Austin: dizer é fazer

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Austin: dizer é fazer"

Transcrição

1 Austin: dizer é fazer Referências: Austin, John L., How to do Things with Words, Oxford, Oxford University Press, Rodrigues, Adriano, A Partitura Invisível, Lisboa, Colibri, Searle, John, Speech Acts, Cambridge, Cambridge University Press, Strawson, Peter, Intention and convention in speech acts, in Logico- Linguistic Papers, London, Methuen, Ideia de senso comum: dizer não é fazer. Eles falam, falam, falam, falam, mas não os vejo a fazer nada. Austin: falar (dizer algo) é um tipo de acção. Crítica da ideia de que o discurso consiste essencialmente em relatar/constatar/descrever o que é verdadeiro ou falso (privilégio das afirmações: falácia descritiva ). Há enunciados que têm sentido mas que não descrevem um estado de coisas exterior a eles; ao contrário, eles produzem um estado de coisas, no próprio acto de serem proferidos, desde que a sua enunciação obedeça a certas regras convencionais e seja feita nas circunstâncias apropriadas. Nestes casos, dizer é fazer. Exemplos: (1) Eu vos declaro marido e mulher (2) Prometo que não vou mais atrasar-me (3) Peço desculpa (4) Eu baptizo este navio Dom Afonso Henriques 1

2 Nestes exemplos, não se está a descrever ou relatar que se está a celebrar um casamento, fazer uma promessa ou pedir desculpa; está-se efectivamente a celebrar um casamento, prometer ou pedir desculpa. Casos como estes estão na base da distinção de Austin entre enunciados constatativos (que constatam um determinado estado de coisas, e podem ser verdadeiros ou falsos) e performativos (que podem produzir um determinado estado de coisas e não são nem verdadeiros nem falsos, mas efectivos ou não efectivos). O desenvolvimento das ideias de Austin vai no sentido de considerar também os enunciados constatativos como actos que, tal como os performativos, também têm de obedecer a certas condições para serem bem sucedidos (p.ex., pressuposição e implicação). Assim, também aqui, dizer é fazer. E tanto os performativos como os constatativos podem falhar caso as suas enunciações sofram diversos tipos de infelicidades. Donde, generalização da hipótese de Austin rumo ao conceito mais abrangente de actos de fala (speech acts). Toda enunciação é um acto de fala que, por sua vez, consiste em três actos: 2

3 Acto locutório: o que se diz (locução) (a) (b) (c) Acto fonético: produção de uma sequência de fonemas. Acto fático: produção de uma sequência de vocábulos estruturados sintacticamente. Acto rético: produção de palavras e frases com significação ( sentido e referência ). Acto ilocutório: o que se faz no dizer, de uma forma convencional e de acordo com regras. Acto perlocutório: o que se faz através do dizer; efeitos não necessariamente convencionais. Conceito central: acto ilocutório. Para Searle, na sua reformulação e sistematização da teoria dos actos de fala, o acto ilocutório é a unidade básica da comunicação linguística. Searle: actos ilocutórios são convencionais, desempenhados segundo regras constitutivas. Regras constitutivas têm geralmente a forma X conta como Y no contexto C. São constitutivas porque constituem as actividades que regulam. Distinguem-se assim das regras meramente regulativas, que regulam actividades preexistentes. 3

4 Searle critica a distinção de Austin entre acto locutório e ilocutório, especialmente no que diz respeito ao acto rético (produção de palavras e frases com significação). Segundo Searle, a especificação da significação das frases inclui já elementos ilocutórios. Donde, proposta de uma nova distinção, entre actos proposicionais (os actos de expresssar uma proposição) e actos ilocutórios. Importante: expressar uma proposição (realizar um acto proposicional) não é necessariamente o mesmo que afirmar uma proposição. Nos exemplos abaixo, as frases expressam a mesma proposição (que João vai à festa): (1) João vai a festa. (2) João vai à festa? (3) João, vai à festa! Todas realizam o mesmo acto proposicional. Mas apenas a primeira afirma a proposição expressa ou seja, tem a força ilocutória de uma afirmação. Força ilocutória: enunciados com o mesmo conteúdo proposicional podem ter diferentes forças ilocutórias (a ideia de força ilocutória já está presente em Austin). 4

5 Exemplo: Está um lindo dia. O mesmo acto locutório pode ter a força de uma afirmação, um convite, uma resposta a uma pergunta, uma ameaça, ou um número indefinido de outros actos ilocutórios, dependendo do contexto da enunciação (cf. Adriano Duarte Rodrigues, A Partitura Invisível). A relação força ilocutória / conteúdo proposicional está na base das críticas à concepção convencionalista da teoria dos actos de fala. Crítica de Strawson ( Intention and convention in speech acts ): se é verdade que em muitos casos a força ilocutória é convencional, há muitos outros em que tal não ocorre, e em que a força ilocutória de uma elocução não se deve a nenhuma convenção para além das que contribuem para o seu significado. Para Austin, o carácter convencional dos actos ilocutórios fundamenta-se na possibilidade de que, mesmo nos casos em que a força ilocutória não é explícita, ela pode sê-lo, bastando para isto a reformulação do enunciado de forma a indicar convencionalmente a sua força ilocutória. No entanto, há casos em que são as intenções do falante num determinado contexto, mais do que as convenções, a determinar a força ilocutória. O enunciado Está um lindo dia é um exemplo: em casos como a afirmação, é possível tornar explícita a força ilocutória ( Eu afirmo que está um lindo dia ). No entanto, num convite para sair, tal não é possível embora a força ilocutória seja a de um convite, ela não é convencionalmente determinada. Nestes casos, são as intenções 5

6 dos falantes (e não as convenções ligadas a um acto ilocutório) que desempenham um papel decisivo. Os actos de fala indirectos constituem assim um problema para a teoria dos actos de fala. Para Searle, é necessário, ao menos em certos casos, combinar aspectos das hipóteses de Austin com processos inferenciais envolvidos na identificação de intenções em contextos particulares uma abordagem da comunicação e da significação proposta por Paul Grice. 6

Grice: querer dizer. Projecto de Grice: explicar a significação em termos de intenções.

