O que está por trás do sentido atribuído à propriedade? Ana Paula de Barcellos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O que está por trás do sentido atribuído à propriedade? Ana Paula de Barcellos"

Transcrição

1 O que está por trás do sentido atribuído à propriedade? Ana Paula de Barcellos O presente artigo pretende discutir três idéias sobre o tema da propriedade. Em primeiro lugar, se vai demonstrar que o sentido e o alcance do conceito de propriedade são construídos social e historicamente e que desempenham um papel importante nessa construção determinadas concepções filosóficas e éticas dominantes em dada sociedade. O que se pretende sustentar é que a definição (i) do que pode ser apropriado privadamente por quem quer que seja (isto é: a questão dos objetos sobre os quais a propriedade pode recair); e (ii) dos direitos que a propriedade confere a seu titular (isto é: o que ele pode fazer de sua propriedade e o que ele pode impedir que outros façam com ela) variou no tempo e varia no espaço. Essa variação decorre de uma série de elementos, especialmente de ordem filosófica e ética. Em segundo lugar, se vai sustentar que as concepções filosóficas e éticas dominantes nas sociedades ocidentais contemporâneas já não são compatíveis com uma noção absoluta de propriedade: absoluta quanto à pretensão de incidir sobre a maior quantidade de objetos possíveis e absoluta, em especial, quanto às prerrogativas amplíssimas antes conferidas a seu titular. Essa noção absoluta acerca da propriedade se desenvolveu, sobretudo, ao longo do século XIX, sob a influência de um individualismo exacerbado hoje em declínio. Não é surpresa que também o sentido e o alcance do conceito de propriedade passem hoje por ampla reformulação. Por fim, e em terceiro lugar, se vai defender que é um equívoco utilizar o antigo conceito absoluto de propriedade para descrever a relação do indivíduo com seu próprio corpo, na tentativa de, por meio desse artifício retórico, solucionar problemas complexos 1

2 como os verificados em temas como o aborto, o trabalho doméstico feminino (e sua desvalorização social), a eutanásia, a automutilação voluntária, dentre outros. Parte I Parece correto afirmar que a história humana registra, desde sempre, experiências de propriedade 1. Isto é: pessoas (ou grupos de pessoas) sempre tiveram o direito de usar de algum modo bens em particular e impedir tanto a sua subtração quanto determinados usos desses mesmos bens por terceiros. A propriedade incidia, como regra, sobre bens externos aos indivíduos e, inicialmente, apenas sobre bens materiais. Com o tempo, também bens imateriais (e.g., idéias, invenções, etc.) passaram a ser apropriáveis, reconhecendo-se que as pessoas podiam ser deles proprietárias. Com efeito, a propriedade está presente na antiguidade, nas sociedades tribais e não foi eliminada sequer no regime soviético 2. Isso não significa, porém, que o sentido e o alcance da expressão propriedade tenham sido, ou sejam, os mesmos em todos os tempos, lugares e culturas. Muito ao contrário, diferentes respostas podem ser dadas e de fato foram e são dadas a questões como (i) o que pode ser objeto de apropriação, para o fim de se tornar propriedade de alguém? (ii) que usos o proprietário está autorizado a dar a sua propriedade? e (iii) que ações de terceiros o proprietário pode impedir, por violarem seu direito, ou deve necessariamente tolerar? Os exemplos são muitos. Como se sabe, diversas sociedades tribais valem-se da noção de propriedade coletiva relativamente a determinados bens, como a terra, por exemplo. É possível falar de propriedade, embora não haja apropriação individual nesse caso, pois se considera legítimo excluir terceiros, não integrantes da tribo, da fruição desses bens. Há, portanto, um direito exclusivo de utilizar o bem (de determinadas formas), embora a exclusividade não seja 1 Sobre o tema, GROSSI, Paolo. História da propriedade e outros ensaios, Editora Renovar, V. KHÁLFINA R. O direito de propriedade pessoal na URSS, Edições Progresso,

3 atribuída a uma pessoa, mas a um grupo. Na antiga legislação mosaica, praticava-se uma espécie de propriedade temporária ou resolúvel: de 50 em 50 anos (o chamado Ano do Jubileu), as propriedades imóveis comercializadas no período deveriam obrigatoriamente retornar a seus proprietários originais 3. Ainda na legislação mosaica, se exigia do proprietário de áreas rurais que não colhesse toda a área cultivada, de modo a restar alimento para coleta pelos pobres 4. Em sentido diverso, o direito de propriedade no período imperial romano apresentava um perfil bastante rígido, conferindo poderes praticamente absolutos ao seu titular. Exemplos contemporâneos confirmam a idéia de que inexiste um conceito único e abstrato de propriedade. Há países que vedam a apropriação particular e a comercialização de determinados bens como, e.g., sangue e órgãos humanos, água, minérios, dentre outros 5. Tratado internacional veda a apropriação do espaço cósmico, dos planetas, da lua ou de qualquer corpo celeste por qualquer país 6. Tampouco são as mesmas as prerrogativas conferidas pelo direito de propriedade nos diferentes países ocidentais de hoje: esse aspecto da questão será retomado adiante. Na verdade, embora as sociedades ocidentais contemporâneas ainda se encontrem sob forte influência de uma determinada noção de propriedade que predominou, talvez, de meados do século XVIII ao início do século XX, o que o direito de propriedade realmente significa decorre de uma construção social e histórica, variando no tempo e no 3 Livro de Levítico e Livro de Levítico Na Constituição brasileira de 1988, por exemplo, a água é, como regra, um bem público, assim como os potenciais de energia hidráulica (arts. 21, III, VIII; e 26, I). Quanto a órgãos e tecidos humanos, incluindo o sangue, a Constituição proíbe qualquer tipo de comercialização, embora permita seu uso em transplantes, transfusões, pesquisas e tratamentos (art. 199, 4º). 6 Com efeito, tratado firmado no âmbito da ONU, em 1967, sobre Princípios reguladores das atividades dos Estados na exploração e uso do espaço cósmico, dispõe em seu art. 3º: O espaço cósmico não poderá ser objeto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação, nem por qualquer outro meio. 3

