Documento Base Plano Municipal de Educação da Cidade do Natal (RN)

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1 Documento Base Plano Municipal de Educação da Cidade do Natal (RN) EM ELABORAÇÃO CARLOS EDUARDO NUNES ALVES Prefeito da Cidade do Natal VILMA MARIA DE FARIA Vice-Prefeita JUSTINA IVA DE ARAÚJO SILVA Secretária Municipal de Educação PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DA CIDADE DO NATAL-RN COORDENADORA Sírlia Fernandes de Lira Bezerra EQUIPE TÉCNICA DE SISTEMATIZAÇÃO Denise Cortez Fernandes João Maria Oliveira Jorge Eduardo Dantas Araujo Margarete Ferreira do Vale de Sousa Rosângela Maria de Holanda Angelim Nogueira Thaysa Barbosa Mendonça Camargo Natal, 2015.

2 APRESENTAÇÃO O Plano Municipal de Educação da Cidade do Natal, alinhado com o Plano Nacional de Educação e Plano Estadual de Educação do Rio Grande do Norte, firma o compromisso político com a universalização e a qualidade da educação pública no município, em articulação com os entes federados. Com duração de dez anos, transcende governos e promove mudanças geradoras de avanços no processo educacional, e em consequência, na qualidade de vida da sociedade potiguar. As análises e a elaboração de metas e estratégias referem-se ao município de Natal, em sua abrangência territorial, incluindo as redes públicas (municipal, estadual e federal) e as instituições privadas de ensino, em todos os níveis, etapas e modalidades da educação básica e superior. No entanto, cabe destacar que no âmbito municipal a oferta educacional pública abrange exclusivamente a educação infantil, o ensino fundamental e a modalidade de Educação de Jovens e Adultos no fundamental. Por essa razão, as metas e estratégias referentes ao ensino médio e educação superior, são principalmente de responsabilidade das redes de ensino estadual, federal e privada, para a rede municipal coube a inserção estratégias colaborativas que contribuem para a melhoria e alcance de todas as metas contempladas nos Planos Nacional e Estadual de Educação. 2 Os dados do diagnóstico e as análises se referenciaram nas 20 (vinte) metas do PNE, fornecendo um panorama da educação municipal, de modo a subsidiar o alinhamento dos Planos de Educação de forma planejada e consequente, dimensionando as metas e estratégias do Plano Municipal de Educação de acordo com as necessidades e possibilidades identificadas na Cidade do Natal. Todo o processo de construção deste Plano seguiu as orientações do Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Articulação dos Sistemas de Ensino (SASE), e dos documentos disponibilizados no Portal do PNE - Planejando a Próxima Década. As principais fontes de coleta de dados foram: o IBGE (SIDRA) e o MEC (INEP e SIMEC). Por fim, vale reforçar que é imprescindível à elaboração, acompanhamento e avaliação dos Planos Municipais de Educação atender a três condições básicas: o alinhamento entre as metas e estratégias dos Planos de Educação Estadual e Municipal com o Plano Nacional de Educação; o estabelecimento de articulações institucionais e a participação social.

3 METAS E ESTRATÉGIAS O Plano Municipal de Educação deve estabelecer metas e estratégias para todos os níveis, etapas e modalidades da educação básica e superior, dialogando com as instituições e autoridades responsáveis pela sua execução. As propostas contidas no Plano são pautadas na legislação que dá suporte a política educacional e nas condições humanas, materiais e financeiras disponíveis. Necessita, portanto, ser elaborado em consonância com o Plano Nacional de Educação e o Plano Estadual de Educação e, ao mesmo tempo, garantir a identidade e autonomia do Município. O objetivo da publicação do PME é garantir transparência e universalização aos cidadãos. Assim, é de suma relevância a participação da sociedade, tanto na conferência pública que ocorrerá no dia 25/06/2015, às 8h30 no Centro Municipal de Referência em Educação (Cemure), ou por de modo a garantir o envolvimento de todos os interessados na definição dos rumos da educação do Município para o próximo decênio. Ao final deste documento disponibilizamos um formulário para o envio de observações e sugestões, até um dia após a data da conferência. Meta 1 Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência do PNE. 1.1) estabelecer em regime de colaboração entre a União, o estado e o município mecanismos que definam padrões de qualidade, com base nos parâmetros nacionais, para atendimento na educação infantil pública; 1.2) firmar parcerias interinstitucionais e sociedade civil objetivando oferecer atendimento de qualidade na educação infantil; 1.3) garantir que ao final da vigência deste PME a diferença entre as taxas de frequência na educação infantil das crianças de até 3 (três) anos, oriundas do quinto de renda familiar per capita mais elevado e as do quinto de renda familiar per capita mais baixo, seja inferior a 10% (dez por cento); 1.4) estabelecer no segundo ano de vigência do PME, normas, procedimentos e prazos para definição de mecanismos de consulta pública da demanda das famílias por creches; 1.5) construir e reestruturar unidades escolares públicas de educação infantil municipal e federal, respeitando as normas de acessibilidade, em regime de colaboração entre a União, o Estado e o Município, programa nacional de construção e reestruturação de escolas, bem como a aquisição de equipamentos de acordo com a faixa etária; 1.6) considerar as especificidades da educação infantil na organização das redes escolares, garantindo o atendimento da criança de 0 (zero) a 5 (cinco) anos em estabelecimentos que atendam os parâmetros nacionais de qualidade e a articulação com a etapa escolar seguinte; 1.7) contemplar, até o final de vigência do PME, bibliotecas e brinquedotecas em todas as unidades de ensino que atendem a educação infantil; 3

