PRODUÇÃO DE PAPEL E CELULOSE

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1 CEEJA QUÍMICA CONTEÚDO PARA U. E. 18 O que vamos estudar? Alternativas para minimizar impactos ambientais; Produção de papel e celulose; Alimentos transgênicos; Césio-137 Acidente radioativo em Goiânia; Pré-sal. ATÉ QUANDO? Apesar de o alumínio ser o metal mais abundante na crosta terrestre ele é um recurso não renovável, lembra? Isso significa que as jazidas de bauxita tendem a acabar à medida que são exploradas. As implicações desse fato para as sociedades futuras podem ser várias, sobretudo para os setores industriais e econômicos. O que fazer? Reciclar essa pode ser, mais uma vez, a alternativa mais importante para prevenir ou minimizar esses possíveis problemas. Outra alternativa é o desenvolvimento e uso de novos materiais (renováveis ou não) que possam substituir, com vantagens, o alumínio. Uma outra solução, também bastante simples, é diminuir o consumo, evitar desperdícios, para diminuir a necessidade de extrair a bauxita. Uma quarta opção é o uso combinado dessas três idéias a reciclagem, o desenvolvimento de novos materiais e o consumo racional sem desperdício. Dê sua opinião Pense em todos os recursos não renováveis que usamos, em especial os combustíveis fósseis: o diesel, a gasolina, o carvão, o gás de cozinha (GLP), bem como nos problemas que podem ocorrer, se eles acabarem ou ficarem muito escassos. Baseando-se em seus conhecimentos e no texto do item Até quando?, indique duas alternativas para minimizar e/ou evitar esses possíveis problemas. Justifique suas escolhas. Importante: na hora de pensar nas alternativas para minimizar os problemas que podem surgir com a escassez dos combustíveis, leve em consideração o fato de os combustíveis fósseis não serem recicláveis. Pelo menos, por enquanto, não existe tecnologia economicamente viável, capaz de transformar em combustível, novamente, os gases e resíduos produzidos com a queima dos combustíveis. POLPA DE ÁRVORE PRODUÇÃO DE PAPEL E CELULOSE Deu no jornal: A polpa de árvore é um dos produtos mais consumidos em nossos dias, principalmente pelas sociedades letradas. À primeira vista, essa afirmação pode parecer estranha. Mas é verdade! Isso porque é da polpa de árvores (principalmente eucaliptos e pinheiros) que são obtidos o papel, o papelão e outros derivados da celulose, como filtros e tecidos sintéticos (como a viscose). 1

2 Indicador de desenvolvimento A quantidade de papel e celulose produzida no Brasil tem crescido bastante. Só no período de 1980 a 1995, a produção passou de 3,36 milhões de toneladas de papel e 2,87 milhões de toneladas de celulose, em 1980, para 5,85 milhões e 5,44 milhões de toneladas, respectivamente, em 1995, de acordo com o relatório do BNDES. Entretanto, o consumo desses produtos aqui, no Brasil, não cresceu na mesma proporção, uma vez que o consumo está ligado ao desenvolvimento de um país. Analise o gráfico abaixo. Fonte: acesso 10/03/2014. Coloque em ordem crescente de desenvolvimento (econômico) os países da lista abaixo. Indique o país que mais consome papel e o que menos consome. Japão EUA Brasil Reino Unido Chile Alemanha 2

3 APLICAÇÕES INDUSTRIAIS DA POLPA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS Linha de produção de papel. Fonte: acesso 10/03/2014. A polpa das árvores é formada, basicamente, por celulose (fibra vegetal) e lignina, que vem a ser uma substância que atua como uma espécie de cola, mantendo as fibras unidas e conferindo resistência à madeira. A celulose pode ser basicamente de dois tipos: fibra longa e fibra curta. A segunda é mais usada na produção de papel que exija pouca resistência, como papel de imprimir e escrever, papel sanitário e papel cartão. A celulose de fibra longa, por sua vez, é usada, sobretudo, para a fabricação de papéis que exijam maior resistência, como papel de embalagem e papel imprensa. Contudo, independentemente da celulose ser de fibra curta ou longa, o processo de obtenção é o mesmo e, infelizmente, também produz perturbações no meio ambiente, assim como a obtenção do alumínio, mesmo a celulose e o papel sendo recursos renováveis. Os principais problemas ambientais se referem à poluição das águas (rios e lençóis freáticos) e do ar. Isso porque, durante a produção, são usadas e geradas substâncias tóxicas que vão parar na água ou são queimadas e vão para a atmosfera. Conhecendo o processo Existem vários processos de produção de papel, sendo que o mais usado no Brasil é conhecido como Processo Químico - Sulfato. Esse processo de produção começa com a extração e preparação da matériaprima (madeira): nessa etapa a madeira é picada e transformada em pequenos pedaços (cavacos). A segunda etapa é o cozimento, na qual a madeira picada (cavaco) é colocada em caldeiras enormes junto com um líquido denominado licor branco composto de água, soda cáustica e sulfeto de sódio e submetida a aquecimento (com vapor) e pressão para remover a lignina e liberar as fibras. A etapa seguinte é a lavagem feita com água corrente. O objetivo principal é separar a celulose do licor negro (licor branco depois do cozimento, contendo substâncias não celulósicas dissolvidas). 3

