Estatuto da Criança e do Adolescente:

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1 PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL HIV e alimentação infantil Estatuto da Criança e do Adolescente: Livro I Parte Geral Título I Das disposições preliminares Art. 4º - é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência familiar e comunitária.

2 Estatuto da Criança e do Adolescente: Livro I Parte Geral Título II Dos direitos Fundamentais Capítulo I Do direito à vida e à saúde Art. 7º - A criança e o adolescente têm direito a proteção e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. POLITICA DE SAUDE AMIGA DA CRIANçA MAIORIA Incentiva o Aleitamento Materno Contra-indica o Aleitamento Materno MINORIA Prevenir Morbidade e Mortalidade Infantil Orienta para o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida. Orienta para o uso da fórmula infantil e a introdução de outros alimentos a partir do 4 mês. Ministério da Saúde

3 Recomendações do Ministério da Saúde: a. As mães soropositivas para o HIV não devem amamentar seus filhos, nem doar leite para Bancos de Leite Humano. b. O aleitamento materno cruzado está igualmente contra-indicado. (Contra-indica-se o uso do leite materno pasteurizado no domicílio). Interiorização Distribuição espacial de municípios com, pelo menos, um caso de aids. Brasil, municípios (61,55%) com pelo menos 1 caso de aids notificado ao MS

4 Area geográfica dos municípios com pelo menos um caso de AIDS entre as mulheres Tendências da Epidemia do HIV/AIDS no Brasil: - Heterosexualização - Feminilização - Interiorização - Empobrecimento , Coeficiente de Mortalidade por AIDS Brasil, , (por 1. hab) 8, 6, 4, 2, Introdução da HAART no Brasil, Ano do óbito Fonte: SIM/DATASUS

5 Número de óbitos por Aids registrados e estimados na ausência dos Projetos AIDS I e II. Brasil, 1989 a Milhares Estimativa de óbitos evitados entre : ' '1 '2 1 Registrado* Ano do óbito Introdução da HAART no Brasil Estimado sem os Projetos AIDS I e II *Óbitos estimados após 1999 seguindo tendência atual Número de casos de AIDS registrados e estimados na ausência de intervenção, no período de 1994 a 22. Brasil. 4 Milhares 3 Introdução da HAART no Brasil 2 1 Estimativa do total de casos evitados entre 1994 e 22: ' '1 '2 Registrado* Estimado sem os Projetos AIDS I e II Casos estimados após 1998, seguindo tendência atual

6 Desaceleração da Epidemia de AIDS na Década de 9 no Brasil Fonte: PN-DST/AIDS, 22 Coeficiente de mortalidade por aids segundo região de residência- Brasil, 1996 a p/1 hab Ano de óbito Região Norte Região Nordeste Região Sudeste Região Sul Região Centro-Oeste

7 Coeficiente de mortalidade por aids segundo sexo e geral- Brasil a p /1 hab Ano de óbito masc fem geral Coeficiente de mortalidade por aids segundo região de residência Sexo feminino- Brasil, 1996 a p/1 hab Ano de óbito Região Norte Região Nordeste Região Sudeste Região Sul Região Centro-Oeste

8 Prevalência de infecção pelo HIV em parturientes, segundo estudosentinela - Brasil, março/1997 a outubro/2 Estudo Transv. Nº de Sítios Total Resultado Positivo Prevalência Mar./ ,2 % Out./ ,8 % Mar./ ,5 % Out./ ,6 % Mar./ ,7 % Out./99 Out./ ,8 % ,6 % Fonte: PN-DST/ Aids / SVS/MS Patogênese da Transmissão Vertical do HIV Fatores virais (carga viral, genótipo e fenótipo viral); Fatores maternos (estado clínico e imunológico, tempo de uso de ARV na gestação, presença de DST e outras coinfecções, estado nutricional); Fatores comportamentais (uso de drogas e prática sexual desprotegida); Fatores obstétricos (duração da ruptura das membranas amnióticas, a via de parto e a presença de hemorragia intraparto); Fatores inerentes ao RN (prematuridade, baixo peso ao nascer); Fatores relacionados ao aleitamento materno.

9 Estimativa do número de crianças infectadas pelo HIV devido à transmissão maternoinfantil. Brasil, 1992 a PACTG Introdução da HAART no Brasil Estimativa de infecções evitadas no período: ' '1 2 Casos infantil Estimado sem os Projetos AIDS I e II Casos de aids notificados na subcategoria Perinatal, segundo ano de diagnóstico. Brasil, 198 a 22*. Após a introdução da profilaxia da T.V. observa-se claramente a diminuição do número de casos notificados a cada ano. Em termos proporcionais a queda da T.V. no número total de casos de aids notificado é ainda mais significativa, passando de 5% em 96 para 1,6% em *Casos notificados até 3/3/2. Fonte: PN DST e AIDS/SVS/MS.

10 Número de casos e TVT por ano de nascimento TMI ,64% 7,68% 3,71% Total Infectados Prevenção da transmissão vertical do HIV Percentual de TV por ano de nascimento. Brasil, ,7 7, , Tess, 1998 Succi, 23 (dados sujeitos a revisão)

11 Crianças com HIV: fatores que influenciam a transmissão vertical 4 Sim 35 3 Não Pré-natal TARV gest. TARV parto TARV RN Aleitamento Pesquisa SBP Perfil da cobertura de parturientes quanto ao tratamento profilático para TMI do HIV no ano de 21. Brasil, 22*. REGIÃO Nº gestantes HIV estimadas (21) Nº de parturientes HIV tratadas com AZT IV (21) % de cobertura SUL ,4 SUDESTE ,3 C-OESTE ,6 NORTE ,1 NORDESTE ,4 BRASIL ,8 * Dados sujeitos a revisão

12 Taxas de transmissão do HIV, por região Região Norte Nordeste Centro-oeste Sudeste Sul No de casos TV (%) 14,86 11,26 5,63 7,54 5,5 Pesquisa SBP Prevenção da transmissão vertical do HIV Cobertura de 1/3 das gestantes. Meta é 1%. Nº gestantes tratadas Estimativa de 17 mil gestantes infectadas por ano Fonte: PN DST e AIDS SVS - MS.

