1. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS

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2 1. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS Habilitação Técnica de Nível Médio em Redes de Computadores Eixo A Tecnológico Informação e Comunicação, de acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio instituído pela Resolução CNE/CEB nº 03/08, fundamentada no Parecer CNE/CEB nº 11/08, alterada pela Resolução CNE/CEB nº 4/2012 de 06/06/2012, atende ao disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) Lei Federal nº 9.394/96, nas Resoluções CNE/CEB nº 04/10 e 06/2012 e nos Pareceres CNE/CEB nº 07/10 e 11/2012, no Regimento das Unidades Educacionais e demais normas do sistema de ensino. Na perspectiva de atualizar o perfil profissional de conclusão, para que os egressos possam acompanhar as transformações do setor produtivo e da sociedade, o Plano de Curso Técnico em Redes de Computadores, aprovado pela Portaria CEE/GP nº 439, de 22/09/2007, publicada no Diário Oficial do Estado DOE de 22/09/2007, passa, nesta oportunidade, por revisão, ajustando-se às diretivas do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio e mantendo-se alinhado às exigências específicas da ocupação, incorporando as inovações decorrentes dos avanços científicos e tecnológicos deste segmento, da experiência acumulada pela instituição e de novas tecnologias educacionais. A chamada Sociedade da Informação, que se configurou no séc. XX, tem como marco o aprimoramento de duas tecnologias: os microcomputadores e a Internet. As aplicações de tecnologias de redes de computadores na sociedade moderna têm crescido de forma tal que, atualmente, quase todos os dispositivos estão interligados em redes (desde um simples smartphone até servidores de alto processamento), uma vez que a Internet está mais acessível à população. As redes wi-fi, por exemplo, estão disponíveis em muitos estabelecimentos comerciais, proporcionando, assim, conexão instantânea aos usuários. Qualquer acontecimento pode ser acompanhando pela web em tempo real. O impacto econômico que a tecnologia de redes tem operado no mercado se estende à utilização de telefonia IP. A partir de uma rede, com implementação de protocolos e utilizando VoIP, podemos falar em qualquer lugar do planeta sem gastarmos mais com os pulsos telefônicos. Tudo isso só é possível graças às redes de computadores. A implementação dessa tecnologia, entretanto, requer profissionais qualificados. Segundo estudos do IDC, 1 encomendados pela Cisco, postos de trabalho na área de redes e conectividade no Brasil não foram preenchidos em A perspectiva é que esses números 1 Disponível em: <http://br.idclatin.com/>. Acessado em

3 cresçam para postos até Essa pesquisa aponta para um cenário muito preocupante no país: a falta de mão-de-obra qualificada no mercado das TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação), de uma maneira geral. Para Giuseppe Marrara, 2 diretor de relações governamentais da Cisco no Brasil, nosso país é o segundo da América Latina que mais enfrenta dificuldade para contratar profissionais nesse setor, atrás apenas do México: "Formar gente o suficiente (nas universidades e escolas técnicas) é muito difícil". Em 2012, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados CAGED, 3 foram abertas em torno de vagas para a área de redes no Estado de São Paulo. Nesse mesmo ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas INEP 4 realizou um estudo que mostrou que são matriculados em torno de alunos por ano na área de redes: quase metade das vagas abertas no mesmo período. O site da ComputerWorld do Brasil 5 publicou um artigo mostrando as 6 profissões de TI mais promissoras na atualidade: desenvolvedores de aplicativos móveis, desenvolvedores de software, designers de EU (User Experience), profissionais de segurança, arquitetos de data warehouse e profissionais de infraestrutura. Todas elas necessitam de um profissional da área de redes conectando toda a infraestrutura e disponibilizando os softwares desenvolvidos. Segundo o Gartner, 6 as dez tendências sobre tecnologia que poderão emplacar até 2015 são: dispositivos móveis, mudança de aplicativos nativos para aplicativos web como HTML5, substituição da noção de computador pessoal para a de nuvem pessoal, Internet das Coisas, Cloud Computing (computação nas nuvens), Big Data estratégico, analytics acionável (ligado ao processamento de baixo curso de Big Data), computação em memória, appliances virtuais integrados a ecossistemas e lojas corporativas de aplicativos. Desse conjunto, a área de redes está ligada direta e indiretamente a oito tecnologias, pelo menos. Isso nos permite dizer que uma das profissões do futuro está na área de redes de computadores. Nesse contexto, o SENAC São Paulo oferece o Técnico em Redes de Computadores, com objetivo de formar profissionais com habilidades técnicas e espírito empreendedor, capaz de compreender as especificidades de cada uma das áreas do conhecimento deste curso sem perder a visão integral do ser humano, necessária para as infinitas possibilidades de evolução do mercado. 2 Disponível em: <http://www.jlnews.com.br/geral/deficit-de-profissionais-de-tecnologia-se-aprofunda-no-pais>. Acessado em Disponível em: <http://portal.mte.gov.br/caged/>. Acessado em Disponível em: <http://www.inep.gov.br/>. Acessado em Disponível em: <http://computerworld.uol.com.br/>. Acessado em Disponível em: <http://www.gartner.com/technology/home.jsp>. Acessado em