4 Depois da lavagem vem a etapa de branqueamento: a celulose é tratada com produtos químicos, como o gás cloro e seus derivados (hipoclorito e óxido de cloro), para que haja um clareamento das fibras. Algumas poucas empresas estão utilizando gás oxigênio no lugar do cloro e seus derivados para diminuir o impacto ambiental. E, por último, a secagem ou a produção de papel: se a celulose for para terceiros, ela é secada, cortada e embalada para ser vendida. Caso a celulose seja transformada em papel na própria empresa, ela recebe a adição de substâncias minerais (chamadas, genericamente, de cargas), que vão conferir características especiais ao produto final. Caminho percorrido desde a planta até o produto pronto para consumo: Fonte: acesso 10/03/2014. Rendimento Para produzir uma tonelada de papel, através desse e da maioria dos processos, é preciso: cerca de 6 eucaliptos adultos; aproximadamente 2,5 barris de petróleo (fonte de energia para as caldeiras); cerca de 30 mil litros de água. Considerando que a produção mundial de papel e celulose ultrapassa a marca dos 290 milhões de toneladas por ano, fazendo as contas chegaremos a 1 bilhão e 740 milhões de eucaliptos derrubados, 725 milhões de barris de petróleo e 8 bilhões e 700 milhões de metros cúbicos de água. Valores astronômicos! Felizmente, esses valores são só especulativos e não condizem com a realidade, visto que as indústrias de papel e celulose utilizam métodos para diminuir a necessidade de tantos recursos naturais. Caso contrário, os problemas ambientais seriam enormes. E 4

5 fazem isso não só para poupar o meio ambiente, mas, sobretudo, para diminuir custos e aumentar os lucros. Minimizando os problemas A ciência e a tecnologia têm apresentado várias alternativas para diminuir os impactos ambientais decorrentes do processo de produção de papel e celulose. Entre eles está a reciclagem, que permite uma redução de até 65% no descarte de poluentes na água e de 26% no ar, em comparação à fabricação a partir da celulose virgem. Infelizmente, aqui no Brasil, só se recicla cerca de 30% do total de papel usado no país. Além da reciclagem, as indústrias dispõem de processos de produção, como o uso de oxigênio para o branqueamento das fibras e o reflorestamento, entre outros, que os tornam mais eficientes e menos prejudiciais ao meio ambiente. E quando usados em conjunto, os benefícios são ainda maiores. Entretanto, isso não significa que a indústria de papel e celulose é, atualmente, o setor industrial que menos polui. Pelo contrário, a emissão de poluentes na atmosfera e nas águas ainda é significativa. Alimentando os microorganismos A poluição das águas provocada pela indústria de papel e celulose é motivo de preocupação de cientistas e ambientalistas. O principal problema é o descarte, na água, de substâncias cloradas (como o hipoclorito e óxido de cloro), que podem provocar a morte de espécies aquáticas. Além dessas substâncias, um outro problema é a presença de substâncias e produtos nos efluentes (água descartada pela indústria), que podem ser usados como fontes de nutrientes (alimentos) por microorganismos presentes nos rios, lagos, açudes, igarapés. É o que acontece também com o lançamento de esgoto (industrial e residencial) que é rico em matéria orgânica. A matéria orgânica, do ponto de vista ambiental, é tudo aquilo que pode ser consumido por microorganismos, como restos de alimentos, sangue, fezes, pele, pena, folhas, flores. Esses microorganismos, quando dispõem de uma grande quantidade de nutrientes, acabam se multiplicando intensa e rapidamente. Como muitos deles são aeróbios (precisam de oxigênio para viver) ou facultativos (vivem tanto na presença como na ausência de oxigênio), para se desenvolverem e se multiplicarem eles acabam consumindo praticamente todo o oxigênio dissolvido na água, que é essencial à vida de uma enorme variedade de seres aquáticos. Com isso, ocorre a morte por asfixia de peixes e de todos os seres aeróbios, provocando um desequilíbrio ecológico. Os próprios microorganismos aeróbios morrem, já que também precisam de oxigênio para viver. Os facultativos, bem como os anaeróbios (que podem viver privados de oxigênio), passam a fermentar a matéria orgânica que sobrou. A água, então, escurece, passa a desprender gases, fica oleosa e com mau cheiro. Observação: Fonte: Material de apoio ao Encceja, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Livro do estudante, Capitulo IV, pg, de 118 até 121. Exercício 1 Por que a polpa de árvore é um dos produtos mais consumidos em nossos dias? Exercício 2 Diga qual é o pais que mais consome papel e o que menos consome papel no mundo segundo o gráfico per capta de consumo de papel no mundo em

