REGULAMENTO PARA CONCESSÃO DE BOLSAS PARA SERVIDORES DA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

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1 Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná COUNI - Conselho Universitário da UTFPR REGULAMENTO PARA CONCESSÃO DE BOLSAS PARA SERVIDORES DA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ Aprovado pelo Conselho Universitário (COUNI) pela Deliberação nº. 06/2015, de 07 de julho de CAPÍTULO I DA FINALIDADE Art. 1º. O presente Regulamento estabelece as normas e condições para concessão de Bolsas para Servidores ativos e aposentados da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) apoiadas: a) por programas de fomento desenvolvidos pela UTFPR ou pela Fundação de Apoio à Educação, Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico pela (FUNTEF-PR); ou b) por instrumento legal celebrado entre a UTFPR e Instituição(ões) Financiadora(s), ou FUNTEF-PR e Instituição(ões) Financiadora(s), ou UTFPR e FUNTEF-PR e Instituição(ões) Financiadora(s). Parágrafo Único. As atividades previstas no(s) plano(s) de trabalho dos projetos apoiados no caput do artigo não podem representar qualquer prejuízo das atribuições funcionais dos Servidores. Art. 2º. As bolsas concedidas na forma deste Regulamento têm a sua duração limitada ao período de vigência dos projetos dos programas de fomento ou instrumentos legais e não geram vínculo empregatício dos bolsistas com a UTFPR ou FUNTEF-PR. Parágrafo Único. Somente podem ser concedidas bolsas previstas nos programas de fomento ou nos instrumentos legais com prazos e objetos aprovados em conformidade com o Capítulo VI deste regulamento. CAPÍTULO II 1

2 DOS TIPOS DE BOLSA Art. 3º. As seguintes modalidades de bolsas poderão ser concedidas aos servidores da UTFPR, sem prejuízo de outras modalidades previstas em lei: I. Bolsa de Ensino: destina-se a apoiar atividades de aprendizagem social, profissional e cultural de Servidores da UTFPR, bem como apoiar o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de técnicas para o processo ensino-aprendizagem dos cursos regulares da UTFPR; II. Bolsa de Pesquisa: destina-se a apoiar atividades em projetos ou programas de pesquisa científica, tecnológica e inovação, voltados à geração de novos conhecimentos e que envolvam instrumentos de fomento, intercâmbio e disseminação; III. Bolsa de Extensão: destina-se a apoiar a execução de projetos ou programas desenvolvidos em interação com os diversos setores da sociedade que visem ao intercâmbio, ao aprimoramento do conhecimento e à transferência à sociedade dos benefícios decorrentes do conhecimento de caráter técnico, científico, artístico e cultural, produzidos na UTFPR; IV. Bolsa de Desenvolvimento Institucional: destina-se a apoiar projetos ou programas de desenvolvimento institucional; V. Bolsa de Estímulo à Inovação e ao Desenvolvimento: destina-se a apoiar as atividades de Inovação e desenvolvimento Científico e Tecnológico, considerando aderência à Lei Federal de Inovação (Lei nº , de 02 de dezembro de 2004) ou à Lei Estadual de Inovação do Paraná (Lei nº , de 24 de setembro de 2012). Parágrafo Único. As atividades em cursos lato sensu e de curta duração não estão abrangidas pelo caput deste artigo. CAPÍTULO III DOS VALORES DAS BOLSAS Art. 4º. Para a fixação dos valores das bolsas, deverão ser considerados os valores de bolsas correspondentes concedidas por agências oficiais de fomento. 1º. Na impossibilidade de atendimento do caput deste artigo, deverão ser considerados critérios de proporcionalidade com relação à remuneração regular de seu beneficiário ou à formação do beneficiário diante da natureza do projeto. 2º. Excluem-se do disposto neste artigo as bolsas fixadas nos projetos aprovados em programas de ciência, tecnologia e inovação. 2

3 Art. 5º. O limite máximo da soma da remuneração, retribuições e bolsas percebidas pelo servidor não poderá exceder o maior valor recebido pelo funcionalismo público federal, nos termos do artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal Brasileira. CAPÍTULO IV DA INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA E OUTROS Art. 6º. Sobre o valor das bolsas referenciadas no Art. 3º, com fundamento nas Leis Federais nº 8.958/94 ou art. 9º da Lei nº /2004 ou na Lei Estadual de Inovação do Paraná (Lei nº /2012), incidirá a retenção de imposto de renda, conforme tabela de cálculo da Receita Federal. Parágrafo único. Serão isentas desta retenção as bolsas caracterizadas na forma de doação, entendidas como aquelas recebidas exclusivamente para proceder a estudos ou pesquisas e desde que os resultados dessas atividades não representem vantagem para o doador, nem importem contraprestação de serviços. (Art. 26 da Lei nº 9.250/95 e Art. 39, VII, do Decreto nº 3.000/99); Art. 7º. Sobre as bolsas referenciadas no Art. 3º, com fundamento na Lei nº 8.958/94 ou no art. 9º da Lei nº /2004, não incidirá retenção do encargo de INSS para o beneficiário, de acordo com o Art. 58, inciso XXVI, da Instrução Normativa da Receita Federal Brasileira (RFB) nº 971, de 13 de novembro de CAPÍTULO V DOS BENEFICIÁRIOS E DOS RECURSOS PARA O PAGAMENTO DE BOLSAS Art. 8º. As bolsas somente poderão ser concedidas a Servidores que integrem projetos que estejam em execução e em consonância com este regulamento. Art. 9º. A concessão de bolsa prevista em instrumento contratual, executado técnica e financeiramente em outra(s) instituição(ões) pública(s), deve ser registrada junto a DIREC, sendo que a participação do servidor da UTFPR está sujeita à autorização do Diretor Geral do Campus. Art. 10º. As bolsas serão financiadas com recursos: 3