4 2. REQUISITOS DE ACESSO Para matrícula na Habilitação Técnica de Nível Médio em Redes de Computadores, o(a) candidato(a) deve estar cursando, no mínimo, a 2ª série do Ensino Médio. Documentos: Requerimento de Matrícula. Documento de Identidade (RG) (cópia simples). Certificado ou Histórico Escolar de conclusão do Ensino Médio ou outros documentos educacionais que comprovem a conclusão do Ensino Médio (apresentação do original e cópia simples ou cópia autenticada) ou Declaração de escola, comprovando estar cursando a escolaridade mínima exigida (original). Para matrícula nas Qualificações Técnicas de Nível Médio, quando realizadas de forma independente da Habilitação, o(a) candidato(a) deve ter no mínimo o Ensino Fundamental completo. Documentos: Requerimento de Matrícula. Documento de Identidade (RG) (cópia simples). Certificado ou Histórico Escolar de conclusão do Ensino Fundamental ou outros documentos educacionais que comprovem a conclusão do Ensino Fundamental (apresentação do original e cópia simples ou cópia autenticada). As inscrições e as matrículas serão efetuadas conforme cronograma estabelecido pela Unidade, atendidos os requisitos de acesso e nos termos regimentais. 3. PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO O Técnico em Redes de Computadores é o profissional que atua na execução de projetos visando à implementação de sistemas de comunicação de dados que efetivamente atendam aos requisitos de negócio das empresas, desenvolvendo serviços de manutenção preventiva e reativa, participando da elaboração de diagnósticos e da solução de problemas que envolvam comunicação entre dispositivos e dando suporte à tomada de decisões estratégicas e táticas associadas a redes. 4

5 Ele trabalha de forma autônoma ou como funcionário em instituições públicas, privadas e do terceiro setor. Tem como característica dominar os diferentes aspectos tecnológicos e compreender os processos organizacionais relacionados a redes. Para tanto, no decorrer do curso o aluno deve mobilizar e articular com pertinência os saberes necessários à ação eficiente e eficaz, integrando suporte científico, tecnológico e valorativo que lhe permita: Buscar atualização constante e autodesenvolvimento, por meio de estudos e pesquisas no mercado nacional e internacional para propor inovações, identificar e incorporar, criticamente, novos métodos, técnicas e tecnologias às suas ações e responder às situações cotidianas e imprevisíveis com flexibilidade e criatividade. Assumir postura profissional condizente com os princípios que regem a formação do Técnico em Redes de Computadores, atuando em equipes e relacionando-se com outros profissionais, clientes e fornecedores envolvidos no processo de trabalho, contribuindo de forma efetiva para atingir os objetivos estabelecidos no seu campo de trabalho. Gerenciar seu percurso profissional, com iniciativa e de forma empreendedora, visualizando oportunidades de trabalho nos diversos setores e possibilidades para projetar seu itinerário formativo, seja prestando serviços em organizações ou na condução do seu próprio negócio. Atuar com responsabilidade, comprometendo-se com os princípios da ética, da sustentabilidade, da preservação da saúde e do desenvolvimento social, orientando suas atividades por valores expressos no ethos profissional, resultante da qualidade e do gosto pelo trabalho bem feito. Para atender às demandas do processo produtivo, o Técnico em Redes de Computadores deverá constituir a seguinte competência profissional: Instalar e administrar redes de computadores, considerando segurança, conectividade e disponibilidade, para permitir comunicação de dados e compartilhamento de recursos. O Assistente de Operação de Redes de Computadores é o profissional que atua instalando, configurando e administrando redes locais. Ele trabalha de forma autônoma ou como funcionário em instituições públicas, privadas e do terceiro setor. Esta Qualificação Técnica prevê o desenvolvimento da seguinte competência: Montar as partes física e lógica de redes locais, a partir do planejamento de sua infraestrutura e instalação de sistema operacional, a fim de prover conectividade local e compartilhamento de recursos. 5