4 1.8) criar comissão de avaliação da educação infantil para estabelecer critérios de aferição da infraestrutura física, quadro de pessoal, condições de gestão, a proposta e os recursos pedagógicos, situação de acessibilidade, entre outros indicadores relevantes; 1.9) implantar, até o segundo ano de vigência deste PME, avaliação da educação infantil, a ser realizada a cada 2 (dois) anos, com base em parâmetros nacionais de qualidade, a fim de aferir a infraestrutura física, o quadro de pessoal, as condições de gestão, a proposta e os recursos pedagógicos, a situação de acessibilidade, entre outros indicadores relevantes; 1.10) estimular a articulação entre programas de pós-graduação, núcleos de pesquisa e cursos de formação para profissionais da educação, de modo a garantir a elaboração de currículos e propostas pedagógicas que incorporem os avanços de pesquisas ligadas ao ensino e aprendizagem e às teorias educacionais no atendimento da população de 0 (zero) a 5 (cinco) anos; 1.11) fomentar programas de orientação e apoio às famílias, fortalecendo vínculos por meio da articulação das áreas de educação, assistência social, saúde e proteção à infância, com foco no desenvolvimento integral das crianças de até 3 (três) anos de idade; 1.12) articular uma discussão reflexiva entre os profissionais da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental considerando as especificidades da infância; 1.13) fortalecer e assegurar o acompanhamento do acesso e da permanência das crianças na Educação Infantil, em especial dos beneficiários de programas de transferência de renda, em colaboração com as famílias e com os órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância; 1.14) promover a busca ativa de crianças em idade correspondente à educação infantil, em parceria com órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância, preservando o direito de opção da família em relação às crianças de até 3 (três) anos; 1.15) o município, com a colaboração da União e do estado, realizará e publicará, a cada ano, levantamento da demanda manifesta por educação infantil em creches e pré-escolas, como forma de planejar e verificar o atendimento; 1.16) estimular a Educação infantil de tempo integral para todas as crianças de 0 (zero) a 3 (três) anos, conforme estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil; 1.17) fomentar políticas que possibilitam o acesso à educação infantil em tempo integral, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos, com infraestrutura adequada para atender a esta demanda, conforme estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. 4 Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir no mínimo 85% (oitenta e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência do PNE ( ). 2.1) promover a busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola em colaboração com os órgãos que compõem a rede de proteção à criança e ao adolescente, bem como o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da permanência na escola; 2.2) monitorar o acesso, a permanência e o aproveitamento escolar dos beneficiários de programas de transferência de renda, bem como o controle das situações de discriminação, preconceito e violência na escola, visando ao estabelecimento de condições adequadas para o sucesso escolar dos

5 estudantes, em colaboração com as famílias e órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância, adolescência e juventude; 2.3) monitorar, no âmbito dos sistemas de ensino, a idade da matrícula inicial dos alunos na préescola e no ensino fundamental de acordo com a data base do Censo Escolar (Mec/Inep), bem como o cumprimento da progressão continuada prevista no ciclo de alfabetização, conforme determina as Diretrizes Curriculares Nacionais; 2.4) oferecer e ampliar programas de apoio pedagógico e correção de fluxo para os alunos da rede pública de ensino com distorção idade-série, por meio de acompanhamento individualizado, aulas de reforço no turno complementar, estudos de recuperação e progressão parcial, de forma a reposicioná-los no ano-série escolar de maneira compatível com a sua idade. Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final de vigência do PNE (2024), a taxa líquida de matrícula do ensino médio para 85% (oitenta e cinco) por cento. 3.1) colaborar com a busca ativa da população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos fora da escola, em articulação com os serviços de assistência social, saúde e proteção à adolescência e à juventude; 3.2) fomentar, em parceria com o Estado e a União, programas de educação e de cultura para a população na faixa etária de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos que esteja fora da escola ou com defasagem idade-série, com vistas a regularizar seu percurso escolar; 3.3) acompanhar e incentivar o desenvolvimento do ensino médio no Município de Natal, em conformidade com as respectivas metas e estratégias dos Planos Nacional e Estadual de Educação; 3.4) acompanhar e monitorar o acesso e a permanência dos jovens beneficiários (as) de programas de transferência de renda, no ensino médio, quanto ao aproveitamento escolar, interação com o coletivo e frequência. 5 Meta 4 Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtorno do espectro autista) e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados, nos termos do Art. 208, inciso III, da Constituição Federal, do Art. 24 do Decreto nº 6.949/2009, e Art. 8º do Decreto nº 7.611/ ) garantir a oferta de educação inclusiva, vedada a exclusão do ensino regular sob alegação de deficiência, e promovida a articulação pedagógica entre o ensino regular e o atendimento educacional especializado; 4.2) contribuir para a contabilização das matrículas dos estudantes da educação regular da rede pública que recebem atendimento educacional especializado, sem prejuízo do cômputo dessas

6 matrículas na educação básica regular, e da matrícula oferecida em instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público e com atuação exclusiva na modalidade, nos termos da Lei nº , de 20 de junho de 2007, conforme o censo escolar mais atualizado, para fins do repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação Fundeb; 4.3) promover, no prazo de vigência deste PME, a universalização do atendimento escolar à demanda manifesta pelas famílias de crianças de 0 (zero) a 3 (três) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtorno do espectro autista) e altas habilidades ou superdotação, observado o que dispõe a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional; 4.4) implantar, implementar e manter ao longo deste Plano, com a colaboração dos entes federados, salas de recursos multifuncionais para o atendimento educacional especializado nas escolas regulares e nas instituições especializadas públicas; 4.5) garantir o atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados, nas formas complementar e suplementar, a todos os alunos da educação especial, consultados a família e o aluno; 4.6) assegurar, com a colaboração dos entes federados, a manutenção e ampliação de programas suplementares que promovam a locomoção e a acessibilidade nas escolas públicas, garantindo o acesso e a permanência dos alunos da educação especial por meio da adequação arquitetônica, da oferta de transporte acessível, da disponibilização de material didático próprio e de recursos de tecnologia assistiva; 4.7) garantir, no âmbito dos sistemas de ensino, a oferta de educação bilíngue, em Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS como primeira língua e na modalidade escrita da Língua Portuguesa como segunda língua, aos alunos surdos e com deficiência auditiva, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas, nos termos do art. 22 do Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, e dos arts. 24 e 30 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como a adoção do Sistema Braille de leitura para cegos e surdos-cegos; 4.8) acompanhar e monitorar, no âmbito dos sistemas de ensino, o acesso à escola e ao atendimento educacional especializado, bem como a permanência e o desenvolvimento escolar dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtornos do espectro autista) e altas habilidades ou superdotação, juntamente com o combate às situações de discriminação, preconceito e violência, com vistas ao estabelecimento de condições adequadas para o sucesso educacional, em colaboração com as famílias e com os órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância, adolescência e juventude; 4.9) promover articulações intersetoriais e interinstitucionais com órgãos públicos e instituições conveniadas objetivando a participação das famílias e da sociedade na construção do sistema educacional inclusivo; 4.10) assegurar amplo debate e a participação representativa das famílias na formulação de políticas públicas voltadas ao atendimento educacional e serviços especializados para os alunos da educação especial; 4.11) promover articulações intersetoriais e interinstitucionais com órgãos públicos e instituições conveniadas a fim de viabilizar condições educacionais que assegurem o acesso, a permanência e o sucesso na escolarização dos estudantes da educação especial e de medidas voltadas ao atendimento escolar das pessoas com idade superior à faixa etária de escolarização obrigatória; 6

