CENTRO ESTADUAL DE ENSINO TECNOLÓGICO PAULA SOUZA FACULDADE DE TECNOLOGIA DE LINS CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM BANCO DE DADOS

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1 CENTRO ESTADUAL DE ENSINO TECNOLÓGICO PAULA SOUZA FACULDADE DE TECNOLOGIA DE LINS CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM BANCO DE DADOS LÍVIA GARCIA ALVES DE SOUZA SISTEMA PARA ACADEMIA DE GINÁSTICA MUNDO LIVRE LINS/SP 1º SEMESTRE/2011

2 2 CENTRO ESTADUAL DE ENSINO TECNOLÓGICO PAULA SOUZA FACULDADE DE TECNOLOGIA DE LINS CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM BANCO DE DADOS LÍVIA GARCIA ALVES DE SOUZA SISTEMA PARA ACADEMIA DE GINÁSTICA MUNDO LIVRE Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Tecnologia de Lins para obtenção do Título de Tecnóloga em Banco de Dados. Orientador: Prof. Me. Fábio Lucio Meira. LINS/SP 1º SEMESTRE/2011

3 3 LÍVIA GARCIA ALVES DE SOUZA SISTEMA PARA ACADEMIA DE GINÁSTICA MUNDO LIVRE Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Tecnologia de Lins, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título de Tecnóloga em Bando de Dados sob orientação do Prof. Me. Fábio Lucio Meira. Orientador: Fábio Lúcio Meira Examinador 1: Gisele Molina Becari Examinador 2: Naylor Garcia Bachiega Data de aprovação: / /

4 4 Aos meus pais, Zuleica Garcia Alves de Souza, in memorian e José Pereira de Souza. Ao meu irmão José Pedro Garcia Alves de Souza e ao meu namorado Fernando Silva pelo apoio e incentivo.

5 5 AGRADECIMENTOS Nesta oportunidade em que é alcançada uma meta importante na minha vida profissional, quero expressar os meus sinceros agradecimentos, primeiramente, a Deus, pois sem fé Nele, nada seria possível. Obrigada pela conclusão de mais essa etapa da minha vida, com muita saúde para eu poder continuar e mostrar minha capacidade no decorrer da vida. A toda minha família, principalmente aos meus pais, José e Zuleica (in memorian), por terem me dado momentos de carinho e conselhos, além de apoio, paciência e compreensão; e ao meu irmão, José Pedro, por me alegrar nos momentos difíceis dessa trajetória. Obrigada por confiarem em mim e investirem na minha carreira. Agradeço também ao meu namorado, Fernando Silva, pela amizade e companheirismo nessa corrida etapa da minha vida. A todos os amigos de classe, em especial, Adriano Castro, Brunna Linhares, Daiane Areco, Eduardo Bertin, Endrius Estevan, Luciana Pereira, Matheus de Caires e Susane Pontes, que sempre me incentivaram a insistir e persistir. Aos professores Adriana de Bortoli, Elaine Valencise, Luciane Noronha, Mario Pardo e Ygor Gonzaga, pela ajuda, compreensão e amizade. Ao meu orientador, Professor Me. Fábio Lúcio Meira, pela ajuda tão necessária ao desenvolvimento e realização desse trabalho.

6 6 RESUMO Esta pesquisa tem como objetivo geral informatizar os processos rotineiros (básicos) da academia de ginástica Mundo Livre. Dentre os objetivos específicos estão: cadastrar clientes, funcionários e fichas de exercícios; informar aos professores sobre os exercícios de cada cliente; mostrar os aniversariantes do mês; administrar o pagamento das mensalidades; controlar o fluxo de caixa. Focaliza-se, primeiramente, o estudo das principais tecnologias utilizadas no desenvolvimento do software, por exemplo, Java, JSP e JSF além do armazenamento dos dados no banco de dados Oracle 10g. Após o estudo, fez-se a análise do documento visão, segundo a aplicação da metodologia de Gonçalves (2006), Gonçalves (2007); Gonçalves (2008) e Geary e Horstmann (2007), essenciais para o desenvolvimento do trabalho. Em seguida, procedeu-se à criação dos diagramas, elaboração da prototipação das telas do sistema e a implementação do software. O estudo mostra a necessidade dos programadores buscarem mais informações sobre ferramentas e tecnologias que os auxiliam a desenvolver softwares e esclarecer se a utilização de um sistema de informações traz resultados positivos para uma empresa de pequeno porte como, por exemplo, a academia de ginástica Mundo Livre. Quanto à implementação e implantação do sistema na academia Mundo Livre, verificou-se ainda a viabilidade de aperfeiçoar o sistema de acordo com as exigências do gerente da academia. Palavras-chave: Tecnologia. UML. Sistema de informação. Software. Academia de ginástica.

