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1 SEMINÁRIO Curso: Geografia Disciplina: Hidrogeográfia Professor: Felipe Brasil 4 Período / UNESA Bacia Hidrográfica Rio São Francisco 2 semestre de 2011 Graduandos: Alexandre Graciniano Mª de Lourdes 1

2 1. Objetivo: Caracterizar a bacia do Rio São Francisco. 2. Justificativa: Visando um melhor entendimento geográfico das questões regionais brasileiras, através da Hidrogeografia, buscamos através de pesquisas bibliográficas, estudos sobre a bacia supracitada. A bacia hidrográfica de São Francisco, tem uma localização estratégica no território brasileiro, pois faz a ligação entre o Sudeste, à região mais industrializada do Brasil, parte do Centro-Oeste (incluindo a capital federal) e o Nordeste, região que há décadas vem sendo deixada em segundo plano no que diz respeito a investimentos estratégicos. Dessa forma o rio São Francisco é mencionado como o rio da integração nacional. Rio: São Francisco Nascente histórica: Serra da Canastra - Minas Gerais Foz: Oceano Atlântico - entre Sergipe e Alagoas Comprimento: km Área da bacia: km2, ou seja, ha 2

3 Caracterização Abrange Seis unidades federativas (Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas) e o Distrito Federal. HISTÓRICO O São Francisco é o maior rio genuinamente brasileiro, é conhecido como "rio da unidade nacional. Descoberto em 4 de outubro de 1501, dia dedicado ao Santo de devoção católica São Francisco de Assis, pelos viajantes Américo Vespúcio e André Gonçalves, o Rio então recebeu nome de São Francisco em homenagem ao santo. Os índios que habitavam a região o chamavam de Opara, que significa rio-mar Nascente histórica: Serra da Canastra, município de São Roque de Minas (MG) / Nascente geográfica: Serra d' Água, município de Medeiros (MG). Extensão: 2700 Km Área: Km 2, equivalente à soma dos estados da Alagoas, Minas Gerais e Sergipe ou da França e Portugal juntos. 503 municípios, sendo 101 na calha do rio / 14 milhões de habitantes, 9% da população brasileira, Corresponde a 7,4% do território brasileiro; Vazão média de m 3 /s, superior à do rio Nilo. / Representa 2/3 da disponibilidade água doce do Nordeste. Biomas compreendidos: Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Zona Costeira./ 32 sub bacias e 168 afluentes (99 perenes e 69 intermitentes). Potencial hidrelétrico de MW, sendo MW em operação distribuídos nas usinas de Três Marias, Queimados, Sobradinho, Itaparica, Complexo Paulo Afonso e Xingó. / 22 Terras Indígenas representando 16 etnias. 5 comunidades remanescentes de quilombolas. / 33 Unidades de Conservação. 3

4 Aqüíferos da bacia: Foz do Rio São Francisco Piaçabuçu (Cabeço) Divisa natural entre Alagoas e Sergipe Nascente do Rio São Francisco na Serra da Canastra em MG no Município de São Roque 4

5 Fisiografia : População da bacia de são Francisco: Sub-bacia População (hab) Urbana Rural Total Urbanização (%) Alto Médio Sub-médio Baixo Total saofrancisco.cbh.gov.br/baciasf.aspx#asocioeconomia O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio da região é de 0,660 (IBGE, 2000), abaixo do IDH do Brasil que é de 0,790 (PNUD, 2000). 5

6 O Clima: _ Alto São Francisco: O clima do Alto São Francisco é úmido e subúmido com chuvas de verão e ausentes no inverno. As chuvas no Alto São Francisco variam de 800 a mm. A temperatura é de 23ºC. _ Médio São Francisco: Nessa região, o clima é subúmido seco e semi-árido, com chuvas no verão e inverno seco. As chuvas medem anualmente entre 600 mm e mm, sendo a temperatura média, de 24ºC. _ Sub-Médio São Francisco: O Sub-Médio é a região mais árida do Vale do São Francisco, classificando-se de árido e semi-árido, com precipitações muito irregulares entre 350 a 600 mm, sendo a temperatura média, em torno de 26,5ºC. _ Baixo São Francisco: O clima do Baixo São Francisco vai de semi-árido a subúmido, variando as chuvas de 460 a mm, sendo a temperatura média de 26ºC Precipitação Segundo dados do INMET (2007) a precipitação média anual na região do São Francisco é de mm, bem abaixo da média nacional que é de mm. Disponibilidade Hídrica A sua disponibilidade hídrica, levando-se em conta a vazão regularizada pelos reservatórios da região, é de m³/s, ou seja 2,1% da disponibilidade hídrica nacional. A vazão específica na região é bem baixa, apenas 4,5 L/s/km2, devido principalmente à porção do semi-árido. A média brasileira é de 20,9 L/s/km². 6

