FUNCASAL REGIMENTO INTERNO CONSELHO FISCAL

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1 FUNCASAL REGIMENTO INTERNO CONSELHO FISCAL dezembro/2008

2 Capítulo I Da competência do Conselho Fiscal Art. 1º Como órgão de controle interno da EFPC, compete ao Conselho Fiscal, na forma estabelecida no artigo 49 do Estatuto e art.19 da Resolução CGPC n.º 13/2004: I. Examinar e aprovar os balancetes. II. Emitir parecer sobre o balanço anual e as contas e, ainda, sobre os demais aspectos econômicos - financeiros dos atos da Diretoria Executiva. III. Examinar em qualquer época, os livros e quaisquer documentos, na sede da Entidade. IV. Lavrar em livro próprio as atas de suas reuniões, inclusive pareceres e os resultados dos exames realizados. V. Apresentar ao Conselho Deliberativo pareceres sobre os negócios e as operações sociais do exercício, tomando por base o balanço, o inventário e as contas da Diretoria Executiva. VI. VII. VIII. Acusar as irregularidades verificadas, sugerindo medidas saneadoras ao Conselho Deliberativo. Reportar prontamente ao Conselho Deliberativo e à Diretoria Executiva as deficiências de controles internos, sejam eles identificados pelas próprias áreas, pela auditoria independente ou por qualquer outra instância de controle. Emitir relatórios de controles internos, pelo menos semestralmente, que contemplem, no mínimo: a) As conclusões dos exames efetuados, inclusive sobre a aderência da gestão dos recursos garantidores dos planos de benefícios às normas em vigor e a política de investimentos, a aderência das premissas e hipóteses atuariais e a execução orçamentária. b) As recomendações a respeito de eventuais deficiências, com o estabelecimento de cronograma de saneamento das mesmas, quando for o caso. c) Análise de manifestação dos responsáveis pelas correspondentes áreas, a respeito das deficiências encontradas em verificações anteriores, bem como análise das medidas efetivamente adotadas para saná-las. IX. Requerer ao Conselho Deliberativo, quando necessário e mediante justificativa escrita, o assessoramento de perito contador ou de empresa especializada para o desempenho das tarefas. X. Aprovar o Regimento Interno do colegiado, bem como suas alterações. Capítulo II Da Composição do Conselho Fiscal Art. 2º O Conselho Fiscal, na forma estabelecida no artigo 48 do Estatuto, será composto por quatro membros efetivos e respectivos suplentes, sendo dois indicados pelo Patrocinador e dois eleitos pelos Participantes e Assistidos, cabendo a estes últimos a indicação do conselheiro presidente, que terá, além do seu, o voto de qualidade. 1º A escolha dos membros titulares e suplentes do Conselho Fiscal, representantes dos Participantes e Assistidos, dar-se-á por eleição direta entre seus pares, mediante processo eleitoral definido pela Diretoria Executiva e aprovado pelo Conselho Deliberativo, na forma do disposto no Estatuto da Funcasal. 2º A indicação dos membros titulares e suplentes do Conselho Fiscal, representantes dos Patrocinadores, será feita pelo Patrocinador, na forma do Estatuto da Funcasal. 3º Havendo falta de consenso para indicação do conselheiro presidente, o escolhido será aquele mais votado pelos participantes e assistidos. 2