7 7 ABSTRACT This research aims to computerize the general routine processes (basic) the gym Mundo Livre. Specific goals include: registering customers, employees and records of exercises; informing teachers about the exercises for each client; showing the month s birthdays; administering the payment of fees; monitor cash flow. It focuses, first, the study of the main technologies used in software development, for example, Java, JSP and JSF beyond the storage of data in Oracle Database 10g. After the study, did the analysis of vision document, according to the application of the methodology of Gonçalves (2006), Gonçalves (2007), Gonçalves (2008) and Geary and Horstmann (2007), essential for the development work. Then, proceeded to the creation of diagrams, preparation of the prototyping system screens and software implementation. The study shows programmers need seeking more information about tools and technologies that help them develop software and to clarify whether the use of an information system brings positive results for a small business, for example, the gym Mundo Livre. The implementation and deployment of the Free World in the gym, there was also the feasibility of improving the system in accordance with the requirements of the manager and teachers of the academy. Keywords: Technology. UML. Information system. Software. Fitness center.

8 8 LISTA DE FIGURAS Figura 1. NetBeans IDE Figura 2. Diagrama de Caso de Uso Figura 3. Diagrama de Atividades Manter Fichas Cadastrar Figura 4. Diagrama de Atividades Manter Fichas Atualizar Figura 5. Diagrama de Atividades Manter Funcionários Cadastrar Figura 6. Diagrama de Atividades Manter Funcionários Atualizar Figura 7. Diagrama de Atividades Manter Clientes Cadastrar Figura 8. Diagrama de Atividades Manter Clientes Atualizar Figura 9. Diagrama de Atividades Manter Recebimentos Figura 10. Diagrama de Atividades Controlar Fluxo de Caixa Figura 11. Diagrama de Atividades Gerar Promoção Figura 12. Diagrama de Classe Figura 13. Diagrama MVC Controle Ficha Exercícios Figura 14. Diagrama MVC Controle Funcionários Figura 15. Diagrama MVC Controle Endereços Figura 16. Diagrama MVC Controle Clientes Figura 17. Diagrama MVC Controle Mensalidades Figura 18. Diagrama MVC Controle Fluxo Caixa Figura 19. Diagrama de Sequência Criar Ficha de Exercícios Figura 20. Diagrama de Sequência Atualizar Ficha de Exercícios Figura 21. Diagrama de Sequência Listar Ficha de Exercícios Figura 22. Diagrama de Sequência Criar Funcionários Figura 23. Diagrama de Sequência Atualizar Funcionários Figura 24. Diagrama de Sequência Listar Funcionários Figura 25. Diagrama de Sequência Criar Endereços Figura 26. Diagrama de Sequência Atualizar Endereços Figura 27. Diagrama de Sequência Listar Endereços Figura 28. Diagrama de Sequência Criar Clientes Figura 29. Diagrama de Sequência Atualizar Clientes Figura 30. Diagrama de Sequência Listar Clientes Figura 31. Diagrama de Sequência Criar Mensalidades Figura 32. Diagrama de Sequência Atualizar Mensalidades Figura 33. Diagrama de Sequência Listar Mensalidades Figura 34. Diagrama de Sequência Criar Fluxo de Caixa Figura 35. Diagrama de Sequência Atualizar Fluxo de Caixa Figura 36. Diagrama de Sequência Listar Fluxo de Caixa Figura 37. Tela de Login do Sistema Figura 38. Tela Home Figura 39. Opções Clientes, Ficha de Exercícios e Funcionários Figura 40. Cadastro de Clientes Figura 41. Cadastro de Pessoas Figura 42. Cadastro de Endereços Figura 43. Lista de Endereços Figura 44. Visualização de Endereços Figura 45. Atualização de Endereços Figura 46. Selecionar Cliente ou Funcionário Figura 47. Cadastro de Funcionários... 73

