CADEIA EPIDEMIOLÓGICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CADEIA EPIDEMIOLÓGICA"

Transcrição

1 1 CADEIA EPIDEMIOLÓGICA A enfermidade é conseqüência de uma complexa rede de relações entre os diversos componentes do agente, do hospedeiro suscetível e do ambiente em que se encontram. Para que ocorra determinada enfermidade em uma população, particularmente no caso das doenças transmissíveis, é necessário que ocorra uma seqüência de eventos, a qual constitui a cadeia epidemiológica. A cadeia epidemiológica é um sistema cíclico através do qual um agente etiológico é eliminado de um hospedeiro, é transferido ao meio ambiente e atinge um novo hospedeiro, no qual ele penetra, evolui e é novamente eliminado. O conhecimento da cadeia epidemiológica é de fundamental importância para que se possa saber onde e como atuar, de forma a interrompê-la e impedir que a doença dissemine pela população animal/humana. A cadeia epidemiológica é constituída por cinco elos: 1- Fonte de Infecção (F.I.) 2- Via de Eliminação (V.E.) 3- Meio de Transmissão (M.T.) 4- Porta de Entrada (P.E.) 5- Hospedeiro Suscetível (H.S.) Onde : quem hospeda e transmite o agente é a F.I Como o agente abandona o hospedeiro é a V.E Os recursos os agentes utilizam para alcançar o novo hospedeiro é V.T Como penetra o agente no novo hospedeiro é P.E 1 FONTE DE INFECÇÃO É um organismo vertebrado, no qual o agente infectante pode desenvolver-se ou multiplicar-se e do qual pode ganhar acesso ao exterior. Existem 3 tipos de F.I.: Doente Portador Reservatório

2 2 A) Doente é a fonte de infecção mais comum. São os hospedeiros ou indivíduos que apresentam sinais de comprometimento do equilíbrio orgânico ou seja sinais da enfermidade (sintomas ou sinais clínicos), atribuíveis ao agente etiológico existente em seu organismo. De acordo com a manifestação destes sintomas, os doentes podem ser classificados em 3 tipos: - Doente Típico - Doente Atípico - Doente em fase prodrômica Doente Típico Apresentam sinais e sintomas característicos de uma doença ou a um grupo semelhante de doença. Ex : Em bovinos a presença de vesículas evidentes na mucosa oral, espaço interdigital, febre e sialorréia (salivação excessiva) sugere ser Febre Aftosa. É provavelmente a F.I cujo combate causa menos problema, pois é facilmente reconhecida permitindo uma pronta ação profilática. Doente Atípico Os sintomas são pouco característico, podendo ser devido à alta begnidade da infecção ou devido a sua excessiva malignidade. Nestes casos, o diagnóstico é dificultado e pode retardar significantemente a adoção de medidas profiláticas, permitindo que a doença se dissemine na população humana ou animal. Doente em fase prodrômica A sintomatologia apresentada é inespecífica ou não definida, principalmente no estágio inicial da doença, podendo com o passar do tempo sofrer alterações. Ex : cão com raiva: a fase inicial da doença confunde com outras doenças que acometem o sistema nervoso central do animal. B) Portador É o hospedeiro (vertebrado) que mantém em seu organismo um agente etiológico, sem apresentar qualquer sintoma devido a este agente. Existe 3 tipos de portadores: - Portador São

3 3 - Portador Incubação - Portador Convalescente Portador São: Não apresentam e nem irão apresentar sintomatologia da doença, geralmente devido a uma resistência natural ou uma imunidade adquirida. Tem grande importância epidemiológica, pois além de dificultar o tratamento circulam livremente entre a população. Ex: humano portador de Staphylococcus aureus nas mucosas e pele / roedores silvestres portadores de leptospiras (agente causador da Leptospirose) no trato urinário. Portador em incubação: É aquele que ainda não apresenta os sintomas da enfermidade, porque esta se encontra em fase de incubação, mas irá apresentar após este período. Já elimina o A. E. neste período Ex : Cão com raiva, elimina o agente (vírus rábico) 5 dias antes dos sintomas. Portador Convalescente: Não apresenta mais os sintomas devido a cura clínica, mas continua eliminando o agente etiológico. Ex : leptospirose, febre aftosa C) Reservatório Hospedeiro vertebrado capaz de atuar como F.I ou seja de albergar e eliminar o agente, mas de espécie diferente do objeto de ação sanitária Ex : Tatu- Capivara, etc 2- VIA DE ELIMINAÇÃO Meio pelo qual o agente etiológico (A.E.) abandona a F.I. O agente etiológico pode ser eliminado por diversas vias, entretanto existe uma que tem maior significado epidemiológico. A V.E. está relacionada ao local de eleição de multiplicação ou colonização do A.E. Dentre as principais vias de eliminação podemos citar : Via Eliminação Doença Secreções oro-nasais, expectoração tuberculose, raiva, aftosa

4 4 Secreções uro-genitais Secreções lácteas doenças reprodutivas tuberculose, brucelose Sangue Doença de Chagas, febre amarela Excreções (fezes, urina) salmonelose, leptospirose Exsudatos,pus piobaciilose, piometra Placenta, líquidos fetais e feto brucelose, campilobacteriose Descamações cutâneas sarnas, micoses Orgãos cadáveres Sêmem Campilobacteriose 3 MEIO DE TRANSMISSÃO Mecanismo utilizado para a transferência do A.E. a um novo hospedeiro susceptível (H.S.) Contato Direto : há contato físico entre FI e o HS. Não existe relacionamento entre o AE e o meio exterior Ex : Cópula, mordedura, amamentação, beijo Transmissão vertical: mãe e feto (placenta) Contato Indireto : Não há contato físico entre FI e HS. Existe a interposição de algum veículo entre a FI e HS. a) Transmissão pelo Ar

5 5 AEROSÓIS: spray de secreções produzidos em espirro, tosse. POEIRAS: movimentação de animais, varredura. Partículas do solo + microrganismo são ressuspensos devido a b) Transmissão pelo Solo Ocorre passagem do agente acidental ou obrigatória C) Transmissão pela Água Importante no caso das doenças entéricas (do sistema gastrointestinal) e outras. (Ex; febre tifóide, cólera, leptospirose). Pode ser relacionar a qualidade sanitária da água com a qualidade de vida de uma população. D) Transmissão por Alimentos Os alimentos também se constituem em importante meio de transmissão. A contaminação pode ocorrer por manipulação inadequada ou na sua origem. Ex : leite carne, ovos pastagens, ração cama frango contaminados. E) Transmissão por Vetores Vetor: É um organismo vivo invertebrado, geralmente artrópode hematófago e que veicula o A.E, participando ativamente no processo de transmissão. Tipos de vetores: - Vetor Mecânico Apenas transporta mecanicamente o AE, através da s patas, probócide (aparelho bucal) ou ainda pela passagem pelo trato intestinal sem que ocorra multiplicação. Ex : Mosca Doméstica transporte mecânico de germes com que se contaminou ao pousar em materiais infectantes. - Vetor Biológico o AE se multiplica ou sofre transformações no vetor para poder transmitir a enfermidade a um novo hospedeiro. Assim o vetor biológico encarrega-se de retirar o agente da FI, oferece-lhe proteção e geralmente o conduz a outro hospedeiro.

6 6 A transmissão pode se dar pela saliva durante a picada, pela regurgitação ou pela deposição na pele, de agentes capazes de penetrar através do ferimento causado pela picada ou lesão. Ex : Pulga X Peste Bubônica : multiplicação do parasita bloqueia o tubo digestivo do vetor, o que obriga a regurgitar na nova picada Barbeiro X Doença de Chagas tripanosoma penetra pelo orifício da picada F) Transmissão por Hospedeiro Intercalado Hospedeiro Intercalado Invertebrado que não participa ativamente no processo de transmissão do AE, mas pode ser indispensável ou desempenhar apenas proteção ao AE. Ex : esquistossomose caramujo G) Transmissão por Produtos Biológicos Soros e vacinas. H) Transmissão por Fômites Utensílios, equipamentos, instrumentos cirúrgicos. Selas, agulhas, tesoura, escova, ordenhadeira. I) Transmissão por Veiculadores Animados Homem, roedores, aves migratórias, cães, cavalos. J) Transmissão por Produtos não comestíveis de Origem animal Couro, lã, pena podem carrear vírus aftosa, esporos, etc. K) Transmissão por Material de Multiplicação Animal/humana Sêmem (Inseminação artificial), embrião. D) PORTA DE ENTRADA Local de penetração/entrada do A.E. no novo hospedeiro susceptível O mesmo agente pode ter diferentes portas de entrada, mas existe uma de maior importância, geralmente relacionada com o meio de transmissão.

