Bioindicadores Ambientais (BAM36AM) Respostas da fauna às mudanças climáticas IUCN e espécies ameaçadas

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1 Bioindicadores Ambientais (BAM36AM) Respostas da fauna às mudanças climáticas IUCN e espécies ameaçadas

2 AQUECIMENTO GLOBAL

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4 Respostas da fauna às mudanças climáticas O exemplo dos anfíbios. Em princípio, o aquecimento global deverá provocar dois tipos de impactos potenciais na composição e distribuição geográfica de espécies brasileiras de anfíbios. Os impactos: 1) Elevação do nível do mar 2) Alterações nas condições climáticas vegetacionais

5 Elevação do nível do mar Dois cenários distintos de elevação do mar, com a consequente invasão das áreas litorâneas e ilhas 1) Invasão lenta: haveria tempo para migração, se houver áreas adequadas. 2) Invasão rápida: muitas populações seriam eliminadas, pois não sobrevivem à água salgada Questões importantes a considerar: - Geodiversidade de nossa região costeira - Anfíbios com grande fidelidade ao seu hábitat

6 Alterações nas condições climáticas vegetacionais Alterações particularmente nas florestas ombrófilas montanas. Os bancos de nuvens nessas florestas seriam deslocados para altitudes maiores, elevando a linha de neblina. Com isso, pode-se alterar a distribuição dessas florestas e de toda sua biota, ou mesmo podem ser eliminadas. Muitas espécies de anfíbios são endêmicas destes ambientes de topo de montanha, em ambientes nessas neblinas.

7 Modelos bioclimáticos O uso de modelos bioclimáticos permitiu efetuar, de forma preliminar, previsões da distribuição futura (para o ano de 2100) de espécies restritas às florestas ombrófilas montanas em diversos pontos da Mata Atlântica. Prevendo-se uma duplicação da concentração de gás carbônico até o ano de 2100, poderá haver reduções populacionais de algumas espécies e até extinções de algumas espécies de sapinhos da montanha.

8 sapinhos das montanhas Distribuição potencial atual e futura de Brachycephalus spp.

9 Para algumas espécies pode ocorrer redução de áreas propícias em uma região, e aumento de áreas propícias em outra. Distribuição potencial atual e futura de Hypsiboas bischoffi.

10 Os impactos das mudanças climáticas Percebe-se assim que há grandes riscos de extinções locais de algumas espécies de ampla distribuição, e mesmo extinções de espécies de distribuição mais restrita. ATENÇÃO: há uma enorme diferença entre extinções locais e extinções de espécies.

11 Os impactos das mudanças climáticas Assunto voltará a ser discutido após leitura do texto de Robert L. Peters II pesquisador do WWF. - O efeito da mudança climática global sobre as comunidades naturais

12 Espécies Ameaçadas?? Como dizer se uma espécie está ameaçada? Metodologia da IUCN International Union for Conservation of Nature IUCN União Internacional para a Conservação da Natureza é uma organização não-governamental internacional, com sede na Suíça, criada em 1948, com participação de mais de 80 países. A missão da IUCN é incentivar e ajudar sociedades em todo o mundo na conservação da integridade e biodiversidade da natureza, e assegurar que todo e qualquer uso dos recursos naturais seja equitativo e ecologicamente sustentável.

13 Categorias da IUCN

14 Espécies ameaçadas CR Criticamente em Perigo: espécie que, de acordo com os critérios específicos, está sob um risco extremamente alto de extinção na natureza. EN Em Perigo: espécie que, de acordo com os critérios específicos, está sob um risco muito alto de extinção na natureza. VU Vulnerável: espécie que, de acordo com os critérios específicos, está sob um risco alto de extinção na natureza.

15 Como definir um risco de extinção extremamente alto, muito alto ou somente alto?? Isso seria um tanto subjetivo? Para tentar diminuir a subjetividade das avaliações de espécies ameaçadas, desde 1994 a IUCN vem propondo e aperfeiçoando um sistema de inquérito para cada espécie, onde são aplicados uma sequência de critérios.

16 Critérios da IUCN A Redução da População (declínio medido ao longo de 10 anos ou 3 gerações o que for mais longo) B Distribuição geográfica restrita e apresentando fragmentação, declínio ou flutuações C População pequena e com fragmentação, declínio ou flutuações D População muito pequena ou distribuição muito restrita E Análises quantitativas indicando a probabilidade de extinção na natureza

17 Aplicação dos critérios Quando da aplicação dos critérios, em algumas situações uma espécie quase preenche todos os critérios para enquadramento em uma das categorias, mas falta preencher algum requisito. Então o que fazer? Nesses casos, utiliza-se a categoria Quase ameaçada

18 Espécies DD Muitas vezes não há informações suficientes para avaliar o estado de conservação de uma espécie. Nestes casos, a recomendação é usar a categoria DD, que seria para as espécies com dados insuficientes.