6 ALIMENTOS TRANGÊNICOS Vantagens e desvantagens Você já deve ter percebido que os problemas ambientais são decorrentes, sobretudo, da interação do ser humano com o meio ambiente. Só que esses problemas, nas sociedades modernas, podem ser minimizados e/ou até eliminados, dependendo, principalmente, dos recursos científicos e tecnológicos disponíveis na época, dos interesses pessoais e/ou institucionais envolvidos e da relação custo/benefício. Na etapa de branqueamento das fibras durante a produção de papel e celulose, por exemplo, existe uma alternativa que pode minimizar os problemas ambientais (poluição da água e do ar) gerados pelo uso de cloro e seus derivados, que é o uso de oxigênio em vez do cloro ou seus derivados. Contudo, são poucas as empresas que se utilizam desse recurso. As empresas que não usam o oxigênio alegam que essa é, por enquanto, uma alternativa pouco viável do ponto de vista econômico. Por outro lado, as empresas de papel e celulose procuram incentivar e aumentar a reciclagem de papel (apesar do papel não ser 100% reciclável e ir perdendo a qualidade, à medida em que vai sendo reciclado), uma vez que essa alternativa não só reduz os impactos ambientais como também diminui os custos de produção e pode ser usado como marketing, melhorando a imagem da empresa junto à opinião pública. No caso das empresas de alumínio, uma das alternativas para diminuir sensivelmente os impactos ambientais é a reciclagem, já que o alumínio é 100% reciclável e pode ser usado infinitas vezes para a mesma aplicação (fabricação de latas, por exemplo), sem perder a qualidade. Os custos de reciclagem são muito menores do que os da produção a partir da bauxita e a empresa ainda pode usar isso como propaganda. Já para minimizar os impactos ambientais gerados pela produção de alimentos como o desmatamento de florestas para a expansão da pecuária e ampliação de áreas cultiváveis e aumentar a produtividade para atender o aumento de demanda, que, certamente, surgirá nos próximos anos, empresas de biotecnologia estão alegando que um dos caminhos para se alcançar esses objetivos é investir na pesquisa e produção de alimentos geneticamente modificados os transgênicos. Será verdade? Problemas ambientais podem aumentar ou diminuir conforme os interesses Lendo o item Vantagens e desvantagens você descobre que existem outros motivos para o agravamento dos problemas ambientais, além da necessidade crescente de extrair e usar recursos naturais para atender a demanda da sociedade por alimentos, água potável, e bens de consumo. Sendo assim, identifique outros motivos do agravamento dos problemas ambientais. Liste-os em ordem crescente de importância. Pode dar empate. De dentro para fora As técnicas modernas de manipulação genética permitem que se retirem genes de um organismo e os transfiram para outro. Esses genes quebram a seqüência de DNA do organismo receptor, que sofre uma espécie de reprogramação, tornando-se capaz de produzir novas substâncias. GENES São pedaços de DNA Ácido desoxirribonucleico responsáveis pela transmissão das características hereditárias de uma geração para a outra. Se essa manipulação for feita em espécies vegetais, dizemos que o alimento é transgênico. As novas substâncias produzidas em seu interior, em função da reprogramação genética, podem tornar o alimento mais resistente às pragas na lavoura e, com isso, 6

7 também, diminuir a necessidade de pesticidas; podem tornar uma espécie mais adaptada a terras antes consideradas inférteis; enriquecer os alimentos com vitaminas e outros nutrientes, deixando-os mais nutritivos etc. Contudo, os benefícios dessas modernas técnicas de melhoramento de alimentos podem esconder riscos, cujo alcance ainda não é conhecido e/ou mensurável. Fonte: acesso 10/03/2014. Riscos da manipulação genética Leia o trecho abaixo, extraído de uma reportagem veiculada em um jornal de São Paulo sobre o consumo de alimentos transgênicos.... até o momento, o resultado mais trágico do uso de produtos transgênicos surgiu no Japão, em 1998: pessoas ficaram doentes, tornaram-se permanentemente inválidas e 37 morreram. A empresa Showa Denko alterou geneticamente uma bactéria, encontrada facilmente na natureza, para que produzisse uma forma mais eficiente de triptofano, um suplemento alimentar. A manipulação fez a bactéria produzir, além do triptofano, uma substância altamente tóxica, que só foi detectada quando o produto já estava no mercado. O risco é que as manipulações genéticas podem causar mutações que danifiquem o funcionamento dos genes naturais do organismo. Os genes inseridos também podem criar efeitos colaterais imprevisíveis. Enquanto não se avaliam todos os efeitos da manipulação genética dos alimentos, a questão pendente é saber se é apropriado ou não consumir esses alimentos. Texto extraído e adaptado da Folha de S. Paulo, 6 ago Caderno especial Genética, p. 3. Fornecido pela Agência Folha. Muitos alimentos industrializados já disponíveis no mercado brasileiro são fabricados com soja ou milho transgênicos. Isso significa que, muitas vezes, consumimos alimentos 7