7 7 EX: Mucosa Via Respiratória : gotículas, aerosóis, poeiras Mucosa Ap. Digestivo : alimentos, poeira, fômites, água Mucosa Ap. Genito-urinário: principalmente contágio direto, fômites, mãos. Mucosa Conjuntiva Ocular: gotículas, aerossóis, água. Pele: Intacta e lesada, fômites, vetores, água, etc. Canal do Teto: fômites, solo, água. Cicatriz Umbilical: solo, mãos, poeiras, etc. E) HOSPEDEIRO SUSCEPTÍVEL Hospedeiro no qual o agente etiológico é capaz de produzir a infecção. PROCESSO EPIDÊMICO Um dos primeiros passos no estudo do processo epidêmico, ou seja estudo dos elementos que interagem na ocorrência de doenças é definir o que seria doença: Na definição da Organização Mundial da Saúde: saúde é o estado de completo bem estar físico, mental e social do indivíduo, não mera ausência de doença ou defeito. Esse conceito seria da saúde ideal o que dificilmente se encontra nas populações humanas e animais. Conceito ecológico das doenças: um infindável e dinâmico número de ações e reações, onde o hospedeiro busca o equilíbrio. PROCESSO EPIDÊMICO: AGENTE AMBIENTE HOSPEDEIRO

8 8 Na natureza, em condições normais, tende-se a ter uma relação de equilíbrio entre os três elementos que compõe o ecossistema. Pode-se representar a interação entre os elementos do ecossistema na forma de um triângulo eqüilátero, onde a modificação de um dos ângulos gera de alguma forma a modificação de outros dois. 1. Agente etiológico, no presente caso um agente biológico, de uma de doença: é um determinante indispensável mas não necessariamente suficiente para o desenvolvimento da doença infecciosa. Características do agente etiológico: Infectividade: é a capacidade do agente penetrar, se instalar e multiplicar hospedeiro, independente da ocorrência do agravo à saúde. Esta característica esta relacionada com a velocidade da propagação da doença. O vírus da febre aftosa apresenta alta infectividade, uma vez que ele chega em uma população susceptível se propaga rapidamente infectando grande parte da mesma. Patogenicidade: é a capacidade do agente em causar danos ao hospedeiro, esta relacionada com a freqüência do aparecimento da manifestação clínica da doença. Agentes com alta patogenicidade como o vírus da peste suína por exemplo determina na população de susceptíveis elevado número de casos clínicos da doença. Virulência: esta relacionada com a intensidade da manifestação clínica da doença, traduzida pelo grau de severidade do agravo ou dano acarretado ao hospedeiro. Antigenicidade: capacidade do agente em estimular o sistema imune do hospedeiro, qualquer agente, por ser um elemento estranho, tem a capacidade de induzir esse estímulo. Poder Imunogênico: è a capacidade do agente em induzir estímulo imunitário que protege o hospedeiro, que pode ser de longa duração ou curta duração. O vírus do sarampo induz a imunidade duradoura enquanto que o da febre aftosa induz uma resposta pobre e de pequena duração.

9 9 Viabilidade ou Resistência do agente etiológico: é a capacidade do agente sobreviver fora do hospedeiro e superar as adversidades do meio ambiente. Esta característica é importante, pois quanto mais resistentes mais tempo o agente pode permanecer no meio ambiente e assim aumenta a sua chance de encontrar novo hospedeiro. Os agentes esporulados ou que produzem oocistos por exemplo apresentam grande resistência. Outro aspecto é a transmissão indireta desses agentes, pelo ar, água, solo, alimentos etc, o que facilita sua disseminação por longas distâncias. Podendo atingir vastas regiões. Enquanto os agentes de baixa viabilidade requerem a transmissão direta, o que de alguma forma cerceia sua disseminação rápida por amplas regiões. Variabilidade: a variação antigênica é um exemplo do mecanismo seletivo de adaptação do agente a uma situação adversa, modificando suas características antigênicas para iludir os mecanismos de defesa do hospedeiro. Tende-se a um processo de adaptação ao hospedeiro, no sentido sempre de garantir sua sobrevivência. 2. AMBIENTE: Os fatores ambientais que interferem na ocorrência de doenças são de natureza: física, química, biológica e socio-econômico-culturais. Fatores Físicos: Dentre os fatores físicos destaca-se o clima, que tem sua importância aumentada em relação aos animais jovens, particularmente sensíveis ao frio, calor e à desidratação. Este fato está relacionado ao controle termo regulador que nos suínos jovens por exemplo só tem esse controle no sexto dia de vida. Nos animais mais velhos o frio pode levar à hipotermia (queda da temperatura corporal) predispondo os animais à infecção. Vale ressaltar que a ocorrência de ventos e da chuva aumenta a perda de calor dos animais potencializando o efeito da baixa temperatura. Muitas vezes também as associações desses fatores climáticos provocam stress nos seres humanos e animais fazendo com que ocorra uma queda da resistência dos mesmos. Especificamente com relação ao vento, alem do efeito de potencializar a queda da temperatura favorece muitas vezes a desidratação, o que pode ser negativo à presença

10 10 do agente no meio exterior. Nota-se aqui a importância dos ventos na dispersão de invertebrados, a atividade dos mosquitos é fortemente inibida quando o vento atinge velocidade de 12,9 km/h, em contrapartida ele pode carrear agentes de doenças como vírus e bactérias por longas distâncias favorecendo a dispersão do agente. A radiação solar, particularmente a fração U.V. (ultra-violeta) tem efeito na inativação de agentes infecciosos, em contrapartida a nebulosidade interfere nessa ação favorecendo a manutenção dos agentes no meio. O conhecimento desses fatores extrínsecos que interferem no hospedeiro e nos agentes pode-se determinar as épocas em que certas doenças apresentam maior chance de ocorrência, o que pode adiantar a aplicação das medidas de profilaxia. É importante salientar que o macroclima de uma região relacionado com os fatores citados, pode ser diferente de áreas especificas onde podem existir condições para o aparecimento de microclimas específicos importantes sob o aspecto epidemiológico pois podem dar condições especiais de sobrevivência para o agente ou para os vetores de doenças. Áreas irrigadas, ou locais onde existam fontes de água ou plantas que possam acumular água podem mesmo num clima árido dar condições para o aparecimento de vetores. Esses locais também favorecem a aglomeração de animais aproximando as fontes de infecção dos novos hospedeiros. A presença de chuvas pode também interferir na ocorrência de agravos a saúde, como pode ser verificado nos períodos de chuvas, na Amazônia, o volume das águas praticamente impede a atividade garimpeira, diminuindo consideravelmente a produção e, por conseqüência, a comercialização do ouro. Como resultado, decrescem os índices de exposição ao mercúrio e a possibilidade de aparecimento dos efeitos adversos à saúde. A deficiência mineral do solo interferindo na ocorrência de doenças pode ser visualizada quando a deficiência de fósforo no solo e na planta leva os bovinos, em especial vacas prenhes ou em lactação, a buscarem esse elemento em carcaças de animais mortos, que muitas vezes contem doses ativas de toxina botulínica, o que leva os animais a se intoxicarem, gerando grandes prejuízos à pecuária. No solo também aparecem condições adequadas para sobrevivência de formas de resistência dos agentes de doença. A cobertura vegetal, ou paisagem vegetal, é importante uma vez que muitas vezes da condição de sobrevivência dos agentes pelo sombreamento e pela umidade que as

11 11 mesmas retém, soma-se ao fato da proteção contra os ventos. Um exemplo que pode ilustrar essa afirmação é a presença de mata atlântica por exemplo onde existem grandes quantidades de bromélias que tem a capacidade de reter água de chuva, e como elas ficam na forma de epífitas nas arvores, servem de criadouros de mosquitos importantes como vetores de doenças. No pampa gaúcho, as vegetações rasteiras compostas de gramíneas favorecem a sobrevivência, principalmente pela umidade retida e sombreamento, de ovos de Echinococcus granulosus eliminados pelos cães, que vão infectar os ovinos da região. A paisagem geológica do terreno, como a presença de montanhas por exemplo, favorece o aparecimento de Montanhas que geralmente apresentam grutas que dão condição para a manutenção de morcegos hematófagos por exemplo. A paisagem hídrica tem ação importantíssima na ocorrência de doenças. Em primeiro lugar deve-se destacar a ausência de coleções hídricas, que levam muitas vezes a se buscar soluções, que sob o ponto de vista epidemiológico são erradas. No estado de Goiás, muitas vezes os criadores de bovinos dividem os pastos e esses não tem fontes de água naturais. Os mesmos então constroem cacimbas (reservatórios da água de chuva) que servirá de bebedouro. Ai a associação de fatores climáticos como ausência de chuvas, sol e vento favorecem a evaporação das cacimbas e assim ocorre uma concentração de matéria orgânica na mesma (fezes dos animais) que leva à ausência de oxigênio dissolvido na água. Cria-se então uma situação especial: matéria orgânica que geralmente é representada pelas fezes, ricas em esporos de Clostridium, ausência de oxigênio, ocorre a multiplicação desses clostrídios com a formação de toxina botulínica, que intoxica os animais nesse caso independe da gestação e se em lactação, pois todos os animais são atingidos ao buscarem a água. O excesso de água leva a formar terrenos encharcados que favorecem a proliferação de vetores, principalmente artrópodos. A paisagem hídrica como os rios, riachos, lagoas etc, também influenciam a ocorrência de doenças, funcionando como verdadeiras estradas por onde se locomovem agentes de doenças. Pois o ser humano não dá destino adequado às excretas humanas e animais na grande maioria das vezes. Existe então uma contaminação dessas águas, e o aparecimento de doença principalmente as doenças cuja rota de transmissão é a fecal-oral. Fatores biológicos:

12 12 Cobertura vegetal: O primeiro enfoque deve ser dado como o enfoque nutricional pois a vegetação é o primeiro passo na cadeia alimentar, regiões em que a cobertura vegetal é escassa pode ler a desnutrição, as grandes migrações que são fatos que interferem na ocorrência de doenças. Outro aspecto que pode ser enfocado é o caso de coberturas do terreno por resíduos de matas em áreas desmatadas, tendem a aproximar as espécies facilitando o contato entre as mesmas, o que pode favorecer a ocorrência de doenças. Populações animais: incluem diferentes espécies de invertebrados e de vertebrados que podem favorecer ou prejudicar o processo da doença. Os vertebrados podem estabelecer relações amenas com agentes etiológicos, desempenhando o papel de reservatórios dos mesmos. Essa ocorrência além de favorecer a manutenção do agente na natureza ainda favorece sua transmissão às populações mais susceptíveis. Os morcegos hematófagos representam esse papel na raiva e os ratos na leptospirose. A diversidade de espécies em uma região favorece muitas vezes a aproximação da fonte de infecção com o novo hospedeiro. Ex. Na região do pantanal, a presença de cervídeos pode favorecer a manutenção de enfermidades para os bovinos criados naquela região. A diminuição das espécies também podem interferir no aparecimento de doenças em estudo sobre a presença de hospedeiros que serviam de alimento para vetores da doença de Chagas em áreas de mata degradada, no estado de Tocantins, encontraram apenas uma espécie de mamíferos da familia Didelphidae, que serviria de fonte de alimentos, e isso contribuiu para invasão domiciliar e peri-domiciliar dos triatomíneos, enquanto que em áreas não degradadas da mesma floresta foram encontradas 7 famílias de mamíferos: primatas, edentatas, marsupiais, carnívoros, roedores e quirópteros que servem de alimento para os triatomíneos. Outro fator que favorece a presença de triatomíneos infectados nas casas no período das chuvas é a ausência de pássaros e mamíferos que se alimentam dos triatomíneos favorecem o processo. A presença de invertebrados pode ser essencial para permanência do agente na natureza e sua transmissão ao novo hospedeiro. Exemplos: carrapato no caso da babesiose. Fatores sócio-econômicos-culturais:

13 13 Uma das mais importantes ações antropogênicas (ações do ser humano) sobre o ambiente, hospedeiro e agente e alterando-os pode induzir ao desequilíbrio e assim favorecer a ocorrência de certas doenças, inclusive em detrimento de outras. A modificação dos métodos de produção pode trazer como conseqüência uma mudança de padrão na ocorrência de doenças. Um exemplo é a introdução da ordenha mecânica na produção de leite, o que se não for realizado de maneira adequada pode levar a um aumento no número de casos de mastite no rebanho leiteiro. A desinfecção inadequada e a utilização de pressão negativa elevada pode dar condições para a instalação de agentes causadores da mastite. Com a necessidade do aumento de produção o homem atua no hospedeiro melhorando por exemplo a sua produção de leite e com isso levando a queda da resistência dos mesmos a agentes de doença, como é o caso do gado leiteiro melhorado frente aos agentes de mastite. Com isso aumenta a ocorrência da mastite no rebanho leiteiro. O uso indiscriminado de antibióticos, ainda no caso da mastite bovina, leva ao aparecimento de resistência do agente etiológico frente a droga utilizada. O que com certeza irá dificultar o controle da doença. Na população humana, em especial a do meio rural, o aspecto cultural da ingestão de leite cru e seus subprodutos elaborados na própria propriedade pode interferir no aparecimento de doenças. O problema da ausência da educação formal, e por conseqüência da educação sanitária, muito comum no meio rural em nosso país, dificulta o entendimento da população sobre as medidas a serem tomadas no sentido de se prevenir doenças. O aspecto da poluição ambiental, que culturalmente é muito comum em nosso país, inclusive no meio rural, com a deposição inadequada de dejetos no solo e nos corpos de água, favorecem a disseminação de agentes de doença, em especial os que utilizam a rota de transmissão fecal-oral. A melhora da infra-estrutura de rodovias e outros meios de locomoção favorece a movimentação de animais e de pessoas o que pode favorecer a movimentação de agentes etiológicos. Os meios de comunicação rápidos, podem favorecer a ação rápida de medidas de controle de enfermidades, favorecendo a notificação de casos por exemplo. O desenvolvimento tecnológico, com a descoberta de novos medicamentos e vacinas, pode ter efeito bastante positivo no controle de doenças.

14 14 O aspecto de desenvolvimento de uma região, com a necessidade de energia e construção de hidroelétricas e a decorrente inundação de áreas pode interferir no meio e com isso possibilitar a presença de vetores. Dentre os mais importantes problemas de saúde pública figuram as doenças transmitidas pelos vetores que se beneficiam com o aumento da lâmina d' água. O trabalhador da zona canavieira de Pernambuco apresenta, há décadas, elevadas prevalências para esquistossomose mansônica e outras parasitoses. A recente mecanização da agricultura vem agravando a crise social no campo, promovendo o deslocamento de contingentes humanos desempregados. Estes, ao ocuparem a periferia das grandes cidades onde não existem condições básicas de saneamento e moradia, propiciam o surgimento de focos urbanos, mudando o perfil epidemiológico das doenças de transmissão vetorial. O aspecto econômico, que gera guerra também pode ser evidenciado no caso de Israel, até 1979 a raiva nesse país tem o aspecto selvático, sendo as raposas as principais envolvidas. A partir de 1990 os casos em cães superaram os casos selváticos, em decorrência da Guerra com O Iraque, a população de Tel Aviv e áreas costeiras abandonaram seus lares em decorrência dos mísseis e deixaram os cães a população errante aumentou muito, propiciando surto de raiva entre os cães. Após a eliminação dos cães a partir de 1992, a situação voltou a ser como era antes. A doença de Chagas é um exemplo típico de uma injúria orgânica resultante das alterações produzidas pelo ser humano ao meio ambiente, das distorções econômicas e das injunções sociais. O protozoário responsável pela parasitose, Trypanosoma cruzi, vivia restrito à situação silvestre, circulando entre mamíferos do ambiente natural, através do inseto vetor ou, também, muito comumente, por via oral (ingestão de vetores e mamíferos infectados). Foi o homem quem invadiu esses ecótopos e se fez incluir no ciclo epidemiológico da doença, oferecendo ao hemíptero vetor vivendas rurais de péssima qualidade, frutos de perversas relações de produção e de políticas sociais restritivas (Dias & Coura, 1997). 3) Hospedeiros: é todo vertebrado capaz de albergar, na intimidade de seu organismo, um agente causal de doença. Características do hospedeiro:

15 15 Susceptibilidade: é a falta de defesas do hospedeiro para resistir ao ataque ou agressão de um determinado agente de doença. Utiliza-se o termo suscetível para designar a sensibilidade de um hospedeiro a um agente de doença. Resistência: conjunto de defesas de um hospedeiro contra um agente de doença. A resistência, estado relativo de defesa do hospedeiro, contra o ataque de um agente etiológico, pode ser catalogada em dois tipos distintos: 1. Resistência inespecífica ou natural: decorre das características estruturais e funcionais do próprio hospedeiro, sem a participação de recursos imunitários. Fatores envolvidos na resistência natural: Pele : Processo de dessecamento do agente Eliminação do agente pela descamação contínua do tecido epitelial. A própria pele, penas, pelos e escamas são barreiras físicas à penetração do agente. Glândulas sebáceas; a camada de gordura é uma barreira física, além do efeito bactericida dos ácidos graxos. Glândulas sudoríparas: agrega ácido lático e sais na pele que tem ação germicida. Mucosas: apesar de representar uma excelente porta de entrada para diversos agentes de doenças apresenta suas defesas: Conjuntiva ocular: defesa mecânica do fluxo lacrimal. Mucosa respiratória: sinuosidade, muco e cílios e pelas nas narinas, são mecanismos que tendem a dificultar a penetração do agente etiológico. Mucosa digestiva: epitélio estratificado representa barreira física, saliva efeito mecânico do fluxo e ação germicida. Mucosa urogenital: tapete mucoso Mecanismos preventivos: são processos fisiológicos e reflexos naturais do hospedeiro, capaz de interferir, inespecificamente no período pré-patogêncio das relações intrínsecas entre o hospedeiro e o agente. Citaremos alguns exemplos: 1-Ato de abanar a cauda, as orelhas, a crina e o tecido cutãneo, na tentativa de afastar artrópodos, possíveis vetores de enfermidades. 2- Movimento das pálpebras com fluxo contínuo de lagrima, que pelo ducto lacrimal chega a cavidade nasal.