7 4.12) promover articulações intersetoriais e interinstitucionais com órgãos públicos e instituições conveniadas para desenvolver pesquisas interdisciplinares voltadas para o desenvolvimento de metodologias, materiais didáticos, equipamentos, recursos de tecnologia assistiva e demais condições necessárias ao pleno acesso, participação e aprendizagem dos estudantes da educação especial matriculados nas escolas públicas do município; 4.13) promover articulações com instituições da área da Saúde para atendimento aos alunos da educação especial que necessitem de diagnósticos, exames, tratamentos e cirurgias; 4.14) assegurar equipe multidisciplinar de profissionais habilitados para atender toda a demanda dos alunos de educação especial matriculados nas escolas públicas do município, por meio da oferta de professores para as classes hospitalares e para o atendimento educacional especializado, profissionais de apoio ou auxiliares, tradutores e intérpretes de Libras, guias-intérpretes para surdos-cegos, professores de Libras e professores bilíngues; 4.15) definir, no segundo ano de vigência deste Plano, indicadores de qualidade e política de avaliação e supervisão para o funcionamento de instituições públicas e privadas que prestam atendimento aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtorno do espectro autista) e altas habilidades ou superdotação; 4.16) garantir aos alunos da educação especial a terminalidade no ensino fundamental e o seu encaminhamento para a continuidade dos estudos, por meio de histórico escolar que descreva as competências desenvolvidas; 4.17) colaborar com o Ministério da Educação e órgãos de pesquisa, demografia e estatística competentes, para a obtenção de informação detalhada sobre o perfil das pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtorno do espectro autista) e altas habilidades ou superdotação; 4.18) realizar anualmente, no âmbito das redes públicas de Educação Básica, a matrícula antecipada de pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtornos do espectro autista), altas habilidades ou superdotação, a fim de garantir o acesso, a participação, a permanência e o atendimento educacional especializado, cumprindo a meta de inclusão plena e com qualidade. 7 Meta 5 Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3 o (terceiro) ano do ensino fundamental. Estratégias 5.1) estruturar, no âmbito dos sistemas públicos de educação, os processos pedagógicos de alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental, articulando-os com as estratégias desenvolvidas na pré-escola, com a qualificação e valorização dos professores alfabetizadores e com o apoio pedagógico específico, a fim de garantir a alfabetização plena de todas as crianças; 5.2) desenvolver, no âmbito das secretarias de educação, até o segundo ano de vigência deste Plano, sistema de acompanhamento das práticas pedagógicas na pré-escola e de avaliação do letramento, alfabetização e numeramento no ciclo de alfabetização do ensino fundamental das escolas públicas, considerando as especificidades de cada etapa da escolarização; 5.3) disponibilizar, para as escolas públicas do município, tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras que favoreçam a alfabetização e a melhoria do fluxo escolar, assegurada a diversidade de métodos e propostas, bem como o acompanhamento dos resultados nas escolas em que forem aplicadas;

8 5.4) garantir, até o último ano de vigência deste Plano, que 100% dos alunos matriculados no terceiro ano do ensino fundamental das escolas públicas estejam alfabetizados e no mínimo 80% atinja a proficiência adequada (níveis 3 e 4) nos resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização (Ana); 5.5) garantir, no âmbito dos sistemas públicos de educação, a aplicabilidade dos recursos, ações e programas disponibilizados pelo Governo Federal e Ministério da Educação voltados para a formação de professores e melhoria do ciclo de alfabetização no ensino fundamental. Meta 6 Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas e Centros Municipais de Educação Infantil, de forma a atender a, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) dos alunos, até o final da vigência deste Plano. 6.1) promover, com o apoio da União, a oferta de educação básica pública em tempo integral, por meio de atividades de acompanhamento pedagógico e multidisciplinares, inclusive culturais e esportivas, de forma que o tempo de permanência dos alunos na escola, ou sob sua responsabilidade, passe a ser igual ou superior a 7 (sete) horas diárias durante todo o ano letivo, com a ampliação progressiva da jornada de professores em uma única escola; 6.2) redimensionar, em regime de colaboração entre Município, Estado e União, a oferta de escolas da Educação Básica de acordo com a demanda, para execução de programas de construção ou reforma de escolas com padrão arquitetônico e de aquisição de mobiliário adequado para o atendimento em tempo integral, prioritariamente em comunidades com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social; 6.3) colaborar com a União para institucionalizar e manter programa de ampliação e reestruturação das escolas públicas, por meio da instalação de quadras poliesportivas, laboratórios, inclusive de informática, espaços para atividades culturais, bibliotecas, auditórios, cozinhas, refeitórios, banheiros e outros equipamentos; 6.4) pactuar com a União para institucionalização e manutenção de programa de ampliação e reestruturação das escolas públicas, por meio da instalação de quadras poliesportivas, laboratórios, inclusive de informática, espaços para atividades culturais, bibliotecas, auditórios, cozinhas, refeitórios, banheiros e outros equipamentos; 6.5) assegurar o uso material didático específico e a formação de recursos humanos para a educação em tempo integral; 6.6) estabelecer parcerias com órgãos e instituições para uso de diferentes espaços educativos, culturais e esportivos, centros comunitários, bibliotecas, praças, parques, museus, teatros, cinemas, planetários e demais equipamentos públicos para o atendimento dos alunos da educação básica da rede pública, com matrícula em tempo integral; 6.7) aplicar e monitorar a concessão de gratuidade de que trata o art. 13 da Lei nº , de 27 de novembro de 2009, em atividades de ampliação da jornada escolar de alunos das escolas da rede pública de educação básica, de forma concomitante e em articulação com a rede pública de ensino; 6.8) garantir a educação em tempo integral para os alunos da educação especial na faixa etária de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, assegurando atendimento educacional especializado complementar e suplementar ofertado em salas de recursos multifuncionais da própria escola ou em instituições especializadas; 8

