White Paper Inventário de Gases de Efeito Estufa

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1 White Paper Inventário de Gases de Efeito Estufa O que você precisa saber?

2 Inventário de Gases de Efeito Estufa O que você precisa saber? Sumário Objetivo... 2 Parte 1 - Entendendo o Inventário de Gases de Efeito Estufa... 3 O que é um Inventário GEE?... 3 Quais os benefícios de se elaborar um Inventário GEE?... 3 O que é preciso para elaborar um Inventário GEE?... 4 Parte 2 Como funciona o processo de elaboração de um Inventário GEE... 5 A Metodologia... 5 Quais gases de efeito estufa devem ser inventariados?... 6 Como definir as fontes de emissões de sua empresa?... 6 E agora? Como realizar o cálculo das emissões?... 7 Princípios para contabilização e elaboração do Relatório... 8 Elaboração do Inventário de GEE Um processo contínuo... 9 Parte 3 - Como escolher a melhor opção para sua empresa?... 9 Conclusão Sobre a Angel Ambiental Sobre a autora

3 Objetivo O objetivo deste White Paper é fornecer informações que possam facilitar o seu entendimento quanto à elaboração de um Inventário de Gases de Efeito Estufa e orientar a sua escolha na contratação dos serviços para a sua empresa. Para a elaboração do Inventário GEE, duas opções estão disponíveis a primeira é um trabalho mais objetivo, que se inicia com um treinamento para todos os funcionários ligados ao levantamento de dados durante o período de elaboração do documento. Nessa opção, os dados são coletados pela equipe responsável e enviados para a Consultoria, que desenvolve os cálculos e apresenta um relatório com os resultados encontrados, ou seja, a participação da equipe resume-se na coleta e envio de dados à empresa contratada a cada ano. Na segunda opção, uma equipe interna é treinada para o uso da ferramenta e análise das informações, assim, a Consultoria desenvolve todo o trabalho de cálculo e análise de dados no primeiro ano do Inventário e essa equipe estará apta a desenvolver esse trabalho de forma independente nos anos seguintes. Qualquer dessas opções, se desenvolvida por profissionais da sua confiança, significa obter flexibilidade na implementação, segurança nos dados, custos compensadores e características mais aderentes à sua necessidade. Aqui, você entenderá melhor os benefícios e limitações de cada uma delas e poderá avaliar melhor qual é a decisão correta. Poderá também entender quais os passos necessários para o desenvolvimento de um Inventário GEE, como funciona a coletas de dados, cálculo das emissões e a utilização dos dados finais. Enfim, esse White Paper trará informações essenciais para você iniciar os trabalhos com sua equipe e colher os benefícios para sua empresa, para seus stakeholders e para a sociedade com um todo. 2

4 Parte 1 - Entendendo o Inventário de Gases de Efeito Estufa O que é um Inventário GEE? O Inventário de GEE é um levantamento realizado para identificar, mensurar e gerenciar as emissões de gases de efeito estufa de uma empresa, com o objetivo de aumentar a eficiência de suas atividades operacionais e ao mesmo tempo mitigar os impactos dessas operações sobre o meio ambiente. Quais os benefícios de se elaborar um Inventário GEE? São muitos os benefícios de se elaborar um Inventário GEE, entre os principais podemos citar: Redução de custos: melhoria da eficiência em processos gerenciais, redução e/ou otimização do uso de energia e de matérias primas e adoção de fontes alternativas de energia. Competitividade: Inventários GEE podem servir de base para a identificação de oportunidades de melhoria e desempenho da empresa a partir de sistemas de comparação das emissões de processos e da geração de produtos. Stakeholders: Acionistas e stakeholders são melhor informados sobre os riscos e oportunidades associados à gestão de emissões de GEE a partir dos dados fornecidos pelos inventários. Impacto em cadeia: Por meio dos inventários é possível entender e mitigar impactos na cadeia de valor, envolvendo fornecedores e compradores em ações de redução de emissões de GEE. Responsabilidade socioambiental: Metas de caráter socioambiental e a redução de emissões de GEE podem ser incorporadas a metas gerais do Inventário. Políticas de emissões de GEE: Antecipar-se às regulamentações sobre emissões de GEE por meio dos dados, que permitem identificar fontes e volumes das emissões, e assim traçar planos de mitigação que as coloquem alinhadas com as políticas de emissões. Mercado internacional: mercado globalizado exige boas condutas em termos de desempenho em sustentabilidade e a boa gestão de emissões de GEE é um aspectos cobrados nas transações internacionais. 3