16 16 3- Filtração no trato respiratório pelos pêlos retendo as partículas maiores. As que passam nessa primeira barreira, são retidas nas sinuosidades repletas de muco, que pelo movimento dos cílios são conduzidas em direção à faringe a fim de serem deglutidas. Quando essas partículas são irritantes ocorre o reflexo do espirro visando elimina-las para o meio exterior. 4- Reflexo da tosse, que é um mecanismo importante na eliminação de agentes etiológicos dos brônquios e da traquéia. 5- Mecanismo do vômito: efetivo em eliminar agentes e substâncias tóxicas. 6- Fluxo contínuo de saliva: a mucosa bucal é banhada pela saliva que flui até a faringe onde é deglutida. Esse fluxo, somado a descamação do epitélio e movimentos da língua são mecanismos importantes na remoção de microrganismos da cavidade oral. 7- Processo diarréico: aumento dos movimentos peristálticos somados a fluidez do conteúdo é um mecanismo importante na remoção de agentes microbianos e toxinas. 8- Secreções: o suco gástrico atua como fator deletério para muitos microrganismos. Entretanto devemos lembrar que os ovos de tenias só se rompem no intestino após um banho prévio de suco gástrico. 9- Fluxo descendente da urina e do leite: são mecanismos que atuam dificultando a instalação de microrganismos. 10- Durante a gestação a constrição da cérvix e a presença de tampão mucoalbuminoso constitui-se elemento de proteção contra entrada de microrganismos no útero. 2. Resistência específica ou artificial: esta ligada a resposta imune desenvolvida pelo hospedeiro em decorrência de estímulo específico. - Imunidade ativa: os mecanismos de defesa são gerados no organismo do hospedeiro resultante do estímulo do contato prévio com o determinante imunogênico do antígeno. - Imunidade ativa naturalmente induzida: resulta do processo de doença seguido de recuperação ou de uma infecção apenas. - Imunidade ativa artificialmente induzida: resulta da administração de antígenos, dotados de características imunogênicas que são as vacinas.

17 17 - Imunidade passiva: quando o hospedeiro recebe de um modo natural ou artificial anticorpos específicos, gerados previamente no organismo de outro indivíduo, geralmente apresenta um curto período de duração (filhote ingere o colostro da mãe). Características dos hospedeiros que interferem na sua resistência a agentes de doenças: Espécie: Influenciada pela constituição genética do hospedeiro, metabólica e físicoquímica do hospedeiro. As fêmeas bovinas são muito suscetíveis à brucelose, em decorrência da presença de eritritol (um tipo de açúcar) na placenta, o que favorece a multiplicação do agente e presença de aborto na espécie. Raça: Algumas raças são mais susceptíveis que outras. As raças zebuinas são mais resistentes a muitas enfermidades que as raças européias. Idade: A idade influencia na resistência do hospedeiro, geralmente os mais jovens e os mais idosos são mais suscetíveis às doenças. Ex: Cinomose ocorre nos cães até um ano, as diarréias ocorre com maior freqüência em crianças jovens ( rotavírus). Indivíduo: em indivíduos com características idênticas no que se refere a espécie, raça, linhagem, submetidos a condições externas semelhantes não adoecem da mesma maneira. O temperamento agitado que favorece ao stress pode interferir no aparecimento de doença. - Estado fisiológico: é importante para a capacidade do hospedeiro reagir ao ataque de um agente de doença. A subnutrição, o stress, a gestação são estados que debilitam o animal ou ser humano, tornando-os mais sensíveis ao agente. - Densidade: esta relacionada com o stress pelo pouco espaço, como também pela maior proximidade entre fontes de infecção e novos hospedeiros.

FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM ENFª MARÍLIA M. VARELA

FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM ENFª MARÍLIA M. VARELA FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM ENFª MARÍLIA M. VARELA INFECÇÃO As infecções são doenças que envolvem bactérias, fungos, vírus ou protozoários e sua proliferação pode ser vista quando o paciente tem os sintomas,

Leia mais

www.drapriscilaalves.com.br [VERMINOSES]

www.drapriscilaalves.com.br [VERMINOSES] [VERMINOSES] 2 Os cães e gatos podem albergar uma grande variedade de vermes (helmintos) que causam danos como perda de peso, crescimento tardio, predisposição a outras doenças, menor absorção e digestão

Leia mais

M i c r o Z o o m. - um jogo de observação e memória -

M i c r o Z o o m. - um jogo de observação e memória - M i c r o Z o o m - um jogo de observação e memória - Material de Apoio Raiva A raiva é uma doença fatal. Isso significa que se uma pessoa que se uma pessoa não vacinada for contaminada pelo vírus da raiva

Leia mais

Doença de Chagas. 4) Número de Aulas: as atividades serão desenvolvidas em três etapas, divididas em aulas a critério do professor.

Doença de Chagas. 4) Número de Aulas: as atividades serão desenvolvidas em três etapas, divididas em aulas a critério do professor. Doença de Chagas Introdução Em 1909 o pesquisador do Instituto Osvaldo Cruz, Carlos Chagas, descobriu uma doença infecciosa no interior de Minas Gerais. Segundo seus estudos, era causada pelo protozoário

Leia mais

PROVA FORMAÇÃO DE AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS Prefeitura Municipal de Ouro Preto 1- Assinale a alternativa que define o que é epidemiologia.

PROVA FORMAÇÃO DE AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS Prefeitura Municipal de Ouro Preto 1- Assinale a alternativa que define o que é epidemiologia. 1- Assinale a alternativa que define o que é epidemiologia. a) Estudo de saúde da população humana e o inter relacionamento com a saúde animal; b) Estudo de saúde em grupos de pacientes hospitalizados;

Leia mais

MANUAL MASTITE BOVINA INFORMATIVO BPA 34 3818-1300 34 9684-3150. bpa@cemil.com.br REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

MANUAL MASTITE BOVINA INFORMATIVO BPA 34 3818-1300 34 9684-3150. bpa@cemil.com.br REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ilustra BPA REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Normativa nº 51 18/09/2002. Regulamentos Técnicos de Produção, Identidade e Qualidade do Leite tipo A, do Leite tipo B, do Leite tipo C, do Leite Pasteurizado e do

Leia mais

Sistema Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde. Ministério da Saúde Fundação Nacional de Saúde

Sistema Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde. Ministério da Saúde Fundação Nacional de Saúde Sistema Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde Ministério da Saúde Fundação Nacional de Saúde 1 FLUXO DA VIGILÂNCIA SISTEMAS SETORIAIS RELACIONADOS COM SAÚDE E AMBIENTE (Saúde, Educação, Des. Urbano,

Leia mais

A brucelose, também conhecida como febre ondulante, febre do Mediterrâneo

A brucelose, também conhecida como febre ondulante, febre do Mediterrâneo O que é? A brucelose, também conhecida como febre ondulante, febre do Mediterrâneo ou febre de Malta, é uma zoonose causada por microrganismos do gênero Brucella sendo que a infecção é quase sempre transmitida

Leia mais

Médico Veterinário. 12) A respeito da Vaccinia marque a alternativa que contenha a informação correta.

Médico Veterinário. 12) A respeito da Vaccinia marque a alternativa que contenha a informação correta. Médico Veterinário 11) Analise as frases abaixo e selecione a opção que contenha a sequência correta das denominações dadas aos eventos descritos a respeito da replicação dos vírus na célula. - Envolve

Leia mais

Efeitos do estresse calórico sobre a produção e reprodução do gado leiteiro

Efeitos do estresse calórico sobre a produção e reprodução do gado leiteiro 1 Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária www.ufpel.edu.br/nupeec Efeitos do estresse calórico sobre a produção e reprodução do gado leiteiro Marcelo Moreira Antunes Graduando em Medicina Veterinária

Leia mais

Estrutura epidemiológica dos problemas de saúde: o agente, o hospedeiro e o ambiente

Estrutura epidemiológica dos problemas de saúde: o agente, o hospedeiro e o ambiente Estrutura epidemiológica dos problemas de saúde: o agente, o hospedeiro e o ambiente IESC/UFRJ Mestrado em Saúde Coletiva Especialização em Saúde Coletiva Modalidade Residência Professores: Pauline Lorena

Leia mais

Bactérias e Doenças Associadas

Bactérias e Doenças Associadas Bactérias e Doenças Associadas Disenteria Bacilar Agente Etiológico: Bactérias do gênero Shigella Forma de transmissão: Água e alimentos contaminados com as fezes dos doentes. Sintomas: Infecção intestinal,

Leia mais

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/pecuaria/aftosa.htm

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/pecuaria/aftosa.htm Página 1 de 5 Pecuária Febre Aftosa Nome Febre Aftosa Produto Informação Tecnológica Data Novembro - 2000 Preço - Linha Pecuária Resenha Informações sobre a doença Fernando Cruz Laender Med Vet Autor(es)

Leia mais

Contaminação: água e alimentos contaminados com fezes de pessoas portadoras do vírus.