Grice: querer dizer. Projecto de Grice: explicar a significação em termos de intenções. Grice: querer dizer Referências: Grice, Paul, Meaning, in Studies in the Way of Words, Cambridge (Mas.), Harvard University Press, 1989, pp 213-223. Schiffer, Stephen, Meaning, Oxford, Oxford University

Leia mais

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC)

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) Diversidade Linguística na Escola Portuguesa Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) www.iltec.pt www.dgidc.min-edu.pt www.gulbenkian.pt Actos de Fala Quadro Geral Significado e contexto

Leia mais

Grice, o que é dito e o que é comunicado

Grice, o que é dito e o que é comunicado Grice, o que é dito e o que é comunicado Referências: Grice, Paul, Logic and conversation, in Studies in the Way of Words, Cambridge (Mas.), Harvard University Press, 1989, pp 22-40. Grice, Paul, Meaning,

Leia mais

Intenção e Comunicação Mafalda Eiró-Gomes 1

Intenção e Comunicação Mafalda Eiró-Gomes 1 95 Intenção e Comunicação Mafalda Eiró-Gomes 1 «Só no fluxo do pensamento e da vida as palavras têm significado.» (Ludwig Wittgenstein, Fichas, 173) 1. Introdução Se o conceito de significado é um conceito

Leia mais

Contextualismo e anti-contextualismo

Contextualismo e anti-contextualismo Contextualismo e anti-contextualismo Referências: Cappelen, Herman, and Lepore, Ernie, Insensitive Semantics, Oxford, Blackwell, 2005. Kaplan, David, Demonstratives, in Almog, J., Perry, J., and Wettstein,

Leia mais

Agir com Palavras: A Teoria dos Actos de Linguagem de John Austin

Agir com Palavras: A Teoria dos Actos de Linguagem de John Austin Agir com Palavras: A Teoria dos Actos de Linguagem de John Austin Teresa Mendes Flores mflores@escs.ipl.pt Escola Superior de Comunicação Social Índice 1 Austin e a Filosofia Analítica 1 2 Performativos

Leia mais

IMPLICAÇÕES DO ESTUDO DAS INTERACÇÕES VERBAIS PARA O ESTUDO DA LINGUAGEM E DA COMUNICAÇÃO. Adriano Duarte Rodrigues

IMPLICAÇÕES DO ESTUDO DAS INTERACÇÕES VERBAIS PARA O ESTUDO DA LINGUAGEM E DA COMUNICAÇÃO. Adriano Duarte Rodrigues IMPLICAÇÕES DO ESTUDO DAS INTERACÇÕES VERBAIS PARA O ESTUDO DA LINGUAGEM E DA COMUNICAÇÃO Adriano Duarte Rodrigues Nesta última sessão do nosso curso, vou tentar esboçar algumas das mais importantes implicações

Leia mais

Uma das atribuições da ciência da informação é construir teorias e elaborar

Uma das atribuições da ciência da informação é construir teorias e elaborar A linguagem como meio de representação ou de comunicação da informação* Maria Salet Ferreira Novellino** Tradicionalmente, a representação e a recuperação da informação têm sido instrumentalizadas por

Leia mais

Searle: Intencionalidade

Searle: Intencionalidade Searle: Intencionalidade Referências: Searle, John, The background of meaning, in Searle, J., Kiefer, F., and Bierwisch, M. (eds.), Speech Act Theory and Pragmatics, Dordrecht, Reidel, 1980, pp 221-232.

Leia mais

Algumas vantagens da Teoria das Descrições Definidas (Russel 1905)

Algumas vantagens da Teoria das Descrições Definidas (Russel 1905) Textos / Seminário de Orientação - 12 de Março de 2005 - Fernando Janeiro Algumas vantagens da Teoria das Descrições Definidas (Russel 1905) Assume-se que o objecto de uma teoria semântica é constituído

Leia mais

A TEORIA DA CORRESPONDÊNCIA COMO MEIO DE SE CHEGAR À VERDADE (2012) 1

A TEORIA DA CORRESPONDÊNCIA COMO MEIO DE SE CHEGAR À VERDADE (2012) 1 A TEORIA DA CORRESPONDÊNCIA COMO MEIO DE SE CHEGAR À VERDADE (2012) 1 SIQUEIRA, Grégori Lopes 2 ; SILVA, Mitieli Seixas da 3 1 Trabalho de Pesquisa _UNIFRA. 2 Acadêmico do Curso de Filosofia do Centro

Leia mais

Como saber se a comunicação verbal é bem sucedida?

Como saber se a comunicação verbal é bem sucedida? Como saber se a comunicação verbal é bem sucedida? Referências: Davidson, Donald, A nice derangement of epitaphs, in Martinich, A. P. (ed.), The Philosophy of Language, Oxford, Oxford University Press,

Leia mais

Língua portuguesa: ultrapassar fronteiras, juntar culturas

Língua portuguesa: ultrapassar fronteiras, juntar culturas OS ATOS DE FALA E A CONSTRUÇÃO DO SENTIDO. COMO FALAMOS? USAMOS ATOS DIRETOS OU INDIRETOS? Elizabeth Antônia de OLIVEIRA 1 RESUMO Em um restaurante, se o garçom pergunta ao freguês: Você fuma?. O sentido

Leia mais

POR UMA CONCEPÇÃO SEMÂNTICO-PRAGMÁTICA DA LINGUAGEM

POR UMA CONCEPÇÃO SEMÂNTICO-PRAGMÁTICA DA LINGUAGEM ARAÚJO, Inês Lacerda. Por uma concepção semântico-pragmática da linguagem. Revista Virtual de Estudos da Linguagem ReVEL. V. 5, n. 8, março de 2007. ISSN 1678-8931 [www.revel.inf.br]. POR UMA CONCEPÇÃO