3 Art. 3º Os membros do Conselho Fiscal deverão atender aos seguintes requisitos: I. Comprovação de que na estrutura da Patrocinadora exerceu, por pelo menos 24 (vinte e quatro) meses, atividades, a nível gerencial, em uma das seguintes áreas: financeira, administrativa, contábil, jurídica, de fiscalização, atuarial ou de auditoria; II. Comprovação de ter, pelo menos, 24 (vinte e quatro) meses de filiação como participante da Fundação; III. Comprovação de ter mantidos, pelo menos 60 (sessenta) meses de vínculo empregatício ou funcional na(s) Patrocinadora(s). Parágrafo único. A comprovação dos requisitos mencionados neste artigo far-se-á mediante a apresentação de atestados, declarações e certidões extraídas junto aos órgãos competentes. Capítulo III Do Mandato e da Vacância Art. 4º O mandato dos membros integrantes do Conselho Fiscal será de quatro anos, vedada a recondução. Parágrafo único. Na ausência do Presidente do Conselho Fiscal, as reuniões serão conduzidas pelo membro titular por ele indicado. Art. 5º As vagas no Conselho Fiscal verificar-se-ão em virtude de : I. Falecimento; II. Renúncia ao mandato; III. Perda do mandato por faltas, por decisão judicial desfavorável, transitada em julgado, ou por decisão desfavorável em processo administrativo disciplinar. 1º A comunicação de renúncia ao mandato de membro do Conselho Fiscal deverá ser dirigida, por escrito, ao Presidente da Entidade, que, em seguida, cientificará os Patrocinadores. 2º Perderá o mandato o membro do Conselho Fiscal que, ressalvando o disposto neste artigo, deixar de comparecer sem prévia comunicação de ausência, a duas (2) reuniões consecutivas dos membros titulares do Conselho Fiscal, cabendo aos respectivos suplentes assumir a Titularidade até o final do mandato. 3º Sempre que um membro do Conselho Fiscal não puder comparecer às reuniões, deverá comunicar o fato diretamente ao presidente ou a secretária do Conselho, com pelo menos três (3) dias úteis de antecedência, afim de que possa ser convocado o respectivo suplente, a título de substituição eventual, sob pena de a ausência ser computada como falta. 4º O processo de perda de mandato será instituído pelo Conselho Fiscal, assegurando ampla defesa, e encaminhado ao Conselho Deliberativo. Art. 6º O membro do Conselho Fiscal poderá requerer, sem prejuízo do mandato, licença para: I. Exercício de cargo público; II. Tratamento de saúde; III. Interesse particular. 3

4 Art. 7º Para cada membro do Conselho Fiscal deverá ser indicado um suplente, com igual mandato e escolhido pelo mesmo procedimento de indicação do titular. 1º Dar-se-á a convocação do suplente nos casos de vaga, licença, ausência ou impedimento eventual do correspondente membro titular. 2º A convocação do suplente será feita pelo presidente do Conselho, ou à sua ordem, temporariamente, no caso de impedimento ocasional do membro efetivo, ou pelo restante do mandato, no caso de vacância do cargo. 3º Serão devolvidas ao presidente do Conselho Fiscal, para redistribuição, as matérias em poder do membro de Conselho que, por razão justificada, não tiverem sido relatadas. 4º Excepcionalmente, poderão ser convidados pela presidência, para participar de reuniões do colegiado, especialistas de reputação ilibada e experiência na área de previdência complementar fechada, com direito a voz, mas sem direito a voto Art. 8º O suplente poderá comparecer às reuniões, a convite do presidente do Conselho Fiscal, podendo participar dos debates e apresentar sugestões, a ele podendo ser distribuída matéria para relatar quando se tratar de vaga ou de substituição decorrente de impedimento temporário do respectivo titular. Art. 9º Os mandatos dos membros do Conselho Fiscal, em caráter excepcional, serão prorrogados automaticamente até a posse de seus sucessores. Art.10. A investidura nos cargos do Conselho Fiscal far-se-á em reunião do colegiado, da qual será lavrada a correspondente ata. Capítulo IV Das Reuniões e do Funcionamento Art. 11. O Conselho Fiscal reunir-se-á ordinariamente de 03 (três) em 03(três) meses e, extraordinariamente, quando necessário ou solicitado por qualquer um de seus membros, mediante convocação do seu Presidente sempre com a presença de, pelo menos, metade mais 01 (um) dos seus membros titulares. 1º Para cada matéria tratada no Conselho Fiscal, seu presidente decidirá se deve ser designado um relator. 2º As convocações das reuniões do Conselho Fiscal deverão, sempre que possível, ser feitas com antecedência mínima de sete (7) dias. 3º As deliberações do Conselho Fiscal serão tomadas por maioria de votos, fixado em três (3) membros o quorum mínimo para a instalação de reuniões. 4º O presidente do Conselho Fiscal terá o voto de desempate, além do de qualidade. 5º No caso de impedimento ou de conflito de interesse, o membro que se abstiver deverá fazer constar em ata o motivo pelo qual não poderá deliberar sobre o assunto. 4