5 Ao elaborar seu Inventário de GEE, uma instituição passa a conhecer o perfil de suas emissões e dá o primeiro passo para integrar a economia do baixo carbono 1 e combater as mudanças do clima. O passo seguinte é estabelecer estratégias, planos e metas para a gestão de emissões que ajudarão a chegar ao terceiro passo, a redução dos gases de efeito estufa emitidos pela empresa. O que é preciso para elaborar um Inventário GEE? A empresa precisa, primeiramente, entender seu consumo de energia, e consequentemente, suas emissões de gases poluentes. As informações relacionadas ao consumo de combustíveis, eletricidade, gases refrigerantes, vapor, entre outros, podem ser retirados diretamente dos medidores das máquinas, equipamentos e automóveis ou verificados junto ao Departamento de Compras, nas notas fiscais de insumos relacionados ao consumo de energia do período. responsável por dirimir as eventuais dúvidas que venham a surgir durante essa etapa. A ANGEL disponibiliza um help-desk para os funcionários envolvidos durante todo o período de coleta de dados, evitando distorções quanto aos valores levantados, o que poderia comprometer todo os resultado e credibilidade das informações coletadas. Nessa fase, é importante que todos os funcionários envolvidos estejam devidamente treinados e orientados quanto ao processo de elaboração do Inventário. É importante também que haja uma padronização no levantamento de dados e um coordenador 1 Baixo carbono: é expressão de ordem para a economia do século XXI e significa inovar processos produtivos e soluções tecnológicas que resultam em menor impacto das empresas sobre o clima do planeta, com destaque para a busca de eficiência e alternativas energéticas, redução de emissões e gestão em sustentabilidade. 4

6 Parte 2 Como funciona o processo de elaboração de um Inventário GEE? A Metodologia Entre as diferentes metodologias para inventários de GEE, a mais utilizada mundialmente por empresas e governos para entender, quantificar e gerenciar suas emissões é o GHG Protocol. Lançado em 1998 e revisado em 2004, o GHG Protocol é uma abreviação para The Greenhouse Gas Protocol A Corporate Accounting and Reporting Standard. Essa metodologia foi desenvolvida pelo World Resources Institute (WRI) em associação com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) e organizações conveniadas a essas instituições, como empresas, ONGs, governos, etc. A metodologia do GHG Protocol é compatível com as normas da International Organization for Standardization (ISO) e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). No Brasil, é aplicado pelo Programa Brasileiro GHG Protocol de modo adaptado ao contexto nacional. Países que utilizam a metodologia do GHG Protocol 5

7 Quais gases de efeito estufa devem ser inventariados Os participantes do Programa Brasileiro GHG Protocol devem incluir em seu inventário de emissões todos os gases internacionalmente reconhecidos como de efeito estufa regulados pelo Protocolo de Kyoto, a saber: - Dióxido de carbono (CO 2 ) - Metano (CH 4 ) - Óxido nitroso (N 2 O) - Hexafluoreto de enxofre (SF 6 ) - Hidrofluorcarbonos (HFCs) - Perfluorcarbonos (PFCs) Como definir as fontes de emissões de sua empresa? As emissões de GEE de uma empresa são classificadas como diretas e indiretas e são determinados por meio da associação das operações da empresa incluídas nos limites organizacionais. As emissões diretas são aquelas provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela empresa. Já as emissões indiretas são decorrentes das atividades da empresa, porém causadas por fontes que pertencem ou são controladas por outra empresa. Portanto, determinar se as emissões são diretas ou indiretas depende da abordagem escolhida para o estabelecimento dos limites organizacionais. Para ajudar a delinear as fontes de emissões direta e indireta, foram definidos três escopos para registro e relatório de GEE. Escopo 1: Divisão para o cálculo do Inventário de Gases de Efeito Estufa onde se enquadram todas as emissões diretas da Companhia, ou seja, as que acontecem dentro da empresa e/ou estão sob o seu controle direto. Escopo 2: Divisão para o cálculo do Inventário de Gases de Efeito Estufa onde se enquadram todas as emissões indiretas relacionadas à compra de energia para desenvolvimento das atividades da Companhia. Escopo 3: Divisão para o cálculo do Inventário de Gases de Efeito Estufa onde se enquadram todas as emissões indiretas que não são controladas diretamente pela Empresa, como os serviços externos de distribuição, viagens aéreas de profissionais a trabalho, etc. 6