Leia mais

Título: Observações introdutórias sobre os paradoxos sorites e o fenômeno da vagueza na linguagem natural

Título: Observações introdutórias sobre os paradoxos sorites e o fenômeno da vagueza na linguagem natural Título: Observações introdutórias sobre os paradoxos sorites e o fenômeno da vagueza na linguagem natural Conceitos-chaves: Paradoxo sorites, Vagueza, Casos-fronteira, Teoria Epistêmica. 1. Introdução

Leia mais

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores 10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns relativas

Leia mais

A linguagem da Lógica Proposicional (Capítulo 1)

A linguagem da Lógica Proposicional (Capítulo 1) A linguagem da Lógica Proposicional (Capítulo 1) LÓGICA APLICADA A COMPUTAÇÃO Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto Estrutura 1. Definições 2. Alfabeto 3. Fórmulas bem formadas (FBF) 4. Exemplos

Leia mais

OS EFEITOS ARGUMENTATIVOS EM FOLDERES PUBLICITÁRIOS

OS EFEITOS ARGUMENTATIVOS EM FOLDERES PUBLICITÁRIOS Anais do 6º Encontro Celsul - Círculo de Estudos Lingüísticos do Sul OS EFEITOS ARGUMENTATIVOS EM FOLDERES PUBLICITÁRIOS Natália de Sousa Aldrigue Universidade Federal da Paraíba Lucienne C. Espíndola

Leia mais

Linguagem: produtividade e sistematicidade

Linguagem: produtividade e sistematicidade Linguagem: produtividade e sistematicidade Referências: Chomsky, Noam, Syntactic Structures, The Hague, Mouton, 1957. Chomsky, Noam, Aspects of the Theory of Syntax, Cambridge (Mas.), The MIT Press, 1965.

Leia mais

Documentação Jurídica: reflexões sobre a função social do documento legislativo

Documentação Jurídica: reflexões sobre a função social do documento legislativo Documentação Jurídica: reflexões sobre a função social do documento legislativo Simone Torres Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais Gerência-Geral de Projetos Institucionais R. Martim de Carvalho,

Leia mais

COESÃO COERÊNCIA. É um dos meios que garante a unidade semântica e a organização de um enunciado.

COESÃO COERÊNCIA. É um dos meios que garante a unidade semântica e a organização de um enunciado. 1. COESÃO 1.1. O que é? É um dos meios que garante a unidade semântica e a organização de um enunciado. Dito de forma mais simples: a coesão textual tem a ver com a maneira como se processa a ligação entre

Leia mais

O DIAGNÓSTICO DA LINGUAGEM E A LINGUAGEM DO DIAGNÓSTICO: UMA PERSPECTIVA PRAGMÁTICA

O DIAGNÓSTICO DA LINGUAGEM E A LINGUAGEM DO DIAGNÓSTICO: UMA PERSPECTIVA PRAGMÁTICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E NATURAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA INSTITUCIONAL ALEXANDRE VIEIRA BRITO O DIAGNÓSTICO DA LINGUAGEM E A LINGUAGEM DO DIAGNÓSTICO:

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto do Selo 60.º CIS, Verba 2 TGIS

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto do Selo 60.º CIS, Verba 2 TGIS Diploma: Código do Imposto do Selo Artigo: Assunto: 60.º CIS, Verba 2 TGIS FICHA DOUTRINÁRIA Comunicação de contratos de arrendamento Processo: 2010004346 IVE n.º 1703, com despacho concordante, de 2011.03.18,

Leia mais

filosofia contemporânea

filosofia contemporânea filosofia contemporânea carlos joão correia 2014-2015 1ºSemestre John Perry Um amnésico, de nome Rudolf Lingens, perde-se na biblioteca da [Universidade] de Stanford. Lê várias coisas na biblioteca, incluindo

Leia mais

Análise de discurso como ferramenta fundamental dos estudos de Segurança Uma abordagem Construtivista

Análise de discurso como ferramenta fundamental dos estudos de Segurança Uma abordagem Construtivista Análise de discurso como ferramenta fundamental dos estudos de Segurança Uma abordagem Construtivista Guilherme Frizzera 1 RESUMO A Análise de Discurso (AD) é uma ferramenta essencial para os estudos de

Leia mais

Atos de fala e cultura no livro didático de português como língua estrangeira

Atos de fala e cultura no livro didático de português como língua estrangeira Atos de fala e cultura no livro didático de português como língua estrangeira (Speech acts and culture in a text book on Portuguese as a foreign language) Pamela Andrade 1 1 Faculdade de Letras, Filosofia

Leia mais

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC)

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) Diversidade Linguística na Escola Portuguesa Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) www.iltec.pt www.dgidc.min-edu.pt www.gulbenkian.pt A oralidade na aula Que fazer para que os

Leia mais

www.marketingparafotografos.com.br

www.marketingparafotografos.com.br www.marketingparafotografos.com.br Todos os direitos reservados sobre o material 2014 Fica proibida distribuição, cópia integral ou parcial sem a permissão do autor DICA 1 Sobre o que escrever Antes de

Leia mais

Metáfora. Companion to the Philosophy of Language, Oxford, Blackwell, 1998, pp

Metáfora. Companion to the Philosophy of Language, Oxford, Blackwell, 1998, pp Metáfora Referências: Aristóteles, Retórica, Lisboa, INCM, 2005. Black, Max, More about metaphor, in Ortony, Andrew (ed.), Metaphor and Thought (2 nd ed.), Cambridge, Cambridge University Press, 1993,

Leia mais

DIGA Desenvolvimento de uma plataforma para criação de sistemas de diálogo

DIGA Desenvolvimento de uma plataforma para criação de sistemas de diálogo DIGA Desenvolvimento de uma plataforma para criação de sistemas de diálogo Filipe Miguel Fonseca Martins 1/21 Estrutura da apresentação O que é um sistema de diálogo? Tipos de sistemas de diálogo Motivação

Leia mais

Constituindo a verdade como um valor

Constituindo a verdade como um valor Michael Kober* Constituindo a verdade como um valor A Semântica filosófica é a parte da filosofia da linguagem que compreende o papel das expressões lingüísticas (por exemplo, nomes, conceitos, constantes

Leia mais

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I:

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I: Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I Unidade I: 0 OS NÍVEIS DE ANÁLISE LINGUÍSTICA I Níveis de análise da língua Análise significa partição em segmentos menores para melhor compreensão do tema.