8 geneticamente modificados sem saber disso e, aparentemente, não temos nenhum problema de saúde. Contudo, não se sabe se alguém que tenha consumido esses alimentos terá problemas de saúde no futuro. Pelos riscos que o consumo de alimentos transgênicos apresenta, ambientalistas e organizações de defesa do consumidor estão propondo várias alternativas, desde as mais radicais, como a não produção desse tipo de alimento, até algumas simples, como a colocação de rótulos nos produtos que possuírem ingredientes geneticamente modificados. Posicione-se criticamente em relação à produção e ao consumo de alimentos transgênicos, escolhendo uma ou mais das alternativas abaixo, para expressar sua opinião sobre o que deve ser feito: a) Pressionar as empresas de biotecnologia para que deixem de produzir esse tipo de alimento no mundo ou, pelo menos, no Brasil. b) Cobrar dos órgãos públicos competentes que implementem leis que obriguem as empresas, que utilizam ingredientes modificados geneticamente em seus produtos, a colocarem, nos rótulos, a informação a respeito de conterem ingredientes transgênicos. c) Exigir dos órgãos públicos competentes que proíbam a comercialização de alimentos transgênicos até que mais testes sejam feitos, para assegurar que não são prejudiciais à saúde. d) Continuar consumindo os alimentos transgênicos ou que possuam ingredientes transgênicos, existentes no mercado, sem se preocupar muito com os possíveis problemas futuros, visto que até agora a população brasileira tem consumido esse tipo de alimento e não se percebeu nenhum efeito danoso à saúde. Ajudar sim, prejudicar às vezes Todas as ações e instrumentos científicos e tecnológicos sempre contribuem para resolver os problemas ambientais e/ou sociais, ou, às vezes, eles atuam como cocausadores? A ciência e a tecnologia são sempre usadas para promover o bem-estar da população, o desenvolvimento social e diminuir os impactos ambientais, ou estão a serviço dos interesses pessoais e/ou instituições? Leia a reportagem a seguir e reflita sobre os benefícios e malefícios gerados pelo uso dessas poderosas ferramentas a ciência e a tecnologia. POLÊMICA À MESA CIENTISTAS DEFENDEM ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS E ACIRRAM DISCUSSÃO SOBRE TRANSGÊNICOS. Uma nova revolução agrícola está em marcha e desta vez ela é ruidosa. Ao aliar as mais avançadas técnicas de manipulação genética aos métodos tradicionais de plantio, a biotecnologia consegue criar espécies de plantas resistentes a pesticidas, alimentos mais nutritivos e grãos mais produtivos. Um estudo divulgado pela comunidade científica de vários países revelou que há cerca de 800 milhões de pessoas (18% da população dos países em desenvolvimento) que não têm acesso a comida suficiente para atender a suas necessidades. O documento, endossado pelas academias de ciências do Brasil, China, Índia, México, EUA, Grã- Bretanha e pela Academia de Ciências do Terceiro Mundo, defende a adoção das novas técnicas de manipulação genética para desenvolver produtos cada vez mais resistentes às variações climáticas, aos ataques de pragas e até mesmo às longas horas de transporte em caminhões de carga. A variedade de produtos transgênicos é ampla. Soja, milho, algodão, canola, mandioca, inhame, batata-doce, tabaco, arroz, tomate e trigo são algumas das culturas beneficiadas. No Brasil, assim como na maior parte dos países europeus, ainda há resistência à revolução ruidosa dos transgênicos. 8

