeiros 1) Taxas e Tarifas Diferenciadas, ou seja, cobradas a maior ou a menor de seu valor médio, apurado para imóveis de uma mesma área, mediante critérios públicos e baseados na destinação e na condição de renda e de contrato dos moradores desses imóveis, aplicado nas áreas especiais de recuperação para uso habitacional ou zonas especiais de interesse social e de proteção ambiental; 2) Incentivos e Benefícios Fiscais e Financeiros poderão ser concedidos, a critério do Poder Executivo, desde que por prazo determinados, aos proprietários de imóveis que empreendam edificações ou atendam a destinações de uso ou de parcelamento de seus imóveis, compatíveis com as determinações deste Plano Diretor, respeitada a legislação federal atinente á matéria. Aplica se nas áreas especiais de recuperação para uso habitacional ou zonas especiais de interesse social e de proteção ambiental. 3. Controle do Uso e Ocupação do Solo 1. O Plano estabelece macrozoneamento? Da zona urbana e rural? Não estabelece o Macrozoneamento. O Capitulo Do Zoneamento e Uso do Solo Urbano, no Art.86 estabelece o prazo de 48 meses para regulamentação específica sobre o uso e parcelamento do solo. 2. O Macrozoneamento está demarcado em mapas? Delimitado por perímetros? 3. Além do Macrozoneamento o plano estabelece alguma outra forma de regulação do uso e ocupação do solo ou remete a uma revisão/elaboração de uma lei de uso e ocupação do solo? ( se tem outra lei de zoneamento). Remete a regulamentação específica. 4. Coeficientes e Macrozonas: Coeficientes COMO SE APLICA MACROZONAS ONDE SE APLICA QUANDO SE APLICA Coeficientes de Aproveitamento Básico Remete a regulamentação especifica Coeficientes de Não se aplica

17 Aproveitamento máximo Define como se calcula os coeficientes de aproveitamento? Define as macrozonas e seus coeficientes? Define zonas coeficientes e índices de utilização? Define o que é subutilização, não utilização e terreno vazio? Não se aplica Não Não Refere se sobre subutilização e terreno vazio mas não define. 5. ZEIS Tipos de ZEIS O PD de Caicó define Áreas Especiais de Interesse Social como sendo aquelas destinadas prioritariamente, à produção e manutenção de habitação de interesse social, visando atender à população de menor renda em sua necessidade de habitação ou recuperando áreas em condições precárias de moradia, e garantindo a permanência da população moradora no local, quando for legalmente possível e vantajosa para a população. 1. Localização em mapa, ou coordenadas ou descrição de perímetro:. Remete para regulamentação durante o ano de 2008 a instituição das Áreas Especiais e a regulamentação dos perímetros. 2. Definição da população que acessa os projetos habitacionais nas ZEIS Refere se de forma genérica às camadas da população de menor renda, não especificando níveis de renda. Refere se às habitações cujas tipologias são caracterizadas por favelas ou ocupação irregular, situações de risco ou situadas em faixas non aedificandi e que serão objeto de remoção, com transferência para outro lugar, preferencialmente dentro da mesma área especial, mediante programas a cargo da Municipalidade. 3. Definição de tipologias habitacionais em ZEIS? Padrões de parcelamento, gabarito.

18 Não define categorias de ZEIS. Refere se às tipologias de habitação de interesse social que devem ser contempladas nos programas habitacionais, conforme mencionadas no item anterior (2). 4. Remissão para lei específica? Sim. A Seção II do PD de Caicó trata da Distribuição das Propostas no Tempo, definindo que Até o ano de 2008, formar se á base técnica e legislativa para consolidar e colocar em prática as determinações deste Plano, a saber: I. Regulamentação dos instrumentos de controle urbano; II. Atualização da nova base cartográfica; III. Instituição das Áreas Especiais, regulamentando seus perímetros; IV. Implantação da obras e demais providências necessárias à ocupação do solo urbano, sua recuperação e reordenamento; V. Definição das medidas de contenção de crescimento desordenado nas direções consideradas inadequadas e nas zonas de preservação. 5. Caso as ZEIS já estejam demarcadas em mapas, qual é o percentual da zona? As ZEIS não foram delimitadas em mapa. 6. Relação entre ZEIS e APPs VI. Não trata diretamente, mas faz referência às medidas de contenção de crescimento desordenado nas direções consideradas inadequadas e nas zonas de preservação. 7. Ocupação das Áreas Centrais. 6. Perímetro Urbano e Parcelamento do Solo 1. O plano incluiu regras para o parcelamento do solo urbano ou remeteu para legislação específica? Criou regras específicas para parcelamento de interesse social? C. ACESSO AOS SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS URBANOS, COM ÊNFASE NO ACESSO À HABITAÇÃO, AO SANEAMENTO AMBIENTAL E AO TRANSPORTE E À MOBILIDADE. 1. O Plano Diretor e a Integração das Políticas Urbanas