6 O Assistente de Implantação e Administração de Infraestrutura de Redes de Computadores é o profissional que atua na implantação, gerenciamento e resolução de problemas em dispositivos e serviços de redes. Ele trabalha de forma autônoma ou como funcionário em instituições públicas, privadas e do terceiro setor. Esta Qualificação Técnica prevê o desenvolvimento da seguinte competência: Planejar, implementar, monitorar e interligar redes de computadores cabeadas e sem fio, configurando serviços relacionados a tráfego, armazenamento de dados, equipamentos e dispositivos específicos, segmentando redes e implementando rede de telefonia digital, a fim de garantir conectividade, disponibilidade, mobilidade e segurança de acordo com as necessidades do negócio. O Assistente de Segurança em Redes de Computadores é o profissional que atua no planejamento e administração de serviços de segurança de redes. Ele trabalha de forma autônoma ou como funcionário em instituições públicas, privadas e do terceiro setor. Esta Qualificação Técnica prevê o desenvolvimento da seguinte competência: Projetar, implementar e administrar segurança física e lógica em redes, definindo acessos e configurando serviços de certificados digitais, firewall e link de comunicação de dados criptografado, para garantir autenticidade e segurança de usuários e dispositivos. 4. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR A organização curricular do curso Técnico em Redes de Computadores está estruturada em cinco módulos e compreende, em seu itinerário formativo, três Qualificações Técnicas de Nível Médio de: Assistente de Operação de Redes de Computadores (módulos I e II). Assistente de Implantação e Administração de Infraestrutura de Redes de Computadores (módulos I, II, III e IV). Assistente de Segurança em Redes de Computadores (módulos I, II e V). Os módulos de I a V correspondem à Habilitação Técnica de Nível Médio em Redes de Computadores, sendo que: O módulo I deve ser desenvolvido no início do curso, isoladamente ou em concomitância com os módulos II, III, IV e/ou V. Os módulos III e IV são sequenciais e devem ser desenvolvidos isoladamente após o módulo II ou em concomitância com o módulo I. 6

7 O módulo V é independente e deve ser desenvolvido isoladamente após o módulo III ou em concomitância com os módulos I e/ou IV. M Ó D U L O S Carga Horária I Ambientação Tecnológica e Empreendedorismo 100 II Suporte e Infraestrutura de Redes 220 III Conectividade de Redes de Computadores 200 IV Administração de Redes de Computadores 260 V Segurança de Redes de Computadores 220 TOTAL DE HORAS Módulo I Ambientação Tecnológica e Empreendedorismo: Possibilita ao aluno utilizar recursos básicos de informática de forma integrada, buscando otimizar rotinas de trabalho e desenvolver um perfil empreendedor. Deve ser desenvolvido no início do curso, isoladamente ou em concomitância com os módulos II, III, IV e/ou V. Módulo II Suporte e Infraestrutura de Redes: Possibilita ao aluno fazer instalação, configuração e administração de redes. Deve ser desenvolvido isoladamente ou em concomitância com o módulo I. Módulo III Conectividade de Redes de Computadores: Possibilita ao aluno interconectar redes cabeadas e implementar redes sem fio. Deve ser desenvolvido após o módulo II, isoladamente ou em concomitância com o módulo I. Módulo IV Administração de Redes de Computadores: Possibilita ao aluno implantar, monitorar e administrar redes de computadores em contexto empresarial. Deve ser desenvolvido após o módulo III, isoladamente ou em concomitância com os módulos I e/ou V. Módulo V Segurança de Redes de Computadores: Possibilita ao aluno implementar e gerenciar a segurança de dados e dispositivos em redes. Deve ser desenvolvido após o Módulo III, isoladamente ou em concomitância com os módulos I e/ou IV. 7