7 Questões socioeconômicas: O Bioma: _ Floresta: Predominante na região úmida, apresentando-se, também, nas regiões subúmidas secas e úmidas, ao longo dos rios e riachos, onde ocorre maior umidade do solo, formando floresta de galerias ou mata ciliar. Ocorre, ainda, nas regiões de clima subúmido seco e transicional para semi-árido, onde há presença de solos de alta fertilidade. Espacialmente, cobre 8,0% da superfície do Vale, localizando-se em Minas Gerais (Alto São Francisco) e nas faixas costeiras de Sergipe e Alagoas (Baixo São Francisco). Caatinga: É a vegetação das áreas de clima árido e semi-árido. Predomina na Bahia, Pernambuco e oeste de Alagoas e Sergipe, cobrindo 21,2% do Vale. Fisiograficamente, situa-se no Médio, Submédio e Baixo São Francisco. As áreas de contato ou transição desses tipos de vegetação dominantes perfazem 11,1%. Nas áreas antrópicas, que totalizam 24,8%, a agricultura ocupa 7%; as pastagens, 16,6%; o reflorestamento, 0,9%; e usos diversos, 0,3%. Os refúgios ecológicos e as áreas de conservação/preservação perfazem 1,0%. Cerrado: Predomina nas regiões de clima úmido e subúmido e de solos de baixa fertilidade. O grande domínio deste tipo de vegetação, que cobre cerca de 33,9% do Vale, está localizado em Minas Gerais e no oeste da Bahia (Alto e Médio São Francisco). 7

8 Questões socioeconômicas: Saneamento A região hidrográfica do São Francisco apresenta bons índices de atendimento urbano de água, com 96,2%, da população atendida, índice este maior que a média brasileira que é de 89,4%, sendo que a região é a terceira com melhores índices. Quanto ao atendimento de rede de esgotos, a RH do São Francisco também apresenta bom índice de atendimento de rede coletora de esgotos, com 50,8% de sua população urbana atendida, maior que a média nacional que é de 47,4%. Irrigação A área irrigada da região do São Francisco, tomando-se como referência o ano de 2006, é de hectares, correspondendo a 11% dos 4,6 milhões de hectares irrigados no Brasil. Destacam-se as cidades de Juazeiro e Petrolina (perímetros irrigados para fruticultura) e o Pólo de Barreiras (soja) como principais áreas de irrigação da região. Navegação A Hidrovia do São Francisco apresenta dois trechos navegáveis: o baixo São Francisco, com 208km, entre a sua foz e a cidade de Piranhas (AL), e o médio, com cerca de 1.370km de extensão, entre a cidade de Pirapora (MG) e as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). O rio Grande é navegável em cerca de 350km entre sua foz, na margem esquerda do São Francisco, e a cidade de Barreiras (BA). O rio Correntes, afluente da margem direita do São Francisco, é navegável por cerca de 110km entre a sua foz e a cidade de Santa Maria da Vitória (BA). Também podem ser navegáveis durante parte do ano, no período de águas médias e altas, os baixos cursos do rio Paracatu (por 100km), do rio Cariranha (80km) e do rio das Velhas (90km), de sua foz até a cidade de Várzea da Palma (MG) (ANA, 2007c). Questões socioeconômicas: Usinas Hidrelétricas O potencial hidrelétrico aproveitado da região é de MW, correspondendo a 13% do total instalado do país. Dentre as usinas hidrelétricas instaladas na região, destacam-se: Xingó, com MW, Paulo Afonso 1, 2, e 3 com MW, Paulo Afonso 4 com MW, Itaparica com MW, Sobradinho com MW e Três Marias com 396 MW (ANA, 2007c). O reservatório de Sobradinho é o maior lago artificial do mundo, com mais de 4 mil km² de superfície. Além de regular o volume do Rio São Francisco, Sobradinho também gera energia elétrica. A usina da CHESF possui seis turbinas com uma capacidade total superior a 1 GW 8