9 Figura 48. Cadastro de Ficha de Exercícios Figura 49. Cadastro de Membros Figura 50. Cadastro de Mensalidades Figura 51. Cadastro de Fluxo de Caixa Figura 52. Menu do Sistema Figura 53. Relatório de Aniversariantes do Mês

10 10 LISTA DE QUADROS Quadro 1. O Problema da Empresa Quadro 2. Posição do Produto Quadro 3. Responsabilidades dos Cargos Quadro 4. Necessidades e Recursos... 38

11 11 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AJAX Asyndhronus JavaScript and XML ARPA Advanced Research and Projects Agency API Application Programming Interface BD Banco de Dados CEP Código de Endereçamento Postal CNPJ Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CPF Cadastro de Pessoa Física CSS Cascading Style Sheet GUI Interface Gráfica do Usuário HTML HyperText Markup Language IDE Integrated Development Environment ISP Internet Service Providers JDBC Java Database Connectivity JS JavaScript JSF Java Server Faces JSP Java Server Pages NSF National Science Foundation MER Modelo Entidade-Relacionamento MVC Modelo-Visão-Controle RG Registro Geral SGBD Sistema Gerenciador de Banco de Dados SO Sistema Operacional SPC Serviço de Proteção ao Crédito SQL Structured Query Language UML Unified Modeling Language W3C World Wide Web Consortium

12 12 SUMÁRIO INTRODUÇÃO FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA UMA BREVE HISTÓRIA DA INTERNET A evolução da Web UML PROCESSO UNIFICADO Características do processo unificado Fases do processo unificado Workflows TECNOLOGIAS Java NetBeans HTML CSS Servlets Java Persistence API (JPA) Java Server Pages (JSP) Java Server Faces (JSF) BANCO DE DADOS JDBC Oracle 10g DOCUMENTO VISÃO DA ACADEMIA MUNDO LIVRE POSICIONAMENTO Instrução do problema INSTRUÇÃO SOBRE A POSIÇÃO DO PRODUTO DESCRIÇÕES DO ENVOLVIDO Resumo do envolvido Ambiente do usuário VISÃO GERAL DO PRODUTO Perspectiva do produto PREMISSAS E DEPENDÊNCIAS NECESSIDADES E RECURSOS OUTROS REQUISITOS DO PRODUTO DIAGRAMAS DIAGRAMA DE CASO DE USO ESPECIFICAÇÃO DE HISTÓRIAS Manter fichas de exercícios (gerente e professor) Manter funcionários (gerente) Manter clientes (gerente) Manter recebimentos (gerente) Controlar fluxo de caixa (gerente) Gerar promoções (gerente) DIAGRAMAS DE ATIVIDADES DIAGRAMA DE CLASSE DIAGRAMAS MVC (MODELO-VISÃO-CONTROLE) DIAGRAMAS DE SEQUÊNCIA... 57

13 4. PROTÓTIPO LAYOUT DAS TELAS CONCLUSÃO GLOSSÁRIO REFERÊNCIAS ANEXOS

14 14 INTRODUÇÃO As empresas buscam permanentemente meios de informação para obter resultados confiáveis e conseguirem sucesso nas tomadas de decisões, de forma a aumentar a competitividade entre suas atividades, satisfazendo as expectativas dos clientes. Desta maneira, os empresários adotam instrumentos que permitam maior flexibilidade, velocidade, inovação e integração para atuarem em ambientes com constantes mudanças, pois sabem que um sistema de informação é algo essencial para uma empresa que queira valorizar e otimizar sua tomada de decisões. Importante ressaltar também que, para uma empresa conseguir resultados positivos em seu processo estratégico, ela precisará preestabelecer objetivos. Assim, para Padoveze apud Santos (2010, p.17), sistema de informação é definido como Um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência lógica para o processamento de dados e tradução em informações, para, com seu produto, permitir as organizações o cumprimento de seus objetivos principais. Ou seja, sistema de informação é uma visão interativa do todo para buscar uma solução de obter resultados positivos para a empresa. A busca por esses resultados faz com que as empresas procurem constantemente informações que envolvam seus processos operacional, administrativo e estratégico. Oliveira (2000) define sistema de informação como um conjunto de normas e procedimentos que objetivam transmitir, através de um meio qualquer, informações sobre pessoas ou órgãos. Já, de acordo com Laudon e Laudon (2004, p.7), Um sistema de informação pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta, processa,