9 Reação em cadeia Existem pelo menos dois entraves para a entrada franca dos transgênicos no País: eventuais danos ao meio ambiente e riscos à saúde humana. As toxinas e as substâncias que provocam alergias são as principais ameaças. Ao alterar geneticamente uma planta, há sempre o risco dessa espécie provocar uma reação em cadeia, afetando todo o ecossistema, eliminando alguma espécie de planta ou animal, explica o engenheiro agrônomo José Hermeto Hoffmann, secretário de Agricultura do governo do Rio Grande do Sul. Os europeus e até os japoneses estão dispostos a pagar mais por alimentos sem interferência genética. Como as eventuais conseqüências maléficas só deverão se comprovar com o passar dos anos, a discussão não poderia ser mais acalorada. Não existem estudos conclusivos que apontem para efeitos danosos dos transgênicos para o meio ambiente ou o consumidor, diz o bioquímico Fernando Reinach, da Universidade de São Paulo. É impensável impedir o avanço da ciência com base em suposições, diz Reinach, um dos signatários do documento elaborado pelas academias internacionais. Um ponto indiscutível nessa celeuma é a necessidade do consumidor saber o que leva à mesa. As regras para os avisos nos rótulos tamanho, dizeres etc. começaram a ser definidas, mas o resultado prático vai demorar. Depois da decisão final, o texto será transformado em Portaria e publicado no Diário Oficial, entrando em vigor 90 dias depois. Se tudo correr bem, antes do Natal, os brasileiros poderão saber se o que comem foi geneticamente modificado. Extraído e adaptado da revista ISTO É, 5 maio Símbolo de um alimento geneticamente modificado. Fonte: acesso 10/03/2014. E você, o que acha? 1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capita anual menor do que U$275 (dólares); 1,5 bilhão de pessoas sem água potável; 786 milhões de pessoas passando fome; 150 milhões de crianças, com menos de 5 anos de idade, estão subnutridas. O mundo produz, hoje, mais alimento por habitante que em outras épocas. Existe comida suficiente para fornecer quase dois quilos por pessoa, por dia: pouco mais de um quilo de grãos, feijão e nozes, cerca de meio quilo de carne, leite e ovos e outro tanto de frutas e legumes. Depois de ver os dados e de ler a afirmação acima, reflita sobre as seguintes questões: Quais serão os reais benefícios dos alimentos transgênicos para a população, a curto, médio e longo prazo? Quanto eles poderão contribuir para combater a fome no mundo e para promover o desenvolvimento social? Quais serão os maiores beneficiados dessa conquista científica e tecnológica? Alguns interesses institucionais envolvidos no desenvolvimento dos alimentos transgênicos podem afetar (direcionar) as pesquisas genéticas de maneira que o uso e a comercialização desse tipo de alimento beneficie apenas seus criadores? 9

10 Escreva um pequeno texto que expresse sua opinião sobre a necessidade de desenvolver alimentos transgênicos, com o título: Alimentos transgênicos necessidades e interesses. Observação: Fonte: Material de apoio ao Encceja, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Livro do estudante, Capitulo IV, pg, de 127 até 131. Exercício 3 Qual é a saída que as indústrias de alimentos estão achando para minimizar os efeitos causados ao ambiente na produção desses alimentos transgênicos? Exercício 4 Dê 2(duas) vantagens e 2(duas) desvantagens de se consumir alimentos transgênicos. ACIDENTE COM CÉSIO 137 Foi um acidente radioativo ocorrido no dia 13 de setembro de 1987, em Goiânia, Goiás. No desastre foram contaminadas centenas de pessoas acidentalmente através de radiações emitidas por uma cápsula que continha césio-137. Foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinas nucleares. Tudo teve inicio com a curiosidade de dois catadores de lixo, que vasculhavam as antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia (também conhecido como Santa Casa de Misericórdia), no centro de Goiânia. No local eles acabaram encontrando um aparelho de radioterapia, eles removeram a máquina com a ajuda de um carrinho de mão e levaram o equipamento até a casa de um deles. Eles estavam interessados no que podiam ganhar vendendo as partes de metal e chumbo do aparelho em ferros-velho da cidade, ignoravam de todas as formas o que era aquela máquina e o que continha realmente em seu interior. No período da desmontagem da máquina, eles foram expostos ao ambiente 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), tal substância um pó branco parecido com o sal de cozinha, porém no escuro ele brilha com uma coloração azul. Após cinco dias, a peça foi vendida a um proprietário de um ferro-velho, o qual se encantou com o brilho azul emitido pela substância. Crendo estar diante de algo sobrenatural, o dono do ferro-velho passou 4 dias recebendo amigos e curiosos interessados em conhecer o pó brilhante. Muitos levaram para suas casas pedrinhas da substância, parte do equipamento de radioterapia também foi para outro ferro-velho, de forma que gerou uma enorme contaminação com o material radioativo. Os primeiros sintomas da contaminação (vômitos, náuseas, diarréia e tonturas) surgiram algumas horas após o contato com a substância, o que levou um grande número de pessoas a procura hospitais e farmácias, sendo medicadas apenas como pessoas portadoras de uma doença contagiosa. Mas tarde descobriu-se de que se tratava na verdade de sintomas de uma Síndrome Aguda de Radiação. Somente no dia 29 de setembro de 1987 é que os sintomas foram qualificados como contaminação radioativa, e isso só foi possível devido à esposa do dono do ferro-velho ter levado parte da máquina de radioterapia até a sede da Vigilância Sanitária. Os médicos que receberam o equipamento solicitaram a presença de um físico, pois tinham a suspeita de que se tratava de material radioativo. Então o físico nuclear Valter Mendes, de Goiânia, constatou que havia índices de radiação na Rua 57, do St. Aeroporto, bem como nas suas imediações. Por suspeitar ser gravíssimo o acidente, ele acionou a então Comissão Nacional Nuclear (CNEN). 10