8 COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS A SEREM DESENVOLVIDAS NOS MÓDULOS Módulo I Ambientação Tecnológica e Empreendedorismo Utilizar recursos de informática de forma integrada, considerando formatação e organização de arquivos a fim de otimizar rotinas de trabalho e agregar qualidade profissional. Identificar oportunidades de negócios com base no processo criativo e inovador de geração de ideias, mobilizando características do comportamento empreendedor. Elaborar projeto inovador com base nos conceitos de gestão empreendedora, definindo estratégias sustentáveis. Módulo II Suporte e Infraestrutura de Redes Montar a parte física de uma rede estruturada, a partir do planejamento de sua infraestrutura, a fim de prover conectividade local e remota. Montar a parte lógica de uma rede, instalando o sistema operacional de rede, configurando serviços e compartilhando recursos. Módulo III Conectividade de Redes de Computadores Planejar a interligação de redes, selecionando serviços de dados, configurando equipamentos, segmentando redes e implementando rede de telefonia digital, a fim de garantir conectividade e segurança. Implementar redes sem fio, configurando protocolos e dispositivos específicos para permitir mobilidade dos dispositivos conectados. Módulo IV Administração de Redes de Computadores Implementar serviços de administração de redes relacionados ao tráfego e ao armazenamento e elaborar documentação, a partir das necessidades do negócio, a fim de implantar redes de computadores. Administrar e monitorar redes de computadores, analisando relatórios, gerenciando recursos da rede, monitorando tráfego e configurando serviços de alta disponibilidade em sistemas operacionais de rede, com objetivo de garantir a disponibilidade da rede. Módulo V Segurança de Redes de Computadores Implementar e administrar serviços de certificados digitais, instalando e configurando serviços, para garantir a autenticidade e segurança de usuários e dispositivos. 8

9 Projetar segurança física e implantar segurança lógica em redes, definindo acessos, configurando firewall e link de comunicação de dados criptografados, a fim de garantir a proteção da rede. Indicações Metodológicas As indicações metodológicas que orientam este curso, em consonância com a Proposta Pedagógica do, pautam-se pelos princípios da aprendizagem com autonomia e do desenvolvimento de competências profissionais, entendidas como a capacidade de mobilizar, articular e colocar em ação valores, conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. 7 As competências profissionais descritas na organização curricular foram definidas com base no perfil profissional de conclusão, considerando processos de trabalho de complexidade crescente, relacionados com área de atuação deste profissional. Tais competências desenham um caminho metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada, colocando o aluno frente a situações problemáticas que possibilitem o exercício contínuo da mobilização e a articulação dos saberes necessários para a ação e a solução de questões inerentes à natureza do trabalho neste segmento. A incorporação de tecnologias e práticas pedagógicas inovadoras previstas, como o trabalho por projeto, atende aos processos de produção da área, às constantes transformações que lhe são impostas e às mudanças socioculturais relativas ao mundo do trabalho. Propicia aos alunos a vivência de situações desafiadoras que levam a um maior envolvimento, instigandoos a decidir, opinar, debater e construir com autonomia o seu desenvolvimento profissional. Permite, ainda, a oportunidade de trabalho em equipe, assim como o exercício da ética, da responsabilidade social e da atitude empreendedora. As situações de aprendizagem previstas para o curso têm como eixo condutor um Projeto que será construído no decorrer dos módulos, ou seja, por etapas, considerando as especificidades de cada módulo. O trabalho por projeto favorece o desenvolvimento das competências previstas em cada módulo, na medida em que considera contextos similares àqueles encontrados nas condições reais de trabalho e estimula a participação ativa dos alunos na busca de soluções para os desafios que dele emergem. 7 Esta é a definição de competência profissional presente nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico Resolução CNE/CEB nº 04/99. 9