13 Estimativa da cobertura de gestantes HIV+ que usaram AZT durante o parto, conforme região geográfica. Brasil, Brasil: ~ 35,5% SUDESTE SUL CENTRO-OESTE NORTE NORDESTE Fonte: PN DST e AIDS SVS - MS. Estimativa do número de gestantes HIV+ e Taxa de TV do HIV, Brasil 21. POPULAÇÃO DE GESTANTES ( ) REALIZANDO PRÉ-NATAL (86%) HIV+ (,6%) = mulheres/ano Sem intervenção T.TV 25,5% = crianças HIV+ /ano Medicada com o PACTG 76 T.TV 8,3% = criançashiv+ 67,5% de infecções evitadas. Medicada com TARV combinada T.TV < 3% (2,5% = 43 crianças HIV+) 9% de infecções evitadas. * A maioria dos casos de TV do HIV (cerca de 65%) ocorre durante o trabalho de parto/parto, e os 35% restantes intra-útero, principalmente nas últimas semanas de gestação. * O aleitamento materno representa risco adicional de transmissão, de 7% a 22%. 26

14 POLÍTICA NACIONAL: REDUÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL PARA MENOS DE 3% Oferecimento do teste anti-hiv, com aconselhamento pré e pósteste, para todas as gestantes nos serviços de pré-natal (testagem voluntária e confidencial); Avaliação e acompanhamento da mulher por profissionais capacitados (Terapia ARV ajustada de acordo com os níveis de CV e CD4+); Inclusão do AZT oral, sempre que possível, no esquema ARV(a partir da 14ª sem. de gestação); Uso do AZT IV durante o trabalho de parto e parto; Uso do AZT xarope por 42 dias pelo RN; Orientação para uso da fórmula infantil; Notificação; Seguimento da mãe e do RN em serviço especializado. - Projeto Nascer-Maternidades : Redução da transmissão vertical para 12,75% (uso de teste rápido na parturiente / puérpera e uso do AZT na parturiente e no recém-nascido): Oferecer o teste anti-hiv, com aconselhamento, para todas as parturientes não aconselhadas e testadas durante o pré-natal, ou sem pré-natal, ou sem o resultado do teste realizado disponível (testagem voluntária e confidencial); Uso do AZT IV durante o trabalho de parto e parto; Uso do AZT xarope por 42 dias pelo RN; Orientação para uso da fórmula infantil; Notificação; Seguimento da mãe e do RN em serviço especializado.

15 GUIA PRÁTICO DE PREPARO DE ALIMENTOS PARA CRIANÇAS MENORES DE 12 MESES QUE NÃO PODEM SER AMAMENTADAS Conteúdo : Tipos de leite Preparo e diluição correta Indicações de quantidades Uso de copinhos, xícaras, mamadeiras e colher Como alimentar o bebê usando copo e mamadeira Alimentação complementar de acordo com a idade da criança Receitas de papas salgadas Práticas higiênicas de preparo e armazenamento Manual normativo para profissionais de saúde de maternidades da Iniciativa Hospitais Amigo da Criança - Referência para mulheres HIV positivas e outras que não podem amamentar. Impacto estimado da AIDS nas taxas de mortalidade em crianças menores de 5 anos em países africanos selecionados, por 1 nascidos vivos com AIDS sem AIDS Botsuana Quênia Malawi Tanzânia Zâmbia Zimbabwe 9836-E-25 1 Dezembro 1999 Fonte: US Bureau of the Census

16 Impacto do HIV/AIDS em Países em Desenvolvimento (1) Cerca de 14. novas infecções diárias pelo HIV em % são em países em desenvolvimento Cerca de 12. infecções em pessoas de 15 a 49 anos, dos quais: mais de 5% são mulheres mais de 5% entre anos de idade 2. infecções em crianças menores de 15 anos de idade Os 21 países com maiores taxas de mortalidade por AIDS no mundo estão no continente africano. Impacto do HIV/AIDS em Países em Desenvolvimento (2) Taxas de prevalência de infecção pelo HIV 1% em 16 países da África Sub-saariana Situação na África do Sul e Zimbabwe: 2-25% da população infectada 5% das crianças com 15 anos de idade vão morrer de aids Situação em Botswana: 3-35% da população infectada 75% das crianças com 15 anos irão morrer de aids

17 Impacto do HIV/AIDS em Países em Desenvolvimento (3) Na Tailândia, Na República Centro Africana e em Burundi, 4 a 7% dos leitos hospitalares dos grandes centros são ocupados por pacientes HIV+. Em 21, as matrículas na escola primária vão reduzir em 24% no Zimbabwe, 14% no Quênia e 12% em Uganda, porque os órfãos da AIDS terão que deixar a escola para auxiliar no cuidados de seus familiares. Indicadores de impacto sócio-econômico: Cerca de 7 em cada 1 mortes entre professores são devido ao HIV (Costa do Marfim) Aumento de 13% nas mortes entre profissionais de saúde nos últimos 1 anos (Zâmbia) Redução da produção agrícola por redução da mão de obra no setor (África Ocidental).

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