Contaminação: água e alimentos contaminados com fezes de pessoas portadoras do vírus. SAÚDE AMBIENTAL DOENÇAS CAUSADAS PELA FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO HEPATITE A Doença causada por vírus. Contaminação: água e alimentos contaminados com fezes de pessoas portadoras do vírus. Falta de higiene,

Leia mais

39 Por que ferver a água antes de beber?

39 Por que ferver a água antes de beber? A U A UL LA Por que ferver a água antes de beber? Todo ano seu Antônio viaja para o litoral com a família e enfrenta sempre os mesmos problemas: congestionamento na estrada, praias lotadas e sujas que,

Leia mais

Multicausalidade das doenças Conceitos básicos

Multicausalidade das doenças Conceitos básicos Biologia 1ª série Multicausalidade das doenças Conceitos básicos Profª Reisila Mendes Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença. Homeostase Equilíbrio

Leia mais

Módulo 1 Entendendo a contaminação dos alimentos

Módulo 1 Entendendo a contaminação dos alimentos Módulo 1 Entendendo a contaminação dos alimentos Aula 1 - O que é um Alimento Seguro? Por que nos alimentamos? A alimentação é uma atividade básica para o indivíduo manter- se vivo. Precisamos nos nutrir

Leia mais

PATOGENIA DAS INFECÇÕES VIRAIS

PATOGENIA DAS INFECÇÕES VIRAIS PATOGENIA DAS INFECÇÕES VIRAIS Profª Maria Luzia da Rosa e Silva Viroses em humanos Patogenicidade: capacidade de infectar o hospedeiro e causar doença infecção viral (1) injúria nos órgãos (2) manifestações

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE 6 ANO - 1 TRIMESTRE

EXERCÍCIOS ON LINE 6 ANO - 1 TRIMESTRE EXERCÍCIOS ON LINE 6 ANO - 1 TRIMESTRE 1- Leia o texto e responda as questões Todos os animais, independentemente do seu estilo de vida, servem como fonte de alimento para outros seres vivos. Eles estão

Leia mais

Ecologia da Febre Maculosa

Ecologia da Febre Maculosa Ecologia da Febre Maculosa Depois dos mosquitos, carrapatos hematófagos estão em segundo lugar como fonte de trasmissão de patógenos aos seres humanos, mas estão em primeiro lugar como fonte de transmissão

Leia mais

Para entender bem a doença é preciso entender suas fontes de infecção e suas principais vias de transmissão.

Para entender bem a doença é preciso entender suas fontes de infecção e suas principais vias de transmissão. DIAGNÓSTICO SANITÁRIO DO REBANHO: MAIS VANTAGENS COM A MESMA AMOSTRA. A Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH) apresenta a todos os associados, produtores e indústrias

Leia mais

Nomes: Melissa nº 12 Naraiane nº 13 Priscila nº 16 Vanessa nº 20 Turma 202

Nomes: Melissa nº 12 Naraiane nº 13 Priscila nº 16 Vanessa nº 20 Turma 202 Nomes: Melissa nº 12 Naraiane nº 13 Priscila nº 16 Vanessa nº 20 Turma 202 A doença de chagas é assim denominada em homenagem ao seu descobridor, o médico brasileiro Dr. Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas.

Leia mais

INDICAÇÕES BIOEASY. Segue em anexo algumas indicações e dicas quanto à utilização dos Kits de Diagnóstico Rápido Bioeasy Linha Veterinária

INDICAÇÕES BIOEASY. Segue em anexo algumas indicações e dicas quanto à utilização dos Kits de Diagnóstico Rápido Bioeasy Linha Veterinária INDICAÇÕES BIOEASY Segue em anexo algumas indicações e dicas quanto à utilização dos Kits de Diagnóstico Rápido Bioeasy Linha Veterinária 1- ANIGEN RAPID CPV AG TEST BIOEASY PARVOVIROSE Vendas de Filhotes:

Leia mais

-.BORDETELOSE CANINA "TOSSE DOS CANIS"

-.BORDETELOSE CANINA TOSSE DOS CANIS -.BORDETELOSE CANINA "TOSSE DOS CANIS" A bactéria Bordetella bronchiséptica é a causa primária da traqueobronquite infecciosa canina (tosse dos canis).embora a tosse dos canis seja a manifestação clínica

Leia mais

PARTE I As principais zoonoses transmitidas pelo cão e gato

PARTE I As principais zoonoses transmitidas pelo cão e gato PARTE I As principais zoonoses transmitidas pelo cão e gato RAIVA A Raiva foi reconhecida por volta dos anos 2300 A. C. É uma doença muito grave e fatal, causada pelo vírus: Lyssavirus, que afecta todos

Leia mais

CARTILHA CUIDE DO SEU REBANHO. Contra a BRUCELOSE ou TUBERCULOSE. Campanha regional. Promoção

CARTILHA CUIDE DO SEU REBANHO. Contra a BRUCELOSE ou TUBERCULOSE. Campanha regional. Promoção CARTILHA CUIDE DO SEU REBANHO Contra a BRUCELOSE ou TUBERCULOSE Campanha regional Promoção INTRODUÇÃO A Tuberculose que é causada pelo Mycobacteium bovis e a Brucelose causada pela brucella abortus, atacam

Leia mais

UFPI - CT - DRHGA SANEAMENTO SANEAMENTO SAÚDE PÚBLICA SANEAMENTO SAÚDE PÚBLICA. Definição

UFPI - CT - DRHGA SANEAMENTO SANEAMENTO SAÚDE PÚBLICA SANEAMENTO SAÚDE PÚBLICA. Definição UFPI CT DRHGA DISCIPLINA: Saneamento II Carga horária: horas 6 créditos Horário: Seguas, quartas e sextas 6: 8: horas Local: Sala 55 Professores: Carlos Ernao da Silva email: carlosernao@gmail.com 88 Página:

Leia mais

Boletim Epidemiológico UHE Santo Antônio do Jari

Boletim Epidemiológico UHE Santo Antônio do Jari Editorial Índice - Editorial - Doença Leishmaniose - Gráfico de Notificações - Doença Malária Este é o segundo número do ano de, com veiculação semestral, referente aos meses de janeiro a junho, contendo

Leia mais

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DDA. Patrícia A.F. De Almeida Outubro - 2013

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DDA. Patrícia A.F. De Almeida Outubro - 2013 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DDA Patrícia A.F. De Almeida Outubro - 2013 INTRODUÇÃO DDA Síndrome causada por vários agentes etiológicos (bactérias, vírus e parasitos) 03 ou mais episódios com fezes líquidas

Leia mais

PROJETO ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL- Coma bem se divertindo Higiene e Saúde Alimentar

PROJETO ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL- Coma bem se divertindo Higiene e Saúde Alimentar PROJETO ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL- Coma bem se divertindo Higiene e Saúde Alimentar Professoras: Eliete, Maria Cristina e Midian INTRODUÇÃO O homem com o seu próprio corpo podem contaminar diretamente os alimentos

Leia mais

Agente Infectante. Vetor / Transmissão. Doença. Sinais e Sintomas Hemorragias na pele, no nariz e em outros locais. Febre, fraqueza, dores musculares.

Agente Infectante. Vetor / Transmissão. Doença. Sinais e Sintomas Hemorragias na pele, no nariz e em outros locais. Febre, fraqueza, dores musculares. Dengue Dengue Agente Infectante Arbovirus Vetor / Transmissão Picada do mosquito Aedes Aegypti Sinais e Sintomas Hemorragias na pele, no nariz e em outros locais. Febre, fraqueza, dores musculares. Profilaxia

Leia mais

Matéria: Biologia Assunto: qualidade de vida Prof. Enrico Blota

Matéria: Biologia Assunto: qualidade de vida Prof. Enrico Blota Matéria: Biologia Assunto: qualidade de vida Prof. Enrico Blota Biologia Qualidade de vida Imunidade Imunologia é o ramo que estuda as formas de combate a agentes invasores patogênicos, bem como substâncias

Leia mais

Gripe A (H1N1) de origem suína

Gripe A (H1N1) de origem suína Gripe A (H1N1) de origem suína A gripe é caracterizada como uma doença infecciosa com alto potencial de contagio causado pelo vírus Influenza. Este vírus apresenta três tipos, sendo eles o A, B e C. Observam-se

Leia mais

HIGIENE ZOOTÉCNICA. Prof. Paulo Francisco Domingues Departamento de Higiene Veterinária e Saúde Pública FMVZ UNESP - Botucatu 1.

HIGIENE ZOOTÉCNICA. Prof. Paulo Francisco Domingues Departamento de Higiene Veterinária e Saúde Pública FMVZ UNESP - Botucatu 1. HIGIENE ZOOTÉCNICA Prof. Paulo Francisco Domingues Departamento de Higiene Veterinária e Saúde Pública FMVZ UNESP - Botucatu 1 Tortuga A HIGIENE NO PROCESSO DE PRODUÇÃO ANIMAL Genética Alimentação Produção

Leia mais

1. O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato.

1. O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato. LEPTOSPIROSE - O que saber e o que fazer 1. O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato. 2. Como se pega a leptospirose? Em situações

Leia mais

Como controlar a mastite por Prototheca spp.?

Como controlar a mastite por Prototheca spp.? novembro 2013 QUALIDADE DO LEITE marcos veiga dos santos Professor Associado Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP www.marcosveiga.net O diagnóstico da mastite causada por Prototheca spp.