15 15 armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, a coordenação e o controle de uma organização. Sabendo que um sistema de informação (software) pode alterar significativamente a vida da empresa, a academia Mundo Livre, que trabalha no ramo de ginástica desde 2006 com uma administração manual, resolveu informatizar seus processos e procedimentos e investir em um sistema de informações (software) adequado para otimizar sua administração. A academia Mundo Livre apresenta alguns problemas na gerência de cadastros de funcionários, clientes e ficha de exercícios. Além disso, o gerente da academia pretende saber quais são os aniversariantes do mês para oferecer promoções com o objetivo de fidelizar os clientes. Assim, tendo vista esses problemas, a empresa resolveu investir em tecnologia da informação (em um sistema de informação) para sanar todos os problemas, aprimorando o processo de cadastramento, acelerando o processo de visualização dos aniversariantes do mês, facilitando o processo de recebimento de pagamento, informando aos professores sobre os exercícios dos clientes e controlando melhor o fluxo de caixa. Dessa forma, o objetivo geral neste trabalho é desenvolver um sistema para informatizar os processos rotineiros (básicos) da academia Mundo Livre. Dentre os objetivos específicos, estão: cadastrar clientes, funcionários e fichas de exercícios; informar os professores sobre os exercícios dos clientes; mostrar os aniversariantes do mês; administrar o pagamento das mensalidades; controlar o fluxo de caixa. O trabalho está embasado em autores renomados como, Gonçalves (2006), Gonçalves (2007), Gonçalves (2008), Medeiros (2004), Padoveze apud Santos (2010), Oliveira (2000), Laudon e Laudon (2004), Meira (2010), Geary e Horstmann (2007) entre outros. O resultado da pesquisa é apresentado, nesta monografia, em quatro capítulos.

16 16 No primeiro deles, tecem-se considerações gerais sobre a história da Internet juntamente com a evolução da Web. Apresentam-se, também, as contribuições de Gonçalves (2006), Medeiros (2004) e Meira (2010) para fundamentar sobre as tecnologias UML e Processo Unificado. Logo em seguida, tratam-se as tecnologias que serão utilizadas no desenvolvimento do software, como, Java, NetBeans, HTML, CSS, Servlet, JPA, JSP, JSF. E finaliza com o estudo do banco de dados Oracle 10g. No segundo capítulo, aborda-se a análise de negócios, ou seja, o documento visão que contém dados sobre a academia Mundo Livre e suas necessidades, como informatizar a administração da academia controlando o cadastro de clientes, funcionários e ficha de exercícios, administrar o pagamento das mensalidades, mostrar os aniversariantes do mês e controlar o fluxo de caixa. O terceiro capítulo trata os diagramas necessários para o desenvolvimento do software para a academia Mundo Livre. Entre eles estão diagrama de caso de uso, especificação de histórias, diagramas de atividades, diagrama de classe, diagramas de Modelo-Visão-Controle (MVC) e diagramas de sequência. E, no quarto capítulo, abordou-se a prototipação do software que são as telas do sistema, explicando-as (opções) para o usuário do sistema, no caso, o gerente. Conclui-se a monografia retomando as questões que a motivaram e avaliando se os objetivos foram alcançados. E, para finalizar, levantam-se as lacunas deixadas, sugerindo continuidade em pesquisas desta natureza que contribuam para o conhecimento e aperfeiçoamento do software com as tecnologias e ferramentas apresentadas.

17 17 1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este capítulo abordará a breve história da Internet, a UML (Unified Modeling Language) e o processo unificado. Além disso, tratará as tecnologias necessárias para o desenvolvimento do software para a academia Mundo Livre como Java, NetBeans, HTML, CSS, servlets, Java Persistence API (JPA), Java Server Pages (JSP) e Java Server Faces (JSF) UMA BREVE HISTÓRIA DA INTERNET A história da Internet, segundo Gonçalves (2006), teve início com a ARPANET, ARPA significa Advanced Research and Projects Agency - Agência de Pesquisas em Projetos Avançados. Essa agência tinha o objetivo de investigar e ajudar no desenvolvimento do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América. Naquela época, eram proibidos conteúdos ou comunicação que tivessem o foco comercial. Na década de 80, a ARPANET começou a ser ligada a outras redes de universidades e de grandes empresas; por exemplo, a HP, com o objetivo de se tornar mais dinâmica. Já no final dessa década, a ARPANET passou a responsabilidade de manter e aumentar o backbone 1, ou seja, a rede principal pela qual os dados de todos os clientes da Internet passam, para a NSF (National 1 Backbone significa a interconexão central de uma rede de Internet, ou seja, é como uma espinha dorsal de conexões que interliga pontos distribuídos de uma rede, formando uma grande via que trafegam informações. (GONÇALVES, 2006)