4 I. Previstos em instrumentos legais celebrados entre a UTFPR e/ou FUNTEF- PR e outra(s) Instituição(ões) Financiadora(s) II. Provenientes de programas de fomento estabelecidos pela UTFPR ou FUNTEF-PR. Parágrafo Único. É vedada a concessão de mais de uma bolsa simultânea proveniente de programa de fomento da FUNTEF-PR e/ou da UTFPR para o mesmo beneficiário. CAPÍTULO VI DA COMISSÃO CENTRAL DE AVALIAÇÃO DE BOLSAS Art. 11. A concessão de bolsa deve ser precedida de análise e aprovação pela Comissão Central de Avaliação de Bolsas. 1º. Após a análise da Pró-Reitoria de Relações Empresariais e Comunitárias, os instrumentos legais encaminhados pelo Diretor-Geral de Câmpus ou Reitoria, que prevejam pagamento de bolsas, serão avaliados pela Comissão Central de Avaliação de Bolsas. 2º. A Comissão Central de Avaliação de Bolsas emitirá parecer, considerando os seguintes aspectos do instrumento contratual: I. Se o objeto atende ao disposto nesse Regulamento; II. O interesse institucional quanto ao objeto previsto no instrumento contratual; III. A(s) produção(ões) de inovação e de conhecimento(s) científico(s) propostas no instrumento contratual; IV. A classificação do tipo de bolsas conforme previsto no Capítulo II; V. Se os valores das bolsas atendem ao estabelecido no Art. 9º e, VI. A dedicação pelo servidor às atividades regulares na instituição, atestadas pelo setor de lotação. Art. 12. A(s) Pró-Reitoria(s) responsável(eis) por bolsa a ser concedida com recurso de programa de fomento deverá(ão) solicitar parecer da Comissão Central de Avaliação de Bolsas quanto ao atendimento deste regulamento no Edital de concessão. Art. 13. A Comissão Central de Avaliação de Bolsas será instituída por Portaria da Reitoria, com vigência de 24 meses, podendo seus membros serem reconduzidos por igual período e será composta por: 4

5 I. 01 (um) Servidor indicado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG); II. 01 (um) Servidor indicado pela Pró-Reitoria de Relações Empresariais e Comunitárias (PROREC); III. 01 (um) Servidor indicado pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Profissional (PROGRAD) e, IV. 01 (um) Servidor indicado pela Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (PROPLAD). 1º. A Comissão Central de Avaliação de Bolsas poderá apoiar-se em parecer (es) de especialista(s) ad hoc convidado(s) para fundamentação necessária à avaliação do processo. 2º. Os representantes da Comissão Central de Avaliação de Bolsas deverão ter suplente indicado, que substituirá o titular, no impedimento do mesmo. Art. 14. Em caso de discordância do resultado do parecer, o Coordenador do projeto proponente poderá solicitar reconsideração fundamentada com informação complementar à Comissão Central de Avaliação de Bolsas no prazo de 10 dias e, em última instância, interpor recurso ao Reitor no prazo de 40 dias. Parágrafo único o pedido de reconsideração será analisado no prazo de 30 dias e o recurso no prazo de 60 dias. CAPÍTULO VII DO PAGAMENTO DE BOLSAS Art. 15. Deverá ser celebrado, entre o servidor e a Instituição executora financeira um Termo de Concessão de Bolsa, contendo: bolsa; a) A origem do recurso; b) O nome do projeto/convênio/contrato aprovado, em que há a previsão da c) A autorização pelo Coordenador do convênio; d) O plano de trabalho específico da bolsa; e) O prazo de execução; f) O valor da bolsa e, g) A declaração do beneficiário da bolsa, dando ciência da legislação vigente e da inexistência de impedimentos para o recebimento dos valores da bolsa e impedimentos definidos por outras instituições de fomento para a acumulação de bolsas. 5

6 Art. 16. A Instituição executora financeira fará o acompanhamento e controle da liberação dos valores a serem destinados aos bolsistas, observando o cronograma financeiro do respectivo Programa ou Projeto, mediante a disponibilidade de recursos aprovados e tornados disponíveis pela (s) entidade (s) financiadora (s) para este fim. CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. 17. O funcionamento da Comissão Central de Avaliação de Bolsas será definido em instrução normativa específica a ser editada até180 dias após a aprovação do presente Regulamento. CAPÍTULO IX DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 18. O coordenador do convênio ou termo de cooperação deve ser um servidor ativo do quadro permanente da UTFPR. Parágrafo Único. Excepcionalmente, o Coordenador do instrumento contratual poderá ser servidor aposentado do quadro da UTFPR, autorizado pelo Diretor-Geral do Câmpus. Art. 19. Em caso de afastamento que impeça o Servidor de atuar no instrumento contratual ou perda de vínculo de Servidor com a UTFPR, a bolsa do beneficiário será imediatamente cancelada, tendo o referido Servidor prazo de 30 (trinta) dias do término do prazo de cancelamento da bolsa para a entrega de relatório técnico das atividades desenvolvidas. Parágrafo Único. O bolsista deverá comunicar ao Coordenador do projeto, o qual deverá tomar as providências cabíveis, os casos de afastamento ou perda do vínculo de Servidor da UTFPR, durante a vigência dos instrumentos legais a que se refere este regulamento. Art. 20. Os casos omissos serão resolvidos pela Reitoria, ouvidos os Pró- Reitores envolvidos. Art. 21. O presente regulamento, após aprovação pelo COUNI, entrará em vigor na data de publicação no Portal e Boletim de Serviço da UTFPR. 6

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