9 6.9) adotar medidas para otimizar o tempo de permanência dos alunos na escola, direcionando a expansão da jornada para o efetivo trabalho escolar, combinado com atividades recreativas, esportivas e culturais. Meta 7: Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias locais para o Ideb: IDEB Anos iniciais ensino fundamental 4,5 4,8 5,1 5,4 Anos iniciais ensino fundamental 4,1 4,3 4,6 4,9 Ensino Médio 3,5 3,9 4,2 4,4 7.1) pactuar entre a União, o Estado e o Município, no âmbito da instância permanente de que trata o 5º do Art. 7º, da Lei nº /2014, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base curricular nacional comum da educação básica, em todas as suas etapas e modalidades; 7.2) atualizar os referenciais curriculares da educação básica, em consonância com a base nacional comum, em até dois anos após a publicação desta pelo Conselho Nacional de Educação, e assegurar a inclusão de conteúdos sobre aspectos históricos, geográficos, econômicos e culturais do Estado do Rio Grande do Norte e do Município de Natal; 7.3) assegurar, no âmbito dos sistemas públicos de educação básica, que: a) no quinto ano de vigência do PNE que, no mínimo, 60% (sessenta por cento) dos alunos do ensino fundamental e do ensino médio tenham alcançado nível suficiente de aprendizado em relação aos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de seu ano de estudo e, no mínimo, 40% (quarenta por cento) o nível desejável; b) no último ano de vigência do PNE, 85% (oitenta e cinco por cento) dos estudantes do ensino fundamental e ensino médio tenham alcançado nível suficiente de aprendizado em relação aos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de seu ano de estudo, e 70% (setenta por cento), pelo menos, o nível desejável; 7.4) elaborar e implementar indicadores de avaliação institucional nos sistemas de ensino, contemplando os processos, práticas e recursos pedagógicos, a formação continuada dos profissionais da educação, a gestão democrática, as condições de infraestrutura das escolas e outras dimensões relevantes, conforme as especificidades de cada etapa e modalidade da educação básica; 7.5) elaborar e executar, com a colaboração técnica e financeira do Governo Federal, os planos de ações baseados nos indicadores de avaliação institucional necessários ao alcance das metas e respectivas estratégias de qualidade para a educação básica pública; 7.6) reduzir em 90% (noventa por cento) a reprovação e o abandono das escolas públicas, promovendo a melhoria do fluxo escolar e a redução da distorção idade-série, com o apoio técnico das secretarias de educação para o desenvolvimento de ações e projetos escolares de intervenção pedagógica; 7.7) assegurar, no âmbito das escolas públicas do município, os períodos de recuperação escolar ao longo do ano letivo para os alunos com baixo rendimento e/ou baixa frequência em cumprimento 9

10 aos Artigos 29, 30, 32 e 33 da Resolução nº 7/2010 do Conselho Nacional de Educação, que trata das Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos; 7.8) reduzir em 50% (cinquenta por cento) a diferença entre as escolas com o menor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a média municipal, garantindo equidade da aprendizagem e a melhoria da educação básica pública; 7.9) utilizar tecnologias e práticas pedagógicas inovadoras para a educação básica pública em todas as etapas e modalidades, que assegurem a melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, com resultados comprovados mediante avaliação nas escolas em que forem aplicadas; 7.10) utilizar tecnologias educacionais que combinem, de maneira articulada, a organização do tempo e das atividades didáticas entre a escola e o ambiente comunitário, respeitando as especificidades do educando, da educação especial e valorizando as práticas culturais afro-brasileira e indígena; 7.11) assegurar material didático-pedagógico, às escolas públicas do município, que atenda as especificidades de cada etapa e modalidade da educação básica; 7.12) assegurar, até o quinto ano de vigência deste Plano, no âmbito dos sistemas de ensino, mediante apoio financeiro da União, as condições necessárias para utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação em 100% (cem por cento) das escolas públicas de ensino fundamental e médio, mediante o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade; 7.13) prover, durante a vigência deste Plano, mediante apoio financeiro da União, 100% (cem por cento) das escolas públicas com equipamentos e recursos tecnológicos digitais para a utilização pedagógica, assegurando as condições necessárias para a universalização das bibliotecas digitais escolares com acervo diversificado que contemple as especificidades de cada etapa e modalidade da educação básica; 7.14) assegurar material didático-escolar, fardamento, transporte, alimentação e assistência à saúde a todos os alunos das escolas públicas da educação básica, mediante recursos do município e repasses do Governo Federal, de acordo com os programas existentes; 7.15) promover, em regime de colaboração entre União, estado e município, a articulação das políticas e programas da área da educação para o município de Natal, com outras áreas/setores como: esporte, cultura, saúde, assistência social, a fim de garantir a oferta regular de atividades para a livre fruição dos alunos nos diversos espaços educativos; 7.16) oferecer, no âmbito das escolas do município de Natal, atividades extracurriculares de incentivo aos estudantes e de estímulo a habilidades, mediante certames, concursos e eventos locais e o incentivo à participação em âmbito estadual e nacional; 7.17) promover, no âmbito das escolas do município de Natal, atividades de desenvolvimento e estímulo a habilidades esportivas, interligadas a um plano de disseminação do desporto educacional e desenvolvimento esportivo local e o incentivo à participação em eventos âmbito estadual e nacional; 7.18) promover políticas de proteção aos estudantes que vivenciam situações de discriminação, preconceitos e violências, práticas irregulares de exploração do trabalho, consumo de drogas, gravidez precoce, junto às famílias e em parceria com órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância, adolescência e à juventude; 7.19) garantir, no âmbito dos sistemas de ensino, mediante apoio técnico e financeiro do Governo Federal e de parcerias interinstitucionais e intersetoriais, políticas de combate à violência nas 10