18 18 Science Foundation Fundação Nacional de Ciências). Então, a NSF desenvolveu a rede nos EUA. Gonçalves (2006) afirma que, ainda nos anos 80, começaram a aparecer os primeiros ISP (Internet Service Providers Provedores de Serviços de Internet), possibilitando o acesso a empresas particulares. No início dos anos 90, devido à criação de suas próprias infra-estruturas por parte dos operadores privados, a NSF começou a perder o controle do backbone. E foi nesse período que as restrições à comercialização da Internet foram retiradas. Assim, desde 1969, várias aplicações para Internet foram criadas e se tornaram cada vez mais amigáveis ao usuário. Algumas como: Gopher, Veronica, WAIS, FTP, BBS, entre outras. E em 1990, com o aparecimento da World Wide Web, a utilização de browsers dominou o mercado da Internet pois diminuíram os custos de acesso, aumentaram gradativamente o conteúdo, fazendo com que a Internet tivesse um crescimento exponencial A evolução da Web Com a abertura da Internet, criou-se uma revolução, pois houve a possibilidade de comunicação em massa. A partir de então, as pessoas queriam expor suas ideias, conhecimentos e começaram a se comunicar. Grandes empresas apostaram na Internet como uma nova forma de comercialização, criando meios mais sofisticados para o acesso à informação. (GONÇALVES, 2006) O principal meio de acesso, o browser, passou por muitas mudanças, sempre acrescentando mais capacidade de interatividade. E com essa interatividade, diversas tecnologias foram inventadas e aperfeiçoadas com o objetivo de diminuir o tempo de carregamento das informações vindas do servidor. Segundo Gonçalves (2006, p.3), os primeiros meios a tentar interagir com o usuário sem a necessidade de ter que carregar a página diversas vezes foram os Frames e o JavaScript. A empresa Netscape, com seu navegador Netscape Navigator, contribuiu significativamente para essa evolução.

19 UML A UML (Unified Modeling Language que quer dizer Linguagem de Modelagem Unificada) é a linguagem padrão para especificar, visualizar, documentar e construir artefatos de um sistema e pode ser utilizada com todos os processos ao longo do ciclo de desenvolvimento e através de diferentes tecnologias de implementação. (FURLAN, 1998) Conforme Medeiros (2004, p. 10), a UML (Unified Modeling Language que quer dizer Linguagem de Modelagem Unificada) não nos indica como devemos fazer um software. Ela indica apenas as formas que podem ser utilizadas para representar um software em diversos estágios de desenvolvimento. Ou seja, a UML é uma ferramenta que possibilita aos desenvolvedores a visualização dos resultados de seus trabalhos em diagramas padronizados. Medeiros (2004, p. 10) ainda afirma que o L de Language refere-se a uma linguagem de comunicação entre duas partes e não a uma linguagem de computador. Partes essas que indicam que UML não é um processo, mas sim a forma de comunicação que um processo utilizará. Conforme Silva e Videira (2001, p. 117 e 118), UML (Unified Modeling Language) é uma linguagem para especificação, construção, visualização e documentação de artefatos de um sistema de software. Para os autores (SILVA e VIDEIRA, 2001), a UML apresenta algumas particularidades principais: a) semântica e notação para trabalhar com grande número de tópicos atuais de modelagem; b) semântica para tratar tópicos de modelagem futura, relacionados com a computação distribuída, frameworks, a tecnologia de componentes e Internet; c) facilidades em trocar os modelos entre ferramentas distintas; d) mecanismos que possibilitam que futuras notações de modelagem possam continuar a ser desenvolvidas sobre a UML.