11 O então chefe do Departamento de Instalações Nucleares José Júlio Rosenthal, dirigiu-se no mesmo dia para Goiânia. Ao se deparar com um quadro preocupante, ele chamou o médico Alexandre Rodrigues de Oliveira, da Nuclebrás (atualmente, Indústrias Nucleares do Brasil) e também o médico Carlos Brandão da CNEN. Chegaram no dia seguinte, quando a secretaria de saúde do estado já fazia a triagem num estádio de futebol dos acidentados. Uma das primeiras medidas foi separar todas as roupas das pessoas expostas ao material radioativo, lavá-las com água e sabão para a descontaminação externa. Após esta medida, as pessoas tomaram um quelante (substancia que elimina os efeitos da radiação, denominado de azul da Prússia ). Com ele, as partículas de césio saem do organismo através da urina e das fezes. Cerca de um mês após o acidente quatro pessoas vieram a óbito, a menina Leide das Neves, Maria Gabriela e dois funcionários do ferro-velho e cerca de 400 pessoas ficaram contaminadas. Os trabalhos de descontaminação dos locais atingidos geraram cerca de 13,4 toneladas de lixo (roupas, utensílios, materiais de construção, etc.) contaminado com o césio-137. Esse lixo encontra-se armazenado em cerca de caixas, tambores e 14 contêineres em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiás, onde deve ficar por aproximadamente 180 anos. Após o acidente cerca de 60 pessoas morreram vítimas da contaminação com o material radioativo, entre eles funcionários que realizaram a limpeza do local. O Ministério Público reconhece apenas 628 vítimas contaminadas diretamente, mas a Associação de Vítimas contaminadas do Césio-137 calcula que esse número seja superior a 6 mil pessoas que foram atingidas pela radiação. No ano de 1996, a Justiça julgou e condenou por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) três sócios e funcionários do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (Santa Casa de Misericórdia) a três anos e dois meses de prisão, pena que foi substituída por prestação de serviços. Atualmente, as vítimas reclamam da omissão do governo para com a assistência que eles necessitam, tanto médica como de medicamentos. O governo nega a acusação e diz que as vítimas fazem o uso do acidente como pretexto para justificar todos seus problemas de saúde. Por Eliene Percília Equipe Brasil Escola Exercício 5 Na sua opinião o que levou o aumento da contaminação por parte da população de Goiânia com Césio-137? Exercício 6 Quais foram os primeiros sintomas da contaminação com Césio-137? Pré-Sal Pré-sal é o nome dado às reservas de hidrocarbonetos em rochas calcárias que se localizam abaixo de camadas de sal. É o óleo (petróleo) descoberto em camadas de 5 a 7 mil metros de profundidade abaixo do nível do mar. É uma camada de aproximadamente 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura, que vai do litoral de Santa Catarina ao do Espírito Santo. A discussão sobre a existência de uma reserva petrolífera na camada pré-sal ocorre desde a década de 1970, quando geólogos da Petrobras acreditavam nesse 11

12 fato, porém, não possuíam tecnologia suficiente para a realização de pesquisas mais avançadas. Localização da camada Pré-sal Para extrair o óleo e o gás da camada pré-sal, será necessário ultrapassar uma lâmina d água de mais de 2.000m, uma camada de 1.000m de sedimentos e outra de aproximadamente 2.000m de sal. É um processo complexo e que demanda tempo e dinheiro. O petróleo encontrado nesta área engloba três bacias sedimentares (Santos, Campos e Espírito Santo), a capacidade estimulada da reserva pode proporcionar ao Brasil a condição de exportador de petróleo. Confirmada a hipótese, o governo brasileiro analisará a possibilidade de solicitar a adesão do país à OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Vários campos e poços de petróleo e gás natural já foram descobertos na camada pré-sal, entre eles estão o Tupi, Guará, Bem te vi, Carioca, Júpiter e Iara. Tupi é o principal campo de petróleo descoberto, tem uma reserva estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas do mundo dos últimos sete anos. De acordo com a atual Lei do Petróleo, as áreas de exploração serão leiloadas entre diversas empresas nacionais e estrangeiras. As que derem o maior lance poderão procurar óleo por tempo determinado. Conforme Haroldo Borges Rodrigues Lima, diretor geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), as descobertas do pré-sal irão triplicar as reservas de petróleo e gás natural do Brasil, a estimativa é que a produção alcance a marca de 50 bilhões de barris. Segundo a Petrobras, a produção teste será iniciada em 2009, no campo de Tupi. O início da produção em larga escala está previsto para 2013 ou