10 Estudo de casos, proposição de problemas, pesquisa em diferentes fontes, contato com empresas e especialistas da área, seminários, visitas técnicas, trabalho de campo e simulações de contextos compõem o repertório do trabalho por projeto, que será especificado no plano dos docentes, a ser elaborado sob a coordenação da Área Técnica da Unidade e registrado em documento próprio. Cabe ressaltar que, na mediação dessas atividades, o docente deve atuar no sentido de possibilitar a identificação de problemas diversificados e desafiadores, orientando a busca de informações, estimulando o raciocínio lógico e a criatividade e incentivando respostas inovadoras. Deve, também, criar estratégias que propiciem avanços, tendo sempre em vista que a competência é formada pela prática e que esta se dá em situações concretas. PLANO DE REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO PROFISSIONAL SUPERVISIONADO O estágio é um ato educativo, tendo como objetivo proporcionar a preparação para o trabalho produtivo e para vida cidadã do educando, sempre desenvolvido em ambientes de trabalho que envolva atividades relacionadas com a natureza do curso, nos termos da legislação vigente. Este curso não prevê estágio profissional supervisionado, ficando a critério da Direção da Unidade autorizar a sua realização como uma atividade opcional do aluno, acrescida à carga horária total do curso. O estágio não obrigatório e opcional do aluno poderá ser realizado desde que o mesmo esteja matriculado, frequente regularmente o curso. O aluno que optar pelo estágio poderá iniciá-lo a partir do módulo II. Mesmo não sendo obrigatório, o estágio será orientado e supervisionado por um responsável da parte concedente e acompanhado por docente orientador indicado pelo Senac, que se responsabilizará pela sua avaliação e pela verificação do local destinado às atividades do estágio, procurando garantir que as instalações e as atividades desenvolvidas sejam adequadas para a formação cultural e profissional do educando. Os estágios poderão ser desenvolvidos em organizações privadas, públicas e do terceiro setor onde a atividade desse profissional se faça necessária, desde que ofereçam as condições essenciais ao cumprimento de sua função educativa, de maneira a evitar situações em que o aluno seja compelido a assumir responsabilidades de profissionais já qualificados e, dessa forma, desenvolvendo as atividades compatíveis com as previstas no Termo de Compromisso. 10

11 Serão aplicados estratégias e instrumentos de avaliação do desempenho do aluno, com registros em formulário próprio de acompanhamento do estágio, com anotações diárias feitas pelo estagiário e validadas pelo supervisor do campo de estágio. O estágio não poderá exceder 06 horas diárias e 30 horas semanais, devendo constar do respectivo Termo de Compromisso. A carga horária do estágio deverá ser de, no mínimo, 10% do total de horas da Habilitação ou, no mínimo, o mesmo percentual da respectiva Qualificação Técnica e o aluno poderá concluí-lo até a data de término do curso estabelecida no Termo de Compromisso firmado entre o aluno ou seu responsável legal, a parte concedente e o Senac, que indicará as condições para sua realização. Periodicamente o aluno deverá apresentar ao docente orientador do estágio, relatório das atividades realizadas. Um relatório final deverá ser entregue ao docente orientador da Unidade até a data de término do curso, devidamente assinado pelo supervisor do estágio. Para realização do estágio há necessidade dos seguintes documentos: Acordo de Cooperação entre a Unidade Senac que oferecer o curso e a parte concedente que oferecer o campo de estágio. Este documento deverá definir as responsabilidades de ambas as partes e todas as condições necessárias à realização do estágio. Plano de Atividades do estagiário, elaborado em acordo com aluno, parte concedente e o Senac, incorporado ao termo de Compromisso. Termo de Compromisso de Estágio, consignando as responsabilidades do estagiário e da parte concedente, firmado pelo seu representante, pelo estagiário e pela Unidade Senac, que deve zelar pelo cumprimento das determinações constantes do respectivo termo. Seguro de Acidentes Pessoais para os estagiários, com cobertura para todo o período de duração do estágio, pela parte concedente e, alternativamente, assumida pelo Senac. A apólice deve ser compatível com valores de mercado, ficando também estabelecidos no Termo de Compromisso. Durante a realização do estágio devem ser elaborados: Relatório de Estágio, segundo orientações do supervisor. Ficha de Acompanhamento de Estágio com registros diários feitos pelo estagiário e com visto do supervisor. O aluno ao qual for concedida a oportunidade do estágio opcional e que realizar, integralmente, as horas e atividades previstas no respectivo Termo de Compromisso terá 11

