INTRODUÇÃO FISIOPATOLOGIA 01/05/2015 CÂNCER DE COLÓN E RETO

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1 INTRODUÇÃO UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DE CAMPINA GRANDE FACULDADE DE CAMPINA GRANDE BACHARELADO EM ENFERMAGEM Oncologia Prof. Flávia CÂNCER DE COLÓN E RETO Edvânia Farias Josefa Juciélia Veruska Bezerra Campina Grande PB 2015 O câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É uma doença crônicodegenerativa que afeta várias dimensões da vida humana e causa importante impacto econômico na sociedade, necessitando de tratamento especializado prolongado e oneroso. Além disso, é responsável pela redução do potencial de trabalho humano e perda de muitas vidas (TONON et al., 2007). Estima-se que no mundo existirão 15 milhões de novos casos até o ano de 2020 e no Brasil existirão mil novos casos, do ano de 2014 para 2015 sendo homens e mulheres sendo uma doença tratável e curável dependendo da sua localização e extensão para outros órgãos. ( BRASIL, 2015). Com isso se torna um problema de saúde pública, o Ministério da Saúde aprova a portaria nº 601, de 26 de junho de 2012, em que: 1º - As Diretrizes diagnósticas e terapêuticas, que contêm o conceito geral do carcinoma colorretal, critérios de diagnóstico, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação, são de caráter nacional e devem ser utilizadas pelas Secretarias de Saúde dos Estados e dos Municípios na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes. ( BRASIL, 2015). FISIOPATOLOGIA A maioria dos tumores começa como uma lesão benigna que evolui lentamente até transformar-se em um tumor maligno (câncer). Nesta fase de evolução, é possível retirar a lesão e impedir a sua evolução para um câncer. Os dois tipos mais comuns de pólipos intestinais são os adenomas e os pólipos hiperplásicos. Eles se desenvolvem quando ocorrem erros na maneira como as células crescem e reparam o revestimento do cólon. A maioria dos pólipos permanecem benignos, mas alguns têm o potencial de se tornarem cancerígenos. 1

2 FATORES DE RISCO Alguns fatores de risco não podem ser controlados como: Idade- a maioria pessoas jovens. acima de 50 anos; contudo pode aparecer em História familiar de câncer colorretal, história pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama); Pólipos ou doenças inflamatórias intestinais, como: retocolite, ulcerativa crônica e doença de Crohn. FATORES DE RISCO Alguns fatores aumentam o risco do câncer de colorretal e podem ser evitados: Baixo consumo de cálcio; Obesidade e sedentarismo. Falta de exercícios físicos. Fumo e álcool: o consumo de ambos está relacionado com vários tipos de tumores, incluindo o câncer do cólon e reto. Dieta com alto teor de gordura e pouca fibra, ingestão de carnes gordas assadas em carvão, frituras, manteiga, queijos amarelos, alimentos com corantes, alimentos salgados e defumados (lingüiças, salames, salaminhos) que liberam nitrosaminas no intestino, que são substâncias cancerígenas. Diabetes Mellitus Tipo 2: Alguns estudos apontam uma ligação entre o Diabetes Mellitus e o aumento na incidência do câncer colorretal. 2

3 PREVENÇÃO Prevenção do câncer colorretal é a ação tomada para reduzir a chance de contrair a doença. Portanto prevenir o câncer colorretal significa evitar os fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver a enfermidade. Como também: O rastreamento do câncer colorretal é extremamente importante na prevenção da doença. Os testes genéticos podem ajudar a determinar se os membros de determinadas famílias herdaram um alto risco de câncer colorretal. SINAIS E SINTOMAS São raros as alertas dos sinais que apresentam o câncer de colorretal, por este motivo que é importante realizar o rastreamento. Conforme progride a doença, pode observar: Melena, dor abdominal, alteração do hábito intestinal (constipação ou diarréia), presença de massa abdominal palpável, perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas e cor escura, sensação dolorida na região anal, náuseas, vômitos. DETECÇÃO PRECOCE A detecção será rastreada através dos principais exames: Exame físico (palpação do abdômen e toque retal) A pesquisa oculta de sangue nas fezes e A colonoscopia. 3

4 DIAGNÓSTICO Exame fisico (toque retal), pesquisa de sangue oculto nas fezes, CEA (Antígeno Carcinogênico Embrionário), US endorretal, enema opaco, colonoscopia, retossigmoidoscopia, raios x do cólon. Para se concluir o diagnóstico é necessário a biópsia, que será retirado um fragmento do tecido lesionado. TIPOS DE CÂNCER COLORRETAL Existem vários tipos de câncer que se iniciam no cólon ou no reto: Adenocarcinomas - Encontram-se com 95%. Se iniciam nas células que produzem o muco que lubrifica o interior do cólon e do reto. Tumores Carcinoides - Estes tumores começam nas células do intestino que produzem hormônios específicos. Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) - Começam a partir de células específicas na parede do intestino denominadas células intersticiais de Cajal. Alguns são benignos, outros são malignos. São incomuns no cólon. Linfomas - São cânceres das células linfáticas como nos linfonodos, mas também podem se iniciar no cólon, no reto ou em outros órgãos. Sarcomas - Estes tumores podem se iniciar nos vasos sanguíneos, no tecido muscular ou conjuntivo na parede do cólon e do reto. Os sarcomas do cólon ou do reto são raros. 4