4 espaço. Ainda que a existência do direito de propriedade e um sentido bastante elementar do que ele significa possam ser descritos como próprios da humanidade, os contornos precisos da categoria resumidos nas três perguntas já referidas: o que pode ser objeto de relação de propriedade? O que o proprietário pode fazer com sua propriedade? E o que o proprietário pode impedir que terceiros façam? não são universais ou atemporais 7. É certo que as mais diversas circunstâncias que envolvem uma dada sociedade influenciam na construção do sentido que se haverá de atribuir à propriedade, que incluem desde sua religião até as características geográficas da região e o desenvolvimento tecnológico do grupo social, dentre muitas outras. Para os fins deste estudo, se pretende destacar apenas um desses elementos: trata-se das concepções que o indivíduo tem acerca (i) de si próprio e dos demais indivíduos e (ii) da natureza das relações que existem e/ou devem existir entre ele e a sociedade. Tais concepções envolvem, naturalmente, definições sobre temas filosóficos e religiosos em geral, e éticos em particular. As transformações observadas ao longo do século XX no que toca à percepção do homem sobre si próprio e sobre suas relações com a sociedade, bem como no que diz respeito ao conceito de propriedade são esclarecedoras quanto ao papel que essas concepções desempenham na construção do próprio sentido e alcance da idéia de propriedade. Na verdade, não é casual que uma certa radicalização do humanismo iluminista experimentada desde o século XVIII, mas sobretudo no século XIX e que deu origem a concepções profundamente individualistas tenha sido contemporânea do desenvolvimento de um sentido absoluto em matéria de propriedade 8. O individualismo exacerbado criou a imagem de um homem completamente independente: um homem que 7 Vale notar que os tratados internacionais de direitos humanos protegem o uso da propriedade, uma vez que ela tenho sido adquirida, mas não sua aquisição. V. TIBURCIO, Carmen. The Human Rights of Aliens under International and Comparative Law, Martinus Nijhoff Publishers, 2001, p FACHIN, Luiz Edson. A função social da posse e da propriedade contemporânea, Editora Sergio Fabris, 1988, p. 17; e UNDERKUFFLER, Laura S. On Property: An Essay, The Yale Law Journal, vol. 100, 1990/1991, p

5 está só, que se basta, que não depende de quem quer que seja e que realiza seus projetos existenciais por meio de seu próprio esforço. Assumidas essas premissas, e uma vez que se acredite que o homem depende apenas de si mesmo, sem contar com colaboração de quem quer que seja, não parecerá estranho concluir que o indivíduo tem pouquíssimos deveres para com os demais. Seus deveres, afinal, são apenas para consigo próprio. Nesse contexto, a propriedade passou gradativamente a ser compreendida, de um lado, como um direito que conferia prerrogativas quase absolutas a seu titular. Isto é: o proprietário estava autorizado a usar sua propriedade da forma como desejasse, podendo mesmo destruí-la ou não lhe dar qualquer emprego, se assim entendesse por bem, além de poder impedir qualquer espécie de uso por terceiros. E se a propriedade era considerada um direito que conferia prerrogativas tão amplas, eventuais limitações ou condições ao exercício dessas prerrogativas eram desde logo consideradas suspeitas de veicular restrições ilegítimas ao próprio direito de propriedade. De outro lado, novos fenômenos passaram a ser considerados objetos possíveis do direito de propriedade: passou-se a falar de propriedade da liberdade, da honra e da própria dignidade humana 9, como se a categoria básica de toda a ordem jurídica fosse a propriedade, à qual todos os fenômenos deveriam ser reconduzidos e na qual todos eles deveriam se enquadrar. Na verdade, boa parte dessa expansão do objeto próprio do direito de propriedade muito mais se relacionava com um uso retórico da expressão, fácil de ser compreendido. Na tentativa de conferir maior proteção jurídica a esses outros bens, se procurou enquadrá-los na categoria propriedade, de modo que a tutela deles pudesse se beneficiar automaticamente da proteção especialmente reforçada de que gozava a propriedade. 9 UNDERKUFFLER, Laura S. On Property: An Essay, The Yale Law Journal, vol. 100, 1990/1991, p

6 Em suma: esse percurso demonstra que não existe um conceito atemporal ou universal de propriedade. O sentido e o alcance desse direito variaram e variam, sendo resultado da construção cultural dos povos 10. Nesse sentido, e considerando as sociedades ocidentais, a concepção absoluta de propriedade que marcou os séculos precedentes, e que se encontra hoje em crise, guardava uma relação próxima com determinadas concepções então vigentes acerca do homem e de suas relações com a sociedade, concepções essas também em crise. Esse é o objeto do próximo tópico. Parte II O individualismo que caracterizou, sobretudo, o século XIX pode ser descrito como uma espécie de radicalização da idéia geral de valorização do indivíduo, em construção ao menos desde a fundação do Cristianismo 11. Talvez uma boa imagem desse processo seja a do pêndulo que, liberado de uma extremidade, chegará primeiro ao outro extremo, antes de atingir uma posição de equilíbrio. As pessoas foram tratadas como seres desimportantes por tanto tempo que a reação levou o pêndulo para longe demais, a ponto de divinizar-se o homem, como se ele fosse um ser necessário e não contingente. Seja como for, e afora outras razões, as evidências fornecidas pelo século XX impuseram a revisão do individualismo. A capacidade infinda dos indivíduos de se odiarem, de se destruírem e de fazerem mal uns aos outros (guerras, crimes, terrorismo, etc.), os efeitos colaterais danosos do progresso científico e industrial (danos ambientais e à saúde) e o fracasso das ideologias bem intencionadas (que, no mais das vezes, se transformaram em regimes totalitários) são apenas alguns indícios de que talvez o homem tenha presumido demais de si mesmo. Nesse contexto, as concepções que o indivíduo tem 10 BEERMANN, Jack M. & SINGER, William Joseph. The Social Origins of Property, Canadian Journal of Law and Jurisprudence, vol. VI, N. 2, Julho/1993, p Sem prejuízo de manifestações anteriores nesse sentido, o Cristianismo marca certamente um ponto de não-retorno e de aprofundamento das concepções igualitárias e da valorização do indivíduo, daí decorrente. 6

7 acerca de si próprio, dos demais indivíduos e acerca da natureza das relações que existem e/ou devem existir entre ele e a sociedade já não são as mesmas do século XIX e o individualismo radical vai se tornando insustentável. Embora o relativismo ainda domine o discurso teórico-filosófico da pós-modernidade tributário de uma concepção segundo a qual cabe a cada indivíduo definir suas próprias verdades, no plano mais pragmático das exigências éticas, curiosa e contraditoriamente, o que se busca é um equilíbrio mais adequado entre autonomia e interdependência, individualidade e relações sociais. Dois elementos importantes dessa transformação nas concepções dos indivíduos acerca de si próprios, dos outros e da sociedade merecem registro. Em primeiro lugar, e a despeito de todas as dificuldades práticas que continuam a existir, não há dúvida de que a reação à barbárie do nazismo e dos fascismos em geral levou, na segunda metade do século XX, à consagração da dignidade da pessoa humana 12, no plano interno dos países 13 e também no internacional, como valor máximo dos ordenamentos jurídicos e princípio orientador da atuação estatal e dos organismos internacionais. Os principais organismos internacionais multilaterais 14, de que fazem parte considerável parcela dos países do mundo, consideram a proteção dos direitos humanos um de seus objetivos principais e 12 Filosoficamente, a dignidade é uma característica inerente ao homem, que o direito não concede mas apenas reconhece; daí porque se afirma que não há um direito à dignidade mas sim o direito ao respeito à dignidade e à sua promoção. A importância dessa observação está em que o indivíduo continua sendo digno ainda quando submetido a condições incompatíveis com sua dignidade essencial. 13 Alemanha, Portugal, Espanha e vários países do leste europeu introduziram em suas Constituições previsões nesse sentido. Na França, o Conseil Constitutionnel considera a dignidade humana um elemento constitucional implícito: Considérant que le peuble français a, par le préambule de la Constitution de 1958, proclamé solennellement son attachement aux droits de l homme et aux principes de la souveraineté nationale tels qu ils ont été définis par la Déclaration de 1789, confirmée et complétée par le préambule de la Constitution de 1946; qu il ressort, par ailleurs, du préambule de la Constitution de 1946 que la sauvegarde de la dignité de la personne humaine contre toute forme d asservissement et de dégradation est un principe de valeur constitutionnelle (Décision nº DC, ). O mesmo fizeram países latino-americanos e africanos. 14 Destacam-se, entre outras, a ONU, a OEA e a OMC. A Carta das Nações Unidas, de 1945, em seu preâmbulo reafirma o compromisso com a dignidade e o valor da pessoa humana (dignity and worth of the human person). 7