20 20 A UML permite uma ampla utilização para aplicações como, por exemplo, a modelagem de sistemas concorrentes, distribuídos, para a Web, sistemas de informações geográficas, entre outras. Para a OMG 2 (2011), a UML ajuda a especificar, visualizar e modelar os documentos de sistemas de software, incluindo sua estrutura e design de forma que atenda todos os requisitos traçados para o projeto. Por ser flexível, a UML permite modelar praticamente qualquer tipo de aplicação, compilada em qualquer tipo de combinação hardware, sistema operacional, linguagem de programação e de rede. Assim, a UML é importante independentemente do tipo de projeto, seja ele de pequeno, médio ou grande porte PROCESSO UNIFICADO Conforme Meira (2010, p. 59), Open UP ou processo unificado é um processo de desenvolvimento de software livre de ferramentas e de baixo formalismo que pode ser estendido a uma variedade gama de tipos de projetos e não apenas desenvolvimento de software. Ou seja, é o desenvolvimento de software livre que serve para várias áreas envolvendo projetos. Para o desenvolvimento do software livre são aplicadas as abordagens iterativa e incremental, informando também a filosofia ágil e pragmática com o foco na natureza colaborativa do desenvolvimento do software. (MEIRA, 2010) A abordagem iterativa quer dizer que os processos são subdivididos de acordo com as principais atividades a serem realizadas. Essas atividades são chamadas de iteração. Já a abordagem incremental, significa que alguns membros da equipe de desenvolvedores esforçam-se para atingir os objetivos da iteração. Assim, com essas abordagens, a equipe consegue ter um feedback, direcionandoos as decisões tomadas ao término de cada iteração. 2

21 Características do processo unificado Para Medeiros (2004, p. 11), o processo unificado é dirigido por casos de uso. Ou seja, descrições de casos de uso e seus diagramas embasam a construção de um software. Outra característica é que o processo unificado é centrado em arquitetura, ou seja, preocupa-se com o software como um todo, como por exemplo, pensam-se nas tecnologias, orçamentos e ambientes de software. Medeiros (2004, p. 11) ressalta que a arquitetura de um sistema pode ser descrita com os seguintes documentos e diagrama: o documento visão, o diagrama de caso de uso, diagramas de componentes e implantação, diagrama de interação e o MER dão-nos as perspectivas da arquitetura do software. Isso quer dizer que os diagramas e seus documentos são importantes para o melhor desenvolvimento da arquitetura do software. E, também, o processo unificado é iterativo e incremental, ou seja, quando uma versão do sistema é liberada quer dizer que a iteração está concluída. E, claro, aprende-se muito com a entrega feita por meio de análises post-mortem (após a conclusão e entrega) que são realizadas em cada iteração. Assim, Medeiros (2004, p. 12) conclui que se uma entrega promoveu uma melhora, ela incrementou algo no sistema, daí o chamarmos de iterativo e incremental Fases do processo unificado Medeiros (2004, p. 12) ressalta que o processo unificado contêm 4 fases: Concepção, Elaboração, Construção e Transição. a) Concepção

22 22 Na fase Concepção, pensa-se na visão do software (em que um documento com o mesmo nome é construído), avaliam-se as tecnologias disponíveis, relacionam-se os riscos principais ou mais aparentes e detectam-se as áreas críticas a serem tratadas. É nessa fase que se inicia os documentos Nomenclatura e Glossário (que serão utilizados por todas as fases do processo). Essa fase termina quando todos os envolvidos no projeto concordam com o escopo descoberto e o validam. b) Elaboração Na fase de Elaboração, os requisitos (que aparecem no conjunto dos casos de uso) das áreas críticas são levantados e estudados. Essa fase repete-se ao longo do desenvolvimento, ou seja, o ciclo de vida do software. c) Construção Na Construção, pensa-se em protótipos, nos relacionamento dos campos com o banco de dados e nas funções que devem conversar com os componentes em Servlets ou EJB. É nessa fase, ainda, que deve-se realizar os testes e eliminar os erros. d) Transição Para Medeiros (2004, p. 14), quando parte do software pode ser avaliado como versão de produção, significa que estamos na fase de Transição. Ou seja, é nessa fase que os erros devem ser mínimos e quando chegar à homologação da parte que está sendo avaliada significa que o ciclo terminou Workflows