11 escolas públicas de Natal, incluindo ações destinadas à capacitação de professores e profissionais da educação, bem como as demais medidas para a promoção da cultura de paz e de um ambiente escolar seguro para a comunidade; 7.20) garantir, no âmbito dos sistemas de ensino, mediante apoio técnico e financeiro do Governo Federal e de parcerias interinstitucionais e intersetoriais, políticas de inclusão, permanência e sucesso escolar para adolescentes e jovens que se encontram em regime de liberdade assistida e em situação de rua, assegurando os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei nº 8.069/1990); 7.21) mobilizar as famílias e setores da sociedade civil para a articulação da educação formal com experiências de educação popular e cidadã, com o propósito de assumir a educação como responsabilidade de todos e de ampliar o controle social sobre a elaboração, execução e avaliação das políticas públicas educacionais; 7.22) estabelecer, no âmbito dos sistemas de ensino, mediante apoio técnico e financeiro do Governo Federal, políticas e ações de promoção, prevenção, atenção e atendimento à saúde e à integridade física, mental e emocional dos profissionais da educação, como condição para a melhoria da qualidade educacional; 7.23) assegurar o cumprimento integral da Lei Estadual nº 9.169/2009, que trata da Política Estadual de Promoção da Leitura Literária nas Escolas Públicas do Estado do Rio Grande do Norte, e da Lei Municipal nº 6.094/10, que trata da Política Municipal de Promoção da Leitura Literária nas Escolas Públicas do Município do Natal; 7.24) estimular, por meio de concurso a ser regulamentado nos sistemas de ensino, a premiação de escolas públicas que melhorarem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de modo a valorizar o mérito de toda a comunidade escolar; 7.25) implementar políticas de prevenção à evasão dos alunos motivada por preconceito ou quaisquer formas de discriminação, criando rede compartilhada com os entes federados de proteção contra formas associadas de exclusão; 7.26) monitorar, nos sistemas de ensino, o efetivo cumprimento dos 200 (duzentos) dias letivos e das 800 (oitocentas) horas anuais; 7.27) assegurar, no âmbito do sistema público de educação, o quadro de professores seletivos com formação específica de nível superior para suprir, em tempo hábil, as demandas de licenças e afastamentos de professores efetivos, a fim de garantir o cumprimento dos 200 dias letivos e 800 horas anuais do calendário escolar; 7.28) investir, em regime de colaboração entre União, Estado e Município, na melhoria das escolas públicas da educação básica, assegurando em 100% (cem por cento) padrões adequados de qualidade e de acessibilidade em relação a infraestrutura dos prédios, equipamentos, mobiliários e materiais didáticos, compatíveis com cada faixa etária; 7.29) assegurar a articulação entre as etapas da educação básica, orientando o ingresso dos alunos concluintes do ensino fundamental no ensino médio; 7.30) desenvolver formas alternativas de oferta da educação básica, garantindo a qualidade, para atender aos filhos de profissionais que se dedicam a atividades de caráter itinerante; 7.31) incentivar por meio de concurso a ser regulamentado nos sistemas públicos de ensino fundamental, a premiação de professores com práticas pedagógicas exitosas que permanecerem por no mínimo três anos atuando no ciclo de alfabetização, de preferência na mesma escola. 11

12 Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de Natal de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo até 2024, para os 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. 8.1) implementar programas de educação de jovens e adultos para os segmentos populacionais considerados na meta que estejam fora da escola e com defasagem idade-série, associados a outras estratégias que garantam a continuidade da escolarização, após a alfabetização inicial; 8.2) oferecer e ampliar programas e tecnologias de apoio pedagógico para os segmentos populacionais considerados na meta, por meio de acompanhamento pedagógico, estudos de recuperação e progressão parcial; 8.3) garantir o acesso gratuito a exames de certificação de conclusão dos ensinos fundamental e médio de acordo com as exigências determinadas em Lei; 8.4) realizar chamadas públicas, semestralmente, para Educação de Jovens e Adultos, promovendose busca ativa em regime de colaboração entre entes federados e em parceria com organizações da sociedade civil; 8.5) expandir, em colaboração com os entes federados, o atendimento da Educação de Jovens e Adultos nas etapas do ensino fundamental e médio, nos estabelecimentos penais do município às pessoas privadas de liberdade, assegurando formação específica aos educadores que atuam nesses espaços; 8.6) flexibilizar a organização do trabalho pedagógico, incluindo a adequação do calendário escolar, de acordo com as especificidades da população da educação de jovens e adultos. 12 Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população do município de Natal com 15 (quinze) anos ou mais, para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2018 e, até 2024, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional. 9.1) promover, em parceria com os entes federados e organizações da sociedade civil, a busca ativa de jovens e adultos fora da escola que não tiveram acesso à educação básica na idade própria, assegurando a oferta de ensino gratuito para essa população; 9.2) implementar programas de alfabetização para jovens e adultos, no intuito de aperfeiçoar as competências leitoras e escritoras e assegurar a continuidade da escolarização básica; 9.3) realizar avaliação, por meio de exames específicos, que permita aferir o grau de alfabetização de jovens e adultos com mais de 15 (quinze) anos de idade; 9.4) expandir, em colaboração com os entes federados, o atendimento a alfabetização na Educação de Jovens e Adultos, nos estabelecimentos penais do município às pessoas privadas de liberdade, assegurando formação específica aos educadores que atuam nesses espaços.

13 Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas da educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional. 10.1) implementar políticas de educação de jovens e adultos, articuladas com as redes de ensino, voltadas à conclusão do ensino fundamental e à formação profissional inicial, de forma a estimular a conclusão da educação básica; 10.2) fomentar a expansão das matrículas na educação de jovens e adultos, articulada à formação profissional inicial e continuada dos estudantes, objetivando a elevação do nível de escolaridade do trabalhador, de acordo com a demanda; 10.3) fomentar cursos em parceria com as instituições que trabalham com a educação de jovens e adultos integrada à educação profissional, de acordo com as características e especificidades do público; 10.5) assegurar a diversificação curricular da educação de jovens e adultos, estabelecendo interrelações entre teoria e prática, nos eixos do trabalho, ciência, tecnologia, cultura e cidadania articulados à formação básica e a preparação para o mundo do trabalho; 10.6) oferecer formação inicial e continuada para trabalhadores articulada à educação de jovens e adultos, em regime de colaboração e com apoio de entidades de formação profissional, vinculadas ao sistema sindical, de entidades sem fins lucrativos, de atendimento à pessoa com deficiência, com atuação exclusiva nesta modalidade de ensino; 10.8) acompanhar e apoiar o Programa Nacional de Assistência ao Estudante PNAE e programas municipais que contribuam para garantir acesso, permanência, aprendizagem e conclusão dos estudos na educação de jovens e adultos articulada à educação profissional; 10.9) participar da expansão da oferta de educação de jovens e adultos articulada à educação profissional, de modo a atender às pessoas privadas de liberdade nos estabelecimentos penais, assegurando a interação com as cadeias econômicas necessárias ao público; 10.10) implementar a educação de jovens e adultos, utilizando a modalidade de educação a distância, com condições técnicas adequadas e atualizadas. 13 Meta 11: Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta, sendo no mínimo 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público. 11.1) orientar os alunos concluintes do ensino fundamental acerca dos processos seletivos para ingresso nos cursos de formação profissional técnica de nível médio na forma integrada. 11.2) acompanhar a educação profissional, no âmbito do Município, apoiando as ações de formação do corpo discente, técnico e pedagógico em parceira com as instituições de educação profissional. 11.3) incentivar parcerias, com instituições públicas e privadas, para estágio e aprendizagem dos estudantes da educação profissional no mercado de trabalho; 11.4) considerar a economia e as demandas do mercado de trabalho do Município na oferta de cursos para a educação profissional;