8 contam com instrumentos institucionais para realizá-la 15. Não por acaso, praticamente todas as recentes intervenções patrocinadas por organismos internacionais pretenderam legitimar-se alegando a necessidade de proteção dos direitos das populações locais 16. É certo que as formulações dos atos internacionais são muitas vezes providencialmente genéricas e que o discurso externo dos países não é necessariamente coerente com sua realidade interna, jurídica, histórica ou cultural. Também seria ingenuidade ignorar que, por vezes, a subscrição de um ato internacional está mais relacionada com outros interesses do que com a decisão do Estado de implementar o conteúdo do ato. De todo modo, é sintomático que ainda assim os governos se sintam compelidos a expressar compromissos com a dignidade humana e com os direitos humanos. Tanto é assim que um exame dos atos internacionais sobre direitos humanos revela, ao contrário do que talvez se pudesse imaginar, que entre seus subscritores não se encontram apenas países ocidentais ou ocidentalizados 17, mas também diversos países africanos e asiáticos, de tradições culturais totalmente diversas das ocidentais 18. Note-se um ponto importante. O individualismo pressupunha também, de certa forma, a dignidade do indivíduo, mas há aqui ao menos uma diferença central. O 15 É o caso, por exemplo, do Conselho de Direitos Humanos, vinculado à Assembléia Geral da ONU. Além disso, o ingresso na OMC depende de uma avaliação, feita pela organização, acerca da observância dos direitos humanos pelo país. 16 Seguem alguns exemplos de resoluções do Conselho de Segurança da ONU que autorizaram a intervenção militar em Estados membros por razões humanitárias: Resolução nº 688/ Intervenção humanitária no Iraque em função da repressão aos Curdos; Resolução nº 794/ Intervenção humanitária na Somália, pois o país estava em estado de anarquia decorrente da guerra civil entre várias facções; Resolução nº 929/ Intervenção humanitária na Ruanda em razão das guerras étnicas entre toutsis e hutus; Resolução nº 940/ Intervenção humanitária no Haiti decorrente do golpe de Estado efetuado pelos militares que levou o país à guerra civil; Resolução nº 770/ Intervenção humanitária na Bósnia-Hergezovina em razão da guerra civil separatista empreendida pelo Estado; Resolução nº 1244/ Intervenção militar em Kosovo também por razões humanitárias. Os textos estão disponíveis em 17 Como, ainda que em parte, Austrália, Nova Zelândia e Israel, dentre outros. 18 O art. 4º da Carta Geral das Nações Unidas de 1945, por exemplo, admitiu como países membros, dentre outros, Afeganistão, Azerbaijão, Albânia, Coréia do Sul, Coréia do Norte, Emirados Árabes, Kuait, Nigéria, Paquistão, Somália, Tailândia, Uganda, Uzbequistão, Zâmbia e Zimbábue. Também a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 foi assinada por países como o Afeganistão, a China, a Etiópia, o Irã, o Iraque, o Líbano, o Paquistão e a Tailândia. 8

9 individualismo reconhece, do ponto de vista teórico, a dignidade das pessoas, mas esse reconhecimento é, no mais das vezes, inerte, não gerando repercussões relevantes sobre a esfera de direitos e obrigações dos demais. A concepção contemporânea da dignidade é diversa e envolve não apenas o seu reconhecimento teórico, mas também sua proteção e promoção. Há ainda uma segunda linha de razões que explica a superação do individualismo exacerbado a que se referiu acima. A sociedade contemporânea parece ter redescoberto a realidade bastante intuitiva de que o indivíduo não é um ser substancialmente independente, capaz de realizar seus desejos e projetos sozinho, de forma isolada da sociedade. No plano puramente existencial, o surgimento de um ser humano é cercado de dependências. O nascimento e a sobrevivência de um recém-nascido (e de qualquer criança até determinada idade) apenas são viáveis por conta do auxílio e colaboração de outras pessoas. No outro extremo, os idosos, com maior ou menor intensidade, dependerão igualmente de terceiros. Trata-se de um dado físico e antropológico incontestável: todos os seres humanos foram recém-nascidos e crianças e boa parte das pessoas chegará à terceira idade e, portanto, dependeram e provavelmente dependerão de forma muito direta de outros indivíduos. Entre esses dois extremos isto é: ao longo da juventude e da vida adulta, as relações de dependência prosseguem. Sob a ótica dos projetos humanos, a interdependência se manifesta de múltiplas formas. Ninguém começa realmente do zero 19 : o que cada indivíduo conquista por meio do seu trabalho e esforço é construído sobre e se beneficia de tudo aquilo que foi produzido, pensado e desenvolvido pelas gerações passadas. Há todo um capital acumulado de conhecimento, bens e possibilidades do qual cada nova geração se aproveita, embora não 19 ACKERMAN, Bruce & ALSTOTT, Anne. Why stakeholding?. In: ACKERMAN, Bruce; ALSTOTT; VAN PARIJS, Philippe. Redesigning distribution: basic income and stakeholder grants as cornerstones for an egalitarian capitalism, Verso, 2006 (The Real Utopias Project, Edited by Erick Olin Wright), especialmente p