Leia mais

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial 14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial Os Estados signatários da presente Convenção, desejando criar os meios

Leia mais

INTERACÇÃO VERBAL. Adriano Duarte Rodrigues

INTERACÇÃO VERBAL. Adriano Duarte Rodrigues Documento de Trabalho do GIID nº 8 INTERACÇÃO VERBAL Adriano Duarte Rodrigues 1. Introdução A: O Senhor é casado? B: Sou sim A: Muito bem. Tem filhos? B: Sim, tenho dois meninos A: Óptimo. E animais? B:

Leia mais

* Tempo = 45minutos Grupo 300 Página 1 de 8

* Tempo = 45minutos Grupo 300 Página 1 de 8 Conteúdos Objectivos/Competências a desenvolver Tempo* Estratégias Recursos Avaliação Apresentação: Turma e professor Programa Critérios de avaliação Normas de funcionamento Conhecer os elementos que constituem

Leia mais

O líder convida um membro para ler em voz alta o objetivo da sessão:

O líder convida um membro para ler em voz alta o objetivo da sessão: SESSÃO 3 'Eis a tua mãe' Ambiente Em uma mesa pequena, coloque uma Bíblia, abriu para a passagem do Evangelho leia nesta sessão. Também coloca na mesa uma pequena estátua ou uma imagem de Maria e uma vela

Leia mais

ENSINO DAS LÍNGUAS DOS FUNDAMENTOS TEÓRICOS DOS MÉTODOS À PRÁTICA

ENSINO DAS LÍNGUAS DOS FUNDAMENTOS TEÓRICOS DOS MÉTODOS À PRÁTICA educação 351 352 Administração n. 44, vol. XII, 1999-2., 353-364 ENSINO DAS LÍNGUAS DOS FUNDAMENTOS TEÓRICOS DOS MÉTODOS À PRÁTICA Raul Leal Gaião* 1. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES O ensino/aprendizagem das

Leia mais

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC)

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) Diversidade Linguística na Escola Portuguesa Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) www.iltec.pt www.dgidc.min-edu.pt www.gulbenkian.pt Algumas reflexões sobre a oralidade A escola

Leia mais

CO-FINANCIADAS PELOS FUNDOS ESTRUTURAIS E PELO FUNDO DE COESÃO EM CASO DE INCUMPRIMENTO DAS REGRAS EM MATÉRIA DE CONTRATOS PÚBLICOS

CO-FINANCIADAS PELOS FUNDOS ESTRUTURAIS E PELO FUNDO DE COESÃO EM CASO DE INCUMPRIMENTO DAS REGRAS EM MATÉRIA DE CONTRATOS PÚBLICOS Versão final de 29/11/2007 COCOF 07/0037/03-PT COMISSÃO EUROPEIA ORIENTAÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DAS CORRECÇÕES FINANCEIRAS A APLICAR ÀS DESPESAS CO-FINANCIADAS PELOS FUNDOS ESTRUTURAIS E PELO FUNDO DE

Leia mais

O ATO DE NOMEAR- DA CONSTRUÇÃO DE CATEGORIAS DE GÊNERO ATÉ A ABJEÇÃO Thami Amarílis Straiotto Moreira (UFG) thaminha.ufg@gmail.com

O ATO DE NOMEAR- DA CONSTRUÇÃO DE CATEGORIAS DE GÊNERO ATÉ A ABJEÇÃO Thami Amarílis Straiotto Moreira (UFG) thaminha.ufg@gmail.com O ATO DE NOMEAR- DA CONSTRUÇÃO DE CATEGORIAS DE GÊNERO ATÉ A ABJEÇÃO Thami Amarílis Straiotto Moreira (UFG) thaminha.ufg@gmail.com 1. Sobre nomear A nomeação é uma das questões centrais quando o assunto

Leia mais

12. Convenção Relativa à Supressão da Exigência da Legalização dos Actos Públicos Estrangeiros

12. Convenção Relativa à Supressão da Exigência da Legalização dos Actos Públicos Estrangeiros 12. Convenção Relativa à Supressão da Exigência da Legalização dos Actos Públicos Estrangeiros Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando suprimir a exigência da legalização diplomática ou

Leia mais

Termos de Venda da Groupon Portugal

Termos de Venda da Groupon Portugal Termos de Venda da Groupon Portugal Esta página estabelece as condições para a venda de Vouchers por nós. 1. NOÇÕES BÁSICAS QUE DEVE TER CONHECIMENTO SOBRE ESTES TERMOS DE VENDA 1.1 O que é este documento

Leia mais

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas 18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar o reconhecimento de divórcios e separações de pessoas obtidos

Leia mais

CAPÍTULO 5: O EMPREGO DE: Este, Esse ou Aquele

CAPÍTULO 5: O EMPREGO DE: Este, Esse ou Aquele CAPÍTULO 5: O EMPREGO DE: Este, Esse ou Aquele Em português existem três pronomes demonstrativos com suas formas variáveis em gênero e número e invariáveis [isto, isso, aquilo]. Eles assinalam a posição

Leia mais

208. Assinale a única frase correta quanto ao uso dos pronomes pessoais: 209. Assinale o exemplo que contém mau emprego de pronome pessoal:

208. Assinale a única frase correta quanto ao uso dos pronomes pessoais: 209. Assinale o exemplo que contém mau emprego de pronome pessoal: 207. Complete com eu ou mim : CLASSES DE PALAVRAS PRONOME: - eles chegaram antes de. - há algum trabalho para fazer? - há algum trabalho para? - ele pediu para elaborar alguns exercícios; - para, viajar

Leia mais

Matemática Discreta - 03

Matemática Discreta - 03 Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 03 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav

Leia mais

O Signo: Significado e Significante Ana Catarina Gentil FBAUL, 2006

O Signo: Significado e Significante Ana Catarina Gentil FBAUL, 2006 O Signo: Significado e Significante Ana Catarina Gentil FBAUL, 2006 Índice Resumo. 1 Introdução 1 Desenvolvimento... 1 1. Análise a Saussure... 2 1.1 Arbitrariedade do Signo. 3 1.2 Linearidade do Signo.

Leia mais

DIÁLOGO DIDÁTICO DE INGLÊS À LUZ DA PRAGMÁTICA 1

DIÁLOGO DIDÁTICO DE INGLÊS À LUZ DA PRAGMÁTICA 1 DIÁLOGO DIDÁTICO DE INGLÊS À LUZ DA PRAGMÁTICA 1 Giselda dos santos Costa CEFET-PI UNED-Floriano -2004 giselda@florianonet.com.br Resumo Partindo dos pressupostos teóricos das Teorias dos Atos de Fala

Leia mais

Livro de Nuno Afonso CENTRO CULTURAL MESTRE JOSÉ RODRIGUES. 8 de Agosto 15.00 horas 1 / 8

Livro de Nuno Afonso CENTRO CULTURAL MESTRE JOSÉ RODRIGUES. 8 de Agosto 15.00 horas 1 / 8 CENTRO CULTURAL MESTRE JOSÉ RODRIGUES 8 de Agosto 15.00 horas 1 / 8 Apresentação do livro de Nuno Baptista-Afonso Nuno Baptista-Afonso nasceu em Mirandela, em 1979, mas é um Alfandeguense, pois aqui foi

Leia mais

2 A Pragmática em geral

2 A Pragmática em geral 2 A Pragmática em geral "Nada pode ser e não ser ao mesmo tempo e no mesmo sentido Aristóteles 2.1 Breves Considerações sobre as teorias da linguagem Tradicionalmente o estudo da linguagem fundamenta-se

Leia mais

Metodos de Programação

Metodos de Programação Metodos de Programação Métodos de Programação Introdução Informática, Computador, Algoritmo Informática: Ciência do processamento da informação Computador: Máquina que serve para processar informação Algoritmo:

Leia mais

Linguística Educacional (2º semestre) do Mestrado de Linguística Portuguesa Orientado para a Linguística Educacional (1993-94), do DLGR da FLUL.

Linguística Educacional (2º semestre) do Mestrado de Linguística Portuguesa Orientado para a Linguística Educacional (1993-94), do DLGR da FLUL. Queres Saber o que é uma Pergunta? Uma Sequência de Aprendizagem sobre Aspectos Sintácticos e Entoacionais de Interrogativas em PE Ana Costa, Helena Moniz e Marta Nunes 1. Introdução No final do 3º Ciclo,

Leia mais

ABORDAGENS PRAGMÁTICAS ATRIBUÍDAS ÀS PRÁTICAS SOCIAIS DE ESCRITA E LEITURA

ABORDAGENS PRAGMÁTICAS ATRIBUÍDAS ÀS PRÁTICAS SOCIAIS DE ESCRITA E LEITURA 110. ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ABORDAGENS PRAGMÁTICAS ATRIBUÍDAS

Leia mais

Possibilidade relativa

Possibilidade relativa Page 1 of 7 criticanarede.com ISSN 1749-8457 30 de Setembro de 2003 Metafísica e lógica filosófica Possibilidade relativa Três concepções Desidério Murcho Segundo a concepção de Bob Hale (1997) e Ian McFetridge

Leia mais

AGRUPAMENTO ESCOLAS DE REDONDO Escola Básica e Secundária Dr. Hernâni Cidade. INGLÊS Abril de 2015 PROVA 06 2º Ciclo do Ensino Básico

AGRUPAMENTO ESCOLAS DE REDONDO Escola Básica e Secundária Dr. Hernâni Cidade. INGLÊS Abril de 2015 PROVA 06 2º Ciclo do Ensino Básico AGRUPAMENTO ESCOLAS DE REDONDO Escola Básica e Secundária Dr. Hernâni Cidade INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA (ORAL E ESCRITA) INGLÊS Abril de 2015 PROVA 06 2º Ciclo do Ensino Básico I. INTRODUÇÃO

Leia mais

A MORFOLOGIA EM LIBRAS Flancieni Aline R. Ferreira (UERJ) flan.uerj@hotmail.com

A MORFOLOGIA EM LIBRAS Flancieni Aline R. Ferreira (UERJ) flan.uerj@hotmail.com XVIII CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA A MORFOLOGIA EM LIBRAS Flancieni Aline R. Ferreira (UERJ) flan.uerj@hotmail.com RESUMO Neste trabalho, discutiremos sobre o estudo morfossintático da

Leia mais

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO PROFISSÃO DE FÉ AMBIENTAÇÃO Irmãos, celebramos hoje o Domingo de Pentecostes, dia por excelência da manifestação do Espírito Santo a toda a Igreja. O Espírito manifesta-se onde quer, como quer e a quem

Leia mais

INGLÊS AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA CAPARICA. 1. Objeto de avaliação. 2. Caracterização da prova. Prova 06 2015. 2º Ciclo do Ensino Básico

INGLÊS AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA CAPARICA. 1. Objeto de avaliação. 2. Caracterização da prova. Prova 06 2015. 2º Ciclo do Ensino Básico AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA CAPARICA INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INGLÊS Prova 06 2015 2º Ciclo do Ensino Básico O presente documento visa divulgar as características do Exame de Equivalência