14 11.5) assegurar assento no Fórum Estadual de Educação Profissional, que será criado conforme disposto no Plano Estadual de Educação; 11.6) apoiar a oferta de educação profissional na modalidade de Educação a Distância EaD; Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula no ensino superior para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, no mínimo, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público, até o final de vigência do PNE. 12.1) ampliar as vagas na educação superior, mediante a articulação das Instituições de Educação Superior (IES) públicas e privadas, a partir da vigência deste Plano Municipal de Educação; 12.2) fomentar a oferta de vagas na educação superior pública e gratuita, para suprir, prioritariamente, o déficit de profissionais em áreas específicas da educação básica, conforme demanda do município de Natal, mediante colaboração com as Instituições de Educação Superior (IES); 12.3) promover a ampliação da participação proporcional das populações indígenas e quilombolas na educação superior, em relação a acesso, permanência, conclusão e formação de profissionais para atuação dessas populações; 12.4) acompanhar o cumprimento da legislação referente às condições de acessibilidade e mobilidade nas Instituições de Educação Superior (IES); 12.5) criar mecanismos para ocupar as vagas ociosas em cada período letivo na educação superior pública; 12.6) fomentar, expandir e promover a qualidade da educação superior, especialmente nas Instituições de Educação Superior (IES) públicas; 12.7) participar de programas e ações, oferecidos pelo Governo Federal, de incentivo à mobilidade estudantil e docente em cursos de graduação e pós-graduação nas instituições públicas, em âmbito nacional e internacional, tendo em vista o enriquecimento da formação em nível superior; 12.8) garantir mecanismos de permanência dos estudantes nos cursos de graduação, mediante o monitoramento da evasão e reprovação, no âmbito das Instituições de Educação Superior (IES) em articulação com os conselhos de educação, a partir do segundo ano de vigência deste plano; 12.8) fomentar a elevação do padrão de qualidade nas Instituições de Educação Superior (IES), direcionando sua atividade, de modo que realizem, efetivamente, pesquisa institucionalizada, articulada a programas de pós-graduação stricto-sensu, a partir da vigência do Plano Municipal de Educação; 12.9) garantir a integração entre graduação e pós-graduação em todas as áreas de conhecimento, valorizando a articulação, entre ensino, pesquisa e extensão na formação de professor; 12.10) democratizar o acesso e a permanência de estudantes dos segmentos menos favorecidos da sociedade nos cursos de graduação, assegurando a adoção de uma política de quotas referente a, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das vagas das IES públicas do Município. 14

15 Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75% (setenta e cinco por cento), sendo, do total, no mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) doutores. 13.1) fomentar processo contínuo de autoavaliação das instituições de educação superior, com a participação das comissões próprias de avaliação e a aplicação de instrumentos que orientem as dimensões a serem fortalecidas, destacando-se a qualificação e a dedicação do corpo docente; 13.2) elevar, gradualmente, a taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais nas universidades públicas, de modo a atingir 90% (noventa por cento) e, nas instituições privadas, 75% (setenta e cinco por cento), em 2020, e fomentar a melhoria dos resultados de aprendizagem, de modo que, em 5 (cinco) anos, pelo menos 60% (sessenta por cento) dos estudantes apresentem desempenho positivo igual ou superior a 60% (sessenta por cento) no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes - ENADE e, no último ano de vigência, pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) dos estudantes obtenham desempenho positivo igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) nesse exame, em cada área de formação profissional; 13.3) promover, no âmbito das IES, a formação inicial e continuada dos profissionais técnicoadministrativos da educação superior; 13.4) promover a melhoria da qualidade dos cursos de pedagogia e licenciaturas, integrando-os às demandas e necessidades das redes de educação básica, de modo a permitir aos graduandos a aquisição das qualificações necessárias a conduzir o processo pedagógico de seus futuros alunos, combinando formação geral e específicas com a prática didática, além da educação para as relações étnico-raciais, a diversidade e as necessidades das pessoas com deficiência. 15 Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de (sessenta mil) mestres e (vinte e cinco mil) doutores. 14.1) expandir a oferta de cursos de pós-graduação stricto sensu, utilizando inclusive metodologias, recursos e tecnologias de educação a distância; 14.2) articular agências oficiais de fomento, com vistas a expandir o financiamento da pósgraduação stricto sensu nas diversas áreas de conhecimento, inclusive com a ampliação do financiamento de bolsas para pós-graduação (Capes, CNPq, Fundect, entre outros) e estudantil por meio do Fies e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern); 14.3) criar mecanismos para favorecer o acesso das populações indígenas e quilombolas a programas de mestrado e doutorado, de forma a reduzir as desigualdades étnico-raciais e regionais; 14.4) estimular a expansão de programa de acervo digital de referências bibliográficas e do Portal de Periódicos da Capes para os cursos de pós-graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência; 14.5) articular programas, projetos e ações que objetivem à internacionalização da pesquisa e da pós-graduação brasileiras, incentivando a atuação em rede e o fortalecimento de grupos de pesquisa, na vigência deste PME;