10 tenha contribuído para sua formação. De forma simples, parece correto dizer que o mérito daquilo que um homem conquista ou realiza não é exclusivamente dele. Sob outro ângulo, o indivíduo contemporâneo está longe de ser capaz de produzir tudo aquilo de que necessita para sobreviver. Por mais brilhante que seja em sua área de atuação, ele dependerá de um conjunto de outras pessoas para que, e.g., sua alimentação e seu transporte sejam possíveis. Do mesmo modo, indivíduos ocupados com a produção de alimentos dependem de outros, que desenvolvem fertilizantes, maquinário, etc. Por fim, o impacto da ação humana sobre o meio ambiente e, portanto, sobre outros indivíduos é mais um exemplo da interdependência inevitável entre as pessoas. Agressões ao meio ambiente ocorridas na China ou no Brasil terão repercussão sobre a Europa, os Estados Unidos e tantos outros países, sendo impossível limitar os danos àqueles que os causaram ou mesmo às fronteiras nacionais. Ainda sob a perspectiva do meio ambiente, ações praticadas no presente terão impacto sobre o ambiente no qual as gerações futuras viverão, assim como as conseqüências de ações passadas atingem as populações atuais. Pois bem. As duas percepções que se acaba de mencionar acerca do valor essencial do ser humano e da interdependência existente entre os indivíduos têm conseqüências bastante diretas sobre as discussões envolvendo o tema da propriedade, tanto no que diz respeito aos objetos que podem ser alvo de apropriação privada, quanto em relação às prerrogativas conferidas pelo direito em questão. Com efeito, nesse novo ambiente já não será viável sustentar um conceito absoluto de propriedade. Alguns exemplos ilustram o ponto. Da idéia de dignidade do ser humano decorre que cada pessoa é valiosa por si mesma, independentemente de suas capacidades, das oportunidades que teve ou mesmo de suas eventuais ações passadas. E, se é assim, a circunstância eventual de alguém não ser titular de propriedades não deve autorizar situações que afrontem a dignidade essencial do ser humano. Ora, como se sabe, a fruição de determinadas utilidades materiais 10

11 indispensáveis à sobrevivência por exemplo, alimentação, abrigo e prestações básicas de saúde envolve custos que, em geral, apenas podem ser suportados por aqueles que sejam proprietários de bens. Por outro lado, uma situação na qual a pessoa não tem acesso a alimento, a abrigo e a prestações básicas de saúde certamente pode ser descrita como violadora de sua dignidade. O que fazer então? A aplicação do exposto acima parece levar à conclusão de que o acesso a utilidades elementares à sobrevivência humana não deve estar inteiramente subordinado ao fato de um indivíduo ser ou não capaz de pagar por elas. Agrega-se ao argumento da dignidade individual uma circunstância que decorre da interdependência existente entre indivíduos e sociedade. É que, em sociedades complexas como as contemporâneas, tornar-se titular de propriedades nem sempre é o resultado natural da vontade e do empenho pessoais, já que uma série de fatores quase inteiramente alheios ao indivíduo (e.g., o nascimento em uma família pobre, graves crises econômicas, a falta de acesso à educação e à capacitação para trabalhos melhor remunerados, etc.) pode inviabilizar sua capacidade real de ser titular de propriedades. Essa conclusão levará a outras. Uma vez que se concorde com as premissas acima, parece certo que a sociedade deverá dispor de algum tipo de sistema de seguridade social capaz de criar uma rede de segurança, a fim de impedir que as pessoas caiam em situação de miserabilidade. No mais das vezes, os tributos que restringem a propriedade daqueles que os pagam, naturalmente serão necessários para esse fim. Em uma outra linha, a constatação de que a decisão do proprietário acerca do que fazer com sua propriedade afeta outros indivíduos, que esses indivíduos têm uma dignidade essencial que deve ser preservada e que essa circunstância pode exigir providências práticas, conduzem a reflexões sobre as prerrogativas que, afinal, serão 11

12 atribuídas ao proprietário. As discussões sobre a função social da propriedade 20 inserem-se nesse contexto e a partir delas algumas questões são suscitadas. O proprietário de um imóvel rural, por exemplo, estará livre para dar a seu bem a utilização produtiva que desejar e beneficiar-se dos lucros produzidos. Poderá ele, entretanto, não dar utilização alguma ao imóvel (seja porque prefere aguardar sua valorização para posterior alienação, ou por qualquer outro fundamento)? A resposta de muitos sistemas jurídicos a essa pergunta será negativa 21. Isto é: o proprietário de um imóvel rural não está autorizado a manter a terra improdutiva; esta não é uma prerrogativa que o direito de propriedade lhe confere. E por que não? Porque o uso produtivo das áreas rurais é relevante não apenas para gerar receita em benefício de seu proprietário, mas também para a sociedade (e.g., para a geração de empregos e de alimentos). O proprietário, portanto, dentre as utilizações em tese possíveis de seu bem, não poderá escolher aquela que exclui a sociedade dos benefícios que ela naturalmente fruiria se à propriedade fosse dado um uso regular. Raciocínios semelhantes podem ser desenvolvidos relativamente a outros objetos, como a propriedade imóvel urbana e a propriedade industrial. Considerando a necessidade de moradia dos indivíduos e a limitação do espaço disponível nas áreas urbanas a possibilidade de o proprietário de imóveis urbanos não dar qualquer utilização a seus bens, mantendo-os desocupados, será altamente questionável 22. Discussão semelhante se coloca, 20 A Constituição brasileira é expressa sobre o tema. Logo após enunciar o direito fundamental à propriedade, estabelece a exigência de que esta atenda a sua função social (CF, art. 5º, XXII e XXIII). 21 É o caso do Brasil. Em título especialmente dedicado à política fundiária, a Constituição de 1988 autoriza a desapropriação, para fins de reforma agrária, de imóveis rurais que não cumpram sua função social (art. 184). A definição de função social é dada pela própria Carta, que nela inclui: (i) o aproveitamento racional e adequado das terras; (ii) a utilização adequada dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente; (iii) a observâncias das regras de Direito do Trabalho; e (iv) exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores (art. 186). Estão excluídas dessa desapropriação as pequenas e médias propriedades rurais, desde que seu proprietário não tenha outra, e as propriedades produtivas (art. 185). 22 A exigência de função social é repetida, pela Constituição de 1988, especificamente em relação aos imóveis urbanos (art. 182, 2º). A Constituição ainda permite que o Poder Público constranja o proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado que promova o seu adequado aproveitamento, autorizando três sanções: (i) parcelamento ou edificação compulsórios; 12

13 por exemplo, no domínio da propriedade intelectual. Pode o inventor de determinado processo industrial aperfeiçoado optar por não comercializar a invenção 23? A resposta seria a mesma caso se trate do titular de uma patente de medicamento com potencialidades, e.g., para a cura de determinados tipos de câncer? Essa utilização da propriedade seria admissível? Há ainda outros exemplos de como a dignidade humana e a interdependência entre os indivíduos repercutem sobre a compreensão do sentido e alcance da propriedade. Boa parte dos sistemas jurídicos contemporâneos simplesmente impede a apropriação privada de determinados bens (como, e.g., o ar, a água, florestas, praias, determinados minerais, etc.) ou impõem restrições amplas à utilização de outros, tendo em conta preocupações de diversas ordens, como as de índole sanitária, ambiental e urbanística. E isso porque determinados bens são tão relevantes para as pessoas como a água, por exemplo que se entende mais adequado atribuir ao Estado a gestão desses recursos, em proveito de todos. Ou então, por razões ambientais, e.g., limitações são impostas na ocupação de determinadas áreas, não apenas a fim de evitar danos ao meio ambiente, mas também para preservar biomas específicos para as gerações futuras. Os exemplos são muitos e não há necessidade de prosseguir na sua enumeração. A conclusão a que se chega, portanto, é a seguinte. O sentido e o alcance da noção de propriedade isto é, as respostas às seguintes perguntas: que prerrogativas o direito de propriedade confere a seu titular e, afinal, o que pode ser apropriado encontram-se em ampla rediscussão. A percepção de que as respostas a tais questões repercutem sobre terceiros, e não apenas sobre o proprietário, e que, dependendo dessas respostas, a (ii) imposto sobre a propriedade progressivo no tempo; e (iii) desapropriação do imóvel (art. 182, 4º). 23 No Brasil, a resposta aqui seria igualmente negativa. A Lei nº 9.279/96, em seu art. 68, 1º, I, sujeita o titular de patente a tê-la compulsoriamente licenciada no caso de não explorar seu objeto no território brasileiro, ou de falta de uso integral do processo patenteado, observadas algumas condições. 13