12 apostilado no verso do seu Certificado ou Diploma, o estágio realizado. Caso não cumpra o mínimo de horas e de atividades previstas, não terá direito a qualquer aditamento em seu documento de conclusão. 5. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES As competências anteriormente adquiridas pelos alunos, relacionadas com o perfil profissional de conclusão do Técnico em Redes de Computadores, podem ser avaliadas para o aproveitamento de estudos, nos termos da legislação e das normas vigentes. Assim, podem ser aproveitados no curso os conhecimentos e experiências adquiridos: Em cursos, módulos, etapas ou certificação profissional técnica de nível médio, mediante comprovação e análise da adequação ao perfil profissional de conclusão e, se necessário, com avaliação do aluno. Em cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, no trabalho ou por outros meios informais, mediante avaliação do aluno. O aproveitamento, em qualquer condição, deverá ser requerido antes do início do módulo e em tempo hábil para deferimento pela direção da unidade e devida análise por parte dos docentes, aos quais caberá a avaliação das competências e a indicação de eventuais complementações. 6. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A avaliação da aprendizagem será contínua e cumulativa, priorizando aspectos qualitativos relacionados ao processo de aprendizagem e ao desenvolvimento do aluno observado durante a realização das atividades propostas, individualmente e/ou em grupo, tais como pesquisas, relatórios de atividades e visitas técnicas, estudo de casos e do meio, diagnóstico ou prognóstico sobre situações de trabalho e produtos gerados pelos projetos desenvolvidos. A avaliação deve se pautar por critérios e indicadores de desempenho, pois considera-se que cada competência traz em si determinado grau de experiência cognitiva, valorativa e comportamental. Assim, pode-se dizer que o aluno adquiriu determinada competência quando seu desempenho expressar esse patamar de exigência qualitativa. Para orientar o processo de avaliação, torná-lo transparente e capaz de contribuir para a promoção e a regulação da aprendizagem, é necessário que os indicadores de desempenho sejam definidos no plano de trabalho docente e explicitados aos alunos desde o início do curso a fim de direcionar todos os esforços da equipe técnica, dos docentes e do próprio aluno, para que ele alcance o desempenho desejado. 12

13 Desse modo, espera-se potencializar a aprendizagem e reduzir ou eliminar o insucesso. Isso porque a educação por competência implica em assegurar condições para que o aluno supere dificuldades de aprendizagem diagnosticadas durante o processo educacional. A auto avaliação será estimulada e desenvolvida por meio de procedimentos que permitam que o aluno acompanhe seu progresso e pela identificação de pontos a serem aprimorados, considerando-se que esta é uma prática imprescindível à aprendizagem com autonomia. O resultado do processo de avaliação será expresso por menções: Ótimo: capaz de desempenhar, com destaque, as competências exigidas pelo perfil profissional de conclusão. Bom: capaz de desempenhar as competências essenciais exigidas pelo perfil profissional de conclusão. Insuficiente: ainda não capaz de desempenhar as competências exigidas pelo perfil profissional de conclusão. As menções serão atribuídas por módulo, considerando os critérios e indicadores de desempenho relacionados às competências previstas em cada um deles, as quais integram as competências profissionais descritas no perfil de conclusão. Será considerado aprovado aquele que obtiver, ao final de cada módulo, as menções Ótimo ou Bom e frequência mínima de 75% do total de horas de efetivo trabalho educacional. Será considerado reprovado, aquele que obtiver a menção Insuficiente em qualquer um dos módulos, mesmo após as oportunidades de recuperação, ou tiver frequência inferior a 75% do total de horas de efetivo trabalho educacional. Os alunos deverão ter pleno conhecimento dos procedimentos a serem adotados para o desenvolvimento do curso, bem como sobre as normas regimentais e os critérios de avaliação, recuperação, frequência e promoção. 7. INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS A rede de Unidades Educacionais tem a infraestrutura necessária para a realização dos cursos de educação profissional técnica de nível médio propostos, contando com dependências para acolhimento dos alunos, salas de aula devidamente mobiliadas com cadeiras móveis e armário para organização dos materiais, sala de atendimento, salas para Direção, Secretaria, Coordenação e Docentes, laboratório de informática, bibliotecas com o acervo contendo os títulos da bibliografia básica indicada no correspondente Plano de Curso, 13