Leia mais

CADERNO DE PROVAS OBJETIVA E REDAÇÃO

CADERNO DE PROVAS OBJETIVA E REDAÇÃO CADERNO DE PROVAS OBJETIVA E REDAÇÃO CURSO: PEDAGOGIA LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO: 1. Esta prova contém Redação e 20(vinte) questões objetivas. Caso o caderno esteja incompleto e/ou tenha qualquer

Leia mais

Planificação anual Ano letivo: 2015/2016

Planificação anual Ano letivo: 2015/2016 Período: 1.º Ano Número total de aulas previstas: 39 Competências Compreensão oral: compreender textos orais, de natureza diversificada e de acessibilidade adequada ao Compreensão escrita: compreender

Leia mais

Ateoria que Nelson Goodman tece sobre a metáfora distancia-se da maioria

Ateoria que Nelson Goodman tece sobre a metáfora distancia-se da maioria Uma abordagem da metáfora em Nelson Goodman Manuel Bogalheiro Universidade da Beira Interior, Portugal Ateoria que Nelson Goodman tece sobre a metáfora distancia-se da maioria das concepções tradicionais

Leia mais

Níveis de desempenho. Perguntar e fornecer opiniões. Perguntar e responder sobre os diferentes tipos de férias

Níveis de desempenho. Perguntar e fornecer opiniões. Perguntar e responder sobre os diferentes tipos de férias Competências.Adquirir conhecimentos sobre a cultura e civilização Anglo- Americana numa perspectiva intercultural. - Aprofundar o conhecimento da realidade Portuguesa através do confronto com aspectos

Leia mais

POLÍTICA DE CONFORMIDADE ANTICORRUPÇÃO

POLÍTICA DE CONFORMIDADE ANTICORRUPÇÃO POLÍTICA DE CONFORMIDADE ANTICORRUPÇÃO Introdução A integridade é um dos valores mais importantes da American Sugar Holdings, Inc.. Esta política de conformidade anticorrupção descreve as normas de comportamento

Leia mais

A transmissão da fé na Família. Reunião de Pais. Família

A transmissão da fé na Família. Reunião de Pais. Família A transmissão da fé na Família Reunião de Pais Família Plano Pastoral Arquidiocesano Um triénio dedicado à Família Passar de uma pastoral sobre a Família para uma pastoral para a Família e com a Família

Leia mais

LINGUAGEM E FÉ NA PERSPECTIVA DE JEAN LADRIÈRE

LINGUAGEM E FÉ NA PERSPECTIVA DE JEAN LADRIÈRE LINGUAGEM E FÉ NA PERSPECTIVA DE JEAN LADRIÈRE LANGUAGE AND FAITH IN JEAN LADRIÈRE S PERSPECTIVE Carlos Henrique Machado de Paiva 1 RESUMO: Linguagem e fé são dois elementos constitutivos da existência

Leia mais

AGRUPAMENTO VERTICAL DE REDONDO ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DR. HERNÂNI CIDADE INFORMAÇÃO- PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA (ORAL E ESCRITA)

AGRUPAMENTO VERTICAL DE REDONDO ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DR. HERNÂNI CIDADE INFORMAÇÃO- PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA (ORAL E ESCRITA) INFORMAÇÃO- PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA (ORAL E ESCRITA) 1. INTRODUÇÃO ENSINO BÁSICO 2ºCICLO O presente documento visa divulgar as características do Exame de Equivalência à Frequência Escrita e

Leia mais

CONTRA O EMPIRISMO DE QUINE

CONTRA O EMPIRISMO DE QUINE DAVIDSON CONTRA O EMPIRISMO DE QUINE Guilherme José Afonso de Carvalho Mestrado Universidade e São Judas Tadeu Bolsista CAPES guilherme.j@gmail.com INTRODUÇÃO É possível dizer que Quine avalia seu próprio

Leia mais

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de Bauru. Curso 2202D - Comunicação Social: Jornalismo. Ênfase. Disciplina 0003016A - Língua Inglesa I

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de Bauru. Curso 2202D - Comunicação Social: Jornalismo. Ênfase. Disciplina 0003016A - Língua Inglesa I Curso 2202D - Comunicação Social: Jornalismo Ênfase Identificação Disciplina 0003016A - Língua Inglesa I Docente(s) Lucinéa Marcelino Villela Unidade Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação Departamento

Leia mais

Ser Voluntário. Ser Solidário.

Ser Voluntário. Ser Solidário. Ser Voluntário. Ser Solidário. Dia Nacional da Cáritas 2011 Colóquio «Ser Voluntário. Ser Solidário». Santarém, 2011/03/26 Intervenção do Secretário Executivo do CNE, João Teixeira. (Adaptada para apresentação

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PERGUNTAS MAIS FREQUENTES / RESPOSTAS 1. O que é a apostila e para que serve? A apostila é uma formalidade emitida sobre um documento público (ou em folha ligada a ele),

Leia mais

O USO DA FORMA VOCÊ NO NORTE DE MINAS GERAIS Maria do Socorro Vieira Coelho (UniMontes) soccoelho@hotmail.com

O USO DA FORMA VOCÊ NO NORTE DE MINAS GERAIS Maria do Socorro Vieira Coelho (UniMontes) soccoelho@hotmail.com O USO DA FORMA VOCÊ NO NORTE DE MINAS GERAIS Maria do Socorro Vieira Coelho (UniMontes) soccoelho@hotmail.com 1. Introdução Neste artigo trata-se, sob a perspectiva sociolinguística variacionista, a alternativa

Leia mais

PROPOSTA DE LEI N.º 101/VIII AUTORIZA O GOVERNO A LEGISLAR EM MATÉRIA DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL. Exposição de motivos

PROPOSTA DE LEI N.º 101/VIII AUTORIZA O GOVERNO A LEGISLAR EM MATÉRIA DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL. Exposição de motivos PROPOSTA DE LEI N.º 101/VIII AUTORIZA O GOVERNO A LEGISLAR EM MATÉRIA DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL Exposição de motivos Os sinais de uma nova economia, assentes em processos de globalização e de virtualização

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2014 Ensino Técnico Etec Etec: São José do Rio Pardo Código: 150 Município: São José do Rio Pardo Eixo Tecnológico: Ensino Técnico Habilitação Profissional: Profissional Nível

Leia mais

As informações apresentadas neste documento não dispensam a consulta da legislação referida e do Programa da disciplina.