14 repercussão pode contribuir para gerar situações que afrontam a dignidade das pessoas, impõe uma revisão do tema da propriedade. Mais que isso, na medida em que essas considerações apenas poderão ser visualizadas adequadamente diante das situações concretas, a verdade é que a discussão que se passa a travar não é em torno de um conceito abstrato de propriedade. É necessário avaliar o sentido e o alcance do direito de propriedade tendo em conta, em particular, cada tipo de objeto sobre o qual o direito poderá incidir. Discute-se agora, portanto, direitos de propriedade e não mais um direito de propriedade único, abstrato e descontextualizado 24. A relevância de cada bem para a sociedade, dos usos possíveis por parte do proprietário e das conseqüências desses usos sobre terceiros, dentre outras considerações, não são os mesmos considerando-se bens imóveis, bens móveis, bens de consumo, bens de luxo, patentes, marcas, obras literárias, softwares, dentre tantos outros objetos possíveis de apropriação. Já não é viável sustentar, portanto, um conceito absoluto de propriedade e, a rigor, nem mesmo um conceito único de propriedade. Parte III Cabe agora conectar o que se acaba de expor com o debate, atualmente em curso, sobre a conveniência da aplicação da idéia de propriedade a determinados aspectos existenciais do ser humano, sobretudo ao próprio corpo 25. Com efeito, não é incomum que a idéia de propriedade do próprio corpo surja como uma fórmula retórica que parece oferecer uma solução simples para problemas complexos envolvendo questões de gênero (como, e.g., o aborto, a desvalorização do trabalho doméstico feminino) e outros temas (como, e.g., a eutanásia, a prostituição, o comércio de órgãos, a automutilação, a morte 24 GRAU, Eros Roberto. A ordem econômica na Constituição de 1988, Malheiros, 2001, p Sobre o tema, v. RAO, Radhika. Property, privacy, and the human body, Boston University Law Review, vol. 80, 2000, p e SINGER, Joseph William. Introduction to property, Aspen Publishers, 2005, p

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com Reflexões sobre Empresas e Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com PRINCÍPIOS ORIENTADORES SOBRE EMPRESAS E DIREITOS HUMANOS (ONU, 2011): 1. PROTEGER 2. RESPEITAR 3. REPARAR Em junho de 2011, o

Leia mais

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Preâmbulo Considerando

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros

Leia mais

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E SUAS IMPLICAÇÕES NO DIREITO BRASILEIRO.

A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E SUAS IMPLICAÇÕES NO DIREITO BRASILEIRO. A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E SUAS IMPLICAÇÕES NO DIREITO BRASILEIRO. 1 AS SANÇÕES APLICÁVEIS NO CASO DE SOLO NÃO EDIFICADO, SUBUTILIZADO, OU NÃO UTILIZADO. Gina Copola (outubro de 2.012) I Tema atual

Leia mais

Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos

Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO 1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER RESUMO HUMANO Luísa Arnold 1 Trata-se de uma apresentação sobre a preocupação que o homem adquiriu nas últimas décadas em conciliar o desenvolvimento

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS BR/1998/PI/H/4 REV. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Brasília 1998 Representação

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM com a Independência dos E.U.A. e a Revolução Francesa, a Declaração Universal dos Direitos do Homem é um documento extraordinário que precisa ser mais conhecido

Leia mais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais Direitos Humanos Fundamentais 1 PRIMEIRAS NOÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1. Introdução Para uma introdução ao estudo do Direito ou mesmo às primeiras noções de uma Teoria Geral do Estado

Leia mais

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE JOCEANE CRISTIANE OLDERS VIDAL Lucas do Rio Verde MT Setembro 2008 FACULDADE

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Declaração Universal dos Direitos do Homem Declaração Universal dos Direitos do Homem Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento

Leia mais

O advento das tecnologias da era pósindustrial

O advento das tecnologias da era pósindustrial 3.2 AS CRISES DO CENÁRIO O advento das tecnologias da era pósindustrial As tecnologias que ordenaram a era industrial foram ultrapassadas pelas novas tecnologias surgidas a partir do século XX, especialmente

Leia mais

www. Lifeworld.com.br

www. Lifeworld.com.br 1 Artigos da Constituição Mundial A Constituição Mundial é composta de 61º Artigos, sendo do 1º ao 30º Artigo dos Direitos Humanos de 1948, e do 31º ao 61º Artigos estabelecidos em 2015. Dos 30 Artigos

Leia mais

Meio ambiente e proibição do retrocesso. Um olhar sobre a Lei Federal n 12.651/2012

Meio ambiente e proibição do retrocesso. Um olhar sobre a Lei Federal n 12.651/2012 Meio ambiente e proibição do retrocesso Um olhar sobre a Lei Federal n 12.651/2012 PROIBIÇÃO DO RETROCESSO Denominações: vedação da retrogradação, vedação do retrocesso, não retrocesso, não retorno da

Leia mais

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Carlos Henrique R. Tomé Silva 1 Durante dez dias, entre 13 e 22 de julho de

Leia mais

Multiculturalismo em Face dos Direitos Humanos das Mulheres

Multiculturalismo em Face dos Direitos Humanos das Mulheres Multiculturalismo em Face dos Direitos Humanos das Mulheres Vanessa Carla Bezerra de Farias Discente do curso de Direito UFRN Prof. Orientador Thiago Oliveira Moreira Docente do curso de Direito UFRN Introdução:

Leia mais

NOTA TÉCNICA DA CONTAG SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 4059, DE 2012.

NOTA TÉCNICA DA CONTAG SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 4059, DE 2012. NOTA TÉCNICA DA CONTAG SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 4059, DE 2012. (Da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural) Regulamenta o art. 190, da Constituição Federal, altera o art.