14 computadores conectados à Internet e outros equipamentos, como Televisão, Vídeo/DVD, Projetor de Slides e Retroprojetor/Data Show. Instalações específicas Laboratório de Informática, com os seguintes softwares instalados: Edição de texto, planilha eletrônica e apresentação de slides Virtualização Sistemas operacionais de rede Edição de imagens Navegadores Servidor Web Laboratório de Hardware, contendo: Computadores para instalação de sistema operacional Computadores Troubleshooting Kit morto de computador (gabinetes com peças queimadas, contendo: placa mãe, processador, cooler, fonte de alimentação, disco rígido, memória RAM, placa de vídeo, placa de rede, drive de disco flexível e drive de CD-ROM) Kit de ferramentas (chave de fenda, chave philips, alicate de bico, alicate de crimpagem, alicate de corte, multímetro, pulseira antiestética, chave de teste) Câmera IP Switches e roteadores OU software de simulação Testador de Cabo NAS Patch Panel Putch Down Roteador Wireless Keystone Bibliografia Básica Módulo I Ambientação Tecnológica e Empreendedorismo NAKAGAWA, M. Empreendedorismo elabore seu plano de negócio e faça a diferença! São Paulo: Editora Senac, PESCE, B. A menina do Vale: Como o empreendedorismo pode mudar a sua vida. São Paulo: Casa da Palavra,

15 SANTANA FILHO, O. V. Internet: Navegando melhor na Web. São Paulo: Senac, Módulo II - Suporte e Infraestrutura de Redes RAMOS, A. Administração de Servidores Linux. São Paulo: Ciência Moderna, SOUSA, L.B. Redes de Computadores: Guia Total. São Paulo: Érica, THOMPSON, M.A. Microsoft Windows Server 2012: Instalação, Configuração e Administração de Redes. São Paulo: Érica, Módulo III - Conectividade de Redes de Computadores BARBOSA, D.C.P.; NASCIMENTO, V.C.O.; LINS, R.D. VOIP: Conceitos e Aplicações. São Paulo: BRASPORT, LACERDA, I.M.F.; OLIVEIRA, J.B. Rede de Computadores: Um guia para instalação e reparação. São Paulo: SENAC, SIQUEIRA, L. Certificação LPI-1. São Paulo: LINUX NEW, Módulo IV - Administração de Redes de Computadores BRITO, S.H.B. Laboratórios de Tecnologias CISCO em Infraestrutura de Redes. São Paulo: NOVATEC: COUGO, P.S. ITIL: Guia de Implantação. Rio de Janeiro: Campus, MOTA FILHO, J.E. Análise de Tráfego em Redes TCP/IP. São Paulo: NOVATEC, Módulo V - Segurança de Redes de Computadores FONTES, E. Políticas e Normas para a Segurança da Informação. São Paulo: BRASPORT, GIAVAROTO, S.C.R.; SANTOS, G.R. Backtrack Linux: Auditoria e Teste de Invasão em Redes de Computadores. São Paulo: Ciência Moderna, RUFINO, N.M.O. Segurança Em Redes Sem Fio: Aprenda a Proteger suas Informações em Ambientes Wi-Fi e Bluetooth. 3. ed. São Paulo: NOVATEC: Bibliografia Complementar ASSUNÇÃO, M.F. Segredos do Hacker Ético. 4. ed. São Paulo: Visual Books, DOLABELA, F. O segredo de Luísa. São Paulo: Sextante, GOODRICH, M.T.; TAMASSIA, R. Introdução à Segurança de Computadores. Rio Grande do Sul: Bookman,