9 Questões socioeconômicas: O fenômeno da seca é resultado do atraso ou da distribuição irregular de chuvas. Mas ela representa muito mais que apenas uma ocorrência climática, pois acarreta sérios efeitos no desenvolvimento da vegetação, gerando, por conseqüência, um quadro social de extrema pobreza nas regiões onde a economia ainda está embasada na agricultura familiar. É o caso do Polígono da Seca, uma área de 950 mil km2 situada entre o Sudeste e o Nordeste do Brasil, afetando os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A região, de clima semi-árido, recebe menos de 700 mm de chuva por ano e é castigada com altas temperaturas: 26ºC em média. Questões ambientais: A falta de chuva, que além de pouca é má distribuída, a agressão ao meio ambiente, o uso desordenado da água do Rio, dentre outras coisas, vem acentuado a vulnerabilidade do São Francisco: Ver vídeo: 9

10 Transposição: O histórico das propostas de transposição do rio São Francisco é inicialmente apresentado por Pessoa em (1989 apud JUNQUEIRA 2002), no entanto o primeiro registro desta idéia data do governo de D.João VI, sendo que no ano de 1980 o projeto de transposição ressurgiu. Mais precisamente em 1996 este assunto voltou a tona, desta vez tratado com mais seriedade, sendo a terceira versão deste projeto que tinha como objetivo aproveitar os recursos naturais locais das bacias receptoras. o objetivo do projeto é transposição de cerca de 2% do volume de águas do Rio São Francisco que iriam desaguar no mar, para bacias hidrográficas das regiões do semiarido nordestino. Para a condução das águas será construído uma rede de canais, túneis, adutoras, estações para tratamento e também reservatórios construídos nos eixos saídos do rio, localizados entre a barragem de Sobradinho e de Itaparica. Serão dois canais principais o Eixo Norte, tem 402 km que deve levar a água para o sertão de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte e o Eixo Leste, com cerva de 210 Km que vai levar água para uma parte do sertão e agreste de Pernambuco e Paraíba. O projeto tem um orçamento de R$ 4,5 bilhões para construção de toda a extensão dos Eixos Norte e Leste, é de responsabilidade do MI Ministério de Integração Nacional, que pretende garantir aos nordestinos através do projeto, o acesso permanente a água de boa qualidade, para ser usada para o consumo humano e para as atividades industriais e para a agricultura 10

11 Fotos da obras em andamento: Transposição do Rio São Francisco: 11

12 Repercussão do projeto de transposição do Rio São Francisco: Repercussão do projeto de transposição do Rio São Francisco: O projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco pode usar como principal razão para sua realização o discurso populista de levar água para saciar a sede dos pobres do Nordeste, mas o próprio texto do projeto, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional, aponta para a verdadeira utilização das águas: 70% para irrigação, 26% para uso urbano e industrial e apenas 4% da água serão destinadosà população rural, aquela afetada pelas secas

13 Repercussão do projeto de transposição do Rio São Francisco: De modo geral, a bacia do rio São Francisco apresenta: Conclusão: _ Conflitos de interesses na gestão, aproveitamento e restrições de uso dos recursos hídricos, principalmente entre os maiores usuários e Críticas: A UnB agrupou as críticas sob três aspectos, que, segundo o canadense Asit Biswas, referência internacional em recursos hídricos, são os principais a serem considerados quanto à transposição de águas de uma bacia. _ Conflitos entre demandas para usos consuntivos e qualidade inadequada das águas. _ O primeiro refere-se ao sistema físico, que inclui a quantidade de água a ser transportada, as análises sobre águas subterrâneas, as mudanças de salinidade e alcalinidade e as conseqüências para a qualidade da água. _ O segundo aspecto trata do sistema biológico, que abrange a biodiversidade em geral tanto matas ciliares quanto animais existentes. _ O último consiste no sistema humano, que inclui agricultura, geração de energia, transporte, desenvolvimento de infraestrutura complementar, efeitos antropológicos e implicações políticas do projeto. A situação atual da bacia hidrográfica do rio São Francisco apresenta alguns desafios principais, entre os quais: Definir estratégia que solucione conflitos entre os diversos usuários - abastecimento urbano, aproveitamento energético, irrigação, navegação, piscicultura, dessedentação de animais, lazer e turismo em toda bacia; Resolver conflitos entre a demanda para usos consuntivos e insuficiência de água em períodos críticos; Implementar sistemas de tratamento de esgotos domésticos e industriais; Racionalizar o uso da água para irrigação no Médio e Sub-médio São Francisco; Estabelecer estratégias de prevenção de cheias e proteção de áreas inundáveis, Definir programas para uso e manejo adequado dos solos.. Transposição das águas da bacia 13

14 Bibliografia: Sites pesquisados:

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