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Por Carlos ley Noção e Significados A expressão direitos humanos é uma forma abreviada de mencionar os direitos fundamentais da pessoa humana. Sem esses direitos a pessoa não

Leia mais

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 3

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 3 ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 3 Índice 1. Direito Civil - Continuação...3 1.1. Fatos e Atos Jurídicos... 3 1.2. Direito de Propriedade... 3 1.2.1. Propriedade intelectual... 4 1.2.2. Propriedade

Leia mais

Código de Ética e Conduta Profissional da MRC Consultoria e Sistema de Informática Ltda. - ME

Código de Ética e Conduta Profissional da MRC Consultoria e Sistema de Informática Ltda. - ME 1 - Considerações Éticas Fundamentais Como um colaborador da. - ME eu devo: 1.1- Contribuir para a sociedade e bem-estar do ser humano. O maior valor da computação é o seu potencial de melhorar o bem-estar

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE O GENOMA HUMANO E OS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE O GENOMA HUMANO E OS DIREITOS HUMANOS DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE O GENOMA HUMANO E OS DIREITOS HUMANOS A Conferência Geral, Lembrando que o Preâmbulo da Carta da Unesco refere-se a os princípios democráticos de dignidade, igualdade e respeito

Leia mais

Declaração Universal dos. Direitos Humanos

Declaração Universal dos. Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Ilustrações gentilmente cedidas pelo Fórum Nacional de Educação em Direitos Humanos Apresentação Esta é mais uma publicação da Declaração Universal dos Direitos

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO 3ᴼ Ano Turmas A e B Prof. Ms: Vânia Cristina Teixeira CORREÇÃO PROVA 3ᴼ BIM Examine as proposições abaixo, concernentes à desapropriação, e assinale a alternativa correta: I. Sujeito

Leia mais

Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Brasil

Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Brasil Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Brasil Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)

Leia mais

OS SABERES DOS PROFESSORES

OS SABERES DOS PROFESSORES OS SABERES DOS PROFESSORES Marcos históricos e sociais: Antes mesmo de serem um objeto científico, os saberes dos professores representam um fenômeno social. Em que contexto social nos interessamos por

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Direito Ambiental Internacional e Interno: Aspectos de sua Evolução Publicado na Gazeta Mercantil em 12 de dezembro de 2002 Paulo de Bessa Antunes Advogado Dannemann Siemsen Meio

Leia mais

Carta da Responsabilidades Humanas Novos desafios: novas dimensões da responsabilidade

Carta da Responsabilidades Humanas Novos desafios: novas dimensões da responsabilidade Version 13 11 2007 Carta da Responsabilidades Humanas Novos desafios: novas dimensões da responsabilidade A inegável evolução das relações internacionais pode ser atribuída principalmente ao reconhecimento

Leia mais

REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS E NORMAS GERAIS DE DIREITO URBANÍSTICO

REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS E NORMAS GERAIS DE DIREITO URBANÍSTICO REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS E NORMAS GERAIS DE DIREITO URBANÍSTICO O Desenvolvimento Urbano e a Constituição Federal AS COMPETÊNCIAS DA UNIÃO Art. 21. Compete à União: XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 4.548, DE 1998 (Apensos os Projetos de Lei nºs 4.602/98, 4.790/98 e 1.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 4.548, DE 1998 (Apensos os Projetos de Lei nºs 4.602/98, 4.790/98 e 1. COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 4.548, DE 1998 (Apensos os Projetos de Lei nºs 4.602/98, 4.790/98 e 1.901/99) Dá nova redação ao caput do artigo 32 da Lei nº 9.605, de

Leia mais

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes 1 Introdução A ascensão do sistema capitalista forjou uma sociedade formatada e dividida pelo critério econômico. No centro das decisões econômicas, a classe proprietária de bens e posses, capaz de satisfazer

Leia mais

Ética: compromisso social e novos desafios. Propriedade intelectual e bioética. Cintia Moreira Gonçalves 1

Ética: compromisso social e novos desafios. Propriedade intelectual e bioética. Cintia Moreira Gonçalves 1 Ética: compromisso social e novos desafios Propriedade intelectual e bioética Cintia Moreira Gonçalves 1 A propriedade intelectual e a propriedade industrial estão previstas e protegidas no ordenamento

Leia mais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Mundo está fragmentado em centenas de países, mas ao mesmo tempo, os países se agrupam a partir de interesses em comum. Esses agrupamentos, embora não deixem de refletir

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

Mudanças Climáticas: Um (Grande) Desafio Para A Ética!

Mudanças Climáticas: Um (Grande) Desafio Para A Ética! Mudanças Climáticas: Um (Grande) Desafio Para A Ética! Mariana Marques * A comunidade científica concorda, por consenso esmagador, que as mudanças climáticas são reais. Os gases do efeito estufa aumentaram

Leia mais

Feito em Paris, em 27 de novembro de 1997, em dois exemplares, nas línguas portuguesa e francesa, sendo ambos os textos igualmente autênticos.

Feito em Paris, em 27 de novembro de 1997, em dois exemplares, nas línguas portuguesa e francesa, sendo ambos os textos igualmente autênticos. ACORDO-QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA FRANCESA SOBRE A COOPERAÇÃO NA PESQUISA E NOS USOS DO ESPAÇO EXTERIOR PARA FINS PACÍFICOS O Governo da República

Leia mais

ITBI - recepção parcial dos dispositivos do CTN Kiyoshi Harada*

ITBI - recepção parcial dos dispositivos do CTN Kiyoshi Harada* ITBI - recepção parcial dos dispositivos do CTN Kiyoshi Harada* Como se sabe, em decorrência das disputas entre Estados e Municípios na partilha de impostos, o legislador constituinte de 1988 cindiu o

Leia mais

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice ÍNDICE

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice ÍNDICE Estrada Dona Castorina, 124 Jardim Botânico Rio de Janeiro RJ CEP: 22460-320 Tel.: 21 35964006 A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice

Leia mais

EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS

EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS Sandra Regina Paes Padula * Gostaria aqui fazer um breve histórico de como surgiu os Direitos Humanos para depois entendermos como surgiu a Educação em Direitos Humanos.

Leia mais

Políticas Públicas sobre drogas no Brasil. Luciana Cordeiro Aline Godoy

Políticas Públicas sobre drogas no Brasil. Luciana Cordeiro Aline Godoy Políticas Públicas sobre drogas no Brasil Luciana Cordeiro Aline Godoy O que são políticas públicas? Para que servem? Como são elaboradas? Políticas Públicas para quê? Instrumento na organização da sociedade

Leia mais

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado,

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado, Declaração sobre o Direito e o Dever dos Indivíduos, Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos 1 A Assembléia Geral, Reafirmando

Leia mais

BIOÉTICA E MANIPULAÇÃO DE EMBRIÕES Prof. Ms. Lia Cristina Campos Pierson Professora de Medicina Forense

BIOÉTICA E MANIPULAÇÃO DE EMBRIÕES Prof. Ms. Lia Cristina Campos Pierson Professora de Medicina Forense BIOÉTICA E MANIPULAÇÃO DE EMBRIÕES Prof. Ms. Lia Cristina Campos Pierson Professora de Medicina Forense A personalidade só começa quando o sujeito tem consciência de si, não como de um eu simplesmente

Leia mais

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário 196 Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário Luiz Alberto Carvalho Alves 1 O direito de propriedade consiste nos atributos concedidos a qualquer sujeito de direito, de usar, gozar, fruir e

Leia mais

RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL Maria Celina Melchior Dados da autora Mestre em Educação, Avaliadora Institucional do INEP/SINAES/MEC, atuou como avaliadora in loco do Prêmio Inovação em Gestão

Leia mais

Analisaremos o tributo criado pela Lei 10.168/00 a fim de descobrir se realmente se trata de uma contribuição de intervenção no domínio econômico.