8 Visão geral dos escopos e emissões ao longo da cadeia de valor Obs. A figura apresenta uma ideia geral do que geralmente é incluído em cada escopo. Cabe ressaltar, porém, que a definição do escopo não depende do tipo de fonte (como queima de combustível) mas de quem detém o controle da fonte emissora de GEE. E agora? Como realizar o cálculo das emissões? Toda a conversão dos gases de efeito estufa que vimos acima em potencial de aquecimento global 2 é feita com o auxílio de uma ferramenta de cálculo, com base nos fatores de emissão 3 dos tipos de energia utilizados nas atividades da empresa. Essa ferramenta pode se padronizada ou feita especialmente para sua empresa. A ANGEL desenvolve uma ferramenta de cálculo personalizada, de acordo com a necessidade da sua companhia, facilitando assim a utilização por todo o corpo funcional e diminuindo o risco de eventuais problemas com o lançamento de informações equivocadas. Essa ferramenta utiliza um fator de conversão 4 para transformar o total de energia utilizada nas atividades da empresa, de acordo com seu Escopo, em valores de toneladas métricas de carbono equivalente (MtCO 2 e) 5, que corresponde ao impacto das emissões das atividades da sua empresa sobre o meio ambiente. 2 Potencial de Aquecimento Global: Medida de como uma determinada quantidade de Gás do Efeito Estufa (GEE) contribui para o aquecimento global. 3 Fator de Emissão: Relação entre a quantidade de poluição gerada e a quantidade de matéria prima transformada ou queimada, de acordo com a sua especificidade. Estes fatores servem para calcular uma estimativa das emissões provenientes de várias fontes de poluição do ar. 4 Fatores de Conversão: Valor de referência para conversão de uma unidade em equivalência a outra. 5 MtCO2e: Tonelada métrica de dióxido de carbono equivalente é a medida-padrão utilizada para quantificar as emissões de CO2*. 7

9 Princípios para contabilização e elaboração do Relatório Após a contabilização das emissões dos Escopos 1, 2 e 3, esse dados devem ser analisados cuidadosamente e desenvolvido um relatório com base nas informações levantadas. Cinco princípios balizam a contabilização e elaboração de relatórios de GEE de acordo com o Programa Brasileiro GHG Protocol e a norma ISO são eles: Relevância: assegurar que o inventário reflita com exatidão os limites da empresa, e que sirva às necessidades de decisão dos usuários da informação, no nível interno ou externo à empresa. precisa, com base em fatos e assegurados por uma auditoria transparente. Revelar quaisquer suposições relevantes, bem como fazer referência apropriada às metodologias de cálculo e de registro e ainda às fontes de dados utilizadas. Exatidão: assegurar que a quantificação de emissões de GEE não seja apresentadas equivocadamente, acima ou abaixo do nível de emissões reais, e que as incertezas sejam reduzidas ao mínimo. É preciso determinar uma exatidão suficiente que possibilite aos usuários decidir com segurança razoável quanto à integridade da informação relatada. Integralidade: registrar e comunicar todas as fontes e atividades de emissão de GEE, dentro dos limites do inventário selecionado. Divulgar e justificar quaisquer exclusões específicas. Consistência: utilizar metodologias consistentes, que permitam comparações relevantes de emissões ao longo do tempo. Documentar claramente quaisquer alterações de dados, limites de inventário, métodos, ou quaisquer fatores relevantes nesse período de tempo. Transparência: tratar todos os assuntos relevantes de forma coerente e 8