As informações apresentadas neste documento não dispensam a consulta da legislação referida e do Programa da disciplina. Informação Agrupamento de Escolas de Samora Correia Data: Maio 2012 Escola E. B. 2,3 Prof. João Fernandes Pratas Exame de Equivalência à Frequência de Inglês 2º Ciclo - 6.º Ano de Escolaridade Decreto-Lei

Leia mais

BANCO CENTRAL EUROPEU

BANCO CENTRAL EUROPEU 31.12.2005 PT C 336/109 BANCO CENTRAL EUROPEU PARECER DO BANCO CENTRAL EUROPEU de 15 de Dezembro de 2005 sobre uma proposta de regulamento (CE) relativo às informações sobre o ordenante que acompanham

Leia mais

Transformação. Texto Bíblico

Transformação. Texto Bíblico Texto Bíblico Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais

Leia mais

Novos Programas de Português para o Ensino Básico Turma C445-J Escola Secundária da Senhora da Hora. Formadora: Dra. Gabriela Castanheira

Novos Programas de Português para o Ensino Básico Turma C445-J Escola Secundária da Senhora da Hora. Formadora: Dra. Gabriela Castanheira Novos Programas de Português para o Ensino Básico Turma C445-J Escola Secundária da Senhora da Hora Formadora: Dra. Gabriela Castanheira SEQUÊNCIA DIDÁCTICA 5º ANO ROTEIRO Ana Maria da Fonseca Rocha Julho

Leia mais

Maria Carlota ROSA. Introdução à Morfologia. São Paulo SP: Contexto. 2006. 157 pp. ISBN: 85-7244-145-X (*)

Maria Carlota ROSA. Introdução à Morfologia. São Paulo SP: Contexto. 2006. 157 pp. ISBN: 85-7244-145-X (*) João Veloso 127 Maria Carlota ROSA. Introdução à Morfologia. São Paulo SP: Contexto. 2006. 157 pp. ISBN: 85-7244-145-X (*) João Veloso Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Centro de Linguística

Leia mais

Perfil de Linguagem Bilíngue: Português-Inglês

Perfil de Linguagem Bilíngue: Português-Inglês Perfil de Linguagem Bilíngue: - Gostaríamos de lhe pedir que nos ajudasse respondendo às seguintes perguntas que dizem respeito ao seu historial linguístico, utilização, atitudes, assim como competências

Leia mais

NOVA PRAGMÁTICA. Daniel N. Silva Dina M. M. Ferreira Claudiana N. Alencar. modos de fazer. (Orgs.)

NOVA PRAGMÁTICA. Daniel N. Silva Dina M. M. Ferreira Claudiana N. Alencar. modos de fazer. (Orgs.) NOVA PRAGMÁTICA modos de fazer Daniel N. Silva Dina M. M. Ferreira Claudiana N. Alencar (Orgs.) 5 Sumário Prefácio Da arrogância cartesiana à nova pragmática Kanavillil Rajagopalan... 11 Introdução Uma

Leia mais

EXISTE O INFERNO? Introdução

EXISTE O INFERNO? Introdução EVANGELISMO PESSOAL EXISTE O INFERNO 1 EXISTE O INFERNO? Introdução A. Um dos temas religiosos mais carregados de emoção é o tema do Inferno. Que sucede depois da morte física? Há algo mais além do túmulo

Leia mais

INTERACÇÃO VERBAL. Adriano Duarte Rodrigues

INTERACÇÃO VERBAL. Adriano Duarte Rodrigues INTERACÇÃO VERBAL Adriano Duarte Rodrigues Nota preliminar: Este texto pretende apenas servir de roteiro das quatro sessões consagradas a esta temática nos seminários de temáticas aprofundadas dos cursos

Leia mais

A TRAJETÓRIA DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Paulo de Tarso Galembeck (UEL) ptgal@uel.br

A TRAJETÓRIA DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Paulo de Tarso Galembeck (UEL) ptgal@uel.br A TRAJETÓRIA DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Paulo de Tarso Galembeck (UEL) ptgal@uel.br RESUMO Este trabalho expõe a trajetória dos estudos do texto/discurso e toma como ponto de partida as teorias pragmáticas

Leia mais

Gestão de Riscos nas Empreitadas (uma perspectiva jurídica)

Gestão de Riscos nas Empreitadas (uma perspectiva jurídica) Gestão de riscos e o Código da Contratação Pública (CCP) Que consequências para o dono de obra, projectista e empreiteiro? Ordem dos Engenheiros 6 de Maio de 2011 Gestão de Riscos nas Empreitadas (uma

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM PARA AS LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

METAS DE APRENDIZAGEM PARA AS LÍNGUAS ESTRANGEIRAS METAS DE APRENDIZAGEM PARA AS LÍNGUAS ESTRANGEIRAS ALEMÃO, FRANCÊS, INGLÊS LE I 1º, 2º e 3º CICLOS Direcção Regional da Educação e Formação 2011 Metas de Aprendizagem para as Línguas Estrangeiras Alemão,

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA E ÉTICA CÓDIGO DE CONDUTA E ÉTICA. Código de Conduta e Ética Rev00 de 02/12/2014 Página 1 de 13