16 MAGALHÃES, A.; GOUVEIA, J. Curso Técnico de Hardware. 7. ed. São Paulo: Zamboni, 2011 (Coleção Formação Profissional). MARIN, P.S. Cabeamento Estruturado: Desvendando Cada Passo - do Projeto à Instalação. São Paulo: Érica, MENDES, D.R. Redes de Computadores: Teoria e Prática. São Paulo: Novatec, MORIMOTO, C.E. Hardware II: O Guia Definitivo. Porto Alegre: Sulina, NASCIMENTO, M.B.; TAVARES, A.C. Roteadores e Switches: Guia para Certificação CCNA e CCENT. São Paulo: Ciência Moderna, PETERSON, L.L.; DAVIE, B.S. Redes de Computadores. 5. ed. São Paulo: Campus, ROSA, A. Windows Server 2012: Curso Completo. São Paulo: FCA, SCHMITT, M.A.R.; PERES, A.; HASS, C.A. Redes de Computadores: Nível de Aplicação e Instalação de Serviços. Rio Grande do Sul: Bookman, PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO Estão habilitados, para a docência neste curso, profissionais licenciados (licenciatura plena ou programa especial de formação) na respectiva área profissional. Para o desenvolvimento das competências previstas nos módulos constantes deste Plano de Curso devem ser admitidos docentes com a seguinte formação: MÓDULOS Ambientação Tecnológica e Empreendedorismo Suporte e Infraestrutura de Redes Conectividade de Redes de Computadores Administração de Redes de Computadores FORMAÇÃO Profissionais com formação superior e com conhecimentos em Informática (últimas versões do Windows e do Office) e administração de empresas. Profissionais com formação superior na Área de Exatas, com conhecimentos em Sistemas Operacionais de Redes e experiência em Administração de Redes. É desejável que tenham certificação em produtos Microsoft, Linux ou CISCO. Profissionais com formação superior na Área de Exatas, com conhecimentos em Redes Wireless e Telefonia IP Digital, e experiência em configuração de switches e roteadores. É desejável que tenham certificação em produtos Microsoft, Linux ou CISCO. Imprescindível que apresentem certificação CCAI CCNA válida. Profissionais com formação superior na Área de Exatas, com conhecimentos em Administração de Redes Linux e 16

17 Microsoft, e experiência em configuração de servidores, switches e roteadores. É desejável que tenham certificação em produtos Microsoft, Linux ou CISCO. Imprescindível que apresentem certificação CCAI CCNA válida. Segurança de Redes de Computadores Profissionais com formação superior na Área de Exatas, com conhecimentos em Segurança em Redes Linux e Microsoft, e experiência em configuração de firewall. É desejável que tenham certificação em produtos Microsoft, Linux ou CISCO. Poderão ainda ser admitidos, em caráter excepcional, profissionais na seguinte ordem preferencial: Na falta de licenciados, os graduados na correspondente área profissional ou de estudos. Na falta de profissionais graduados em nível superior nas áreas específicas, profissionais graduados em outras áreas e que tenham comprovada experiência profissional na área do curso. Na falta de profissionais graduados, técnicos de nível médio na área do curso, com comprovada experiência profissional na área. Aos não licenciados deverá ser propiciada formação em serviço. A coordenação do curso será realizada por profissional com graduação e experiência profissional compatíveis com as necessidades da função. 9. CERTIFICADOS E DIPLOMA Àquele que concluir com aprovação os módulos I e II será conferido o certificado de Qualificação Técnica de Nível Médio de Assistente de Operação de Redes de Computadores. Àquele que concluir com aprovação os módulos I, II, III e IV será conferido o certificado de Qualificação Técnica de Nível Médio de Assistente de Implantação e Administração de Infraestrutura de Redes de Computadores. Àquele que concluir com aprovação os módulos I, II e V será conferido o certificado de Qualificação Técnica de Nível Médio de Assistente de Segurança em Redes de Computadores. Àquele que concluir com aprovação todos os módulos que compõem a organização curricular desta Habilitação Técnica de Nível Médio e comprovar a conclusão do Ensino Médio será conferido o Diploma de TÉCNICO(A) EM REDES DE COMPUTADORES, com validade nacional. 17

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