13 Por Wagner de Cerqueira e Francisco Graduado em Geografia Equipe Brasil Escola Campo petrolífero de Tupi O Campo petrolífero de Tupi está localizado na bacia de Santos, a 250 quilômetros da costa, na projeção cartográfica do estado do Rio de Janeiro. O campo foi oficialmente divulgado por sua operadora, a Petrobras, em 8 de novembro de Suas reservas são estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo do tipo alta qualidade, ou seja petróleo leve, além de gás natural. Pelos critérios de estimativa norte-americanos, as reservas de petróleo e gás anunciadas são equivalentes a de cerca de 12 bilhões de barris de óleo equivalente ( boe medida que inclui óleo e gás). As reservas anunciadas representam mais do dobro das reservas de Roncador, que contém aproximadamente 3 bilhões de barris recuperáveis de petróleo pesado, de menor valor comercial e era, até então, a maior descoberta de petróleo brasileira segundo disse o consultor Caio Carvalhão, do Cambridge Energy Research Association, no Rio de Janeiro. A Petrobras é a operadora do campo, no qual tem 65% de participação, sendo que a britânica BG Group detém 25%, e a portuguesa Petrogal/Galp, 10%. O óleo encontrado no local tem 28 graus API, e é considerado de melhor qualidade comercial do que a média do petróleo encontrado no Brasil, e o mais fácil de refinar. A descoberta fica em rochas localizadas abaixo da chamada camada de sal, em profundidades muito grandes, cuja perfuração é pioneira no mundo. Os volumes recuperáveis estimados de óleo e gás para os reservatórios do pré-sal, se confirmados, elevarão significativamente a quantidade de óleo existente em bacias brasileiras, colocando o Brasil entre os países com grandes reservas de petróleo e gás do mundo, disse a empresa estatal. A Petrobras realizou, também, uma avaliação regional do potencial petrolífero do pré-sal que se estende nas bacias do sul e sudeste brasileiros. Em seguida ao anúncio da descoberta do campo petrolífero de Tupi, o governo brasileiro retirou de licitação os direitos de exploração de 41 lotes no entorno de Tupi, que seriam leiloados no final de novembro de Isso poderia sinalizar um aumento do petro-nacionalismo. Mas também parece ser uma atitude prudente, uma vez que esses blocos podem passar a valer muito mais, à medida em que maiores informações forem sendo conhecidas acerca de Tupi, escreveu a prestigiosa revista liberal conservadora The Economist, em seu artigo Afinal Deus pode mesmo ser brasileiro. A Petrobras anunciou, em 22 de agosto de 2008, que o custo de extração por barril das reservas de petróleo do pré-sal será extremamente econômico, de acordo com Antonio Carlos Pinto, gerente de concepção de projetos da Petrobras. Descrição técnica A província petrolífera anunciada está situada numa nova área exploratória, onde pela primeira vez foi atingida a camada pré-sal. A Petrobras foi a primeira empresa petrolífera do mundo, que perfurou, testou e avaliou as rochas do pré-sal. 13

14 A análise dos testes de formação do segundo poço no bloco BM-S-11, localizado na bacia de Santos, permite estimar o volume recuperável de óleo leve de 28º API, em 5 a 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural. Com investimentos de US$ 1 bilhão, nos últimos dois anos, a Petrobras perfurou 15 poços que atingiram as camadas pré-sal, sendo que oito foram deles devidamente testados e avaliados com as técnicas da indústria petrolífera. Estes poços produziram óleo leve de alto valor comercial (28º API) e grande quantidade de gás natural associado. Para atingir as camadas pré-sal, entre 5000 e 7000 metros de profundidade, a Petrobras desenvolveu novos projetos de perfuração: mais de 2000 metros de sal foram atravessados. O primeiro poço demorou mais de um ano e custou US$ 240 milhões. Hoje, a Petrobras perfura um poço equivalente em 60 dias, a um custo de US$ 60 milhões. Os dados obtidos por esses poços, integrados a um grande esforço de mapeamento, possibilitaram desta forma, delimitar com elevado grau de segurança que as rochas do pré-sal estendem-se por uma área que vai do Estado do Espírito Santo ao Estado de Santa Catarina, com 800 km de extensão e 200 km de largura, em lâmina d água entre 2 e 3 mil metros de profundidade. A Petrobrás já identificou pelo menos dez reservas potenciais para explorar petróleo sob a crosta de sal. No bloco BM-S-11, onde estão os poços gigantes Tupi e Tupi Sul, outros dois reservatórios já foram encontrados, e batizados de Iara e Iracema. A empresa portuguesa Petrogal tem participação de 10% em Tupi. Além de Tupi, Tupi Sul, Iara e Iracema, a Petrobras, e seus parceiros, encontraram petróleo no poço Carioca (BM- S-9). As três últimas descobertas ainda não foram alçadas à categoria de campos petrolíferos, são chamados de prospectos, isto é, áreas onde há boas indicações da existência de reservas. Cerca de 25% da área de ocorrência das rochas do pré-sal já foram concedidas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis a várias empresas petrolíferas sob a forma de blocos exploratórios e concessões de produção. O Brasil está hoje ocupando o 17º lugar no ranking de países com maiores reservas de petróleo. Com a nova descoberta podemos subir para um lugar entre 8º ou 9º, podemos ir para um patamar onde estão Arábia Saudita e Venezuela, afirmou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Projeto-piloto A Petrobras planeja instalar um projeto-piloto para a exploração da área de Tupi entre 2010 e 2011; a exploração comercial está prevista para Inicialmente, a unidade produzirá barris diários de óleo, mas ainda não está definido o verdadeiro potencial comercial da jazida. Analistas estimam que os poços poderiam gerar cinco vezes mais. A diretoria da Petrobras afirmou ser prematura qualquer previsão. O volume de produção dependerá da análise dos dados da planta-piloto, afirmou Guilherme de Oliveira Estrella, diretor de Exploração e Produção da empresa estatal. Uma série de questões para que a área de Tupi torne-se comercialmente produtiva terão que ser resolvidas. A primeira é baratear o custo de produção. A reserva foi 14