23 23 Medeiros (2004) afirma que o processo unificado contém 5 workflows: Requisitos, Análise, Projeto, Implementação e Testes. Para o autor (MEDEIROS, 2004, p. 14), o termo workflow tem, aqui, o significado de um conjunto de atividades com um objetivo comum. a) Requisitos É necessário obter todos os requisitos para desenvolver os casos de uso. No futuro, se necessário, o software poderá se amparar nessa documentação para corrigir erros, melhorar sua performance ou até mesmo para implementação. b) Análise Para Medeiros (2004, p. 15), quando identificamos quem realizará um caso de uso ou um de seus cenários principais, em termos de classes de forma conceitual, estamos dentro do workflow de análise. Ou seja, e nesse workflow que as classes precisam ser bem definidas para seguir em frente o projeto. c) Projeto Medeiros (2004, p. 15) ainda afirma que quando saímos de uma visão conceitual da construção de classes e diagramas de sequência, na abstração requerida, estamos dentro do workflow de projeto. O projeto envolve a passagem dos conceitos adquiridos para a prática, desenvolvimento do software. d) Implementação Nesse workflow são realizadas as codificações e compilações do sistema. Medeiros (2004, p.15) afirma que a própria construção de uma página HTML e sua colocação em funcionamento é sinal de que estamos executando esse workflow dentro de alguma fase. Ou seja, a transformação dos diagramas em códigos do sistema representa este workflow.

24 24 e) Testes Esse workflow envolve o modelo de testes, ou seja, descreve por quais testes a implementação deve passar. Segundo Medeiros (2004, p. 15) a compilação dos resultados desses testes (que devem ser anotados e identificados por data e condição de teste) servirá em análises post-mortem. Ou seja, os resultados dos testes ajudarão para corrigir erros ou mudar características na implementação. Assim, um workflow trata uma sequência pré-definida de atividades que são desempenhadas por papéis de atividades e que geram artefatos (ou produtos de trabalho) como resultado TECNOLOGIAS As tecnologias são as várias formas que existem à disposição para criação de Intranet 3, Extranet 4 e Internet de uma empresa. Ou seja, como afirma Medeiros (2004, p.137), isso se deve ao fato de que hoje temos poucas oportunidades de criar softwares clientes-servidores puros, como fazíamos aos montes na época em que os navegadores eram muito insipientes. No início da história da Internet, havia uma única alternativa para publicar (pois tinha o sentido de revista, livro ou jornal) assuntos para as outras pessoas, o HTML Java 3 Para Vescio (2009), Intranet é uma rede privada onde os usuários não podem trocar informações com usuários que não estejam nessa rede. É ainda uma ferramenta eficaz para combater o desperdício de tempo, esforço e materiais dentro de uma empresa, pois gera comunicação e oportunidades para colaboração e produtividade pessoal. 4 Vercio (2009) ainda afirma que a Extranet é uma rede corporativa, assim como a Intranet, mas que utiliza da Internet para se comunicar e conectar com outras empresas e fornecedores, clientes, parceiros e outros para compartilhar informações.

25 25 Em 1995, ocorreu um grande marco na história das linguagens. Foi quando Java foi anunciado pela empresa Sun Microsystems que lançava, naquele momento, uma linguagem de programação trabalhada em sites produzidos na World Wide Web. Java era (e ainda é) portável para outros sistemas operacionais. Além disso, Java possibilitava fazer diversas coisas, como animações, que até então não eram possíveis em páginas existentes na World Wide Web. Seu tamanho também era um fator importante, pois era pequeno o que facilitava a visualização dos aplicativos. Com o passar dos anos, Java amadureceu e muitas implementações foram criadas, como por exemplo, hoje em dia, podem-se usar aplicativos desktop, páginas para Internet e até mesmo aplicativos para pequenos celulares, todos com a linguagem Java. De acordo com Gonçalves (2007, p. 7), a linguagem Java nos dias de hoje é utilizada por grandes bancos, pois fornece extrema segurança. Também é utilizada por grandes empresas que desejam trafegar uma grande quantidade de dados e necessita de estabilidade e portabilidade entre outras empresas. Por isso, milhões de pessoas aprenderam a usar essa linguagem e, até mesmo grandes empresas estão fazendo uso dela, como por exemplo, a NASA, IBM, ESPN, entre outras NetBeans Para Gomes (2008, p. 12), o NetBeans é a IDE (Integrated Development Environment, ou seja, um ambiente integrado para desenvolvimento de software) oficial da Sun Microsystems para desenvolvimento em Java, conforme mostra a figura 1. O NetBeans é o ambiente ideal para implementar aplicações Web utilizando as tecnologias citadas mais à frente.

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