5 Art. 12. Das reuniões do Conselho Fiscal serão lavradas atas em livro próprio. Parágrafo único. As atas deverão ser elaboradas obedecendo à seguinte forma: 1. O documento deve registrar, resumidamente, mas com clareza, às ocorrências e deliberações do colegiado nas reuniões. A ata deve ser escrita ou lavrada em livro próprio, cujas páginas são numeradas e rubricadas pela mesma pessoa que redigiu o termo de abertura. No final do livro, deve ser feiro o termo de encerramento. A ata poderá ser lavrada em folhas soltas. A pessoa que lavra a ata é a secretária. 2. A ata não apresenta parágrafos, devendo ser escrita seguidamente e sem rasuras. 3. Da ata devem constar; a) a natureza da reunião (se a sessão é ordinária ou extraordinária, ou ainda se é para uma finalidade especial); b) a data e a hora da realização: sala, andar, número do prédio, rua, cidade; c) o nome de quem preside a reunião; d) indicação das pessoas presentes; e) se tiver havido instrumento de convocação, carta, circular etc, deve-se citá-lo; f) texto: resumo dos fatos mais importantes da reunião; g) encerramento identificando quem lavrou a ata; h) a assinatura do presidente, da secretária e dos membros presentes; i) os números deverão ser grafados por extenso e, a seguir, entre parênteses, em numerais ordinários; j) as atas não devem conter parágrafos. Tudo deve ser registrado em seqüência, sem intervalos. Art. 13. As reuniões do Conselho Fiscal serão secretariadas por pessoa especialmente designada para tal finalidade, a quem caberá: I. Assegurar o apoio logístico necessário ao pleno funcionamento do Conselho Fiscal. II. Distribuir os expedientes e processos, conforme designação do relator, realizada pelo presidente. III. Providenciar a elaboração de ofícios, cartas, relatórios, atas de reuniões e demais atos pertinentes. IV. Encaminhar ao Conselho Deliberativo as proposições aprovadas pelo Conselho Fiscal que dependam de sua aprovação, acompanhadas ou não de minutas, textos-sugestão ou estudos de sua iniciativa. V. Manter arquivo de assuntos de competência do Conselho Fiscal e discutidos em suas sessões. VI. Encaminhar aos membros do Conselho Fiscal a convocação e respectiva pauta das reuniões. VII. Organizar a pauta e o cronograma de reuniões do Conselho Fiscal. Capítulo V Dos deveres dos Conselheiros Art. 14. Os membros do Conselho Fiscal terão as seguintes incumbências: I. Participar das reuniões, deliberar sobre os assuntos tratados e votar. II. Participar das atividades de competência do Conselho Fiscal. III. Solicitar a inclusão de matéria em pauta. IV. Propor ou requerer esclarecimentos necessários à melhor apreciação e votação das matérias de competência do Conselho. V. Compor comissões especiais ou grupos de trabalho. VI. Relatar matérias, processos e expedientes, elaborando parecer. VII. Desenvolver outras atividades atribuídas pelo presidente do Conselho Fiscal. 5

6 Capítulo VI Da Competência do Presidente do Conselho Fiscal Art. 15. Compete ao presidente do Conselho Fiscal: I. Convocar e dirigir os trabalhos das reuniões ordinárias e extraordinárias do Conselho Fiscal. II. Colocar em discussão e deliberação assuntos extrapauta, quando revestidos de caráter de urgência e relevância. III. Conceder ou solicitar vistas dos processos constantes da pauta ou extrapauta. IV. Decidir as questões de ordem. V. Promulgar resoluções e deliberações oriundas do Conselho Fiscal. VI. Assinar a correspondência dirigida pelo Conselho Fiscal ao Conselho Deliberativo e à Diretoria Executiva. VII. Assinar as atas de reuniões, expedientes e pareceres. VIII. Nomear relatores, dentre os membros do Conselho Fiscal, para emitir pareceres sobre matérias, processos e expedientes. IX. Representar o Conselho Fiscal perante o Conselho Deliberativo, quando convocado. Parágrafo único. Ao se encerrar o mandato dos membros do Conselho Fiscal, seu presidente diligenciará para que seus membros devolvam a secretária do colegiado os processos que lhes tenham sido distribuídos. Capítulo VII Das Disposições Finais Art. 16. Os atos do Conselho Fiscal poderão ser revistos, a qualquer tempo, justificada e fundamentada. Art. 17. Este Regimento Interno poderá ser modificado ou reformado, a qualquer tempo, por deliberação da maioria dos membros do Conselho Fiscal. Art. 18. Os casos não previstos neste Regimento Interno serão decididos pelo Conselho Fiscal. Art. 19. Este Regimento Interno vigorará a partir de sua aprovação pelo Conselho Fiscal. Aprovado pelo Conselho Fiscal na reunião ordinária nº 23 (vinte e três), realizada em 05 de dezembro de Carlos Eduardo de Souza Presidente José Carlos dos Santos Souza Membro Titular Edmário José Gomes dos Santos Membro Titular 6

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