19 No Art.11, que trata dos objetivos gerais, o Plano Diretor coloca uma visão integrada das diversas políticas setoriais através da promoção dos planos e programas setoriais e da hierarquização dos objetivos da administração municipal com relação às diretrizes econômicas, sociais e de desenvolvimento urbano dos governos federal e estadual. O Art.12 define com um dos objetivos específicos do Plano Diretor compatibilizar as ações de planejamento do Poder Executivo Municipal com as tendências e intervenções constatadas do Poder Estadual e dos municípios vizinhos, garantindo uma efetiva integração do planejamento local ao regional e intermunicipal. O Art. 36 estabelece as diretrizes para orientar as ações governamentais voltadas para a integração da Política Urbana incluindo: prioridade para o desenvolvimento sustentado; reordenamento da periferia da cidade; maiores oportunidade de emprego, oferta adequada de equipamentos e serviços e melhor infraestrutura na zona rural; diversificação da ocupação do solo e utilização de normas rígidas de controle do parcelamento do solo urbano, reurbanização e recuperação das áreas degradadas; definição de mecanismos de reversão da migração campo cidade; recuperação ambiental e zoneamento agro pecuária. INSTRUMENTOS instrumentos previstos na Lei, aplicados de acordo com as Áreas e Zonas especiais. Direito de Superfície Parcelamento e Edificação Compulsórios Direito de Preempção Requisição Urbanística Transferência do Direito de Construir Reurbanização Consorciada Imposto Predial e Territorial Urbano Progressivo no Tempo Taxas e Tarifas Diferenciadas Incentivos e Benefícios Fiscais e Financeiros Contribuição de Melhoria 2. O Plano Diretor e a Política de Habitação. 1. A existência de diagnóstico identificando a situação habitacional do município, com ênfase nas desigualdades sociais nas condições de moradia e no déficit habitacional. Identificar se essa avaliação incluiu levantamentos específicos ou se o plano prevê a elaboração de cadastros de moradias precárias. Não se teve acesso ao Diagnóstico. O PD de Caicó estabelece um ano para atualização da nova base cartográfica e Instituição das Áreas Especiais,

20 regulamentando seus perímetros. O texto do PD sugere que a questão da habitação de interesse social foi objeto de análise, mas o tema se traduz em propostas gerais. No Art.50 1º está definido que o Poder Executivo designará, no prazo de 30 dias, contados da publicação desta lei, órgão ou setor da Administração Municipal, que será provido das condições necessárias para iniciar, imediatamente, a atualização cadastral das áreas degradadas ou com habitações em precário estado de habitabilidade, visando subsidiar os projetos e programas de recuperação para uso habitacional(...) 2. As diretrizes estabelecidas para a política de habitação. Há uma série de recomendações no PD, que se constituem em orientação à Política de Habitação. Contudo, são indicações genéricas, uma vez que o próprio universo das intervenções (ZEIS) não está delimitado. Nesse sentido, destaca se o Art50 que define as Áreas de Recuperação para Uso Habitacional, caracterizando as como áreas que abrigam ocupações irregulares, núcleos de favelas ou outras situações de precariedade habitacional, que devem ser objeto de regularização e promoção urbanística visando a recuperação de qualidade de vida de toda a área extensiva ao local. Define que deverá se desenvolvido após 30 dias da promulgação da Lei do PD o mapeamento de cada Área Especial de Interesse Social, o processo de regularização fundiária onde for pertinente. Define a participação da população envolvida nos processos de regularização fundiária. 3. A definição de objetivos (e o grau de concretude dos mesmos) e o eventual estabelecimento de metas concretas. Reduzir déficit habitacional? Onde? Não faz referência especifica ao Déficit Habitacional. 4. A definição de uma estratégia de aumento da oferta de moradias na cidade pela intervenção regulatória, urbanística e fiscal na dinâmica de uso e ocupação do solo urbano. Onde territorialmente? isenção fiscal? A criação de programas específicos (urbanização de favelas, regularização de loteamentos, etc.) 5. A definição de instrumentos específicos visando à produção de moradia popular. Define os instrumentos a serem aplicados nas Áreas Especiais de Interesse Social: Parcelamento e edificação compulsórios; Direito de Preempção, Requisição Urbanística; Reurbanização Consorciada; Taxas e Tarifas Diferenciadas.

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