10 Elaboração do Inventário de GEE Um processo contínuo Um inventário de emissões deve ser estabelecido como um processo contínuo, que permita identificar a evolução dos esforços de mitigação de uma instituição e aprimorar essas medidas progressivamente. Para a realização dos inventários corporativos, além de seguir os cinco princípios já discutidos acima, o GHG Protocol também estabelece seis passos básicos, apresentados no diagrama ao lado: Parte 3 - Como escolher a melhor opção para sua empresa? No quadro apresentado a seguir, resumimos as considerações que podem ajudá-lo na escolha da solução correta para a sua empresa. Ela pode variar de acordo com o objetivo inicial que a companhia tem ao desenvolver seu Inventário. IGEE Projeto Simplificado Projeto Completo Nível de Serviço Gestão e Controle Um Inventário simplificado permite à empresa obter um Raio - X de suas emissões em um determinado período com apresentação e discussão dos dados, os quais deverão ser reconstruídos anualmente, com eventual apoio e validação por terceiros. As informações sobre consumo de energia são levantadas pelo(s) responsável(eis) da empresa e repassadas para a consultoria ambiental, a qual faz todos os cálculos, análises pertinentes, entregando um relatório completo sobre os dados da emissões do ano de interesse. Um Inventário completo permite à empresa formar uma equipe interna, a qual estará apta a coletar, interpretar e avaliar anualmente as informações sobre as emissões de GEE da empresa, com eventual validação por terceiros. As informações sobre consumo de energia são levantadas pelo(s) responsável(eis) da empresa e repassadas para a consultoria ambiental, que entrega um relatório completo sobre os dados das emissões. A consultoria também realiza um treinamento com as pessoas indicadas pela empresa, para que as mesmas estejam aptas a realizar as adaptações necessárias e continuar as avaliações nos anos seguintes. Economia de Custos O valor do projeto fica em média, 50% abaixo do valor do inventário completo, uma vez que não há custos de treinamento das equipes ou suporte para a utilização da ferramenta de cálculo. O valor total do projeto contempla treinamento de funcionários que estarão aptos a desenvolver todas as atividades necessárias para o prosseguimento do Inventário nos anos posteriores. 9

11 Conclusão As mudanças climáticas entraram na agenda corporativa para se tornar um dos mais importantes fatores que afetam o ambiente de suas operações. No Brasil, isso pode ser observado pela intensificação da criação de políticas públicas, em âmbito local, demandando ações relacionadas a restrições de emissões de GEE como, a instituição da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) que visa, sobretudo, à redução das emissões antrópicas de GEE. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, em sua Decisão de Diretoria N 254/12, exigiu que 28 tipos de indústrias apresentassem seus Inventários de Gases de Efeito Estufa em 2012, afim de, entre outros objetivos, obter informações mais precisas para o desenvimento do Inventário GEE do Estado de São Paulo. A tendência é que, a cada ano, mais e mais indústrias sejam convidadas a apresentarem os Inventários de suas emissões e que essa seja também uma iniciativa nacional. O Inventário de Gases de Efeito Estufa é um instrumento que permite à empresa conhecer e mitigar suas emissões, tornando-a mais responsável com a sociedade, ao mesmo tempo em que aumenta a eficiência de suas atividades no mercado. A ANGEL está preparada para ajudar a sua empresa a desevolvover um Inventário Corporativo de GEE ganhando maior competitividade ao mesmo tempo em que contribui para um meio ambiente mais sustentável. 10

12 Sobre a Angel Ambiental A ANGEL iniciou suas operações em 1998, com uma equipe já experiente, no então ainda incipiente mercado ambiental brasileiro. Como resultado da intensa dedicação e desenvolvimento técnico de seus colaboradores, a ANGEL conquistou respeito e credibilidade no mercado de consultoria ambiental, como também junto aos órgãos fiscalizadores do meio ambiente em todo país, prestando serviços para as principais empresas nacionais e multinacionais nos setores de petróleo, petroquímica, distribuição de energia, automobilístico, imobiliário entre outros. A ANGEL tornou-se em 2002 associada à INOGEN, uma aliança internacional de empresas de meio ambiente, o que possibilita um forte intercâmbio com empresas congêneres de todo o mundo. A partir desta plataforma, expandiu negócios no mercado internacional através da prestação de serviços, principalmente na América Latina, e atendimento à solicitação de empresas americanas e europeias em suas subsidiárias no Brasil. Em 2006 após a conquista da certificação ISO 9001:2000, certificado emitido pela DNV, novos desafios se impuseram. A partir de 2007 a empresa passou por uma reestruturação comercial e de recursos humanos, expandiu a carteira de clientes a ampliou o espectro dos trabalhos, sempre focados na área ambiental e agora com forte viés em sustentabilidade. Sobre a autora Soraia Barbosa é Especialista em Gestão Ambiental, trabalhou na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, diretamente ligada a emissões atmosféricas e atualmente é Analista Ambiental na Angel, responsável pela elaboração dos Inventários de Gases de Efeito Estufa e por projetos de Eficiência Energética. Tel: Ramal 222 As imagens utilizadas nesse White Paper foram adquiridas no site 11

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