15 descoberta numa formação geológica bastante profunda, chamada de pré-sal, por estar coberta por uma camada de cerca de metros de sal marinho depositado no leito oceânico. Considerando a distância da plataforma até a costa, de 250 quilômetros, a Petrobras estuda três alternativas à solução padrão, que seria construir um gasoduto para transportar o gás. Uma delas seria a construção de cavernas para armazenar o gás na crosta de sal, solução já utilizada na Europa. O gasoduto não está descartado, mas essa solução custaria muito caro devido à distância da costa. A exploração será feita com queima zero de gás, isso é, todo o gás natural de petróleo deverá ser comercialmente aproveitado. Vitórias e desafios tecnológicos O reservatório petrolífero de Tupi está enterrado sob dois mil metros de água, dois mil metros de rocha, e dois mil metros de crosta salina. Sete mil metros abaixo da superfície do oceano, fervendo a cerca de 200 C, nas entranhas da plataforma continental brasileira. A maior dificuldade do ponto de vista tecnológico não é a profundidade; a Petrobras é um líder mundial na exploração de petróleo em águas profundas detendo o recorde mundial de poço em lâmina d água, de metros e já tem poços comerciais operando a mais de 5.000m de profundidade na Bacia de Santos; mas nunca teve que atravessar uma crosta salina desse tipo. A rocha é dura mas é estável, enquanto a camada de sal não é tão dura mas é menos estável. Imagine algo como uma gelatina, você abre o buraco, e o buraco fecha, explicou o especialista Giuseppe Bacoccoli, do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia do Coppe. Essa tecnologia pioneira terá que ser desenvolvida, em parceria com Núcleo de Transferência de Tecnologia (NTT) da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que trabalha juntamente com a Petrobrás desde o tempo em que as profundidades não passavam de 50 metros. Para os engenheiros que estão no projeto desde o início, o desafio é muito bem-vindo. A vocação da Universidade é inovar, buscar soluções. É tudo que a gente queria, afirmou Nelson Ebcken, um dos pioneiros da área. Carioca seria cinco vezes maior que o megacampo de Tupi No dia 14 de abril de 2008, a Agência Nacional de Petróleo divulgou que a Petrobras poderia ter descoberto o terceiro maior campo de petróleo do mundo. O megacampo estaria localizado no poço conhecido como Carioca, ou BM-S-9. Segundo o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, o bloco BM-S-9, conhecido como Carioca, seria cinco vezes maior que o megacampo de Tupi, com reservas em torno de 33 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). Lima ressalta que as informações são oficiosas, mas oriundas de fontes da Petrobras. O BM-S-9 é operado pelo consórcio Petrobras, que tem 45% do campo, a British Gas, com 30%, e Repsol, com 25%. Seria a maior descoberta feita no mundo nos últimos 30 anos e seria também o terceiro maior campo do mundo na atualidade. 15

16 Fonte: Wikipédia Exercício 7 Na sua visão, quais benefícios a região da Baixada Santista terá com a implantação das instalações de extração de petróleo na Bacia de Santos? Exercício 8 Como o petróleo fica armazenado na camada de pré-sal? GABARITO 1. Porque é da polpa de árvores (principalmente eucaliptos e pinheiros) que são obtidos o papel, o papelão e outros derivados da celulose, como filtros e tecidos sintéticos (como a viscose). 2. Mais EUA e Menos China. 3. Aplicação em pesquisa, testes que garantam a confiabilidade, sustentabilidade do solo com reposição dos nutrientes tirados pelas plantas transgênicas. 4. Vantagens: Maior resistência a pragas, maior quantidade de alimento disponível para a população. Desvantagens: Não conhecer os efeitos a médio e longo prazo. Não conseguir detectar a ligação dos transgênicos com alguma doença genética ou hereditária. 5. A curiosidade da população. 6. Os primeiros sintomas da contaminação (vômitos, náuseas, diarréia e tonturas). 7. Opinião própria. 8. Nos poros das rochas. 16

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