19 Percentagem de espécies de diferentes grupos consideradas como criticamente em perigo, em perigo, ou vulneráveis, na Lista Vermelha da IUCN em 2007.

20 Livros vermelhos Baseado então nessa metodologia da IUCN, são feitas listas estaduais e nacionais de espécies ameaçadas, além de uma lista global feita pela própria IUCN. Por que fazer tantas listas??

21

22 Histórico das listas nacionais de espécies ameaçadas A primeira lista de espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção foi elaborada em 1972, contendo 86 táxons. Atualizada em 1989, a lista passou então a contar com 206 táxons, entre vertebrados e invertebrados terrestres, sendo que destes, sete espécies foram consideradas provavelmente extintas. Posteriormente foram incluídas por meio de portarias adicionais do Ibama, uma espécie de primata, nove morcegos, uma ave, um bagre e um crustáceo, totalizando 219 táxons.

23 Lista da Fauna Ameaçada no Brasil A elaboração da atual lista contou com a parceria entre MMA, IBAMA, Biodiversitas, SBZ e CI-Brasil, além da participação de centenas e especialistas de diversas outras instituições Foram adotados os critérios e categorias da IUCN e a elaboração consistiu em três etapas: Etapa preparatória (lista de espécies candidatas e consulta a especialistas) Etapa decisória (workshop em 12/2002 em BH com 94 especialistas) Etapa final (revisão dos resultados e preparação para publicação) O resultado foi a publicação de duas Instruções Normativas do MMA IN 3, de 27 de maio 2003 IN 5, de 21 de maio de 2004

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25 Lista da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção Primeira lista elaborada em 1992 com 107 táxons. Essa lista passou por um processo de revisão em 2005 por meio de uma parceria entre MMA, IBAMA, Biodiversitas, SBB, RBJB e JBRJ. A revisão abrangeu os grupos desde Briófitas até Dicotiledôneas A nova lista conta agora com 1495 espécies da flora ameaçadas de extinção (www.biodiversitas.org.br/florabr)

26 Fauna Ameaçada de Extinção no Paraná Adotando-se então as categorias e critérios da IUCN, temos, segundo nosso Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná, a seguinte situação em nosso Estado:

27 Tabela com os números de espécies da fauna ameaçadas do Paraná.

28 Exemplos

29 Estado de conservação dos mamíferos no Estado do Paraná 1 Espécie regionalmente extinta 10 Espécies criticamente em perigo 5 Espécies em perigo 16 Espécies vulneráveis 24 Espécies com dados insuficientes

30 Preguiça-de-três-dedos (Bradypus variegatus) Regionalmente extinta No Paraná o único registro conhecido desta espécie é da região de Londrina, de Causas da extinção: descaracterização ambiental provocada pela supressão das florestas possivelmente foi o principal fator responsável pelo desaparecimento desta espécie no Paraná.

31 Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) Criticamente em perigo Ameaças: Ocupação de extensas áreas para agricultura, caça predatória e o ataque por cães, além das queimadas e frequentes atropelamentos. Medidas para conservação: Recomenda-se mapeamento de sua ocorrência no Estado, monitoramento, conservação ex-situ, e medidas de proteção de habitat.

32 Onça pintada (Panthera onca) Criticamente em perigo Ameaças: A principal ameaça é a destruição de hábitats através de desmatamento. É uma espécie muito perseguida pelo homem em função da predação de rebanhos domésticos. Medidas para conservação: sugere-se medidas de proteção de hábitats, monitoramento em ambientes naturais, fiscalização e pesquisa.

33 Estado de conservação das aves no Estado do Paraná 3 Espécies regionalmente extintas 14 Espécies criticamente em perigo 25 Espécies em perigo 27 Espécies vulneráveis 58 Espécies com dados insuficientes

34 Macuco (Tinamus solitarius) Vulnerável Ameaças: supressão vegetacional e caça. Medidas para conservação: proteção de remanescentes florestais, fiscalização de caça; educação ambiental.

35 Estado de conservação dos anfíbios no Estado do Paraná 3 Espécies criticamente em perigo 1 Espécie em perigo 21 Espécies com dados insuficientes

36 Limnomedusa macroglossa (nome vulgar desconhecido) Criticamente em perigo Ameaças: futuras barragens podem levar ao desaparecimento de populações ainda não conhecidas. Medidas para conservação: busca de novas populações e implantação de novas unidades de conservação.

37 Perereca-de-vidro (Vitreorana uranoscopa) Dados insuficientes Ameaças: perda de hábitat e a poluição de ambientes lóticos são as maiores ameaças. Medidas para conservação: busca de novas populações, monitoramento e aumento de conhecimento sobre a espécie.

38 Para saber mais:

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