5 ESTADIAMENTO É a maneira de descrever o câncer pela sua extensão e localização. Para assim um melhor tratamento. Estadiar um caso de neoplasia maligna significa avaliar o seu grau de disseminação. Estágio 0- A doença está localizada apenas na parte interna do cólon ou do reto. Estágio I- O câncer não se espalhou para além da parede interna do cólon ou reto, com 74% sobrevida em cinco anos. Estágio II- O tumor cresceu dentro da parte interna do cólon ou reto, mas não atravessou a parede do intestino. Estágio III- O tumor se disseminou para um ou mais linfonodos próximos. Estágio IV- O tumor se disseminou para outras partes do corpo, com 6% de sobrevida em cinco anos. TRATAMENTO O tratamento do câncer colorretal depende do estágio da doença. A cirurgia é o principal tratamento para remover o tumor, podendo ser curativa ou paliativa. Em alguns casos, quando a ressecção do intestino não pode ser seguida de reconstituição, então é feita a colostomia, que consiste no desvio das fezes por uma pequena abertura feita no abdome.( SMELTZER,2006) No câncer de reto, a cirurgia é feita de 8 a 12 semanas após o tratamento com radioterapia e quimioterapia para tumores do reto baixo e médio. Nos tumores do reto, muitas vezes, é necessário a realização de uma ileostomia temporária de proteção ou colostomia definitiva, se os tumores estiverem muito próximos ao ânus. 5

6 Quimioterapia A quimioterapia é o tratamento com medicações que combatem as células tumorais, pode ser feita antes do tratamento cirúrgico e após a cirurgia de acordo com o resultado da análise da peça cirúrgica. Radioterapia A radioterapia é utilizada para o tratamento dos tumores retais e pode ser indicada para casos especiais de cólon. Terapia Biológica Para efetivar esse tipo de tratamento biológico, insere-se no organismo um anticorpo criado por um Linfócito B. Esse elemento produz anticorpos que ligam-se a outros organismos para padronizá-los e torná-los resistentes contra a evolução e disseminação da doença. TRATAMENTO COM A SAE Conforme Lorencetti e Simonetti (2005), a assistência de enfermagem ao paciente com câncer e familiar consiste em permitir a todos seus sentimentos e valorizá-los; identificar áreas potencialmente problemáticas; auxiliar o paciente e familiares a identificar e mobilizar fontes de ajuda, informações, busca de soluções dos problemas; permitir tomadas de decisões sobre o tratamento proposto e levar a pessoa ao auto-cuidado dentro do possível. Para Bechara et al (2005), assistência colostomizado/ileostomizado não requer somente ensinar ao paciente os cuidados de higiene e troca de bolsas de colostomia. É necessário um planejamento da assistência, uma abordagem multidisciplinar. CONSIDERACOES FINAIS Segundo o COFEN (1998) preconiza a resolução 210/1998 que cabe ao enfermeiro, dentro de suas competências tais como: planejar, organizar, supervisionar, executar e avaliar todas as atividades de Enfermagem a clientes submetidos ao tratamento quimioterápico. Cabe a enfermagem na orientação quanto aos efeitos terapêuticos e tóxicos dos quimioterápicos dependem do tempo de exposição e da concentração plasmática da droga. Nem todos os quimioterápicos ocasionam efeitos indesejáveis tais como: alopecia, dores abdominais e alterações gastrintestinais são entre elas as: náuseas, vômitos e diarreia (BRASIL, 2015). O diagnóstico de câncer é uma situação difícil e pode trazer modificações na vida de uma pessoa, sendo muito frequente a presença de medo e tristeza. Os enfermeiros são os profissionais de saúde que mais se relacionam com os pacientes e seus familiares em todo o tratamento, executando o papel de cuidador e educador em todos os níveis da doença, desde o momento do diagnóstico, cirurgia, tratamentos, cuidados com a ostomia, se necessário, incentivo ao autocuidado e suporte psicológico. A reflexão sobre o seu estilo de vida é sempre uma forma de prevenir qualquer tipo de câncer, pois ao buscar equilíbrio, você certamente atingirá uma vida saudável. 6

7 REFERÊNCIAS BRASIL. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Rio de Janeiro, Acesso em: 01 abr Disponível em: BRASIL. Resolução COFEN 210/1998. BECHARA, R. N. et al. ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR DO OSTOMIZADO. Revista Brasileira de Colo-Proct. V.25, n.2, p , 2005 LORENCETTI, A.; SIMONETTI, J. P. As estratégias de enfrentamento de pacientes durante o tratamento de radioterapia. Revista Latino Americana de Enfermagem. v. 13, n. 6, p , nov./dez SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. Bruner e Suddarth Tratado de Enfermagem Médico Cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006 TONON, L. M.; SECOLI, S. R.; CAPONERO, R. Câncer colorretal: uma revisão da abordagem terapêutica com bevacizumabe. Revista Brasileira de Cancerologia. v. 53, n. 2, p ,

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