16 14.6) participar das políticas de promoção de intercâmbio científico e tecnológico, nacional e internacional, ofertadas pelo Governo Federal, direcionadas à pesquisa e extensão; 14.7) implantar política de desburocratização e isenção dos processos de registro de patentes e de inovação do município de Natal; 14.8) incentivar os profissionais da educação básica adimplirem aos cursos de pós-graduação stricto sensu; Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, o Estado e o Município, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste PME, política de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 61 da Lei nº 9.394/1996, assegurado que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. 15.1) apoiar a reforma curricular dos cursos de licenciatura e estimular a renovação pedagógica, de forma a assegurar o foco no aprendizado do estudante, incorporando as modernas tecnologias de informação e comunicação, observando as diretrizes oriundas do Conselho Nacional de Educação; 15.2) articular as práticas de ensino e os estágios nos cursos de formação dos profissionais da educação, visando ao trabalho sistemático de articulação entre a formação acadêmica e as demandas da educação básica; 15.3) estabelecer parcerias com as IES públicas para a oferta de cursos e programas especiais na educação superior de forma a assegurar a formação específica, aos docentes e profissionais da educação em efetivo exercício, nas respectivas áreas de atuação; 15.4) ampliar e garantir as políticas e programas de formação inicial e continuada dos profissionais da educação nas diversas áreas do ensino formal, contemplando a educação especial, meio ambiente e cidadania, diversidade e orientação sexual, a partir do segundo ano de vigência deste Plano; 15.5) desenvolver uma política de formação continuada, sem prejuízo da jornada escolar dos alunos, para os profissionais da educação básica, contemplando as especificidades de cada etapa e modalidade, em articulação com o contexto de atuação na escola, mediante diagnóstico das necessidades de formação de profissionais da educação, em parceria com as IES; 15.6) fomentar a criação de um comitê gestor municipal de formação de professores, na perspectiva de acompanhar e avaliar a política nacional de formação dos profissionais da educação, a partir de um ano de vigência deste plano. 15.7) criar cursos de formação continuada à distância, incorporando as modernas tecnologias de informação e comunicação, sob a responsabilidade dos sistemas estaduais e municipais de educação básica, em articulação com órgãos formadores Instituto Kennedy, UFRN e UERN com o apoio técnico e financeiro do MEC; 15.8) promover e garantir, por meio da regulação, supervisão e avaliação das instituições públicas federais e estaduais de educação superior, as normas e diretrizes curriculares de cursos de licenciaturas, estimulando a renovação pedagógica, assegurando o foco na aprendizagem do estudante, observando as diretrizes oriundas do Conselho Nacional de Educação e as Diretrizes Curriculares Nacionais, durante a vigência deste PME; 16

17 15.9) articular teoria, práticas educativas e estágios nos cursos de formação em nível médio e superior dos profissionais da educação, possibilitando o trabalho sistemático de relação entre a formação acadêmica e as demandas da educação básica; 15.10) garantir a oferta e o acesso de cursos técnicos de nível médio e tecnológicos superior, implementados pela SEEC/RN e IFRN, destinados à formação, nas respectivas áreas de atuação dos profissionais de educação de outros segmentos que não os do magistério; 15.11) qualificar os profissionais da educação, professores, pessoal de apoio, tradutores intérpretes de Libras, guias-intérpretes para surdos-cegos e professores de Libras; para atender à demanda do processo de escolarização dos estudantes da educação especial, garantindo a Atendimento Educacional Especializado (AEE); 15.12) fortalecer a formação dos professores das escolas públicas de educação básica, para a desenvolver os projetos escolares de leitura em cumprimento ao disposto no Plano Nacional do Livro e Leitura, na Política Estadual de Promoção da Leitura Literária nas Escolas Públicas do Estado do Rio Grande do Norte e Política Municipal de Promoção da Leitura Literária nas Escolas Públicas do Município do Natal; 15.13) garantir, por meio do regime de colaboração entre União, estados e municípios, que até 2.020, 100% (cem por cento) dos professores da educação básica, em todas as etapas e modalidades, tenham formação em nível superior, obtida em curso de licenciatura plena; 15.14) fomentar e valorizar a participação dos profissionais da educação em eventos científicos e culturais, a divulgação de práticas inovadoras e de pesquisas desenvolvidas na rede escolar ou em instituições de educação superior, que privilegiem os processos de ensino com repercussão na melhoria da aprendizagem dos estudantes, estimulando, ainda, a possibilidade de replicar experiências exitosas. 17 Meta 16: Formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência do PNE, e garantir a todos os profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino. 16.1) implementar, em articulação com o MEC e IES, a oferta de cursos de especialização presenciais e/ou à distância e stricto sensu voltados para a formação docente nas diferentes áreas de ensino; 16.2) garantir formação continuada, presencial ou à distância aos profissionais da educação, oferecendo-lhes cursos de aperfeiçoamento, em todas as áreas de ensino, inclusive nas novas tecnologias da informação e da comunicação e tecnologias assistivas na vigência do Plano Nacional de Educação, durante a vigência deste Plano; 16.3) fomentar, em articulação com as IES, a ampliação da oferta de cursos de pós-graduação nas diferentes áreas do magistério, voltados para as políticas e práticas educacionais, a partir da vigência deste Plano; 16.4). Realizar, com a colaboração dos entes federados, a formação continuada dos professores e profissionais da educação para o atendimento educacional especializado e a inclusão dos alunos da educação especial no ensino regular.

18 16.5) garantir aos profissionais da educação licenciamento remunerado, sem prejuízo das suas promoções na carreira, conforme os planos do magistério municipal e estadual, para cursos de pósgraduação (mestrado e doutorado), a partir do primeiro ano de vigência deste Plano; 16.7) implementar, nos sistemas de ensino, a formação inicial e/ou continuada do pessoal técnico, administrativo, apoio e integrantes de conselhos municipais, em articulação com o MEC e instituições superiores; 16.8) garantir a formação inicial e continuada em nível médio para 50% do pessoal técnico e administrativo, e, em nível superior, até a metade do prazo de vigência do PNE, estendendo-se os outros 50% até o seu prazo final; 16.9) proporcionar aos gestores municipais a participação em cursos de formação continuada em parceria com o MEC e IES, a partir do primeiro ano de vigência deste Plano. Meta 17: Valorizar os profissionais do magistério público do Município de forma a equiparar seu vencimento básico ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PME. 17.1) reconhecer a importância da carreira dos profissionais da educação e desenvolver ações que visem à equiparação salarial com outras carreiras profissionais de formação equivalente; 17.2) viabilizar estudos relativos aos recursos orçamentários próprios do Fundeb e outras fontes para a valorização salarial, com ganhos reais, para além das reposições de perdas remuneratórias e inflacionárias e busca da meta de equiparação e de superação em 10% da média salarial de outros profissionais de mesmo nível de escolaridade e carga horária, para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, até o final deste Plano; 17.3) criar, até o final do primeiro ano de vigência deste Plano, fórum permanente, com representação de Instituições do magistério público do município, para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, por meio de indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, periodicamente divulgados pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE; 17.4) realizar a revisão salarial anual dos vencimentos ou salários iniciais e das remunerações da carreira, na data-base, de modo a preservar o poder aquisitivo dos educadores, nos termos do inciso X do artigo 37 da Constituição Federal e na Lei Municipal nº 6.425/2013; 17.5) implementar, gradualmente, segundo critérios de cada sistema de ensino público uma jornada de trabalho de tempo integral para os titulares de cargo efetivo, cumprida em um único estabelecimento escolar; 17.6) garantir o cumprimento do Plano de Cargos, Carreira, Remuneração e de Valorização do Magistério da educação básica da rede municipal de ensino do Município de Natal/RN, assegurando a participação da categoria por meio do sindicato na reformulação e/ou atualização, durante a vigência do PME; 17.7) manter e aperfeiçoar o sistema de avaliação de desempenho e qualificação dos profissionais da educação, garantindo o cumprimento do dispositivo do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração e Estatuto do Magistério. 18