CÓDIGO DE CONDUTA E ÉTICA CÓDIGO DE CONDUTA E ÉTICA. Código de Conduta e Ética Rev00 de 02/12/2014 Página 1 de 13 CÓDIGO DE CONDUTA E ÉTICA Código de Conduta e Ética Rev00 de 02/12/2014 Página 1 de 13 1. Introdução A actuação do Grupo 8, na qualidade de prestador de serviços de segurança privada pauta-se por valores

Leia mais

Planificação periódica 7ºano

Planificação periódica 7ºano EB 2/3 João Afonso de Aveiro Planificação periódica 7ºano Língua Portuguesa Ano lectivo 2010/2011 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVEIRO Escola EB 2/3 João Afonso de Aveiro Planificação 1ºPeríodo 7ºAno 2010/2011

Leia mais

LIÇÃO II 11 DE OUTUBRO DE 2007 PRINCÍPIOS PROCESSUAIS TIPOS DE ACÇÕES

LIÇÃO II 11 DE OUTUBRO DE 2007 PRINCÍPIOS PROCESSUAIS TIPOS DE ACÇÕES LIÇÃO II 11 DE OUTUBRO DE 2007 PRINCÍPIOS PROCESSUAIS TIPOS DE ACÇÕES CASO 1 António, estudante de Direito da Universidade do Minho, reside em Chaves e desloca-se todas as semanas a Braga. No dia 24 de

Leia mais

LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA SPADA, Nina. Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Estrangeira: uma entrevista com Nina Spada. Revista Virtual de Estudos da Linguagem - ReVEL. Vol. 2, n. 2, 2004. Tradução de Gabriel de Ávila Othero.

Leia mais

Muito prazer Curso de português do Brasil para estrangeiros

Muito prazer Curso de português do Brasil para estrangeiros Muito prazer Curso de português do Brasil para estrangeiros s de gramática do uso da língua portuguesa do Brasil Sugestão: estes exercícios devem ser feitos depois de estudar a Unidade 14 por completo

Leia mais

Uma dinâmica sistémica de direcção e contr ole dos pr ocessos de comunicação ao serviço da missão institucional

Uma dinâmica sistémica de direcção e contr ole dos pr ocessos de comunicação ao serviço da missão institucional Uma dinâmica sistémica de direcção e contr ole dos pr ocessos de comunicação ao serviço da missão institucional Autor Conceição Lopes Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro Portugal

Leia mais

Pretendemos também abordar as filosofias e os tipos de Marketing. Outro dos pontos abordados é o planeamento estratégico e o processo de Marketing.

Pretendemos também abordar as filosofias e os tipos de Marketing. Outro dos pontos abordados é o planeamento estratégico e o processo de Marketing. Universidade do Algarve Escola superior de Tecnologia Engenharia Elétrica e Eletrónica MARKETING Docente: Jaime Martins Discentes: Mário Sousa Nº25649 Mário Fontainhas Nº24148 Paulo Rodrigues Nº23615 Introdução

Leia mais

Avaliação em filosofia: conteúdos e competências

Avaliação em filosofia: conteúdos e competências Avaliação em filosofia: conteúdos e competências Desidério Murcho Universidade Federal de Ouro Preto desiderio@ifac.ufop.br 1 Immanuel Kant O jovem que completou a sua instrução escolar habituou- se a

Leia mais

Lição 2 Por que Necessitamos de Perdão? Lição 1 Nosso Pai é um Deus Perdoador. A Bênção pelo Perdão. A Bênção pelo Perdão

Lição 2 Por que Necessitamos de Perdão? Lição 1 Nosso Pai é um Deus Perdoador. A Bênção pelo Perdão. A Bênção pelo Perdão Lição 1 Nosso Pai é um Deus Perdoador 1. Você já fugiu de casa? Para onde foi? O que aconteceu? 2. Qual foi a maior festa que sua família já celebrou? Explique. 3. Você é do tipo mais caseiro, ou gosta

Leia mais

PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA [INGLÊS]

PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA [INGLÊS] INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INGLÊS ANO DE ESCOLARIDADE: 10º E 11º ANOS ANO LETIVO: 2012 2013 TIPO DE PROVA: DURAÇÃO: CÓDIGO DA PROVA: MATERIAL NECESSÁRIO/PERMITIDO: ESCRITA 90 MINUTOS

Leia mais

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O U N I V E R S I D A D E D E B R A S Í L I A Conceito Ciência que visa descrever ou explicar

Leia mais

INFORMAÇÃO - PROVA FINAL A NÍVEL DE ESCOLA

INFORMAÇÃO - PROVA FINAL A NÍVEL DE ESCOLA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS VIEIRA DE ARAÚJO INFORMAÇÃO - PROVA FINAL A NÍVEL DE ESCOLA 4.º ANO DE ESCOLARIDADE / PORTUGUÊS INTRODUÇÃO O presente documento divulga informação relativa à prova final a nível

Leia mais

O Fazer-Dizer de Corpos: modos de fazer dança e performance Jussara Sobreira Setenta

O Fazer-Dizer de Corpos: modos de fazer dança e performance Jussara Sobreira Setenta O Fazer-Dizer de Corpos: modos de fazer dança e performance Jussara Sobreira Setenta Movimento Corporal, arte e performance Exposição Oral Titulação acadêmica: Doutorado Universidade Federal da Bahia/Escola

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2014 Ensino Técnico Etec: Professor Mário Antônio Verza Código: 164 Município: Palmital Eixo Tecnológico: Gestão de Negócios Habilitação Profissional: Técnico em Logística Qualificação:

Leia mais

Programa da Unidade Curricular

Programa da Unidade Curricular Unidade Curricular: ECTS: Carga horária: Ano Lectivo: Semestre(s): Docente(s): O Estudo da Linguagem Humana 6 ECTS 4h/semana 2014-2015 S1 Marina Vigário Objectivos de aprendizagem: Esta disciplina visa

Leia mais