Leia mais

[PARVOVIROSE CANINA]

[PARVOVIROSE CANINA] [PARVOVIROSE CANINA] 2 Parvovirose Canina A Parvovirose é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus da família Parvoviridae. Acomete mais comumente animais jovens, geralmente com menos de 1 ano

Leia mais

PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO 003/2014. Prefeitura Municipal de Bom Despacho AGENTE DE CONTROLE DE ENDEMIAS

PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO 003/2014. Prefeitura Municipal de Bom Despacho AGENTE DE CONTROLE DE ENDEMIAS 1 - Acerca das doenças de interesse em saúde pública, estão corretas as afirmativas, EXCETO: (A) Dengue é transmitida, geralmente, pela picada do mosquito Aedes Aegypti que inocula na pessoa o vírus da

Leia mais

Poluição da Água Poluição da água é qualquer alteração de suas propriedades físicas, químicas e biológicas, que possa implicar

Poluição da Água Poluição da água é qualquer alteração de suas propriedades físicas, químicas e biológicas, que possa implicar Poluição da Água Poluição da água é qualquer alteração de suas propriedades físicas, químicas e biológicas, que possa implicar em prejuízo à saúde, à segurança e ao bem estar das populações, causar danos

Leia mais

MICROBIOTA OU FLORA NORMAL DO CORPO HUMANO

MICROBIOTA OU FLORA NORMAL DO CORPO HUMANO MICROBIOTA OU FLORA NORMAL DO CORPO HUMANO Disciplina: Microbiia e Parasitia Patrícia de Lima Martins INTRODUÇÃO O que é Microbiota? MICROBIOTA São os microrganismos (bactérias, fungos, vírus e protozoários)

Leia mais

Conceitos Básicos de Higiene e Saúde Animal

Conceitos Básicos de Higiene e Saúde Animal Instituto Politécnico de Viana do Castelo Escola Superior Agrária de Ponte Lima Concurso Especial de Acesso Maiores de 23 Anos Seminário 23 de Maio de 2008. Conceitos Básicos de Higiene e Saúde Animal

Leia mais

Aula 4. Atividades. Mapeado o genoma do Schistosoma mansoni, parasito causador da esquistossomose

Aula 4. Atividades. Mapeado o genoma do Schistosoma mansoni, parasito causador da esquistossomose Aula 4 1. Leia a notícia a seguir. Atividades IV. o mapeamento genético do verme pode auxiliar no controle dos problemas ambientais, como a falta de saneamento básico. V. resolverá definitivamente os problemas

Leia mais

Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão. Não, porque contêm químicos e está clorada.

Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão. Não, porque contêm químicos e está clorada. Influenza A H1N1 /GRIPE SUÍNA PERGUNTAS E RESPOSTAS: PERGUNTA 1. Quanto tempo o vírus da gripe suína permanece vivo numa maçaneta ou superfície lisa? 2. O álcool em gel é útil para limpar as mãos? 3. Qual

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 01. A Dengue é um problema sério de saúde pública, a sua eliminação depende muito da participação popular. Mas a população precisa ter conhecimento das ações de controle, realizadas

Leia mais

RAIVA. A raiva é um doença viral prevenível de mamíferos, que geralmente é transmitida através da mordida de uma animal infectado.

RAIVA. A raiva é um doença viral prevenível de mamíferos, que geralmente é transmitida através da mordida de uma animal infectado. RAIVA A raiva é um doença viral prevenível de mamíferos, que geralmente é transmitida através da mordida de uma animal infectado. RAIVA PRINCIPAIS VETORES - Furão (ferrets) - Raposas - Coiotes - Guaxinins

Leia mais

MEDIDAS GERAIS DE PROFILAXIA

MEDIDAS GERAIS DE PROFILAXIA 35 Disciplina: HIGIENE ZOOTÉCNICA Prof. Paulo Francisco Domingues Departamento de Higiene Veterinária e Saúde Pública FMVZ-UNESP-Botucatu e-mail: domingues@fmvz.unesp.br MEDIDAS GERAIS DE PROFILAXIA São

Leia mais

Boletim Epidemiológico

Boletim Epidemiológico Secretaria Municipal de Saúde de Janaúba - MG Edição Julho/ 2015 Volume 04 Sistema Único de Saúde TUBERCULOSE VIGILÂNCIA Notifica-se, apenas o caso confirmado de tuberculose (critério clinico-epidemiológico

Leia mais

BIOQUÍMICA DA ÁGUA. Disciplina: Bioquímica, Prof. Dr. Vagne Oliveira E-mail: vagne_melo_oliveira@outlook.com

BIOQUÍMICA DA ÁGUA. Disciplina: Bioquímica, Prof. Dr. Vagne Oliveira E-mail: vagne_melo_oliveira@outlook.com BIOQUÍMICA DA ÁGUA Disciplina: Bioquímica, Prof. Dr. Vagne Oliveira E-mail: vagne_melo_oliveira@outlook.com ÁGUA Substância mais abundante nos seres vivos; É uma substância líquida, incolor, inodora e

Leia mais

Porto Alegre, 19 de agosto de 2015

Porto Alegre, 19 de agosto de 2015 Biologia e ecologia do mosquito vetor da dengue Porto Alegre, 19 de agosto de 2015 Biologia do vetor Aedes aegypti macho Aedes aegypti Aedes albopictus Mosquitos do gênero Aedes. Característica Aedes aegypti

Leia mais

IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO E SAÚDE AMBIENTAL

IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO E SAÚDE AMBIENTAL ATUALMENTE O BRASIL É O 1º CONSUMIDOR MUNDIAL DE AGROTÓXICOS E A BAHIA OCUPA O 7º LUGAR ENTRE OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO E SAÚDE AMBIENTAL Vamos conhecer mais

Leia mais

Comunicado Técnico 15

Comunicado Técnico 15 Comunicado Técnico 15 ISSN 2177-854X Agosto. 2011 Uberaba - MG Cuidados sanitários para a estação de monta Responsáveis: Dra. Raquel Abdallah da Rocha Oliveira E-mail: rrabdallah@hotmail.com Pós-doutora

Leia mais

RECOMENDAÇÕES PARA A SAÚDE DOS VIAJANTES

RECOMENDAÇÕES PARA A SAÚDE DOS VIAJANTES MERCOSUL/GMC/RES. N 23/08 RECOMENDAÇÕES PARA A SAÚDE DOS VIAJANTES TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e a Resolução N 22/08 do Grupo Mercado Comum. CONSIDERANDO: Que a Resolução

Leia mais

Disciplina: Doenças Infecciosas Curso: Medicina Veterinária Professor: M. A. Moura Data: 19/08/2009 Conceitos Gerais

Disciplina: Doenças Infecciosas Curso: Medicina Veterinária Professor: M. A. Moura Data: 19/08/2009 Conceitos Gerais Disciplina: Doenças Infecciosas Curso: Medicina Veterinária Professor: M. A. Moura Data: 19/08/2009 Conceitos Gerais PATOLOGIA Estudo científico da doença pathos = sofrimento logos = ciência Etiologia,

Leia mais

Boletim eletrônico. Brucelose. Ano 2-Nº2 20 de Dezembro de 2011. IDAF/DDSIA/SEAR INTRODUÇÃO

Boletim eletrônico. Brucelose. Ano 2-Nº2 20 de Dezembro de 2011. IDAF/DDSIA/SEAR INTRODUÇÃO Boletim eletrônico Epidemiológico Brucelose Ano 2-Nº2 20 de Dezembro de 2011. IDAF/DDSIA/SEAR EDITORIAL O boletim epidemiológico eletrônico é uma iniciativa do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção

Leia mais

Informativo Empresarial Especial

Informativo Empresarial Especial Informativo Empresarial Especial Gripe Suína Plano de Contingência Empresarial A Gripe Influenza A H1N1 e o Transporte Rodoviário A gripe que ficou conhecida como gripe suína é causada por vírus que se

Leia mais

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/pecuaria/inseminacao.ht...

http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/serv_prod/livraria/pecuaria/inseminacao.ht... Página 1 de 6 Pecuária Inseminação Artificial em Bovinos Nome Inseminação Artificial em Bovinos Produto Informação Tecnológica Data Agosto - 2000 Preço - Linha Pecuária Informações resumidas sobre Resenha

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC COORDENAÇÃO DO CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO - CAV ESTUDO EDUCATIVO EPIDEMIOLÓGICO DA DOENÇA DE

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC COORDENAÇÃO DO CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO - CAV ESTUDO EDUCATIVO EPIDEMIOLÓGICO DA DOENÇA DE UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS - CAV COORDENAÇÃO DO CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO - CAV ESTUDO EDUCATIVO EPIDEMIOLÓGICO DA DOENÇA DE AUJESZKY EM SANTA CATARINA

Leia mais

CONSIDERAÇÕES SOBRE EPIDEMIOLOGIA COMPONENTES DA CADEIA EPIDEMIOLÓGICA: CONCEITOS

CONSIDERAÇÕES SOBRE EPIDEMIOLOGIA COMPONENTES DA CADEIA EPIDEMIOLÓGICA: CONCEITOS 15 Disciplina: HIGIENE ZOOTÉCNICA Prof. Paulo Francisco Domingues Departamento de Higiene Veterinária e Saúde Pública FMVZ-UNESP-Botucatu e-mail: domingues@fmvz.unesp.br CONSIDERAÇÕES SOBRE EPIDEMIOLOGIA

Leia mais

DIA DA LUTA CONTRA A SIDA 01 DE DEZEMBRO

DIA DA LUTA CONTRA A SIDA 01 DE DEZEMBRO DIA DA LUTA CONTRA A SIDA 01 DE DEZEMBRO Presentemente, a infeçãovih/sida não tem cura e a prevenção é a única medida eficaz. A infeçãovih/sida tem uma história relativamente recente, mas já dramática

Leia mais

USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS NA PRODUÇÃO ANIMAL Renata Magalhães Casadei :

USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS NA PRODUÇÃO ANIMAL Renata Magalhães Casadei : USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS NA PRODUÇÃO ANIMAL Renata Magalhães Casadei : Nos últimos anos, a ocorrência de bactérias resistentes aos principais compostos antibióticos tem aumentado, havendo inclusive

Leia mais

PREFEITURA DE MAFRA ESTADO DE SANTA CATARINA EDITAL DE PROCESSO SELETIVO PÚBLICO N. 001/2013

PREFEITURA DE MAFRA ESTADO DE SANTA CATARINA EDITAL DE PROCESSO SELETIVO PÚBLICO N. 001/2013 PREFEITURA DE MAFRA ESTADO DE SANTA CATARINA EDITAL DE PROCESSO SELETIVO PÚBLICO N. 001/2013 PROVA: CONHECIMENTOS GERAIS E ESPECÍFICOS FORMAÇÃO EM NÍVEL DE ENSINO FUNDAMENTAL CARGO AGENTE DE COMBATE A

Leia mais

VÍRUS. Fonte: http://rounielo.blogspot.com.br/2011/05/parte-30-foto-em-3-d-do-virus-da-aids.html

VÍRUS. Fonte: http://rounielo.blogspot.com.br/2011/05/parte-30-foto-em-3-d-do-virus-da-aids.html VÍRUS Fonte: http://rounielo.blogspot.com.br/2011/05/parte-30-foto-em-3-d-do-virus-da-aids.html RESUMO -Os vírus não pertencem a nenhum reino específico, são estudados como um caso à parte. -Os vírus são

Leia mais

BIOLOGIA. c) Triatoma infestans. d) Taenia solium.

BIOLOGIA. c) Triatoma infestans. d) Taenia solium. BIOLOGIA Prof. Fred & Marchezi 1. (Unesp 2013) Em determinada região do nosso país, o sistema de saúde verificou um crescente número de mortes por problemas cardíacos, sobretudo em pessoas na faixa etária

Leia mais

Cuidados e recomendações TOP WESTIES

Cuidados e recomendações TOP WESTIES w w w.. c o m ÍNDICE Introdução... 3 Vermifugação... 4 Vacinas... 5 Doenças... 6 Alimentação... 7 Pulgas e carrapatos... 8 INTRODUÇÃO Este documento serve para mostrar e orientar os donos e futuros donos

Leia mais

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA (LVC)

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA (LVC) DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA (LVC) 1 Quando é que se deve suspeitar de leishmaniose visceral num cão? Sempre que o cão apresentar o conjunto de sintomas da doença, ou seja, emagrecimento,

Leia mais

Mal de Chagas e os inseticidas

Mal de Chagas e os inseticidas Mal de Chagas e os inseticidas A UU L AL A Em 1909, o médico e cientista brasileiro Carlos Chagas estava pesquisando a malária, em Minas Gerais, quando foi informado da existência de um inseto que se alimentava

Leia mais

Aspectos Microbiológicos das IRAS (infecções relacionadas à assistência a saúde) Infecções hospitalares Infecções nosocomiais

Aspectos Microbiológicos das IRAS (infecções relacionadas à assistência a saúde) Infecções hospitalares Infecções nosocomiais Aspectos Microbiológicos das IRAS (infecções relacionadas à assistência a saúde) Infecções hospitalares Infecções nosocomiais Prof. Cláudio Galuppo Diniz Prof. Cláudio 1 Qualquer tipo de infecção adquirida

Leia mais

ELEMENTOS DE MICROBIOLOGIA Perigos Microbiológicos

ELEMENTOS DE MICROBIOLOGIA Perigos Microbiológicos ELEMENTOS DE MICROBIOLOGIA Perigos Microbiológicos Rosa Helena Luchese, PhD Departamento de Tecnologia de Alimentos Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro E-mail: rhluche@ufrrj.br CONTAMINANTES DOS

Leia mais

Hipotermia em Cabritos e Cordeiros Recém-nascidos

Hipotermia em Cabritos e Cordeiros Recém-nascidos Hipotermia em Cabritos e Cordeiros Recém-nascidos Define-se como hipotermia (hipo: diminuição e termia: temperatura), a redução significativa da temperatura corporal ao nível mais baixo da média normal,

Leia mais

O MANEJO SANITÁRIO E SUA IMPORTÂNCIA NO NOVO CONTEXTO DO AGRONEGÓCIO DA PRODUÇÃO DE PECUÁRIA DE CORTE

O MANEJO SANITÁRIO E SUA IMPORTÂNCIA NO NOVO CONTEXTO DO AGRONEGÓCIO DA PRODUÇÃO DE PECUÁRIA DE CORTE O MANEJO SANITÁRIO E SUA IMPORTÂNCIA NO NOVO CONTEXTO DO AGRONEGÓCIO DA PRODUÇÃO DE PECUÁRIA DE CORTE Guilherme Augusto Vieira, MV, MSc gavet@uol.com.br 1 Danilo Gusmão de Quadros, Eng.Agro,DSc - uneb_neppa@yahoo.com.br

Leia mais

Aula IV Protozoários Zoopatogênicos

Aula IV Protozoários Zoopatogênicos ZOOLOGIA E PARASITOLOGIA Aula IV Protozoários Zoopatogênicos Professora: Luciana Alves de Sousa Doenças causadas por Protozoários Doença de Chagas Leishmaniose Malária Giardíase Amebíase Toxoplasmose Doença

Leia mais

BIOSSEGURANÇA/RISCO. S e r v i ç o s O d o n t o l ó g i c o s : prevenção e controle de risco.

BIOSSEGURANÇA/RISCO. S e r v i ç o s O d o n t o l ó g i c o s : prevenção e controle de risco. BIOSSEGURANÇA/RISCO S e r v i ç o s O d o n t o l ó g i c o s : prevenção e controle de risco. SIGLÁRIO ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária CAT Comunicação de Acidente de Trabalho CDC Centro

Leia mais

DSTs. Como é contraída; Como evitar; Como tratar. PIBID:Fernanda Alves,Fernanda Gallon,Luciana Catardo e Priscila Faccinello

DSTs. Como é contraída; Como evitar; Como tratar. PIBID:Fernanda Alves,Fernanda Gallon,Luciana Catardo e Priscila Faccinello DSTs Como é contraída; Como evitar; Como tratar PIBID:Fernanda Alves,Fernanda Gallon,Luciana Catardo e Priscila Faccinello O que são DSTs? A sigla DSTs quer dizer doenças sexualmente transmissíveis;ou

Leia mais

Raiva. Replicação no citoplasma - corpúsculo de inclusão

Raiva. Replicação no citoplasma - corpúsculo de inclusão Família Rhabdoviridae forma de bala 70 x 170 nm -RNA envelope Proteina G Ac neutralizantes Proteína N grupo Vírus fixo/rua Perfil G-N= Origem do vírus Raiva Raiva Raiva Replicação no citoplasma - corpúsculo

Leia mais

FEBRE AMARELA: Informações Úteis

FEBRE AMARELA: Informações Úteis FEBRE AMARELA: Informações Úteis Quando aparecem os sintomas? Os sintomas da febre amarela, em geral, aparecem entre o terceiro e o sexto dia após a picada do mosquito. Quais os sintomas? Os sintomas são:

Leia mais

35 Como o berne aparece no boi?

35 Como o berne aparece no boi? A U A UL LA Como o berne aparece no boi? A criação de gado requer dos fazendeiros, entre outras coisas, o cuidado com a saúde dos animais, pois os bois são atingidos por muitas doenças. Nesta aula vamos

Leia mais

1. CARACTERÍSTICAS GERAIS: Estão divididas em dois grandes grupos: Arqueobactérias e Eubactérias; São unicelular, heterótrofo (bactérias) ou

1. CARACTERÍSTICAS GERAIS: Estão divididas em dois grandes grupos: Arqueobactérias e Eubactérias; São unicelular, heterótrofo (bactérias) ou 1. CARACTERÍSTICAS GERAIS: Estão divididas em dois grandes grupos: Arqueobactérias e Eubactérias; São unicelular, heterótrofo (bactérias) ou autótrofo (algas azuis); A única organela presente são os ribossomos;

Leia mais

INFECÇÕES BACTERIANAS

INFECÇÕES BACTERIANAS INFECÇÕES BACTERIANAS 1. Salmonelose (enterocolite), febre tifóide, febres entéricas Salmonella: Espécies x doenças: S. typhi (febre tifóide) S. paratyphi A, B, C (febres entéricas) Outras espécies (salmonelose)

Leia mais

19/4/2010 NOTIFICAÇÃO

19/4/2010 NOTIFICAÇÃO Agravos Epidemiológicos Parte - 03 PROFa. MSc. MARISE RAMOS NOTIFICAÇÃO A ocorrência de casos suspeitos de varicela não requer notificação e investigação por não se tratar de doença de notificação compulsória.