Analisaremos o tributo criado pela Lei 10.168/00 a fim de descobrir se realmente se trata de uma contribuição de intervenção no domínio econômico. &RQWULEXLomRGH,QWHUYHQomRQR'RPtQLR(FRQ{PLFR XPDDQiOLVHGD/HLQž /XFLDQD7ULQGDGH)RJDoD &DUOD'XPRQW2OLYHLUD A Lei 10.168/2000 criou uma contribuição de intervenção no domínio econômico para financiar o Programa

Leia mais

RESOLUÇÃO CA Nº 011/2012

RESOLUÇÃO CA Nº 011/2012 RESOLUÇÃO CA Nº 011/2012 Dispõe sobre a regulamentação da propriedade intelectual no âmbito da Faculdade Independente do Nordeste - FAINOR O Presidente do Conselho Acadêmico, no uso de suas atribuições

Leia mais

Por que defender o Sistema Único de Saúde?

Por que defender o Sistema Único de Saúde? Por que defender o Sistema Único de Saúde? Diferenças entre Direito Universal e Cobertura Universal de Saúde Cebes 1 Direito universal à saúde diz respeito à possibilidade de todos os brasileiros homens

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI Nº 980, DE 2003.

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI Nº 980, DE 2003. COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI Nº 980, DE 2003. Altera a Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976, que dispõe sobre o Programa de Alimentação do Trabalhador, a fim

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

O MUNDO MENOS SOMBRIO

O MUNDO MENOS SOMBRIO O MUNDO MENOS SOMBRIO Luiz Carlos Bresser-Pereira Jornal de Resenhas n.1, março 2009: 6-7. Resenha de José Luís Fiori, Carlos Medeiros e Franklin Serrano (2008) O Mito do Colapso do Poder Americano, Rio

Leia mais

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ALVARO DIAS I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ALVARO DIAS I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2013 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 22, de 2011, do Senador Lindbergh Farias, que autoriza a União a conceder isenção fiscal,

Leia mais

Introdução às relações internacionais

Introdução às relações internacionais Robert Jackson Georg Sørensen Introdução às relações internacionais Teorias e abordagens Tradução: BÁRBARA DUARTE Revisão técnica: ARTHUR ITUASSU, prof. de relações internacionais na PUC-Rio Rio de Janeiro

Leia mais

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011)

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011) O IMPERIALISMO EM CHARGES 1ª Edição (2011) Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com Imperialismo é a ação das grandes potências mundiais (Inglaterra, França, Alemanha, Itália, EUA, Rússia

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL

3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL 3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL Os fundamentos propostos para a nova organização social, a desconcentração e a cooperação, devem inspirar mecanismos e instrumentos que conduzam

Leia mais

CURSOS ON-LINE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO PROFESSORES RODRIGO LUZ E MISSAGIA AULA DEMONSTRATIVA

CURSOS ON-LINE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO PROFESSORES RODRIGO LUZ E MISSAGIA AULA DEMONSTRATIVA AULA DEMONSTRATIVA Olá pessoal. Com a publicação do edital para Auditor-Fiscal da Receita Federal, como é de costume, houve mudanças em algumas disciplinas, inclusão de novas, exclusão de outras. Uma das

Leia mais

Direitos Fundamentais i

Direitos Fundamentais i Direitos Fundamentais i Os direitos do homem são direitos válidos para todos os povos e em todos os tempos. Esses direitos advêm da própria natureza humana, daí seu caráter inviolável, intemporal e universal

Leia mais

@ D @ LI Fei* Sub-director da Comissão da Lei Básica da RAEM do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, RP da China

@ D @ LI Fei* Sub-director da Comissão da Lei Básica da RAEM do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, RP da China Estudar a Fundo o Sistema da Região Administrativa Especial e Promover a Grande Prática de Um País, Dois Sistemas : Discurso no Fórum de Alto Nível sobre Um País, Dois Sistemas de 6 de Dezembro de 2011

Leia mais

INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE

INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE OAB - EXTENSIVO Disciplina: Direito Administrativo Prof. Flávia Cristina Data: 07/10/2009 Aula nº. 04 INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE 1. Modalidades a) Requisição b) Servidão c) Ocupação Temporária

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ

EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ Temas em Relações Internacionais I 4º Período Turno Manhã Título da

Leia mais

Comentários à Prova de Papiloscopista da Polícia Civil do Estado de Goiás provas em 24.03.2015

Comentários à Prova de Papiloscopista da Polícia Civil do Estado de Goiás provas em 24.03.2015 Comentários à Prova de Papiloscopista da Polícia Civil do Estado de Goiás provas em 24.03.2015 Questão FUNIVERSA/PC-GO Papiloscopista - 2015 Quanto aos Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988,

Leia mais

BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37

BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37 BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37 PELA MANUTENÇÃO DO INJUSTIFICÁVEL Autor Marcos Lobo de Freitas Levy Em longa entrevista concedida à Revista do IDEC neste mês de agosto, o Dr. Luis Carlos Wanderley Lima, ex-coordenador

Leia mais

DIREITOS HUMANOS. Concepções, classificações e características A teoria das gerações de DDHH Fundamento dos DDHH e a dignidade Humana

DIREITOS HUMANOS. Concepções, classificações e características A teoria das gerações de DDHH Fundamento dos DDHH e a dignidade Humana DIREITOS HUMANOS Noções Gerais Evolução Histórica i Concepções, classificações e características A teoria das gerações de DDHH Fundamento dos DDHH e a dignidade Humana Positivismo e Jusnaturalismo Universalismo

Leia mais

DECLARAÇÃO AMERICANA DOS DIREITOS E DEVERES DO HOMEM

DECLARAÇÃO AMERICANA DOS DIREITOS E DEVERES DO HOMEM DECLARAÇÃO AMERICANA DOS DIREITOS E DEVERES DO HOMEM Resolução XXX, Ata Final, aprovada na IX Conferência Internacional Americana, em Bogotá, em abril de 1948. A IX Conferência Internacional Americana,

Leia mais

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS DESAFIOS DO CAPITALISMO GLOBAL E DA DEMOCRACIA Luiz Carlos Bresser-Pereira A Reforma Gerencial ou Reforma à Gestão Pública de 95 atingiu basicamente os objetivos a que se propunha