19 Meta 18: Assegurar e revisar no prazo de dois anos, os Planos de Carreira para os profissionais da educação do Município, tomando como referência o piso salarial profissional, definido nos termos do inciso VIII do Art. 206 da Constituição Federal. 18.1) realizar, no primeiro ano de vigência deste plano, o censo de todos os profissionais do magistério e da educação (docentes, apoio pedagógico e administrativo), com publicização e encaminhamentos de tomadas de decisões baseadas no resultado do referido Censo; 18.2) fortalecer o Sistema Municipal de Ensino, buscando atingir em 90% de servidores nomeados em cargos de provimento efetivo, em exercício na rede pública de Educação Básica, alcançado o quadro de profissionais do magistério até o terceiro ano de vigência deste Plano e os profissionais da educação durante a vigência do plano municipal de educação; 18.3) aderir a prova nacional de concurso para os profissionais do magistério da educação básica pública, cujos resultados possam ser utilizados pelo Município, para a admissão desses profissionais; 18.4) assegurar a realização periódica de concurso público para provimento de vagas do município de Natal, com a implantação gradual do cumprimento da jornada de trabalho em um único estabelecimento escolar; 18.5) revisar, no prazo de dois anos, a partir da aprovação desta Lei, o Plano Cargos, Carreiras e Remuneração dos profissionais do magistério Público da Rede Municipal definido nas leis complementares nº. 058/2004 e nº 114/2010, nos termos do inciso V do art. 206 da Constituição Federal; Meta 19: Garantir em legislação específica, para a efetivação da gestão democrática da educação no Município, o compromisso com o acesso, a permanência e o êxito na aprendizagem do estudante, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho, prevendo recursos e apoio técnico da União no prazo de 1 (um) ano após a aprovação deste Plano. 19.1) fortalecer a gestão democrática em 100% (cem por cento) das unidades de ensino, por meio das eleições diretas dos gestores, conforme prevê a lei complementar municipal nº 147/2015, bem como ampliar a ação dos conselhos de acompanhamento e controle social, responsáveis pela fiscalização, orientação e assessoramento ao poder executivo; 19.2) fortalecer as instâncias colegiadas nos espaços educativos como forma de garantir a gestão democrática, a participação popular e o controle social; 19.3) promover a colaboração entre os órgãos normativos dos sistemas de ensino, fortalecendo o relacionamento entre o conselho estadual e municipal de educação. 19.4) criar espaços de interlocução e pactuação, interinstitucional e intersetorial, entre os entes federativos para definição de políticas a serem priorizadas, implantadas e consolidadas na educação do Município; 19.5) criar um espaço de interlocução, onde os envolvidos possam definir quais as políticas, planos, programas, projetos que serão priorizados em nível estadual e municipal em consonância com a política federal do MEC, objetivando, ainda, acompanhar as ações da educação escolar com a finalidade de desenvolver propostas pedagógicas para a melhoria dos indicadores educacionais do Município; 19.6) assegurar condições, durante a vigência do plano, para a efetivação da gestão democrática nas escolas públicas do Município, promovendo o fortalecimento dos conselhos do FUNDEB, CAE e 19

20 Conselhos Municipal e Estadual de Educação e os Conselhos Escolares, considerando a descentralização de recursos e ampliação dos mecanismos de autonomia financeira e administrativa; 19.7) - Articular ações em prol da melhoria da educação pública no Município com os sistemas de educação profissional (SENAI, SENAC, SESC,SESI, SEBRAE), UNDIME (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e IES (Instituições de Ensino Superior); 19.8) assegurar a elaboração do Projeto Político Pedagógico em cada instituição pública de ensino, de acordo com a concepção de escola democrática, inclusiva e participativa, articulado com o plano desenvolvimento da escola; 19.9) incentivar a atuação sistêmica dos conselhos e colegiados, promovendo estreita colaboração e cooperação com as instituições representativas do município e da sociedade civil, com a finalidade de desenvolver proposta de gestão viável e com foco na melhoria da qualidade do ensino ) promover e apoiar programas de formação continuada para os colegiados escolares com conteúdos referentes à gestão administrativa, financeira e pedagógica da escola; 19.11) fortalecer o processo de gestão democrática, através da consolidação do Conselho Escolar, do Grêmio Estudantil, do Regimento Escolar e do Projeto Político Pedagógico; 19.12) estimular, em todas as unidades de ensino de Educação Básica, a constituição e o fortalecimento de Grêmios Estudantis e a Associações de Pais, assegurando-lhes, inclusive, espaços adequados e condições de funcionamento nas escolas e fomentando a sua articulação orgânica com os Conselhos Escolares, por meio das respectivas representações; 19.13) viabilizar, no âmbito das escolas públicas, o funcionamento dos conselhos escolares em 100% (cem por cento) das unidades de ensino públicas do Município, mobilizando e promovendo a participação de pais, estudantes, professores, funcionários técnicos administrativos, comunidade e parceiros de competência; 19.14) garantir maior qualidade, eficiência e eficácia na implantação/implementação dos programas e projetos executados pela Secretaria Municipal de Educação, visando maior articulação entre os Departamentos e Setores, por meio de um Comitê Gestor Municipal, formado por técnicos da Secretaria de Educação; 19.15) fortalecer a implantação do Planejamento Estratégico, visando à execução das Estratégias do PME, o seu monitoramento, avaliação sistemática com a melhor concentração de esforços e recursos para alcançar os objetivos, promovendo o fortalecimento e à melhoria da gestão da escola e do desempenho do aluno; 19.16) implementar a rede de informação e comunicação contínua entre as unidades públicas de ensino, órgãos executivo, normativo e colegiado, visando à articulação e racionalização dos trabalhos. 20 Meta 20 Ampliar o investimento em educação pública de forma a atingir, no mínimo, 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto - PIB do País no 5º (quinto) ano de vigência da Lei nº /2014, e o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio. Estratégias 20.1) Identificar e garantir fontes de financiamento permanentes e sustentáveis para todos os níveis, etapas e modalidades da educação básica, observando-se as políticas de colaboração entre os entes federados, em especial as decorrentes do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e do 1º do art. 75 da Lei nº 9.394/1996, que tratam da capacidade de atendimento e

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