Leia mais

Sindrome respiratória felina. Rinotraquiete viral Clamidiose Calicivirose

Sindrome respiratória felina. Rinotraquiete viral Clamidiose Calicivirose DOENÇAS DE FELINOS Sindrome respiratória felina Rinotraquiete viral Clamidiose Calicivirose RINOTRAQUEÍTE Agente etiológico: Herpesvírus felino Conhecida como "a gripe do gato", pois os sintomas são parecidos

Leia mais

FLÚVIA AMORIM ENFERMEIRA- CERTIFICADA EM EPIDEMIOLOGIA PELA JOHNS HOPKINS BLOOMBERG UNIVERSITY AND SCHOOL PUBLIC HEALTH-EUA MESTRE EM EPIDEMIOLOGIA

FLÚVIA AMORIM ENFERMEIRA- CERTIFICADA EM EPIDEMIOLOGIA PELA JOHNS HOPKINS BLOOMBERG UNIVERSITY AND SCHOOL PUBLIC HEALTH-EUA MESTRE EM EPIDEMIOLOGIA Doenças de Notificação Compulsória FLÚVIA AMORIM ENFERMEIRA- CERTIFICADA EM EPIDEMIOLOGIA PELA JOHNS HOPKINS BLOOMBERG UNIVERSITY AND SCHOOL PUBLIC HEALTH-EUA MESTRE EM EPIDEMIOLOGIA PELA UFG. DIRETORA

Leia mais

INDÚSTRIA DE PRODUTOS HOMEOPÁTICOS ANIMAL LTDA. AV. JINROKU KUBOTA, 482 CEP 87.033-170 MARINGÁ PR. FARMACÊUTICA RESPONSÁVEL: HOMEOPATIA ANIMAL

INDÚSTRIA DE PRODUTOS HOMEOPÁTICOS ANIMAL LTDA. AV. JINROKU KUBOTA, 482 CEP 87.033-170 MARINGÁ PR. FARMACÊUTICA RESPONSÁVEL: HOMEOPATIA ANIMAL INDÚSTRIA DE PRODUTOS HOMEOPÁTICOS ANIMAL LTDA. AV. JINROKU KUBOTA, 482 CEP 87.033-170 MARINGÁ PR. FARMACÊUTICA RESPONSÁVEL: HOMEOPATIA VETERINÁRIA A homeopatia é uma terapia cada vez mais aceita e difundida

Leia mais

AVICULTURA ALTERNATIVA

AVICULTURA ALTERNATIVA AVICULTURA ALTERNATIVA Principais doenças e métodos de prevenção São várias as doenças que atacam as aves, a maioria são doenças respiratórias. Aspergilose é uma infecção que ataca as aves, sendo provocada

Leia mais

Caso tenha dúvidas entre em contato conosco através do e-mail Biologia.sem.duvidas@gmail.com ou

Caso tenha dúvidas entre em contato conosco através do e-mail Biologia.sem.duvidas@gmail.com ou Professor Fernanda & Suellen Disciplina Biologia Lista nº 2 Assuntos Biomédicas Lista ENEM complemento do projeto UERJ Caso tenha dúvidas entre em contato conosco através do e-mail Biologia.sem.duvidas@gmail.com

Leia mais

Profª. Valéria de Sá Jayme Disciplina: Cuidados básicos com cães e gatos GOIÂNIA 2012

Profª. Valéria de Sá Jayme Disciplina: Cuidados básicos com cães e gatos GOIÂNIA 2012 CUIDADOS BÁSICOS COM CÃES E GATOS Profª. Valéria de Sá Jayme Disciplina: Cuidados básicos com cães e gatos GOIÂNIA 2012 INTRODUÇÃO Relação animais seres humanos positiva ou negativa Formas de convivência:

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 1A

CADERNO DE EXERCÍCIOS 1A CADERNO DE EXERCÍCIOS 1A Ensino Médio Ciências Natureza II Questão Conteúdo Habilidade da Matriz da EJA/FB 1 Identificar a função dos órgãos do corpo humano. H30 2 Mecanismos de integração do corpo humano

Leia mais

BATERIA DE EXERCÍCIOS Nº 02 7º ANO

BATERIA DE EXERCÍCIOS Nº 02 7º ANO Professor: CRISTINO RÊGO Disciplina: CIÊNCIAS Assunto: BIODIVERSIDADE, CLASSIFICAÇÃO E VÍRUS Belém /PA BATERIA DE EXERCÍCIOS Nº 02 7º ANO 1 - Entre as doenças abaixo, assinale a alternativa que contem

Leia mais

INFORME TRIMESTRAL SOBRE A RAIVA

INFORME TRIMESTRAL SOBRE A RAIVA ESTADO DE ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE ALAGOAS SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE SUVISA DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DIVEP INFORME TRIMESTRAL SOBRE A RAIVA Ano I nº 1 Edição:

Leia mais

EBOLA. Informe técnico e orientações para as ações de vigilância e serviços de saúde de referência

EBOLA. Informe técnico e orientações para as ações de vigilância e serviços de saúde de referência EBOLA Informe técnico e orientações para as ações de vigilância e serviços de saúde de referência FEBRE HEMORRÁGICA DO EBOLA O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, no Zaire (atual República

Leia mais

AGRUPAMENTO de ESCOLAS Nº1 de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2013/2014 PLANIFICAÇÃO ANUAL

AGRUPAMENTO de ESCOLAS Nº1 de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2013/2014 PLANIFICAÇÃO ANUAL AGRUPAMENTO de ESCOLAS Nº1 de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2013/2014 PLANIFICAÇÃO ANUAL Documento(s) Orientador(es): Currículo Nacional do Ensino Básico Competências essenciais 2º CICLO CIÊNCIAS NATURAIS

Leia mais

Aula 21 Protozoários parasitas

Aula 21 Protozoários parasitas Aula 21 Protozoários parasitas Os protozoários são seres unicelulares, eucariontes e podem ser parasitas ou de vida livre. As células dos protozoários executam todas as funções vitais que nos grupos animais

Leia mais

Vanguard HTLP 5/CV-L Vacina contra Cinomose, Adenovírus Tipo 2, Coronavírus, Parainfluenza, Parvovirose e Leptospirose Canina

Vanguard HTLP 5/CV-L Vacina contra Cinomose, Adenovírus Tipo 2, Coronavírus, Parainfluenza, Parvovirose e Leptospirose Canina Uso Veterinário Usar exclusivamente em cães Indicações: É indicado para vacinação de cães de 6 semanas de idade ou mais velhos como prevenção da cinomose canina, da hepatite infecciosa canina (causada

Leia mais

Leia estas instruções:

Leia estas instruções: Leia estas instruções: 1 2 3 Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. Caso se identifique em qualquer outro local deste

Leia mais

AEMS- FACULDADES INTEGRADAS DE TRÊS LAGOAS MS

AEMS- FACULDADES INTEGRADAS DE TRÊS LAGOAS MS AEMS- FACULDADES INTEGRADAS DE TRÊS LAGOAS MS ASSEPSIA E CONTROLE DE INFECÇÃO Prof. MARCELO ALESSANDRO RIGOTTI LICENCIADO EM ENFERMAGEM e ESPECIALISTA EM CONTROLE DE INFEÇÃO Mestrando pela Escola de Enfermagem

Leia mais

Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana

Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana IV CONGRESSO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO LEITE Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana Perigo (hazard): agente biológico, químico ou físico, ou propriedade do alimento

Leia mais

COMENTÁRIO DA PROVA DE BIOLOGIA

COMENTÁRIO DA PROVA DE BIOLOGIA COMENTÁRIO DA PROVA DE BIOLOGIA A prova de Biologia da UFPR apresentou uma boa distribuição de conteúdos ao longo das nove questões. O grau de dificuldade variou entre questões médias e fáceis, o que está

Leia mais

Competências Técnicas

Competências Técnicas Missão Atender bem os clientes, com bons produtos, da maneira mais rápida possível, sempre com muita atenção, com os menores preços possíveis, em um local agradável e limpo. Competências Técnicas Formar

Leia mais

PROVA DE BIOLOGIA I. A charge refere-se a um problema que afeta cada vez mais pessoas em várias regiões do nosso planeta.

PROVA DE BIOLOGIA I. A charge refere-se a um problema que afeta cada vez mais pessoas em várias regiões do nosso planeta. 26 PROVA DE BIOLOGIA I QUESTÃO 40 A charge refere-se a um problema que afeta cada vez mais pessoas em várias regiões do nosso planeta. Vai um baldinho aí? Fonte: conexaoambiental.zip.net/arch2007-11-01_2007-.

Leia mais

PROGRAMA ALIMENTO SEGURO VOLTADO PARA A CADEIA PRODUTIVA DO LEITE

PROGRAMA ALIMENTO SEGURO VOLTADO PARA A CADEIA PRODUTIVA DO LEITE PROGRAMA ALIMENTO SEGURO VOLTADO PARA A CADEIA PRODUTIVA DO LEITE Nívea Maria Vicentini Pesquisadora Embrapa Gado de Leite 15 o Encontro Técnico do Leite Campo Grande, 15 de maio de 2012 O QUE É O PAS?

Leia mais

Perguntas frequentes. 1) O que é a febre aftosa? Quais as principais formas de transmissão?

Perguntas frequentes. 1) O que é a febre aftosa? Quais as principais formas de transmissão? Perguntas frequentes 1) O que é a febre aftosa? Quais as principais formas de transmissão? A febre aftosa é uma doença infecciosa aguda que causa febre, seguida do aparecimento de vesículas (aftas), principalmente,

Leia mais