Leia mais

AMBIENTE ECONÔMICO GLOBAL MÓDULO 5

AMBIENTE ECONÔMICO GLOBAL MÓDULO 5 AMBIENTE ECONÔMICO GLOBAL MÓDULO 5 Índice 1. A globalização: variáveis relacionadas ao sucesso e ao fracasso do modelo...3 1.1 Obstáculos à globalização... 3 2 1. A GLOBALIZAÇÃO: VARIÁVEIS RELACIONADAS

Leia mais

Código Florestal e Pacto Federativo 11/02/2011. Reginaldo Minaré

Código Florestal e Pacto Federativo 11/02/2011. Reginaldo Minaré Código Florestal e Pacto Federativo 11/02/2011 Reginaldo Minaré Diferente do Estado unitário, que se caracteriza pela existência de um poder central que é o núcleo do poder político, o Estado federal é

Leia mais

unidades consumidoras com o mesmo CGC, independentemente de sua localização, desde que integrante do SIN

unidades consumidoras com o mesmo CGC, independentemente de sua localização, desde que integrante do SIN Campinas/SP, 08 de abril de 2004 Ao senhor José Mario Miranda Abdo M.D. Diretor Geral da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL Ref.: Aviso de Audiência Pública nº 011/2004 Senhor Diretor Geral,

Leia mais

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 .. RESENHA Bookreview HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 Gustavo Resende Mendonça 2 A anarquia é um dos conceitos centrais da disciplina de Relações Internacionais. Mesmo diante do grande debate teórico

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS Capacitação dos pobres para a obtenção de meios de subsistência sustentáveis Base para

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO 1. Na teoria contratualista, o surgimento do Estado e a noção de contrato social supõem que os indivíduos abrem mão de direitos (naturais)

Leia mais

Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais

Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais Paulo Gilberto Cogo Leivas Procurador Regional da República. Mestre e Doutor em Direito pela UFRGS. Coordenador

Leia mais

CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES JURÍDICAS Disciplina: Direito Ambiental Prof. Fabiano Melo Data:23/06 Aula nº 02 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR

CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES JURÍDICAS Disciplina: Direito Ambiental Prof. Fabiano Melo Data:23/06 Aula nº 02 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES JURÍDICAS Disciplina: Direito Ambiental Prof. Fabiano Melo Data:23/06 Aula nº 02 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR (Promotor de Justiça SP/2010) 01. Na ação de responsabilidade

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

REPÚBLICA ÁRABE SÍRIA MINISTÉRIO DA INFORMAÇÃO. Ministério da Informação

REPÚBLICA ÁRABE SÍRIA MINISTÉRIO DA INFORMAÇÃO. Ministério da Informação REPÚBLICA ÁRABE SÍRIA MINISTÉRIO DA INFORMAÇÃO O Ministério da Informação da República Árabe Síria expressa seus protestos de alta estima e consideração a Vossa Excelência e anexa ao presente texto a Declaração

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Direito agrário: função social da propriedade; sua evolução e história Paula Baptista Oberto A Emenda Constitucional Nº. 10 de 10/11/64 foi o grande marco desta recente ciência jurídica

Leia mais

Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais

Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais Adotado e aberto à assinatura, ratificação e adesão pela resolução 2200A (XXI) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 16 de Dezembro

Leia mais

Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais

Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais * Adotada pela Resolução n.2.200-a (XXI) da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 16 de dezembro de 1966 e ratificada pelo Brasil em 24

Leia mais

DIREITOS HUMANOS E OUVIDORIAS Prof. Carlos Guimarães Professor da Universidade Estadual da Paraíba Doutorando e Mestre em Ética e Filosofia Política Ex-Ouvidor Público da Assembléia Legislativa -PB O que

Leia mais

A BIODIVERSIDADE NO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL E A DIGNIDADE HUMANA

A BIODIVERSIDADE NO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL E A DIGNIDADE HUMANA A BIODIVERSIDADE NO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL E A DIGNIDADE HUMANA Almeida S. S. (1) ; Pereira, M. C. B. (1) savio_eco@hotmail.com (1) Universidade Federal de Pernambuco UFPE, Recife PE, Brasil.

Leia mais

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA Proclamada pela Resolução da Assembleia Geral 1386 (XIV), de 20 de Novembro de 1959 PREÂMBULO CONSIDERANDO que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, a sua

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato *

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato * A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL Fábio Konder Comparato * Dispõe a Constituição em vigor, segundo o modelo por nós copiado dos Estados Unidos, competir

Leia mais

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão.

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão. Osdireitosdohomemedocidadãonocotidiano (OscarNiemeyer,1990) "Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajustá-la num monobloco intocável,

Leia mais

O ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE PROCESSUAL RESUMO

O ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE PROCESSUAL RESUMO 32 O ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE PROCESSUAL Cristiano José Lemos Szymanowski 1 RESUMO A proposta deste trabalho estrutura-se na análise de dois temas que se conjugam, o Acesso à Justiça e a Efetividade

Leia mais

12 Teoria de Vigotsky - Conteúdo

12 Teoria de Vigotsky - Conteúdo Introdução Funções psicológicas superiores Pilares da teoria de Vigotsky Mediação Desenvolvimento e aprendizagem Processo de internalização Níveis de desenvolvimento Esquema da aprendizagem na teoria de

Leia mais

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG Thesaurus Editora 2008 O organizador Amado Luiz Cervo Professor emérito da Universidade de Brasília e Pesquisador Sênior do CNPq. Atua na área de relações internacionais e política exterior do Brasil,

Leia mais

DECLARAÇÃO INTERNACIONAL DOS DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS (1966)

DECLARAÇÃO INTERNACIONAL DOS DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS (1966) DECLARAÇÃO INTERNACIONAL DOS DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS (1966) Preâmbulo Os Estados-partes no presente Pacto, Considerando que, em conformidade com os princípios proclamados na Carta das

Leia mais

SOCIEDADE E TEORIA DA AÇÃO SOCIAL

SOCIEDADE E TEORIA DA AÇÃO SOCIAL SOCIEDADE E TEORIA DA AÇÃO SOCIAL INTRODUÇÃO O conceito de ação social está presente em diversas fontes, porém, no que se refere aos materiais desta disciplina o mesmo será esclarecido com base nas idéias

Leia mais

PRÓ-DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU POLÍTICA INSTITUCIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DO INTA

PRÓ-DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU POLÍTICA INSTITUCIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DO INTA PRÓ-DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU POLÍTICA INSTITUCIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DO INTA A propriedade intelectual abrange duas grandes áreas: Propriedade Industrial (patentes,

Leia mais

Do contrato social ou Princípios do direito político

Do contrato social ou Princípios do direito político Jean-Jacques Rousseau Do contrato social ou Princípios do direito político Publicada em 1762, a obra Do contrato social, de Jean-Jacques Rousseau, tornou-se um texto fundamental para qualquer estudo sociológico,

Leia mais

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA. 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA. 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 23 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA Questão - Sobre o significado de consciência coletiva

Leia mais